Esta merda de país não merece outra coisa!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Terça-feira, Agosto 30, 2011
Sexta-feira, Agosto 05, 2011
Diário de um Skin

Um, mais um, extraordinário trabalho de investigação de António Salas, este seu livro leva-nos aos meandros do mundo da extrema-direita neonazi e às seus múltiplas ramificações com o mundo da política, do futebol e da sociedade que é a nossa.
Este trabalho levanta questões muito interessantes, de ordem social. Que sociedade estamos a criar, que pequenos monstros se criam no seu seio e que papel têm os diversos actores sociais no desenvolvimento, criação e manutenção de organizações que se baseiam no ódio como único elemento motivador das suas acções.
Lamentavelmente, a motivação pelo ódio, não é exclusivo de organizações de pendor nazi, vemos isso um pouco por todo o lado em corpúsculos mais ou menos organizados, com maior ou menor poder e capacidade operacional, do terrorismo islâmico, às claques de futebol, do terrorismo de estado ás organizações paramilitares de esquerda e de direita, as mais das vezes apenas o ódio faz mover a engrenagem, esquecidos que estão valores, mais ideológicos, gastos pelo esforço tremendo que é odiar, algo ou alguém.
Este livro anterior ao já tremendamente célebre, «O Palestino», coloca o seu autor na pista das várias nuances do sentir neonazi, do movimento skinhead e da nacional democracia, é uma excelente leitura para continuar a tentar perceber um mundo que parece cada vez mais alheio a si próprio, enclausurado entre pequenos grupos que se odeiam.
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Barão da Tróia II
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Terça-feira, Agosto 02, 2011
A propósito de Anders Behring Breivik!
A propósito de Anders Behring Breivik, o rapaz pacato de extrema-direita, e das suas horríveis tropelias, muito tem vindo a público, muito se tem escrito. Num destes dias um artigo muito lúcido, publicado num jornal diário chamava a atenção para a responsabilidade que os políticos têm para com o ressurgir de fenómenos como este de Breivik, bem como para a guinada que os cidadãos europeus deram ao encontro dos partidos nacionalistas e de extrema-direita.
Actualmente vivemos numa Europa que, está em plena mudança, e disso não temos dúvidas, uma Europa passiva e mole onde todas as culturas cabem e onde todas as culturas parecem ser mais importantes do que as dos indígenas europeus, que a passo largo caminham para posições minoritárias. O que falhou?
Falharam as politicas de emigração, claramente, ao empurrarem muita gente para a delinquência e para a indigência, falhou a solidariedade europeia, que não se traduz em ajudar os que mais precisam, a Europa tem um problema grave nas suas fronteiras que são os ciganos, que fazer quando não se integram nem se deixam integrar, segregar também não é a solução, então como fazer?
A Europa enquanto entidade politica tem falhado redondamente em dar resposta a estas questões, a islamofobia latente, é disso um preciso exemplo, os europeus não islâmicos precisam de conhecer o Islão e os muçulmanos precisam de entender que se vem para a Europa é para na medida do possível, serem europeus, «Em Roma sê romano», esse velho adágio tem de pautar as nossas vidas, na Europa as politicas têm sido demasiadamente permissivas abrindo caminho a males complexos como seja a radicalização islamita e a radicalização da extrema-direita racista, o politicamente correcto tem estragado tudo, pois não só não consegue serenar e amenizar as coisas como tem servido para acicatar os ódios, o caminho correcto está algures no meio, ou seja a Europa não pode abdicar das suas matrizes culturais, por outro lado compromete-se a defender a liberdade religiosa, sem no entanto permitir, práticas que ponham em causa os princípios culturais da Europa, mesmo que essas práticas sejam reclamadas como sendo culturais, facto que tem servido para propagar todo o tipo de barbaridades.
A Europa não é uma sociedade perfeita nem homogénea, muito longe disso, no entanto tem de perseguir esses objectivos, quando pelo menos conseguirem ser uma sociedade homogénea, os europeus terão dado um grande passo no sentido da tolerância. O esforço será de educação, de perceber o outro, cedências terão de ser feitas de parte a parte, nós os portugueses somos disso um exemplo que o mundo poderia estudar, nos portugueses somos os mestres mundiais da plena integração sem nunca perdermos a nossa matriz cultural identitária, é muito interessante ver um jovem de 16 anos, 5ª geração de portugueses radicados nos Estados Unidos, não fala muito português, mas chora a ouvir o hino e quando cantam o fado, adora bacalhau e futebol, isto será a cultura portuguesa? Não, não se reduz a isto, mas é interessante ver que estes ténues laços lhe servem para não perder contacto com as suas já antigas origens, apesar de ser um jovem tipicamente americano, e é nesta apropriação de pequenos nadas culturais que nós portugueses somos mestres, poderiam estudar-nos para perceber como melhor perceber outro e se integrarem nas suas sociedades.Tolerar, compreender mas não cegamente, acho que é esse o segredo.
Um abraço, deste vosso amigos
Barão da Tróia
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Barão da Tróia II
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