sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Mais uma barracada...

 

 

Antes de começar, quero deixar uma palavra de condolências e de apoio a todos quanto foram tocados pela tempestade terrível que assolou, e ainda assola Portugal. Intróito feito vamos lá atacar o assunto, mais um cataclismo, mais uma barracada, é um fado nosso.

Portugal é um pardieiro sem emenda, escolham as cores e correntes ideológicas que quiserem escolher, esta choldra não tem solução. Após a tristemente célebre “depressão Kristin”, apressaram-se a bater no Governo e no seu chefe, o famoso agente imobiliário travestido de Primeiro-ministro, o senhor Montenegro.

Confesso que discordo dessa abordagem, o actual Governo do senhor Montenegro, é tão falho de siso, como o seu governo anterior, em linha porém, com todos os governos dos últimos 30 anos, poderão é dizer, com propriedade é certo, que o Governo do senhor Montenegro é muito propenso ao “quixotismo”, passo a explicar, Dom Quixote, aproveitem e leiam, era o famoso Cavaleiro da Triste Figura, ora bem, os Governos do senhor Montenegro andam a fazer figuras tristes desde 2024, o pobre do homem não acerta uma, e como ele é o suposto líder do país, o país também não faz melhor figura, atente-se igualmente à “invisível” ministra da Administração Interna, pobre senhora é digna de dó, ou ao igualmente patético ministro da Economia que sugere às vítimas da tempestade que usem o salário de janeiro para "suprir necessidades"2, é demasiada a falta de tino desta trupe.

Nestes últimos 20 anos criaram-se estruturas de protecção civil, retiram-se polícias das ruas para fazer deles bombeiros, arranjou-se uma coisa chamada SIRESP, que ao que sei serve para comunicar se bem que disso não existam grandes provas, já do contrário temos imensas, tudo isto parece servir para quase nada, excepto para adicionar mais uma enorme camada de burocracia, criar mais umas “capelas” e arranjar mais uma enormidade de tachos, onde poucos enchem os bolsos e muitos pagam, até aqui nada de novo, é Portugal.

Há uns tempos já nem me recordo a propósito do quê, e volto à pobre senhora Ministra da Administração Interna, que declarou que, " o sistema não pifou, mas por momentos pifou.", não me queiram mal eu tenho muita simpatia pela querida senhora, não duvido sequer da sua capacidade e competência, já a sua apetência para Ministra deixa muito a desejar, a senhora cada vez que aparece na televisão dá azo a anedota certa.

Aliás, esta incapacidade de comunicar assertivamente e de forma clara tem sido apanágio dos governos, tal como este do senhor Montenegro, facto que tem dado azo a inúmeras anedotas, trapalhadas e costumeiras barracadas, não que os governos anteriores, como já afirmei, tenham melhor desempenho, que não tiveram.

Ouvi o senhor Presidente do município de Leiria, salvo erro, dizer que, e cito1, "Parece que estamos num país de faz de conta", muito me espanta, que só agora o senhor autarca tenha percebido uma realidade que pessoalmente há décadas afirmo, finalmente alguém me dá razão, por outro lado estive também a ouvir o senhor comandante da Protecção Civil, e cheguei à conclusão que temos as melhores piores instituições do Mundo quiça do Universo, confusos?

Passo a explicar, ao ouvir o dito senhor comandante fico a saber que são todos excelentes, inexcedíveis, capazes e competentíssimos, o Diabo é que quando há granel e é preciso desligar e ou ligar um qualquer interruptor, ninguém sabe, ninguém conhece e ninguém parece sequer saber o fazer. Ora com tanta gente estrepitosamente competente, existe aqui algo que nos está certamente a escapar.

Ora para resumir, mais uma infeliz catástrofe e mais mortes, mais prejuízos e mais desgraças, a cada catástrofe, como disse há uns tempos um grande amigo, ao ver a rapaziada com os coletes fluorescentes “parecem galinhas tontas”, e tem toda a razão esse meu amigo, o triste disto tudo é que não aprendemos nunca nada com as tragédias, enquanto povo somos mansos, exigimos pouco, as elites politiqueiras medíocres continuarão a criar as suas redes de chefias igualmente medíocres cheias de gentalha intelectualmente indigente, a falta de planeamento, de fiscalização, de profissionalismo bem como a falta de prevenção e implementação de uma cultura de segurança continuará como até aqui, resta-nos ajudar-mo-nos uns aos outros esperando que isto não colapse.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia


1https://observador.pt/2026/02/04/parece-que-estamos-num-pais-de-faz-de-conta-critica-o-presidente-da-camara-de-leiria/

2https://www.sabado.pt/video/detalhe/ministro-da-economia-sugere-a-vitimas-da-tempestade-que-usem-o-salario-de-janeiro-para-suprir-necessidades

terça-feira, janeiro 20, 2026

Presidenciais e tal...

 


Fonte da imagem: https://www.cm-almeida.pt/resultados-das-eleicoes-presidenciais-2026-no-concelho-de-almeida/informacoes/19/21/19/37649/01/

 

 

 

 

 

 

Um Bom Ano novo para todos, eu sei que o ano já vai com quase o primeiro mês esgotado, infelizmente fui tomado por uma “preguicite aguda” que me não deixou vontade para escrevinhar e se o faço agora, é para combater essa preguiça malvada. Ademais saímos esta semana de um tremendo acto eleitoral, as Presidenciais, primeira vitória, Marcelo, que vai ficar no poleiro mais uns valentes dias, terá mais, provavelmente um mês para as suas diatribes patetas, ainda assim mantenho a convicção que foi um bom Presidente, afável, humano, é verdade que avoado, apatetado e disparatado por vezes, mas um bom Presidente, a seguir aquela nulidade do gasolinas de Boliqueime, Marcelo foi um raio de luz.

O meu candidato, no qual votei, por ser o único palhaço sério no meio de 11 outros que concorriam a chefes deste circo, sendo que os restantes10 exceptuando um ou dois , são uma corja de patéticos exemplos da degradação política desta choldra ignóbil, nas palavras do grande Eça,

Dizia eu que o candidato em quem votei, o grande Vieira, colheu um pouco mais de 1% dos votos ou seja 60 mil pessoas adoraram usar o seu voto para mostrar à corja que é preferível votar num “maluco” do que confiar na rataria costumeira. O Candidato Vieira foi um grande vencedor portanto.

O primeiro grande vencedor foi novamente a abstenção1, com grosso modo 47%, estou curioso com a segunda volta, se juntarmos os votos nulos e em branco à abstenção, percebemos que quase metade do povo eleitor está nas tintas para isto, o que é assustador.

Seguro foi então um efectivo vencedor da primeira volta, o homem ganha sozinho, ou quase, o PS só lhe deu um “apoizito” já no fim, pode ter sido estratégico, mas o homem sozinho conseguiu ir buscar votos à Esquerda e à Direita moderada, um feito para um socialista, ligeiramente com odor a bafio guterrista, mas pronto, o homem merece que se lhe dê valor.

Outro efectivo vencedor, é Figueiredo e a sua cruzada liberal da treta, o homem consegue quase 1 milhão de votos, apesar do discurso errático, pateta e oco, o discurso da IL, dá-me alguns vómitos, mas enfim, o homem apesar de maculado com as queixas de assédio, deu boa conta de si.

Temos depois, Ventura, o filho querido da basófia, agora autonomeado representante da Direita trauliteira, foi igualmente um vencedor, não há como esconder esse facto, o homem conseguiu quase 24% dos votos, indo disputar com Seguro a segunda volta.

Do lado da rapaziada perdedora, começo pela trupe da Esquerda, a senhora Martins do BE e o senhor Filipe do PCP, nada a dizer foi mais uma trepa, dois cadáveres políticos estes partidos, o Bloco em especial que no seu início trouxe uma brisa de novidade, depressa se enterrou nas patranhices da Esquerda radical revisionista e ignorante daí resultando que perdeu quase todo o seu capital político, paz à sua alma. No que concerne ao PCP, esse medíocre anacronismo da era dos fascismos, nada a dizer, foi mais uma tareia épica, outro projecto medíocre moribundo que junto com o CDS e o BE representam o miserabilismo politiqueiro no seu melhor.

Um perdedor que me surpreendeu deveras foi o Almirante, não previ, este mau rumo, o homem perdeu o astrolábio, não conseguiu tirar as coordenadas correctas por ter avariada a bússola e pronto perdeu o rumo, deu à costa e por pouco não naufragava ao largo, ainda assim 12% dos eleitores ainda lhe deram o voto.

Por último, o grande, o maior dos perdedores, que na realidade foram três, Mendes, o seu partido o PSD, mais o senhor Montenegro. Mendes foi a escolha do PSD, repetindo a receita de Marcelo, Mendes pensou que lhe bastava andar uns anitos a papaguear barbaridades patetas pelas televisões que depois indo a votos a coisa lhe caíria no colo sem grandes agruras, pensou o mesmo o agente imobiliário que temos a fazer de conta que é primeiro-ministro, o Montenegro, esse bom rapaz, um excelente merceeiro, enquanto homem de Estado, esqueçam.

O pobre do Mendes trouxe atrás de si aquele intenso perfume a bolor cavaquista, aquele odor requentado a rato de sacristia hipócrita, com uma leve fragrância de intrujão vigarista e uma brisa de conservador medíocre, tanto que já em desespero, mendes vai a correr convocar a múmia algarvia para vir dar o seu aval à candidatura, correu mal, ainda assim 600 e tal mil patetas ainda foram desperdiçar votos nesta avantesma.

E pronto meus caros, daqui a umas poucas semanas, lá vamos novamente a votos, espero que a abstenção seja melhor, pessoal acredito que Seguro possa vencer, ainda que tudo possa depender da sua capacidade de afastar de si o véu socialista, porque se não o conseguir teremos seguramente Ventura ao leme da nação, por um lado não é mau, porque é minha convicção que com Ventura presidente desta farsa republicana, o seu partidelho de alucinados esboroa-se, no entanto fica, Montenegro com grandes dores de cabeça, ao país nada de novo, teremos apenas mais um gajo para nos envergonhar, no caso será o Presidente da República, mas quem é que já quer saber disso para alguma coisa?

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

1 https://www.lusa.pt/files/lusamaterial/eleicoes/pr2026r1/ResultadosComparados

sexta-feira, dezembro 19, 2025

Portugal pifou

 

Fonte da imagem:https://www.alamy.com/stock-photo/broken-portuguese-flag.html?sortBy=relevant

 

Por estes dias anda Portugal, ou o que resta dele, ocupado com as natalícias festanças, entre esse facto e entretenimento politiqueiro, as presidenciais e o seu cortejo de bisonhas criaturas, os cartazes do Ventura, mais a hérnia do Marcelo, seguem, como sempre, distraídos os portuguesitos, desde que haja copos e bola, o pessoal vai andando entretido.

Horas de emissões televisivas gastas com a hérnia de sua Excelência o senhor Presidente desta República, especialistas variados, herniólogos, politólogos,comentadeiros em geral, até astrólogos e demais trapaceiros, os basbaques do povaréu deliciam-se – ai tadinho do senhor Presidente – grita a Adosinda, tossicando o Renato morde o filtro do cigarro pensando para com os seus botões – bardamerda a hérnia, eu estou cheio de bicos de papagaio e ninguém quer saber.

Horas acamadas de entrevistas, discussões estéreis entre figurões pouco recomendáveis, almirantes, politiqueiros profissionais, alguns há muito armados em comentadeiros, sim porque é preciso ganhar uns cobres e para quem nunca fez nada excepto dar à língua, o melhor é continuar, mudo de canal e lá estão as mesmas carantonhas a debitar canalhices, inverdades e patranhas colossais, desligo o maldito aparelhómetro, vou dormir que faço melhor.

Mais um dia despontava, lá fora os melros faziam ouvir as suas algazarras, sempre preferíveis à costumeira barulheira, liga-se a televisão e catrapumba, mais uma distração, os cartazes do Ventura a aconselhar que uma conhecida rapaziada cumpra a Lei, a súcia não apreciou e lá vai o pateta do Ventura sentar o cu no mocho, horas de distração, posições extremadas entre a tralha das extremas, e eu a rir, de novo uma longa procissão de comentadeiros mais a restante tralha, a vociferar contra e ou a favor, distração pura, pelo meio aumentam-se preços disto e mais daquilo, arquivam-se processos de escumalha politiqueira, putativos candidatos não sabem de onde lhes provém o guito mas não temam, os cartazes do Ventura é que são importantes, isso e uns bonecos que passaram na televisão tão subversivos e tão perigosos que os deputados de um partidelho, cadáver moribundo da Direita betolas, hipócrita e sacrista, achou por bem levar o tema à Assembleia da República, ora aí está um belo emprego dos dinheiros públicos, isto num país medíocre onde as instituições basilares estão em caos e num claro processo de desagregação, correndo nós o risco de muito depressa nos tornarmos um Estado totalmente falhado.

A cereja no topo do pastel de nata, veio já esta última semana, questionada sobre uma qualquer avaria no sistema informático dos serviços de Imigração a senhora ministra da Administração Interna, pessoa de alta educação, catedrática e doutorada, mais não conseguiu responder que a seguinte pérola do saber académico nacional, disse a senhora a propósito da falha que, e cito; " o sistema não pifou, mas por momentos pifou1.". Meus caros, quase que rebentei a rir, e não, a senhora não estava na Leitaria Mendes&Patrocínio, doces das das melhores procedências desde 1875, a tomar um chá de camomila com as colegas do clube de canasta, mas antes a ser ouvida numa daquelas coisas chamadas “comissão parlamentar”, o que me assusta ainda mais.

Ora meus caros e assim vai esta gaiola de malucas chamada Portugal, um paraíso de imbecis, à beira da exaustão, assim distraídos os seus habitantes, pobre tropa fandanga miserável e imbecilizada por décadas de incúria governativa vegeta distraída, a elite governeira trapaceira mais não consegue que ludibriar, por isso meus caros Portugal pifou.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

1https://tvi.iol.pt/noticias/amp/video/sistema-pifou-por-momentos-ministra-explica-longas-filas-no-aeroporto-de-lisboa/6942abde0cf255913376360f

sexta-feira, dezembro 12, 2025

Um grande Leitão

 

Fonte da imagem:https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/governo-fixa-pagamento-do-iuc-em-abril-a-partir-de-2027-e-avana-com-pagamento-a-prestaes



Leitão meu rapaz, permite que te trate assim com esta inusitada familiaridade, eu sei que és ministro e doutor e mais não sei o quê, mas é assim puto, quando tu vieste a este Mundo eu já me regalava a mirar as minisaias, quando as havia claro está, que naqueles anos a coisa ainda era escassa, por isso meu caro Leitão, permite-me esta familiaridade, até porque esta missiva é apenas informal, oriunda dum pobre Diabo, não leves a mal pá até porque tens problemas mais prementes para resolver, desde logo os problemas aparentes de adição a uma qualquer substância alucinogénia que demonstra o teu chefe, mas isso é conversa para outro dia.

Quero dizer-te, Leitão meu rapaz, que ouvi com atenção as tuas palavras sobre a greve geral, começo por te dizer que apesar de ser um pobre funcionário público de uma autarquia, não sou sindicalizado, nem acredito em greves, apenas aderi a uma greve, há muitos anos, quando vi o que me descontaram ia tendo uma apoplexia, dito isto e para que conste, nada me liga ideologicamente a essa rapaziada partidária travestida de sindicatos, aliás abomino este “sindicalismo” nacional, mas andando que também não é disso que te quero falar.

Ias inflamado a debitar os teus bitaites, quando proferiste, na minha humilde opinião, a mais preocupante das bojardas que te ouvi, cito, "O país está a trabalhar". Leitão meu rapaz, eu sei que foste para ali papaguear o guião da peça “Montenegro no país das maravilhas”, Leitão meu rapaz, o que te devia preocupar é precisamente isso, o facto de, a ser verdade, coisa que até acredito, o país estar a trabalhar, porque se com a legislação laboral actual a coisa está assim quando aprovares a do teu faz de conta que é um governo, estaremos a roçar o regime esclavagista.

Leitão meu rapaz, entristece-me que não consigas perceber em que país vives, então vou explicar-te, ouve bem puto, tanto no sector privado como no sector público, muita gente não faz greve porque tem salários miseráveis, sim, não sei se o sabes mas nem todos ganhamos 7 mil e tantos Euros como tu, olha, eu por exemplo, a casa chegam 970 mais pataco menos pataco, depois dos descontos claro está, se fizer um dia de greve lá se vão 70 paus, fico com 900, para ti pode parecer pouco, apenas um almoçito ou um jantarito, mas para mim e para milhares de pessoas que trabalham com salários miseráveis, quaisquer Euro faz toda a diferença, Leitão meu rapaz, sendo ministro, não perceberes isto é grave, muito grave, sabes meu rapazito, a malta até fazia greve, mas depois ainda ia sobrar mais mês mas tu não sabes o que isso é, pois não?

Leitão meu rapaz, depois a certa altura ainda dizes, e cito, “"esta parece mais uma greve da função pública(…)”, de novo revelas-te ignorante meu pobre Leitão, eu sei que és doutor e tal, mas toda essa formação académica aproveitou-te pouco, és ignorante pá, pois se os funcionários públicos que efectivamente são quem, por enquanto, mais está protegido contra a pulhice politiqueira das leis do trabalho, imagina os outros, revelas mesmo pouca educação, pois desvalorizares assim os teus subordinados fica-te muito mal meu rapaz é uma falta de respeito por todos aqueles que tem a obrigação de implementar as políticas que o teu governo acha por bem implementar, é trair e apoucar as pessoas que trabalham para ti pá, fica-te mesmo muito mal.

Leitão meu rapaz, tens 45 anos, és um miúdo pá, viveste sempre na bolha, ficava-te bem desceres à terra, aqui no lodaçal onde nós os tristes, os títeres labutamos diariamente, enquistados em lutas intestinas sem percebermos que somos manipulados para odiar outros tão pobres e explorados como nós somos, “divide et impera” dizia o outro, Leitão meu rapaz, o facto de não perceberes nada disto só me faz pensar que és apenas mais um, da longa súcia de emplastros políticos que enche os bolsos às nossas custas, um sensaborão pateta.

O país está um caos, com quase tudo a rebentar pelas costuras, alcandorado na bolha das maravilhas, o senhor Montenegro alucina, é outro que não percebe, outro que vive na “bolha”, se estes “sindicatos” medíocres metem nojo, com as suas agendas politiqueiras, este governo dá igualmente asco, uma corja miserável e subserviente, que mais uma vez segue as directivas de antanho ditadas pelo medíocre gasolineiro de Boliqueime, Leitão meu rapaz, tu fazes parte dessa cáfila, desce à terra miúdo, enquanto ainda há tempo para ver o por do Sol, escutar a brisa nas árvores e os grilos, pois quando isto der o peido mestre, e vai dar, dará para todos, um abraço pá.


P.S. – Tenho-me rido a bandeiras pregadas com vários maduros, desses comentadeiros “travestis” políticos, acusando a greve de ter motivações políticas. A pergunta que deixo é simples, em que dia depois de 1974 é que uma greve em Portugal não teve motivações políticas? O conselho que lhes dou a essas alimárias é que não nos tomem por imbecis.


Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

sexta-feira, dezembro 05, 2025

Viva Vieira!

 

Fonte da imagem:https://expresso.pt/blitz/2025-12-03-manuel-joao-vieira-foi-ao-tribunal-constitucional-formalizar-candidatura-viva-portugal-absurdo-luminoso-e-absolutamente-necessario-6f05b641

 

 

Esta semana assisti a várias entrevistas aos variados putativos candidatos ao cargo de mais alto magistrado desta anedota, perdão, deste país, ele os há para todos os gostos, não sei se sabem mas no portal da Candidatura1 constam, à data que consultei o dito portal, os nomes 45 de candidatos à Presidência da Republica, mas dizia eu que esta semana, vi muitas das entrevistas feitas, consultei igualmente o acima mencionado Portal, e vai daí que tomei uma decisão, apoiar o candidato Vieira2, por ser de facto o melhor candidato e o único que verdadeiramente representa Portugal, ou antes o que resta de Portugal.

Passo a explicar, todos os outros candidatos estão orientados, por agendas pessoais e ou partidárias, uns por vaidade, outros porque acham piada, outros ainda porque ligados às estruturas partidárias do costume, destes, encontramos desde os representantes do sistema pútrido dos últimos 40 anos, que hoje se esforçam por dizer que não são políticos, assim disfarçados de “comentadeiros” televisivos, onde é que nós já vimos este filme, pregam-nos sempre a mesma patranha, nem imaginação têm.

Outros dos candidatos da classe dos politiqueiros, são os tristes representantes de cadáveres partidários, candidatos que mais não representam do que estertores de corpos políticos quase defuntos, a outros que são uma espécie de flatos oriundos de agremiações partidárias em ascensão e que necessitam de palco para propagar as suas patranhadas absurdas além de se orientarem com uns “trocados” que com certeza advirão das votações se a coisa correr bem.

Quando comparado com esta imensa vaga, qual maremoto, de tralha politiqueira e falcatagem de duvidosa procedência, Vieira parece um tribuno dos tempos da Roma antiga, um senador. É certo que o ar avinhado, trapalhão, desgrenhado quase um sem abrigo, não o dignifica, aos olhos da maralha pateta e patética habituada a julgar os livros pela capa, nada como “um aldrabão de fato e gravata que depressa se torna diplomata*, para alegrar a malta.

Vieira é neste momento, nesta sua bendita candidatura, a personificação de um Portugal moribundo, um Portugal de beberões, de velhas alcoviteiras, de comadres maldosas e compadres putanheiros, Vieira é a personificação perfeita desse ainda existente e valoroso Portugal a caminho da extinção, nenhum dos ocupantes do cargo, conseguiu personificar e tão bem representar esse meu Portugal quanto Vieira consegue, isto num país que viu como presidentes várias corujas quadrilheiras sensaboronas, começando por aquele gasolineiro de Boliqueime enxertado em economista de quinta apanha, culminando no megafone mediático que actualmente temos, é uma lista patética, Vieira não é nada disso.

Vieira, sabemos que a personagem que criou e a máscara que coloca, não são o cidadão que se esconde lá por detrás, os outros, todos, valem-se igualmente dessas máscaras, ai se vocês soubessem, essas máscaras de pulhice plástica arrastam multidões é verdade e só no regaço do lar ou em momentos quasi secretos, as retiram e se pode ver realmente, com a parcimónia relativa de que até que ponto conhecemos alguém, quem é na realidade o senhor doutor. Os verdadeiros bufões, títeres e robertos, são os outros, não Vieira, os outros não representam mais que interesses manhosos, trapaças obscuras e negociatas que há 40 anos desbaratam Portugal, arrastando-o para aquilo que é hoje.

Pois aqui tendes meus caros, porque apoio Vieira, o beberão, o maltrajado, o insolente, o iconoclasta infiel, porque meus caros, estando nós à beira do colapso, se é para acabar acabemos em grande com putas e vinho a rodos. Viva Vieira!

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

*Um abraço ao amigo que me disse esta verdadeira pérola do saber, obrigado MC um grande abraço.


1https://www.portaldacandidatura.mai.gov.pt/pesquisa?idEleicao=1200

2https://www.facebook.com/vieiracandidato/?locale=pt_PT

sexta-feira, novembro 14, 2025

Ai a memória...

 

Fonte da imagem:https://aventar.eu/2022/06/07/e-que-tal-um-artigo-sobre-a-mafia-do-bpn-professor-cavaco/

 

 

 

O actual governo à laia de governos anteriores, achou por bem, fazer uma festarola, paga por todos nós entenda-se, para comemorar o quadragésimo aniversário do consulado do senhor Silva enquanto Primeiro-ministro desta espelunca vulgarmente conhecida por Portugal, de relembrar que dos consulados do senhor Silva, como ilustra a fotografia acima, saíram alguns dos mais rematados vigaristas e trafulhas dos últimos 40 anos bem como uma série de vícios de corrupção que se vão perpetuando, convém relembrar que a memória do Povo é fraca e toldada pela pinga parece ainda estar pior.

Vamos então a um introito histórico para enquadrar a coisa, em Novembro do já mui longínquo ano de 1985, no ano seguinte Portugal assina o protocolo para a entrada na então Comunidade Económica Europeia1, começando a jorrar os milhões diários para a dita “convergência”, o senhor Silva tomou então posse, como já se disse em 1985, enquanto Primeiro-ministro de Portugal, tiveram assim início 20 anos de miserabilismo cavaquista que nos trouxe à miséria que hoje vemos, o senhor Silva se fosse um monarca seria Silva 1º de cognome “O Vendilhão”, pois enquanto Primeiro-ministro o senhor Silva limitou as suas políticas aquela coisa salazarenta do “poupadinho” remediado, destruiu tudo, a indústria pesada, as pescas, os caminhos de ferro e a agricultura, e não nos esqueçamos que Silva 1º “O Vendilhão”, a seguir ao cargo de Primeiro-ministro continuou a espalhar miserabilismo durante mais 10 anos até 2006 enquanto presidente da República.

Ora o actual primeiro-ministro, um senhor que é agente imobiliário e em part-time faz de conta que governa este país, o senhor Montenegro, personagem bisonha com o carisma de uma fatia de queijo flamengo deixada ao Sol, achou por bem, como outros anteriormente, fazer a tal festarola comemorativa.

Rapaz dado a discursos fleumáticos, porém ocos, o senhor Montenegro lucubrou arengando às hostes, sobre as magníficas qualidades do senhor Silva, a certa altura diz “...Há um Portugal antes e depois de Cavaco Silva.” permitam-me que discorde, de facto há Portugal antes do senhor Silva, depois dele restou isto que temos e constatamos hoje, que de Portugal já só conserva o nome.

Mais à frente, o senhor Montenegro volta à carga declarando que o senhor Silva “Teve impacto em várias gerações”, nesta sou forçado a concordar, o senhor Silva efectivamente impactou fortemente as gerações, hipotecou todas as gerações posteriores aos seus desgovernos, o senhor Silva iniciou a ruína do SNS, o senhor Silva começou a campanha de diabolização dos professores e a destruição da escola pública, o senhor Silva destruiu a ferrovia, matou o investimento e implementou uma política de baixos salários e precariedade, apesar de anos mais tarde salvo erro em 2013, enquanto Presidente da República, declarar à boca cheia, não de migalhas de bolo-rei, que a precariedade e os salários baixos não representam uma solução para a economia portuguesa, é caso para relembrar o velho adágio “...que bem prega Frei Tomás…”.

Tudo isso, e mais que aqui não cabe, devemos ao excelente e mui capaz senhor Silva, à “inspiração governativa” segundo confessou o senhor Montenegro, estamos então tramados se a inspiração é o senhor Silva. Porque afinal o senhor Silva foi na verdade a grande inspiração, o grande exemplo, marcando o passo de todos os governos seguintes que mais não fizeram do que hiperbolizar as suas políticas canhestras, todos lhe seguiram as pisadas, sejam os medíocres governos do PS, sejam os medíocres governos do PSD, todos continuaram a senda da destruição das instituições chave do país, Educação, Saúde e Justiça, mas será que o senhor Silva fez tudo mal, claro que não, terá acertado nalgumas certamente, por exemplo construir autoestradas para depois nós pagarmos portagens faraónicas, mas aplauda-se-lhe o sentido de Estado que sempre demonstrou.

Concluindo se achei, e manifestei a minha opinião, uma labreguice as anteriores festarolas similares, comemorando igualmente, os 40 anos anos dos governos de Soares e de Balsemão, respectivamente em 2016 e em 2021, faço o mesmo em relação a esta labreguice, mais uma, a propósito do governo do senhor Silva, pessoa que pessoalmente abomino ao ponto do asco com direito a vómito, creio que nenhum político contemporâneo me suscita uma reacção tão adversa como o senhor Silva por quem confesso nutrir o maior desprezo, afinal sou só humano.

O senhor Silva “O Vendilhão”, personifica para mim, tudo aquilo que de mais abjecto, medíocre e miserável tem a política nacional, uma personagem cinzentona sinistra, que, é minha firme convicção condenou este país a este miserabilismo endémico contemporâneo, pois foi o senhor Silva que ditou a bitola a que todos os outros posteriores ineptos se agarraram, por tal não consigo tragar esta criatura nem tão pouco calar a minha revolta quando o vejo elevado aos píncaros, parece que já se esqueceram da frase “...o BES é sólido…2”.

40 anos depois, estamos nisto que estamos hoje, cada vez mais miseráveis, mais pobres, com as instituições em colapso, mediocremente servidos de gentalha politiqueira, um país esventrado, despojado dos seus melhores, um país de velhos arruinado por 40 anos de governeiros incapazes, e à cabeça dessa cáfila, o senhor Silva, quando quiserem agradeçam-lhe.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

1https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&q=eu+quero+ver+portugal+na+cee#fpstate=ive&vld=cid:074d6f20,vid:KjCxdfk-kUM,st:0

2https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/cavaco-silva-garantiu-que-os-portugueses-podiam-confiar-no-banco-apenas-13-dias-antes-da-queda-do-bes/

sexta-feira, novembro 07, 2025

Ode aos lambekus de Almeirim

 

Fonte da imagem:https://humbertodealmeida.com.br/de-lambe-cus-as-pessoas-anonimas-que-lambe-cus-tambem-sao/

 

 

Hoje estou triste, de vos ver, plangentes, órfãos,
pobres de vós que ficastes sem dono, órfãos,
revoltam-se-me as entranhas qual oceanos lavrados por feras procelas,
tal que se me matizam de atros pensamentos as meninges,
por vos ver tão desolados, tão longe além,
tendo de ir deixar comentários sobre Santarém,
quando este buraco degradante e ruim
de onde ele saiu, é aqui mesmo o de Almeirim,
ó pungentes lambekus, ó cáfila torturada, assim mal abandonada, órfãos,
parte-se-me o coração de vos ver tristes cabisbaixos,
rodando pelos cantos, sem os encantos do dono,
longe vão os dias das caninas exaltações às obras do mestre,
e que grande obrador foi, tanta a trampa que fez,
longe vãos as ditosas horas que latiam e abanavam a cauda a cada postagem,
agora ao ver-vos órfãos, parte-se-me o coração.
Ó excelentes lambekus de Almeirim, não temais,
quatros anos passam num roldão, antes que percebam,
de novo soará a trompa de Rolando clamando pelo mestre,
não mais órfãos sereis, podereis novamente ladrar aos infiéis,
gentes más e torpes que maculam a imagem do precioso omnipotente,
ó adorados lambekus, o dono adora-vos e quase não vos esqueceu,
mesmo antes de partir deu a mão a uns quantos, empoleirou-vos bem,
há que manter os lambekus ocupados,
mas não temam, ó lambekus de Almeirim,
prestes o terão de volta ao Desejado, o ungido, o todo poderoso,
prestes deixarão de estar órfãos, de vegetarem pelos cantos de orelhas caídas, mesmo aqueles que invectivavam o dono comparando-o à loira do grande Petrarca, hoje viraram o leme, e lambem cus, entretidos em comezinhas tiranias,
eu por mim, na minha timida pequenez, continuarei um insubmisso português,
daqueles de coluna dotado,
mesmo que continueis a ter grossos cabedais e a assinar de cruz,
eu manterei a minha probidade e honradez, pois ao fim ao cabo,
ao pé de mim, não passais de uns vermes lambekus.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia