Todas as vezes que uma greve assola as costas da Lusitânia. A preocupação é sempre a mesma, os números da adesão, as percentagens, nem sequer se discutindo as causas, que levam uns a fazer greve e outros a ficarem de fora dos protestos. Esclareço que não vou em greves, menos ainda em greves e manifestações à portuguesa, o salário que ganho e a precariedade que me vincula à entidade patronal, não me permite veleidades ufanas e disparatadas como sejam as greves e as manifestações inconsequentes e cretinas como a greve geral de ontem.
Curioso que ontem no Reino Unido os estudantes universitários se manifestaram contra o aumento das propinas e partiram a loiça toda, por cá é o pacifismo da triste carneirada capada, o marasmo até nas greves e nas manifestações, o sector privado onde os trabalhadores estão bem afilados pelas sanguessugas do patronato, é um sector tradicionalmente morto para os protestos, se o sector público consegue alguma coisa e eles beneficiam muito bem vivas à pátria, quando não, é o chorrilho de nomes do costume e o geral achincalhamento do funcionalismo público, a esses bravos do sector privado que fogem aos impostos o meu muito obrigado, continuem a fugir e a dizer mal dos funcionários públicos.
A greve geral afigurou-se patética e vazia de conteúdo, até correu bem porque os vendidos da UGT até participaram, mas esse foi o único ponto positivo, todo o resto foi o arraial típico de organizações à pé de porco, ou seja uma valente chachada, que apenas conseguiu chatear e enervar os otários que não fizeram greve ou os desgraçados que precisavam mesmo de recorrer a certos serviços, alcance prático foi nenhum.
Esse alcance prático será sempre o mesmo enquanto persistirem estas mentalidades imbecis que ainda dominam as cabeças do Zé Povinho bebedolas e madraço, enquanto não perceberem que um trabalhador é um trabalhador, seja ele da função pública ou do privado, enquanto não perceberem que isto só lá vai a tiro, enquanto não agirmos como uma sociedade, poderão fazer as greves todas que quiserem, que não servirão para nada excepto para perder tempo e dinheiro.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
Quinta-feira, Novembro 25, 2010
Greve Geral em Portugal
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Barão da Tróia II
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Segunda-feira, Novembro 22, 2010
Uma Tragédia Portuguesa - O Livro!

Ontem no Corte Inglês em Lisboa foi apresentado o livro "Uma Tragédia Portuguesa" de António Nogueira Leite. António Nogueira Leite, é economista, professor universitário e um antigo secretário de estado, na qualidade de independente de um governo do PS, no caso do XIV Governo Constitucional, presidido pelo fugitivo Guterres, actualmente é consultor do mesmo partido para a área económica e um apoiante do actual líder dos sociais-democratas. O livro é produto de uma entrevista dada ao actual editor de economia da RTP Paulo Ferreira.
É um livro que conviria ser lido por muita gente, muita gente que tem objectivamente andado completamente alheada da realidade, nele o autor finalmente revela que os culpados deste estado miserável de coisas, são todos os governantes, dos últimos vinte anos, sem isenção de nenhum, incluindo o grande guru dos avisos, que actualmente ocupa o cadeirão presidencial e que António Nogueira Leite identifica como o pai do monstro.
Vou gostar de ler este livro, até porque confirma algo que este modesto escriba de insignificâncias blogueiras já advoga faz algum tempo, sempre fui crítico do endeusamente, que faz com que se coloquem no pedestal, ineptos e incapazes, uma característica muito ao gosto lusitano, cultural dirão uns, imbecilidade pura dirão outros, o facto é que a veia sebastianista, sempre nos assentou como uma luva, creio bem que o livro de António Nogueira Leite servirá para desmistificar essa propensão asneiral que nos vem de antanho.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Sexta-feira, Novembro 19, 2010
Cimeira da Nato em Lisboa
Estamos perante um dos maiores atentados à inteligência dos últimos tempos, uma saloiada impressionante, um circo, uma grossa palhaçada, em que os média televisivos portugueses repetem até à exaustão os lugares comuns e as imbecilidades próprias de um jornalismo medíocre e merdoso, tão ao gosto das lusas maralhas.
Se estou contra a cimeira, nem contra nem a favor, a Nato ou Otan, conforme queiram é um anacronismo político imbecil, em que a Europa se presta ao seu papel subserviente, costumeiro, dobrando a espinha e fazendo vénia aos Estados Unidos, sim eu entendo, estamos gratos pelos Sammies de 1918, pelos GI’s de 1945 e pelo Plano Marshal, mas acreditem pagamos isso tudo muito, mas mesmo muito caro aquando da ruína da Fanny Mae e do Freddie Mac, por outras palavras, é graças a esta Nato e ao seu patrão, os Estados Unidos, que nós os Europeus estamos atolados em trampa até às orelhas.
Mas não devemos só a terceiros o nosso actual estado de miséria, devemo-lo essencialmente a nós, à nossa tibieza, não se esqueçam do mordomo do Açores, o rapazote que andou a servir cafezinhos aos poderosos pondo-se em bicos de pés para aparecer em terceiro plano na fotografia, foi por isso agraciado com uma promoção, foi promovido a mordomo da Europa, o limpa cus da Alemanha, da França e do Reino Unido.
Mas adiante, esta saloiada da cimeira, em que um país inteiro quase pára, onde a capital desse país, efectivamente parou, um país em profunda crise, e que ao contrário, precisamente o oposto do que diz o seu máximo representante, vegeta há largos anos na maior pedinchice, de mão sempre estendida aos subsídios e migalhas da Europa, a mesma que esquecida da solidariedade, incapaz de refrear os cães danados da especulação, olha de soslaio para a parolada portuguesa, o antro dos labregos gastadores.
À margem disto tudo, ainda aparecem uns cretinos que estão contra a guerra do Afeganistão, uns imbecis, que ainda não perceberam que ali se joga o futuro de um modelo de mundo, que se não defendido, acabará por fazer soçobrar este mundo ocidental em vagas de sangue, e esses esquerdeirotes fumadores de ganzas serão dos primeiros a ver o gorgomilo apertado, mas aí será tarde. A guerra do Afeganistão não é uma guerra justa, não existem guerras justa, mas é uma guerra necessária, nisso a Nato tem toda a razão, só nisso, o resto porém são balelas, para entreter apresentadoras boazonas e comentadores néscios dos noticiários pasquins televisivos.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Quinta-feira, Novembro 18, 2010
Carros da PSP das Caldas da Rainha conduzidos por agentes com máscaras!
Depois queixam-se que a polícia, é assim e é assado! Este é apenas um dos muitos infelizes exemplos de quem deveria ter condições de trabalho, e apenas tem o que se vê. Este país é uma estrumeira sem eira nem beira, pena que o FMI tarde a chegar cá para ver se conseguimos por um travão nesta bandalheira, tenho muitas dúvidas, mas veremos.
Fonte do vídeo:http://sic.sapo.pt/
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Quinta-feira, Novembro 11, 2010
O Clister Nacional
Estamos à beira do princípio do fim! Com esta firme certeza, avançamos céleres para o ocaso desta torpe coisa chamada Portugal. O negrume que o FMI projecta nas mentes toldadas dos nossos governantes, fá-los ainda mais pequenos, ainda lhes diminui mais a pouca capacidade que parecem ter.
Catastrofista! Epíteto por demasia usado para classificar tais discursos, afinal os poucos catrastrofistas, são indubitavelmente e também, os poucos realistas que restam neste país de sonho, nesta quimera, neste oásis onde até quase se decretou o fim da crise por decreto ministerial. Afinal a crise não acabou, afinal a crise ainda nem tinha começado, afinal a crise sempre existiu, é uma crise cultural, é toda uma sociedade em crise, que duvida que tenha cura, eventualmente levará um paliativo, daqueles fortes, um grande clister de medidas economicistas, que lançarão para os escombros da pré miséria, todos os que ainda flutuam no caldeirão de merda em que soçobra este país.
Esse clister nacional, essa purga divina, qual castigo de Sodoma, irá varrer os traseiros nacionais de norte a sul, é porém um fármaco selectivo, que escolherá bem os rabiosques em que entra, porque aos que muito acumulam, não tocará, privilegiará antes os que já se debatem com o crepúsculo da miséria, quase entrados na longa noite da subnutrição, da doença e da carência económica.
O até agora gorduroso traseiro da quase extinta classe média, que durante anos sustentou esta loucura, este estado falhado chamado Portugal, vê-se agora penetrado sem apelo nem agravo, pelo malicioso pipo do FMI, que o penetrará com ganas redobradas, acolitado pela poderosa Corja politiqueira. Nem tudo serão rosas para os aprendizes de poloitiqueiros que temos, também eles verão os seus lautos e untuosos buracos anais violados pelo poderoso clister económico que mais tarde ou mais cedo aí virá, lá se vão as prebendas e alcavalas, lá se vão as nomeações da família para institutos e fundações, governos civis e outros habitáculos da tachocracia lusitana.
A preparação mental para este próximo capítulo, terá de ser feita por cada um, não existem formulas redutoras e preparatórias, quem não pode arreia, como diz o ditado, só é pena, que com tanto líder inteligente e sagaz, chegue agora este país à triste evidência, de que os seus dirigentes são uma corja de mentecaptos ineptos e incapazes.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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Quinta-feira, Novembro 04, 2010
Orçamento aprovado, povo descansado!
Orçamento aprovado, povo descansado! Eis um novo ditado popular, bem adequado ao actual estado de miserabilismo nacional. Ontem naquela coisa chamada Assembleia da República, lá foi aprovado o orçamento Robin dos Bosques ao contrário.
A triste e paupérrima sessão parlamentar, deu ao mundo e para quem quis e se dispôs a perder tempo, um triste espectáculo, um extraordinário patético espectáculo da política “made in Lusitânia”. O ponto mais alto foi quando a senhora deputada Manuela Ferreira Leite, outra das grandes culpadas do actual estado de miserabilismo, declarou no seu tom de voz cavernoso, que aquele era um mero entendimento para iludir os mercados, como se os mercados não o soubessem de antemão.
Mas pegando na deixa dos Gatos Fedorentos, vamos lá esmiuçar esta aprovação farsola, primeira questão, quem ganha e quem perde com este orçamento? Resposta pronta e simples, ganha o país político, os aparatchiks, as nomenclaturas clientelares que gravitam em torno dos círculos do poder, ganham as máquinas partidárias, que mantêm os seus estatutos e prorrogativas, as nomeações a esmo para os gordos tachos da insolente inépcia deste Estado. Perdemos todos nós, os infelizes, que ainda têm trabalho, que pagam impostos, que não fogem ao fisco e que cada vez mais estão asfixiados pelos parasitas sociais e politiqueiros.
Os mercados vão responder? Claro que vão! Os mercados vão continuar a afundar Portugal, até porque esse jogo rende milhões aos especuladores, irão mudar quando o governo revelar as contas públicas no próximo semestre, se mudarem e se as contas mostrarem recuperação, os mercados não se regem pela lógica, mas pela imperiosa necessidade, quase compulsão obsessiva de ganhar dinheiro. No extremo este orçamento não servirá para nada e teremos mesmo de accionar o fundo de garantia. Até porque os cortes da despesa estão a certo feitos maioritariamente no lado mais fraco, comprometendo a economia e o futuro sempre incerto das próximas gerações.
Então porquê este orçamento? Caso ainda não tenham percebido o mundo mudou muito. Nestes últimos 30 anos, Portugal ao invés de criar modelos económicos sustentáveis, limitou-se a andar de mão estendida, pela Europa a pedinchar e criar fundações, conselhos de administração, direcções regionais e outras que tais, para onde foram sendo enfiados os ineptos a quem se deviam favores políticos. O dinheiro da Europa foi esbanjado em alcatrão e cimento e pouco mais, daí resultando que a economia portuguesa, é um eufemismo que se manifesta por não se manifestar, Portugal não tem economia, Portugal vive na dependência da Europa, a Europa é o nosso suporte de vida, se aprovarem uma lei de eutanásia, e desligarem o botão, o doente morre.
Exceptuando alguns, demasiadamente poucos, sectores produtivos, a produção em Portugal está morta ou no estertor final, ninguém nos últimos 30 anos se preocupou, minimamente em equacionar e desenvolver politicas produtivas coerentes e sustentadas, ninguém, incluindo esses mesmos que hoje, estando ainda nos poleiros políticos, de quando em vez, lançam alertas por isto e por aqueloutro.
Resta-nos infelizmente a velha esperança, tão grata à alma Lusa, resta-nos ir sobrevivendo aos choques, como sempre o fizemos, ainda que os de antanho tendo outra têmpera, volta e meia davam coices à carroça e punham tudo de pantanas, os burros de hoje, ajeitaram-se de tal modo à canga que andam impávidos e serenos, por isso resta-nos ter esperança, essa ilusão vã de melhores dias que hão de chegar.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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