Os tribunais em Portugal são um caso sério de qualquer coisa que ainda não se percebeu bem o que é. Dizer estupidez, soa a pouco dadas as muitas e tão rebuscadas cretinices que a jurisprudência nacional dá à luz, Rui Mateus no seu livro, “Contos Proibidos – Memórias de um PS Desconhecido” alertava para uma era a que chamou “o tempo dos juízes”, estou em crer que essa era chegou e da pior das maneiras, senão vejamos, em Fevereiro um professor de música é condenado por actos pedófilos, aplicada a pena suspensa, pode continuar a dar aulas, esta semana a mesma dança com uma senhora professora, pena suspensa e pode continuar na escola.
Que passará na cabeça de tais juízes? Que tipo de gente é esta que ocupa estes supostos palácios de Justiça? Que tipo de Justiça é esta?
A SIC, ontem passou uma excelente reportagem, caso raro mas que de quando em vez sucede, onde mostrou como aqui ao lado se aproveitou as linhas ferroviárias de via estreita para dinamizar e dar vida a zonas do interior desertificado e quase morto do ponto de vista social e económico.
Ficou clara a evidência que revitalizar estas linhas é uma mais valia económica para áreas desertificadas, claro não é preciso ser “engenheiro” para perceber isso, no entanto a realidade Lusa, é tão diferente, estações centenárias, lindas, em ruína completa, no mais completo abandono, linhas vandalizadas, que outrora transportaram a vida, sofrem agora alenta agonia da incúria e do criminoso laxismo destes amantes da alta velocidade, superiores imbecis que desbaratam o óptimo que temos por cá a troca de quimeras imbecis.
A saga prossegue, duzentos euros é o valor que o actual Governo, oferece por cada bebé que nasça, como incentivo à natalidade. Melhor que nada, claro, é a perspectiva optimista. Bardamerda! Digo eu um realista empedernido, já estou a ver onde vai parar esse dinheirito, servirá apenas para engrossar, os já lautos rendimentos mínimos e subsídios disto e daquilo dessas várias sanguessugas sociais que por cá levam a vida de reis. Saberão os senhores do governo quanto custa uma ecografia? Uma consulta no obstetra? Querem realmente incentivar a natalidade, nada mais simples, licença de parto nunca menos de 12 meses, integralmente paga, sem essa aberração parva da percentagem, diminuição em sede de IRS desse imposto para quem tenha dois ou mais filhos, fim da escandalosa politica de manuais escolares, escola gratuita até ao 12º Ano, isso seria investir realmente na Educação e na natalidade, construção de uma rede nacional de creches e infantários que verdadeiramente dê provimento às reais necessidade dos que trabalham, essas sim poderiam ser medidas de incentivo à natalidade.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Sexta-feira, Julho 31, 2009
Curtas e Grossas!
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Barão da Tróia II
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Segunda-feira, Julho 27, 2009
Nem o Saramago!
A comissão de sábios que atribui o Nobel, deve estar chateadíssima, porque já percebeu que deu o prémio ao camarada errado, o novo ensaio sobre a cegueira é muito melhor que o anterior do Saramago, o actual, além do mais é uma obra conjunta dos excelentes médicos que temos, dos óptimos hospitais e da soberba Ordem dos Médicos, esse excelente exemplo de instituição medieval, parte sindicato de inclinação trotskista, parte ordem religiosa, parte irmandade secreta, acreditem que sei de fonte segura que o Dan Brown prepara mais um livro dos dele com base na poderosa e omnipresente Ordem dos Médicos.
A propósito deste novo caso de incúria, desleixo ou pura falta de sorte, veio o proficiente e verboso chefe da médica pandilha à televisão declarar que se tinha de acabar esta mania persecutória, em relação aos médicos. Concordo em absoluto, aconselho a que se acabe com esta mania persecutória e se inicie a mania da responsabilização pelos erros, à laia do que se propala aos sete ventos em relação a outros profissionais.
Curioso, que quando falou o senhor bastonário dos Esculápios, enumerou duas causas para a ocorrência, mas nem por uma vez colocou a hipótese de erro humano, dogma eterno desta desordem, “médico nunca erra”, já conhecíamos o dogma da infalibilidade do Papa que tem dado tantos e tão excelsos frutos à humanidade, junta-se agora o dogma da infalibilidade dos médicos, que também tem produzido excelentes resultados em especial no aumento do volume de negócios das funerárias.
Contam-se pelos dedos de uma única mão os médicos que em Portugal são realmente condenados pela má prestação, os homicídios que praticam ficam sempre escondidos pela capa da legalidade, o mesmo não se pode dizer dos pobres Polícias, que quando matam algum energúmeno, são logo martirizados, suspensos e julgados presos até expulsos, que diferença de tratamento!
No entanto os médicos matam mais que os polícias, no entanto os polícias são condenados e os médicos enfim, são quando muito admoestados, ou suspensos por três meses, como naquele caso anedótico, em que o senhor doutor ficou suspenso das funções no hospital público, mas completamente à vontade para consultar na clínica privada onde também trabalhava, se isto não é ridículo, não sei o que será!
Afinal de onde advém este poder da classe, que tudo permite, que coloca estes senhores acima da lei, este porcaria é ou não um estado de direito. Bem, é um estado de direito caso o caro leitor tenha bago suficiente para andar um ror de anos a gastar a massa em tribunais de quinta categoria, até conseguir eventualmente condenar o galfarro, porque se for um pobretanas, está o assunto arrumado, o senhor doutor está safo.
Não querendo menosprezar os imensos problemas da profissão, que sei ser difícil, tenho entre os meus amigos alguns médicos, esta desresponsabilização é vergonhosa, não é digna de um pretenso estado de direito, não é digna de um suposto país desenvolvido, isto é medievo, isto é terceiro mundista e é criminoso, mas se calhar nos somos um paiszeco medíocre de terceiro mundo a presumir de desenvolvidos, se calhar somos uma cleptocracia terceiro mundista acente em oligarquias politicas e profissionais que dominam uma sociedade de carneiros capados, se calhar!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Barão da Tróia II
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Segunda-feira, Julho 20, 2009
Requiem por um AMIGO!

24/7/1970 - 11/7/2009
O Rui partiu! O meu amigo de quase 30 anos faleceu. Nada posso fazer já por ti, amigo.
Dói tudo o que ficou por te dizer,imortalizo-te aqui.
Adeus amigo, um dia quem sabe voltaremos a rir juntos, obrigado por teres sido um amigo, um excelente amigo.
Barão da Tróia
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Barão da Tróia II
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Sexta-feira, Julho 17, 2009
Engolir o Sapo!
Este post é um acto de contrição, mais vulgarmente conhecido por “engolir um sapo”. Jardim essa outra coisa, a juntar aquela a que Saramago deu epíteto, residente nessa pérola do Atlântico, deste vez tem toda a razão, contrafeito claro está tenho de dar o “braço a torcer”, o homem tem razão e pronto, não se fala mais disso!
A constituição desta “merdocracia” em que habitamos, esse sacrossanto papelote ao qual, ninguém dá absolutamente relevo algum, menciona o fascismo como alvo de proibição. Jardim, que pode ser muita coisa, mas burro não é uma delas, resolveu dar mais uma alfinetada nos “bananas” continentais, claro que se sente, ultrajado pelas cada vez maiores, pequenas, conquistas democráticas da sua ilhota feudal.
Claro que tinha de inventar uma para aparecer, claro que os ineptos que se preocupam com a constituição e que fazem dela uma coisa intocável, propiciaram toda esta estúrdia, nas entrelinhas, lê-se a necessidade de mostrar que está vivo e continua como até aqui a desafiar o Continente, alvo de todos os ataques e fonte de todos os males que apoquentam a ilha feudo, lê-se a necessidade de se reafirmar no plano interno, afinal os analfabetos que votam precisam de sentir que o seu cocheiro continua de rédeas bem seguras e lê-se por fim um marcar de posição em relação ao seu partideco que liderado pela rainha do disparate, me quer parecer que anda já em frenética ebulição de espetanço de faca, ou me engano muito ou a Ti Manela, nem aquece o banco.
Há muito que a Constituição deveria ter sido alterada, há muito que os partidos deveriam ter questionado este modelo político estafado, há muito que deveríamos ter evoluído e perdido o medo dos fantasmas do Estado Novo e do PREC, há muito que deveríamos entender a Constituição não como um intocável e beato repositório de normas que ninguém cumpre mas como um precioso documento de orientação que promova a sobrevivência desta cloaca chamada Portugal.
Curioso que da esquerda trauliteira, à direita revisionista, ninguém bule uma palha, traseiros gordos, acomodados a uma posição excelente, que lhes outorga alcavalas várias, engordando as algibeiras com o esburgo constante do paupérrimo “Zé Pagante”, figura herdeira da tradição do “Zé-povinho”, mas mais actual, utilizador da banda larga paga a peso de ouro, de gasolina apeso de ouro de ouro a peso de diamante e principal alimentador de escumalha étnica subsídio dependente que vive do latrocínio e do crime em geral, encapotada por uma pseudo cultura diferente, protegida por elites bem pagas e alimentadas que ocupando os lugares do poder vivem também do dinheiro do mesmo pobre “Zé Pagante”.
Jardim tem razão! Remova-se a proibição ou acrescentem-se outros “ismos”, se o fascismo é uma ideologia estúpida e retrógrada o comunismo à moda de Moscovo, também não lhe fica atrás.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Segunda-feira, Julho 13, 2009
Portugal Neanderthal
Não, esta não é uma croniqueta sobre a história, ou antes a pré-história da Nação, nem sobre a criança de Lapedo, um espécime que ao que parece exibe características de miscigenação entre o Homo Neanderthalensis e o Homo Sapiens, procurem mais aqui.
Esta é uma croniqueta sobre o Portugal de hoje e o seu retrocesso civilizacional, apesar de todas as alegadas benesses provocadas pela globalização, pela entrada de culturas novas, pela emigração em massa oriunda de outras cloacas, por todas essas patranhas culturais que nos enfiam pelo gorgomilo.
Esta também não é uma croniqueta contra a emigração, por isso os safardanetas esquerdeirotes que me entopem a caixa de email com dichotes cretinos podem descansar, esta é a visão de um simples labrego campesino, que perdeu o seu mundo e vive deslocado, neste século que não é o seu.
Portugal está cada vez mais Neanderthal! Com isto quero apenas dizer que estamos cada vez mais animais. Mais incivilizados mais porcos, mais burros, mais labregos, mais tudo o que é mau. Confirmam-no os estudos de OCDE’s e outros que tais. Que nos deixam sempre colocados no olho do cu desta Europa modernaça e simplex. Isto apesar de nos enfiarem constantemente o urso com paradigmas de desenvolvimento multicultural, multiétnico, multidisciplinar e até multibanco.
A fazer fé nos estudos, estatísticas e demais, patranhas sociológicas, estamos cada vez pior, ao invés dos outros nós não saímos disto. Pior, estamos a ficar cada vez mais Neanderthais, caso não saibam esses camaradas antepassados extinguiram-se enquanto espécie, fica um alerta, até porque os cadernos da história se repetem, consequentemente a cada espiral de um tempo impreciso que fica nesse limbo da ilusão, falta cumprir Portugal dizia o poeta, talvez fingisse?
Enfiam-nos pelos olhos conceitos de modernidade que só nos têm levado ao crime, à psicopatia e à falta completa de civismo. Embarretamo-nos com modelos culturais de culturas todas elas óptimas, principalmente porque não são a nossa, herdeiros da incultura governativa de um país que trata a Educação pior do que trata o lixo. Um destes dias olhava deliciado para um evento cultural, numa aldeola, onde algum peregrino visionário resolveu levar uma série de novidades culturais dessas da moda, hip-hop, rap, capoeira e coisadas dessas, haviam de ter vista a cara dos pobres velhotes, sim porque aquilo é uma aldeia de 67 almas, todas com mais de 55 anos, a pessoa mais nova é o meu Tio e tem 58, foi de cair para o chão a rir com os comentários.
No fim da actuação dos artistas, perguntavam-se os locais.
– Atão a festa este ano é só destas macacadas?
- Pobres incultos! - diriam os iluminados de serviço, que se esforçam por fazer engolir estas palhaçadas, pobres efectivamente, digo eu, que nem o pouco que resta daquilo que eles são, conseguem ter, daquilo que são as suas tradições, a sua alma o seu acreditar.
Estamos cada vez mais Neanderthais, esquecidos de civilidade de cultura de educação, e a julgar pelas modas ficaremos assim até ao próximo dilúvio, que com alguma sorte arrasará esta trampa toda, para que talvez nasça um outro mundo, com outras gentes que saibam cuidar daquilo que têm de bom.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Segunda-feira, Julho 06, 2009
Prescrito!
Prescreveu! Foi com esta palavra simples que descreveram o fim do processo. Não sendo jurista, fui tentar entender isto da prescrição, pelo que percebi, é mais uma daquelas leis, criada a favor dos energúmenos politiqueiros, mas que pode dar um grande jeito quando se trata de crime, de qualquer tipo, basta ao aspirante a meliante escolher criteriosamente, o crime, ter atenção ao prazo de prescrição e terá com toda a certeza um bom desfecho.
Não consigo entender este postulado quase dogma jurídico, o que ganha a Justiça com isto? O que ganha quem quer que seja com isto? A Justiça só perde, todos perdemos excepto os criminosos. A prescrição de um crime é a coisa mais hediondo que se pode forçar num sistema judicial, isto quando a prescrição tem prazos irrisórios, veja o modelo de prescrição, aprovado em Itália, esse estado falhado no coração da Europa, uma espécie de Máfiocracia, dirigida actualmente por um sucedâneo de ser humano, uma espécie de Tofina humana, ou antes uma toxina.
A prescrição não é uma medida jurídica, não é uma medida de justiça, nem sequer de direitos humanos, a prescrição é uma coisa estúpida feita de propósito para que os politiqueiros merdiocres que se passeiam nas áleas do poder possam mais facilmente escapulir por entre os tenebrosos desconcertos de uma Justiça cada vezes menos digna de seu nome, apesar de efectivamente cega, não como parábola de fazer sem olhar a quem, antes como parábola de realmente não ver nadinha!
Enquanto imbecilidades deste quilate, persistirem, numa coisa que querem fazer séria sem o jamais ser, esses que dela vivem e engordam, com truques de secretaria e arruaças legais, toda essa corja jurídica, que se trai por menos de 30 dinheiros, enquanto esses persistirem, esperem nada, muito pouco de tal Justiça, que nunca o poderá ser, porque manietada pelos Homens a quem deveria servir.
Acredito sim que devem manter a norma da prescrição, claro, todos os crimes deverão prescrever ao fim de 80 ou 100 anos, nunca antes, nunca em 5 ou 10 como actualmente, isso é banditismo, é terrorismo de Estado, de estado de Direito dizem eles, os senhores cinzentos de um tempo ignóbil de aleivosias várias, em que, apenas contamos com o acaso, com os santinhos para quem é crente e pouco mais para nos livrarmos das malfeitorias dos inúmeros bandalhos que assolam a verdadeira costa da Barbaria do Século XXI.
Se numa essência psicológica e social, de declarado diletantismo filosófico, poderemos ver no Pirata o homem livre por excelência, desimpedido de constrangimentos morais e sociais, desobrigado da moral pública, observador de um código próprio transposto para a sua realidade efémera de já cadáver vivente, não é menos certo que o moderno Pirata do Corno de África, armado de Kalash e RPG, por cá, vive de fato e gravata de seda, vive num condomínio milionário, e antes que permita o siso e a temperança, em antes que permita o labor e obra, detém já cabedais dignos de um sultão, escondidos em paraísos fictícios, longe dos olhares da plebe que sobrevive à mingua e com a mágoa de o clube não ser campeão.
A honestidade em Portugal, prescreveu! A honra também! Que nos resta?
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Sexta-feira, Julho 03, 2009
Ai Verde Pinho!
Naquele tempo o Profeta, andava já de orelhas murchas, os Filisteus laranjas, atazanavam-lhe constantemente a vida e como se isso não bastasse tinha de andar constantemente a vigiar os apóstolos, que volta e meia, metiam cada argolada, que valha-me o meu Pai! Como dizia o Profeta, enquanto calçado com as caligae da moda, importadas de Roma, corria para descontrair e pensar, à volta das ruas daquela terra da Samaria, onde os Macabeus vermelhos e os Fariseus bloqueiros, assim chamados porque traziam sempre à cinta um bloco de pedra para atirar a quem quer que fosse por qualquer motivo.
Mas o perigo não vinha de fora vinha de dentro, naquele dia, o Profeta disse aos seus discípulos.
- É pá, vocês tomem tino que isto está de resto, portanto tentem não estragar o arranjinho a ver se ainda consigo o milagre de salvar isto, a culpa é do Benfica, foram buscar Jesus, tramaram-me logo, mas andando, muita atenção a todos, em especial tu ó Pinho Verde…
- Com certeza Mestre, podes ficar descansado que nem abro o bico, ontem estive a ver umas largadas de toiros no Colete Encarnado e a debicar uns petiscos, aquela poeirada toda deixou-me a boca toda seca e a saber a papel de música, como me deitei tarde fiquei com estes olhos de Goraz, por isso estou um pouco mole, nem me vou mexer fica descansado.
- Assim espero, o resto de vós, tento na língua e deixem a matilha ladrar, que eu trato deles. – Subiram a rua entraram na rua onde morava a viúva de um antigo camarada, era uma senhora bem conhecida, prestável e caridosa, muitas vezes tinha saciado a sede a Pinho Verde e a outros, tão conhecida que sempre alguém perguntava sobre aquela rua, fazia-o do seguinte modo.
- Olhe, por acaso sabe onde fica a rua da São Bento?
- A Dona São cuidava também do tabernáculo das reuniões para onde se dirigiam agora o Profeta e os apóstolos, até lhe chamavam o tabernáculo da São Bento, lá chegados, tocou o sino e entraram, iria começar o debate.
O debate ia a meio acalorado, o Profeta arengava à assembleia, terminado o seu discurso, eis que o chefe dos Filisteus, se levanta e pedindo a palavra inicia assim o seu discurso, pedindo ao Presidente do Tabernáculo que imponha a ordem, que actos inqualificáveis aconteceram dentro daquela casa sagrada, porque torna e porque deixa, logo depois seguiu-se um mesmo pedido feito pelo segundo chefe dos Macabeus logo seguido pelos Fariseus.
Na sua cadeira o Profeta virava-se para um e para outro lado sem perceber nada daquela treta de conversa, mas que raio de gestos foram, que dianho tinha ele dito, foi aí que apostolo Costa, se acercou dele e lhe confidenciou, que Pinho Verde fizera das suas.
-Rai’s parta o diabo do homem, perdoa-me Pai! Mas onde é que está essa grandessíssima cavalgadura? – Pinho Verde, entretanto agastado com a toirada tinha abalado. Ninguém sabia para onde, simplesmente esfumara-se, o Profeta ainda pensou que por uma intervenção do Pai, um milagre tinha ocorrido e Pinho tinha sido simplesmente volatilizado, evitando assim, desculpas e comentários infelizes, além de ter de ir pedir desculpa aquela corja de rafeiros pulguentos que enchiam o Tabernáculo, que sapo teria de engolir, valha-me o meu Pai! Exclamou o Profeta.
Mais tarde explicaram-lhe que, após umas bojardas lançadas pelo Macabeu de serviço contra Pinho Verde, este se exaltara e declarara com gestos a complementar.
- Tu ó comuna do c….. devias era ir para a largada também, ser picado à vara, ganda boi!
-Óh desgraça das desgraças, já demiti o cretino, alias, devia tê-lo, feito no dia em que ele decretou o fim da crise, ainda ela nem tinha começado, devia ter logo suspeitado de que ali andava água corada!
- Mais triste que uma noite de breu, o Profeta voltou para casa, a demissão de Pinho Verde em nada ajudava a causa, além disso, aquela Fariseia esgalgalhada, não o deixava descansado, com aquele ar de matrafona desenxabida iria dar a volta aos papalvos para a elegerem, maldita sorte, sentado no pequeno banco talhado em bela madeira de faia, erguera os braços para o escuro firmamento e soltara um grito…
- Pai, porque me abandonas-te!
- De seguida levou com a bota cardada de alguém no cara, que lhe disse, que se ele repetisse a gracinha chamava a Ronda da Noite, porque aquilo não eram horas para andar a gritar e se quisesse uivar que fosse para o monte Gólgota, que era ali perto.
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