Quinta-feira, Março 31, 2011

O caso da acumulação de funções e do pagamento de 72 mil Euros!

O caso da acumulação de funções e do pagamento de 72 mil Euros, à excelsa esposa do senhor ministro da Justiça, é um caso paradigmático, da triste realidade de Portugal, o mesmo se poderá dizer dos ordenados pagos aos administrados da Empresa de Meios Aéreos detida pelo Estado.
É caso paradigmático, porque para os imbecis, que sempre que nós, os Zés pagantes, clamamos por causa destas e doutras benfeitorias ao erário público, de imediato, acenam com a célebre demagogia e com a relativização, ora o povo é o povo, são uns pobres néscios, pensa em uníssono essa corja de mentecaptos.
Ora este caso é bem indicativo das muitas, dos milhares de outras situações, em que o esbulho dos dinheiros públicos atinge, o cúmulo do surreal, pois é surreal, que um país miserável e falcato, desbarate fortunas em prebendas e alcavalas atribuídas a esmo cumulando em jeito de benesse, as redes de amizades e compadrios que compõem este país.
Fora-mos um país de sustento pródigo, ainda que fosse torpe esta situação, seria ela disfarçada pelos proventos que surgiriam em demasia e cobririam a farsa, somos e fomos quase sempre, um país de oligarquias porcinas e untuosas grossas em cabedais e populações analfabetas e conviventes com a miséria absoluta, facto que deveria, fazer pensar os senhores poderosos, antes de deitarem mão ao pote, arrebanhando a maioria e deitando depois as migalhitas ao povaréu, pois é precisamente o contrário não só se arrebanha, e continua no fartar vilanagem, como ainda se taxam as migalhas e se dedicam a extorquir o que puderem dos magros proventos do Zé Pagão.

Nota: O porta-aviões britânico HMS Ark Royal, foi abatido ao efectivo e está à venda segundo relata a BBC, se Portas entra de novo para ministro da Defesa, é desta é que teremos um porta-aviões o NRP Cavaco Silva.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quarta-feira, Março 30, 2011

Os juros da dívida Portuguesa!

Os juros da dívida Portuguesa, atingem máximos históricos, muito por culpa dessas coisas chamadas agências de notação financeira, as famosas agências de rating. Estes vampiros, as verdadeiras forças negras por detrás, do papão chamado «mercados», são as mesmas entidades que apenas um mês antes da queda das empresas americanas Freddie Mac e Fannie May, empresas que iniciaram a onda de falências e a derrocada dos sistemas financeiros culminando nesta crise, dizia eu, que estas mesmas agências de rating um mês antes das falências atribuíam à Freddie Mac eà Fannie May a notação máxima, dando-as como empresas seguras e fiáveis.
Ora são estes mesmos energúmenos, que agora, se encarniçam no derrube de Portugal, bastou a Presidente do Brasil ter anunciado que o seu país iria ajudar Portugal, para que logo as ditas agências corressem a desvalorizar a notação da banca portuguesa desvalorizando também ou existindo já a intenção de desvalorizar também a notação de Portugal, num claro sinal de concertação especulativa, que de mãos dadas com interesses obscuros caminham a par para ganhar muito dinheiro coma concretização do pedido de ajuda externa, que alias, deveria ter acontecido ao primeiro sinal de crise, aí os nossos políticos falharam redondamente, falharam todos da esquerda à direita, continuando a falhar por não criarem uma base de entendimento ao invés de andarem a brincar à politiquice barata.
Cinco das mais importantes dessas agências, são americanas, o que por si só faz perceber o que realmente se esconde por detrás das imbecilidades que dali surgem, como se não bastasse, a porcaria dos hambúrgueres, a nojice da cola, os broncos que por lá habitam bem como as guerras e o ferro-velho que nos vendem, agora temos de gramar com as agências trapaceiras que claramente ao assalto do Euro e apostando na sua queda, se atiçam às nossas canelas escanzeladas. Bem-vindos ao Século XXI!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quinta-feira, Março 24, 2011

Sócrates pediu a demissão!

E pronto, lá caiu o homem. Como era de prever a camarilha politiqueira lá atirou esta farsa chamada Portugal ainda mais para o fundo! A ânsia do poder ditou os caminhos e lá vamos nós de novo para o fadário eleitoral, gastar mais uns valentes milhões, que não temos, para legitimar a eleição de outro Sócrates, desta vez do PSD, acolitado pela muleta do PP. Vai ser mais uma daquelas de sair da frigideira para cair na fogueira.
Soluções, ideias, projectos ou intenções, não se vislumbram em lado nenhum, é o verdadeiro deserto do intelecto. Passos Coelho antes de se decidir foi ver o que o chefe queria e depois atacou. A classe política de Portugal está como o resto do país completamente à toa, totalmente desnorteados.
Quem foram os perdedores? Todos. Perdemos todos, ninguém ganhou nada, excepto talvez os que já prevêem a sua nomeação, quando se der a troca dos boys rosa pelos boys laranja, com as habituais falcatruices que ocorrem. Nas décadas de 80e 90 do século XIX, estávamos numa situação semelhante, Progressistas e Regeneradores alternavam a farsa política da Monarquia cansada e falida, ora na situação, ora na oposição, nomeavam-se uns aos outros para cargos na administração pública e continuavam o esburgar à tripa forra do erário público como se não houvesse um país para sustentar.
Nos últimos 30 anos tem sido assim, à vez, PS e PSD, têm dividido a parte de leão da carcaça, com umas migalhas atiradas aos mabecos populares que de quando em vez são convidados para o festim, sempre deixados de fora os abutres vermelhos limitam-se a piar cada vez mais fininho, a pouco e pouco a gorda carcaça, insuflada com os euros dos esclavagistas modernaços que vestem seda e já não trazem machileiros, rodeados de sobas e sobetas, que lhes aparam os golpes e atiçam as garras aos mais incautos, a pouco e pouco a carcaça, ficou no osso, agora é que é gritar aqui d’el rei!
Numa tragédia típica «à lá portuga», logo aparecem os abençoados sebastiânicos, os messias modernos, preclaros videntes que lançam alertas, coniventes até aos caboucos com o arruinar do solar, as parcas negras da desgraça alvoraçadas e travestidas de cores garridas dos partidelhos medíocres e dos politiqueiros farroupilhas e intelectualmente indigentes que sobram por estas bandas, nós o restante desta tropa fandanga de rebotalho, curvamos os costados e lá vamos indo, para onde nos levar o destino, seguros apenas de uma coisa, melhor isto não fica, mas também já ninguém quer saber!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quarta-feira, Março 23, 2011

Manuela Ferreira Leite tem a “consciência verdadeiramente tranquila

Hoje, quase todos concordaram cairá o governo de Sócrates, ver-nos-emos livres de um governo espoliador, virão eleições e entrará outro bando da mesma laia. Ontem mais um político fez declarações surpreendentes, a saber, Manuel a Ferreira Leite, declarou que está de consciência tranquila, que não tem nenhumas responsabilidades sobre a actual situação e que ainda avisou para este descalabro, não tendo sido ouvida.
É surpreendente a lata que esta gente tem! A senhora Ferreira Leite deve de estar a brincar ou então têm memória curta ou sofre de amnésia, em qualquer dos casos, aconselha-se uma ida ao médico de família, claro que é na clínica privada, não estou a ver a dita senhora a levantar-se às 4 da matina para apanhar uma consulta num qualquer destes centros de saúde infectos e quase imprestáveis, que temos. Tal como o seu chefe, o guru da clarividência, Ferreira Leite também lançou alertas, também previu a desgraça, facto que faz com que o PSD comece a ser já conhecido como o partido Zandinga, fazendo honras ao conhecido místico nacional, com tantos magos clarividentes e omniscientes, resta saber porque é que nada fizeram.
Ferreira Leite tem memória curta, a essa senhora se deve o começo do descalabro da Educação e das politicas educacionais economicistas, que redundaram nisto que temos agora, enquanto responsável pela educação, relembre-se que a senhora Ferreira Leite está nos meandros do poder desde 1980, ocupando cargos na áreas das Finanças e Orçamento, Educação e Economia, por isso dizer que não tem responsabilidades é uma daquelas bojardas lamentáveis a que esta gente já nos habituou.
Outra característica que partilha com o grande guru da luminária e preclara vidência é o chamado «efeito Calimero», também Ferreira Leite se sente injustiçada, a culpa é toda dos outros, os malandros e bandidos que não lhe deram ouvidos.
Se a senhora dizer o que bem entende, não é nada grave, porque até ver isto é um país relativamente livre e democrático, existirem energúmenos que lhe dêem ouvidos e acreditem no que a senhora diz, isso sim já é bastante grave, denota que infelizmente este país é habitado por uma populaça de imbecis que bem merece os políticos miseráveis que tem bem como o miserabilismo que nos assalta.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Terça-feira, Março 22, 2011

Faleceu Artur Agostinho


Artur Fernandes Agostinho
Lisboa, 25 de Dezembro de 1920 — 22 de Março de 2011

Faleceu Artur Agostinho, um homem que marcou uma época, morre mais uma das referências do Século XX português. Querido por muitos mal amado por outros tantos, fica o trabalho de um extraordinário comunicador, multifacetado e dono de uma ímpar capacidade de comunicar. Que descanse em paz!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Março 21, 2011

Dia da Poesia!

Hoje é dia de poetas,
esses arquétipos da descrença,
cavaleiros do nada, pérfidos ascetas,
da palavra escrever é a sua crença.
Hoje é dia da poesia!
E, que seria deste mundo sem este dia
sem poesia!
Como seria, ou o que se tornaria.
Sem aqueles que sonham a escrita,
cuidada, zelosa e muito erudita,
ou apenas escrevinhada quase que não presta,
Tal como esta.
Hoje é dia da poesia!
E, que seria deste mundo sem este dia
sem poesia!
Que vivam os poetas, vivam!
mesmo que ninguém os leia,
que viva a poesia sem peia,
que vivam os que sonham!
Hoje é dia da poesia!
E, que seria deste mundo sem este dia
sem poesia!
(Poeta pateta)

Leiam poesia!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Terça-feira, Março 15, 2011

15 de Março de 1961 em Angola!

Foi a 15 de Março de 1961, que o inferno desceu aquelas terras de Angola, os avisos tinham sido mais que muitos, a revolta dos pobres agricultores forçados da Baixa do Cassange em Janeiro do mesmo ano e o 4 de Fevereiro, com os ataques em Luanda, tinham sido extraordinários prenúncios do terrível tempo que estava para vir.
Aliás, o 15 de Março, era esperado por todos, Exército, Pide e colonos, suspeitavam de algo que estava no ar, tornando a atmosfera cada vez mais irrespirável, em 1961 ecoavam ainda os ecos das sublevações de alguns povos indígenas em 1946, no entanto naquele terrível mês do ano de 1961, ninguém esperava a barbárie que se soltou.
Não tem cabimento aqui, fazer juízos de valor, sobre as atrocidades cometidas, de parte a parte, os insurrectos fizeram aquilo que achavam certo e as autoridades e colonos responderam conforme, aqui cabe apenas o lamentar das mortes inúteis de tantos inocentes, o lamentar da falta de visão política dos governantes e sociedade de então, cuja miopia e cupidez, tiveram o desenlace hediondo e triste que se conhece.
Pretos e brancos, qual antítese da união da humanidade que se quer e se deseja, enveredaram por um irreconciliável antagonismo que ainda hoje faz mossas na sociedade em que vivemos. Importa lembrar os que caíram, os inocentes e todos os que deram o seu melhor pelas causas em que acreditavam, que descansem em paz!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Março 14, 2011

A treta da demagogia!

Agora num repente é tudo demagógico! A situação é demagógica, a oposição é demagógica, as manifestações são demagógicas, os pobres são demagógicos, é tudo demagógico. Está tudo atacado de demagogia. Dá vontade de rir, os fazedores de opinião do telelixo nacional acusam de demagogia tudo, todos e mais alguém, por seu turno os governeiros da desgovernança atiram as farpas da demagogia à oposição canhestra e lá vogamos nesta coisa delirante.
E nós, os pobres diabos exauridos, mal pagos, à rasca e rascas, nós os papa açordas que pagamos este circo todo? Bem a nós toca-nos ir andando de costa cada vez mais curvada, na esperança de que os 500 ou 600 euros que levamos para casa não nos sejam retirados nem percamos o emprego que temos, entre a espada das dívidas, a parede das necessidades de sobrevivência e rodeados de lobos esfaimados que se alimentam dos nossos magros ossos descarnados, e isso tem muito pouco de demagógico.
Aos milhares as mentiras, as inverdades, a politiqueirice rasca e torpe, que desde 1986 nos invadiu o ideário, levou-nos a viver um conto de fadas ao contrário onde ao invés de um upgrade nos saiu um downgrade, começamos como princesas e acabamos como gatas borralheiras enfarruscadas sem perspectivas de remissão, pisados e repisados por madrastas más com gravatas de seda e irmãs de etnias variadas que adoram viver da folgança alheia.
Neste contexto de gente à rasca e gente nada à rasca, fazemos as figurinhas mais ridículas e cretinas deste planeta, caindo de joelhos rendidos a cada ossito que os senhores poderosos se lembram de nos lançar, enquanto subservientes abanamos o rabito chamuscado do braseiro. O bom disto é que brevemente acabará este PS e seguir-se-ão dez anos de PSD, confesso que estou curioso para perceber como vai um partido que nunca governou em crise descalçar a bota que ajudou a enfiar, saltaremos da fossa para a estrumeira e os troçulhos serão os mesmos porque no fundo pouco diferem uns dos outros, enfim veremos o que sairá desta trapalhada, com a absoluta certeza de que as migalhas serão ainda menos e mais disputadas, mas isso deste 1990 que alguns avisavam!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quinta-feira, Março 10, 2011

Cavaco e o discurso da verdade e da ruptura!

Enganei-me muito pouco acerca do discurso de Sua Excelência o Senhor Presidente da República. Quezilento, sectário como era previsível, muito claro e duro, esquecendo o seu passado, fica sempre bem que a memória é curta.
Já se percebe porque é que o PSD não avançou ainda com uma moção de censura, o seu presidente, fez-lhes esse favor, na prática o discurso de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, foi uma moção de censura, com um leve apelo esquerdista, facto extraordinário em Cavaco, de levantamento popular, o tal sobressalto cívico pode ser entendido de muitas maneiras, revolução, insurreição, desobediência civil, golpe de estado entre outras, isto na boca de um presidente da república é para ser simpático, um acto vergonhoso.
Sua Excelência o Senhor Presidente da República, deixa de fora os 20 anos anteriores aos últimos 10, que contribuíram decisivamente para isto em que estamos hoje, pois Sua Excelência o Senhor Presidente da República, é tão culpado como Sócrates, ainda que queira sacudir a água do capote, declarar como fonte de todos os males, ainda que muita trampa tenha sido feita, apenas estes últimos 10 anos, é uma falácia, uma inverdade que também não fica nada bem a Sua Excelência o Senhor Presidente da República, afinal este deveria ser um discurso da verdade, afinal a verdade andou a voar baixinho.
Depois daquela diarreia verbal sobre a economia e os sacrifícios, outra inverdade, os tempos estão difíceis e com certeza virão mais sacrifícios, dizer aos portugueses que devem dizer basta, é uma outra falácia, no tal discurso da verdad . A propósito dessa verborreia económica, quanto terá custado esta cerimonia da treta , só as flores davam para dar de comer a várias famílias durante um mês, afinal o país está em crise, mas continuamos a falácia mentirosa deste Estado de merda, que vive acima das suas posses, sempre com pompa e circunstância derramando lágrimas de crocodilo sobre os pobres e os excluídos, desbaratando dinheiro em parvoíces e imbecilidades como esta.
A vergonha, Sua Excelência o Senhor Presidente da República, está no modo em como o senhor e a politiqueirice rasca que representa, perpétua o seu status quo, sem verdadeira preocupação sobre os desgraçados, e isso não é demagogia, isso é o quotidiano! Ainda que alguns, cujos cus anafados por ordenados faraónicos, parecem não perceber!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quarta-feira, Março 09, 2011

Cavaco Silva tomou posse do segundo mandato enquanto Presidente da República!

O cidadão Cavaco Silva, tomará hoje posse do seu segundo mandato, como Presidente desta coisa chamada República de Portugal. No dizer do mesmo, um mandato «mais interventivo» que apresentará no seu «discurso da verdade», discurso que ao que parece proferirá após a cerimónia da tomada de posse, mais uma oportunidade de gastar rios de dinheiro para que a farsa continue, onde seguramente irão acorrer todo o tipo de lacaios da subserviência democrática nacional.
Estou curioso para perceber o que será este tal mandato interventivo, será igual ao anterior, em que apenas interveio quando as suas convicções partidárias de conservador reaccionário e empedernido lhe ditaram tais acções, um presidente quer-se supra partidário, mas este não o é, demonstrou por várias vezes que é apenas Presidente do centro direita, colocando os interesses do seu partido acima daquilo que são os interesses deste regabofe travestido de país.
Estou também curioso para ouvir o que será esse discurso da verdade, resolveu agora falar a verdade, será que andou a mentir nos últimos trinta anos? Estou curioso, no entanto aposto que vai de novo soltar o seu rancorzito disfarçado pela capa de homem sensível e o único com intelecto e visão, o verdadeiro salvador da pátria, atacando novamente os que adversários políticos que levantaram aquelas questões incómodas que macularam a imagem de homem sério, a ver vamos.
Com esta tomada de posse está quase completo o ciclo que terminará com a queda do actual governo e a subida ao poder da outra face desta má moeda, para continuarmos como até aqui, na senda do disparate, da roubalheira, dizia um destes dias esse colosso dos fazedores de opinião Miguel Sousa Tavares que é pura demagogia dizer que a classe política é uma classe de ladrões, tenho pena de MST, pobre homem! Talvez esteja na altura de se reformar e ir viver para o Equador! Retomando a ideia de fim de ciclo, com o actual presidente já empoleirado e o seu partido ganhador de umas eleições, concluir-se-á o ciclo de norte africanização de Portugal, passaremos oficialmente a ser um país do Norte de África, o único até ao momento imune às diatribes revolucionárias, até nisso somos um atraso de vida!
Aguardarei curioso esta tomada de posse, o seu discurso de verdade, com a certeza porém de que voltaremos ao sultanato do Cavaquistão, acolitado pelo califa da Madeira o senhor Jardim, esse excelente exemplo de democrata, cuidado que no norte de África as coisas andam mal para sujeitos agarrados ao poder, sustentado pelos Xeques do PSD, Sua Excelência o Presidente da República prepara-se para perpetuar a linhagem, prepara-se para perpetuar este sistema que nos últimos trinta anos, nos levou às portas da indigência. Nada mudará, continuamos por cumprir!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sexta-feira, Março 04, 2011

Entre-os-Rios Dez anos depois!

Uma década passou e o silêncio persiste nos corações de todos os que viram os seus entes queridos serem ceifados pela incúria e pela inépcia do Portugal politiqueiro, o Portugal do empurra e passa a outro, o Portugal em que a Justiça é a penas uma alegoria cómica, uma farsa de opereta bufa, em que meia dúzia de sorumbáticos e engravatados seres cinzentos tentam fazer passar uma já gasta, mentirosa e inútil mensagem de isenção e utilidade dessa coisa chamada Justiça.
Uma década passou, e as vozes dos infelizes que se viram arrancados à vida pela estupidez e cupidez dos seus governantes, ecoam pelos vales, ressoando como um hino portentoso à inglória gesta deste povo de lesmas, de carneiros eunucos, que continua a vegetar na sordidez do disparate da boçalidade e da alegra complacência dos pobres de espírito, alicerces primários do estadão e pompa com que a cáfila mandona se sustenta e vai sugando os fluidos necessários para suprir a untuosa camada que lhes cobre os glúteos, onde o calo do assento de cabedal se nota já, ai que o senhor doutor não tem ar condicionado, ai que o senhor doutor não tem computador topo gama, ai que o senhor doutor não tem cartão de crédito, enquanto ali ao lado milhares sobrevivem com as magras migalhas da Corja.
Uma década passou e já não se ouvem gritos de desespero que fariam ainda mais sentido, erguendo clamores e brados altos aos céus, que até desses parecemos esquecidos, porque nos abandonaste pai, dirão os crentes! Os gritos da revolta contra o marasmo, a roubalheira, a impunidade e contra esta Corja, que há décadas nos consume, mas atentai que disto talvez sejamos merecedores, porque somos uma sociedade hipócrita e medíocre, vergada ao peso dos grilhões das elites e dos pastores de promessas.
A tragédia de Entre-os-Rios, ficará na história não como o pior e mais trágico, por enquanto, acidente em Portugal, a tragédia de Entre-os-Rios, ficará na história de Portugal como o mais gritante hino, à estupidez colectiva de um país medíocre, de uma sociedade nojenta, de uma classe política asquerosa e torpe. Dez anos depois em Entre-os-Rios, está tudo na mesma, apenas existe uma ponte nova que não vai dar a lado nenhum, porque não existem estradas!
Em entre-os-Rios Dez anos depois, está tudo adiado, como adiado anda este país, há décadas, que se adia, a cultura, a civilidade, a Justiça e tudo o que nos poderia tornar um país justo e democrático, em Entre-os-Rios Dez anos depois, cheira a falácia, a mentira e a abandono, cheira a incúria, a inépcia e a uma vergonhosa falta de vergonha dos poderosos, cheira a estado novo!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quarta-feira, Março 02, 2011

Wikileaks Portugal!

Li até agora apenas quatro dos famosos telegramas que a Wikileaks disponibilizou e que o Jornal Expresso, publicou. Todos estes quatro documentos dizem respeito ao Ministério da Defesa e a opções desse mesmo Ministério.

Telegrama 09LISBON136: O que há de errado com o Ministério da Defesa português.
Telegrama 06LISBON2265: Portugal rejeita duas fragatas americanas.
Telegrama 09LISBON137: os perfis do ex-ministro da Defesa Nuno Severiano Teixeira e do ex-secretário de Estado João Mira Gomes.
Telegrama 09LISBON561: A compra dos submarinos e a investigação seguinte.

Começando por resumir cada um dos documentos, deve-se dizer que não trazem nada de novo, ou antes não dizem nada que uma pequena minoria de gente atenta não saiba, claro que a grande massa dos patrioteiros imbecis que por aí vegeta ainda vive a leste de tudo isto, Deo Gratias, dizem os senhores do poleiro que assim têm a sua tarefa facilitada.
Em relação ao primeiro documento, trata-se de uma minuciosa e muito bem conseguida análise sobre o funcionamento do Ministério da Defesa e das Forças Armadas. É um fartote, generais a mais que manda pouco e tem pouca gente em quem mandar porque o quadro orgânico está todo ao contrário, quase que se podia constituir uma brigada com generais e oficiais superiores, grandes comandantes de secretária, o documento cita até um caso caricato em que sendo solicitado a um Major-general , antigo Brigadeiro, general de duas estrelas, que autorize a ida da banda do exército a uma qualquer cerimónia, este responde que tem de falar com o chefe do estado maior, esta é mesmo para rir, mas só quem nunca passou pelas forças armadas portuguesas é que desconhece este nível de burocracia.
São apontadas várias causas para este estado de coisas, motivos históricos, psicológicos, orçamentais, organizacionais e outros que tais, tudo querendo dizer que é uma confusão pegada, facto indesmentível.
Quanto ao segundo documento, é um lamento, as autoridades americanas lamentam que Portugal tenha recusado a «oferta» de duas fragatas da classe Oliver Hazardd-Perry, tendo optado por comprar as Meko 2000, ora neste caso creio que fizemos bem em recusar ferro velho de 1976.
O terceiro documento, constata o óbvio, facto que também já tratei neste blogue, que tem que ver com a eterna falta de gente com sapiência que tem ocupado a cadeira do Ministério da Defesa, não falarei em incompetência, antes em desconhecimento, facto que os grupos de pressão que giram em torno das negociatas da Defesa aproveitam a seu bel-prazer como se viu no caso da compra dos submarinos.
O quarto documento, levanta precisamente o tema dos submarinos e critica a opção de compra. Aponta razões técnicas e operacionais e as graves lacunas de navios de superfície que a Armada portuguesa possui, a compra dos submarinos foi uma espécie de capricho de puta velha, arruinada e caquética mas que compra uma minissaia, apenas para mostrar umas canelas desleixadas e cadavéricas.
Estes quatro documentos, são acervo brilhante, para uma cabal descoberta da realidade sobre a classe politiqueira da Lusitânia, são o elogio ao disparate, à burrice, a torpeza da incompetência do compadrio e das negociatas falcatrueiras, como se nós não soubéssemos!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

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