Segunda-feira, Maio 31, 2010

A Parvuzela e o massificar da cretinice!

Apodera-se lentamente das hostes da lusa carneirada a “Parvuzela” e o que é a Parvuzela perguntam os ilustres visitantes deste local. Ora já a devem ter visto mas com outro nome, creio que circula por aí com o nome de Vuvuzela, na realidade o seu nome é Parvuzela, porque é um poderoso fenómeno ajuntador de parvos, daí o nome, a coisa é basicamente um bocado de plástico, que emite um barulho quase idêntico a um traque dado depois de um belo almoço de sopa da pedra.
No seu país de origem serve para fazer um cagaçal medonho, no apoio aos empurra bolas lá do sítio, por cá serve para os parolos, fazerem o mesmo, e como os portugueses são donos de uma particular apetência para aderir a tudo o que sejam modas parvas, esta não poderia ser excepção, eis que temos a Parvuzela, promovida até à exaustão.
Para essa promoção, basta pegar num rapaz sul-africano, que muito bem vem ganhar o dele, à conta dos parvos, de seguida colocar o rapaz a ensinar os parolos mediáticos a fazer figuras ridículas na televisão enquanto sopram na Parvuzela, fazendo esgares e pulando como símios, fingindo a alegria dos pobres de espírito, isto tudo para apoiar a selecção dos empurra bolas, que vai gastar o suficiente para equipar decentemente várias escolas.
Depois desta promoção, é só esperar que os parvos, acorram em massa, aos postos da empresa que lucra duplamente com a coisa, uma empresa dedicada aos combustíveis que aumenta os preços por tudo e por nada e quando os baixa é no limite para os aumentar dias depois. Os parvos lá vão a correr loucos e desesperados para possuir uma Parvuzela, podendo depois juntar-se à próxima onda de imbecilidade, que após o campeonato ganho pelas águias e a pepineira Papal, ameaça de novo os poucos neurónios dos carneiros lusitanos, escravos que são dos senhores do poder e da escumalha subsídio dependente. Por isso viva a Parvuzela o ícone da estupidez e parvoíce nacional.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quinta-feira, Maio 27, 2010

Às bengalas, conta a Corja!

Enquanto a notícia desfilava pela televisão, fiquei estarrecido, nem queria acreditar em semelhante coisa, a voz off do jornalista, ressoava dentro da minha cabeça, mais 25%, mais 25%. Uns senhores que alegadamente servem o país, ou se servem dele, ainda não percebi bem qual é a opção mais correcta, aprovaram para si próprios, um aumento generalizado no esbanjamento geral, uma súcia de madraços e calaceiros que parece não ter bem a noção de onde vivem.
Longe da crise, a milhas do mundo real, o orçamento do improdutivo tabernáculo do dar à tramela, vai aumentar, a sua dotação em itens tão importantes, como seminários e decoração, viagens e transportes, despesas gerais e ajudas de custo, Por outras palavras aqueles senhores aumentam a verba para puderem esbanjar mais em cretinices, lixa-se como é óbvio o do costume, o Zé Pagante!
Esse pobre diabo o Zé Pagante, carrega às costas, toda a Corja. A vil Corja que nos suga até ao tutano. Ó pobre povo que semelhantes rapaces tens como gentes, como diriam esses que da vida se diziam vencidos, isto só lá vai à bengalada, por isso meus caros vamos a isso, às bengalas, contra a ladroagem marchar, marchar!
A constituição diz que podem ser apenas 180, os malvados burocratas, mas não, reduzir nem pensar, cortar nos carros de estado, curioso que na Inglaterra os deputados e os ministros vão passar a ter de partilhar as viaturas de estado, que ao que consta são apenas metade das que temos por cá, mas em terras da Lusa cretinice, jamais! É impensável, retirar à Corja as alcavalas que a engorda, visitem este local, para constarem a enormidade dos milhões que por ano são esbanjados, e depois venham dizer que a culpa é apenas e só dos funcionários públicos.
Quando noutros países se assiste a cortes nos salários e mordomias da rafeirada politiqueira, por cá é ao contrário, alias nós andamos sempre em contra ciclo, por cá a Corja engorda com o suor dos pobres cada vez mais pobres, é vergonhoso, que da esquerda à direita nem um pio, é vergonhoso que em todos aqueles duzentos e muitos poltrões, não haja alguém com uma réstia de vergonha na cara!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Terça-feira, Maio 25, 2010

Águas Passadas!

Todos os anos, é a mesma história. Ainda não começou a época balnear e já há a lamentar uma série de mortos por afogamento, posto que as praias não estão condignamente vigiadas. Este infortúnio levanta logo duas questões, a primeira é a da incúria e da inépcia das autoridades deste paíszeco da treta, passados que estão trezentos e sessenta e cinco dias, e mais uma vez, nada se vez para contrariar esta situação.
A outra questão é a da falta de cuidado dos frequentadores das praias, parece que neste país, esta anedota trágica, ninguém parece prestar absolutamente nenhuma atenção às campanhas de prevenção, nem à segurança, que urge tornar mais série e eficaz, a par de efectivas sanções para os prevaricadores, muitos se queixam da caça à multa, no entanto estou em crer, que se verdadeiramente existisse caça à multa, mais de metade dos excelsos cidadãos desta terra, já tinha vendido a casa para pagar as coimas, tal é a quantidade de burgessos que temos como população.
As autoridades, preferem ao invés de ter uma unidade eficaz de Guarda Costeira ou Polícia Marítima, ou como melhor lhes aprouver chamar-lhe, com um serviço de socorros a náufragos decente, permanente e altamente profissional, essas autoridades preferem submarinos, preferem gastar milhões com visitas de líderes religiosos e milhares de milhões em bancos falidos, que faliram por causa da incúria e falcatruas de banqueiros ladrões, preferem pois a estultice, o puro disparate a fazerem algo para zelar pelos cidadãos que pagam impostos e já agora pelos outros também, que apesar de serem uns parasitas também têm direito de não morrer afogados em praias completamente ao abandono.
Estou quase apostado em que em Maio do próximo ano, estarei de novo a escrever sobre o mesmo tema, porque nada de relevante terá sido feito, ou se for, saíra uma qualquer legislação imbecil, a qual ninguém entenderá e muito menos cumprirá, mas que servirá para escudar a responsabilidade dos senhores do poder, perante tão sábia demonstração de ignorância e laxismo. Não sei se o podem fazer, mas impunha-se uma queixa no Tribunal Europeu em relação a esta questão, uma queixa por incúria e laxismo, por falta de iniciativa, por negligência, pois é a negligência de um Estado que deixa os seus cidadãos morrerem em praias que deveriam estar vigiadas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sexta-feira, Maio 21, 2010

Filhos e Enteados

Um destes dias no jornal “O Público”, vi na secção dedicada aos blogues, a referência a um blogue, com um artigo muito interessante, onde o autor descasca na função pública, pode ler o original aqui! A verve descomedida e a completa falta de conhecimento do cavalheiro em questão, suscitam-me alguns comentários, na sua maioria indecorosos e impróprios, para este espaço que se quer familiar, por isso, tecerei apenas algumas considerações acerca das bojardas que este cavalheiro alvitra como quem atira migalhas de bolo-rei.
Diz a certa altura o intelectualmente iluminado cavalheiro. “Nesta terra, há os “filhos” (funcionários públicos) e os “enteados”(…). Depreendo que por “enteados”, o excelso senhor se queira referir a todos os que trabalham no sector privado, os heróis, no dizer de um líder duma associação de patrões. Ora são esses heróis, que deixam os patrões, declarar apenas cem quando eles ganham duzentos, esses heróis invejam a função pública mas são incapazes de lutar pelos seus direitos, esses heróis, vão para o desemprego e continuam a trabalhar e a receber por fora. É evidente que depois existe muita gente explorada no sector privado, que se sujeitava a qualquer coisa, e digo sujeitava, porque mesmo esses nos dias de hoje preferem os rendimentos mínimos e os subsídios de desemprego.
Quero dizer ao meu excelente amigo, que trabalho a contrato na função pública há cerca de dez anos, um dia de trabalho típico dos meus, começa no dia anterior com a preparação das aulas de formação que tenho no dia a seguinte, inicio as minhas funções às nove e trinta da manhã, rigorosamente todos os dias às nove e dez nove ou vinte já o meu local de trabalho está pronto para funcionar quando abrir às dez. Dou formação em informática até às doze e trinta, volto a dar formação das dezassete às dezoito, entrementes das catorze às dezassete, zelo para que os utentes do espaço Internet consigam fazre aquilo que pretendem, atendo gente que vem renovar a carta, enviar declarações de IRS, marcar consultas no centro de saúde, estrangeiros com marcações no SEF, ajudo a fazer currículos e procurar emprego, atendo pessoas que vem por questões relacionadas com a segurança social e ainda consigo ajudar as pessoas que utilizam a rede sem fios a configurar os computadores para aceder à rede e ou a utilizar alguma aplicação, resta dizer que recebemos no Verão muitos estrangeiros o que é uma complicação porque eles raramente percebem português, resta dizer que falo e escrevo em quatro línguas para além do português e que ao fim do mês levo para casa cerca de seiscentos euros de ordenado.
Ao contrário dos “enteados” que o iluminado senhor referencia eu não posso estar no café da esquina a beber minis às cinco da tarde, ao contrário dos “enteados” eu não recebo um valor e declaro outro, ao contrário dos “enteados” que realmente vivem numa “bolha fictícia” como o preclaro senhor alude, eu vivo realmente na dura realidade de estar sempre à espera do dia de São Receber, esperando que no próximo ano mesmo assim me voltem a dar trabalho. Vivo escravo de uma dívida a trinta anos para pagar a casa ao banco, o meu telemóvel tem seis anos, a aparelhagem trinta e não tenho plasma nem LCD. Sou apenas um dos milhares de funcionários públicos que se sentem ofendidos, com o seu artigo imbecil.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quinta-feira, Maio 20, 2010

Tristes e sós!

A morte do sub-chefe da PSP, abatido depois de um desacato junto ao local onde residia, é mais um exemplo triste, do abandono a que são votados os homens e mulheres que trabalham e ou trabalharam nas forças policiais e militares, e aquilo que os espera quando por motivos de passagem à reforma, à disponibilidade e ou arredados das instituições por qualquer outro motivo se vejam nalguma situação perigosa em que percam as estribeiras.
Foi mais um exemplo do eterno abandono a que estes quadros profissionais altamente treinados, são votados, por quem deveria pensar um pouco, em todos os que deram muito de si à sociedade, precavendo, acompanhando e cuidando de todos os que um dia representaram a Autoridade deste Estado. Claro que o que se passa é o inverso, assim que estão na rua, é cada um por si, esta política até hoje não tem trazido grandes dissabores, apenas uma ou outra má experiência, o que não quer de todo significar que não nos venham a surgir grandes problemas, aliás a experiência da guerra colonial, só não produziu um grande número desses inadaptados, porque vivíamos em ditadura.
Quantos homens andam na rua, que sabem fazer bombas e matar de mil e uma maneiras, serão com certeza milhares, não falo dos grupos criminosos oriundos de bairros de escumalha, aos quais tudo é dado e não aproveitam nada, só se queixam e enveredam pelo crime, os parvos! Falo sim e acima de tudo de ex-polícias e de ex-militares, aos quais foram ensinadas todas as técnicas necessárias para sobreviver matando, quantos desses camaradas estão em situações complicadas, desorientados, vítimas desta sociedade que os sugou até mais não poder e de seguida os abandonou à sua sorte.
O que se vê, é triste, os polícias, tem as promoções congeladas, os guardas idem, aumentam-se os oficiais de um e de outro lado, o mapa de pessoal da GNR é um atroz atentado ao intelecto de qualquer pessoa medianamente capaz, e é com tudo isto que querem, que esses homens e mulheres, mal pagos, agredidos, achincalhados e abandonados, exerçam a sua profissão e defendam esta sociedade de trampa, ora vão às malvas.
A fazer fé num recente estudo, 23% dos portugueses sofrem de distúrbios do foro mental, acredito até que sejam mais, tal é quantidade de ansiolíticos e ant-idepressivos que se vendem nesta terra, proporcionalmente inverso a esse valor é o investimento que se faz em políticas de saúde mental, que estará seguramente ao nível do Burkina Faso, resumindo somos um pais de tontos, que estultamente nem se dá ao trabalho de os curar, até que o grosso da população seja completamente alienada, coisa que está já perto de acontecer, como alias se pode observar agora com as pasquinices futeboleiras e religiosas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Terça-feira, Maio 18, 2010

Um Grande Passo!

Demos um passo em frente na civilidade e no respeito pela liberdade, com a promulgação do casamento entre pessoas do mesmo sexo! Falta-nos ainda muito para que sejamos uma sociedade de gente feliz e normal, ao invés desta corja de recalcados sacristas e infelizes, mas ontem, e ao contrário do que estava à espera, Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, promulgou a lei, isto apesar de do seu pé estar sempre a fugir para a chinela social-democrata e sacrista, como se percebeu pelo seu discurso onde se fartou de falar e não disse nada, como é alias seu apanágio, misturando a crise com o tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo, não percebi, o que uma coisa tem que ver com a outra, será que existe um grupo de pressão banqueiro-gay, culpado pela crise?
O que importa, muito para lá, a milhas de distância, do absurdo discurso de Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica e das suas convicções, que devem ficar por isso mesmo, porque as suas convicções, deve guardar para si, porque um presidente da república não tem convicções, um presidente da república tem um mandato de representação da nação, é para isso que é eleito. O que importar é saudar Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, porque desta vez, resolver verdadeiramente assumir o seu papel de Presidente da Republica, ao invés do que tem feito. O que importa é que as pessoas sejam felizes, dentro do respeito pelas liberdades e respeito pelo próximo.
Enquanto sociedade, ontem demos um grande passo em frente, para nos tornarmos uma sociedade evoluída e plural, ainda que ainda sejamos um Estado fraco com uma Justiça miserável, uma democracia titubeante, são pequenas conquistas como a de ontem que vão fazendo este país avançar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Maio 17, 2010

Ao abandono!

A morte do sub-chefe da PSP, abatido depois de um desacato junto ao local onde residia, é mais um exemplo triste, do abandono a que são votados os homens e mulheres que trabalham e ou trabalharam nas forças policiais e militares, e aquilo que os espera quando por motivos de passagem à reforma, à disponibilidade e ou arredados das instituições por qualquer outro motivo se vejam nalguma situação perigosa em que percam as estribeiras.
Foi mais um exemplo do eterno abandono a que estes quadros profissionais altamente treinados, são votados, por quem deveria pensar um pouco, em todos os que deram muito de si à sociedade, precavendo, acompanhando e cuidando de todos os que um dia representaram a Autoridade deste Estado. Claro que o que se passa é o inverso, assim que estão na rua, é cada um por si, esta política até hoje não tem trazido grandes dissabores, apenas uma ou outra má experiência, o que não quer de todo significar que não nos venham a surgir grandes problemas, aliás a experiência da guerra colonial, só não produziu um grande número desses inadaptados, porque vivíamos em ditadura.
Quantos homens andam na rua, que sabem fazer bombas e matar de mil e uma maneiras, serão com certeza milhares, não falo dos grupos criminosos oriundos de bairros de escumalha, aos quais tudo é dado e não aproveitam nada, só se queixam e enveredam pelo crime, os parvos! Falo sim e acima de tudo de ex-polícias e de ex-militares, aos quais foram ensinadas todas as técnicas necessárias para sobreviver matando, quantos desses camaradas estão em situações complicadas, desorientados, vítimas desta sociedade que os sugou até mais não poder e de seguida os abandonou à sua sorte.
A fazer fé num recente estudo, 23% dos portugueses sofrem de distúrbios do foro mental, acredito até que sejam mais, tal é quantidade de ansiolíticos e ant-idepressivos que se vendem nesta terra, proporcionalmente inverso a esse valor é o investimento que se faz em políticas de saúde mental, que estará seguramente ao nível do Burkina Faso, resumindo somos um pais de tontos, que estultamente nem se dá ao trabalho de os curar, até que o grosso da população seja completamente alienada, coisa que está já perto de acontecer, como alias se pode observar agora com as pasquinices futeboleiras e religiosas.
O que será preciso acontecer, para que os eleitos desta terra percebam, que sem nós os cada vez mais desgraçados pagantes disto tudo, a sua função também será esvaziada de conteúdo, certo é que fizemos um outro ciclo de agruras, mais um, na nossa quase eterna caminhada sempre em crise, ao longo dos quase mil anos que levamos de história, fomos vencendo umas após outras, muitas vezes to,ando mão do ferro e abrindo as entranhas aos energúmenos, findámos em 1974, com aquela coisa a que se chamou revolução, esvaiu-se aí a nossa força, hoje somos o que se vê, um restolho pobre, sem alma, sem cultura, semi analfabetos, divididos em bairros e capelinhas, ciosos do pouco fazer, que futuro teremos?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Terça-feira, Maio 11, 2010

Então e a Produtividade?

Há tempos, em conversa um amigo dizia-me que Portugal tem uma grande propensão gastronómica, dada a quantidade de “tachos” que existem por cá, fartei-me de rir, realmente pensando atentamente na coisa é bem verdade nós somos um reles tachocracia, beata e hipócrita, adora como estas palavras se ligam na perfeição.
A vinda de SS o Papa Bento XIV ou seja Sua Santidade, não pensem já coisas malévolas suas cabeças chocas, não estou a atentar contra a santidade da criatura. Mas dizia eu que com a vinda do Papa, lá se vai o discurso da produtividade e da contenção. Os senhores distribuíram tolerâncias de ponto a esmo, sem preocupação alguma, haverá muito bom menino que a partir de hoje já não faz nada, e não se pense que são apenas os funcionários públicos, porque essa parolada peregrina não é de certeza toda da função pública, ora se o nosso maior problema, dito pelos sumos-sacerdotes da omnisapiência económica, é a produtividade, este é seguramente mais um excelente exemplo, de miserabilismo e falta de produtividade.
Por outro lado, os senhores ministros que pedem contenção, que cortam a eito em todos os direitos e nos já miseráveis ordenados do Zé Pagante, são os mesmos a sancionar os milhões esbanjados na visita do Papa, querem que fique contente, pois não fico, vão todos bardamerda, mais a contenção e as visitas esbanjadoras e a produtividade. Cambada de carneiros capados, eunucos cretinos e lesmas palonças, ratos de sacristia hipócritas, que merecem bem a merda em que se estão a afundar, corja de pategos miseráveis que adora dar o cu aos grandes para parecer mais pequeno, parolos nojentos, com tanta gente em dificuldades e vocês a esbanjarem dinheiro a rodos por causa de um estúpida quimera. Então e onde fica a produtividade e a contenção.
QUE PAÍS DE MERDA!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Maio 10, 2010

Homem de craveira

O líder da bancada do PS no parlamento declarou que o senhor deputado Ricardo Rodrigues, conhecido por ser possuidor de um tal magnetismo pessoal que consegue atrair equipamentos de gravação de áudio para adentro das suas algibeiras, como se viu no caso dos gravadores de voz dos jornalistas da revista com mais falta de visão de Portugal.
Vamos por partes. Primeiro, o jornalismo que se faz por cá, é miserável e absolutamente tão corrupto como o resto da sociedade! Partindo desta especulação facilmente consubstanciada com provas, se a isso se derem ao trabalho, apesar de sabermos que depois em tribunal nenhuma dessas provas será admitida, chegamos à inevitável conclusão, de que os jornalistas, são igualmente maus profissionais, alias basta ver as reportagens televisivas e jornalísticas, onde desde as simples argoladas na dicção até aos erros grosseiros de português, evoluindo para a defesa de opções pessoais, ditadas muitas vezes por imposições dos detentores, leia-se donos, desses órgãos de informação, que estão presos a filiações partidárias e institucionais, através das quais discretamente exercem a sua censurazita, condicionando as notícias aos interesses terceiros alheios à verdade, cujo busca e divulgação é o que menos interessa.
Os meios de comunicação social, são abjectamente sectários e quase sempre ligados a um patrono invisível que mexe os cordelinhos, Estado, governantes, membros da situação ou da oposição, partidos políticos, grupos de pressão, Igreja, Autarquias e autarcas, enfim, há para todos os gostos e géneros, desde o pasquim de tiragem local dedicado à paróquia, até ao órgão de tiragem nacional filtrado por um dado governo ou por uma dada facção da oposição, onde são promovidas as faltas de uns e escondidas as de outros, onde se perseguem e arrasam pessoas ou se promovem e endeusam, conforme a vontade dos mandantes. Isto senhoras e senhores é a nossa comunicação social!
Segundo. Por muito baixo nível, que tenham as perguntas feitas por um qualquer jornalista, a um titular de um cargo público, o mesmo não pode nunca descer ao nível do jornalismo reles que por cá se vai fazendo, no entanto ressalvo que no caso do deputado em questão, não era essa a situação, os jornalistas faziam perguntas perfeitamente licitas a um detentor de um cargo público, que não soube respeitar-se, que não soube fazer-se respeitar, que não respeitou quem o elegeu, que não respeitou o local onde estava nem os profissionais a quem tinha concedido a entrevista. Ora se isto é um homem de craveira, eu vou ali e já venho.
O senhor deputado, não pode, comportar-se como um vulgar trolha arruaceiro para depois invocar, pressões insuportáveis e outras desculpas de cariz igualmente miserabilista, o senhor deputado, se não sabe lidar com a comunicação social, deve abster-se de dar entrevistas, contrate um assessor, pague-lhe do seu bolso, não do erário público, tá bem abelha, e aprenda a interagir com os jornalistas. Reagindo daquela forma inconsequente o senhor deputado revelou duas coisas muitos tristes, a primeira é que lhe falta auto domínio, pecha grave para quem é ou pretende ser político, a segunda e mais grave é que um deputado não pode sob pretexto absolutamente nenhum reagir como o senhor reagiu, é uma vergonha para um detentor de um cargo público, tal como foram as atitudes daquele senhor a fazer corninhos ao outro e o outro senhor deputado a mandar o colega a um local do vernáculo lusitano. Se este é tipo de atitudes de homens de craveira, muito mal vai esta terra.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quinta-feira, Maio 06, 2010

Comissões para lamentar!

O título da croniqueta de hoje, surgiu em conversa com um excelente amigo, que com os seus oitenta e picos anos faz inveja a muito rapaz novo, quer pela argúcia quer pela sapiência, escusado será dizer, que este homem, é um homem simples, que dedicou a sua vida à cultura e à coisa pública, dizer também que não tem iates, nem carro tem, nem casas no Algarve, foi autarca, mas é dos casos raros, de honestidade, por isso vou plagiar aquela sua brilhante tirada, sobre as famosas Comissões Parlamentares.
A febre das Comissões Parlamentares, atingiu o nosso Parlamento! Não soubéssemos nós, que aquele é um local cada vez mais oco e ficaríamos contentes em saber que existem as tais ditas comissões, curioso que estão cheias de gente nova, jotinhas dos partidos, que parecem muito dedicados e empenhados. É vê-los com aqueles ares e esgares de estadão, a fazer figura de muito atentos, valha-nos Deus, é um verdadeiro caso para lamentar, as coisas a que se prestam!
Parecem os meninos no recreio, alias até acredito que os mandem para lá, para isso mesmo, assim não chateiam, os mais velhos. Uns até deixam crescer a barba para parecerem mais adultos e responsáveis, elas vestem-se de avozinha para parecerem mais adultas, enfim, o que escrevo não é falta de respeito aos senhores e senhoras deputados, é apenas a visão que tenho e devo confessar, que não sou o único a pensar deste modo, é verdadeiramente para lamentar.
E afinal, qual é o sacrossanto objectivo destas comissões pretensiosas, alguém o divisa? Não? Ora nem eu, não consigo perceber, por mais tratos que dê à bola para que servem, ou a quem servem estas puras perdas de tempo e estes gastos injustificados, almejam o quê, para além do risível confronto politiqueirote. Não servem para absolutamente nada, excepto, dar recomendações ao parlamento, que as seguirá ou não, são por isso coisas para lamentar estas comissões.
Ao cidadão mais desavisado, poderá parecer que o nome pomposo “Comissão Parlamentar”, poderá ser indício de alguma instituição forte e com poderes, erro crasso, estas comissões para lamentar, podem tanto como uma pata coxa e marreca a tentar atravessar o deserto, não percebo que se gaste tempo e dinheiro do erário público em semelhantes estultices parolas, cujo préstimo é idêntico ao de um abcesso num dente, há porém uma qualidade que devemos ressalvar, a da coerência, estas comissões são coerentes com o Parlamento, ambos servem a poucos e para quase nada, uma, mais uma, situação verdadeiramente para lamentar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quarta-feira, Maio 05, 2010

99 Anos da Guarda Nacional Republicana

A Guarda Nacional Republicana, cumpriu recentemente o seu nonagésimo nono aniversário natalício, o seu comandante, oriundo do exército, lá fez o choradinho do costume, o ministro da pasta correspondente, lá desdisse o homem apoucando as suas tímidas reclamações, ou seja o costume, os anos vão passando e o fadário é sempre o mesmo.
No dealbar desta nova centúria inauguradora ou não de um novo milénio que se pretende de prosperidade, esta é para rir, a GNR, enfrenta os mesmos problemas do velho século e milénio anteriores, falta de meios, instalações miseráveis, salários de míngua, corte de regalias sociais, desmotivação e desmoralização dos homens e mulheres que fazem parte do efectivo. Por outras palavras, fez-se pouco, fez-se mal e continua quase tudo na mesma.
A extinção da Brigada de Trânsito, foi uma suma cavalidade, não por falta de aviso, foi no entanto preciso todo um ano para que as doutas mentes governativas o percebessem. A legislação e a sua aplicação em sede dos tribunais é o que é, veja-se o recente caso do segurança que é preso por excesso de zelo, excesso de legítima defesa, num acórdão, que convida todos os filhos de meretriz que vivem do esburgar e do polir esquinas a roubar tudo o que queiram, porque ninguém lhes faz nada. Este é o verdadeiro estado miserável a que este pseudo Estado de Direito chegou.
Vivemos numa espécie de anarquia, dominada pelas várias minorias de ladrões, entaipados entre leis miseráveis e estúpidas, que protegem apenas os ladrões e os assassinos, o resto são cantigas para entreter meninos. Nós, os pobres diabos que pagamos, pagamos e pagaremos até mais não, somos roubados por todos e ninguém nos vale, a Justiça é uma vala onde bóiam juízes, advogados e políticos, que para pouco serve. As polícias estão de mãos e pés atados, emparedados entre as leis cretinas, as pressões estúpidas e a natural incapacidade de fazer alguma coisa. Maltratados à esquerda e à direita, sem dignidade, veja-se que hoje bater num polícia é tão comum como respirar, já nem é notícia, caso contrário se o polícia der uma bolachada nalgum energúmeno, é o ai Jesus, malandro do polícia a bater no coitado do ladrão miserável, que coitadinho, prefere viver do rendimento mínimo, traficar droga e roubar, do que vergar a mola e pagar impostos como o resto da malta. A honestidade neste momento em Portugal, não vale nada, ser honesto é sinónimo de ser parvo e estúpido que nem um portão de quinta.
Voltando à GNR, continuo a não perceber o porquê de se manter como instituição de cariz militar, quer dizer, percebo perfeitamente, é necessário um local para colocar os excedentes do exército, os oficiais em final de carreira e que percebem tanto de forças policiais como eu de patinagem artística, excelentes comandantes de secretária,profundos conhecedores do ar condicionado, só isso justifica a pertença da GNR à esfera militar , nesse limbo anacrónico do disparate.
Quem nos defende? Ninguém! Quem se preocupa connosco? Ninguém! O que valemos para o Estado? Nada! Vai porém valendo o facto, de ainda muitos desses homens e mulheres, que todos os dias envergam uma farda com orgulho, que são maltratados, desprezados e mal pagos, lá vão fazendo das tripas coração e tentando defender-nos da ralé e da escumalha miserável que todos os dias engorda à nossa custa, tarefa cada vez mais complicada e difícil, um grande bem haja a todos esses homens e mulheres das forças policiais.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Maio 03, 2010

Os Calaceiros!

O actual novel líder de um dos partidelhos da oposição, declarou a propósito da actual situação financeira desta cloaca de imundice que dá pelo nome de Portugal, que fomos calaceiros, enquanto sociedade, somos muito lentos.
Tal declaração seguiu-se a mais uma das imensas declarações iluminadas que Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica fez sobre a urgência da necessidade de contenção nas obras públicas, onde claramente excedendo as suas competências Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, vem perorar sobre a obra de outros, confesso que partilho a mesma opinião que Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, no entanto, acho que lhe fica mal, enquanto suposto Presidente de todos os portugueses proferir semelhantes declarações.
Ademais, que tais conselhos, vêm de quem enquanto Primeiro-ministro de Portugal inaugurou o despesismo das obras públicas como solução miraculosa, da pessoa que instalou o monstro de clientelismo, e depois se veio queixar da existência do monstro, a pessoa que entregou, na altura, 5 milhões de contos de mão beijada a um dos maiores vigaristas do planeta.
Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, esqueceu-se de que foi a sua pessoa, que enquanto primeiro-ministro, forçou a política da pouca formação e salários baixos, que foi a sua pessoa que enquanto primeiro-ministro, decidiu alcatroar Portugal, enveredando pela entrega de Portugal aos grupos mafiosos da construção civil acolitados pelas autarquias, Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, deve ter um problema grave de memória, para não se lembrar que desde 1990, as políticas seguidas pelos vários governos pouco variam das que implementou, e são essas políticas, ou a mais das vezes a inexistência de qualquer política que nos conduziram a este estado miserabilista.
Agora voltando aos calaceiros! Passos Coelho, nesse discurso para dentro, com recadinhos para fora, não conseguiu nem pode dizer, algumas das coisas que também fomos, para além de calaceiros. Mas eu posso, ora para além de calaceiros, fomos imbecis, cretinos, vigaristas, ladrões, obtusos, ineptos, laxistas, incompetentes, ignorantes, incapazes, lorpas, burgessos, burros, canhestros, estúpidos, parvos, papalvos, parolos e enormemente palonças.
Fomos isto tudo, porque nos deixamos iludir, por golpes de teatro e girândolas, por festas e festarolas, deixamo-nos enganar por uma elite de incapazes, que só servem desbaratar dinheiro, os mesmos que vindas as próximas eleições, correremos a eleger! Para depois os maldizer e depois irmos a correr eleger os primos, perpetuando assim a roda da rapina e alimentando a doce embalagem do esburgar e do fartar vilanagem que parece ser apanágio da classe dirigente desta terra. Por isso caro Passos Coelho, termos sido calaceiros, foi o menor dos nossos males!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

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