sexta-feira, julho 10, 2026

Interessante país este


Fonte da IMAGEM: https://lisbongo.com/portugal-flag/

 

São 11.54h, é Terça-feira, dia seguinte à hecatombe futeboleira, que viu a selecção nacional eliminada pelos malfadados castelhanos, a manhã está ensolarada, mas fresca a vaga de calor já passou está agradável, os semblantes dos indígenas denotam azia, ainda não digeriram os infortúnios das futebolices, como se esses fossem os maiores dos seus males, alheios a isso tudo, ali no banco do jardim escudados do Sol sob o fresco remanso de uma magnólia florida estão 5 homens todos jovens, todos agarrados aos telemóveis, mais adiante passam mais 3 homens jovens, carregam sacos de plástico com mercearias, perto existe um minimercado que até a mim me dá muito jeito, na esplanada do café do outro lado da rua, 2 velhotes reformados conversam, numa mesa mais longe 4 rapazes daquela seita que está isenta de trabalhar bebem umas cervejolas, dessas 14 pessoas, sendo que 2 já trabalharam, dos restantes aparentemente ninguém trabalha, interessante país este.

São 12.30h, saio para almoçar, felizmente um percurso curto, sou um sortudo por ora, demoro 10 minutos de casa ao trabalho e vice versa, mas pelo caminho, vou vendo mais coisas curiosas, carros estacionados em cima dos passeios, gentalha de várias nacionalidades circulam em trotinetas e bicicletas igualmente pelos passeios como se nada fosse, pelo chão, em cima dos parapeitos das janelas, a cada canto, garrafas de cerveja vazias, latas disto e daquilo, junto à ilha de reciclagem já próximo de casa vemos uma javardice pegada, a cada passo, o chão atapetado de lixo, papeis, papelinhos e papeletes, escarros e vómitos, trampa de cão e o mais que se queira, de premeio não se vê um polícia, parece que não existe tal coisa por aqui, a cidade está em perfeito abandono, interessante país este.

O pessoal da limpeza bem dá ao chinelo, mas não consegue competir com tanto suíno, aos javardos lusitanos autóctones, juntaram-se as hordas das pífias sociedades do terceiro mundo, com os seus hábitos ainda mais relapsos, sejam eles oriundos da América do Sul, da Ásia ou de África, são porcos que dói, ser pobre não é ser porco, sou pobre remediado desde que nasci, e não sou porco como esta gentalha toda, sejam os de cá sejam esses todos muitos que aqui chegam, e vão lá dizer-lhes alguma coisa, ainda correm o risco de levar um sopapo, interessante país este.

Portugal, afoga-se tranquilamente em trampa, regredimos ao nosso anterior terceiro mundismo mas pior, estamos a ficar ainda mais terceiro mundistas, com toda esta gentalha sem regras, sem respeito, sem controlo, sem nada de bom que se lhes aponte, mas isto não é mau nem é bom é o que é, “percepções” diz a escumalha politiqueira que vive na redoma dourada, curioso que ao ver e ouvir, os discursos ocos e insalubres das várias personagens politiqueiras que dominam as ondas hertzianas, sejam eles da Direita revanchista à Esquerda trauliteira, soa tudo a delírio, parecem cenas daquele filme sobre a queda da cidade de Berlim em 1945, onde um Hitler maníaco e delirante lança mão de exércitos fictícios projectando ofensivas irreais e surreais, é a isso que soam os discursos, por exemplo, do senhor Montenegro, aquele bom rapaz, agente imobiliário, que faz de conta que é primeiro-ministro, soam a delírio, a falta de contacto com a realidade medíocre, veja-se a pateta realidade de um município com cerca de 200 mil pessoas estar à mingua de água num ano em que choveu a rodos, isto diz muito sobre a qualidade do politiqueiredo .

No entanto não desesperem meus caros, é Verão, aproveitem o calor, bebam umas cervejolas, arranjem umas churrascadas, convivam com família e amigos, não façam caso de um velho rabugento e patético como eu, continuem ao invés ligados aos livros de caras deste Mundo, aos xis e aos ipsilones, continuem a promover debates grunhos sobre tudo e sobre nada, onde prevalece a grunhice besunta, onde os burgessos semi analfabetos destilam ódios, ataquem os pretos, os amarelos e os azuis, batam nos ciganos, nos índios e ou nos marcianos, aproveitem enquanto este merda, leia-se Portugal, ainda vai durando, um dia esta gaiola de malucas vai implodir, e nesse dia esteja eu onde estiver vou fartar-me de rir.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia


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