Quinta-feira, Fevereiro 24, 2011

Pistola taser em prisão de Paços de Ferreira



Por causa deste vídeo, por causa da actuação, correcta, dos homens do GISP, anda tudo para aí em bolandas, sobretudo e daquilo que ouvi, afirmações que roçam a estupidez boçal, dos cus almofadados que nos gloriosos planos traçados nos gabinetes do ar condicionado não sabem nem sonham o que custa e comanda a vida.
Um senhor deputado, o tal que à sorrelfa sonegou os gravadores a jornalistas, numa atitude tipicamente Kadafiana, declarou «que é um atentado à dignidade humana», atentando à dignidade e à inteligência humana, é continuarem a permitir que o senhor seja deputado.
Uma outra criatura que ouvi, muito brevemente, que suponho seja da Amnistia Internacional ou de outra treta do género, vociferou a bom tom, contra a malandragem dos polícias, a esse enfiava-lhe um uniforme e deixava-o a servir como guarda prisional durante um dia, bastava.
Os comunas, como de costume, lá vieram com a lenga-lenga da repressão do costume. Resumindo, a começar pelo jornalismo de merda que temos, televisão incluída, chegamos à triste conclusão de que somos informados por uma cambada de imbecis, que se limite a cagar postas de pescada, sobre coisas das quais não faz a mais pálida ideia.
Aquilo que foi feito em Paços de Ferreira, foi o que era exigido, os meios adequados e o uso da força adequada a lidar com aquela criatura, tudo o resto são balelas imbecis de cretinos, aos quais o poder político desejoso de agradar para que se esqueçam as imbecilidades, vai logo dar crédito.
Parabéns à Directora do estabelecimento Prisional, parabéns ao pessoal do GISP, um trabalho muito bem feito e limpo, é para isto que lhes pagam, mal, é isto que devem fazer, um grande aplauso por uma excelente demonstração de método de trabalho e profissionalismo. A todos os lorpas que estão contra este trabalho, aprendam a ser gente e a viver no mundo de merda que ajudaram a criar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Terça-feira, Fevereiro 22, 2011

A «favelização» de Portugal

video

Onde é isto? Tunísia, praça Tahir no Cairo ou na Líbia? Em nenhum desses locais, ao que sabemos esta cena degradante digna da mais abjecta repulsa por parte de qualquer pessoa com o mínimo de decência e grau civilizacional, passa-se em Portugal, num daqueles subúrbios para onde se atirou a rapaziada que se deixou e deixa entrar neste país, por tudo e por nada sem qualquer crivo de qualidade.
Quando há uns dias o Juiz Mário Mendes falava do perigo de «favelização», era disto que estava a falar. Quando se vêem as notícias sobre incidentes deste tipo há sempre um denominador comum, os prevaricadores são uns anjos, alguns até cantam no coro da igreja lá da terra e os malandros dos polícias é que os agridem, só para se divertir!
Se há violência policial? Não duvido! Mas a maioria destes casos são respostas, proporcionais a actos e ofensas de todo o tipo a representantes da autoridade do Estado, que só pecam por serem, as mais das vezes demasiado brandas!
Tornando-se depois inconsequentes, porque na etapa seguinte, o poder judicial, desfaz todo o trabalho das polícias, recordam-se do tiroteio num bairro em Lisboa, sabem quantos dos intervenientes estão detidos, sabem quantas armas, das que se viram perfeitamente nas imagens, foram aprendidas? Não sabem?
Então eu respondo, ninguém está preso e as únicas armas aprendidas estavam legais, ou seja não era nenhuma daquelas que se viram nas imagens.
Este é o estado de impunidade em que vivemos e viveremos ainda situações piores com o prolongar e agudizar da já péssima situação económica, Acontece que todos precisamos de comer, quando falta, tratamos de arranjar, seja lá de que maneira for!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sábado, Fevereiro 19, 2011

Limitação dos ordenados dos gestores públicos!

Ontem ouvi com alguma atenção a entrevista que Louça deu na RTP2, para tentar perceber se aquilo que eu pensava sobre a moção do BE, se revelaria correcto. Revelou-se efectivamente correcto, a moção do BE, é uma acção inconsequente, que se destina a contabilizar ganhos ideológicos no campo da esquerda, antecipando o PCP, que se deixa fintar, mais alcance não tendo que isso.
Claro que a moção do BE provou algumas coisas, provou que o PP é um saco de demagogia, a proposta estapafúrdia do seu líder, declarando que qualquer moção contra Sócrates deveria ser votada favoravelmente, revela-se como todos sabíamos uma falácia, um torpedo dos submarinos que comprou. Provou que o PSD efectivamente não quer derrubar já o PS, por isso apenas falaram os zés-ninguém dos laranjas, Mendes, Santana, Pacheco e outros números ocos, ninguém do núcleo duro do PSD, falou, pelo menos com aquele ódio e violência inusitada, como se a apresentação de uma moção de censura fosse privilégio só de alguns.
Numa outra nota interessante, PS e PSD votaram contra a limitação dos salários babilónicos dos gestores públicos, acusando a proposta de demagógica e populista, o oficce boy laranja para as questões económicas gritou até quase arrepelar os cabelos esgrimindo argumentos mancos, contra esta proposta.
Agora sinceramente, respondam a uma simples pergunta, se pudessem escolher o vosso local de emprego, se pudessem escolher o ordenado, o tipo de telemóvel, carro e cartão de crédito iriam utilizar, deixariam que alguém vos dissesse que agora haveria um limite?
Claro que não, ficariam irritados, votariam contra, gritariam até arrepelarem os cabelos usando todo o tipo de argumentos cretinos e imbecis, porque teriam de manter a teta a correr, não poderiam de forma alguma matar a vaca, por muito esquálida que ela esteja. Pois foi isso que fizeram PS e PSD, mais uma prova da sua igualha, afinal os administradores públicos, são à vez maioritariamente ora de um ora de outro partido, assegurando aqueles lugarzitos porreiraços, onde se continua a ter protagonismo, a aparecer nos almoços, nas jantaradas e nas bebedeiras colectivas, sacando o triplo da massa que se recebia quando se era apenas ministro e ou deputado e não tendo um terço das dores de cabeça, isto meus amigos é o cerne da questão, o resto são balelas, nós temos uma classe política que existe para se servir e não para servir, existe para esbanjar e desbaratar, tal e qual com dizia o outro na cantiga do tempo da outra senhora, « eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada»!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sexta-feira, Fevereiro 18, 2011

Demite-se o Secretário-geral dos sistemas de segurança interna

O objectivo, creio eu, era criar um núcleo de coordenação da Segurança Interna, à laia daquilo que existe em países civilizados e com reais preocupações com a segurança dos seus cidadãos, países que, claro está, estão a anos-luz, deste pardieiro de impunidade e de laxismo chamado Portugal.
Tradicionalmente, os governos de esquerda, são muito fraquinhos em termos de segurança interna e defesa, são pastas complicadas que precisam de gente competente e capaz, conhecedora dos meandros tortuosos, da aplicação de conceitos de segurança, adaptados aos tempos modernos. Nesse campo os governos oriundos da direita, tem apresentado melhores prestações, excepto nos últimos dois governos PSD-PP, em que a bitola foi, igualmente de um miserabilismo atroz.
Na sequência da procura por um modelo, leia-se inventar, o actual governo criou a figura do secretário-geral dos sistemas de segurança interna, investindo nessa qualidade o Juiz Conselheiro Mário Mendes, que apenas dois anos e meio depois bate com a porta e pede a exoneração, diz-se cansado e desiludido.
Numa entrevista à RTP, fala de factos concretos e da absoluta e completa falta de objectividade das políticas de segurança interna de Portugal. Não traz nada de novo, ou pelo menos nada que qualquer polícia de giro ou cidadão mais atento não saiba muito bem. O perigo de «favelização» de algumas áreas da cintura metropolitana de Lisboa, junte-se o mesmo problema no Porto, em Faro ou em Évora, onde nos bairros de mistela subsídio dependente fervem aspirações lícitas, obtidas por meios ilícitos.
A base disto tudo, assenta primordialmente nas questões sociais, este país é uma porcaria e os políticos uma Corja de incompetentes. Em segundo lugar, num modelo de desenvolvimento e ordenamento territorial estapafúrdio, com a criação dos chamados bairros sociais, para onde muitas vezes é atirada a ralé, locais geradores de focos de conflito bárbaro. Em terceiro lugar numa política de emigração imbecil, reparem que Portugal não consegue atrair emigrantes de qualidade e os que por cá passaram atirámo-los para as obras e para a limpeza a dias, a emigração que atraímos actualmente é essencialmente o rebotalho, a escumalha que ninguém quer e que vem engrossar as listas da subsídio dependência, infelizmente raros são os casos em que gente decente, honesta e trabalhadora escolhe esta cloaca para se estabelecer. Em quarto e último lugar a impunidade completa que reina nesta terra, produto de trinta anos de corrupção, que se estende até à administração da Justiça e à legislação, executada a pedido e para favorecer os do costume.
Percebo perfeitamente o desencanto com que o Juiz Mário Mendes abandona o seu cargo, vejo esse desencanto estampado na cara de cada agente da autoridade, manietado, por faltas de toda a ordem, por leis feitas por incompetentes, por uma criminalidade cada vez mais violenta e adaptada ao século XXI, combatida por polícias, que os políticos mantêm reféns do século XIX.

Veja a entrevista do juiz Mário Mendes aqui!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quarta-feira, Fevereiro 16, 2011

Que parva que sou!

Que parva que sou! Este tema dos Deolinda, arrisca-se a ficar como hino da geração do desencanto profundo, pelo menos, a música portuguesa contínua de quando em vez a brindar-nos com os encantos da intervenção, da preocupação social e da pura crítica social tão importante para abrir os olhos à malta.
Li num artigo de opinião que o tema talvez seja um exagero, tal como exagero, ainda segundo o mesmo artigo do JN, seja a opinião de Mariano Gago ao declarar que a música é incentivo ao abandono escolar e ao desprezar e desvalorizar a formação académica, isto num país que tem como heróis máximos os empurra bolas regiamente pagos e uns parolos que aparecem no ecrã televisioneiro em programelhos de oitava categoria.
A ênfase é dada aos jovens, a quem já se chamou mil euristas, geração X e mais não sei quantos epítetos mais ou menos parvos, se exageram ou não? Talvez, hiperbolizem uma situação cada vez mais aguda, do que vejo, percepção de um labrego de província, é que isto tudo falhou, e falhou porque desde 1986, ninguém se preocupou em realmente fazer nascer algo vagamente parecido com uma economia, farto-me de rir, quando oiço alguém pomposamente falar na «economia portuguesa», mas qual economia qual carapuça, Portugal lá tem economia!
Dos mais novos que eu, vejo os que optaram pelos técnico profissionais, entalados sem emprego obrigados a trabalhar por ordenados de miséria, os outros, os licenciados andam aí a saltar de estágio em estágio, migrando para Lisboa, para o Porto, para o estrangeiro, porque por aqui não arranjam nada. Só se safaram os que tiveram um golpe de sorte ou que são filhos, afilhados, primos ou tenham alguma boa relação com os poderosos.
Posso contar-vos a minha experiência, tenho a esta hora 41 anos e 4 meses, trabalho desde os 17, e nunca tive um contrato de trabalho estável, já passei por todo o tipo de contratos de trabalho, até sem contrato, sou licenciado, tenho um curso profissional, estou num mestrado, mais por carolice que por reais benefícios, falo e escrevo 5 línguas e já fiz um pouco de tudo, ganho muito menos de 1000 Euros! Que parvo que eu sou!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

Segunda-feira, Fevereiro 14, 2011

Costa portuguesa sem radares!

Portugal, continua a marcar pontos, no ranking do disparate e da estupidez. A rede de radares que vigiam a costa portuguesa , estando há muito obsoleta e para lá de qualquer intervenção técnica salvadora foi desactivada e a nova rede (SIVICC), está para ser instalada, lá para Agosto, por isso a malta anda a desenrascar-se com uns radarzitos móveis, umas câmaras térmicas moveis e o topo da tecnologia de vigilância costeira, que são uns desgraçados mal pagos com uns binóculos a tiracolo fazendo de conta que se vigia alguma coisa, caso é para perguntar, então e os submarinos, esses fantásticos dissuasores, de invasões, pois aí ainda estamos pior, um veio e avariou logo o outro ainda está para chegar.
Portas, que se prepara para chegar ao governo novamente, talvez quem sabe para comprar um porta-aviões, isso sim um extraordinário meio de dissuasão, parece que já o estou a ver, comprado numa sucata em Nova Jérsia, excedente da Segunda Guerra Mundial, quase novo, o orgulho da Armada Lusitana, que se chamará obviamente NRP Cavaco Silva, será a glória da nossa marinha de guerra e a epítome da acção ministerial de Portas.
Deixando a brincadeira de lado, continuamos a brincar aos polícias e aos ladrões, a fingir que se faz alguma coisa, com os pobres diabos com ordenados miseráveis que andam nas forças policiais, sujeitos a todas as humilhações, pede-se a estes homens e mulheres que façam e desfaçam a trampa que outros criam, para depois andarmos neste estado de miserabilismo, e pensar que o Egipto está aqui tão perto!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Sexta-feira, Fevereiro 11, 2011

O Palestiniano de António Salas



Acabei de ler o livro da fotografia aí de cima, «O Palestiniano» de um jornalista espanhol, que escreve com o pseudónimo de António Salas. É um relato extraordinário da visão do outro lado, a visão do mundo vista pelos olhos dos muçulmanos.
Para eles os bárbaros somos nós! Salas, já me tinha surpreendido com um outro trabalho «O Diário de um Skin», com este, superou mesmo as expectativas, admiro a capacidade camaleónica que tem de se transformar numa personagem de que necessita para fazer o seu trabalho. António Salas é um, bom exemplo para os pseudo-jornalistas merdosos que temos cá pelo burgo, presos pelos tomates quer à situação, quer a oposição, que sobem a pulso do beija cu dos políticos e nos entopem as televisões e jornais com pretensos trabalhos jornalísticos de merda. Não querendo ser nefasto e generalista com toda a profissão jornalística, existem felizmente excepções ao comezinho e lambe-botas panorama nacional, são poucos mas são bons, honra lhes seja feita.
Confesso que o livro de Salas me abriu mais os horizontes sobre os muçulmanos, continuo a desconfiar deles como desconfio de toda a gente que professe uma qualquer religião, devo dizer-te António Salas, que convivi de perto durante duas décadas com gente religiosa, eu era um deles, um infiltrado, e nunca vi tamanha corja de filhos de puta, os teus muçulmanos não serão diferentes, alias se uma coisa fiquei ciente e obtive a confirmação da suspeita que já tinha é que muçulmanos e cristão são muito mais iguais do que eles próprios imaginam.
Excelente livro, parabéns!
Podem comprar aqui, aqui ou aqui

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quarta-feira, Fevereiro 09, 2011

Veto político presidencial!

Sua Excelência o senhor Presidente da República, resolveu finalmente deixar os tabus e os silêncios tumulares de lado para vetar politicamente um diploma do governo, e fê-lo na minha modestíssima opinião no pior dos momentos e pela mais mesquinha das razões.
Prova-se com este veto, que Sua Excelência o senhor Presidente da República, é uma pessoa algo rancorosa e muito pouco isento. Neste momento Sua Excelência o senhor Presidente da República, deveria pugnar pela defesa dos seus cidadãos eleitores e depois por todos os outros que apesar de não o obsequiarem com o seu voto têm o supremo azar de ter de viver neste país, ao não publicar este diploma Sua Excelência o senhor Presidente da República, revelou a sua falta de isenção, a sua falta de noção das reais dificuldades do povo e provou a sua forma algo enviesada de fazer política.
Da razão primordial para o veto político, quando poderia ter optado por um veto simples, invoca Sua Excelência o senhor Presidente da República, a preocupação com a segurança dos doentes, antecipando assim erros de medicação, acredito, que este é um argumento infeliz e muito fraquinho. Tão preocupado está Sua Excelência o senhor Presidente da República, com a segurança dos doentes portugueses, saberá por ventura Sua Excelência o senhor Presidente da República, que milhares de doentes não têm médico de família e têm inclusive de fazer cinquenta ou mais quilómetros para ir a um médico.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, veta um diploma que ajudaria realmente os doentes, infelizmente Sua Excelência o senhor Presidente da República, cedeu à tentação da birra politiqueira, infelizmente Sua Excelência o senhor Presidente da República, vexado pelo governo, começa desde já a promover o seu derrube, que o faça, nada contra, agora que o faça lesando os meus interesses, aí acho uma atitude vergonhosa, típica da politiqueirece de baixo nível que temos em Portugal.
Deixo-vos apenas uma historieta emblemática do caos em que caiu a prescrição de medicamentos, depois não se queixem de espanto com as falcatruas, muitas que se continuam a fazer.
O meu filho teve uma gastroenterite, foi-lhe receitado um regulador da flora intestinal, na farmácia a minha mulher perguntou se não fazia o mesmo que um outro conhecido fármaco para o mesmo fim, neste caso o Ultralevur, o farmacêutico, disse que sim, a minha mulher perguntou qual era a diferença, o homem sorriu e disse, este que lhe foi prescrito, é de uma outra empresa, o princípio activo é em tudo idêntico, mas custa o dobro. Bingo estava descoberta a causa da prescrição, o senhor doutor quer ter a certeza que durante este ano terá acesso a dois ou três congressos em conhecidos pólos de investigação médica, situados curiosamente nas Caraíbas, na Tailândia ou nas Seychelles, locais que como toda a gente sabe, são regiões avançadíssimas em questões da medicina.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, como já vem sendo hábito, teria tido melhor prestação se fosse comer um bolo-rei ou um pastelinho de Belém, mas de boca fechada, por causa das migalhas. E diz-se Vossa Excelência senhor Presidente da República, o Presidente de todos os portugueses!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Terça-feira, Fevereiro 08, 2011

Dia Europeu da Segurança da Internet



Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

Quarta-feira, Fevereiro 02, 2011

SOS - Educação

Eu gostava realmente de perceber o que é que esta malta dos colégios privados quer, mas não consigo entender ou antes, até entendo, querem o mesmo que todos os outros, querem um subsídiozito para continuarem a folgar as costas, e quem paga, advinham logo que é o Zé Pagão do costume.
Nada contra os projectos educativos do sector privado, nada conta AEC’s, quer sejam equitação, golfe ou renda de Bilros, nada contra as escolas privadas suprirem as deficiências das escolas públicas, contribuindo para dar ensino onde ele não há, nada contra que essas escolas sejam pagas por esse serviço que afinal é público e compete, por enquanto, a este miserável Estado.
No entanto, quando o que se passa é mais uma descarada e despudorada caça a subsídio, em que o dinheiro dos meus impostos serve para andar a pagar colégios aos meninos bem, aí a coisa já me cheira a esturro. Os papás querem os filhos nos colégios e escolas privadas, muito bem, estou de acordo, estamos num país relativamente livre e democrático, pois então paguem para isso.
Os papás não querem os filhos misturados com a rataria da escola pública, acho uma imbecilidade, mas ainda assim, como estamos no tal país relativamente livre e democrático, lá engulo esse arrufo revanchista, pois então paguem para isso.
Os papás querem que os filhos cresçam com um exacerbado e bacoco sentido de classe social de elitismo cabotino, continuo de acordo, querem ter extracurriculares como; hipismo, golfe, matraquilhos, ponto cruz ou bilhar às três tabelas, muito bem completamente de acordo, pois então paguem por isso.
Que a escola privada faça um acordo de parceria em que se compromete a receber um determinado número de alunos, que não conseguem lugar na escolas públicas por não existirem escolas públicas na zona ou por nessas mesmas escolas não existir dotação para esses alunos e que advindo desse facto a instituição privada receba fundos que assegurem os custos do ensino desse determinado número de alunos contratualizado, acho inteiramente correcto.
Não aceito nem acho correcto que o dinheiro dos meus impostos seja desviado, para pagar as escolas privadas, quando a mim me pedem contribuições voluntárias, papel higiénico, garrafas de água e tudo o mais que necessitam na escola pública que a minha criança frequenta, acabo por pagar tudo, mesmo não tendo dinheiro para colocar a criança num colégio privado ajudo a pagar a mensalidade de alguém que seguramente ganha muito mais que eu, ora digam lá se isto não é a verdadeira justiça social a funcionar em pleno.
Ora vão mas é bardamerda!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

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