terça-feira, abril 07, 2009

Genericamente

Mais um enfado, mais uma guerrinha de capelinhas, esta coisa dos genéricos ou talvez não, com o prémio de vermos uma Ministra que até agora parecia ser alguém com bom senso, atacada que está de corporativite. Para lá das declarações inflamadas, de uns e de outros, com o excelso bastonário da Ordem dos Asclépios, perdoem-me mas prefiro o étimo Grego, a zurzir nos Galenos, com a sua sempre pronta verborreia, sindical encapotada de discurso simples e despretensioso.
Mas a verdadeira questão é muito simples, por um lado os Asclépios, não querem perder as mordomias e alcavalas, que a indústria farmacêutica lhes proporciona, por entupirem com caixas de sessentas unidades, os papalvos que só precisam de tomar cinco e pagam sessenta, estes mesmos hipócritas vêm depois com falinhas mansas alertar para os perigos da auto medicação, ora como dizia eu, eles são lá rapazes para perder os excelentes congressos de medicina, que se realizam em Cancún, em Aruba, nas Seychelles e noutros conhecidos centros de desenvolvimento da medicina, bem como os outros presentitos, que por baixo da mesa lhes chegam às manápulas.
Do outro lado os de Galeno, fartos de não partilharem do pote, como se não comessem o suficiente, querem por eles começar também a encher mais o bolso como os outros, ora como uns têm a mania de presumir tudo saber e os outros também querem comer, começa a guerra, diga-se triste exemplo da imundice em que vai esta terra, e quando seria de esperar que a Ministra desse um murro na mesa e pusesse as duas partes em sentido e no seu devido lugar, coisa que já alguém deveria ter há muito feito, a senhora opta por juntar-se aos seus, numa vergonhosa atitude de lacaismo que vinda de um governante, que não está num cargo para defender interesses sectários e corporativistas mas o povo que a elegeu, soa a coisas do tempo da outra senhora, e não destes magalhânicos tempos de desbravamento de bandas largas, mesmo que não hajam água canalizada nem esgotos.
De um lado e de outro, se desfiam novelos, apaparicando o supremo interesse na defesa do pobre doentinho, a que vos pariu! Digo eu, cambada de hipócritas, acaso o real interesse fosse a defesa dos pobres diabos que têm de optar entre comer e medicar-se, dos pobres diabos que vos engordam os gordos cus de matrona pós menopausa, mal fecundada, acaso fosse esse o vosso real interesse, já teriam encetado conversações para um entendimento, que protegesse quem vos alimenta, cambada de sanguessugas, mas estes malfazejos abutres, uns e outros. Só pretendem engordar ainda mais, que lhes interessa os pobres diabos que se arrastam de centro de saúde para hospital, dali para clínica privada e de lá para farmácias, que lhes interessa. Serei quiçá injusto, ainda há gente boa! Talvez, mas cada vez acredito menos nisso, ao ver a posição de Farmacêuticos, de Médicos e de Ministra, o que acredito é que isto é tudo uma real e rematada corja de filhos dessa que estais a pensar!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

3 comentários:

Nuno Faritas Lobo disse...

Caríssimo Barão, foi alvo de uma pequena lembrança minha na Tasca Real!

http://tascareal.blogspot.com/2009/04/melhor-que-taca-da-liga.html

Um Abraço!

Anónimo disse...

Caro Barão

Como a plebe come e cala, recorro a si, para REALmente dar corpo à minha preocupação, que deveria ser (não sei se é) a de muitos de nós.
Constou-me que outro médico vai sair do Centro de Saúde cá do Burgo, o dr. Monteiro. Não sei ao certo quantos ainda resistem, mas são cada vez menos, e somos cada vez mais os que não temos médico.
Quando precisamos (eu até nem tenho precisado muito, mas os meus pais, coitados...) ou passamos o dia todo nas urgências, ou largamos umas dezenas de euros num dos consultórios e clínicas privadas, que são cada vez mais.
Não é altura de se fazer alguma coisa para dizer que temos direito a um Centro de Saúde que funcione, com médicos em número suficiente?
Saudações,

Henrique disse...

Pode ser que zangando-se as comadres se descubram verdades. Às vezes isso é bom.