Terça-feira, Novembro 29, 2011
LulzSec Portugal
Não posso deixar de concordar com estes cavalheiros! É contra isso mesmo que este blogue está online quase há uma década, contra a bandalheira despudorada da classe dirigente deste país, contra uma sociedade de carneiros capados sem reação, contra a sistemática destruição de um país a coberto dos mais torpes interesses de ganância e desvario, contra a roubalheira nacional um verdadeira cleptocracia, onde quem mais roubar mais alto vai chegar! Por isso um grande e forte abraço ao pessoal do LulzSec Portugal!
um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Barão da Tróia II
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Quinta-feira, Novembro 24, 2011
Fitch baixou de novo o rating a Portugal!
A notadora Fitch baixou de novo o rating a Portugal, andamos agora na nota “Lixo”. O que é de facto aquilo que somos um lixo de país, habitada essencialmente por escumalha. Vejamos a corroborar o que disse, a excelente atitude do senhor primeiro-ministro que por seu próprio punho sanciona o tal subsídio de alojamento a um ministro e a três secretários de estado, é para isto que são os sacrifícios? É para esta perpetuação do espoliar do erário público que me cortam a eito em tudo. Ora vão bardamerda!
Outro exemplo que prova que somos uma bandalhocracia, prende-se, não apenas com os 5 milhões de Euros que Jardim vai literalmente estoirar nas festarolas de Natal e fim de ano, mas também com a legislação que fez aprovar no seu alegado parlamento regional, que é como se sabe uma réplica em tamanho menor de um parlamento sério, onde o seu PSD, poderá votar com apenas um deputado que representará toda a bancada, o que obvia as faltas e facilita o desgoverno, é impensável que algo deste género ocorra numa democracia, só acontece porque o Zé de Boliqueime tão célere a proferir as maiores das imbecilidades, esteja agora mudo e calado, só acontece porque um Primeiro-ministro tão célere a pedir sacrifícios e abanar o rabinho à Troika, sobre isto diga nada! Ora como é óbvio vão bardamerda!
Uma última nota para a pretensa greve geral. Não alinho em greves! A única coisa decente que vi hoje a propósito da greve foi atirarem uns cocktails Molotov contra três repartições de finanças em Lisboa, mas os engenhos eram muito ordinários e os estragos foram poucos, de resto a greve é mais uma demonstração da falta de fibra desta gente que habita este país de imbecis. Fazer greve, ver o meu ordenado amputado, para colectivamente defender os interesses colectivos de uma corja de imbecis, não muito obrigado!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Barão da Tróia II
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Segunda-feira, Novembro 21, 2011
O estado a que isto chegou!
Este Estado que temos, é de uma incompetência e laxismo dignos de figurar nos anais da mais insigne e preocupante estupidez colectiva. Incapaz de cobrar impostos, deixou fugir mais 600 milhões principalmente oriundos do IVA a cobrar a esses bravos e nada aldrabões empresários do sector privado, uns verdadeiros heróis da economia paralela, que um Estado incompetente parece não ter capacidade para por na ordem.
Cheios de uma narcísica vontade de governar, sem saber, os actuais farsantes governativos, empurram à socapa e com violência tudo o que são medidas de claro esburgo, pelo gorgomilo dos palonças que vão pagando isto tudo, porque é necessário continuar a ter dinheiro para pagar milhões em reformas douradas a luminárias politiqueiras que outro préstimo não lhes encontro que não seja esvaziar os cofres públicos a troco de supostas participações na causa pública, ora a julgar pelo estado a que chegamos, essa maralha deveria era pagar e não receber.
A partidarite e o proxenetismo político roçam o inaudito, por exemplo o ogre madeirense, lá arranjou maneira de, arrepiando tudo o que seja leis, estafar mais 3 milhões em fogachos, arrematando o feito á cura de um correligionário que ao que parece ganha sempre o concurso para prestação de tais serviços, mesmo com o concurso impugnado por outros concorrentes, o governo regional lá fez a coisa por ajuste directo, num, mais um, excelente exemplo de pluralidade democrática e de honestidade.
Este Estado miserável e incompetente, incapaz de se bastar a si próprio, inventa, inventa métodos e sebastianicas medidas, apoiado em gurus de suprema e reconhecida incapacidade, e nós os parolos que continuamos agarrados ao trabalhito precário e mal pago, vemo-los continuar a encher a mula, desprezando o pobre diabo que se desunha para conseguir pagar as contas caladas cada vez mais altas, que não param de subir.
Vítimas da troika, vítimas de governos incapazes e incompetentes, o nosso destino é soçobrar, afogados no merdum que alimentamos desde que entramos para a União Europeia, vivemos acima das nossas possibilidades, dizem eles, eu nunca vivi acima das minhas possibilidades, quem o fez que pague, quem tem muito dinheiro, ganho no esburgo e no roubo descarado dos dinheiros públicos que o faça, quem ganha reformas de 10 mil Euros que assuma a solidariedade, que manda de carro do Estado com motorista, que abdique dele, quem foge ao IVA, quem foge aos impostos, quem não declara o que efectivamente ganha que pague, quem andou enrolado nas traficâncias do BPN que pague!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Barão da Tróia II
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Segunda-feira, Novembro 14, 2011
O Estado e a Banca
O governo quer, e bem, meter a banca na ordem, dar-lhes o dinheiro mas manter um olho na massa, não vá ela evaporar em negociatas do «subprime», como aconteceu há muito pouco tempo, é uma atitude corajosa, aliás a própria Europa deveria estar a fazer o mesmo, deveria estar a chamar os senhores especuladores, perdão, os senhores banqueiros e fazer-lhes ver que isto assim não pode continuar, no entanto, infelizmente, a senhora Merkel e o senhor Sarkozy, andam mais preocupados a cozinhar alarvidades e a tentar fazer gato-sapato de todos os tratados assinados pelos 27 até ao momento.
Caso Passos Coelho mantenha a intenção de zelar pelos dinheiros públicos mantendo a banca debaixo de olho, essa será uma extraordinária atitude, gabo-lhe a coragem se o conseguir manter, visto que os banqueiros não se deixaram ficar e já se movimentam pelos tribunais para obviar à tentativa de levarem o freio nas dentuças, se a atitude dos senhores banqueiros não espanta, afinal estão a defender a continuação das suas actividades, muitas vezes a roçar o criminoso, senão pelo menos de carácter dúbio.
Já a atitude de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, estando contra a proposta do governo deixa-me desconcertado, cada vez que abre a boca Sua Excelência o Senhor Presidente da República, diz uma barbaridade, mas Sua Excelência o Senhor Presidente da República é um homem honrado, afinal ganha apenas duas pequenas reformas que perfazem dez mil Euros, estará Sua Excelência o Senhor Presidente da República a pagar algum favor à banca? Creio que não, pois Sua Excelência o Senhor Presidente da República é um homem honrado, aquela alegada negociata das acções do BPN não passou de um «fait diver». Espantou-me também a posição do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, que ao que parece também não concorda com a proposta do Governo, isto vindo de um organismo, que não viu o BPN, ignorou o BPP e por aí adiante, um verdadeiro mistério esta rapaziada do BdP.
Em suma, uma boa medida do Governo, provando que nem tudo o que fazem é trampa, é quase tudo, mas algumas coisas conseguem acertar, vemos essa medida minada pelas falas mansas e presunçosas de alguém que tão pessimamente cuidou deste país enquanto foi chefe do governo, a essa figura devemos o «Monstro», devemos a destruição da economia portuguesa e devemos muito do estado actual deste país, com amigos assim Passos Coelho não precisa seguramente de inimigos.
Uma nota final, para aquela tirada do senhor ministro da economia, decretando o fim da crise, uma tirada a Manuel Pinho o saudoso responsável pelo economato do governo de Sócrates, estou bem em crer que temos outro Pinho a caminho, com este senhor professor catedrático que parece viver num outro Portugal.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Barão da Tróia II
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Terça-feira, Novembro 08, 2011
O julgamento do processo Face Oculta!
Começa hoje, outra das inenarráveis palhaçadas trágico jurídicas desta anedota que insistimos em chamar país, dá pelo nome de processo «Face Oculta», mas poderia também ter o nome de Farsa Oculta, porque na realidade é disso que se trata, o julgamento será uma farsa e a rede de vigaristas ficará oculta, continuando a seu bel-prazer a manobrar na sombra os dinheiros públicos, o que deles restar, para gáudio de bordéis caros, restaurantes de luxo, vendedores de carros luxuosos e imobiliárias.
Não são os contornos do caso, as manobras de politiquice rafeira, as artolices dos causídicos, as declarações dos visados sempre remetendo para a presuntiva inocência ou apontando para cabalísticas maquinações de pedreiros livres e amantes da foice e do martelo, temática aliás recorrente, não é isso que me fere os tímpanos, o que realmente e desagrada e me faz ter nojo deste país e desta gentinha torpe, é falar-se desta situação como se fora única!
As maquinações do processo Face Oculta, que não serão provadas claro está, são o dia-a-dia de Portugal há mais anos do que cabelos, tenho no cocuruto, os esquemas do compadrio, do amiguismo, do unto de mãos e de uma mão lava a outra, naquilo que traduzido linearmente será um fenómeno cultural de corrupção endémica e banditismo de colarinho branco que está enraizado na cultura portuguesa e séculos passarão ainda, se o mundo sobreviver, até que se consiga erradicar, se alguma vez se conseguir, facto de que tenho sérias dúvidas, este mal, extirpando-o da génese do «Homus Lusitanus».
Se atentarem bem aos indiciados, notem as classes que representam, o pato bravo, o cacique, o politiqueirote de quinta categoria, o funcionário superior corrupto, o filho do papá nomeado por ser apenas filho de alguém importante, o representante autárquico, só lá falta salvo erro de alguém ligado ao futebol, para termos o completo paradigma da vigarice lusitana. Se vos parecer familiar é porque realmente o é. Porque este esquema passa-se em todo o Portugal, com maior ou menor grau de latrocínio, envolvendo sempre os mesmos tipos de chicos espertos, que enxameiam os corredores do poder, que à descarada em duas décadas amealham colossais fortunas que levaram a outros menos dotados vidas de trabalho árduo, descontando o facto de que, a maioria dos que arduamente trabalham, jamais lá chegarão.
Por isso me enoja o facto de se olhar para este processo como caso único, com declarações de dama ofendida, como se Portugal não fosse, infelizmente, pródigo em muitas faces ocultas! Ou andam a dormir ou então não vivem no mesmo país que eu, infelizmente, tenho de viver!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Barão da Tróia II
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