terça-feira, setembro 10, 2019

A Greve...


A recente greve dos motoristas, foi um excelente meio de produção de prova para fazer perceber a realidade social deste pardieiro a que insistem chamar país, tenho portanto de agradecer ao PS, o facto de ter cabalmente demonstrado que vivemos num antro mal afamado e pior frequentado, sendo a classe política a mais vil e pulha manifestação do tipo de gentalha que por cá habita.

Começarei por agradecer ao PS, ao PCP e ao BE, por provarem, que aquilo que afirmo há vários anos, que Portugal não é uma Democracia nem um Estado de Direito, é verdade. Essa demonstração da prova já acontecera, timidamente é verdade, com anteriores greves de outras classes profissionais como os professores, os estivadores, os polícias ou os enfermeiros, mas agora com a perseguição concreta a um sindicato a prova é inatacável, ainda bem que são partidos alegadamente do esquerdalho que tomam estas atitudes estalinistas, porque se fossem os partidos da outra face da moeda da politiqueirice rafeira nacional, se fossem atitudes da Direita sacrista imagino a vozearia que não iria para aí, entre esganiçadas, camarados e outros patetas era rebaldaria certa.

Acaso dúvidas existissem sobre o miserabilismo desta Esquerda infecta, a questão com os motoristas foi a prova dos nove, ficando assim provado sem sobra de dúvida que em Portugal tudo é possível, assim queiram os senhores do poder, e que quando esses mesmos senhores se escudam na tão famigerada Lei para não mudar algo obsceno e vergonhoso como por exemplo as subvenções vitalícias isso é apenas falta de vontade, pois quando querem tudo se faz e tudo é possível nesta terra do faz de conta.

Umas quantas dúvidas que existiam antes deste infausto acontecimento grevista, que na realidade poucos transtornos causou, foram cabalmente esclarecidas, a saber;

Que papel desempenharam os meios de comunicação nesta comédia?

O papel esperado, os meios de comunicação foram uma espécie de papel higiénico, foram servindo para distribuir o cocó, acicatando o povaréu pateta contra os motoristas, fazendo o jogo do patronato e dos seus acólitos governeiros, horas de emissões televisivas sem um grama de intelecto, nada apenas chover no molhado.

O povo português esteve de parabéns por ser cívico?

O senhor Costa veio congratular-se por no seu dizer os portugueses serem um exemplo de civismo, durante a semana de greve dos motoristas. O senhor Costa deve estar seguramente a falar de qualquer outro povo, porque o agir e o falar dos portugueses fazendo apenas fé nas entrevistas que fui vendo e naquilo a que assisti nas bombas de gasolina, foi uma, mais uma demonstração, da miserável corja de indigentes intelectuais que habita este país, gentalha medíocre, patética, açambarcadores que se pudessem tinham levado combustível nos bolsos das calças, daí e bem o governo ter a dada altura ter limitado o abastecimento, porque se não o tivesse feito tinha sido o bom e o bonito com esta maralha cretina, uns tristes que continuam sem perceber porque e para que existe o direito à greve.

Para que servem os sindicatos afinal?

Os sindicatos, quando realmente independentes da máfia politiqueira mesmo quando vítimas do aproveitamento de personagens com poucos escrúpulos vão efectivamente defendo os interesses dos trabalhadores que representam, já que os sindicatos afectos às centrais sindicais de Portugal são umas tristes marionetas, uns “vendidos” cujas agendas estão mancomunadas com os comités e secretariados gerais dos partidos políticos que as dominam logo não representam quem dizem representar, obedecem à voz do dono, como mais uma vez se verificou nesta greve dos motoristas, em que os sindicatos afectos às ditas centrais sindicais fingiram resistir para o mais depressa possível irem beijar o rabo ao dono, Assim sendo e respondendo à questão inicial, as centrais sindicais de Portugal não servem para nada excepto para engordar alguns. E bem podem alguns imbecis da nossa praça, miseráveis biltres tentar manchar os sindicatos independentes, a realidade encarrega-se de os desmascarar e provar errados.

Os motoristas terão razão nas suas pretensões?

Sinceramente não terão razão em tudo, mas muito daquilo que ouvi dos motoristas em relação à fuga aos impostos, a trafulhice com as horas e com os recibos de ordenado, era prática comum nos 30 anos que o meu pai trabalhou como motorista de pesados de mercadorias, conheci bem essa realidade, que parece que só o Governo desconhece, recibos de ordenados “martelados”, onde vai sempre uma quantia inferior aquilo que o motorista realmente ganha, horas extraordinárias pagas com recurso a esquemas e nunca de acordo com as tabelas legais, ninguém me contou, eu vi essa realidade décadas a fio com o meu pai, vários empregadores, todos com os mesmos esquemas mafiosos, o mal é de quem precisa de pagar contas e tem filhos para dar de comer.

À laia de conclusão direi que muito haveria para discorrer sobre o tema, uma conclusão porém é inevitável, a Democracia sofreu um golpe rude, o tal Estado de direito ruiu por completo e não foi nenhum partido de laivos salazarentos que demoliu a Democracia, foram antes as machadadas vindas da tal Esquerda libertária e progressista que enche a boca com a Democracia e com a defesa dos trabalhadores, afinal são hipócritas e ainda mais biltres que os reaccionários da Direita, para terminar quero contar que fui elogiado na bomba de gasolina onde parava de dois em dois dias para meter combustível, metia o suficiente apenas para encher o depósito de acordo com os quilómetros feitos, ia e vinha da praia, e quando me vim embora meti 6 Euros para ficar com o depósito cheio, o funcionário da bomba disse a sorrir;

– O amigo está de parabéns, se fossem todos assim não tínhamos problema nenhum!

Como podem ver é fácil ir contornando as coisas e ser um factor de ajuda se formos educados e cívicos!

Um abraço. deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 29, 2019

A nova Inquisição!


Confesso que quando li o artigo da senhora Bonifácio achei um pouco excessivo escrever que os ciganos e os pretos”... não fazem parte de uma "entidade civilizacional" chamada de "cristandade...” é um exagero, que dificilmente se lhe perdoa, não se percebendo o que é que isso da “cristandade” interessa para esta conversa de raças e racistas.
De igual modo dizer que “...Nem uns nem outros descendem dos Direitos Universais do Homem decretados pela Grande Revolução Francesa de 1789. Uns e outros possuem os seus códigos de honra, as suas crenças, cultos e liturgias próprios.” É uma constatação forte, mas verdadeira, não tendo porém a meu ver nada de racista, os povos são o que são, a verdade é que muitos outros povos de raízes não europeias se desinteressam por conceitos como os Direitos Humanos e ou a Democracia, porque não fazem parte da sua memória cultural colectiva e se por acaso o vão acatando é simplesmente porque nas Nações Unidas vigora essa visão humanista Europeia, alicerçada em milénios de guerras, massacres e demais atropelos aos direitos das pessoas, a Europa chegou lá por pé próprio, a dar cabeças como sói dizer-se e isso faz parte de uma identidade cultural comum, uma memória colectiva, que infelizmente está cada vez mais em estilhaços.
Escreve a senhora Bonifácio que “Os ciganos, sobretudo, são inassimiláveis: organizados em famílias, clãs e tribos, conservam os mesmos hábitos de vida e os mesmos valores de quando eram nómadas. E mais: eles mesmos recusa terminantemente a integração. É só ver a quantidade de meninas ciganas que são forçadas pelos pais a abandonar a escola a partir do momento em que atingem a puberdade; é só ver a quantidade de meninas e meninos ciganos que abandonam os estudos, apesar dos subsídios estatais de que os pais continuam a gozar para financiar (ou premiar!) a ida dos filhos às aulas; é só ver o modo disfuncional como se comportam nos supermercados; é só ver como desrespeitam as mais elementares regras de civismo que presidem à habitação nos bairros sociais e no espaço público em geral.”
Não há aqui nada de racista! Só quem não quer ver a realidade do dia a dia é que vê aqui racismo, no que está ali plasmado nada é mentira, pecará talvez pela generalização, dado que aqui e além já vão aparecendo bons exemplos de integração é a única coisa que lhe aponto, quanto ao resto é tudo absolutamente verdade.
Quanto aos pretos, são tão racistas uns com os outros como os brancos, ou qualquer outro povo. Conto rápido uma experiência pessoal, cumpria o serviço militar, quando chegam uns 100 militares oriundos dos PALOP para frequentarem cursos, lá se arranjam umas camaratas e distribuem-se os homens, horas depois, baile armado, cenas de pancadaria, intervenção da força policial da unidade sem dó nem piedade, cabeças rachadas bocas rebentadas, temos pena, qual é a queixa pergunta-se, simples uns e outros não se querem misturar, novamente rebenta a gritaria e a rebaldaria, já visivelmente agastado berra o comandante e lá serenam, a proposta foi simples “...ou atinam e voltam para onde estão ou ficam com os cornos ao relento... agora escolham!” Sabiamente e porque estávamos em pleno Inverno a disputa foi serenada, este foi um exemplo, ninguém me contou eu estava lá e vi ao vivo aquilo em que comecei a acreditar, e que já digo há muito, o racismo não é exclusivo nem é unidireccional, o racismo não tem cor é sim de todas as cores.
Por isso chateia-me tanto esta nova Inquisição de gente miserável que se diz defensora das minorias e contra o racismo. Ver as declarações de um senhor que veio do Senegal aos trambolhões, e ver as declarações do senhor do partido que não gosta de ciganos é ver a face do racismo que existe, pior é ver a sua promoção para conquistar poder e dinheiro, pois é disto que se fala.
Chateia-me esta nova Inquisição travestida de associação de combate ao racismo, que mais parece ser uma associação de racistas ao bom estilo Ku Klux Klan, o ódio que destilam é próprio de gentalha medíocre, gentalha miserável que pouco crédito merece.
Quanto às “quotas” para pretos, azuis ou verdes, alinho com aqueles que pensam que é apenas mais uma imbecilidade destes novos tempos de cretinos em que infelizmente vamos vivendo, recordem as quotas para deficientes e da sua eficácia, sou a favor de quotas sim, mas para gente honesta, decente, trabalhadora, com mérito, com capacidade, gente que respeite o outros que haja com sentido comunitário e que ame a sua terra, de resto essa conversa de luso não sei quê ou de afro não sei quantos é tudo conversa de imbecis, os homens verdadeiros não tem raça nem cor, são apenas Homens!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, julho 16, 2019

Legislativas


Vem longe ainda esse dia em que de novo seremos chamados a cumprir o cívico dever de votar num qualquer palonça que concorra às eleições para ser Governo deste pardieiro, passam porém rápidos os dias, ao fim da noite desse dia, carpiremos, uns, as mágoas da derrota, outros comemorarão, as orgásmicas e ébrias encenações da vitória, outros ainda a maioria festejará o dia bem passado num sítio qualquer, glorificando desse modo a triste realidade da abstenção, ao outro dia pelo fresco da manhã, será mais do mesmo, cumprida que está mais uma e tapa deste maravilhoso conceito que não existe chamado Democracia.
Quero porém hoje falar-vos de “maioria absoluta”. A três meses das eleições, importa desmistificar isto da “maioria absoluta”. Quando tal acontece o partido a quem acontece fica rei e senhor de tudo, recebe uma “carte-blanche” domina o parlamento a seu bel-prazer sem se importar sequer em fingir que se interessa, tendo a maioria podem mandar e desmandar conforme lhes aprouver que a patética e parola oposição fica com a tarefa simbólico de ladrar ao vento e pouco mais.
As maiorias absolutas, são, como quase tudo o que é absoluto, excepto talvez a vodca, uma grande trapalhada, um erro que pagamos caro, sempre muito caro. Recordo-vos a esse propósito as maiorias absolutas de Cavaco, o semental deste Estado de vigarice e trafulhice contemporânea, bem como a maioria absoluta de Sócrates distinto discípulo de Cavaco que aprimorou as excelentes lições do mestre, deixo outros de fora desta análise porque a sua relevância para o actual estado miserável em que vivemos é um nadita menor dado que foram Cavaco e Sócrates os casos emblemáticos da incomensurável roubalheira nacional, um e outro são faces da mesma moeda, um e outro gente menor, que ainda hoje me pergunto como foi possível gentalha deste mísero calibre aceder a lugares de tanto destaque.
As maiorias absolutas dos dois passarões atrás mencionados, estão para a nossa História contemporânea, como a peste negra está para o nosso período medieval, as invasões Francesas estão para início do Século XIX ou a Batalha de La lys no século XX, são todos eventos dramáticos, verdadeiros cataclismos que abalaram o país, arruinando instituições e gentes.
Claro que mesmo os partidos que a não pedem anseiam secretamente por uma maioria absoluta que lhes permita durante os quatro anos de governação que terão pela frente, fazer o que lhes aprouver. Por esta altura porém, os eleitores nacionais, acaso não fossem a caterva de indigentes intelectuais que são, já teriam percebido, que não adianta votar em branco, ou absterem-se, o melhor mesmo é ir votar, e como já disse várias vezes votar nos partidelhos marginais, por mais rebuscados que pareçam, para dessa forma estilhaçar a maioria de um só partido, obrigando dessa forma à flexibilização e ao entendimento entre os partidos.
Coligações entre o PSD e o CDS partidelho de extrema-direita, são como uma maioria absoluta, já que o CDS é desde sempre uma muleta do PSD, já coligações que envolvam Esquerda e Direita, mesmo que envolvam gentalha da extremas esquerda como o BE ou outros da mesma igualha, são sempre mais profícuas para o cidadão, sendo certo que não esperem milagres, reparem que ainda não mencionei o PCP, primeiro porque o PCP não é opção para coisa nenhuma e depois porque acredito que o mesmo é uma espécie de “melhoral” político, nem faz bem nem faz mal existe e pronto temos que levar com aquilo.
Gostava de ver coligações entre vários outros partidos, coligações de equilíbrio, de compromisso e cedência, num excelente exercício de cultura política como existem noutros países, gostava de ver implementados os círculos uninominais, já existiram no antanho, mas desde que existe a tal Democracia foram arredados, porque dá muito jeito, da equação.
Por isso cara leitora e caro leitor, nas próximas legislativas, vá votar, não fique em casa, vote porém no partido mais estapafúrdio que estiver plasmando no boletim, não passe cheques em branco a maiorias absolutas de biltres, vote no partidelho mais estapafúrdio que houver no boletim, fuja dos actuais representados no Parlamento.

Um abraço, deste vosso amigo 
Barão da Tróia

terça-feira, julho 09, 2019

Coragem


Vivemos num Mundo que perdeu a coragem. Estamos presos aos correctores políticos que ditam o que podemos dizer, o que podemos pensar, o que é certo e o que é errado, ditam-nos até o que devemos comer e ou beber. Perdemos a coragem de nos revoltar, porém quando o fazemos é sempre pelos motivos fúteis como sejam as futebolices ou outra qualquer labreguice semelhante, tirámos tempo ao Mundo, para andarmos mais rápido, não sei é se percebemos para onde queremos ir.
Apontam-nos a dedo as falhas, obrigam-nos a pedir desculpas por factos históricos que mal ou bem, são isso mesmos acidentes da História que desde que os Sapiens o são acontecem, provavelmente até antes dessa sabedoria ter subido às sinapses dos nossos antepassados Neolíticos já os grupos de hominídeos se digladiavam em massacres e eventos homicidas que são a marca da nossa espécie.
Aqui chegados estamos num Mundo em que falta a coragem para assumir que por vezes a pena de morte é necessária, que crimes hediondos existem que só podem ser punidos com a morte a bem da Humanidade, falta a coragem para dizer que existe gente que não presta, existem seres humanos que são lixo humano, que são excrescências malévolas que convém erradicar, não existindo qualquer terapia, excepto um tiro nos cornos, que os cure, é preciso coragem para dizer que isto não é retrocesso, retrocesso é permitir que milhares de homicidas, pedófilos, facínoras e depravados de todas as espécies bem como outro lixo humano viva feliz e contente no seio da sociedade e que sejam as suas vítimas a sofrerem verdadeiras penas perpétuas.
Pessoalmente acredito que a Humanidade é uma praga que corrói o planeta, o excesso de gente fará que o próximo século veja uma de duas realidades, ou conseguimos concertadamente congregar esforços e vontades, despidos dos nossos preconceitos patéticos de raça, territoriais e ou de religião e salvamos o Planeta, ou então o Mundo entrará em ebulição, de onde apenas sairão os mais fortes, será um fenómeno determinista que porá o planeta nos eixos ou acabará com a nossa extinção, se bem que me inclino para a última hipótese.
Mais, neste presente é preciso coragem para dizer, que mesmo que acolhamos na Europa todos os refugiados do Mundo em nada isso os vai ajudar, poderá adiar o seu destino, mais nada, não influindo em nada na sua situação, porque a longo prazo o excesso de gente fará a Europa cair no caos em que caiu África ou em que vai soçobrando a América Latina, a Ásia e os próprios Estados Unidos, é preciso coragem para dizer que o problema não está em cada país individualmente está no excesso de gente, e que não adianta fugir porque o planeta é apenas um, essa parece, estou em crer, ser a grande lição que nos tem estado a escapar no meio de toda esta trapalhada recente.
É preciso coragem para dizer que metade da população humana precisa de desaparecer para o planeta sobreviver. É preciso coragem para dizer que mais de metade das pessoas que o caro leitor viu hoje, não prestam, e que o Mundo passava muito melhor sem essa gente a gastar-lhe os recursos, ainda assim não é de todo possível ter a certeza de que o sucesso acontecerá, certo é que a continuarmos como até aqui, qual praga bíblica, um destes dias nada mais restará na superfície desta planeta que gente e pedras!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 01, 2019

A Bandalhocracia


Existe um país nos confins do Mundo conhecido que chamam “Bandalhogal”, é uma terra de maravilhas, que fazem cair o queixo aos mais sisudos dos sacripantas, em Bandalhogal o seu bom povo fez há umas décadas uma espécie de revolução, utilizando flores, foi um espectáculo digno de nota num planeta violento. Inauguraram por essa altura um sistema de governação a que chamaram Bandalhocracia do Grego antigo ληστές κράτος ou Estado dos Bandalhos.
Tem sido esse sistema, relativamente aparentado com a Democracia, que tem permitido a esse país singrar no espectro das nações como um dos mais brilhantes faróis da bandalhice mundial, é um país conhecido no Mundo, por tudo ser aí possível, nenhuma bandalhice nesse país e impensável, isto apesar de existir uma grande encenação à volta da Justiça, existe em Bandalhogal uma invejável fartura de Leis, Tribunais, Juízes, Advogados e demais actores do processo da Justiça, que gravitam à volta desse faz de conta que é a Justiça, sendo certo que são os bandalhos que tudo orquestram.
O povito é na sua maioria uma chusma de bandalhecos patetas, uma corja de mansos capados que se encrespa todo quando o assunto é futebol, são excelentes a abusar e maltratar crianças, velhos e mulheres, permitem abertamente a pedofilia e o abandono escolar, são excelentes a abusar, maltratar e a abandonar os velhos, sendo igualmente impares a abusar, maltratar e assassinar mulheres, o habitante típico de Bandalhogal a que chamam Bandalhoguês é um miserável eunuco, um verme sem espinha, incapaz até ao tutano, invejoso, incapaz de lutar pelos seus direitos mas sempre pronto a atacar os direitos dos outros.
Um povo de casta subserviente, miserável e analfabeto, que elege escumalha e depois se queixa deles. Bandalhogal é uma terra de gentalha, uma névoa de burrice congénita cobre aqueles lugares, esse invisível manto, escorre por cada poro das tisnadas peles dos Bandalhogueses, será maleita, uns questionam, será sina cogitam outros. Não sei, respondo, é porém muito triste de ver, uma terra que se afunda na sua própria ignorância, um país que soçobra, qual caravela em mar revolto batidos os costados por alterosas vagas de corrupção, nepotismo e vigarice.
A cada vaga de corrupção, que se julga a maior, se opõe tempos depois outra ainda mais vasta, mais devastadora e ruinosa para os já paupérrimos e esburgados bolsos dos seus habitantes, que preferem as futeboladas os almoços e jantaradas ao desafio de apontar o dedo aos vermes que roem o tutano da tal pátria, que duvido eu que eles saibam que existe, dado que andam quase sempre entorpecidos, dado serem um país de bêbados e de drogados, sempre entontecidos pelos consumos desmesurados de drogas, para tudo porém à justificação, até para esmurrar e ofender os polícias, grito de revolta diz o magistrado Bandalhoguês.
Assim vai Bandalhogal, essa patética nitreira sita no cu da Europa, assim vai o Fado dos Bandalhogueses abandonados a si, à sua eterna incapacidade de se bastarem a si mesmos numa roda da sorte viciada cujos números saem sempre ao lado.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, junho 25, 2019

Vestir a camisola

Tem sido com melífulos prazeres que de quando em vez vejo a circularem nos perfis dos neo-liberaleiros formatados, pobres papagaios, que vão reproduzindo a cassete do seu evangelho, ao serviço dos seus mestres ocultos, exemplos de frases motivadoras ao estilo do infeliz e macabro “Arbeit macht frei”; por exemplo esta, “Quem não luta pelos interesses da empresa onde trabalha não merece lá estar” entre outras pérolas do saber do empreendedor neo liberaleiro, que estão para o Mundo actual como o “alegria no trabalho” ou o “pobres mas honrados” estavam para os bolorentos tempos salazarentos, o objectivo é o mesmo, manter a canga no sítio para o bicho ir calmo para o matadoiro.
Há uns três ou quatro anos, um chefe, disse-me que “…aqui na casa queremos gente motivada…”, quem assim me falava tinha a quarta classe ganhava vários mil Euros, era chefe porque a militância política e respectivo cartão partidário assim o ditou por via de actos eleitorais. Olhei para o senhor e ri-me, respondi-lhe que a ganhar 500 paus por mês a motivação é pouca ou nenhuma, virei-lhe as costas e fui embora.
Uma frase que ouvi muitas vezes ao longo dos trinta e tal anos que levo no mundo do trabalho foi “Vens trabalhar para aqui mas só posso pagar tanto”, ou seja, os excelentes empresários, patrões, empregadores, públicos e privados cá do paraíso querem lagosta ao preço de petinga de gato, querem gente boa para trabalhar, leia-se encher-lhes o cu, ao preço da uva mijona, ainda assim choram cada tostão gasto, choram os descontos, mentem nos recibos de ordenado e fazem toda a espécie de tropelias, o trabalhador esse lorpa convicto vai andando a ser embarretado, porque precisa dos tostões para pagar a sopa, é nisto que os senhores empresários, patrões e ou empregadores portugueses são bons, a arregimentar escravos, pagos por dez reis de mel coado e cara alegre que tens de vestir a camisola da empresa.
Poucos são, infelizmente, os empresários dignos desse nome, que não desmerecem quem os enriquece, que pagam bem, serão exigentes, pois se calhar são mas estão no seu direito, infelizmente a grande maioria começando pelo Estado, são falcatos a querer encher o cu à conta da lorparia que trabalha por tostões.
Quem só tem dinheiro para faneca não pode querer comer lagosta, quem só tem pra asa de frango não pode querer trincar bife do lombo, como oiço muitas vezes, “os serviços prestados tem de ter um custo” ainda há umas semanas ouvi o senhor da CGD dizer o mesmo a propósito da pulhice das comissões por utilização do Multibanco, pois em Portugal o único serviço que parece que ninguém quer pagar é o trabalho, ainda que todos o queiram feito e vivam à conta disso, directa ou indirectamente, em Portugal um ordenado de miséria de seiscentos Euros é o possível, mas uma renda acessível são mil no entender das alimárias politiqueiras, que raio de terra esta.
Em Portugal, querem é borlas, voluntários e beneméritos, querem continuar a comprar veículos topo gama e casas no Algarve, por isso trazem gente dos antros miseráveis do planeta, com a justificação de que em Portugal as pessoas não querem trabalhar, é verdade que falta gente, emigraram para onde lhes pagam, jamais voltarão, é verdade que temos uma larga faixa de parasitas, que não querem fazer ponta de corno, mas é ainda mais verdade que em Portugal não querem pagar o justo valor do trabalho, o que querem é escravos, é isso que todos vamos sendo cada vez mais, escravos patéticos espartilhados entre paredes cada vez mais apertadas.
Não vistas camisolas, não compro discursos patetas neo liberais sobre empresas, querem que eu seja profissional, paguem!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, junho 13, 2019

Pequenas memórias políticas!


Perguntaram-me recentemente porque escrevo tanta vez, questionando, invectivando e maldizendo os políticos portugueses, apodando-os de biltres, de pulhas e de ignóbeis – …para ti, não há nenhum que preste? - perguntou-me o meu interlocutor, persistindo com a sua arenga tentando ilustrar a superlativa qualidade de alguns dos seus “heróis” políticos, todos pertencentes à sua galáxia partidária.

Olhei para ele e encolhi os ombros, respondi-lhe com um lugar comum qualquer, não me recordo o que lhe disse, mas ele insistiu em prosseguir com a conversa sobre o tema – … até parece que estás ressabiado, revoltado ou que é alguma coisa pessoal… – atira-me de chofre, talvez tentando espevitar-me, porém não reajo, não me ofende minimamente nem sequer me perturba, prefiro rir, dei-lhe um abraço e deixei-o ali onde nos encontrámos naquela manhã de chuva.

Continuo a ser amigo daquele tipo, apesar da sua partidarite, não lhe posso querer mal, nele aquilo é mesmo genuíno não é encenação nem trapaça e isso tenho de respeitar, no entanto a conversa deixou-me a pensar e levou-me a escrever esta espécie de curtíssimas memórias políticas que sintetizam e explicam a minha visão sobre o rebotalho politico que nos tocou em sorte.

Desde muito cedo, aí com catorze ou quinze anos comecei a cultivar uma activa cidadania política, fruto de ouvir o meu avô que na juventude fora um acérrimo combatente contra a ditadura, chegando a estar preso, nos anos quarenta do século passado, por esses delitos de opinião.

Foi assim com naturalidade que ingressei numa juventude partidária, nessa condição, participei e fui eleito para órgãos autárquicos no caso para a Assembleia Municipal, participei também em actos eleitorais, como membro de mesa de voto desde as legislativas de 1987, há portanto 32 anos, estive em congressos, reuniões políticas, comités disto e daquilo, reuniões e afins, conheço pessoalmente alguns dos actores políticos destes últimos 30 anos, tanto da Esquerda como da Direita, foi o ter estado lá dentro, foi o ter privado com muita desta gente, que fez com que hoje eu seja completamente apartidário, tendo uma visão crítica e caustica disto tudo.

Foi aliás o facto de ter privado com alguma gentalha do mais medíocre que existe, aquilo que me fez começar a ter nojo da politiqueirice rafeira que se faz por cá, foi por ter visto acontecerem coisas que hoje muitos iriam negar ou nem sequer quereriam falar que comecei a criar este asco à politiqueirice e à gentalha que vive dela e ou que vive à volta dela, aproveitando-se, pois os que vivem ao redor da politiqueirice ansiando os favores dos políticos, são uma raça miserável de sabujos lambe cus, são ainda piores que os políticos, são uma corja de miseráveis bufos que alimenta a teia de clientelismos de que os políticos se servem para ir controlando as instituições, gentalha inepta que mercê das amizades partidárias consegue ser nomeado para cargos públicos, que entope a administração pública central e local com o seu fedor miserável de incompetentes vermes miseráveis, está a administração pública nacional prenhe deste tipo de gentalha, gestores públicos, vereadores, directores e sub directores, técnicos superiores disto e daqueloutro e o mais que se queira numa autentica orgia de compadrio nepotismo e miserabilismo de um país exangue à conta desta gentalha.

Felizmente não conheci neste meio só gente má, conheci alguns poucos muito capazes, gente honesta e intelectualmente capaz, alguns deles infelizmente nunca conseguiram lugares de destaque porque a maralha medíocre é bem mais efectiva e a bandalhice prevalece quase sempre em detrimento dos realmente mais capazes, Infelizmente as pessoas boas que conheci no meio, eram uma minoria, por má sorte o mais foi gentalha medíocre sem escrúpulos, caciques corruptos, vulgares vigaristas, larápios envoltos em capa de “doutor”, e foram os anos a ver o “modus operandi” dessa corja que me trouxe hoje a detestar esta elite podre, ainda bem que temos um povo de vermes analfabetos que prefere embebedar-se até à estupidificação com jogos de futebol do que zelar pelo seu bem estar, caso contrário este país volta e meia era varrido por verdadeiras hecatombes homicidas, assim a bem da nação oremos que tudo vai bem na paz do senhor e da sagrada família, ámen!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia