Quarta-feira, Abril 29, 2009

Quid Justitiae!

O Bispo das Forças Armadas, na homília pascal, abriu o saco dos gatos e arrimou com o báculo nos costados da Justiça. Quem conhece o homem, sabe que é um daqueles que não as poupa, dizem até que tem mau feitio, verdade ou não, o certo é que Dom Januário, acertou na “mouche”, alias a sua pontaria tem melhorado muito desde que priva mais directamente com o meio castrense.
Disse o senhor Bispo que se sente e cito, “envergonhado com a justiça em Portugal”, pois pudera, com o actual estado da coisa em Lusas paragens, não admira que o eminente prelado, esteja em revolta, agora imagine o Reverendo Bispo, o que não ou como não se sentem, os pobres diabos cá de baixo que todos os dias topam com os dislates e trafulhices diários de uma Justiça sacripanta e ordinária, feita à medida para bandidos, bandalhos e bufões, à qual cada vez menos apelamos, por sabermos de antemão que aos costumes disse nada!
Atiram-me agora uma refinada pedrada os sindicatos e representantes do Juízado nacional, apoucando, as reservas do Bispo, que não se revêem nos ditos, que é da moda zurzir no canelo da Justiça. Concedo, que anda em guisa de moda, arrear à bruta na Justiça e nos Juízes, por outro lado, também percebo que a sociedade, ou pelo menos alguns sectores dela se sintam, enjoados, envergonhados, enojados e até com asco, desta Justiça, que todos os dias, se nos revela, mais e mais incapaz, inepta e inútil.
Que os doutos e inteligentes senhores Juízes, não se revejam neste contexto de envergonhanço nacional a propósito da sua Justiça, a mim tira-me do sério e faz-me temer pela saúde dos iluminados magistrados, porque das duas três, ou os senhores Juízes são curtos de vista, pelo que urge contactar a embaixada de Cuba par reservar alojamentos nas excelentes clínicas de tratamento ocular desse país subdesenvolvido e estrangulado por um absurdo e estúpido bloqueio, ou pior, os meritíssimos foram atacados por alguma síndrome esquisita, que ataca as meninges dos meritíssimos e lhes faz claudicar as capacidades intelectuais, incapacitados de ajuizar com a douta sapiência que se lhes reconhece o real estado de absoluto miserabilismo em que se encontra a prossecução da Justiça nesta inenarrável anedota à beira mar plantada, os magistrados obscurecem-se do saber vivendo num mundo deles enquanto nós vivemos neste bem real.
Indague-se, investigue-se, curem-se os meritíssimos Juízes dos seus medos e desvarios, porque este “ensaio sobre a cegueira” merece atento estudo, aliás esta foi sempre a crítica que fiz ao panorama da magistratura portuguesa, o alheamento dos senhores Juízes do absoluto estado de miséria da Justiça, que já não é de hoje. Só lhes ouvi as vozes recentemente, irados e ofendidos, porque o actual Governo se preparava para lhes dar umas machadadas nas alcavalas e mordomias a que têm direito, muitas que são, ser Juiz pode ser muito mau, mas viver com o ordenado mínimo é muito pior!
Por isso aplaudo de pé a atitude do senhor Bispo, mesmo não fazendo parte do rebanho dos alucinados da hóstia, consigo ter a honestidade de ver quando alguém dessa hoste até revela um pingo de intelecto, esse é sem dúvida o caso de Dom Januário Torgal Ferreira.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

Segunda-feira, Abril 27, 2009

O Anjo, O Demónio e o Outro!

Pronto, está feito, temos mais um santinho. Continuamos pobretanas, analfabetos e quasi mortos de fome, mas temos mais um santinho. Nem me chateia que santifiquem Nuno Álvares Pereira, não me chateia nada. Irrita-me é que lembrem o homem só por essa minudência papalva, quando o homem foi um insigne militar e combatente, que espadeirou a espanholada gananciosa.
Irrita-me que um Estado pretensamente laico, vá quase de malas aviadas cheirar os saiotes dos de Roma, quando nas escolas se esquece de dizer quem foi esse valente, ensinar o quanto devemos a esse homem, para além do pretenso milagre da treta.
Convém dizer que Álvares Pereira foi um homem do seu tempo, próximo do fim da vida, e como era usual e fizeram muitos senhores nobres da sua época e doutras a seguir, após o falecimento da esposa, contava o Condestável 71 anos, envereda pela religiosidade dos Carmelitas, claro. Tendo vivido pela espada o medo do purgatório sobrepunha-se a tudo o mais no homem medieval, naturalmente convinha ficar de bem com o patrão lá de cima, para assegurar que apanharia o coche certo.
O patético disto tudo é que o grande homem e o grande militar que foi Álvares Pereira, seja agora e apenas lembrado por beatices questionáveis, lembrado por 8 anos de vida monástica, esquecendo os 71 anos anteriores de feitos gloriosos em nome desta parvónia.
Otelo, o demónio de uns, não percebi ainda porquê, recebeu a justa promoção. Enquanto militar, o denodo e valentia com que defendeu a mentira do solo pátrio do ultramar, ficou registado, como Abrilista, à que reconhecer-lhe os excelentes préstimos de estratego, que montou a famosa Abrilada do século XX, antecâmara ainda de todos os sonhos e de todos os pesadelos de reaças e vermelhos.
Nessa duplicidade de herói trágico, preso à dicotomia do odiado e do amado, vilipendiado pelas hostes mais trauliteiras da direita sacrista empedernida, referenciado pelo esquerdelho extremista, Otelo, foi o homem certo num momento fantástico e delirante da história contemporânea deste pequeno Portugal, dele se disseram, ainda dizem, os maiores impropérios e rasgados elogios, de terrorista a oportunista, de comunista a líder de um bando de facínoras, Otelo é a figura de proa da nau “25 de Abril”
Uma só crítica lhe faço, foi pena, muita pena, não ter efectivamente enchida as várias praças de toiros de Portugal com a merda que tínhamos por cá, porque esses castanhos de passeio, já deram crias, que agora já ocupam os lugares dos papás, perpetuando a cultura laxista e inepta do antigamente. Foi promovido e muito bem!
Jaime Neves, a sobriedade em pessoa, o comedimento, maluco até ao tutano, dificilmente seria difícil recordar alguém que personifique o que é ser militar. Essa personificação é Jaime Neves. Eu conhecia o mito Jaime Neves, pela boca do meu tipo que foi seu comandado, a reverência com que passado tantos anos o meu tio falava desse mítico homem e as histórias que contavam embeveciam os meus primos e a mim, tanto ou tão pouco que o meu primo acabou por ser Comando, um dos “meninos” de Jaime Neves, que adorava os seus homens como seus filhos.
Foi um pai duro e austero, mas justo e destemido, merece inteiramente a promoção que esta democracia que ajudou a salvar lhe conceda a distinção que ora lhe faz, tal como o Otelo, é de inteira justiça. Pena é que como Nuno Álvares e Otelo, este país continua a não ensinar aos mais novos, que temos exemplos destes, que curiosamente já não existem, porque os mais são Santanetes, Barrozetes, Cavaquetes, Louçanetes, Jeronimetese Socratetes.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sábado, Abril 25, 2009

25 Abril !

Num dia parecido com este há já 35 anos, Portugal sonhava! Ainda adormecido e entorpecido, por quase 60 anos anteriores, de ditaduras opressoras e estupidificantes, Portugal despertava para a luz da democracia e do sonho, com muita pouca sorte, o tempo do sonho pouco durou, a democracia evoluiu para isto em que vivemos hoje, prisioneiros em casa, prisioneiros no condomínio, impedidos de ir ali porque é um bairro de pretos, de ir acolá porque é um bairro de ciganos e de ir além porque é um bairro de brancos, prisioneiros, do medo! Prisioneiros uns dos outros num dito país democrático e desenvolvido, pouco mais somos que um retalho de feudos que pouco evoluiu desde 1385.
Há 35 anos despertava uma aurora de concórdia, que diga-se, sempre despertou em todas as revoluções, ouvindo hoje os discursos da praxe, fico tentado a pegar numa arma e a juntar mais camaradas e rebentar isto tudo a tiro, cada dia que passa me parece mais que precisamos de um 26 de Abril, que verdadeiramente varra a Corja, para sempre desta terra.



Um abraço, democrático e libertador deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quinta-feira, Abril 23, 2009

Entre aqueles rios

Entre dois rios, se passou uma colossal tragédia que foi ponte para outra ainda maior, que ainda acontece, dos heróis, vivos e perecidos, rezará a história, que imprudente omitirá os nomes dos cobardes, dos velhacos e dos imbecis que propiciaram a má ventura daquelas gentes.
Entre dois rios disse-se que nada havia a fazer, mentiras atrás de mentiras, esconderam-se factos, omitiram-se responsabilidades, demitiram-se os do costume, a cobardia tem nomes, bem conhecidos de gordos bonifrates das politiqueirices rafeirosas deste paiszeco imundo, maculado por gente suja e sem pudor, que vive da aleivosia governativa e do compadrio público e privado onde transita de poiso em poiso até aos cinco mil euros de reforma.
Entre dois rios ficaram as vidas de muitos que perderam, só perderam, perdidos ficam também os que ficaram, perdendo os outros e quase se perdendo a si, tal foi a dor sentida pela perda de tantos, amigos, conhecidos e familiares.
Entre dois rios se perpetuou mais um grande hino da gesta de um povo, vencido duplamente pela cobardia, pela estupidez e pela imbecilidade de um país que não cuida dos seus, preferindo esbanjar com os de fora, que não protege quem está desprotegido, antes engorda e em desvelados cuidados trás os corruptos, os cobardes, os velhacos e a escumalha subsídio dependente que entope os canos deste esgoto a céu aberto chamado Portugal.
Faço minhas as palavras de alguém que perdeu os seus naquela tragédia, … tenho vergonha de ser Português… Eu acrescento mais, tenho nojo, asco, dá-me vómitos pensar que estou condenado a ser Português, a ter que ser Português, neste Portugal imundo, infecto e depravado, de gente torpe, boçal, desta corja de vermes sem espinha, que abastardam algo que poderia ser um modelo de paz e concórdia, de desenvolvimento e prosperidade. Ao invés, temos isto .

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sábado, Abril 18, 2009

Nem acredito!

Sinceramente, até concordo com o tom e a direcção do discurso de Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, concordo até com as bojardas do emprego de balcão fugitivo, enxertado em Presidente da Europa. Concordo em absoluto com a justeza deste tipo de discursos, com os alertas inflamados e pretensamente sentidos daqueles dois senhores, discursos esses proferidos num contexto de uma reunião de “gestores cristãos” o que quer que isso seja, cheira mal a Opus e aventais, discursos, que bem lidos dão igual aos discursos dos amantes da foice e do martelo “os ricos que paguem a crise”.
O que eu acho piada, é esse tipo de discurso vindo de quem vêm, vindo de gente quem quando se pavoneou pelos corredores do poder, fez o inverso daquilo que ora apregoa, caso para dizer “Bem prega Frei Tomás…”Porque essas macabras personagens, são tão culpadas disto como os actuais detentores da cadeira do poder. Ou já se esqueceram das opções de Cavaco ministro e de Barroso serve cafés, sei que o povo tem a memória curta, mas não tão curta que se esqueça dos disparates que nos anos do Oásis, Cavaco ministro permitiu, e quando Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, pede cuidado com os dinheiros públicos, lembro o caso em que Cavaco deu de mão beijada 5 milhões de contos a Thierry Russel, um dos maiores e mais conhecidos vigaristas do mundo. Ele há mais mas este basta como exemplo.
Quanto a Barroso nem sequer deveria ir a este tipo de reuniões, quanto mais falar, deveria ficar lá na sua Europa, que por cá já bastou a sua inépcia governativa, mais um que não deu pelo BPN, mais um que à primeira oportunidade mandou às malvas a terreola e o marxismo extremista e abalou pra terras da Europa, depois de ter servido os cafés aos poderosos do mundo, quando decidiam a guerra imbecil ao Iraque, enquadrados pela nódoa de erva daninha que é o GWB.
Mal, muito mal, vão esses tais gestores cristãos quando o melhor que arranjam para falar são personagens deste quilate, deste grau de indigência, muito mal vai este país que continua a dar ouvidos a gente desta.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sexta-feira, Abril 17, 2009

Anedota e Palhaçada

“Por vezes é preciso fazer alguma coisa para que tudo fique na mesma”, já não sei quem disse isto primeiro, um dos que me lembro foi Palma Carlos, mas já não recordo a propósito de quê.
Lembrei-me disto a propósito da tal Lei do enriquecimento ilícito, também lhe poderiam ter chamado, Lei das costelas da rinzada ou mesmo um assobio, o que para o caso seria o mesmo, dado que como está essa tal Lei é mais uma das imbecilidades legislativas desta gaiola de malucas.
Possuir esta Lei ou nenhuma, vai dar ao mesmo, a grande corja de vigaristas que reside em Portugal ficará na mesma imune, calculo que até, mais satisfeita, porque os nossos inteligentes e superiores governantes se deram ao trabalho de vomitar uma, mais uma, estuporada e cretina Lei que ninguém vai cumprir e muito menos fazer cumprir ou fiscalizar, excepto nos casos onde algum pobre diabo se esqueça de declarar umas migalhitas que lhe tenham tocado em sorte, por algum motivo, aí sim a implacável máquina fiscal revelará toda a sua magnificência e sancionará o malvado prevaricador que se esqueceu de declarar mil ou dois mil euros que sejam.
Somos e continuamos a ser a risota da Europa civilizada, estamos ao nível dos paraísos mafiosos da Europa de Leste, ex feudo dos da foice e martelo, actual exemplo acabado da Europa a várias velocidades, sendo que alguns desses países nem à União pertencem, nós estamos agarrados aos fundos desde 1986, essas esmolas que deveriam ter feito de nós um país europeu civilizado, o que conseguiram foi manter o nosso lugar entre os mais miseráveis, propiciando apenas o engordar dos porcos do poder.
Mais umas vez vítimas da falta de honestidade e falta de tudo o que significa ser homem honrado, nós os pobres diabos que pagamos esta trampa toda, fomos engolidos pela patranha desta aves de arribação que se dizem governantes e dirigentes deste país de carneirada capada. Será possível que um dia, vejamos este país a ter gente honesta e decente nos governos e nos parlamentos ao invés deste lixo que há décadas, nos suga e nos rouba.
Uma nota final para as custas que os familiares do homicídio de Entre-os-Rios, têm de pagar pela farsa de justiça, que tiveram de passar para tentar, levar algum desses miseráveis cobardes, culpados pelo massacre a pagar pelo que deixaram acontecer, infelizmente neste terra a justiça é isto, é mais uma anedota, neste caso uma anedota triste e que dói, se um destes dias alguém fizer explodir um tribunal, juro que até os percebo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quarta-feira, Abril 15, 2009

A Nobre Arte de Vigarizar

Portugal é, foi e será sempre um país de aldrabões, de vigaristas e pilha galinhas! Assumida esta premissa passemos à realidade. Essa realidade é completamente irreal, num país vergado pela ignomínia da pobreza, que há gerações que luta pela sobrevivência, os nossos poderosos sempre nadaram no fausto dos desafogados, porque claro está, o truque está em manter a plebe mais imbecil que um portão de uma quinta, mais estúpidos que uma bota da tropa.
Assim procedendo, sempre os nossos poderosos, se rodearam de tribunais e leis, muitas leis, muita lenga-lenga jurídica, para claro está, dar trabalhinho à plêiade de falcatos causídicos que desponta hoje a cada esquina qual cogumelos envenenados, convém dizer que tal encenação nunca serviu para iluminar o povo antes para o escravizar e reduzir à réstia minguada que hoje somos.
Nos os “alegretes pobretes”, cá vamos, atulhando o bandulho com cabidelas e papas, de enganar os tolos, cada vez mais aguadas por falta de substância do conduto, honestos e previdentes foram os, segundo estudos e números oficiais, cerca de 40 milhões de conterrâneos de segundas e terceiras gerações, que deram “às de vila Diogo” e se foram aboletar nos pardieiros da Europa e das Américas, deixando esta imundice de terra entregue aos tais poderosos que se empanturram e agora clamam por emigrantes.
Infelizmente o que por cá recebemos agora, na sua maioria, é lixo, escumalha e rebotalho humano que enxotado de outras vias-sacras desemboca aqui no paraíso dos desocupados, prontinhos para viver da subsidiocracia nacional, porque aos bons que por cá passaram, engenheiros, médicos, enfermeiros, arquitectos, professores mandamo-los prás obras e prás limpezas a dias, recordo o Ivan e a Dyana, biólogo e pediatra, que após penarem as passas do Algarve, conseguiram visto para o Canadá, onde ele está na universidade de Toronto e ela num dos hospitais da mesma cidade a fazer aquilo que sabe, por cá ele era trolha e ela passava roupa aferro numa empresa, este é só um exemplo, este posso contar porque o vi e o vivi também. Um exemplo da suja e medíocre realidade desta trampa de terra.
Os poderosos, digladiam-se pelas fêveras da porca cada vez mais famélica que é Portugal, por vezes a encenação vai ao cumulo de os fazer ir a tribunal, em mediáticas farsas, em palhaçadas imbecis, onde doutas e sapientes magistraturas e justiças, tropas fandagas de investigadores e corjas de estudiosos nunca provam nada arrebatando assim os velhacos às mandíbulas dessa coisa torpe e miserável que é a Justiça Lusa, que não só é cega, como surda, marreca e manca.
São por demais os nomes e exemplos, de fraudulentos poderosos, escudados em cartões partidários e em relações escuras de tráficos vários, protegidos por compadrios, por unto de manápulas gananciosas e ávidas de dobrões. A triste realidade de um país que manda aos mares de Ormuz, um navio a combater piratas esquálidos que tentam não morrer de fome, nessas nobres águas das gestas de um Albuquerque que os tinha no sítio, um tipo de homem que há muito que se deixou de fazer por cá, enquanto que nesta Tortuga ibérica os irmãos da costa e as fraternidades de flibusteiros, se pavoneiam em carros de alta cilindrada ocupando a guarda do tesouro que esburgam e desbaratam a seu bel-prazer sem mais aquela.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Abril 13, 2009

Os Centros supostamente para a Saúde

Os Centros de saúde, deveriam, e acho que foi com esse objectivo que foram criados, atende às necessidades básicas de saúde dos utentes de determinada área, não conheço a realidade dos centros de saúde de todo o país, felizmente, mas a julgar aqui por este da minha terrerola, estamos perante mais uma anedota, uma farsa que serve tão só para alimentar o ego dos corporativismos manhosos e torpes que entopem as veias da maturidade republicana e democrática de alegado estado de Direito, que não o é, duvido até que alguma vez venha a ser.
Não vou comentar a aptidão profissional de alguns dos seus funcionários, que estariam a desempenhar óptimas funções como guardadores de porcos, porque nas actuais funções, deixem que vos diga que são pouco mais eficientes e profissionais do que uma escova de palha-de-aço para arear um prato de plástico, ficaremos por aqui porque a quadra exige contenção e bonomia, apesar de Ateu, respeito as mitologias alheias.
Os profissionais médicos e de enfermagem, ao que sei desempenham as tarefas como devem, afinal é para isso que nós os contribuintes lhes pagamos, apesar claro está de questionar o comodismo das suas posições que decorrem do imobilismo subserviente que os vários governos este incluído têm demonstrado perante essa coisa chamada Ordem dos Médicos, claro que podemos ainda dizer que a médico ou médico fulano, são umas grandes cavalgaduras, que sicrano é um ou uma chupista de primeira, porque no Centro nos atende a eito e anda sempre a atirar-nos para a clínica privada onde nos trata como reis, claro podemos sempre encontrar defeitos.
O grande problema é a ausência de médicos, ou seja a não existência de profissionais de saúde que cobram todos os utentes, pessoalmente estive cerca de ano e meio sem médico de família, já tenho ou antes continuo na mesma, porque são mais as vezes que não tenho do que aquelas que tenho, não posso claro está, contar com um médico de família que prima pela ausência. Mas há quem não tenha de todo médico de família, não sei quantos serão, mas com certeza uma certa Comissão de Utentes do Centro de Saúde de Almeirim, deverá com certeza ter esses dados, ou então andam mais ocupados a amolar as foices para segar o trigo, de alguma UCP, que tenha sobrevivido ao cataclismo proletário da colectivização esburgadora dos tempos do PREC.
Verdade verdadinha é que faltam médicos no Centro de Saúde, a apenas 80 miseráveis quilómetros da capital do Reino, um centro de saúde de uma cidade pequena sofre os mesmos problemas de uma qualquer aldeola transmontana, faltam médicos, porquê?
Alguém consegue responder, alguém consegue de maneira coerente e honesta explicar porque é que existe falta de médicos num centro de saúde a 7 quilómetros de uma capital de Distrito, a menos de 40 minutos da capital de um País, que se diz Europeu, civilizado e desenvolvido. Existirá alguém que de forma honesta sem rodeios e formas encapotadas, possa responder à dúvida honesta de um dos papalvos que vos enche os bolsos.
Eu até tenho uma resposta, seria demasiado ofensiva, para essa CORJA, por isso espero respostas mais civilizadas, porque eu, sou um pobre labrego da província, ignorante e iletrado, longe a anos-luz da douta e omnipresente sapiência dos senhores doutores.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Terça-feira, Abril 07, 2009

Genericamente

Mais um enfado, mais uma guerrinha de capelinhas, esta coisa dos genéricos ou talvez não, com o prémio de vermos uma Ministra que até agora parecia ser alguém com bom senso, atacada que está de corporativite. Para lá das declarações inflamadas, de uns e de outros, com o excelso bastonário da Ordem dos Asclépios, perdoem-me mas prefiro o étimo Grego, a zurzir nos Galenos, com a sua sempre pronta verborreia, sindical encapotada de discurso simples e despretensioso.
Mas a verdadeira questão é muito simples, por um lado os Asclépios, não querem perder as mordomias e alcavalas, que a indústria farmacêutica lhes proporciona, por entupirem com caixas de sessentas unidades, os papalvos que só precisam de tomar cinco e pagam sessenta, estes mesmos hipócritas vêm depois com falinhas mansas alertar para os perigos da auto medicação, ora como dizia eu, eles são lá rapazes para perder os excelentes congressos de medicina, que se realizam em Cancún, em Aruba, nas Seychelles e noutros conhecidos centros de desenvolvimento da medicina, bem como os outros presentitos, que por baixo da mesa lhes chegam às manápulas.
Do outro lado os de Galeno, fartos de não partilharem do pote, como se não comessem o suficiente, querem por eles começar também a encher mais o bolso como os outros, ora como uns têm a mania de presumir tudo saber e os outros também querem comer, começa a guerra, diga-se triste exemplo da imundice em que vai esta terra, e quando seria de esperar que a Ministra desse um murro na mesa e pusesse as duas partes em sentido e no seu devido lugar, coisa que já alguém deveria ter há muito feito, a senhora opta por juntar-se aos seus, numa vergonhosa atitude de lacaismo que vinda de um governante, que não está num cargo para defender interesses sectários e corporativistas mas o povo que a elegeu, soa a coisas do tempo da outra senhora, e não destes magalhânicos tempos de desbravamento de bandas largas, mesmo que não hajam água canalizada nem esgotos.
De um lado e de outro, se desfiam novelos, apaparicando o supremo interesse na defesa do pobre doentinho, a que vos pariu! Digo eu, cambada de hipócritas, acaso o real interesse fosse a defesa dos pobres diabos que têm de optar entre comer e medicar-se, dos pobres diabos que vos engordam os gordos cus de matrona pós menopausa, mal fecundada, acaso fosse esse o vosso real interesse, já teriam encetado conversações para um entendimento, que protegesse quem vos alimenta, cambada de sanguessugas, mas estes malfazejos abutres, uns e outros. Só pretendem engordar ainda mais, que lhes interessa os pobres diabos que se arrastam de centro de saúde para hospital, dali para clínica privada e de lá para farmácias, que lhes interessa. Serei quiçá injusto, ainda há gente boa! Talvez, mas cada vez acredito menos nisso, ao ver a posição de Farmacêuticos, de Médicos e de Ministra, o que acredito é que isto é tudo uma real e rematada corja de filhos dessa que estais a pensar!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quarta-feira, Abril 01, 2009

Uma Cegada

Avelãs, Isoldino e Fafá.
Três dos maiores galfarros de cá,
Mesmo com muito clamar,
Esta ceguinha Justiça, nada pode provar!

Esta ceguinha Justiça,
só condena franganotes,
nunca chega ao poleiro,
onde o galo liça!

Neste Portugal de pequenotes,
entalados, até mais não poder,
Safam-se sempre os mesmos artolas.
Os labregos ficam a ver,
como se amanham os granjolas,
com esta Justiça ceguinha, que nada consegue provar.

Ai de mim que sou pobre,
ai de mim, sem sangre nobre.
Se me condenam às galés,
até me arrancam as unhas dos pés.
Porque esta Justiça cega,
A mim se me desvio já me carrega!

Um abraço poético, deste vosso amigo
Barão da Tróia

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