segunda-feira, novembro 11, 2019

O boi capado!


Finalmente e em boa hora as instâncias oficiais que se dedicam a estas questões da biodiversidade decidiram favoravelmente a inclusão do Boi Capado Lusitano entre as espécies da reserva da biodiversidade do Mundo.
Espécie endémica do território conhecido como Portugal, este ungulado bípede, habita todos os ecossistemas desse país onde ocupa o lugar cimeiro da cadeia alimentar. Mamífero omnívoro da família dos primatas, a cornadura que exibe sugere uma espécie de cruzamento entre um macaco e uma vaca, cruzamento que terá ocorrido há cerca de 4 mil anos e tão bons resultados parece ter produzido, o Boi Capado Lusitano é uma espécie impar no Mundo.
Visitando Portugal, podemos observar o Boi Capado Lusitano em todos os lugares no seu meio ambiente natural, a beiça descaída, o olhar vítreo de bovino canhestro, faz-nos imediatamente reconhecer a espécie dominante do território nacional.
É um bicho manso, avesso ao cumprimento de regras, com uma capacidade extraordinária de encontrar buracos nas cercas para se esgueirar, gosta de andar tresmalhado à vara larga sem eira nem beira, gosta igualmente de partilhar até à exaustão as suas façanhas em redes sociais das quais se saliente o famoso Faiceboi, onde o Boi Capado Lusitano partilha fotografias, desde o clássico “pata na areia da praia” até aos cãezinhos e gatinhos com frases labregas, além de ser o local preferido para destilar o ódio mesquinho uma das características essenciais de qualquer Boi Capado Lusitano que se preze, o Faiceboi é local de eleição para dirimir todo o tipo de altercações, com comentários de uma confrangedora indigência intelectual.
Nas estradas, o Boi Capado Lusitano, comporta-se como a besta que é, por ano morrem às dezenas, marram uns contra os outros, marram sozinhos, podres de bêbados, a acelerar quem nem putas loucas corroídas pela sífilis, exímio a apresentar desculpas, o Boi Capado Lusitano tem sempre uma desculpa para tudo e raramente assume a culpa do que quer que seja das quotidianas asneiradas que comete.
O Boi Capado Lusitano, distingue-se pela capacidade de abusar de miúdos, de matar as fêmeas da espécie e de maltratar velhos, nisso são verdadeiros campeões, ultrapassando claramente qualquer outra espécie deste Mundo, deixando a milhas os segundos, basta ver os relatórios das forças policiais para percebermos que entre mortos na estrada, violência sobre mulheres, crianças e velhos, Portugal o paraíso do Boi Capado Lusitano será tudo menos o tal Éden seguro que os patranheiros do Governo querem criar.
Dotado de uma prodigiosa capacidade de ingestão de álcool e de comida, o Boi Capado Lusitano, dedica uma considerável fatia do seu tempo em actividades lúdicas que incluam encher a pança com muitas comezainas, com litradas de bebidas alcoólicas, é assim que sente feliz, a ruminar, a ouvir musiquinha mais ou menos patética, assim está feliz.
O Boi Capado Lusitano está em todas as instituições de Portugal, desde os governos, aos parlamentos e até aos municípios, nas universidades, nas escolas ou nos hospitais, poucos são os locais que não têm bois capados, bois mansos, de ombros encolhidos, beiça estendida e olhar bovino, aquele indisfarçável olhar de cretino apatetado que marca a espécie.

O sonho intimo do Boi Capado Lusitano é cair de cu dentro de um caixote com artefactos das Caldas daqueles de 5 litros, oh como seria a sublimação da sua existência de sodomita recalcado, o Boi Capado Lusitano adora ser sodomizado, mas em público tenta exibir pose de macho alfa, triste desempenho, como boa besta de canga, é a jungir carga que se sente bem, gosta que lhe pisem o cachaço, adora sentir as aguilhoadas do pampilho e como bom bovino obediente vai para o altar do sacrifício com a mor das bonomias, o Boi Capado Lusitano é o sonho de qualquer ditador.

Se passar junto a uma montra de uma loja ou por um espelho e vir um boi capado, não se espante, em Portugal eles estão por todo o lado!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 04, 2019

Ah o bom Portugal, essa anedota travestida de país!


Há já vários anos que não restam em mim quaisquer dúvidas sobre o facto de Portugal ser uma anedota, ainda por cima daquelas sem grande piada, apesar de muitas vezes enchermos o papo a rir com o absurdo daquilo eu acontece num suposto país europeu Estado de Direito democrático, blá...blá...blá... onde a prática desmente e desmonta diariamente os conceitos.

Para provar o meu ponto de vista, vou contar-vos duas situações, que provam para lá de qualquer dúvida que Portugal é uma anedota. A primeira prende-se com o amianto, conhecida substância com efeitos perniciosos que foi durante anos utilizada, e que muitas vezes de forma mais ou menos camuflada continua por aí, a sua utilização foi proibida pelo Decreto-Lei nº 101/2005, de 23 de Junho, no entanto a legislação para a remoção de amianto em edifícios, instalações e equipamentos públicos a Lei n.º 2/2011 de 9 de Fevereiro só apareceu seis anos depois, ou seja os brilhantes deputados e governantes desta nação demoraram seis anos a fazer alguma coisa, daí dizer que a produtividade em Portugal anda mais por baixo que barriga de crocodilo, chegados aqui, percebemos que vamos chegar a 2020, ou seja 15 longos anos depois do amianto ter sido proibido, com centenas e centenas de escolas e edifícios públicos onde ainda se espera que retirem o amianto.

A segunda situação é igualmente do domínio da anedota, vejamos então, utilizarei até o meu exemplo para mostrar quão anedótico é este alegado país. Imaginem que aqui neste gabinete onde exerço funções, entra uma senhora que me pergunta por emprego aqui na terra, olho para o listagem e respondo que não há. Incomodada a senhora vai reportar o incómodo a uma outra funcionária que reporta à sua superior que liga de imediato ao meu superior, pronto lá estou eu com um processo disciplinar. As funções que exerço são meramente burocráticas, inventadas para justificar os lugares de nomeação política das hierarquias dos ministérios e dos institutos ou seja, apesar de exigirem que eu seja detentor de uma licenciatura, pagam-me como auxiliar de limpeza para fazer um trabalheco de caca, que ainda assim é altamente escrutinado como se desta palhaçada burocrática depende-se a vida de alguém.

Mas, se por outro lado eu fosse licenciado em Medicina, abri-se aqui nesta mesma marquise infecta uma clínica para fazer ultrassonografias médicas, vulgarmente conhecidas por ecografias e de seguida fosse fazer um curso de 35 horas em método elearning sobre ultrassonografia, para depois desse fantástico e aturadissímo curso, já com o certificado de conclusão do mesmo iria celebrar um contrato com o Ministério da Saúde, para receber um valor por cada ecografia que fizesse.

Mesmo que não percebesse patavina daquilo, mesmo que não visse bebés sem nariz, sem queixo, com tudo o tipo de malformações, não estaria preocupado porque em primeiro não existe uma verdadeira fiscalização à actividade desses antros, em segundo porque mesmo que os lesados se queixem a essa coisa chamada Ordem dos Médicos, os conselhos disciplinares dessa instituição funcionam com membros voluntários que de borla e quando dá jeito se reunem para julgar as queixas sobre os seus pares, daí resultando que milhares de queixas sobre atropelos, homicidios e demais desmandos dos senhores doutores estejam ainda aprazados para apreciação, lá para as Calendas, presumo eu.

Vejam então proporcionalidade que existe entre a fiscalização e escrutínio que se faz a um pobre manga-de-alpaca como eu encerrado numa marquise manhosa a preencher papelada inútil e um médico que estraga vidas. Atentem bem nas situações que descrevi tanto do amianto como esta última e digam-me lá se Portugal é ou não é uma grande anedota, uma triste piada de mau gosto, de muito mau gosto.

P.S. – Segundo informação que chegou aos orgãos da comunicação social, a clínica onde foram efectuadas as ecografias ao bebé que nasceu sem rosto, não tem contrato de associação, mas aceita as credeniais do Serviço nacional de Saúde, o que significa que as ecografias são feitas de borla, ou haverá aí o indício de mais uma trafulhice medica, não sabemos porque ao contrário do que acontece no meu caso, aos senhores doutores ninguém parece fiscalizar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 28, 2019

Pesos sem medidas


Numa série de artigos que escrevi aqui para o “Notícias” nos primórdios do mesmo, já lá vão seis anos, discorri sobre a temática da Educação, chamei-lhes “Cadernos da (des) Educação” versam estes artigos sobre o absoluto miserabilismo com que é tratada, a Educação, por políticos medíocres, pelos seus governos néscios e pior pelos pais dos alunos. Não admira que Portugal esteja neste buraco onde está, apesar das patranhas que nos contam, um país que maltrata e menospreza a Educação dos seus cidadãos é um país condenado.

Volto hoje ao tema da Educação, por força de uma série de infelizes ocorrências, que deveriam fazer os senhores dos governos pensar, mas mais que isso deveriam fazer-nos pensar, a todos enquanto sociedade, com seriedade sobre este tema, infelizmente, quando passar a ânsia dos abutres da comunicação social, que mais não fará qe banalizar a violência em contexto escolar, ou quando surgir outro assunto mais premente como a claque de grunhos de um qualquer clube de futebol ou de que cor é o papel higiénico de um qualquer craque da moda.

Por estes dias têm vindo a público, uma série de agressões em contexto escolar, que parecem ter sido surpresa para muita gente, mas que não são surpresa para quem acompanha isto das Escolas e sabe que elas são antros de desgraça ao invés do local calmo e seguro que deveriam ser. No entanto a substância deste artigo não é escalpelizar as cenas macacas, porque isso interessa pouco, o fito é falar isso sim das possíveis causas e pior da duplicidade de critérios e medidas que o mesmo país tem para situações idênticas, é uma questão de em Portugal existem dois pesos e duas medidas no que concerne à violência nas Escolas.

Atentemos então, em Lisboa, um professor, tem um surto provocado pela má educação de um aluno e dá-lhe uns sopapos, condena-se a atitude, porém entendo-a perfeitamente. Aquele homem, está mentalmente perturbado, imaginem o que não tem suportado, imaginem o que não tem visto e ouvido ao ponto de algo aparentemente menor o ter feito como sói dizer-se “passar-se dos carretos”, é difícil de imaginar, a quem nunca esteve um dia numa Escola, a quem nunca esteve um dia a dar aulas, ou antes a tentar, porque neste momento os professores passam mais tempo a tentar ensinar do que efectivamente a ensinar.

A agressão em questão foi prontamente atendida pela célere, por vezes, e muito selectiva, quase sempre, Justiça nacional, oprofessor, foi ouvido e detido, atitude correcta da Justiça, é assim que se quer.

No entanto, em Valença, um desentendimento entre uma aluna e uma auxiliar educativa a quem terá alegadamente chamado “preta de merda”, faz com que o progenitor, senhor oriundo de um clube de gentalha selvagem a que insistem chamar “etnia” gente a quem ninguém pode fazer um reparo porque reagem sempre com selvajaria, não vai de modas, entra pela escola dentro, agredindo gratuitamente um professora, estando tão à vontade que até confessa na televisão que “lhe dê uma chapada”, incrivelmente a reacção da Justiça foi espantosa, pois não aconteceu nada.

A comunidade escolar de Valença concentrou-se em protesto contra este tipo de comportamentos anti sociais e o bom do progenitor selvagem arranjou um grupelho de família e amigos para fazerem uma contra manifestação onde clamava contra o racismo, cena típica deste tipo de escumalha selvagem, enquanto ia ameaçando as pessoas da manifestação pelo respeito e contra a violência, da Justiça porém nem um pio, o selvagem que deveria ter sido detido de imediato, julgado e atirado para a prisão para aprender, andava qual babuíno louco aos saltos pelo meio da rua.

Porquê esta dualidade de critérios, porque é que este Estado medíocre não defende criteriosamente os seus servidores, aqueles que para si trabalham, porquê esta Justiça que age tão célere contra uns enquanto é quase inexistente no que toca a outros.

Calam fundo nestes episódios várias causas, umas mais técnicas como sejam o excessivo número de alunos em cada turma, as instalações escolares medíocres o material obsoleto, os professores tratados como lixo, a impunidade geral com que este país trata a escumalha, os bandalhos e os parasitas. Outras causas são sociais, o analfabetismo populacional, a falta de respeito e pouca valorização que se dá ao conhecimento em suma, somos um país de imbecis, não podemos por isso esperar nada de bom.

É realmente confrangedor assistir a esta comédia, a esta opereta bufa a que chamam Portugal, como querem que isto funcione quando este tipo de atitudes são tratadas com tanta impunidade, porque é disto que se trata de impunidade, duma vergonhosa impunidade que está a minar este país.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, outubro 22, 2019

Ele há coisas que neste país…


Ele há coisas que neste país me causam tremenda confusão. Ele há gente neste país que ainda me causa maior confusão. Não os consigo entender, não consigo perceber o seu pensar, se pensam sequer, provavelmente falta-me intelecto, falta-me capacidade cognitiva para divisar tão elevados modos de inteligir, confesso sou um labrego quase analfabeto.

Quando eu invectivo alguém para que não seja racista, nem xenófobo, nem parasita, será que estou a atentar contra a sua liberdade? Quando digo a alguém, que faça por respeitar os outros, que seja civilizado e viva de forma decente sem roubar, assassinar, traficar droga, será que estou a atentar contra a sua dignidade? Quando peço a alguém para viver do trabalho, para pagar os devidos impostos, para não ser trapaceiro ou vigarista, será que estou a sugerir maus exemplos? Quando recomendo a alguém que cumpra as leis, que não deite lixo no chão ou que não estacione em cima dos passeios, que tenha respeito pela propriedade pública e privada, será que estou a ofender a etnia, a raça ou o que quer que seja dessa pessoa?

Pedir a alguém que seja educado, que aja com urbanidade, que seja atencioso e cívico para com os seus concidadãos é ofender esse alguém? Quando faço um reparo a alguém que fez uma asneira, que é mal-educado, que é pouco ou nada civilizado, será que estou a cercear a liberdade dessa pessoa?

O meu interlocutor, olha para mim, capaz rapaz doutorado, do alto da sua cátedra sugere-me que eu não posso impor modos e modelos aos outros e cita um tipo qualquer, eu não arrisco citar ninguém porque os doutores odeiam que nós os labregos também façamos citações, pois se o fazemos somos apenas pedantes, as citações só os doutores podem fazer, os labregos estão excluídos desse acto, logo não o faço.

A sua resposta faz-me rir. Ele olha-me com desdém, excelente rapaz, produto tal como eu do Abril salvífico, que nos permitiu sair da senda da servitude do avoengo ganhão que amanhava as terras do senhor poderoso numa espécie de escravatura quase consentida porque o pobre ganhão não tinha voz. Saído da lama do chão da palhota que por vezes partilhava com o reco, o bisneto ou o neto desse ganhão depois do tal Abril viu abrir-se-lhe a porta da democrática educação que hoje o doutorou, pouco aprendeu porém!

Conversa comigo sobre liberdade, com aquele tom paternalista que só os doutores sabem ter, quando falam com menoridades como eu. Insisto porém na questão. Mas será que eu quando sugiro a alguém esses bons exemplos que acabei de dar estou a ofender essa pessoa? Será que lhe estou a desejar o mal, a castrar a sua determinação, a ofender a sua etnia ou credo, será que pedir para respeitar os bons exemplos, pedir respeito e civismo são coisas que ofendem?

O meu interlocutor continuou a arengar, com os chavões clássicos, do respeito pelas minorias, pelas diferenças culturais, porque torna e porque deixa, entre mais citações, um doutor que se preza faz muitas citações, finalizando com o típico “tu não percebes que...”

Ri-me na sua cara, o que o irritou, as pupilas dilatadas, as veias que palpitavam sobre o queixo, o lábio inferior timidamente a sobrepor-se ao superior, o franzir da testa, o erguer das sobrancelhas mais o ligeiro rubor das faces indicavam que o bom do homem estava a acusar o remoque, decidi quebrar-lhe o ímpeto, ou antes decidi faze-lo explodir.

Então diz-me lá – atirei-lhe de chofre, ciente que a minha seguinte proposta canhestra o iria fazer ferver e apitar como uma chaleira velha – se amanhã, eu ou outros como eu, pegarmos em armas e tentarmos exterminarmos toda esta gentalha, estamos apenas a exercer a nossa liberdade, à luz daquilo que tu advogas, certo? Ou isso que advogas só é válido para os outros? Para os azuis, os amarelos, os kirguizo-descendentes ou checheno-descendentes como agora está na moda dizer, deixando de fora quem é apenas e somente português, o que quer que isso seja?

Os olhos do rapaz estavam esbugalhados, o seu olhar trespassava-me, se pudesse tinha-me dado tratos e polé ali mesmo reduzindo cada osso do meu corpo a migalhas, antecipei-me para não lhe dar sequer tempo de me responder.

- Deixa lá, estava só a efabular – disse-lhe a rir – mas vai pensando nisso, as coisas nunca são unidireccionais, não existem anjos nem demónios, e como sói dizer entre o branco e preto existe uma imensa gama de cinzentos, olha bebe um copo e acalma-te!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia