Antes de começar, quero deixar uma palavra de condolências e de apoio a todos quanto foram tocados pela tempestade terrível que assolou, e ainda assola Portugal. Intróito feito vamos lá atacar o assunto, mais um cataclismo, mais uma barracada, é um fado nosso.
Portugal é um pardieiro sem emenda, escolham as cores e correntes ideológicas que quiserem escolher, esta choldra não tem solução. Após a tristemente célebre “depressão Kristin”, apressaram-se a bater no Governo e no seu chefe, o famoso agente imobiliário travestido de Primeiro-ministro, o senhor Montenegro.
Confesso que discordo dessa abordagem, o actual Governo do senhor Montenegro, é tão falho de siso, como o seu governo anterior, em linha porém, com todos os governos dos últimos 30 anos, poderão é dizer, com propriedade é certo, que o Governo do senhor Montenegro é muito propenso ao “quixotismo”, passo a explicar, Dom Quixote, aproveitem e leiam, era o famoso Cavaleiro da Triste Figura, ora bem, os Governos do senhor Montenegro andam a fazer figuras tristes desde 2024, o pobre do homem não acerta uma, e como ele é o suposto líder do país, o país também não faz melhor figura, atente-se igualmente à “invisível” ministra da Administração Interna, pobre senhora é digna de dó, ou ao igualmente patético ministro da Economia que sugere às vítimas da tempestade que usem o salário de janeiro para "suprir necessidades"2, é demasiada a falta de tino desta trupe.
Nestes últimos 20 anos criaram-se estruturas de protecção civil, retiram-se polícias das ruas para fazer deles bombeiros, arranjou-se uma coisa chamada SIRESP, que ao que sei serve para comunicar se bem que disso não existam grandes provas, já do contrário temos imensas, tudo isto parece servir para quase nada, excepto para adicionar mais uma enorme camada de burocracia, criar mais umas “capelas” e arranjar mais uma enormidade de tachos, onde poucos enchem os bolsos e muitos pagam, até aqui nada de novo, é Portugal.
Há uns tempos já nem me recordo a propósito do quê, e volto à pobre senhora Ministra da Administração Interna, que declarou que, " o sistema não pifou, mas por momentos pifou.", não me queiram mal eu tenho muita simpatia pela querida senhora, não duvido sequer da sua capacidade e competência, já a sua apetência para Ministra deixa muito a desejar, a senhora cada vez que aparece na televisão dá azo a anedota certa.
Aliás, esta incapacidade de comunicar assertivamente e de forma clara tem sido apanágio dos governos, tal como este do senhor Montenegro, facto que tem dado azo a inúmeras anedotas, trapalhadas e costumeiras barracadas, não que os governos anteriores, como já afirmei, tenham melhor desempenho, que não tiveram.
Ouvi o senhor Presidente do município de Leiria, salvo erro, dizer que, e cito1, "Parece que estamos num país de faz de conta", muito me espanta, que só agora o senhor autarca tenha percebido uma realidade que pessoalmente há décadas afirmo, finalmente alguém me dá razão, por outro lado estive também a ouvir o senhor comandante da Protecção Civil, e cheguei à conclusão que temos as melhores piores instituições do Mundo quiça do Universo, confusos?
Passo a explicar, ao ouvir o dito senhor comandante fico a saber que são todos excelentes, inexcedíveis, capazes e competentíssimos, o Diabo é que quando há granel e é preciso desligar e ou ligar um qualquer interruptor, ninguém sabe, ninguém conhece e ninguém parece sequer saber o fazer. Ora com tanta gente estrepitosamente competente, existe aqui algo que nos está certamente a escapar.
Ora para resumir, mais uma infeliz catástrofe e mais mortes, mais prejuízos e mais desgraças, a cada catástrofe, como disse há uns tempos um grande amigo, ao ver a rapaziada com os coletes fluorescentes “parecem galinhas tontas”, e tem toda a razão esse meu amigo, o triste disto tudo é que não aprendemos nunca nada com as tragédias, enquanto povo somos mansos, exigimos pouco, as elites politiqueiras medíocres continuarão a criar as suas redes de chefias igualmente medíocres cheias de gentalha intelectualmente indigente, a falta de planeamento, de fiscalização, de profissionalismo bem como a falta de prevenção e implementação de uma cultura de segurança continuará como até aqui, resta-nos ajudar-mo-nos uns aos outros esperando que isto não colapse.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
1https://observador.pt/2026/02/04/parece-que-estamos-num-pais-de-faz-de-conta-critica-o-presidente-da-camara-de-leiria/
2https://www.sabado.pt/video/detalhe/ministro-da-economia-sugere-a-vitimas-da-tempestade-que-usem-o-salario-de-janeiro-para-suprir-necessidades

Sem comentários:
Enviar um comentário