Segunda-feira, Maio 30, 2011

Marinho Pinto contra preventiva no caso de agressão!

Ainda na sequência das agressões a uma menor, facto filmado e colocado online, o senhor bastonário da Ordem dos Advogados, veio a terreiro tecer algumas considerações que são no mínimo bárbaras e que prejudicam seriamente o combate a esta sociedade desregrada que vamos permitindo que se crie.
O senhor Bastonário declara a certa altura "Estou estupefacto. É terrível. Isto é um sistema judicial da Idade Média". Para nosso bem, isto não é a Idade Média, porque os jovens agressores na melhor das hipóteses teriam sido linchados ou sumariamente sentenciados, acredito que neste caso a prisão preventiva age duplamente, protegendo-os de facto e colocando-os sobre a alçada da Lei.
O senhor Bastonário, relativiza a situação, declarando a certa altura que a prisão preventiva é excessiva porque a agressão “é uma banalidade”. Estou em crer que a julgar pelos critérios do senhor Bastonário de não atender a estas banalidades, depressa entraríamos de novo na Idade Média.
O senhor Bastonário, com toda a sapiência que com certeza possui, comete a este respeito o pecado da soberba, pois fala sem ter a mínima noção deste fenómeno, do fenómeno cada vez mais brutal da violência entre crianças e adolescentes, esse facto parece imperdoável a alguém que ocupa um tão distinto e alto cargo.
O senhor Bastonário, declara que “é um absurdo”, a aplicação da prisão preventiva, eu digo que é um absurdo, que não existam nas escolas, nos tribunais e nas esquadras equipas multidisciplinares que trabalhem esta problemática, absurdo é o senhor Bastonário não falar dessa falta, não se referir à urgência de colocar estes fenómenos na ordem do dia, com investimentos sérios e com politicas credíveis que ajudem, vítimas, agressores e famílias.
O senhor Bastonário diz também, “ a medida é desproporcionada e aterradora”, desproporcionado e aterrador seria fazer como se tem feito até aqui que é nada, a impunidade é muito mais gravosa a meu ver que a prisão preventiva de dois seres humanos que já tem idade para saber fazer escolhas, tomar opções e arcar com as consequências dessas opções.
O senhor Bastonário da Ordem dos Advogados, disse muita coisa, subjectiva, por exemplo quando usa o termo de comparação, sabendo qualquer leigo que esse não é um método do Direito, o que é confrangedor aqui é que o senhor Bastonário poderia ter pautado a sua intervenção por uma exigência ao poder político que dirija um olhar atento a esta questão e que enquadre e tipifique estes crimes, porque é disse que se trata de crimes, tão mais hediondos quando praticados por seres que ainda estão a estruturar os seus cérebros, o senhor Bastonário poderia ter sugerido equipas multidisciplinares de advogados, de médicos, de psicólogos, de psiquiatras, polícias, de terapeutas e de mediadores de conflitos, que nestes casos intervenham junto de vítimas e de agressores, que intervenham junto das famílias, que descubram o que está errado nas cabeças destas crianças e adolescentes e das suas famílias, pois o que aqui está em jogo é uma desestruturação cognitiva, que importa tratar.
O senhor Bastonário perdeu uma extraordinária oportunidade para utilizar toda a sua capacidade retórica e verbo fácil, na conquista de uma evolução ou na revolução de mentalidades e no alcançar de melhores valores civilizacionais e de respeito pelos direitos humanos. Acredito, que a criminalização deste tipo de ocorrências é necessária, baseando a minha opinião nos exemplos de países onde estes fenómenos são estudados há décadas, e onde apesar de tudo ser feito eles continuam a ocorrer, no entanto, aceito perfeitamente a crítica de que criminalizar apenas não basta, é começar a casa pelo telhado, aceito que talvez esta medida de coação seja apenas uma reacção ao mediatismo, no entanto neste caso talvez o mediatismo sirva para uma séria reflexão sobre este problema cada vez com proporções mais graves e que nós enquanto sociedade continuamos a relativizar.

Um abraça, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sexta-feira, Maio 27, 2011

Passos Coelho e o Aborto

Ai este senhor Passos, em que procissão leva ele, este andor. Eu que até começava a gostar do homem, bem gostar e talvez demais, digamos que a achar-lhe alguma piada. Julguei ver ali um político com garra e com coragem, disposto a desafiar as máfias instaladas. Pois parece-me que não, e pronto assim se apanha mais uma desilusão.
O recurso a figuras passadistas, exemplos acabados do politiqueiro insalubre, gente que há trinta anos vegeta no mundo político nacional, gente que contribuiu para a ruína esta terra, não sozinhos claro está, desiludiu-me senhor Passos, os santanas, os miras, os nogueiras e os mendes desta vida, esses espectros passadistas, guardiães de falácias e quimeras, então é isso o seu trunfo, são esses os ases do seu baralho, mal vai esta terra, quando se recorre aos que gastaram para irem poupar. Não haverá por aí nesse seu partido, saco de gatos, ninguém melhorzito, mais novo, sem vícios politiqueiros, que de outros não há aqui cabimento, não há mais ninguém, precisa o senhor Passos de ir ao baú das traquitanas reavivar, ressuscitar tão patéticas figurinhas, deixe que lhe diga, esse PSD está com esclerose.
Conseguiram calar Relvas, correu bem, mas o senhor Passos, resolveu, seguir-lhe as passadas, agora quer de novo trazer à baila a questão abortiva, manobra politiqueira muito triste, a fazer o bico ao prego, aos votos certinhos e abençoados do eleitorado beato, canhestro e ultramontano e da rataria de sacristia, eleitorado que tem disputado ao seu futuro sócio governativo, não lhe fica nada bem essa atitude.
Mas pasmem-se que não vinte e quatro horas haviam passado, e já o senhor Passos vinha declarar num jornal, que sobre essa questão abortadeira, votara SIM, no referendo, mais uma vez, uma no cravo, outra na ferradura, e assim tem sido o seu discurso, titubeante em ziguezague, perdido e patético. Meu caro senhor Passos, ainda a procissão vai no adro, mas auguro-lhe hossanas de vitórias eleitorais, em que o senhor, dará os passos certos para se instalar no governativo poleiro, ganha, simplesmente pelo cansaço contra Sócrates, porque a medíocre verborreia eleitoral e a triste errática deambulação, não lhe garantem a qualidade que julguei em si ver.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Maio 23, 2011

Campanha eleitoral Legislativas 2011

Este arranque de campanha é uma anedota pegada e espelha bem a qualidade dos políticos, a qualidade da política, a qualidade do sistema político e a qualidade da sociedade que temos. No PSD o seu líder, revelou ao mundo que é africano, que bom, ficamos todos muito mais contentes, esperamos para breve um discurso em swahili, xhosa ou quimbundo, pelo menos meia dúzia de palavras em crioulo, só para compor o ramalhete, ficava-te bem ó Sócrates, perdão Passou Coelho, desculpem-me que de tão iguais até lhes troco o nome.
Seara, presidente da edilidade de Sintra, conhecido benfiquista, adepto das várias culturas do seu Concelho, tantas que nem ele as deve conhecer todas, aproveitou o facto de o chefe estar em terras sintrenses e vai de meter a foice, este Seara, na dita de outros e revelou ao mundo que também ele é não africano mas “africanista de Massamá”, esta tem que se lhe diga, porque se os africanos de Massamá souberem o que é ser africanista, ainda votam no Sócrates, caro Seara, tenha cuidado que ainda é convidado pelo PNR, para deputado.
Depois de terem arrebanhado os africanos, ao PS, restava pouco e vai que lá se lembraram dos Siks, ao que parece paquistaneses, que pelo que vi nas fotos é disso que se trata, cidadãos oriundos do Paquistão da Província do Punjab, pertencentes à minoria hindu de corrente Sikh, conhecidos pelos turbantes coloridos, leva de um outro portento da representação autárquica laranja Fernando Costa, este das Caldas da Rainha, podia fazer um trocadilho vernáculo mas é melhor não, arriar na escolha dos Socialistas, e criticar o recurso aos pobres cidadãos estrangeiros que para eles isto deve ser o mesmo que andar no circo.
Mas este arranque não tem só coisas más, também tem algumas boas e outras ainda piores, nas boas citamos, o desaparecimento de Miguel Relvas, foi óptimo para o PSD, que o tenham conseguido calar, por outro lado Seara e Costa, revelaram-se dois seguidores da escola de Relvas, fazendo com que dentro do PSD já haja uma, mais uma, outra corrente que é o Relvismo.
As coisas mesmo más, são mesmo péssimas, a campanha do PS, parece centrar-se em Sócrates, o homem já cansa. Outra mesmo péssima prende-se com o ressuscitar de cadáveres políticos, com provas já dadas, Santana, Meneses e outras figuras fantasmagóricas, a quem Passos Coelho permitiu reaparecerem, é caso para dizer ó Relvas volta que estás perdoado.
Por tudo isto, mas também pela luta de galos entre os noivos prometidos, condenados a casarem, este início de campanha é típico da arruaça falcatrueira e miserabilista da politiquice portuguesa, isto não é uma campanha é uma anedota. E para complementar as gargalhaas que tudo isto provoca, nada como verem o vídeo do tempo de antena do PND, fantástico, soberbo um bálsamo para a má disposição.
Ver vídeo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sexta-feira, Maio 20, 2011

Almeirim faz 600 anos!




Não que isso signifique muito, para a maioria dos papalvos, mas é sempre interessante comemorar uma data destas, só temos menos duzentos e tal anos a menos que a nacionalidade.

"D. João I, entre 1411 e 1423, fez construir o Paço acastelado e as primeiras habitações que vieram contribuir para a criação da vila, depois do rei ter mandado proceder a trabalhos de terraplanagem, colmatagens e drenagens em terrenos paludados na zona da construção."
in, Cláudio, António (2005), www,cm-almeirim.pt

Uma nota para quem desconhece o protocolo do Estandarte Nacional, se não sabem podem sempre perguntar, quando se organizam coisas com muitas bandeira, convém saber o que se está a fazer, chamar-lhe-emos uma "pintelhice", mas as regras e as leis existem para serem cumpridas, ainda que a muitos tal facto seja alheio.

Decreto-Lei n.º 150/87, de 30 de Março
Artigo 8.º

1 - A Bandeira Nacional, quando desfraldada com outras bandeiras, portuguesas ou estrangeiras, ocupará sempre o lugar de honra, de acordo com as normas protocolares em vigor, devendo observar-se, designadamente:

a) Havendo dois mastros, o do lado direito de quem está voltado para o exterior será reservado à Bandeira Nacional;

b) Havendo três mastros, a Bandeira Nacional ocupará o do centro;

c) Havendo mais de três mastros:

Se colocados em edifício, a Bandeira Nacional ocupará o do centro, se forem em número ímpar, ou o primeiro à direita do ponto central em relação aos mastros, se forem em número par;

Em todos os outros casos, a Bandeira Nacional ocupará o primeiro da direita, ficando todas as restantes à sua esquerda;

d) Quando os mastros forem de alturas diferentes, a Bandeira Nacional ocupará sempre o mastro mais alto, que deverá ser colocado por forma a respeitar as regras definidas nas alíneas anteriores;

e) Nos mastros com verga, a Bandeira Nacional será hasteada no topo do mastro ou no lado direito quando o topo não estiver preparado para ser utilizado.

2 - Em instalações de organismos internacionais sediadas em território nacional ou em caso de realização de reuniões de carácter internacional, a Bandeira Nacional será colocada segundo a regra protocolar em uso para esses casos.

3 - A Bandeira Nacional, quando desfraldada com outras bandeiras, não poderá ter dimensões inferiores às destas.

Quarta-feira, Maio 18, 2011

Novas Oportunidades

Esta recente polémica, das “ Novas Oportunidades”, levantada pelo afã das campanhas politiqueiras, levantou uma questão interessante, que é saber se essa coisa chamada Novas Oportunidades é realmente eficaz para produzir cidadãos com padrões mais elevados, padrões académicos, culturais e de cidadania. Ao invés de apenas servir para a patética estatística que tem sido o apanágio da Educação lusitana dos últimos 5 ou 6 anos.
Pois temo bem que as Novas Oportunidades sejam antes uma nova oportunidade perdida, para educar e elevar os padrões culturais e civilizacionais desta maralha de analfabetos impenitentes. A Educação em Portugal é mera operação estatística, rendilhada com continhas de merceeiro de aldeia, onde o interesse é “burrificar”, o já propenso à “burridade”, cidadão nacional, até porque estupidificar a populaça é muito mais barato que educar, logo as Novas Oportunidades, vieram a calhar.
O programa Novas Oportunidades, como devem saber, não é invenção nossa, existem noutros países programas similares, mas com currículos formais, muito exigentes, a Austrália é disso um bom exemplo. Por cá como o desígnio é a mera estatística, a coisa descambou, para um repositório de tudo o que é mau em Portugal, uma corja de madraços, que às três pancadas, arranjou o 9º Ano ou o 12º, um verdadeiro atentado para quem teve de suar as estopinhas agarrado aos canhenhos.
E foi o fartar vilanagem de novas oportunidades, ciganada que em troca da chantagem do rendimento mínimo, essa brilhante invenção, lá ia quando lhes apetecia frequentar as aulas, escumalha variada, do ladrãozeco pilha galinhas ao agarrado, que a troco da chantagem de um qualquer subsídio, lá se via na contingência de ir aturar aquela seca, pessoal desempregado, que para manter o subsídio de desemprego lá tinha de ir para as formações e uma percentagem mínima de pessoas que verdadeiramente iam à procura daquilo que as Novas Oportunidades prometiam, e foi este o grosso do efectivo arrebanhado a eito para ir para as Novas Oportunidades e para a Formação Profissional.
Da minha experiência, ajudei algumas dezenas a fazer trabalhos, revi muitos trabalhos, porque os pobres diabos não tinham nem apetência, alguns, nem vontade, muitos, nem capacidade, poucos, para aquilo. Dessa experiência, acho que as Novas Oportunidades são uma vergonhosa falácia, não sei se os programas eram iguais em todo lado e se os graus de exigência eram os mesmos, por aqui, a experiência mostrou-me a patética operação estatística que tudo parecia ser, ainda assim com casos verdadeiros de empenho de algumas pessoas .
Resumindo o programa Novas Oportunidades, parece-me que foi uma oportunidade perdida, mais uma, de eficazmente elevar o nível académico e cultural de uma população que sofre disso mesmo, de falta de qualificação, no conceito original é uma ferramenta excelente, terá servido para muita gente, apesar disso uma ínfima parte do grosso do contingente, gente efectivamente empenhada e batalhadora, conseguir o objectivo de ter melhores bases académicas e aproveitar o programa, valha-nos isso, só não sei se o investimento, justifica esses parcos resultados, no entanto no geral o programa Novas Oportunidades, naquilo que pude constatar apenas serviu para complementar o incentivo geral à subsídiocracia e à sustentação dos vícios endémicos de certos tipos da populaça. Ainda assim mantenho que na génese e se bem elaborado, com critérios de exigência elevados e boa organização, esta é uma ferramenta que tem futuro.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quinta-feira, Maio 12, 2011

“…discutir pintelhos…”

Devo confessar que sempre nutri alguma simpatia por Catroga, apesar de não isento de pecadilhos políticos, o homem sempre se destacou da corja politiqueira da turma laranja, sempre esteve acima do rebotalho que eiva aquele partido, como enxameia outros, até porque nessa, como em outras matérias, os partidos são todos iguais.
Na entrevista de ontem, Catroga, teve a coragem fantástica, que lhe vai custar muito num futuro próximo, de dizer alto e bom som, que andamos a “…discutir pintelhos…”, faça-se uma crítica a essa declaração, deveria ter dito pentelhos, que é o termo académico, mas andando, o homem falou para o povo e fez muito bem, até porque é realmente essa questão, que se continua a discutir, discute-se o sexo dos anjos, primeiro porque entretém e segundo porque desvia a atenção do mais importante.
Catroga, com uma frase simples que todos entendemos, fez uma crítica feroz, a esta comunicação social miserável e mentecapta, que temos, cuja única preocupação é seguir as agendas dos politiqueiros, sem questionarem a existência de outras questões tão ou mais importantes que as minudências contabilísticas, em que anda centrada a discussão.
Catroga tem depois uma outra declaração que aparece hoje no jornal i, que achei também fantástica, e que também lhe vai custar caro, fala da sua geração e diz “…A minha geração nos últimos 15 anos só fez porcaria…”. É uma afirmação interessante e inteligente, que demonstra humildade, a mesma humildade, que demonstrou quando a falar sob o estado deste miserável país se emocionou, gostei!
Catroga de uma assentada, coloca o dedo na ferida, levantando duas questões sensíveis, assaca a responsabilidade a uma geração de políticos medíocres e incompetentes, que propiciou este Estado, esta sociedade de cariz mafioso, que conduziu este País a uma situação de miséria, onde uma Justiça infeliz e torpe, suprida por uma Educação imbecil, que apenas serve para a estatística e pouco mais, além de produzir seres acéfalos e sem espírito crítico, o que muito interessou à tal geração de Catroga, pois assim diminuiu a hipótese de contestação, às suas politiqueirices rafeiras, podendo esburgar à vontade, nas redes mafiosas dos compadrios e dos amiguismos caciqueiros os cabedais do erário público.
Por outro lado, Catroga, aponta, e bem, o dedo à infeliz, subserviente e lacaia, comunicação social, que serve o dono sem contestação, aqui e além, diga-se em abono da verdade, existindo uns, muito poucos, que nunca se vergaram, infelizmente as suas vozes são caladas ou desaparecem engolidas, nos mais interessantes concursos de gordos, de cretinos a gozar com culturas milenares em zonas remotas e em telenovelas e jogatanas futeboleiras, que enchem o olho aos acéfalos habitantes, quais vermes sem espinha, que se contorcem a cada dedada mais dura dos galifões do poder, mas cuja falta de cérebro e de espinha impedem a reacção.
Catroga, foi preciso e contundente, estou em crer que dificilmente chegará a ministro, a menos que Coelho ceda e convoque gente realmente capaz para o assessorar, ainda assim Catroga revelou ser uma pessoa com bom fundo, com humildade e com sentido de honra, e a falta que gente dessa faz nos governos.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Maio 09, 2011

A Inglaterra está contra o regaste a Portugal

Desta vez são os ingleses que torcem o nariz à ajuda a Portugal. É pá isto começa a ser desesperante, tudo bem, os Finlandeses ainda percebo, quem é que se lembra que demos umas mantas e uns casqueiros bolorentos às criaturas, para não morrerem de fome, alias já nem eles se lembram os ingratos, na altura a nossa dádiva também não foi inocente, afinal a Finlândia era aliada da Alemanha do senhor Adolfo, o cabo da Boémia, como lhe chamava, com desdém, Hindenburg. Não esquecer que na altura os Finlandeses davam água pela barba ao comunistedo soviético que lhes tentava abocanhar metade da terriola gelada, logo como o nosso Ti Oliveira que era unha e carne com o Adolfo germânico, e que odiava a rapaziada vermelhusca, vá de arrebanhar, umas sacas de trigo tiradas aos esfomeados aldeãos das berças para mandar para a Finlândia.
Pois que os enregelados Finlandeses não nos queiram aparar os golpes ainda percebo, agora a nossa velha aliada, essa não me cabe na goela. O outro muito bem falava da «pérfida Albion», e pérfida é o termo certo para nos referirmos à relação de seiscentos anos que levamos de «aliança» com a “bifalhada”. Não pensem que não gosto dos ingleses, até lhes acho piada, a borracheira colectiva e os arraiais de porrada na via pública depois das seis da tarde, o chá das cinco, que curiosamente foi uma rainha nossa, Dona Catarina de Bragança, que levou para a corte inglesa, por tanto os beberrões arruaceiros dos ingleses, se bebem chá, devem-nos isso a nós, a uma rainha portuguesa que chegou aquela terra de tartes de rim e queijo rançoso e resolveu alegrar a coisa com algo civilizado.
Não pensem que não aprecio o facto de nos terem ajudado muitos vezes, eles os ingleses, Drake por exemplo, atacou Faro e Sesimbra várias vezes, bifaram-nos, eles os bifes, carregamentos inteiro de oiro do Brasil, depois em 1809, vieram com falinhas mansas ajudar a livrar Portugal das iras napoleónicas, emprestaram-nos a juros bons cabedais que tivemos de pagar com sangue e suor e muito vinho do Porto arrancado a sangue dos socalcos do Douro, para além de lhes abrirmos o Brasil, há muito cobiçado, ao comercio. No fim desse século XIX afiavam os bretões a dentuça às nossas colónias, a célebre crise do Mapa cor-de-rosa, daí no original o actual hino dizer «contra os bretões marchar, marchar!»
Já no século XX, a nossa burrice fez-nos ir aos roldões, para a Flandres para ajudar a dar uma trepa aos «boches». Largado ao abandono o nosso Corpo Expedicionário é alimentado e fardado pelos ingleses, até que a 9 de Abril de 1918, somos abandonados, e num repente os pobres 15 mil portugueses ficam frente a 55 mil alemães, das 4 da manhã de dia 9 até à última resistência que termina ao meio dia de dia 10, perdemos 7,500 homens entre mortos, feridos e prisioneiros. Mas no fim lá nos deixaram fazer o desfile da vitória.
Isto tudo para dizer, que a nossa velha aliada a velha Inglaterra, só nos têm entalado, andamos grosso modo a levar no rabo dos bifes, há seiscentos anos, além disso ainda temos do os aturar a vomitar e a mijar nos passeios em Abufeira e Quarteira, sempre a caírem de bêbados, para além de virem para cá enfrascarem-se e deixarem roubar os filhos, ainda se viram contra nós, era altura talvez de mandar a velha Albion bardamerda e meter o tratado no olho real.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sábado, Maio 07, 2011

GNR comemora os 100 anos

Comemoram-se hoje os cem anos da Guarda Nacional Republicana. Nunca como hoje fez tanto sentido o lema daquela instituição “Pela Lei e pela Grei”. Devemos pois dar os parabéns aos milhares de mulheres e homens que cumprem, quantas vezes abnegadamente, a sua missão na defesa de todos nós. A todos um grande bem-haja, pela insistência e teimosia com continuam a remar contra a maré.
Não posso porém estender os parabéns aos comandos da GNR nem aos vários ministros que tutelaram a pasta da administração interna, a todos eles, incluindo o actual se devem as condições próximas do miserabilismo em que funcionam muitos postos territoriais, locais onde falta de tudo excepto a bom vontade de quem lá tem, infelizmente para alguns, de lá trabalhar.
As palavras que hoje ouvi ao senhor ministro e ao senhor comandante da força, entristecem-me, porque um e outro vivem noutro país seguramente, eles vivem num país de aparente segurança, enquanto eu vivo num lodaçal de impunidade, onde mais uns tempos e só restará às pessoas honestas, tratar das coisas pelas suas próprias mãos dado que a impunidade a completa e vergonhosa impunidade campeia por todo o lado.
Não querendo estragar este que deverá ser um dia de festa termino dizendo, que espero sinceramente que algo muda na atitude destes miseráveis governos, e na sua visão sobre a defesa dos mais indefesos e de quem em última instância paga isto tudo. Já uma vez deixei esta pergunta, e faço-a de novo, quem nos defende?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quinta-feira, Maio 05, 2011

A Troika

O acordo da comissão tripartida para o salvamento económico desta torpe realidade está aí, hoje a comissão ou alguém por ela mandatado irá proferir uma declaração, dirigindo-se ao país na tentativa, presumo eu, de explicar o acordo lavrado entre essa comissão e o actual governo.
Assim que o acordo foi conhecido, apareceram as primeiras reacções, do lado do governo, o Primeiro-ministro apresou-se a vir à televisão, acompanhado por um espectro que nada disse e se limitou a fazer figura, uma espécie de missa de corpo presente, dizia eu que, o senhor Sócrates, limitou-se a, como seria óbvio, colher dividendos políticos do acordo, falando apenas, e bem, daquilo que mais preocupava os labregos portugueses, que a bem dizer nem era o mais relevante. Falou e disse, mais fora, que calado estivera.
Assistimos nessa mesma noite, a um debate na RTP, sobre o tema, onde o mais interessante foi dito pelo editor de economia do mesmo canal televisivo e pelo director do Diário de Notícias, os politiqueiros de serviço, limitaram-se a abrir as bocarras e a dizer inutilidades entrecortadas com frase em idiomas estrangeiros, podiam pelo menos falar português com correcção e deixarem-se de estrangeirismos cretinos, aliás foram intervenções risíveis e quase anedóticas, Manuel Pinho o ex ministro da Economia, a quem o telemóvel tocou em plena emissão, com certeza com instruções do chefe, para ter cuidado e não dizer disparates, do lado do PSD, o doutor, professor catedrático, como fez questão de anunciar declarando ao mesmo tempo que Pinho no campo académico lhe era inferior porque não era doutorado, sintoma que revela bem a qualidade, patética, desta gente, como se os doutoramentos quisessem dizer competência, Nogueira Leite, que ora tratava Pinho por tu ora por doutor, afinal se o homem não é doutorado porque é que o trata por doutor, outra acusação do senhor doutor foi dizer que Sócrates “…encheu o país de betão…”, não sei se é verdade mais se é, limitou-se a seguir as pisadas do grande guru do alcatroamento e do betão, um Primeiro-ministro, que na década de 90 espalhou essa moda a esmo, um senhor chamado Cavaco Silva, quão curta é a memória, uma anedota que só visto.
As reacções partidárias, foram as usuais, o comunistedo com os lugares comuns da cassete, PSD e CDS, tentando colher dividendos políticos do acordo, ou seja fazendo o mesmo que o PS a quem apontavam o dedo, curioso que a reacção dos bloqueiros foi a mais contida e tecnicamente a mais relevante, quando, pessoalmente esperava, um dos seus arraiais típicos, foram os únicos que revelaram sentido de Estado.
O acordo é sem dúvida um bom acordo, porque corríamos o risco de ficar sem dinheiro já este mês, por isso é um bom acordo e ponto final. Quanto à importância deste o daquele partido para a obtenção do mesmo, esqueçam, os partidos não tiveram importância nenhuma, cantar vitória, fazer de vítima ou declarar posições de desafio, que não assina de cruz e por aí adiante, são atitudes imbecis, porque a comissão, redigiu o acordo, pô-lo em cima da mesa e disse, vamos assinar, era assinar este ou outro pior.
Na prática o acordo é um aumento brutal de impostos! Algumas das imposições, como diminuição de cargos e de custos, de autarquias e freguesias e por aí adiante, ficam aquém daquilo que esperava. A comissão teve o bom senso, de incluir mecanismos de verificação draconianos, sinónimo de que a confiança em Portugal é residual, e fazem muito bem, porque se tais mecanismos existissem com a mesma acuidade, a partir de 1986, e se tivessem verificado o real uso dos dinheiros dos quadros de apoio, sancionando os politiqueiros que tivemos desde essa altura, não estaríamos seguramente neste calamitoso estado.
Em resumo, estamos quilhados, vamos penar muito e durante muito tempo, há coisas que gostava de ter ouvido os partidos dizerem, reformular a constituição e sistema de governo, alterar o modelo político despesista, cortar nas vergonhosas prebendas dos políticos, moralizar o país através de um efectivo combate à corrupção e à economia paralela, infelizmente quanto a isso, batatas! Resta-nos caros amigos, aguentar e cara alegre!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Maio 02, 2011

Obama anuncia a morte de Bin Laden

Morto ou não Bin Laden, continuará a assombrar a vida dos ocidentais, pois as raízes da Qaida são mais profundas e culturalmente mais radicais, extravasando a mera existência física de um único homem.
Há pouco alguém dizia que achava estranho, que Obama durante o discurso em que anunciou a morte de Laden, alumiasse tantas vezes o nome de deus. Não é nada estranho, Obama está, tal como outros por cá em campanha, capitaliza esta “vitória”, o discurso e o anúncio da morte do terrorista número um, servem um interesse especial, não sendo também coincidência a nomeação do general Petreus para director da CIA que substitui Leon Panetta, ascendendo este a secretário de estado para a defesa.
O mundo islamita é um saco de gatos espalhado pelos cinco continentes, o islão foi a religião que mais cresceu na Europa, claro que os islamitas são uma minoria, no entanto não sei se esta não é mais uma achega para uma guerra religiosa que mais tarde ou mais cedo irá rebentar. O Paquistão é uma manta de retalhos com poder atómico, o Afeganistão, foi, é e continuará a ser um túmulo para os impérios, contentíssimos com as revoluções do mundo árabe, muitos palonças parecem esquecer que o conceito “Demos Kracia” não faz absolutamente sentido nenhum no mundo árabe, com isto não quero dizer que sejam piores ou melhores que os ocidentais, são diferentes, com influências culturais e sobretudo religiosas diferentes, apesar de os cristãos terem interpretado a Torá de uma maneira e chamado a essa interpretação Bíblia, e os muçulmanos a terem interpretado de outra e lhe terem chamado Corão, na génese igual poderíamos assumir condicionantes igualitárias, semelhanças, que porém se esboroam por causa de radículas culturais diversas e quantas vezes oposicionistas. A ver vamos se o jasmim não se transforma em cardo!
Há que reflectir nisto tudo e não fazer como os asnos das terras do Tio Sam, que saltaram e pularam de alegria, a Quaida é muito mais perigosa e significa muito mais que apenas um homem, que enquanto vivo era apenas um chefe e depois de morto é um mártir.


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

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