Fonte da imagem: https://executivedigest.sapo.pt/greve-geral-metro-de-lisboa-paralisado-desde-as-2300/
Vivemos dias de turbulência laboral, real e ou imaginada, desvalorizada e ou fomentada, um facto é indesmentível, a coisa anda um pouco abalada, trabalhamos demais, os que trabalham, pagamos demasiados impostos com salários de miséria, pior, enquanto trabalhadores, não temos verdadeiramente quem nos defenda, somos um bando de galinhas tontas, as mais das vezes, mais ocupados a encarniçarmos-nos uns contra os outros do que a defender-mo-nos como um todo, claro que, tal é óbvio, somos uma caterva de imbecis que se deixam manipular por uma turba muito bem organizada de tragalhadanças, falo é claro dos sindicatos bem como da cáfila politiqueira.
Para início de conversa, podem vocês pensar que sou contra os sindicatos, que sou contra as greves ou que sou contra a defesa dos direitos de quem trabalha, não meus caros, nada disso. Sou efectivamente contra «estes» sindicatos que temos, congregados em organizações quase mafiosas a que chamam centrais sindicais, que mais não são do que uma espécie de braços armados dos partidos politiqueiros a que estão ligados, subvertendo completamente o que devia ser uma defesa verdadeiramente acérrima, despretensiosa e apaixonada dos que trabalham.
Não sou contra as greves, entendo perfeitamente as greves, apesar de só ter feito greve uma vez na minha já longa procissão laboral, no sentido contrário o agente imobiliário que faz de conta que é Primeiro-ministro, parece não ter a noção daquilo que é a essência da greve, declarou então o senhor Montenegro “...a greve passou apenas por prejudicar a vida de muita gente”, eu sinceramente fico estupefacto com estes tipos, ainda por cima o Primeiro-ministro, dizerem imbecilidades desta monta, porque o objetivo estratégico da “greve” é precisamente causar transtorno, incómodo e desestabilizar, por forma a que a carneirada desperte do torpor, o que já se devia ter percebido é que neste pardieiro chamado Portugal, o povaréu anda demasiado embrutecido, sendo que nada disto funciona, até porque como já disse acima, os sindicatos são antes do mais agentes manipuladores orientados por interesses partidários, ainda assim é assustador que um Primeiro-ministro, mesmo que seja o actual, não perceba que a “greve” é um dos custos da Democracia, como tal é assim que tem de ser entendida.
Quanto à defesa dos direitos de quem trabalha, sou absolutamente favorável a uma defesa acérrima dos direitos de quem trabalha, infelizmente por cá defende-se pouco, começando por nós próprios os que trabalham, aquelas que deveriam ser preocupações inerentes à condição de quem trabalha, muito se enche a boca com o trabalho, a produtividade e quejandos, mas são só balelas, porque ao trabalho dá-se pouco valor, quer-se é escravos, quer-se é mão de obra barata e descartável, paga-se muito pouco pelo suor daqueles que sustentam isto tudo, chora-se cada tostão, inventam-se mirabolantes estratégias para enriquecer os espoliadores, mudam-se regras a meio do jogo, vence a trapaça e a trapalhada, “o país está a trabalhar”, vociferou aos quatro ventos a senhora Ministrado Trabalho e da Segurança Social, pudera, com os ordenados miseráveis que temos fazer greve é um luxo cada vez menos ao alcance de quem trabalha.
Dito isto, não faço greve, não sou sindicalizado, mas defendo os dois princípios, não defendo as greves porque são, sem prejuízo de por vezes defenderem valores de decência, manifestações de vontades partidárias que manipulam e subvertem os verdadeiros interesses de quem trabalha, estas greves à lusitana, com muita barulheira e slogans do século passado que já nada dizem a ninguém não passam de farsas e vamos ser honestos, o que é que uma greve conseguiu, alguma vez, realmente em Portugal? Eu respondo, “NADA”, absolutamente nada. Quando é que eu faria greve? Quando os sindicatos realmente representarem os trabalhadores, quando uma greve for para partir isto tudo, lançar fogo a esta cloaca de imundice chamada Portugal, como isso nunca irá acontecer estou tranquilo.
P.S. - Quanto aos distúrbios da passada Quarta-feira, fiquei admirado com a algazarra, dar porrada em ganzados esquerdalhos não é lá grande feito, gostaria de ver essa atitude proactiva da PSP aplicada a outras faixas da sociedade esses sim perigosos, mas nesses não se toca, nos bandalhos parasitas e demais escumalha que por aí abunda, é mais fácil bater em miúdos e miúdas charrados, que a serem culpados de alguma coisa é de serem um pouco parvos e mal educados, para além de terem tido o azar de ter nascido nesta choldra chamada Portugal.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia






