quarta-feira, setembro 28, 2011

Entrevista do Presidente da Republica à TVI

Sua Excelência o Senhor Presidente da República foi de novo entrevistado na TVI, a propósito da situação do país, que a crer nas palavras da clarividente luminária presidencial, um verdadeiro Professor Karamba da política nacional, há muito que Sua Excelência o Senhor Presidente da República sabia da triste situação, claro que sabia, Sua Excelência o Senhor Presidente da República, deve ter consciência da trampa que fez, enquanto Primeiro-ministro, do monstro que alimentou e criou, do nada que fez pela criação de um país moderno e competitivo.
Quanto há Madeira, Sua Excelência o Senhor Presidente da República, revelou que é um presidente, não de todos os portugueses, mas do PSD. Enquanto escrevo estas linhas, fala na RTP2, o senhor Carlos Moedas, o discurso da treta do costume, uma pepineira e um chorrilho de lugares comuns e disparates.
Ao ouvir um e outro, não posso deixar de sentir, nojo e asco desta gente!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, setembro 22, 2011

Semana da indignação!

As forças policiais escolheram esta semana para se indignarem com o governo, mais um, que não sabe o que pretende dessas forças. Nos dias que vão correndo entre marés de troikas e ventos quentes madeirenses, uns e outros plenos dos maus cheiros da corrupção e das cretinices imbecis de um país anedota, as polícias resolvem mostrar o seu desagrado, perante mais um ministro da Administração Interna que pouco ou nada entende daquilo que tem a fazer, prova disso é que nos parcos dias que leva de governação já conseguiu ganhar a antipatia das mulheres e homens das forças policiais.
Ser policia hoje em Portugal é um inferno, o pior é que a juntar à desmotivação geral e à crise, cada vez mais as forças policiais se limitam a estar de serviço nos postos e esquadras, só saindo quando não o podem mesmo evitar, e quem os pode criticar, pois se existe sector profissional que foi maltratado neste país, as forças de segurança, são definitivamente um desses sectores, não falo apenas da falta de respeito generalizada, da falta de meios dos ordenados de miséria, nem das carências de meios materiais, falo do abandono, a que os vários governos tem votado as forças policiais, a vergonhosa manutenção da GNR, como força militar, tão-somente para absorver o rebotalho que vem do exército.
Estas mulheres e estes homens são a única linha, cada vez mais gasta e desgastada, que nos vai tentando proteger do esterco, da escumalha e da rataria que enxameia cada vez mais este país. Não acredito que a violência seja a solução, mas um destes dias ainda gostava de ver um levantamento popular sério, em que se mandassem aos anjinhos uns 300 ou 400 mil desses que andam cá a mais, só a encher o cu à conta do orçamento, fossemos nós um país com gente de tomates, e não um bando de carneiros capados e até poderia ser verdade.
Devemos agradecer o facto de nas forças policiais existir tanta gente, boa e profissional, claro que também à muito lixo, mas numa sociedade medíocre e merdosa, queriam o quê, é uma sorte terem das melhores e mais capazes forças policiais do mundo, que com carros podres e sem combustível, com leis de merda, com armas velhas, com coletes que nem o Ruanda utiliza, lá vão cumprindo seu dever, sabe Deus em que condições. Sãos uns valentes, mas disso de coragem e valentia sabe-se muito pouco por cá!
Leiam este livro, para perceberem o que significa ser polícia!

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Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, setembro 19, 2011

A dívida da Madeira é a dúvida de um país

Se a incúria e inépcia não tivessem feito desta situação um paradigma daquilo que é a politiqueirice rafeira à portuguesa, esta seria uma situação deveras hilariante, senão atentem, há trinta anos que um cavalheiro se arroga o direito de ser dono de uma parte do território nacional, o senhor do feudo tem usado e abusado da velha fórmula do caciquismo português, em que o senhor feudal cria uma teia de amiguismos, todos presos por ligações mais ou menos escuras, todos conhecemos este tipo de situações, vimo-las registadas para a posterioridade, em obras-primas da nossa literatura dos séculos XIX e XX.
Não é à toa que somos o país dos senhores doutores e dos compadres, Itália por exemplo tem os Capos e os Dons, na essência é o mesmo, o objectivo é o mesmo, enriquecer à custa de negociatas e falcatruas, sempre a coberto das amizades políticas e da subserviência que a famosa cega Justiça sempre prestou a estes cavalheiros.
Fazer de Jardim um ogre não é moralmente nem intelectualmente honesto, aqui assumo-lhe a defesa, não que a verbosa criatura de tal tenha precisão, ainda assim, faço-o consciente de que a tropa fandanga que durante estes trinta anos lhe deu cobertura, é a verdadeira culpada desta opereta bufa, presidentes da república e primeiros-ministros vários das duas cores da dicotomia governante desta nação do faz de conta, perpetuaram, engordaram e escudaram as diatribes, os dislates e por vezes a indigência intelectual dos comportamentos e discursos jardinescos, cuja vulgaridade roçou, não bastas vezes a boçalidade pura, que não se desculpa sequer pela insularidade ou pelo excesso de maresia carregada de sal que poderá calcificar as meninges.
Não Jardim é o produto da política á portuguesa, Jardim é a face mais mediática da Corja, politiqueira que a seguir à tal revolução libertária desse saudoso Abril, nos lançou enquanto nação nesta corrida desenfreada para o caos e para o abismo da mediocridade e da penúria, Jardim enquanto produto desse laxismo jacobino, é apenas uma peça da engrenagem, alguém a quem apenas se podem questionar as opções e uma qualquer eventual falta de escrúpulos, pior, bem pior é assistir à sua sacralização por cinzentões politiqueiros como Guilherme Silva, este senhor deputado deu-me asco, meteu-me nojo, como me metem nojo, todos os que deixaram Jardim à solta e agora alardeiam pruridos de dama ofendida.
A Madeira é Portugal, infelizmente! Por mim há muito que era independente. De uma assentada Jardim arruinou a nossa credibilidade enquanto país, sempre quero ver o que irá o senhor primeiro-ministro, que ainda não há um ano, não estava ainda instalado no poleiro, clamava pela aplicação de penas duras para todos os que gastarem mais que o estipulado, sempre quero ver como irá descalçar essa botifarra. Em toda esta infeliz trapalhada, ninguém sai sem mácula, mas é o PSD que pior fica, ainda que tenham sido os únicos que tentaram travar Jardim, com a famosa lei criada por Barroso e Ferreira Leite, mas que não tiveram coragem para o fazer, essa lei de travagem ao endividamento insular foi accionada por Teixeira dos Santos, honra lhe seja feita. Pior na fotografia de família fica o Zé de Boliqueime, que fez o mais despropositado e labrego arraial sobre o estatuto de autonomia das ilhas da fantasia e agora se queda mudo, como aliás é seu hábito quando se trata de algum assunto sério.
Aguardo também impaciente, a reacção de sua Excelência o senhor Presidente da República acerca desta infeliz barracada, espero que desta vez o senhor Silva tenho algo de interessante para dizer ao país!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, setembro 13, 2011

As polícias secretas portuguesas e os serviços de informação

A história das polícias secretas e dos espiões, confundem-se com as instituições políticas desde que estas foram instituídas, Roma já tinha espiões a soldo de imperadores, de cônsules ou de senadores, anteriormente também já os Gregos exploravam essa temática na ânsia de prover aos desígnios das suas cidades estado. Resulta pois óbvio que isto da espionagem será talvez tão antigo como a própria humanidade, um voyeurismo instado pela necessidade de saber mais sobre o inimigo, ou até mesmo frustrar os seus intentos.
A recente, mais uma, atribulação das secretas portuguesas, vem de novo trazer à baila o amadorismo primário com que isto tudo é tratado nesta nossa terreola, lembremo-nos que há uns anos, foram publicadas num jornal umas listas com os nomes e moradas de alguns ditos espiões de trazer por casa, numa das primeiras grandes barracadas envolvendo este tipo de organismos, que culminam agora neste última, que envolve uma serie de tropelias imbecis com escutas para cá e para lá. E porque é que isto se passa? Perguntam os mais inocentes!
Ora isto passa-se porque as chefias deste tipo de coisas ao invés de ser entregue a profissionais qualificados, é entregue, como outros cargos de chefia, ao desplante do amiguismo idiota, que preside à atribuição de cargos públicos em Portugal, ainda ontem estava a ouvir Santana Lopes a falar sobre a questão do abandono do interior e deu-me vontade de vomitar, tal é o asco que sinto por aquele tipo de avantesmas politiqueiras que se arrogam a veleidade de falar sobre aquilo que não sabem, ainda por cima pedindo solidariedade para a Madeira, vejam lá a insolência!
Mas adiante, dizia eu que ao invés de profissionais altamente qualificados e dedicados, escolhidos com critério, dentro das estruturas dos organismos ditos secretos, os lugares de topo das secretas, são atribuídas a amigos do partido que está no poleiro, resulta daí como é óbvio todo um manancial de hipóteses de acontecerem todo o tipo de imbecilidades e cretinices, propiciadas pelas incompetentes criaturas politiqueiras que chegam aos cadeirões de uma área tão sensível e perigosa.
Perigosa, porque ao colocarmos gentinha incompetente nestes locais, estamos a fazer realmente perigar a segurança nacional, estamos a fazer perigar a segurança de cada cidadão que espera que essas instituições andem a zelar pela segurança de todos nós ao invés de andarem envolvidas em guerrinhas partidárias da treta e politiqueirices rafeiras, enquanto esta questão não for encarada com a seriedade que merece, não vamos a lado nenhum e hipotecamos as hipóteses de sermos olhados com respeito e admiração, ao invés acredito piamente que os nossos serviços secretos devem ser a risota de qualquer organismo de espionagem sério, tal é a quantidade de imbecilidades amadoras e de trapalhadas em que as nossas secretas se vêem envolvidas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, setembro 05, 2011

Primeiro-minisrtro e os tumultos!

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, alertou este domingo para, em Portugal, não se confundir o direito à manifestação e à greve com "aqueles que pensam que podem incendiar as ruas" e trazer "o tumulto" para o país.
Ao contrário de Sócrates que era uma espécie de rezingão, sempre mal disposto, Passos Coelho é um bonacheirão com queda para a comédia, prova disso mesmo, são as suas declarações sobre as manifestações e os tumultos e por aí adiante, é extremamente hilariante, ouvir tais declarações vindas do primeiro-ministro de um país onde campeia a impunidade, onde existem, franjas, etnias e classes sociais que vivem em completo conta ciclo com o resto da sociedade, parecendo que vivem num país próprio com leis próprias e que se regem por interesses que ao comum do cidadão enchem de asco, de nojo e de profunda repulsa.
Toda esta gentalha, que vive essencialmente do esburgo dos dinheiros públicos, mais dos subsídios deitados a esmo para a compra de carros, casas de praia, contas nas off-shores, ouro, armas, droga e demais bens de luxo, muitos com tudo à borla ainda nos tratam com a sobranceria e arrogância dos piores racistas do tempo do apartheid, mas claro se levanto a voz o racista sou eu.
Neste país os políticos parecem ter mão forte apenas para quem lhes engorda o cu, todos os outros, os bandalhos, os gatunos, os vigaristas, os assassinos, os corruptos, toda essa escória de cores e procedências variadas folga e resfolga sobre o corpo cada vez mais esquálido daqueles que vítimas do medo e da impunidade dos outros, temem pela vida, temem pelo seu cada vez mais parco património, incapazes de esboçar a mais ténue das resistências.
Ora é o primeiro-ministro deste país que nos vem dizer que esmagará com mão de ferro, os legítimos protestos de todos aqueles que se sentem cercados pelo esterco e pelo rebotalho que nos enche as ruas das nossas vilas e cidades, que se sentem sufocados por políticos e políticas medíocres e vergonhosas, e é este primeiro-ministro deste cloaca de imundice, deste antro de impunidade que nos vem falar de tumultos, este cavalheiro é de morrer a rir.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, setembro 02, 2011

Governo apresenta propostas para cortar na despesa do Estado

O senhor ministro das Finanças, veio a terreiro apresentar os grandes desígnios da actual súcia governativa, no capítulo do corte da despesa do Estado. Ora estava eu à espera que o senhor ministro viesse, dizer-nos que o governo vai remodelar a estrutura de pessoal afecta aos ministérios e fundações, fantasma, ocupadas por gente que recebe para nada fazer e menos produzir, esperava que o senhor ministro nos revelasse que o governo, iria mandar pelo menos metade dos carros atribuídos a, secretários, sub-secretários, directores e subdirectores, deputados e outras avantesmas da mesma laia, esperava que o homem dissesse que iam cortar aí, extinguindo de uma assentada as empresas públicas patéticas, os institutos e fundações que vivem do esbulho do erário público.
Ainda tive esperança que o acabrunhado ser, informasse, que aproveitando a onda de limpeza se fechassem as academias militares, se vendessem os submarinos, se redimensionassem as forças armadas, francamente 140 oficiais generais, dariam para comandar meio milhão de homens. Fiquei quase em êxtase esperando ouvir o senhor afirmar, que procederiam de imediato a uma alteração para reduzir o número dos senhores deputados, para acabar de vez com a vergonha do esquemazito das ajudas de custo e despesas de representação, que a Lei de financiamento dos partidos fosse revogada, que as mais-valias bolsistas e o património fossem efectivamente taxado, que algo tão simples como os sinais exteriores de riqueza servissem para acabar com subsídios e isenções, servindo para tributar quem efectivamente mais tem, ainda que seja um mero assalariado.
Esperei demais, afinal o senhor ministro, apresentou mais uma falácia, uma proposta sem vergonha, pior que isso só a declaração do coveiro do serviço nacional de saúde, escolhido aliás como anteriormente disse, para por as contas nos eixos e matar o que resta desse serviço, é vergonhoso que um ministro diga o que esse senhor disse acerca dos transplantes, a sua frase deveria ter feito as pessoas reagir, mas não, neste país de carneirada capada, ninguém reage! Se o governo Sócrates foi uma grande merda, o actual é uma real cagada. O actual governo, intelectualmente tão capaz, infinitamente superior ao anterior, apenas se lembrou de aumentar impostos e de cortar cegamente em três sectores estruturantes e essenciais para um país já de si atrasado, tendo ainda tempo para nos informar que está em estudo um plano de recuperação da Madeira, que graças a trinta anos de malabarismos, está igualmente na merda, mas lá não foi o Sócrates! Apenas tenho uma palavra em mente, que é obviamente um grande, honesto e sentido, BARDAMERDA!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, setembro 01, 2011

A situação financeira da Madeira parece-me insustentável

“…a situação financeira da Madeira parece-me insustentável…” Com esta frase lapidar, o actual ministro das Finanças, definiu aquilo que para ele parece ser um problema. Saúdo que finalmente alguém de um governo PSD, fale de algo que é há muito insustentável, saúdo a preocupação, isto apesar do discurso do Primeiro-ministro, vir logo de seguida por água na fervura. Ainda assim é algo de aparentemente novo, o que é de saudar.
Resta-nos agora saber, que irá este governo PSD, fazer quanto ao disparate financeiro da Madeira, existirá coragem de por na ordem a oligarquia insular, de chamar o seu chefe de fila à razão, de impor contenção verbal e não só, a uma das mais patéticas personagens da politiqueirice rafeira deste Portugalzinho, mesquinho e aparvalhado.
Estranha-se que apenas agora, alguém de um governo PSD, se aperceba que a situação de tal antro do disparate, seja insustentável, dado que no decurso destas últimas décadas, muitos tem sido aqueles, que remando contra a maré geral, nos têm avisado das peripécias da ilhota, que parecem avolumar-se a cada ano que passa, estranha-se mais ainda que os vários governos PS, também nada tenham feito, a politiqueirice à portuguesa obriga a cada coisa que é sinceramente de bradar aos céus. Aguardaremos ansiosos para ver no que isto vai dar, sendo quase certo que não vai dar em nada e o disparate despesista madeirense continuará, com o esbanjamento de fortunas colossais, naquilo que poderemos chamar, isto sim, um verdadeiro “desvio colossal”
Saúda-se também a decisão do governo de obliterar a falácia oriunda da presidência da república acerca da ressuscitação da taxa sobre as sucessões e doações, como é hábito Sua Excelência o Senhor Presidente da República já nos habituou a que cada vez que abre a boca ou entra mosca ou sai mer…, sucede que as mais das vezes não existindo por perto nenhum desses pestilentos e maléficos insectos por perto para obviar a verborreia, deitando-se ao presidencial gorgomilo, o facto apreciado é o de que Sua Excelência o Senhor Presidente da República, se regozija de deitar cá para fora a costumeira e vernácula mer…, que não raras as vezes apenas consubstancia um vulgar chorrilho de asneiras e bojardas, esta foi mais uma dessas infelizes ocorrências, por favor senhores assessores de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, neste próximo Natal, comprem um carregamento de bolo-rei que dure o ano inteiro, pois assim distraído com as migalhas da iguaria, sua Excelência o Senhor Presidente da República, eximir-se-á de fazer declarações pestíferas e patéticas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia