quinta-feira, maio 12, 2011

“…discutir pintelhos…”

Devo confessar que sempre nutri alguma simpatia por Catroga, apesar de não isento de pecadilhos políticos, o homem sempre se destacou da corja politiqueira da turma laranja, sempre esteve acima do rebotalho que eiva aquele partido, como enxameia outros, até porque nessa, como em outras matérias, os partidos são todos iguais.
Na entrevista de ontem, Catroga, teve a coragem fantástica, que lhe vai custar muito num futuro próximo, de dizer alto e bom som, que andamos a “…discutir pintelhos…”, faça-se uma crítica a essa declaração, deveria ter dito pentelhos, que é o termo académico, mas andando, o homem falou para o povo e fez muito bem, até porque é realmente essa questão, que se continua a discutir, discute-se o sexo dos anjos, primeiro porque entretém e segundo porque desvia a atenção do mais importante.
Catroga, com uma frase simples que todos entendemos, fez uma crítica feroz, a esta comunicação social miserável e mentecapta, que temos, cuja única preocupação é seguir as agendas dos politiqueiros, sem questionarem a existência de outras questões tão ou mais importantes que as minudências contabilísticas, em que anda centrada a discussão.
Catroga tem depois uma outra declaração que aparece hoje no jornal i, que achei também fantástica, e que também lhe vai custar caro, fala da sua geração e diz “…A minha geração nos últimos 15 anos só fez porcaria…”. É uma afirmação interessante e inteligente, que demonstra humildade, a mesma humildade, que demonstrou quando a falar sob o estado deste miserável país se emocionou, gostei!
Catroga de uma assentada, coloca o dedo na ferida, levantando duas questões sensíveis, assaca a responsabilidade a uma geração de políticos medíocres e incompetentes, que propiciou este Estado, esta sociedade de cariz mafioso, que conduziu este País a uma situação de miséria, onde uma Justiça infeliz e torpe, suprida por uma Educação imbecil, que apenas serve para a estatística e pouco mais, além de produzir seres acéfalos e sem espírito crítico, o que muito interessou à tal geração de Catroga, pois assim diminuiu a hipótese de contestação, às suas politiqueirices rafeiras, podendo esburgar à vontade, nas redes mafiosas dos compadrios e dos amiguismos caciqueiros os cabedais do erário público.
Por outro lado, Catroga, aponta, e bem, o dedo à infeliz, subserviente e lacaia, comunicação social, que serve o dono sem contestação, aqui e além, diga-se em abono da verdade, existindo uns, muito poucos, que nunca se vergaram, infelizmente as suas vozes são caladas ou desaparecem engolidas, nos mais interessantes concursos de gordos, de cretinos a gozar com culturas milenares em zonas remotas e em telenovelas e jogatanas futeboleiras, que enchem o olho aos acéfalos habitantes, quais vermes sem espinha, que se contorcem a cada dedada mais dura dos galifões do poder, mas cuja falta de cérebro e de espinha impedem a reacção.
Catroga, foi preciso e contundente, estou em crer que dificilmente chegará a ministro, a menos que Coelho ceda e convoque gente realmente capaz para o assessorar, ainda assim Catroga revelou ser uma pessoa com bom fundo, com humildade e com sentido de honra, e a falta que gente dessa faz nos governos.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

1 comentário:

pling a lot disse...

1º Catroga foi o melhor ministro dum péssimo primeiro-ministro

que só teve uns doze piores que ele

2º o termo devia ser pentelhos

3º fodere significa cavar

logo as palavras têm muitas interpretações

pentelho soit qui mal y pense