Fonte da imagem: https://www.facebook.com/demijararir/
Portugal está transformado num país de cafres, se calhar sempre o foi eu é que nunca percebi, vivemos alegremente ensimesmados com a nossa mediocridade e permanente estado de mendicidade. Portugal está transformado num pardieiro de terceiro mundo, um quase cadáver subsídio dependente, viciado em dinheiros de fundos, que acho que sempre fomos, entre acampamentos, bairros, favelas e sanzalas, pejados de igrejas e mesquitas e outras trampas religiosas, entre tudo isso soçobra Portugal o país que ninguém quis, uma anedota de mijar a rir.
Os nossos emigram, piram-se, vão fazer filhos na estranja e por lá ficarão, nós à mingua de gentes importamos as sobras, é de mijar a rir, os politiqueiros miserandos arrotam pelas televisões gastas, prenhes de lixo, de poluição visual, debitando defesas do indefensável, atolados na sua pulhice de trafulhas, intelectualmente mendicantes, são a expressão mais marcante e acabada do estado desta sociedade podre e demente, é de mijar a rir.
Na Educação é o caos, e no que ainda resta está igual, a burrice asnal é o que mais se destaca, disparates que se acumulam, décadas de politiqueiros tabardilhas, até a coveira da Educação, a Lurdinhas, vai aos jornais, segura pela cátedra e pela grande experiência politiqueira, exalar dichotes, bardamerda a cátedra e mais as bocas, agora atiraram com a “digitalização” que deu para o torto, em mais uma infindável sucessão de broncas, o politiqueiro responsável tornou culpas a todos, aos alunos, aos pais que querem ir de férias, pasmem-se, aos professores sabotadores e por fim às escolas, só não tornou culpas à sua grande teimosia asinina, é de mijar a rir.
Pelas ruas é o que se vê, lixo, o inefável colchão conspurcado encostado a um contentor do lixo, e garrafas e latas de bebidas espalhadas pelo chão ou depositadas em cima de bancos de jardim ou dos parapeitos das janelas são hoje uma imagem de marca disto a que chamam Portugal, é de mijar a rir. Hordas de trotineteiros singram pelas ruas aos pares, em contramão, por cima dos passeios, é o regabofe total, entretanto o chefe mor politiqueiro está a banhos que a carteira está recheada, é de mijar a rir.
Reciclar é preciso, por isso volta que a gente perdoa, entretanto sai mais uma negociata, para entreter o zé poveco, enchendo os bolsos de uns artistas, mais uns, é de mijar a rir, há quem aplauda, que se regozije com a multiplicidade, há quem odeie a pluralidade, pessoalmente advogo a temperança e o equilíbrio, precisamente o oposto de tudo aquilo que acontece, nesta terra do regabofe, polícias nem vê-los, caçam apenas bêbados e pouco mais, o restante anda em autogestão, entre turistas baleados, em plena capital deste reino do disparate, ai a vaca sagrada do turismo, e os sórdidos vendilhões que vendem retalhos do país a galfarros endinheirados, que vão transformar Portugal numa espécie de reserva de ricalhaços, ficando para os indígenas apenas a famosa “praia do cagalhão” é de mijar a rir.
E assim distraídos, os mainatos que somos, andam entorpecidos pelo álcool, armados em finos a gastar dinheiro que não temos, presumindo, somos bons nisso, mesmo muito bons a fazer de conta, a fingir grandeza, temos um grande espírito de Ronaldo, mesmo quando a cueca está castanha de respos e a meia rota nos calcanhares, e com toda está distração um destes dias nem país teremos, mas não temam isso nem é bom nem é mau é a penas a dinâmica da História deste Mundo, afinal Roma também caiu.
Portugal é uma estúrdia, uma anedota, nós os actores principais desta comédia de trágicas consequências nem por isso damos, demasiado ocupados, não e esqueçam que o campeonato dos empurra bolas já começou e na televisão, entre novelas mexicanas, relatos de incêndios, guerras e contos de faca e alguidar, o Mundo, mesmo que seja apenas este nosso pequeno rincão, interessa pouco, é de mijar a rir.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

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