O senhor José Lello já nos habitou a algumas tiradas menos felizes, ocupa de quando em vez o lugar desse portento da comédia nacional, um dos seus mais criativos agentes, qual Produções Fictícias qual carapuça, Pinho era o homem o grande Pinho dos corninhos ao comuna, na sua ausência temos Lello a preencher-lhe, timidamente o lugar.
Ter dito que Sua Excelência o senhor Presidente da República, é um foleiro, é daquelas coisas que a todos os títulos nunca se deveria ter dado, por muita razão que lhe assista. Mas isto tudo só acontece porque os senhores deputados, primam por excesso de salário e por ócio em demasia. Além de uma clara ingenuidade tecnológica.
Ora se o senhor deputado Lello, ganhasse o mesmo que eu ganho, nunca poderia comprar o tal do Blackberry, logo o senhor deputado, deve ter dinheiro em demasia para esbanjar em gadjets, para telefonare mandar mensagens basta um nokiazito de vinte euros, o meu até na sanita já caiu e continua a funcionar.
Por outro lado, o ar atarefado que os deputados passam é desmentido, pela atitude do senhor deputado Lello, que ao invés de ter em atenção os debates parlamentares, tentando ajudar a solucionar o miserando estado deste país, estava alegremente a trocar mensagens com um colega de bancada, o que prova que pelo menos dois deputados estão a mais, já se poupavam uns cobres.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, tomou a atitude correcta, escolheu os seus convidados, obviamente deixou de fora os deputados, os mesmos que não quiseram comemorar Abril, o insuspeito Presidente, que até não é grande adepto desse Abril libertário, demonstrou ter neste caso uma boa noção daquilo que é ser Presidente da República, assim fosse em relação a outras coisas.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão
Quinta-feira, Abril 28, 2011
Presidente foleiro
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Segunda-feira, Abril 25, 2011
25 de Abril!

Este dia 25 de Abril que comemora os 36 anos de libertação do Portugal tacanho da ditadura e atascado numa guerra colonial que esvaía a economia a troco da quimera de alguns interesses instalados, ficará na memória por alguns factos, alguns bem tristes.
Numa primeira tirada de saudar. Sua Excelência o senhor Presidente da República teve hoje um gesto que lhe fica muito bem, levou as comemorações do Abril libertário para Belém, levou também os seus três antecessores para que em conjunto reflectissem sobre este país, esta democracia e este Estado.
Foram discursos narcóticos, o discurso do actual presidente da república, foi um discurso haxixe, mais virado para o sonho, alias Sua Excelência o senhor Presidente da República, referiu a palavra sonho ou sonhar várias vezes, daí eu achar que foi um discurso a puxar para o etéreo. Ramalho Eanes proferiu um discurso Xanax, o seu tom monocórdico e arrastado consegui seguramente adormecer meia plateia, atenta aos seus desvelos históricos.
Soares, atirou-se aos presentes com um daqueles seus discursos, lamechas e irritantes, parecidos com um risco de branquinha, sobe rápido à carola, mas cinco minutos depois já está tudo à toa de novo. Sampaio foi o verdadeiro discurso tinto carrascão, vamos a eles e partimos isto tudo, foi quanto a mim o mais honesto e o mais realista.
Um outro triste facto foi o da não comemoração deste dia na suposta casa da democracia, a Assembleia da República onde os partidos invocaram razões estúrdias e patéticas, escusou-se a dar voz à democracia, enfim fica bem aos partidelhos que temos, esta atitude, bem reveladora da qualidade dos mesmos.
Otelo por seu lado não deixa de me espantar, desta vez confessou que soubesse no que isto ia dar, há 36 tinha-se deixado estar quieto. Não concordo com Otelo, mas compreendo-o perfeitamente, se fora eu, um desses capitães o sentimento seria idêntico.
Ainda assim, VIVA O 25 ABRIL!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Quinta-feira, Abril 21, 2011
Segunda-feira, Abril 18, 2011
Eleições na Finlândia
Como se já não bastasse, termos sido abençoados com os excelentes políticos que temos, com esta sociedade analfabruta, com as várias minorias nómadas de sanguessugas, com a corrupção endémica e com todas as outras maleitas que nos afectam, agora ainda vamos ter os Finlandeses à perna a morder-nos os canelos.
Confesso que em princípio até concordo com os tais Finlandeses Verdadeiros. Em princípio porque a partir de certa altura o seu discurso é um bocado NSPD para o meu gosto. Mas entendo-os perfeitamente quando não querem pagar pelas burrices de uns pelintras que adoram folgar ao invés de trabalhar, que adoram fugir aos impostos e corromper o polícia para não pagar a multa, percebo perfeitamente que nos olhem de soslaio, não sem detectar nessa atitude um olor a profunda inveja.
Ainda assim, creio que neste aspecto tem completamente razão, a Europa do norte está farta de trabalhar para pagar as tropelias dos energúmenos do sul. Tem toda a razão! No capítulo da emigração, estou de acordo em parte, não me choca que aqui cheguem emigrantes, de qualquer cor que seja, contando que venham para trabalhar para produzir, que sejam emigrantes de qualidade e que tragam qualidade, escumalha subsídio dependente já temos em sobra, revogar os acordos de Schengen em algum do seu articulado e fechar as fronteiras ao rebotalho que por aí abunda, parece-me uma decisão que urge ser pensada, porque a continuarmos como estamos, daqui a um pequeno nada este país não dará para ninguém, porque os que trabalham são cada vez menos, desses os que pagam impostos sobre o que efectivamente ganham, são ainda menos e as sanguessugas são muitas, são demasiadamente muitas, com cartões de créditos e despesas disto e daquilo, com telemóveis e computadores à borla, com casas à borla, com escola à borla e ainda com subsídios por tudo e por nada, ora está claro de ver que assim não há país que aguente.
A termos aqui o prenúncio de uma crise deste modelo de Europa, que se provou ser uma miragem, creio que seria bom sentarem-se todos e discutirem com seriedade o que querem realmente fazer com esta coisa chamada União Europeia, que de união tem muito pouco e de europeia cada vez menos. Estaremos ainda a tempo de nos salvarmos e de salvarmos os nossos?
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Quarta-feira, Abril 13, 2011
Pinóquio! Um conto português.
Pinóquio, divertia-se a soprar o seu bafo quente contra o vidro frio da janela, desenhando depois com o seu pequeno dedo de madeira, figuras engraçadas, um coelho, uma flor, um sol, sentado numa velha cadeira de baloiço desengonçada, que rangia a cada movimento, Geppeto, o pai de Pinóquio, ia acenando negativamente com a cabeça, plena de flocos de neve dos cabelos brancos.
-O que se passa pai – perguntou Pinóquio.
-Ora meu filho, este país é uma corja de aldrabões, vem um mente, vem outro mente ainda vem outro que mente mais que os dois anteriores, haja paciência!
-E não lhes cresce o nariz – perguntou o pequeno boneco articulado de madeira, sentando-se aos pés do pai.
-Não meu filho, a estes infelizmente não lhes cresce o nariz!
Pinóquio ficou a olhar para a televisão, vinha o ministro e mentia, vinha o chefe da oposição e mentia mais ainda, mentiam todos desde o mais insignificante e reles cidadão ao mais endinheirado e importante dos cidadãos. A mentira era tão grande que os outros países já não confiavam naquele paraíso de aldrabões, que mentiam nas declarações de IRS, mentiam sobre os carros, as casas e o dinheiro que tinham, em resumo, aquele era o paraíso dos mentirosos.
A mentira era moeda corrente, Pinóquio, estava de olhos muito abertos a absorver aquilo tudo e a racionar toda aquela farsa, toda aquela grande aldrabice, ele que era tido por um grande mentiroso, comparado com aqueles senhores engravatados, todos doutores, sabe-se lá de quê, talvez doutores da aldrabice, comparado com eles Pinóquio era um pobre pateta, e as suas mentiras, não passavam de brincadeiras de criança travessa.
Pinóquio dormia profundamente, sentiu porém uma presença, talvez fosse a Fada, a sua fada, desde que adormecera que pedira para que ele o viesse visitar, pois já decidira o que queria ser, tomara a decisão acertada.
-Acorda Pinóquio, estou aqui, acorda meu pequenote – disse a Fada, num tom meigo, calmo e seguro.
Pinóquio abriu os olhos lentamente, a aura de luz que saía da Fada, dificultava-lhe a visão, esfregou os seus olhitos, sentou-se na cama e olhando para a Fada disse.
-Fada, vieste, finalmente!
-Sim meu querido, ouvi as tuas preces e cá estou, diz o que me queres!
-Olha Fada, acerca do meu desejo, de me poder tornar naquilo que quiser, já decidi!
-Sim, ponderas-te bem, sabes que depois de concluído o desejo, não podemos voltar atrás – perguntou-lhe a Fada com ternura.
- Sim - disse Pinóquio saltando para o chão e abraçando a Fada – pensei bastante e estou decidido, será o melhor para mim!
- Então meu pequeno diz-me o que queres ser!
- Olha Fada, quero ser português e político, não há aldrabões maiores e nunca lhes cresce o nariz!
O desejo cumpriu-se e há quem diga que Pinóquio, hoje veste fatos de seda, hoje é português, há quem diga que é ministro, que é líder da oposição ou que é presidente da república, há quem diga que é autarca, deputado, médico ou empresário, ninguém sabe bem ao certo, certinho, certinho é que sendo português é um valente aldrabão.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Segunda-feira, Abril 11, 2011
A crise em Portugal, mentiras sobre as verdades!
Já resta pouco para dizer acerca desta miserável situação em que nos lançaram a corrupção, o laxismo, a incompetência, o roubo descarado, a estupidez e outros adjectivos que poderiam ser utilizados para classificar a actuação da sociedade portuguesa dos últimos 25 anos.
A arma mais utilizada foi a aldrabice, a mentira, a dissimulação e a inverdade, recorrendo e socorrendo-se os galos do poleiro de todos os meios, desde logo de uma comunicação social a soldo de uns e de outros, depois através do boato, da calúnia e da intimidação.
Num último apanhado de vergonhosas mentiras, poderemos destacar, algumas. “Sócrates é o culpado da crise”, por muito que não gostem do homem, isso não é verdade, juntem-se-lhe, todos outros, Cavaco Silva à cabeça, Guterres, Durão e o próprio Passos Coelho, todos irmanados na culpa por este miserabilismo, do mesmo modo é mentira que a oposição seja a única culpada da crise, a oposição fez um papel triste isso é indesmentível, no entanto o governo fez igual papel, culpados são os dois.
E agora que estamos quase em período eleitoral, seremos de novo bombardeados com fiadas de aldrabices, catadupas de bojardas, chorrilhos de mentiras, da esquerda à direita ninguém discute o essencial, a falência deste modelo de Estado, a falência deste modelo governativo, a falência de uma classe, que é apenas o espelho da sociedade que integra, o que por fim conduziu à falência d próprio país. O mais incrível é que os títeres politiqueiros conseguem mentir sobre a verdade e falar absolutas verdades sobre a mais atroz das mentiras.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, volta a pedir sacrifícios, faça-os o senhor, reduza o seu ordenado, corte a sua pensão, abdique das festarolas e romarias e cartões e telemóveis e assessores e casas civis e casas militares, corte senhor Presidente faça um sacrifício, por Portugal, por todos!
Um abraço, deste vosso amigo
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Quarta-feira, Abril 06, 2011
O Conselho de Estado! Mais uma novela patética.
A nova polémica sobre inverdades, mentiras, falsidades e honestidades levantadas por essa nova aquisição do Conselho de Estado, apenas veio revelar o préstimo que tem essa, mais uma, instituição perfeitamente inútil.
Muito para lá de se ter ou não discutido o pedido de ajuda extraordinária, tão necessária a esta cloaca de imundice que se chama Portugal, muito para lá de sabermos se o senhor Primeiro-ministro ferrou mais uma peta, como se sendo isso verdade, fosse o único a faze-lo, muito para além do «fait diver», está a imagem do tal Conselho de Estado, imagem essa que com a brilhante prestação do seu novel Conselheiro se prova que é uma imagem distorcida.
O Conselho de Estado a fazer fé no capítulo primeiro, Artigo 1.º da lei que rege a sua constituição, é «o órgão político de consulta do Presidente da República.» Pois, por aí estamos esclarecidos, é mais uma oportunidade para os mesmos de sempre, que há trinta anos nos empurram para a sarjeta, darem ar à taramela, cada um puxando a brasa à sua sardinha, demitidos que estão da realidade de um país miserável que vai sobrevivendo como pode, pedia-se a esses senhores que fossem ponderados, infelizmente não o são, como podemos ver pela patética novela que se tem vindo a desenrolar após as declarações de um dos conselheiros.
O mais interessante é o artigo 18 que transcrevo na integra:
Artigo 18.º
(Reembolso das despesas)
1. Os membros do Conselho de Estado têm direito ao reembolso das despesas de transporte, público ou privado, que realizem no exercício ou por causa das suas funções.
2. Os membros do Conselho de Estado têm ainda direito às ajudas de custo fixadas para os membros do Governo, abonadas pelo dia ou dias seguidos de presença em reunião do Conselho e mais 2.
Acho interessante é o «mais 2». Ora aqui temos uns rapazitos, cujos traseiros parecem ainda não estar suficientemente anafados, ainda levam umas pequenas alcavalas para irem de quando em vez, dar ar à boca e atirar umas bojardas, tudo como é claro patrocinado pelo orçamento de estado, ou seja regiamente pago pelos papalvos imbecis que sustentam isto.
Ora meus caros, se é para ganhar umas coroas, dizer umas barbaridades e fazer figuras patéticas, contratem-me a mim, que ganho pouco, não me importo de cumprir esse dever patriótico, abnegado servidor da causa pública como são todos esses senhores. E querem vocês que eu acredito nesta opereta bufa, o quê com gente desta? Apre, cruzes canhoto!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Terça-feira, Abril 05, 2011
Benfica versus Porto ou o paradigma deste Portugal!
Vou pegar no triunfo do Futebol Clube do Porto sobre o rival Sport Lisboa e Benfica, para ilustrar o miserabilismo de uma sociedade podre e infecta que vive destes pequenos nadas, e que faz de ocorrências patéticas a grande fleuma da existência.
Não falo de futebol, por princípio, por dois motivos de ordem racional, primeiro pela esterilidade do tema e depois pela pura perda de tempo, mas o recente jogo é uma interessante parábola sobre este Portugal, em que vivo. O antes do jogo revelou o aspecto mais primário e boçal desta nossa sociedade, com arruaças e apedrejamentos e demais imbecilidades próprias de uma sociedade de grunhos, pouco mais que primatas inferiores, e estou certo que os primatas inferiores demonstram mais civilidade, que gastam as suas energias em imbecilidades como seja o futebol, foi em resumo patético.
O jogo foi o que foi, quem vê um Barcelona ou um Chelsea, não deixa de se rir com esta coisa que por cá se chama futebol. Depois mais um exemplo de falta de civismo, típico recurso dos pobres de espírito, apagar as luzes do estádio, ligar a rega, enfim, outra demonstração de que somos verdadeiramente patéticos. Seguiram-se as declarações dos dirigentes, os que falaram, e a coisa ainda foi pior, os dirigentes dos clubes de futebol deveriam primar pela ponderação, educação e civismo, infelizmente o que temos é atrozmente patético, ferozmente infeliz e mau demais para ser verdade, no entanto como vivemos num país onde reina a maior impunidade, são esses os exemplos que a turba triste e analfabeta mais segue e nos quais, que desgosto, se revê, o que é absolutamente patético.
No dia a seguir ao jogo, mais um exemplo da sociedade imbecil que somos, à hora de almoço o telelixo nacional, gastou 20 minutos, a falar sobre as imbecilidades da jogatana, vinte minutos de televisão gastos a falar de cretinices, que num qualquer país civilizado não ocupariam mais de 30 segundos, por cá esta comunicação social vergonhosa que temos, ocupa-se essencialmente das não notícias, que transforma em casos nacionais, foi o grau zero de intelecto, o absurdo elevado a «prime time», outra patética mostra da nossa pequenez e da nossa falta de cultura.
Em resumo, um simples jogo de futebol, mostra indiscutivelmente a realidade social desta imundice de país, somos mesquinhos, imbecis, cretinos até ao tutano, poderíamos grunhir ao invés de falar que ninguém notaria a diferença, não admira pois que sejamos o esgoto a céu aberto da Europa.
Parabéns ao Futebol Clube do Porto pela vitória e peço desculpas em meu nome pelo meu clube do coração, pelas atitudes irreflectidas e pouco civilizadas de alguns.
Um abraço, deste vosso amigo
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Sexta-feira, Abril 01, 2011
Que fazem aqui?
Não resisti a partilhar este vídeo convosco, pertence a um programa humoristico da televisão espanhola, mas bem poderia ser sobre Portugal
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Barão da Tróia
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