Estes eventos decorrem durante sessenta minutos numa cidade portuguesa que pode ser a sua e retratam uma realidade perversa da actual sociedade massificada em especial da estupidez massificada que não conhece raça nem credo.
O relógio bate em silêncio as 18 horas desse outro dia qualquer como outro que já passei, pachorrentamente despeço-me dos formandos, encerro os computadores, arrumo as minhas tralhas, saio, acendo um libertador cigarro malfazejo e sigo, deambulo entre o verde da zona ajardinada, eivado de cagadelas de rafeiro, que qual, minas anti pessoal pejam a relva, num fantástico quadro do civismo luso.
Atravesso a passo diligente mas calmo, ou não tivesse eu costela de além Tejo, os metros que me separam, do pavilhão desportivo que devo atravessar para ganhar a rua principal e comprar um casqueiro para complementar a jantarada, nisto deparo-me como uma daquelas cenas, pintalgadas de surrealismo, atada a rede que delimita a pista de atletismo um carroça com o respectivo muar, interrompe o passeio que é bastante largo, é talvez o melhor passeio desta terreola, isto a cerca de 10 metros do quartel dos representantes da autoridade cá da terra, à porta desse mesmo quartel, um bando desses nómadas bandalhos, tristes sanguessugas subsídio dependentes, elementos anacrónicos de uma sociedade que se diz moderna, quem sabe se não são eles que estão certos, discute, encaminhando-se para a carroça, os sete ou oito como se donos do mundo fossem.
Passo discreto pelo outro lado, da rua, não é a cor que me enoja é a arrogante displicência da estupidez, o orgulho em ser parvo, em ser imbecil e fazer disso um modo de vida. Finalmente chego à rua principal, numa ruazinha lateral estaciona uma senhora professora, muito benzoca, muito elite, muito estatuto e ostentação, carripana plantada em cima do passeio para estar à sombra porque do outro lado onde há espaço, ainda está Sol. A senhora será com certeza o orgulho do seu lar, nem vou discutir os seus doutos atributos docentes, invejo os seus discentes que sairão seguramente engrandecidos de tão sapiente docente que lhes inculca os mais altos valores da civilidade e moral, sim porque essa senhora é também uma crente, que se preocupa muito, com os velhinhos, aleijadinhos e pobrezinhos, e assim, tá a ver! Não me enoja o estatuto social, o poder económico a possível mesquinhez, mas antes a arrogante displicência da estupidez, o orgulho em ser parvo, em ser imbecil e fazer disso um modo de vida.
Começo a ficar perturbado são agora 18.37h, chego finalmente à padaria pastelaria, local da moda, hoje não há carros nos passeios, olho de relance e percebo porquê, meio tapado por um carro um agente da autoridade, de olhar vago e circunspecto, está por ali, deveria ser assim todos os dias, mas andando, que todos sabemos que se colocassem um polícia em cada esquina não havia que chegassem. À porta da dita casa do casqueiro, duas moçoilas com carrinhos de bebé, atravancam a porta de entrada, conheço-as de vista, duas lontras anafadas do rendimento mínimo que mais não fazem que parir e enfardar pasteis de nata e bolas de Berlim, conversam alegremente, eu espero, nenhuma se desvia, atrás surge uma senhora que também fica em surdina a ver o desenlace da coisa, são 18.42, há cinco minutos que as mamãs extremosas falam entre um arreganho da dentuça, uma baforada de SG light e um embalo aos fedelhos, atrás de mim a senhora irrita-se e atira.
- Com lecença, deixem passar quem trabalha!
Empurrando um carrinho abre caminho na muralha, e penetra a brecha, desembocando na praça de armas do castelo sitiado,sigo-a apoiando a intentona. Não me enoja, que sejam do rendimento mínimo, que mostrem ter tanto respeito pelos filhos como eu por um monte de trampa, o que me enoja é a arrogante displicência da estupidez, o orgulho em ser parvo, em ser imbecil e fazer disso um modo de vida.
Três tipos de pessoas, todos diferentes, raças, etnias, culturas, estatutos sociais e por aí a fora, no entanto são a prova, provada que na realidade são todos iguais, na falta de civismo, na boçalidade e estupidez.
São agora 19.00h, fechei a porta do meu cantinho escudando-me da sociedade, para descreve-la como a sinto!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Quinta-feira, Março 26, 2009
60'
Postado por
Barão da Tróia II
3
comentários
Terça-feira, Março 24, 2009
Aqui, assim!
O país soçobra, alegremente a patetada discute bola, em Fátima reza-se ao invés de se trabalhar, este triste fado tem perseguido estas gentes nos últimos 200 anos, desde a última invasão gaulesa, que andamos em bolandas, perdemos a fibra, ainda tivemos uns arroubos de dignidade, coisas pontuais, que serviram somente para temperar o habitual estado de miserabilismo em que vivemos.
O Estado incapaz, protege a poucos, a maioria engorda com suor a minoria de ineptos e inúteis, que vilipendia, rouba e assassina a seu bel-prazer. As polícias, ténues sombras de forças de ordem e segurança, vivem entre salários de miséria, esquadras e quartéis vetustas e venerandas barracas, sem condições, o polícia vive num T2 ou T3, num subúrbio miserável, sufocado por um empréstimo de vergonhosa usura capitalista, enquanto o bandalho vive num T5 num bairro social com uma renda de 5 Euros que até nem paga, ou então vive num condomínio fechado protegido a sete chaves pago com as galfarrices que vai fazendo pelos corredores do poder.
Os magistrados, julgam pouco e mal, muitas das vezes também manietados por leis feitas a propósito para salvar a retaguarda pecaminosa de alguns alarves que se vangloriam de actos sujos, o povaréu entre o desemprego que rondará seguramente próximo do milhão, apesar dos mentirosos números oficiais decrescerem a coisa, vive embasbacado entre as noveluchas televisivas, suspenso entre equadores e índias fantásticas onde não se vê o menor vislumbre da real miséria que nesses trópicos campeia.
Ainda nem calor fez a sério e o país já arde de novo, curioso que arda quase sempre pinhal e outro tipo de mata, os eucaliptos parecem estar a salvo, excepto as pequenas parcelas dessa árvore detidas por particulares não agregados à grande máfia das madeiras, mais uma vez o Estado incapaz, protege a nada.
Os galenos, entorpecidos pelo seu poder, mandam e desmandam na saúde, que os há bons, nem ponho em causa, até conheço alguns, que os há grandes bestas, pois cada vez mais, corporativismos de antanho escudam as classes feitas elites, advogados e médicos que há uns meros 200 anos eram tratados a pontapé, evoluíram para uma raça acima da lei, o Estado incapaz de nos proteger dessa gente soçobra, atascado na trampa que vai vomitando em forma de legislação que ninguém cumpre.
A miséria educativa, evolui entre a tagarelice professoral e incompetência estatal, as escolas são hoje antros de imbecis, locais sem segurança onde campeia o que há de mais abjecto desta sociedade, a impunidade e a falta de civismo, o Estado incapaz, incapaz de se criticar revela aqui as suas doutas capacidades e propensão para o ridículo, as futuras gerações de incapazes estão aí, prontinhas a acreditar que a cada esquina da vida há morangos e açúcar, pobres diabos que quando tiverem de provar o suor e o fel que ela tem, vão de certeza rabiar, desnorteados sem entender, que afinal viver custa.
Mas não temam, que joga a selecção e o penalti que foi ou não, congrega as forças várias, até já mete secretários do tal Estado incapaz, ridícula panaceia de um país de lorpas!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Postado por
Barão da Tróia II
2
comentários
Quinta-feira, Março 19, 2009
São Bento da Porta Aberta
Bentinho esse sacripanta bonacheirão, que por ora, ocupa a cadeira de Pedro, de cada vez que abre a sua santa boca, diz asneirada da grossa, a ele junta-se o nosso revendo Feytor Pinto, que claro comunga da linha embrutecida dos senhores do clero Vaticano, comunga mas não excomunga como a igreja do Brasil.
Ele há coisas que me escapam, nesta coisa das religiões, outras porém só as posso ver à perversa luz da estupidez militante, da arrogância e da falta de bom senso. No caso desta nova investida papal contra o uso do preservativo, a única coisa que me causa é asco, um nojo profundo de partilhar o mundo com semelhantes criaturas que apregoam estas barbaridades como verdades insofismáveis da humanidade, sendo eles os únicos detentores da verdade, quando ao olhar-mos a história vemos que as mais das vezes os avanços e vislumbres dessa verdade estiveram quase sempre mais além da tacanhez retrógrada e maléfica das igrejas.
A promiscuidade sexual é um acto transversal na natureza, o facto de sermos supostamente donos de uma inteligência acima da média em relação ao restante das criaturas deste planeta, não significa que não sejamos na mesma filhos deste planeta membros desta ordem natural, animais na nossa essência, espécie evoluída, o que lhe queiram chamar. A Sexualidade é antes de mais uma multiplicidade complexa de comportamentos, originados por reacções químicas, sujeitas que estão a erros e desvios às normas tidas como padrões, que só o são, na nossa mente racional, porque objectivamente tudo faz parte da natureza.
Mas eis que por decreto surgem as religiões, sancionando, padronizando e orientando a queca, o bom Judeu, o bom Cristão o bom Muçulmano, só dão quecas a dias certos com determinados propósitos e em determinada posição, claro que depois é vê-los a todos esses bons rapazes, correrem a entupir as casas de meninas para satisfazer os delírios que a boa da moral da família imposta por estas religiosidades impõem, há uma palavra que aqui cai deliciosamente, a hipocrisia.
Ao desvalorizar, ao condenar o uso do preservativo, sua santidade, peca! Eis a humanidade revelada em toda o seu mais absoluto esplendor miserabilista e maléfico. Com religiões assim, quem precisa de demónios?
Um abraço fraterno, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Postado por
Barão da Tróia II
1 comentários
Terça-feira, Março 17, 2009
Para Inglês ver!
É assim que anda a nossa Educação, entre a atitude subserviente da CONFAP, que ainda no outro dia se desvelou em elogios à senhora ministra da Educação, num prodigioso exercício de lambebotice execrável, onde a figura do seu presidente, sinistra personagem, desponta, coroando com as absurdas idiotices propaladas aos quatro ventos por quem, me quer parecer, cada vez mais olha para escola como um aviário um depósito para deixar os fedelhos, sintomático disso é a proposta de abertura das escolas por doze horas, atenção que eu até acho que as escolas devessem estar abertas num período mais lato, mas assim também é ridículo. Mais ridículo se torna quando as escolas têm as miseráveis condições que têm, sem pessoal, sem material, num mais absoluto estado de indigência.
Ficaria feliz se visse a CONFAP, bradar aos céus por mais e melhores escolas, por mais e melhores laboratórios onde o ensino das ciências seja apelativo e motive a desmotivada plebe estudantil, mais e melhores salas de artes onde o ensino das artes plásticas da música e do teatro, enriqueçam a pobre cultura destas futuras gerações de analfabetos, que criem cidadãos educados e civilizados, ao invés de criarem uns bobos inconsequentes e tão burros que dão dó.
Ficaria feliz se visse a CONFAP, clamar aos sete ventos, por mais professores, pela criação de gabinetes de apoio psicológico e orientação em cada escola, gabinetes multidisciplinares que atalhassem e ajudassem a resolver e ou minorar problemas sociais e outros para os quais não existe nenhuma solução no actual espectro desta coisa chamada Educação.
Ficaria feliz se visse a CONFAP, gritar a sua indignação, ao exigir uma licença de parto maior, sem “qui pro quos” de percentagens salariais ridículas, que exigisse horários de trabalho mais flexíveis que permitam aos pais acompanhar os filhos nas escolas, que fizesse pressão para que o pré-escolar fosse integrado efectivamente no sistema de ensino, que o sistema de ensino fosse dotado de um fio condutor que permitisse à criança evoluir naturalmente dentro dum percurso escolar objectivo em que cada grau de ensino complementasse o anterior e fizesse a criança evoluir os seus conhecimentos, ao invés deste coisa completamente absurda de capelinhas e compartimentos estanque, que temos hoje, ficaria tão feliz se a CONFAP, sugerisse mais disciplina, solicitasse a abolição dessa imbecilidade chamada estatuto do aluno, ficaria feliz se visse essa organização denunciar o clima de medo e a insegurança das escolas, sugerindo medidas disciplinares fortes e que as escolas tomassem de novo o pulso à maralha. Mas não, a coisa mais interessante que ouvi foi a proposta de transformar as escolas em associações de bairro para promover as festarolas de bebedeira colectiva.
Quando as organizações de pais são isto, o que se pode esperar, senão mais e maiores cretinices e imbecilidades! Mais alunos a agredir funcionários e professores, mais alunos a comportarem-se como selvagens, muitas vezes a coberto da impunidade étnica e geográfica que por cá vigora, nesta anedota transformada em país.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Postado por
Barão da Tróia II
0
comentários
Sexta-feira, Março 13, 2009
Parlapatões
Dom Parlapatão de cima do seu cadeirão ajaezado em ouro e veludo resolveu-se a excomungar. O gordo traseiro anafado da santa madre, engordado a prebendas e alcavalas de quem aos outros prega a moral e as virtudes do paupério viver, enquanto que intra muros conventuais e outros que tais se lança em orgíacas e báquicas safardanices.
Mas quem está de fora racha lenha, no dizer do popular que não popularucho rebanho, sempre pronto a erguer a cruz e a deitar lenha na fogueira, porque aquilo de que aqui se fala é de um auto de fé, que por terra de Vera Cruz desses brasis de pai de santo, atira às eternas chamas uma menina pobre, que por malasorte caiu nas garras de um imundo dejecto que esta humanidade beatíssima produz, triste sina a daquela inocente que não lhe bastando as sevícias terrenais enfrenta agora por decreto dos Parlapatões a condena clerical da eterna excomunhão.
E não foi de modas Dom Parlapatão, excomungou a plebe toda, família e médicos todos por junto agrilhoados à malsã condenação, com um pequeno, mas, de excepção, falta a essa mãe santa de cruz ao alto, condenar e afastar-se da atitude imunda de um abusador, a esse ou sobre essa não recaiu, nenhuma excomunhão, nenhuma admoestação nem sequer a mais pequena repreensão, agiu em consciência Dom Parlapatão, pela sua voz a de todos os Parlapatões, Papões e Sacristães, ancorados nas suas parlapatanices escritas, a que dignamente chamam a palavra de deus, este é sem dúvida um Deus menor, mesmo muito mesquinho e patético, com deuses destes ainda bem que existem incréus.
Pobre menina, que nem, naqueles que se dizem defensores da moral dos costumes e da família, encontra colo, encontra amparo para as suas desgraças. Dom Parlapatão e os outros Parlapatões, impantes de soberba, pecado capital, aliás justamente esquecido as mais das vezes pelos parlapatanistas, demonstram assim a sua atitude pró vida, a sua proximidade ao radicalismo selvagem que tão céleres são a criticar nos Parlapatões de outras Parlapatanices patéticas, que invocam o nome de deus para se rebentarem, massacrarem, humilharem e vilipendiarem o seu semelhante, simplesmente porque ou não parlapatanizam das suas parlapatanices.
Enredado, em púrpura e escarlate, entretecido em vil metal amarelo, escorrendo a sápida gordura do frango campestre doado pela alma caridosa do rebanho que assim tenta aliviar a consciência e comprar bilhete para as etéreas paragens, Dom Parlapatão, castiga, lança excomunhões e anátemas, dogmas e parábolas, que muitas vezes nada dizem, tanto palavreando. Os grossos garfos adornados de auríferos cachuchos engastados em raras pedras coloridas, entre sedas e festins, os Parlapatões, clamam a exegese do piedoso acto, quando eles próprios, mostram ser as mais ímpias das Hárpias.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Postado por
Barão da Tróia II
1 comentários
Segunda-feira, Março 09, 2009
De novo outra vez, os do costume!
Desta vez nas Olaias, os intervenientes do costume, as questões usuais e os problemas inerentes aos bairros sociais onde se encafua a tralha e o rebotalho desta sociedade de estrume que criámos.
Para não variar, os iniciadores são os do costume, a famosa “etnia” subsídio dependente. Gente que não se integra nem quer, gente que continua a querer viver num limbo de anarquia e falta de civismo.
À porta de uma esquadra esta madrugada um agente é esfaqueado no pescoço por um bravo representante da mesma etnia, mais uma vez, o covarde acto foi perpetrado, pelas costas, o agente recupera, o facínora está na grelha, apanha aí uns 4 anos ou 5, não mais, no entanto se fosse ao contrário, bem nem imagino o que seria de programas especiais sobre a violência policial e racismo e por aí adiante, mas como foi um PSP, que se lixe porque existem mais.
O que condeno aqui não é a etnia, é a estupidez, a boçalidade desta gente que se arroga privilégios de diferença, que nunca obteve por meios da honestidade e do civismo, nunca se destacou pelo bem antes pela arrogância, pelo racismo e discriminação, pela pura estupidez e falta de regras de convivência.
Ser diferente não é ser estúpido, imbecil e boçal, ser diferente é participar, activamente para o bem comum, para engrandecer a nome desta sociedade que vive dias de amargura. Com gentalha desta, nunca iremos a lado nenhum!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Postado por
Barão da Tróia II
0
comentários
Quinta-feira, Março 05, 2009
Prenderam o Picoto!
Se algumas dúvidas ainda subsistissem na minha cabeça, acerca do estado miserável deste país, elas dissiparam-se completamente quando li a notícia de que o Picoto, tinha sido condenado a 120 dias de prisão efectiva, por não ter pago um multa de quatrocentos e oitenta Euros depois de ter sido condenado por ofensas a um oficial de polícia, facto ao que parece ocorrido na cidade de Santarém.
E quem é o Picoto, de sua graça José Picoto Ferreira, mais não é que um pobre velhote de 76 anos, insigne lutador pela liberdade, um pobre diabo que subsiste com uma pensão miserável de trezentos e poucos Euros, como muitos dos nossos velhotes, enquanto engordamos com o nosso dinheiro o cu à rataria subsídio dependente, traficante e aos senhores da gravata de seda, o Picoto é um conhecido bebedolas, com uma acentuada queda para o tintol, que quando em estados de delírio alcoólico profere os maiores impropérios contra os poderosos, tudo verdades diga-se de passagem, mas ninguém liga ao Picoto, todos sabemos quem é, a malta ri-se com os seus comentários, quantas vezes nos apetecendo solidarizar com as verdades cruas que denuncia, habita se ainda viver no mesmo sítio um pardieiro junto com a esposa uma senhora imensa, no bairro do Girão, em Santarém, conheço o Picoto e as suas histórias desde os tempos em que frequentava o Liceu Nacional Sá da Bandeira onde fui para concluir o Secundário, já nesse altura o Picoto era propenso à pinga, conhecido simpatizante da causa da foice e do martelo, que num linguarejar desbragado soltava verdades cruas e actualmente provadas e comprovadas pelo bom senso, não pela Lei que não consegue provar porra nenhuma, em relação aos poderosas, à Corja!
Vai daí que algum oficial de Polícia mais melindroso, ele os há assim, muito susceptíveis, na opera chamam-lhes “prima donna”, na Polícia não sei, mas desconfio que deve ser algum epíteto muito pouco agradável, algo a rimar talvez, vai daí que o pobre Picoto se viu condenado por ofender o garboso agente da Lei, a tal Lei e Justiça que é incapaz de fazer condenar as cáfilas de bandalhos que por aí andam, no gamanço, e toda solicita aprende livros em Braga, censura brincadeiras de Carnaval em Torres Vedras e prende o desgraçado do Picoto.
E querem vocês que eu tenha respeito por esta Corja! Isto é tão anedótico que se contado em algum país civilizado fará cair de riso o mais papalvo dos seus habitantes, o ridículo que cobre toda esta maralha, Juízes, Polícias, Tribunais e políticos é a torpe e atroz mácula da indigência intelectual, aliada a um incúria vergonhosa.
Lá fora, assassinos, burlões, vigaristas, escumalha de todas as cores, incluindo os que andam aos tiros em bairros cheios de gente e que agridem Bombeiros, como o caso que se passou em Tomar, riem a bom rir, quem deve temer a Justiça, somos nós os pobres diabos que pagamos a toda essa maralha que vive desse negócio, porque os outros os bandalhos estão protegidos!
Viva o Picoto!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Postado por
Barão da Tróia II
3
comentários
Terça-feira, Março 03, 2009
Com Gresso!
O Congresso do Partido Socialista teve três picos que demonstram bem o nível elevado que atingem estas pavonices politiqueiras, o primeiro quando o seu inefável líder optou pelo papel de vítima, a célebre síndrome Calimero, só lhe faltando a casca de ovo no cocuruto, o querido Líder, arengou às hostes rendidas à verve fácil, sobre os papões jornalistas que o perseguem sem fim, qual perdigueiros agarrados às moléculas odoríferas da pequena e frágil perdiz, é o regresso da teoria da cabala, tema tão grato aos nossos políticos que tinha passado de moda.
« Quel injustice toujour, moi, toujour moi !» Como diria o amoroso pintainho preto com a casca de ovo na cabecita avoada, sim realmente que injustiça, tanta gente a fazer asneirada e só vêem as minhas.
Outro ponto alto, desse congresso foi a prelecção escorreito de um sapiente congressista sobre a natureza, pronunciando acerca do casamento homossexual, declarava o douto e iluminado senhor, que, “ …nunca vira um cão a acasalar com outro cão…”. Caro senhor aconselho-o a ver menos missas e novelas e mais programas do National Geographic, ficaria aperceber que esse tipo de comportamentos de interacção sexual entre animais do mesmo sexo existe transversalmente na natureza, sendo muito mais comum do que aquilo que se pensava, apesar de só recentemente ter começado a despertar o interesse dos estudiosos, assim ao contrário da mensagem sacrista e dogmática que os senhores ratos de sacristia querem fazer passar esses comportamentos não são anti natura, são parte da natureza, parte deste mundo vivo, quer queiramos quer não, claro que o protesto contra isso é licito, se bem que, quando vindo de senhores que vestem saias, parecem algo ridículos.
Por último, adorei a entrada da sapientíssima senhora Ministra da Educação, que recebeu forte ovação dos basbaques. Pergunto-me porquê? Esse imenso aplauso demonstra claramente que a imbecilidade é contagiosa, mostrou claramente que a estupidez é bem mais poderosa que a educação e o conhecimento, a ovação a esta senhora que demonstra seguramente ter um dos piores desempenhos da triste história da Educação das últimas três décadas em Portugal, revela a pobreza intelectual de quem anda na política, revela que continuaremos a ser isto, que somos, uns tristes carneiros capados.
À parte, adorei a tirada da Ti Manela Ferreira, valha-nos São Epaminondas Anacoreta, realmente o senhor Primeiro-ministro, não poderia ter desejado maior sorte, ao elegerem a Ti Manela para líder, os camaradas do PSD, deram ao senhor PM a melhor e mais vantajosa ajuda para ganhar de novo as eleições, deixo um conselho ao PSD, antes Alberto João! Pelo menos com esse a malta ria, não lhe ligava porra nenhuma, mas riamos, sempre servia para aumentar a moral.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Postado por
Barão da Tróia II
0
comentários



