segunda-feira, dezembro 10, 2018

Educação nada inclusiva!

No passado dia 3 comemorou-se o dia internacional da pessoa com deficiência, um dia de discursos muito fofinhos a roçar o melodramático, ouvidos com música de piano em fundo são uma maravilha de fazer chorar as pedras da calçada, discursos esses em que quase toda a gente enche a boca com os deficientes. Os mesmos deficientes que, durante os outros 364 dias do ano, quase ninguém quer saber, sim porque os deficientes são as verdadeiras vítimas da exclusão, os verdadeiros esquecidos, negligenciados, quantas vezes maltratados, abandonados e relegados para uma qualquer instituição, muitas verdadeiras enxovias a funcionar em vãos de escada onde estão depositados para fazer número para os subsídios poderem chegar, mas disto nem a tão diligente Amnistia Internacional quer saber, mais preocupada consigo própria, quem é que quer saber dos deficientes para o que quer que seja.

Recentemente os doutos e sapientes senhores que regem a Educação nacional, resolveram, em mais um passe mágico, revolucionar o ensino especial, abandonaram o Decreto 3/2008 que era a legislação orientadora do ensino especial e criaram uma nova legislação o Decreto 54/2018, para no seu desígnio revolucionar o ensino das crianças portadoras de deficiência integradas no ensino regular, mais não fizeram porém do que transformar casuisticamente aquilo que para simplificar chamarei Educação dos Deficientes, sem medo da palavra, porque neste caso não são as palavras que ofendem são os actos, ou antes a falta deles, como neste caso, porque a transformação legislativa é apenas isso uma transformação legislativa cosmética que veio emperrar ainda mais o que já funcionava mal e porcamente, falando depressa e bem o Decreto 54 é mais uma farsa produzida por indigentes intelectuais que deveriam estar abrangidos pela legislação que criaram.

Se me perguntarem se concordo com a integração de crianças com deficiência em turmas ditas “normais”, respondo desde logo que isso depende. Depende antes de tudo dos recursos humanos disponíveis para atender às necessidades dessas crianças, aqui cabem todos os terapeutas necessários, porque uma criança pode necessitar de mais de um tipo de terapia especializada, bem como de auxiliares que promovam o bem estar e necessidades da criança, alimentação necessidades fisiológicas e vigilância. Depende de turmas reduzidas, não este actual modelo miserável. Sendo porém certo que no actual estado em que as coisas funcionam sou terminantemente contra crianças com deficiências cognitivas complexas e ou com pouca autonomia em salas de aulas do ensino regular, porque essas crianças criam condições objectivas para a exclusão do resto da turma e consequentes problemas de aprendizagem de todos os outros alunos e essa é uma verdade indesmentível.

A integração de crianças com deficiência no ensino regular foi sempre uma profunda e rotunda mentira, porque os vários governos de anões intelectuais que temos desde há quarenta anos não se preocupam minimamente com a questão, antes de tempos a tempos vomitam legislação, fingindo que está tudo bem o mesmo fazem as direcções das escolas, outra caterva de gentalha conivente com todas estas trapaças, mais interessados em salvaguardar os seus lugares do que em lutar por uma Educação próximo do decente.


Aqui chegados o que concluímos acerca da novas legislação sobre deficientes em escolas do ensino regular, pois concluímos que é mais do mesmo, que aquilo foi redigido para retirar do amplexo da necessidade de apoio muitas das ocorrências mais comuns para poupar ainda mais dinheiro, que tudo é ainda mais mentiroso e aldrabado, e que no fim de contas as crianças infelizmente parece que são o que menos interessa, mas com nós vivemos num país de gentinha que gosta de ser iludida e ludibriada, está tudo bem quando acaba bem.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, dezembro 01, 2018

Eles é que sabem!


Portugal, gaiola «sui generis» de particularidades que desafiam a lógica rege-se há muito por expressões idiomáticas que encerram em si a chave para entendermos a visão, deturpada, que o indígena nacional tem sobre o país onde vive, a chave para compreendermos, se disso formos capazes, a cosmovisão muito particular desta rapaziada.
Portugal para quem não sabe é o país do “Eles é que sabem”, quando perguntamos a alguém porque é que não luta pelos seus direitos, porque é que não reclama ou porque é que permite e vota em políticos tão medíocres como os que temos, a resposta invariavelmente é um “Eles é que sabem”, coisa que confesso me irrita tremendamente, mas que quadra com a maneira de ser do português que deixa serem os outros a tratarem daquilo que devia ser ele a fazer, há quase mil anos que somos povo, mas ainda não se percebeu que “eles não sabem, nem querem saber” logo deveríamos ser nós a querer saber, infelizmente assim não é e meter-lhes isso na cabeça é feito para heróis!
Portugal para quem não sabe é também o país das “Tradições”. Neste querido Portugal, não há gato-pingado que não tenha ou não invoque as tais”Tradições” como justificação para o que quer que seja, Portugal para quem não sabe é o país em que as tais “Tradições” justificam tudo, desde a pedofilia, ao abandono escolar, à morte de animais até ao parasitismo social, em Portugal as “Tradições” sobrepõem-se à Lei e às regras da civilidade, servem para fazer gato sapato de um alegado Estado de Direito, que é mais um Estado da impunidade onde cada um se tenta safar como pode, havendo uns que insistem num embuste que se chama Justiça.
Portugal para quem não sabe é cumulativamente o país do “Não me dá jeito” e do “É só um minutinho”, mais duas extraordinárias expressões que regem o dia a dia do pacóvio lusitano. Servem ambas as expressões para lesar o próximo, infringir a Lei e como é costume por cá provocar incómodo aos outros que nisso somos peritos.
Portugal para quem não sabe é o país onde se conduz com o carro engrenado em “Marcha-atrás” pelo sentido proibido, porque se vier a polícia basta meter a primeira e arrancar, o país onde se pára em cima do passeio e se ligam os quatro piscas e está tudo bem, esta mentalidade labrega e desprezível não só não desaparece como tem cada vez mais adeptos entre o povaréu pateta.
Portugal para quem não sabe é o país onde a frase “estou a trabalhar” parece justificar tudo, o barulho, o incómodo, o atropelo de todas as mais elementares regras de civismo enfim o que se queira, ora num país que dizem ser tão avesso ao trabalho ter uma frase destas que serve de justificativa para tanta malfeitoria é para ser simpático um pouco esquizofrénico, mas por outro lado Portugal é um país esquizofrénico, um país de tontos, o outro cantava os “loucos de Lisboa” devia cantar era os loucos de Portugal, porque se nos debruçamos verdadeiramente sobre as particularidades desta terra depressa percebemos que isto é um reino de doidos.
Portugal para quem não sabe é o país onde quando a coisa corre mal, nunca ninguém sabe de nada, aqueles senhores muito importantes de fato e gravata, o doutor fulano mais o doutor sicrano juntos com a doutora beltrano, quando a porca torce o rabo apresentam-se às televisões como os mais ignorantes dos seres, que na realidade são, como muito bem se viu recentemente com a queda da estrada em Borba em mais uma das muitas tragédias anunciadas deste país. No entanto quando o caso é oposto e a coisa corre bem até se atropelam a recolher os louros, esses mesmos seres ignorantes, são aqueles que nós elegemos e a quem pagamos para administrar em nosso nome a coisa pública, mas que fazem pouco caso da coisa, mais se aproveitando dela que administrando. Mas como estou no país do “eles é que sabem”, andando e siga o baile até o tocador parar!

Um grande e sapientíssimo senhor, dono de uma vastíssima cultura, infelizmente com a saúde periclitante a quem aqui presto homenagem devida, pelo muito que fez por esta terra de ignorantes, dizia com muita razão que por cá “Quem nunca comeu nada, come merda e pensa que é marmelada”, reparo metafórico que se aplica soberbamente a Portugal no seu conjunto e muito em particular aqui à terrinha em particular.

um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 26, 2018

Dos asnos, dos ladrões, dos ignorantes e dos labregos, e dos muitos que os há!


Há tantos burros mandando;
em homens de inteligência,
que, às vezes, fico pensando;
que a burrice é uma ciência.

António Aleixo – 1899 — 1949
Poeta

Está este país continua, como estava quando o grande Aleixo escreveu a quadra acima transposta, cheio de asnos, ladrões, ignorantes e labregos, os dois casos relativamente recentes aos quais vou hoje dedicar umas linhas são disso um emblema.
O caso de Tancos é como muito bem disse Freitas do Amaral “…uma vergonha nacional…”, mais uma das vergonhas e das barracadas a que esta tropa fandanga politiqueira nos tem habituado ao longo destes últimos quarenta anos de trapalhadas, ninguém sai dali de cara lavada, os partidos do chamado “Arco do Poder” também conhecidos pelo menos edificante epíteto de “Chusma de Vigaristas”, tem todas as responsabilidades neste estado de miséria. O pior é que conseguiram transformar um vergonhoso e perigoso caso de assalto e roubo de material de guerra num paiol de armamento das Forças Armadas numa corriqueira guerra de capelas tão ao gosto nacional.
Uma das artimanhas que por vezes assistimos nos filmes de detectives, é esconder um crime com outro, para que aquele que realmente não se quer ver descoberto passe entre os pingos da chuva. O roubo de armamento em Tancos parece-me ser um desses casos. Reparem que ninguém está preocupado em perceber como foi possível que um qualquer pilha galinhas roubasse armamento de um paiol das Forças Armadas de um país soberano, reparem que ao contrário do que foi veiculado, pura contra informação para intoxicar, não foi o assalto efectuado por nenhuma tenebrosa organização terrorista, antes por um pilha galinhas comum, o que nos devia fazer temer o pior sobre como está o armamento nacional defendido.
Reparem que ninguém está preocupado com o que foi roubado, nem com a aparente confusão dos sistemas de inventário e muito menos preocupação existe com o facto de saber para onde foram as munições que não apareceram. Agora à pressa os senhores deputados criaram uma daquelas suas comissões patéticas, onde durante semanas, quiçá meses vão dar ar à boca fazendo de conta que ali está a acontecer algo de importante.
Pessoalmente o que eu gostava de ver esclarecidas, são questões que permanecem sem resposta; quem fez o assalto, para além do pilha galinhas que está preso, quem o ajudou, de dentro porque aquilo tresanda a esquema com gente do interior do Exército, quantas vezes já dali terá desaparecido material, para onde foi o material roubado e não recuperado, haverá ligação com o roubo das pistolas da PSP, porque razão estariam a proteger o ladrão, quem está realmente por detrás deste roubo?
O segundo caso prende-se com a questão do senhor Silvano e da sua famigerada palavra-chave que é mais conhecida que a Chica Zarolha puta famosa da recta do Cabo.
Este episódio revelou a indigência intelectual de um parlamento que é bem o espelho da Nação. Mal contentes com a paródia, enviaram para a televisão uma senhora deputado do Minho, que deve ter feito todos os minhotos genuínos querer borrar a cara de preto para melhor se poderem esconder, a senhora Emília teria feito melhor se tivesse optado por uma pequena nota escrita, ao invés colocou-se à frente das câmaras da televisão e foi o que se viu uma anedota pegada, um dos mais bem conseguidos atestados de burrice que já vi, passado por alguém a si mesmo, se dúvidas existissem sobre a qualidade, muito baixa, dos deputados da Nação, aquela senhora dissipou-as em dois minutos, tempo ao fim do qual todos percebemos a corja que para ali vai e nem foi precisa a tirada de muito mau gosto e falta de educação sobre as virgens, ficando nós sem perceber o que teria isso que ver com o tema.
A senhora Emília revelou ao público a mediocridade ética dos senhores deputados, aqui generalizo correndo o risco calculado de injustamente ofender a alguns deputados, bem poucos serão infelizmente, de honestidade e perfil ético inquestionáveis. Este episódio profundamente triste, só revela que o analfabetismo digital não grassa apenas pelos comuns utilizadores das redes sociais, antes cala bem fundo nas pretensas “elites” e digo pretensas porque com comportamentos como os que observamos esta gentalha de elite não tem absolutamente nada.
Se ao episódio da palavra-chave do senhor Silvano, juntarmos as viagens fantasma, as moradas falsas os curricula aldrabados, junto com todas as trafulhices que volta e meia surgem à tona sobre os senhores deputados, temos um claro quadro sobre este país, somos efectivamente um país de asnos, de ladrões, de ignorantes e de labregos.

Um abraço. deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, novembro 16, 2018

As minhas memórias sobre Dom Parpalapatão “O Presunçoso”


Dom Parlapatão, para os amigos “O Gasolilnas da Alfarroba”, conhecido entre os seus detractores como “A Múmia” por causa do seu aspecto de gato-pingado cangalheiro ou ainda por “Migalhas” dada a sua propensão para cuspir migalhas de bolo-rei frente às câmaras da televisão, assim que apeou do poleiro de chefe do califado, tratou logo de ir revisitar os seus canhenhos bolorentos para escrever aquilo a que pomposamente chamou “memórias”, no fundo trata-se de um chorrilho de patetices sem qualquer interesse uma estopada ciclópica, produto de uma alma ressabiada, mal formada, sem qualquer laivo de educação, como é que semelhante tragalhandanças chegou aos mais altos cargos do califado é um daqueles mistérios que nem a tal que dizem que era virgem conseguiria explicar com segredinhos.
Dom Parlapatão o presunçoso, sentadinho na espreguiçadeira olha para o horizonte deleitando-se com a vista desafogada, em boa hora conseguiu aquela modesta habitação de praia com apenas três pisos, sugestão de amigos bem colocados, com seis quartos sendo cinco desses quartos duplos, seis casas de banho, piscina mais 1600 metros quadrados de área descoberta, em boa hora tratou de se amanhar com os seus amigos do Banco Patranheiro do Nepotismo, que lhe venderam aquelas acções da Sociedade de Lorpas Nepotistas por dez réis de mel coado que ele vendeu depois ao triplo isto quando o dito Banco estava já bem falido, enquanto Dom Parlapatão o presunçoso dizia para quem o quisesse ouvir, que aquilo eram instituições óptimas para investir muito sólidas dizia ele o lorpa medíocre.
Dom Parlapatão o presunçoso é uma personalidade medíocre, mal formada, egocêntrico e narcisista cujo umbiguismo lhe deturpa a percepção da realidade, presume pureza distancia-se dos políticos, quando o dito é um deles.
Como convém a qualquer pateta com queda para tiranete de ópera bufa também se arroga possuir o dom da infalibilidade, fala de artistas profissionais da política como se ele não fosse um deles, uma dessas sanguessugas miseráveis que vive há mais de quatro décadas a sugar o erário público, a “mamar” na teta da porca da política como diria o grande Bordalo, presume honestidade, mas na realidade é um intrujão, um vigarista absolutamente idêntico a todos os outros, muitos, que vivem naquele reino, deveria ser investigado, se for o caso punido, mas claro que no reino de al-Trapalhal nada disso acontece, este é o reino dos impunes, por isso Dom Parlapatão o presunçoso continuará a escrever as suas patranhas ressabiadas destilando o seu veneno e a sua mediocridade.
Dom Parlapatão o presunçoso sorve com ruído o cházinho de camomila, enquanto se ri interiormente comprazendo-se da sua incomparável capacidade intelectual que fez com que durante mais de uma dezena de anos tivesse conseguido iludir os cobradores de impostos do reino, declarou-se possuidor da modesta casinha de praia com uma área coberta de 252 m2 quando na realidade são 620 m2 de construção com três pisos o que fez com que durante mais de uma década, 15 anos segundo os jornaleiros do Reino, pagasse apenas metade dos impostos que devia, curiosamente no reino onde à mínima falha de um pobre os cobradores penhoram até o penico, no caso de Dom Parlapatão o presunçoso, a mansidão dos cobradores é coisa nunca vista, mais um exemplo da impunidade do reino de al-Trapalhal.
Dom Parlapatão o presunçoso é sem sombra de dúvida uma das personagens mais medíocres, sensaboronas e desprezíveis que passou pelo reino de Al-Trapalhal, um parasita político profissional um artista da patranha, um charlatão mal-educado, sem formação cívica desconhecedor do conceito da ética, em suma um ser miserável e presunçoso que presume terem algum interesse as alarvidades que diz serem memórias. O que me fica dele é essa imagem de ser desprezível, asqueroso e medíocre, retrato acabado de um reino!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, novembro 13, 2018

Os Trampónaros

Os tempos que vivemos são incertos, talvez esta mesma percepção tenham tido outras pessoas noutros tempos, mas tendo em conta o muito que em teoria se avançou em termos de liberdades, garantias e direitos humanos, é deveras desconcertante que num tempo de tantas conquistas num repente apareçam na cena política mundial tantos tiranetes, tendo em conta a vasta informação que existe sobre as consequências deste tipo de vertigens políticas.
Existem milhares de razões que justificam estas viragens extremas, existem estudos, teorias, milhentas teses académicas sobre esta espiral de degradação moral, toneladas de escritos sobre esta pandemia que varre o Mundo no que concerne à ascensão vertiginosa de tantos potenciais ditadores. Trump, Orbán, Duterte, Putin, Bolsonaro, Obiang, para citar apenas alguns, são pessoas de raízes étnicas diferentes, de continentes diferentes, mas irmanados num conceito comum de ódio à Democracia, explorando o medo para conseguir poder, este é portanto um Mundo cada vez mais perigoso.
Centrar-me-ei então na minha percepção desse fenómeno, em duas ou três causas que acredito terem contribuído para que este tipo de gente aceda ao poder, naquilo que é um óbvio e concreto falhanço da Democracia e das tradicionais Esquerdas e Direitas.
Por exemplo, como é que os “políticos democráticos” explicam a uma pessoa que trabalha 8, 9,10 ou mais horas por dia, com um salário miserável de 500, 600 ou mesmo mil Euros, que o seu vizinho do lado, porque é marciano, selenita ou de Saturno, não só não trabalha mas recebe 300 ou 400 limpinhos mais 200 por cada filho como tem três ou quatro e vem outro a caminho, tem um belo ordenado mensal tendo em conta que tem tudo à borla, casa, luz, escola e por aí adiante.
Como é que os “políticos democráticos” explicam a uma pessoa honesta e cumpridora das Leis, que trabalha para pagar as suas contas, que os Direitos Humanos e a Liberdade, cada vez mais só se apliquem aos bandidos e aos parasitas, que protegidos por esses conceitos, fazem gato sapato de tudo quanto são Leis, matando, roubando e delapidando as pessoas honestas e cumpridoras, ainda que lhes sejam dados subsídios para que não roubem, mas como bem sabe quem trabalha o dinheiro nunca chega, por isso mesmo pagos para não gamar o criminoso volta sempre ao local do crime como sói dizer-se.
Como é que os “políticos democráticos” explicam a uma pessoa que trabalha uma vida inteira, que chegando ao fim dessa vida de trabalho tem de ser penalizado por estar vivo, descontando um montante na sua já miserável reforma, enquanto que o selenita que nunca fez nada, nem sequer descontos, recebe 200 ou 300 Euros sem se chatear.
Como é que os “políticos democráticos” explicam a uma pessoa que trabalha para pagar as suas contas, os seus impostos directos e indirectos e tudo o mais que lhe fazem pagar, que uma consulta num hospital demore 3 ou 4 anos.
Como é que os “políticos democráticos” explicam a uma pessoa que trabalha e que paga impostos, que exista há décadas tanta gente que berre bem alto que a cultura desse povo trabalhador e honesto não presta, que o bom é ser de Marte ou da Lua, que o bom é falar outras línguas porque a sua não presta, que tem de pedir desculpa por os seus antepassados terem existido, que tudo o que representa é mau, que é xenófobo, que é racista, que é a fonte de todos os males, mas que no momento a seguir é “convidado” a ajudar “volontariamente” e a acolher, refugiados, carenciados e todos os “ados” que por aí existem, os mesmos que lhes apontam o dedo e chamam racistas, xenófobos e o mais que se queira, como é que se promove isto, sem pensar nas consequências que isso traz, sem pensar em como as pessoas vão criando um ressentimento, silenciado é verdade pelo politicamente correcto mas latente e que poderá gerar situações hediondas, recordo por exemplo a tragédia do Ruanda.
Como é que os “políticos democráticos” explicam a uma pessoa que trabalha para pagar as suas contas e os seus impostos, a quem tudo é exigido, que aqueles ali porque dizem que tem uma cultura diferente, podem não trabalhar, podem ter casas à borla, escola à borla e ainda receber por isso, nas escolas os nossos filhos desde cedo que percebem esta questão e desde cedo que começam a criar ódio, isto é horrível de ver acontecer, mas acontece diariamente.
Como é que os “políticos democráticos” explicam a uma pessoa que trabalha para pagar as suas contas, que esses mesmos políticos mais os seus amigos, consigam enriquecer em meia dúzia de anos de forma absolutamente obscena, mercê de todo o tipo de esquemas e negociatas que lesam o erário público sem que daí nenhuma consequência advenha.
Sejam estes exemplos, realidade concreta ou apenas percepcionados pelas pessoas, eles são a mola real que alimenta o aparecimento de tiranetes medíocres, a sociedade moderna condena-se a si mesma através deste completo falhanço das Esquerdas e das Direitas enquanto alternativas viáveis.

Com essa falha, abre-se a porta ao aparecimento dos Trumpónaros deste Mundo, uma verdadeira tropa fandanga de aspirantes a tiranetes, que enxameiam por aí qual praga de vespa asiática à espera do momento certo para atacar, e quem os criou foram precisamente os senhores muito democráticos, corruptos completamente madraços e diletantes que enchem a boca com Democracia mas o que mais fazem é corrompe-la e encher os bolsos de novo e sempre à custa do pobre diabo que trabalha e paga impostos para sustentar toda esta corja.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, novembro 07, 2018

A SÚCIA DOS INDIGNADOS

Recentemente uma fotografia, mostrando de três indivíduos algemados sentados no chão, fotografia igual a milhentas outras que se vêem pelo Mundo todo, trouxe a este país de tontos mais um acesso de histeria.
Os indivíduos fotografados são alegadamente os perpetradores de crimes hediondos, nomeadamente o assalto com recurso a violência extrema a pessoas idosas, violência de que, num dos casos terá resultado a morte de uma das vítimas.
Fugidos de um tribunal, foram capturados e tiram-lhe uma fotografia, coisa banal num Mundo digitalizado e escalpelizado até à exaustão. No entanto esse acto banal, levantou uma onda verdadeiramente patética de indignados, gente muito indignada com a fotografia, com os direitos dos tais indivíduos e com a sua dignidade uma verdadeiro coro de “putas ofendidas” cuja capacidade canora foi amplificada pela rafeirice dos meios de comunicação subservientes e lacaios.
Curiosamente nunca vi este grau de indignação com as vítimas. Aliás da parte desse coro de “putas ofendidas” nunca vejo indignação nenhuma com as vitimas, nunca ouvi uma palavra que seja sobre as vítimas de crime em Portugal, o que faz com que nós sejamos um país, de novo, paradigmático e digno de um aturado estudo sobre a nossa capacidade de operar milagres, dado que em Portugal existem crimes e criminosos, mas das vítimas, excepto talvez uma linha ou duas num artigo de 3 páginas num desses pasquins do jornalismo de lixo nacional.
Em Portugal parece existirem crimes sem vítimas, este não é fenómeno não é novo, lembrem-se que por exemplo a propósito da negociata dos submarinos, provou-se a corrupção encontraram-se corruptores mas sobre quem foi corrompido nem sombra, singularidades nacionais, dizia eu então que por cá o mais são crimes sem vítimas dado que tudo e toda a gente no edifício jurídico e judiciário parece andar exclusivamente preocupado com o criminoso, com a defesa do criminoso, com a saúde do criminoso, com a imagem do criminoso, com os direitos do criminoso, com tudo que diga respeito ao criminoso, quanto à vítima, ignora-se por completo, muitas as vezes podemos ler na comunicação social que Fulano de Sicrano cometeu tal crime sobre a “vítima”, o criminoso leva o nome inscrito a pobre vítima é isso mesmo “a vítima”, vítima essa que nem nome tem, penso eu que deve ser uma entidade etérea, portanto algo vai mal neste reino de Portugal!
Nunca vi este grau de indignação da parte desse coro de “putas ofendidas” que agora se mostram tão irritadas, para com as vítimas, onde estão as suas vozes quando os velhos sovados, roubados, abandonados e maltratados se queixam, onde estão as suas vozes quando as crianças vítimas de abandono, de maus tratos, de sevícias variadas aparecem no rol das polícias. Não os vi indignados por os tribunais serem uns pardieiros miseráveis sem segurança nenhuma, não os vi indignados pela falta de condições das polícias que fazem das tripas coração para irem tentando remediar a selvajaria em que este país vai paulatinamente caindo, não lhes conheço indignação sobre isso.
Onde estão as vozes dessa súcia medíocre quando os polícias são agredidos, quando os professores são agredidos, quando os médicos e enfermeiros são agredidos, nunca os ouvi, nunca lhes ouvi os gritinhos pudicos e esganiçados dessa indignação parola clamando contra essas agressões, clamando em defesa das vítimas, porquê? Será que as vítimas não têm direitos?

Cada vez mais fico pasmo com este país de gente anómala, de gentalha medíocre que governa ao sabor da rede social da moda ao invés de tentar construir um país digno e depois existe uma questão que há muito me atormenta, quem abdica da sua humanidade ao praticar crimes hediondos sobre pessoas indefesas não respeitando os direitos humanos dessas vítimas, terá direito a invocar esses mesmos direitos para si? Cada vez mais me inclino para um não! Pode ser uma deriva perigosa, mas tudo tem de ter limites, quando não corremos o risco desta anarquia e valoração invertida de valores que se vai instalando ser a bitola normalizadora e quando isso acontecer a Democracia estará completamente desvirtuada e morta.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 29, 2018

Livre arbítrio!


O encontro fora marcado a seu pedido, no entanto no dia aprazado o cavalheiro não fora ao tal encontro que o próprio havia solicitado. Problemas familiares, invocara o rapaz, uma prima fora abandonada à porta de casa pelo alegado marido, que posteriormente se tinha posto em fuga, logo por causa de umas “leis próprias” deste tipo de seita, tios, primos e demais família foi a correr ver se dava com o fugitivo, para o espancar, que entretanto alertado e ciente de que estaria a violar as tais “leis” escapulira para França. Eles eram casados, apenas pela “lei” da seita, não possuindo documentos oficiais que confirmem esse casamento. Por isso o rapaz ali à minha frente vinha pedir para marcar novo encontro.

- Mas que têm vocês que ver com isso? – questionei eu na minha santa inocência.

- A nossa tradição é assim – respondeu-me a criatura.

- Mas em Portugal existe a Lei… – continuei eu.

- Pois mas a gente tem as nossas… – respondeu-me novamente.

Desisti, não me pareceu inteligente continuar com aquela conversa, até porque já a tive outras vezes com os mesmos resultados, como é que se pode argumentar contra semelhantes argutos argumentos de gente habituada à mais completa impunidade?

A criatura que tinha à minha frente tem 30 anos, é analfabeto, se passou pela escola foi seguramente para os país puderem receber um qualquer dos muitos subsídios que recebem, não sabe fazer absolutamente nada, em 30 anos trabalhou apenas recentemente pela primeira vez e só durante 3 meses.

- Sabe é que não nos dão trabalho a nós… – diz-me com ar compungido, um ar tristinho de quem espera o dó do outro, corre-lhe mal no meu caso, ando por cá há demasiado tempo para ter dó, em especial de gente desta igualha.

Podia ter-lhe dito que conheço gente da sua “seita” que vive aqui perto de mim há décadas, que sempre trabalharam e sempre tiveram empregos normais, que sempre lhes deram emprego, que chegaram inclusive a funções de chefia dentro das instituições onde trabalham, nunca abdicaram e muito bem da suas raízes, começaram foi desde cedo a perceber que estudar, respeitar os outros e cumprir as regras é meio caminho andado para ninguém os chatear, respeitem os outros e serão respeitados, estes que conheço ao invés da típica vitimização, praticaram desde sempre a plena integração, por tal são respeitados ninguém tem nada que lhes apontar, se uns conseguem porque é que outros insistem em comportar-se como selvagens? O livre arbítrio que por exemplo nos pode fazer ou não escolher o melhor caminho parece nesta gente sempre condicionado e inclinado para o mesmo, como pode um país dito civilizado e democrático permitir este tipo de comportamentos medievais?

A resposta é simples, porque a solução dos excelentes governantes que temos têm sido despejar dinheiro em cima dos problemas, sem responsabilizar ninguém, enquanto formos um país sem responsabilidade, onde a impunidade é regra, não se espere pois nada de diferente.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia