sexta-feira, novembro 25, 2022

Vão-se catar...

 

Fonte da imagem: https://cartoonmovement.com/cartoon/fifa-world-cup-qatar-2022, (acesso em 25-11-2022)

 

Meus caros eu confesso que tenho muita, mas mesmo muita dificuldade em perceber estas lusas gentes, mais ainda quando se tratam de politiqueiros. Vem isto a propósito, da ida de Sua Excelência o senhor Presidente da República ao Catar para ir apoiar a Selecção Nacional de Futebol e da celeuma inusitada que tal ida acarretou.

Um coro de vozes se levantou, aduzindo razões a favor e contra a tal deslocação, que o Catar isto, que o Catar aquilo, que não respeitam os direitos humanos, que tratam mal os emigrantes, que oprimem os homossexuais e mais não sei o quê. Ora, se eu admito que o Catar, a par de outros países daquela área é uma enxovia, e se admito que haja países que possam apontar-lhes o dedo e se admito que individualmente cada cidadão possa ou não achar-se no direito de zurzir naquela rapaziada vestida de lençóis que parece ter horror a mulheres, zurzindo igualmente nos políticos nacionais que lá se deslocam para ver as futeboladas, no que toca a Portugal assumir uma posição condenatória discordo completamente, discordo apenas porque não temos moral alguma para o fazer.

Portugal é um país que primeiramente trata mal os trabalhadores portugueses, que vive à décadas de salários de miséria, um país que não soube tirar o melhor partido de emigrantes russos, romenos, ucranianos e ou moldavos, gente qualificada, muito maltratada atirada que foi, para a construção civil, para os trabalhos rurais ou para o sector das limpezas.

Pior fez com esta recente vaga de gentes de origem asiática, não passou um ano desde que este fenómeno teve inicio, sem que nos noticiários não apareçam notícias sobre a exploração criminosa, a quase escravatura a que estas pessoas são submetidas, por redes criminosas, tudo isto sem que até ao momento existe sequer nada que se aproxime de um serviço que fiscalize e investigue estas coisas, uma palavra de apreço para a Polícia Judiciária, sempre ela, que tem feito o possível, e se algumas destas redes de tráfico foram desmanteladas é tão somente a essa excelente polícia que o devemos.

E é pois meus caros, este país medíocre, que se acha no direito de andar a apontar o dedo aos outros quando na realidade não passa de uma enxovia miserável, que presume ser algo que não é.

Portugal é uma cretinocracia pateta, onde há gente com excesso de presunção, o que me parece preocupante, porque das duas três, ou desconhecem o país onde vivem, o que é mau, dado que são politiqueiros, logo gente com responsabilidade e com aspirações a cargos do Poder, ou pior, são gentalha absolutamente ignorante que vive numa bolha de irrealidade não conseguindo perceber a cloaca que este país realmente é porque o seu horizonte se limite ao seu umbigo e a preencher os seus egos desmedidos, eu aposto na segunda hipótese sendo que qualquer das duas é demasiado má.

Pessoalmente abomino o Catar e todas aquelas teocracias islâmicas por ali abundantes, enxovias de poderes corruptos e gentalha miserável, há décadas financiadores de todo o tipo de tráficos bem como financiadores e apoiantes do terror islamita nas várias faces que o mesmo tem revelado ao longo dos últimos 40 anos. No entanto discordo completamente no que toca a Portugal enquanto país que negoceia e tem sempre negociado com outros pardieiros abusadores, de emitir condenações e juízos de valor moralistas, quando não temos moral alguma para o fazer, ora vão-se catar.


Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

 

sexta-feira, novembro 11, 2022

Crónica das inevitabilidades inevitáveis...

 

Dizer-se que o “criminoso volta sempre ao local do crime” é um chavão que não deixa de ter a sua piada quando aplicado ao grande Isaltino. Investigado, indiciado, julgado e condenado, com pena efectiva cumprida, bom do Isaltino assim que se apanhou cá por fora, fez o quê? Voltar, claro está ao lugar onde fora feliz, qual urso que assalta a colmeia para se lambuzar com o mel, Isaltino, ciente de que vive numa terra de lorpas ceguetas, atirou-se de cabeça às eleições e claro que venceu.

Aberta assim, mais uma vez, a colmeia, o bom do Isaltino tratou de fazer aquilo que lhe granjeou fama, gastar dinheiros públicos, deixar “obra”, atirar areia para os olhos dos imbecis que nele votam e cantarolar, qual efémera volejando de nenúfar em nenúfar, até que, de novo, os senhores da Judiciária o vieram de novo indiciar, por mais trafulhices, desta vez implicando mais uns quanto “camaradas”, uma oligarquia mafiosa em que a esposa e a irmã trabalham num município, que está igualmente a ser investigado, o sogro é presidente de uma Junta de Freguesia, igualmente a ser investigado, e por último o marido da primeira, irmão da segunda e filho do terceiro ao que parece alegadamente é considerado um angariador de negócios com esquemas ilícitos para as autarquias de Oeiras e Odivelas.

A esta já triste senda juntemos, o senhor, agora ex-Secretário de Estado, o homem finalmente ganhou vergonha na cara e demitiu-se, ou a isso foi forçado, acreditando eu que foi mais a segunda hipótese a que realmente aconteceu, ao que parece o homem quando era presidente de uma câmara, decidiu esbanjar uns milhares numa suposta obra que iria ser feita pelas empresas de um cidadão que ao que parece é tudo menos confiável, para não dizer que tem todos os pergaminhos para ser um rematado escroque, isto tudo alegadamente claro está, que a presunção de inocência é muito bonita.

Mais, a senhora ministra do “faz-de-conta”, organizou um daqueles “concursos” que todos sabemos como funcionam, para contratar um cachopo, filiado na juventude partidária do partido da senhora ministra, acabado de sair da universidade ”assessor”, cargo para o qual deve estar insofismável mente habilitado auferindo o dito um ordenadito de 4 mil Euros, nada de novo dir-me-ão, é verdade, concluo eu, nada de novo, mais do mesmo, mais da pulhice partidária a que infelizmente nos fomos habituando ao longo destes anos, miseráveis foram as declarações da dita ministra, mas até disso já estamos habituados.

Isto é tudo tão mau e tão miseravelmente mau, que me faz rir, este país é uma anedota, e caímos por culpa nossa na inevitabilidade de estarmos nas garras desta súcia de indigentes intelectuais.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

 

sexta-feira, outubro 28, 2022

As incompatibilidades

       Isto das “incompatibilidades” é uma chatice, sendo uma coisa que volta e meia salta para a liça, para assombrar o politiquedo, em especial quando a intenção é infectar algum governo sorvado, como é o caso do actual, que começa a estar um nadita corroído, nada contra, faz parte do jogo político, o que me chateia é que isto das “incompatibilidades” seja algo que parece não preocupar ninguém, em especial o tal politiquedo da “upper class”, que é quem mais factura com estas coisas, quanto ao poveco, essa tropa fandanga como sói dizer-se não tuge nem muge.

Isto é tão mais grave porque como é bem sabido, “saber é Poder” e uma parte importante do Poder dos politiqueiros é a informação a que têm acesso, informação essa que como todos nós bem sabemos e vemos é utilizado a bel prazer dos ditos para facilitar todo o género de negociatas, dos próprios e ou dos seus familiares, perpetuando as oligarquias mafiosas de antanho.

Ultimamente as trapalhadas desta índole que envolvem, ministros, secretários de Estado, presidentes dos municípios e ou familiares, tem saído semanalmente, o que ao cidadão mais desavisado pode parecer inusitado, na verdade não o é. Se com uma lei das incompatibilidades tão miserável como esta em vigor, os casos são mais que muitos, imaginem o que não seria acaso tivéssemos uma legislação decente que não permitisse este tipo de alarvidades, e se a coisa no que concerne aos detentores de cargos nos governos, é patética, em relação a outros titulares de cargos políticos que não estejam no Governo, como seja o caso de deputados ou autarcas, as regras já são mais relaxadas, para que se perceba é mais difícil, senão impossível, ao calceteiro da câmara de Vila Velha de Santa Eufrosina, trabalhar a fazer calçada nos seus tempos livres quando está fora de serviço, do que um senhor deputado ser sócio de um grande escritório de advocacia, daqueles que fazem as leis, que posteriormente o mesmo senhor deputado e amigos farão aprovar, e é desta obscena perversão do sistema que falamos.

Pior, sendo detentores de informação privilegiada, que há muito utilizam para as negociatas, enchendo o bolso à conta do erário público, a escória politiqueira, que faz e aprova a Lei, nela fazendo de imediato constar, caminhos e subterfúgios que tudo permitem e justificam, agem com uma pavorosa impunidade de tão habituados que estão a não acontecer nada, porque sabedores que os da outra cor fazem e sempre fizeram o mesmo, dado que estas traficâncias são uma espécie de acordo tácito não escrito, não sendo portanto de bom tom levantar “a lebre” como diz o povo, no entanto quando imposições das pulhas estratégias políticas o impõem a escória politiqueira faz ruir este acordo sendo que então lá aparecem, nos jornais e televisões que os mesmos politiqueiros também controlam, os casos de politiqueiros cujas traficâncias roçam o miseravelmente obsceno esburgo mafioso do erário público com recurso às traficâncias costumeiras, aos “ajustes directos” ao “interesse público” tudo dentro da Lei claro está, e assim se vai exaurindo a “coisa pública”.

Não lhes bastam todas as prebendas e alcavalas que desde 1974 esta corja fez aprovar em pé de Lei para seu próprio benefício, as senhas de presença, as ajudas de custo, os carros, os cartões de crédito, os telemóveis e computadores, sempre do último modelo, bem como todas as “mafiosices” que estes pulhas concedem a eles próprios, e parece que nunca chega.

Portanto meus caros, esta questão das “incompatibilidades” detentores de cargos públicos, é mais uma palhaçada típica, deste paraíso do faz de conta a que chamamos Portugal. As pulhices são tantas, vão desde os familiares enfiados pela goela do serviço público, verdadeiras teias familiares, um dia que investiguem isto, vamos fartar-nos de rir, gentalha incapaz nomeada para cargos de chefia, de quem outro mérito não se lhes conheça que o facto de serem família e ou amigos chegados de um qualquer politiqueiro medíocre, até às já citadas negociatas mafiosas, mais uma vez um dia que investiguem os municípios, as juntas de freguesia e outros organismos públicos, a malta vai fartar-se de rir, com tanto bandalho mafioso, com tanta roubalheira e tanto “ajuste” para fazer jeito e ganhar uns milhares ao pobre “Zé Pagão”.

É por tudo isto, meus caros amigos, que nada disto espanta muito, poderá apenas espantar os distraídos, para os outros, infelizmente poucos, os que vão andando atentos a este pote de estúrdia em que Portugal se transformou, nada disto é estranho, todos já nos confrontamos com coisas destas, lá na terrinha, até conhecemos os protagonistas, e as suas manhas.

P.S. - À hora que estas escrevinhadelas saem para a rua, ficámos a saber que o inefável Isaltino está de novo à perna com a Justiça, ele e mais um presidente de câmara por junto com deputados e empresários, tudo por conta das mais umas negociatas mafiosas típicas, ora nem a propósito.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

 

sexta-feira, outubro 14, 2022

Dom Marcelo, o Cardeal de Belém

Belém tem um novo Cardeal, Dom Marcelo. Ele vigia com olho de falcão e garra de lince as possíveis diatribes do rebanho, no entanto volta e meia, que é como quem diz de quando em vez, lá abusa do vinha da sacristia e lá sai uma homilia menos conseguida, que invariavelmente dá burrada.

O bom Dom Marcelo, Cardeal de Belém, não pode ver um microfone estendido na sua direcção, não consegue resistir a uma câmara de televisão, sempre que tal acontece Dom Marcelo, Cardeal de Belém transforma-se em Marcelo o Jogral, dono de uma das mais completas, capazes e esfuziantes verborreias de que há memoria nos anais da Santa Madre Igreja, da qual o dito Dom Marcelo, Cardeal de Belém é ao que parece um fervoroso adepto, tanto que por vezes se esquece das suas outras funções, ou pior deixa esse seu fervor tingir e ou toldar as suas declarações e ou decisões, esquecendo-se que a nação onde pastoreia o seu rebanho é um Estado pretensamente laico.

E esse é o drama maior de Dom Marcelo, o Cardeal de Belém, o homem quando vê meios de comunicação, perde as estribeiras, perde o bom senso e o sentido de Estado, e desata a palrar sobre tudo e mais um par de botas, fazendo-nos recordar que antes de ser o mais alto magistrado ele era o “papagaio mor” da televisão, onde aparecia a comentar todo e qualquer assunto, fazendo recomendações ou mandando recados, infelizmente como no melhor pano cai a nódoa, e não há bela sem senão, Dom Marcelo, o Cardeal de Belém lá deu um tiro nos pés com os comentários patetas sobre a malfadada questão dos abusos e sevícias sexuais perpetrados por sacerdotes no seio da turma eclesiástica.

Como se não bastassem, a propósito da mesma temática, as primeiras declarações patetas de um bispo, que confrontado com denúncias de abusos vários, relativizou as vergonhosas ocorrências, tendo logo a seguir engolido cada palavra que disse em constantes desmentidos, tendo inclusivamente achado pertinente sermoar, à laia de desculpa, lá na cova das velinhas para as massas ignorantes, também Dom Marcelo, o Cardeal de Belém teve de engolir os seus comentários patetas, pecou apenas por demorar 3 dias a perceber que tinha metido a patorra na poça, demonstrou infelizmente possuir soberba, pecado capital, em demasia e humildade, qualidade essencial do devoto, em defeito, mas como bem diz o ditado “vale mais tarde do que nunca” e Dom Marcelo, o Cardeal de Belém lá pediu desculpas, pelas barbaridades que disse.

Pessoalmente acredito que o homem, não tivesse a intenção de desvalorizar ou de desculpar os actos hediondos, da padralhada, actos que bem sabemos todos, os que não são hipócritas, recordemos novamente o excelente livro “Manhã submersa” um romance do escritor português Vergílio Ferreira publicado em 1954, onde eventos monstruosos como os que ora estão em causa se passam há tanto tempo que já nem sabemos quanto, mas se tais actos num passado recente eram escondidos, relativizados e quiçá até aceites, os mesmos, à luz deste nosso tempo de hoje, são obscenos, grotescos e não tem lugar neste nosso Mundo, infelizmente vivemos num país que trata muito mal as suas crianças, infelizmente vivemos num país que mais cuida dos algozes do que das vítimas, e é com esta triste realidade, que temos de conviver, conscientes porém de que devemos de estar sempre alerta, para não permitir este tipo de comportamentos miseráveis. Acredito que Dom Marcelo, o Cardeal de Belém tenha tido a melhor das intenções, mas as palavras traíram essas nobres intenções e alguém que é um astro da comunicação, passou num repente para a posição de estrela cadente, um mero meteorito calcinado em rota de colisão com o solo, e tudo por culpa sua, por ser verberoso, por ser extemporâneo, errático e por demonstrar um pavoroso excesso de “ratice de sacristia”.

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

 

sexta-feira, setembro 30, 2022

Depois não se queixem...

A Europa vive por estes dias um turbilhão de questões, de problemas e de desafios que a vão colocar à prova durante as próximas décadas, questões delicadas, de muito complicada resolução, problemas internos com vários membros e as suas derivas totalitárias, como é o caso da Hungria, um pouco da Polónia e mais recentemente com a Itália, problemas externos com os tiranetes da época, falta de afirmação do projecto europeu, tibieza e falta de coragem dos lideres europeus, parvoíces imbecis como o Brexit, em suma a União, que disso tem pouco, está em profunda crise.

Para ajudar ao já deprimente cenário, em Itália a eleição de uma espécie de Le Pen à italiana, que dá pelo curioso nome de Meloni, deixou os líderes da UE com um grande melão, tendo em conta que uns dias antes na Suécia, conhecida como paradigma da tolerância da integração de outras culturas, as eleições viram um partido conotado com a Direita mais extrema ser presenteado com uma votação confortável, prenunciando uma tendência que paulatinamente vai correndo pela Europa.

Mas que Diabo, será que os europeus foram violentamente possuídos pelos demónios do nacionalismo, do racismo e da xenofobia de um dia para o outro? Questão interessante. A minha resposta será não, o actual fenómeno tem muitas causas, vou tentar referir algumas. Se olharmos cuidadosamente para, digamos, as últimas quatro décadas anteriores, verificamos que os sinais desta aparente viragem, já lá estavam, apareciam aqui e além, as mais das vezes prontamente desvalorizados pelos “democratas”, as populações achincalhadas, o começo da impunidade e da ausência de Estado são algumas dessas razões.

Durante estas últimas quatro décadas as sociedades da Europa têm sido metralhadas por dedos apontados, por causa da sua História, por terem colonizado, aqui e além, por terem destruído este povo ou escravizado aquele, as culturas dos povos europeus, o exemplo português é gritante, têm sido menorizadas, achincalhadas sendo quase vergonha os europeus assumirem as suas heranças históricas e culturais com tudo o que elas possuem de bom, menos bom e mau. O “politicamente correcto”, a falta de Educação e de cultura, gerou hordas de deserdados culturais, quase analfabetos, que sentindo-se marginalizados tem sido presas fáceis dos discursos maviosos das várias expressões das Direitas mais ou menos extremas.

Mais, as Democracias europeias instituíram políticas de promoção de um parasitismo social, que fez surgir uma verdadeira “subsídiocracia” que se instalou e aclimatou às sociedades europeias, dessa política social, vivem muitas minorias, étnicas, religiosas e outras, que se aproveitaram dessas benevolentes políticas para, e bem, viverem como podem, sem dedicarem sequer uma hora ao trabalho, isto não é discurso populista, é a realidade facilmente constatável por quem quiser ser intelectualmente honesto. Claro que tais políticas, geraram naqueles que trabalham um sentimento de injustiça, que se foi agudizando, como explicar a quem trabalhou uma vida inteira que vai receber quinhentos euros de reforma, e que o vizinho que nunca trabalho meia hora na vida receba trezentos porque é duma etnia qualquer ou de uma nacionalidade qualquer ou de um bairro dito problemático, aqui a Democracia falhou, nunca fez esta explicação, nunca promoveu nem valorizou o trabalho, o esforço nem o mérito, bem antes pelo contrário.

Os democratas, voltaram a falhar ao deixar criar um estado geral de impunidade, que tem levado ao caos, países que tinham taxas de crime muito baixas, vêem-se hoje a braços com enormes problemas, causados por esquemas completamente falhados de inclusão/integração de minorias étnicas e ou religiosas, há décadas que se deitam toneladas de milhões de fundos para cima destas situações, com bem poucos resultados, aparentemente nem uns querem integrar, nem outros se querem incluir, daí resultando os conhecidos problemas sociais, com as consequentes ocorrências de fenómenos de racismo, xenofobia e sectarismo de parte a parte, sim porque como estou farto de afirmar, estas questões são de foro humano e não de uma cor em particular, não alinho nesses discursos, de vítimas únicas e de algozes únicos.

Em Portugal, triste exemplo, a solução tem passado sempre por atirar dinheiros públicos para cima dos problemas, o que apenas tem criado ainda mais problemas, criando uma subsídio dependência parasita que se instituiu numa cada vez maior faixa populacional, e que há muito extravasou uma conhecida alegada minoria étnica. Os problemas decorrentes desta mistura explosiva, de impunidade, ausência de Estado e parasitismo subsidiado, estão por aí espalhados por aldeias vilas e cidades, bem à vista de todos, só alguns muares, de partidos esquerdelhos, de olhos cobertos de cobertas de cabedal grosso, aqui na terra chama-se “entrolhos”, parecem não ter percebido o estado a que isto chegou.

E é explorando, esse abandono a que a Democracia e os democratas votaram quem trabalha, quem paga impostos e quem é honesto preteridos em favor da escumalha, agraciados quase que diariamente com escandaleiras obscenas protagonizadas pelos tais democratas politiqueiros, que as extremas Direitas de cariz fascista e totalitário se insinuaram, conquistando e capitalizando esse descontentamento, subindo nas votações, arranjando espaço para passar as suas mensagens, e os povos, fartos de serem pisados pelos “democratas”, fartos de serem achincalhados pela escumalha, caem na esparrela.

Aproveitando a modorrada populaça embrutecida, as direitas extremas calcorreiam o seu “caminho das pedras” para o seu mui esperado milagre, o poveco boçal anda entretido com as suas questiúnculas comezinhas sem perceber ainda que a Democracia é uma planta que precisa de muitos cuidados e de ser constantemente alimentada, a sua fragilidade faz com que qualquer falta de cuidado a faça começar a definhar

A culpa da subida desenfreada das extremas Direitas e dos seus discursos de ódio, cabe inteiramente aos “democratas” da Esquerda e da Direita, que abandonaram as pessoas, para se concentrarem essencialmente nos jogos de Poder e no esburgo dos erários públicos, por isso quando a coisa der para o torto, depois não se queixem, recordem-se que foram atempadamente avisados.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

 

sexta-feira, setembro 02, 2022

A “pandilha da bandeirinha”

Portugal de Norte a Sul está tomado pela “pandilha da bandeirinha”, o país está pois tomado por esta matilha de vermes subservientes que enxameiam ao redor dos donos do Poder, criando as tentaculares redes de “amiguismo” que realmente dominam o país, importando pouco a competência, a formação e ou quaisquer qualidades, como sejam a honra, a decência, ou a ética, nada disso é necessário, nada disso interessa a ninguém, Portugal é uma anedota e está transformado num verdadeiro “Reino do Faz-de-Conta”, onde impera a trapaça, a peta, a aldrabice, a imposturice, a mentira, o logro, a falcatrua e o engano, desses preciosos instrumentos se socorrendo os do Poder, para aí se manterem, entretendo os pategos, que ademais embrutecidos com orgiacas comezainas e rios de álcool, querem lá da saber se isto ou aquilo é ético ou não.

Vem isto a propósito de umas imagens menos recentes que vi, onde o excelso senhor Primeiro-ministro, dirigindo-se aos jovens com a mesma mensagem estafada com que nos têm torrado o bicho do ouvido, nestes últimos 30 anos, a saber, a necessidade de obtermos formação, de estudarmos mais dos imensos benefícios do mérito.

Acicatados pelo desejo de perseverar num mundo mais competitivo e em constante mutação,os pobres miúdos, como muitos de nós mais velhos, lançaram-se a essa tarefa, é então desde cedo nas escolas, que desde a mais tenra idade se instala nas pobres crianças que é muito importante o “estudo” a proficiência, a excelência e mais outras patranhas, como sejam os “quadros de mérito” bem como outras labreguices do género.

Tudo patranhas, balelas pífias, mentiras sem vergonha, que muitos de nós patetas, engolimos. A realidade é porém muito, mas mesmo muito diferente. A formação por exemplo não serve de nada, aliás é vulgar nas entrevistas para um qualquer posto de trabalho, como já me sucedeu, referirem que o candidato ao posto de trabalho tem qualificações em demasia, perplexo, não consigo entender porque carga de água, se excluiu alguém por supostamente apresentar “qualificações a mais”, este tipo de argumento é bem sintomático do tipo de energúmenos que dirigem este país, revela bem, o nível organizacional deste país.

Partilhar, trabalhar em equipa e o bem comum, tretas, patranhas sem pudor de uma sociedade egoísta que apenas trata dos umbigos. Quem partilha é quase sempre ludibriado e espoliado do seu trabalho, por colegas sem escrúpulos que o que querem é brilhar aos olhos das chefias idiotas e lorpas, para que a classificação apareça com o “Muito Bom” redentor e portador de todas as benesses.

Mas o mais importante, mesmo mais importante que possuir formação, competência, decência, ética e ou mérito, é pertencer à famigerada “pandilha da bandeirinha”, interessa é ser detentor de um cartão partidário, interessa é andar, aquando das campanhas, colado aos tipos certos agitando as bandeiras dos partidos, defendendo caninamente o candidato, mesmo sabendo que o dito é um bandalho miserável, isso é que é verdadeiramente importante, isto porque Portugal anda na mais perfeita e sacrossanta anarquia moral e intelectual, com a maioria das pessoas atropelando-se e acotovelando-se, pisando quem for preciso para chegar à frente, apesar dos bonitos discursos do trabalho em equipa a verdade é que andam todos a ver se se comem uns aos outros até ficar apenas um, o lorpa supremo, que depois verificará que está sozinho.

No patético país onde vivemos os bandalhos, os incompetentes, as nulidades, os incapazes, os aldrabões, os vigaristas e os ineptos são quem realmente singra, numa destorcida realidade muita própria deste paíszeco de terceiro mundo que somos.

São realmente ínfimas as vezes que verificamos que o mérito é verdadeiramente reconhecido e ou recompensado. Ser bom naquilo que faz, não adianta, ter boas notas no percurso académico não vale nada, acaso não possua um amigo bem colocado ou uma outra boa cunha que faça de trampolim para uma colocação digna de um pequeno Midas e neste capítulo os senhores da política são autênticos milagreiros, a administração pública central e local, está prenhe de filhos, sobrinhos, primos e amigos desta escumalha politiqueira, que se serve dos seus poderes para resolver os problemas de emprego da família, qual mérito, qual competência, qual carapuça, o que interessa é a cunha que nos ponha num qualquer sítio a fazer uma treta qualquer e a ganhar um lauto salário.

É ver a administração pública, cheia de nulidades a ganhar fortunas sem saberem fazer a ponta de um chavelho, sem saberem o que custa verdadeiramente o trabalho. Essa é aliás outra das vergonhosas patranhas que nos contam, dizem-nos que os Governos dão importância a quem trabalha, nada mais longe da realidade, neste país o trabalho não é valorizado, neste país quem trabalha é completamente desvalorizado, vilipendiado e maltratado pela súcia governeira, pela actual tal como as anteriores, o que verdadeiramente interessa é a “pandilha da bandeirinha”. Mas isso ninguém diz aos jovens que saem das Universidades a julgarem que são a “última bolacha do pacote” quando na realidade são apenas mais um número, mais uma besta de carga que serve enquanto conseguir suportar a carga, quando deixar de o conseguir…

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

 

sábado, agosto 27, 2022

Peço desculpa...

Hoje vou optar por fazer um acto público de contrição, rogando as mais humildes desculpas a muitos dos meus concidadãos, por actos que este miserando escriba pratica. Eu sei que “as desculpas não se pedem, evitam-se”, esta é uma recomendação do senso comum, que todos nós seguramente já ouvimos, infelizmente os meus ouvidos são de mercador, logo, por tais descuidados aqui me lanço aos pés da misericórdia dos meus concidadãos a quem possa ter ofendido, não quero ter às minhas costas o opróbio da reprovação dos pares, ouvi pois senhoras e senhores este meu lacrimoso e sentido pleito.

Peço desculpa aos senhores automobilistas, que tão bem estacionam os seus carripanos em cima dos passeios, peço desculpa por insistir em andar a pé por cima dos passeios, que tão bem ficam com os vossos chaços lá estacionados em cima, muitas vezes, e bem, obrigando-me, bem como a todos os outros vermes parecidos comigo, gentalha que anda a pé por cima dos passeios, vejam lá a lata desta gente, com tanto sítio para andarem, dizia eu que as carripanas bem estacionadas em cima dos passeios nos obrigam, aos tristes e patetas peões, a terem de se deslocar pelas ruas e pelas estradas, gerando consequentemente mais necessidade de pedidos de desculpas, pois, eu bem como todos os outros vermes pedestres corremos o risco de estragar os belos carripanos dos excelsos automobilistas, ao sermos atropelados, além disso provocamos inevitáveis constrangimentos no trânsito, coisa que não se quer, dado as ruas estarem cada vez mais parecidas com extensões de um qualquer autódromo.

Quero também rogar mil desculpas à edilidade cá da terra, porque para combater esta praga da gentalha que quer circular a pé inventaram ruas sem passeios, quero pedir-lhes desculpa porque a mania que tenho de querer circular a pé pelos passeios das ruas cá da terra esbarram com os vossos contentores, sinalização vertical e demais porcarias com que empecilham os já de si exíguos passeios, aqui me penitencio por tamanha ousadia de conspurcar a vossa excelente gestão da mobilidade dos habitantes da cidade, com esta absurda mania de andar a pé, por vezes é ver aqueles patéticos seres de muletas e ou de carrinhos de bebé a terem de fazer autenticas provas de obstáculos ruas fora, porque os passeios estão tão atafulhados de bugigangas que não se consegue por lá circular em segurança, no entanto foram inauguradas com pompa e circunstancia as passadeiras para cegos, o milagre é um cego conseguir lá chegar sem ser atropelado, isto se não tropeçar nos calhaus, das ruelas terceiro mundistas do Bairro da Tróia, esbardalhando-se ao comprido.

Quero também pedir desculpas ao senhores das lojas, que largam os seus caixotes, caixas e caixinhas, reclamos e bugigangas pelos passeios, estando claro está no seu pleno direito de usufruir da via pública sem terem de estar constantemente a serem incomodados nas suas importantíssimas tarefas pelos vermes pedestres, pela velhinha descuidada que esbarra nas caixas largadas a esmo às portas dessas barracas comerciais, pelos apoios das bandeirolas, que agora é moda pespegar pelos passeios, pobres lojistas, que veem a sua seráfica existência incomodada pelos trastes que andam de muletas, de cadeira de rodas ou aquelas tipas que insistem em entupir os passeios passeando os seus fedelhos de carrinho, vejam lá a ousadia, por todos esses alarves pedestres, rogo aos bravos taberneiros, marçanos e lojistas os meus mais sentidos pedidos de desculpa.

São igualmente devidas desculpas aos intelectualmente sobredotados utilizadores de motas e motoretas que tão bom uso dão aos passeios estacionando lá por cima, libertando desse modo o preciso espaço necessário para que ainda mais carros possam entupir as ruas, peço desculpa por de quando em vez esbarrar contra as vossas motoretas eu verme peão me confesso, peço desculpa pela ousadia de sequer pensar que os passeios são para eu andar em segurança, quero igualmente pedir desculpas aos senhores e senhoras que utilizam bicicletas e mais recentemente trotinetas, pessoas que muito bem circulam e estacionam por cima dos passeios, peço desculpa por insistir em andar a pé pelos passeios, confesso sou um cretino, peço pois desculpa por entulhar os passeios com as minhas caminhadas.

Por último, até porque já longa vai a prédica, quero pedir desculpa aos senhores das empresas de energia e de comunicações que precisam dos passeios para plantar os vossos postes, caixas e caixinhas, tornando e bem um suplício a utilização dos passeios, por parte dos imbecis que como eu insistem em acreditar que os passeios são para as pessoas circularem a pé em segurança.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia