Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

Mar Adentro

Mais uma em que somos campeões! Ontem à tardinha exibiu a RTP2, esse excelente refúgio ao estupidificante mundo televisionado dito generalista, um apontamento inserido no Programa Biosfera, versando os famosos Planos de Ordenamento da Orla Costeira ou POOC, um versátil instrumento legislativo que fariam corar de vergonha, os países europeus menos atentos a esta realidade erosiva.
Ora, se na teoria desde 1993, vou repetir, desde 1993, existe uma legislação que defende os mil e tantos quilómetros da orla costeira portuguesa, a mais ameaçada e em perigo de toda a Europa, ora se existe essa legislação, porque é que em 2009, continuamos paulatinamente a assistir ao homicídio dessa costa, com a permissão de construir os mais vergonhosos mamarrachos, fazendo gato-sapato da tal dita Lei?
A resposta é simples, porque fomos e seremos governados por incapazes! A gentalha dos corredores do poder, essa Corja como lhe chamou o outro, essa caterva de inúteis, ineptos e bandalhos ociosos, vilipendia constantemente as leizecas da trampa que se dá ao trabalho de aprovar, vejam por exemplo os PDM, a bandalheira em que se tornaram, o assassinato das nossas cidades, vilas e aldeias, perpetrado pela Corja, a construção anárquica e desregrada, os bairros sociais esses cancros urbanos em que muitos insistem em apostar, no entanto existe luz ao fundo do túnel, ouvi recentemente um autarca dizer que o modelo de financiamento das autarquias sustentado na construção tem de acabar, que é um instrumento do passado, pena que só te lembres disso agora que a construção está em crise.
Mas voltando ao trilho, a nossa costa está completamente abandalhada, perderemos nos próximos cem anos extensões enormes de costa, aconselhem os vossos bisnetos a comprar terrenos aqui pras minhas bandas, lá para 2100, isto será uma estância balnear.
À erosão natural e dinâmica geológica das costas marítimas, junta-se a pura estupidez e ganância, veja-se o exemplo do Algarve, visto do ar a zona de costa parece um grande bairro, junta-se a pressão de construção selvagem, de rompimento dos cordões dunares, junta-se a estupidez política e a cupidez da negociata, isso para quê? Para daqui a vinte ou trinta anos estarmos a gastar milhões para salvar os empreendimentos em risco de ruir, mais uma vez o dinheiro de todos servirá par tapar o cu, aos gananciosos e intrujões, que espoliam e esburgam este país.
O pouco que sobra da costa está agora e mais uma vez ameaçada por mirabolantes empreendimentos ditos de “utilidade pública”, merdas insalubres que renderão milhões em subornos e falcatruas, que depois todos nós teremos de pagar. O triste disto é que tudo isto se passa nas barbas de um povo de carneirada capada, incapaz de reagir, incapaz de lutar, sempre pronta a abanar a cauda e agitar a bandeirinha, sempre destra na actividade osculatória do incauto politiqueiro em passeio de caça ao voto.
Enquanto isso metro a metro, a nossa costa vai desaparecendo, engolida por um oceano que tarda a engrandecer, para engolir toda esta ridícula alegoria a qual insistimos em chamar um país.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009

No Reino da Barafunda!

Mas que raio de país é este? Numa cloaca imunda, em que milhares de criminosos andam impunes pela rua, sem que nada lhes aconteça, onde todos os dias o pobre pagante de impostos honesto e trabalhador, sai à rua sem ter a certeza de conseguir chegar a casa sem ser assaltado, nesta verdadeira gaiola de malucas, um Juiz, um Procurador Público, por junto com toda a rapaziada que é necessária para processar a burocracia, conseguem em tempo recorde um verdadeiro milagre e obstar a uma brincadeira de Carnaval, sobre a qual nos podemos questionar sobre o gosto, censurando a graçola com tal celeridade, como se desse insignificante facto, dependessem ataques graves à Nação, à sociedade e ao comum cidadão!
Podemos claro está e devemos questionar e talvez até criticar o mau ou bom gosto da piadola sobre o conhecido computador para crianças, alardeado até à exaustão, mas mais deveríamos questionar a atitude, censória deste Ministério da Justiça, que não consegue por cobro à crescente criminalidade, que não consegue garantir a segurança de nada nem de ninguém e num passe de magia consegue processar de forma célere uma questiúncula de cacaracá, e devemos questionar, perguntando a quem de direito, que tipo de prioridades tem este Ministério, porque a julgar pelo exemplo, as prioridades são anedóticas, ou seja o Ministério da Justiça coloca num patamar superior da douta preocupação dos seus funcionários a perseguição às anedotas e palhaçadas carnavalescas, abaixo de situações como por exemplo os homicídios.
Podemos também questionar a tal papagueada isenção da Justiça perante o poder político, será verdadeira essa isenção? Casos como esta absurda trapalhada parecem fazer crer que “aqui há gato”, ou então que a isenção só funciona para alguns casos, para os outros a isenção é virtual, sabe-se que existe mas não se consegue provar a sua existência.
Num país, onde as polícias, operam em condições da mais completa indigência, técnica, tecnológica, salarial e legislativa, num país onde os edifícios de alguns tribunais nem para estábulos servem, um país miserável, onde a segurança do cidadão honesto está à mercê do acaso e do beneplácito da Providência, num país de merda como este, andam funcionários altamente qualificados e bem pagos a perder tempo com imbecilidades quando por vezes nem notificar criminosos conseguem.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

Ah, afinal, não sou o único!

As declarações de Belmiro de Azevedo, fizeram-me rebentar de riso, a minha piquena, até julgou que estava a assistir a uma apoplexia, mas não. Quando eu disse e repito muitas vezes aquilo que ontem um dos Barões de Portugal disse, eu que sou um simples sucedâneo de nabo da lezíria, olham-me como quem olha uma qualquer atracção circense, sorriem e claro, vão pensando à laia de desabafo interior, coitado do bicho, tá mesmo apanhado.
Mas ontem, foi um dos mais insignes empregadores e empreendedores do burgo que disse que Portugal corre o risco de ficar igual a Africa, no pior sentido da coisa, no mau que isso pode comportar, grande Belmiro, és uma alma gémea aqui do pobre Barão.
No entanto ao contrário do senhor Sonae, eu, há já muito tempo acredito que Portugal é mesmo África, não é pela quantidade de pretos em bairros insalubres, dedicados muitos deles à nobre actividade do gamanço, não, atentem antes ao sistema político desta anedota chamada Portugal.
Na mais nobre tradição das cleptocracias africanas das últimas décadas, o que temos por cá não é melhor, umas oligarquias, enxertadas de nepotismo clássico, de perpetuação da espécie dos mandões de serviço, que tratam primeiramente de se encher, engordando a pança com o dinheiro dos papalvos, que esgravatam para comer e pagar contas.
Junte-se uma Justiça que não serve para nada, polícias manietadas por leis completamente absurdas destinadas a proteger os senhores do poleiro e que acabam também por proteger a escumalha de todas as ditas minorias, aos quais nós também pagamos os subsídios e rendimentos e mais borlas, para que uns e outros possam andar em belos carros, ter casa à borla e gozar com o pagode entretido a discutir se o penalty assinalado ao Alguidares de Baixo foi ou não, ou embasbacados a engolir as patranhas da imprensa imbecil que temos, mais interessados em saber se a moçoila da modo faz felácios a jogadores famosos ou se é corneada pelo namorado músico, num absoluto grau zero de utilização de massa cinzenta.
Enquanto isso a lenta ajardinização de Portugal prossegue, nós não corremos o risco de ser África, nós somos África! Alias quando nos confrontamos com qualquer país da Europa, mesmo aqueles sacos de víboras lá do Leste, ficamos sempre a perder, e os nossos indicadores são sempre mais parecidos com os dos países africanos de democraticidade duvidosa governada por oligarquias, plutocratas e nepotistas, com os quais alias temos excelentes relações, provando as semelhanças que nos unem. Sugiro que nos desvinculemos da EU e adiramos ao invés à UA, União Africana, assim como assim sempre sairíamos do fim da lista, saltando para o meio, seria melhor para a nossa moral colectiva.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009

Vergonhoso

Ontem à noite a TVI, passou uma excelente reportagem sobre a realidade do ensino especial e a tal inclusão, termo que abomino, em Portugal e o que se mostrou foi vergonhoso. A jornalista responsável pelo trabalho, de sua graça Ana Leal, conhece muito bem esse mundo e está de parabéns por essa reportagem, que mesmo assim foi só um breve e fugidio retrato da atroz realidade dessa coisa inenarrável que se chama Ensino Especial.
Vamos então por partes, como já escrevi aqui neste bloguelho, por diversas vezes, o Ensino Especial, cá no jardim à beira mar plantado é para ser simpático, uma das maiores intrujices de sempre. Porque atentem, se a Educação em geral atingiu o estado de miserabilismo subserviente a que assistimos diariamente, imaginem como não estará um ramo do ensino que não se compadece com continhas de merceeiro de aldeola de província e muito menos com burocratices, de mangas-de-alpaca que nunca saíram dos gabinetes de ar condicionado nem nunca largam os motoristas e assessores.
Na reportagem, viram-se coisas de bradar aos céus, que ao contrário do que se possa imaginar são muito comuns, e atenção que as escolas filmadas foram as escolas modelo, assim consideradas por um ministério que atendendo às evasivas respostas do secretário de estado escalado para responder, nem conhece o que se passa, mas adiante.
O calvário relatado foi o normal, falta tudo! Professores, auxiliares, condições materiais e por aí adiante, falta dinheiro, transportes e demais necessidades que não são luxo, são necessidades imperiosas quando se trata deste tipo especial de crianças, professores que compram com o dinheiro do seu bolso os materiais, para poderem fazer o trabalho que lhes é exigido pelo tal ministério, pais que desesperam e situações verdadeiramente escandalosas, de falta atroz de responsabilidade política e de bom senso.
O que nos leva à inclusão, essa coisa do politicamente correcto que pretende colocar deficientes profundos em salas de aulas normais, uma burrice de todo o tamanho, impraticável e completamente estapafúrdia, pois não irá ajudar ninguém, porque para além do mais faltam os meios e a preparação faltam as condições, sobram as ideias imbecis, a inclusão não se faz como se está a tentar, a inclusão não se institui por Lei, a inclusão só deverá ser feita se for uma mais valia para ao aluno deficiente e para os outros, a inclusão a continuar como vai será coisa para dar como já é hábito por cá com os burros na água.
O senhor secretário de estado, apareceu a responder, às perguntas da jornalista, com um evidente mal-estar, má disposição, com respostas a roçar a mais completa falta de educação, claro, atabalhoado, sem perceber do que se falava, ou seja representou muito bem o seu ministério, deu uma excelente imagem daquilo que é a Educação em Portugal.
Aquela reportagem, espelhou muito bem a mentira, que é a coisa pomposa chamada Ensino Especial, uma mentira que este país propaga há vários anos, não é só o actual governo, foram todos os governos dos últimos 20 anos, essa corja que continua no pedestal, em grandes cargos e com grandes ordenados, todos igualmente culpados, aos deficientes, aos pais, aos professores, aos auxiliares e a todos os que se preocupam com essas pobres crianças, resta continuar a lutar e a ter esperança num amanhã melhor, que lhes traga menos mentira, menos corrupção, menos impostores, menos politiqueiros medíocres e mais gente de bom senso. Esperemos!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009

Nem Santo António nos vale!

A sapientíssima administração, decidiu colocar as urgências de urologia da cidade do Porto, a funcionar concentradas num só hospital, ao que creio o São João, despeitados os excelentes e honrados médicos de outro hospital, o Santo António, resolveram, por discordarem do facto, boicotar a coisa. Quando estão na escala para serviço às urgências os acima de qualquer suspeita e excelentes profissionais do Santo António, arranjam atestados e outros subterfúgios e subtraem-se a comparecer no local onde deveriam estar a prestar serviço, pura e simplesmente por discordarem do disposto, por quem manda, se a medida está certa ou errada, desconheço, mas ainda assim diz a Lei, o que quer que essa palavra ainda signifique por cá, que temos de cumprir, alguns têm de cumprir, outros basta arranjar atestados falsos de um colega.
O desplante destes senhores doutores da mula ruça, a falta de ética, de brio profissional e de humanidade, é de fazer revoltar as entranhas ao mais pacato, dos cidadãos, não pelo objecto do protesto e por aquilo que está em causa, mas pela atitude completamente vergonhosa desta gentalha que se diz médico, por exemplo aos professores ameaçam veladamente com a tal Lei e o seu não cumprimento, mas esses coitados são uns tristes, aos senhores doutores parece que já não se pode ameaçar, alias até estou em crer que nada lhes vai acontecer, nem a uns nem aos outros, como no caso dos atestados falsos dos miúdos em Braga ou Bragança que não lhes apeteceu ir aos exames.
Este caso é sintomático do corporativismo “Estado Novo”, que ainda vigora cá na terreola, classes profissionais que criam redes, quase sociedades secretas, em que a defesa dos seus elementos sempre se sobrepõem às Leis gerais da Nação, num perfeito exercício de caciquismo, à boa maneira das repúblicas das bananas da América do Sul, a todos os outros, nós, o pobre cidadão anónimo, que ninguém protege e que paga toda esta carrada de estrume, que nos resta? Nada!
Ou antes resta-nos encolher os ombros e seguir ledos e ufanos, regozijando-nos com as pequeninas vitórias, que ainda conseguimos obter, cientes de que mais dia, menos dia até isso nos tiram.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

Dia Mundial da Internet Segura 10 de Fevereiro

Ontem comemorou-se o dia mundial da Internet Segura. Tema bem a propósito para o qual lentamente muito lentamente, as instituições públicas e privadas, os governos e as autarquias, começam a despertar, ainda que de uma forma tímida e algo sem coordenação.
Os pais, os professores e outros agentes de educação estão também em falta, por desconhecimento, por laxismo ou por não estarem para aí virados, também estes agentes têm menosprezado esta cada vez mais importante questão, que se prende com a utilização segura da Internet por parte de crianças e adolescentes, que são ao contrário do que se pensa as maiores vítimas desta problemática, que claro está pode afectar todos e cada um de nós.
A questão da segurança e do uso seguro da Internet é infelizmente um tema muito abrangente em que as ameaças proliferam, da exposição a conteúdos impróprios, à violação de direitos de autor, a problemas de saúde, ao cyberbulling, passando pelas mais mediáticas questões das burlas, esquemas e vírus informáticos, este problema é transversal numa sociedade cada vez mais informatizada à força, e onde a preocupação é criar mercados e não utilizadores conscienciosos.
À laia de comemoração atrasada deixo-vos uns links para locais óptimos, para que se preocupem seriamente com esta questão, qualquer dúvida que tenham sobre esta problemática, muito abrangente, podem também escrever para o seguinte E-mail: espacointernet@cm-almeirim.pt, que terei todo o gosto em vos responder, ou indicar-vos quem saiba responder.

A primeira página que vos recomendo é aqui da casa, claro está, é a página “Os Adultos e a Internet”, uma página do Município de Almeirim, que tem sido pioneiro em muito do que de bom se faz nesta área.

A segunda página é a obra do meu excelente amigo Tito de Morais, “Miúdos seguros na Net”, alguém que há já muito tempo pugna para que estas questões sejam levadas a sério por quem de direito.

A terceira sugestão é uma página institucional do governo que lida com estas questões, a “Internet Segura”.

Quarta é última, deixo-vos um blog sobre o famigerado PC Magalhães, que tem dado água pela barba à malta, lá podem obter ajuda sobre questões técnicas relacionadas com o equipamento, “Assistência Técnica Informática Online Grátis

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

No fim do mundo

Ontem uma reportagem televisionada falava de uma escola em Lisboa a Secundária Marquês do Pombal, uma espécie de “fim da linha”, para o rebotalho geracional que estamos a criar, é uma escola de curriculos alternativos que dão primazia à formação profissional, com o declarado objectivo de evitar o abandono escolar e fazer com aquela maralha inútil consiga fazre o 9º Ano de escolaridade, a grande maioria dos alunos são considerados problemáticos, nome pomposo e politicamente correcto para ciganada, pretos e escumalha branca que vive de expedientes e sem absolutamente nenhumas regras de civilidade e respeito pela sociedade que lhes engorda o cu.
Consultando o sítio internáutico da dita escola, vemos que a coisa no papel parece excelente, as oportunidades também, no entanto aquilo que se viu na reportagem, enfim desmente o resto, como alias é verdadeiro na maioria das escolas de Portugal, votadas que estão a um abandono completo por parte desta coisa que se chama Ministério da Educação, que está mais empenhado em gastar recursos e esforços a perseguir os professores, que na douta e sapiente opinião desse fabuloso caga sentenças equatorial são os, e cito “inúteis mais bem pagos do mundo”, apetece-me dizer-te ò Tavares que estimo bem que te fecundes, pois não mereces outra resposta.
Ora voltando à reportagem, a maioria das nulidades discentes que acorrem à Secundária Marquês do Pombal, vegetam no limbo da arrogância, do crime, da pura estupidez e do mais completo analfabrutismo, são digamos a versão mais ecvoluída da maioria dos actuais frequentadores de escolas secundárias deste país, recordo que no meu tempo de escola que não foi assim há tanto tempo, daí que esta degradação repentina assuma em mim um véu de verdadeiro terror, existiam em todos as turmas os cromos, os repententes e os imbecis, eram a minoria um ou dois, que tantas faziam que reram expulsos, para bem de todos os outros, hoje não hoje não se pune, não se admoesta, não se penaliza, alias não se faz porra nenhuma a esta escumalha, que para além do mais recebe dinheiro para ir à escola, eu pago, mas eles recebem, que bom, que lindo exemplo, o suborno, o incentivo à mendicidade e à subsídio dependência.
A Secundária Marquês do Pombal, tem tudo para ser um exemplo bom, que encha de orgulho, o nosso miserável sistema educativo, tem tudo menos disciplina, o que falta aqueles energúmenos bem como aos papás igualmente energúmenos é levarem umas boas arreatadas pelo lombo, uns valentes murros pelos cornos, e quiça lamberem mesmo uns tiros bam dados nas fuças que os enviem para junto dos santinhos, à conta dessa rataria imunda andamos uma minoria a ser constantemente, agredidos, roubados, assaltados, vilipêndiados, insultados e achincalhados, a trabalhar para manter gentalha nojenta a respirar, porra que não posso concordar com isto chamem-me o que quiserem estou farto, farto de ser tratado como um imbecil que só serve produzir impostos para alimentar escumalha de gravata de seda e escumalha de bairro social, que é para isso, que andamos todos a trabalhar me parece. Desculpem mas hoje estou mesmo triste e agastado, que porcaria de país!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

Porto Franco ao largo da Costa!

O granel que vai no adro, por causa disto do Freeport, agora até já mete o “migalhas” e o “Não Encontrador” geral da repulhica, não entendo o porquê de todo este ruído, aconteceu alguma coisa que seja novidade. Pera lá o Barão é o PM que está envolvido! Claro entendo, é assim como se roubassem o menino do presépio e tivesse sido o burro. Percecebo! Entornou-se o caldo e o que vocês querem é por o homem a andar. Se não vai a bem vai a mal. Ó Barão isto é uma questão de Justiça!
Justiça, o tanas isto é simplesmente uma questão política, sem mais aquela, porque se fosse uma questão de Justiça então e o caso Siresp, e o caso Portucale, e os outros todos. Admitam este é um país de ladrões, de vígaros de gatunos, de oportunistas, de meliantes de galfarros. Onde há ínclitas e egrégias gerações os fortes e poderosos esburgam, os seus acólitos saqueiam, os outros roubam e os pobretanas pilham. Viemos de uma monarquia cleptomaniaca, passamos por uma república da roubalheira, uma ditadura espoliadora e desembocamos nesta latrocinocracia enxertada de Democracia de Estado de Direito, não temos emenda.
Caramba até parece que estou a defender o homem. Sim em certa medida, porque acho esta questão uma cretinice sem fim, porque a ser verdade tudo o que se diz à tripa forra, é só mais um, antes dele outros existiram iguais e depois virão mais de semelhante calibre, essa é uma sina desta cada vez mais pobre gente.
Até porque se percorrermos a administração pública, em ascendente, é um nunca mais acabar de roubalheira, da simples caixa de clipes, à resma de papel, de gasóleo ao cimento e tijolo, ouvi contar casos em que casas intireias foram construídas com roubos, do bacalhau ao presunto, dos saldos astronómicos de contas telefónicas para números de valor acrescentado onde vozes lânguidas incitam à masturbação até ao desvio dos pequenos pecúnios dos depauperados cofres das pequenas freguesias, do tostão até aos milhões retirados nos ministérios para contas offshore, esta é uma longa senda de roubalheira e vigarice.
Agora toda a gentinha atira pedras às offshore, no entanto temos uma naquele território ainda pertença deste país e ao qual eu já teria dado independência há muito, no entanto ninguém parece incomodado com isso nem que os faraónicos subsídios que o tal governante dessa ilha distribui aos amiguinhos da cor certa. Por isso não entendo este espavento todo, ou andam todos a dormir na forma ou então anda tudo bêbado, e o outro tem razão isto é mesmo um país de loucos. Ao dianho a Justiça, que serve para bem pouco!
Arrastados pelas campanhas mediáticas do estrume jornalistico que temos por cá, os papalvos da massa anónima, condenam à fogueira todos e mais alguns, ora uns ora outros, sem se darem conta que os únicos culpados somos todos nós que votamos nesta CORJA, é que a dita protege-se sempre. E se a Procuradoria se parece já com mais uma concelhia da cor, Belém parece outra, sim porque tem de ser Belém, porque a actual líder da maior oposição, é a melhor aliada do actual PM, lá chumbou o Amaral para Olhão, mas disse sim ao Santana para Lisboa, o Santana que tem um currículo de folia governativa que envergonharia o mais despesista e faustoso dos Césares, realmente algo vai mesmo muito mal neste lamaçal, não são só os politiqueiros, é toda esta sociedade, aconselho portanto um suícidio colectivo, com cicuta, assim sempre dignificam a coisa.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

Que palhaçada!

A tal Autoridade da Concorrência, num arroubo de inteligência, multou no final do passado ano, os padeiros por cartelização, ou seja, por em conluio e à sorrelfa terem combinado para aumentar o preço do casqueiro, sim senhor, esta Autoridade é digna de figurar nos anais históricos deste país, por ter topado o padeiral a tentar tapar a massa com a peneira, ainda eles estavam a por a mão na massa, já a toda poderosa Autoridade, os sancionava com a coima respectiva a reverter para os cofretes esburgados e desamparados do Estado.
Os madraços dos padeiros a pensar que poderiam escapar ao longo e sapiente braço da autoridade, longe foi o logro, longe mas não célere nem abrigado, que a astuta e previdente autoridade logo ali derribou com fera coima os vilões da farinhenta guilda, não queriam mais nada do que enganar a omnisciente Autoridade.
Pois é, esta é a mesma autoridade que não há dois meses antes era incapaz de provar que havia cartelização das gasolineiras, com argumentos como, “ o preço da gasolina é público”, “ não existem provas palpáveis”, “ tudo tem que ver com o mercado base”. Provavelmente estavam à espera de relatórias assinados pelos administradores das gasolineiras a concertar os preços, a congeminar estratégias para aumentos sucessivos disparatados e imbecis, estavam à espera de fotografias dos administradores nalgum beco esconso de Lisboa num encontro tipo filme sobre a Máfia. Ah, mas agora já deu para provar a cartelização, agora já existem provas palpáveis, valha-me o santissímo!
Daqui resultam várias conclusões, a primeira, diz respeito aos padeiros que são uns tansos, deixarem-se apanhar, por uma autoridade que não apanha, uma das maiores operações de burla nas gasolinas mas apanha vinte ou trinta zés padeiros, só rir, estou mesmo a ver as reuniões à sucapa, em armazéns de farinha e fermento, todos vestidos de branco com uma saca de farinha a servir de capuz para não serem reconhecidos, de nada lhes valeu, atirar farinha para os olhos da Autoridade , a farinha não surtiu qualquer efeito nos olhos de águia da Autoridade, já se fosse gasolina sem chumbo, a coisa talvez tivesse corrido melhor.
Segunda conclusão, da próxima vez que alguém quiser cartelizar, peça ajuda aos administradores das gasolineiras, aliás aproveito o ensejo para recomendar aos administradores das gasolineiras que promovam cursos de formação sobre cartelização, vão ver o sucesso que irão fazer, além de ganharem uns trocos, porque o erro dos padeiros foi crasso, não pediram ajuda aos gasolineiros, que são os únicos com a chave de sucesso para cartelizar sem apanhar.
Terceira e última conclusão, em Portugal, só os pelintras é que cartelizam e levam pelas orelhas, os embusteiros de gravata de seda, escapam sempre incólumes, porque os seus amigos que os devem vigiar, aos quais eles pagam, claro está, fazem vista grossa, e quando se compara o preço da carcaça e o da gasolina, depressa percebemos quanto valem uns e outros.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

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