domingo, outubro 31, 2010

Finalmente acordaram

Previsivelmente, os plenipotenciários do PS e do PSD, chegaram a um acordo de viabilização do orçamento de Estado. Digo que era previsível, porque aquela manigância de prima donna, em que os dois partidos andaram nestes últimos tempos não interessava a nenhum dos dois, porque o não acordo pressupunha um terrível futuro para qualquer deles.
Imaginando que não tinha existido acordo, teríamos seguramente de recorrer ao fundo de apoio comunitário e daí ao FMI era um passo. Passo esse que seria uma grande provação um verdadeiro ordálio de sacrifício digno das procissões do senhor dos Passos. Para os partidos da hegemonia, seria terrível. Imaginem, que não mais e durante sabe Deus quanto tempo, poderiam nomear a esmo, os familiares, amigos e conhecidos a quem devem favores, para cargos na administração pública.
Seria uma catástrofe para as máquinas partidárias, de todos os partidos, que vão enfiando, as esposas, as filhas, os filhos, os maridos, os primos e os amiguinhos na monstruosa administração pública, correndo o risco, toda essa gente, de ter mesmo de ir trabalhar, por salários miseráveis, ou seja viver como o resto de nós, a grande maioria de cretinos mudos.
Ora sucede que PS e PSD, bem cientes dessa desgraça, dessa negra procela de negrume que pairava sobre as suas cabeças, decidiram-se por criar um entendimento que os salve da miseranda condição de escravos do FMI, tal como nós o restante desta sociedade de rebotalho, somos deles agora e para todo o sempre, tou muito religioso hoje, deve ser influência do Samhain Celta.
Desmistificando esta mentira ridícula do orçamento, a sua falta não faria mal nenhum ao país, faria era bem, traria o FMI para cá, seriam draconianos nas suas imposições, mas bem poderia ser que conseguissem enviar todas estas sanguessugas politiqueiras para o seu devido lugar, bem poderia ser que este país efectivamente começasse a pensar verdadeiramente em reavaliar os seus modelos políticos e governativos que continua a ser necessário transformar. Infelizmente ainda não foi desta, infelizmente ficou tudo na mesma!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, outubro 26, 2010

Presidente da República

Ainda tive esperança, que Sua Excelência o Senhor Presidente da República não se revelasse como putativo recandidato ao cargo simbólico, de Presidente da República, gorou-se infelizmente a minha esperança. Sua Excelência o Senhor Presidente da República, foi pelo menos coerente, igual a ele próprio, cinzentão, enfadonho e completamente anódino.
Um discurso, completamente estapafúrdio, alusões a ridicularias e minudências, próprias de alguém enfastiado, quiçá indigestão provocada por excesso de bolo-rei, será que Sua Excelência o Senhor Presidente da República não intui realmente as barbaridades que diz, será que Sua Excelência o Senhor Presidente da República, acredita realmente nas pantominices que diz, mal desta terra se isso for realmente verdade.
Sua Excelência o Senhor Presidente da República, tentou passar a mensagem de que o seu cargo é de suma importância, quando na realidade a importância do cargo de Presidente da República é idêntico aquele horrível jarrão velho que uma tia idosa nos oferece, ou seja é um cargo honorífico, regiamente bem pago, o que não deixa de ser caricato, porque estamos ao que parece numa república, um cargo limitadíssimo de poderes, que apenas ajuda ao despesismo faraónico de um estado miserável, como é o nosso. Como é bondoso da parte de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, declarar que a sua campanha apenas gastará metade da verba que pode despender, que generosidade, é a mesma generosidade com que declarava que Portugal deveria competir através de uma política de baixos salários, tão diferente das declarações actuais Sua Excelência o Senhor Presidente da República, mais um caso de bem prega Frei Tomás.
Como estaríamos sem Sua Excelência o Senhor Presidente da República? Estaríamos muito melhor sem sombra de dúvida, mas como somos um povo de imbecis, lá irão correr a votar de novo na criatura, bom proveito vos faça!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 21, 2010

Brigada de Trânsito

Vivemos tempos complicados, piores ainda porque não cessam de nos mentir, não cessam de brincar com coisas sérias, as politiquices imundas e os seus múltiplos jogadores. Uma dessas mentiras tem que ver com a extinção da Brigada de Trânsito, na altura algumas vozes, onde humildemente me incluo, avisaram sobre a cretinice de tal decisão.
Nem um ano depois, afinal parece que todos, muito poucos, os que avisadamente e com insistência avisaram sobre as nefastas consequências de tal acto imbecil, tinham razão. E era fácil antever o desastre, porque acabar com uma estrutura que mal ou bem, que com óbvios defeitos e situações menos boas, cumpria as funções que lhe estavam incumbidas, para criar algo completamente diferente, retalhado e atamancado, só podia dar com os burros na água.
O mesmo sucedeu, com a extinção da Brigada Fiscal, outra concludente asneirada, que facilmente se constata diariamente, mas o caso da Brigada de Trânsito é uma evidente grande burrice. E porque sucedem este tipo de coisas? Pois caros amigos, este tipo de coisas sucedem-se, porque os decisores políticos, são isso mesmo decisores políticos, alguns de vós estarão a cogitar, que decisores políticos e asnos são palavras sinónimas, qual Pilatos daí lavo as minhas mãos.
Enquanto a Guarda Nacional Republica, continuar agregada regra militar, enquanto alguém com poder de decisão, não deixar de prestar vassalagem e completa subserviência à camarilha de oficialidade inepta que anseia por postos de chefia, onde pouco ou nada tenha de fazer, ainda me hão de explicar o que fazem quatro mil homens no comando da GNR em Lisboa, fazem o quê, ocupam-se a fazer o quê?
Este parece um facto sem importância, sê-lo-á na imediata proporção em que muitos outros em vários sectores o são, todos juntos concorrem para que se perceba, quão miserável é este país, quão ineptos e incapazes são os nossos governantes, quão imbecis somos enquanto sociedade. Espero que haja dos decisores políticos a ombridade de fazre um "mea culpa", voltando a activar a BT, purgada que deve estar dos seus frutos podres, que os tinha, como os terão mil outras instituições. Espero que haja alguma réstea de inteligência, que permita encarar com ombridade e colmatar a estulta decisão.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 15, 2010

Porque estamos nós à beira da indigência

Salários Auferidos anualmente por alguns administradores de empresas públicas:

420.000,00 € TAP administrador
371.000,00 € CGD administrador
365.000,00 € PT administrador
50.040,00 € RTP administrador
249.448,00 € Banco Portugal administrador
247.938,00 € ISP administrador
245.552,00 € CMVM Presidente
233.857,00 € ERSE administrador
224.000,00 € ANACOM administrador
200.200,00 € CTT Presidente
134.197,00 € Parpublica administrador
133.000,00 € ANA administrador
126.686,00 € ADP administrador
96.507,00 € Metro Porto administrador
89.299,00 € LUSA administrador
69.110,00 € CP administrador
66.536,00 € REFER administrador
66.536,00 € Metro Lisboa administrador
58.865,00 € CARRIS administrador
58.859,00 € STCP administrador

3.706.630,00 € Total anual gasto com estes camaradas.


Nem contabilizo as mordomias para não estragar a contabilidade, os cartões de crédito, as ajudas de custo e despesas várias, os telemóveis e por aí adiante. Ora sabendo que o ordenado médio dos trabalhadores das empresas onde estas sumidades da administração passeiam, rondará os 800 a 900 Euros, teríamos mais 4000 mil empregos se despedíssemos estes ineptos, porque é disso que estamos a falar de incapazes que nem em empresas que dominam o mercado conseguem ter lucros, porque se virem bem, a maioria dessas empresas estão atoladas em prejuízos, que já agora nós também temos de pagar porque são empresas do sector Estado.
Sucede então que é a um pobre Barão arruinado, que ganha 300 Euros abaixo da média dos trabalhadores das empresas dos inúteis administradores, com um vínculo contratual precário, é mim que as bestas quadrúpedes governativas, vêm cortar o lauto abono do filhote, as despesas de saúde e ainda por cima aumentar o IVA, do papo-seco. Senhores da situação e da oposição ide todos bardamerda!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 11, 2010

Andamos ao sabor da maré!

Somos cada vez mais um país abominável e asqueroso, povoado de imbecis e de rebotalho, senão vejam a tristeza que é esta história do orçamento, impávidos e serenos os politiqueiros rafeiros que nos calharam em sorte, andam por aí com as suas disputazinhas chocas, mesmo os apaziguadores, culpados até ao tutano disto que ora vivemos desempenham a patética tarefa de parecer bem na fotografia, apenas e só.
Os pategos anquilosados, divididos entre os segredos da casa, a novelucha da época e a futebolada, invariavelmente perdidos. Porque nunca perceberam que o mundo avançou a uma velocidade incompatível com quimeras construídas sobre dunas, que ao sabor do vento vão e voltam, assim anda este povo, de embuste em embuste, a cada nova salvadora etapa, a cada novo Sebastião redentor, nos afundamos mais, porque o jogo está viciado. Incapazes de assumir a cidadania plena e participativa, o povaréu cretino continua polarizado pelo agitar das bandeirinhas partidárias, exigindo depois ao Estado que tudo faça, quando ele cidadão que deveria ser participativo e activo se borrifa para tudo.
Caminhamos para a cova com a alegria dos pobres de espírito, guiados pela redentora sabedoria da ignorância, após três décadas de Estado de Direito, continuamos os melhores entre os maus e os piores entre os bons, são expectáveis melhorias neste quadro? Claro que não, mas os optimistas, todos os que ganham acima da tabela e à conta do orçamento acham que sim. Todos os outros a quem doem ao fim do dia de trabalho e que no fim do mês vêem o fundo negro das algibeiras, a esses resta ter esperança.
Portugal é um país de assimetrias dignas de um romance de Kafka, minorias racistas, pobres que são ricos, remediados que são pobres, maiorias oprimidas, trabalhadores desprezados, bandalhos mimados, quem produz é um indesejável e os indesejáveis são aplaudidos, a única assimetria que converge ao resto do mundo é a de que os ricos estão cada vez mais ricos.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, outubro 06, 2010

Centenário da República!

E já está, o centenário da República foi comemorado com o estadão típico, desta república de bananas! Ressalvo como positivos os discursos delirantes da politiqueirada, positivos porque uma vez mais fica demonstrada a inépcia e a incapacidade dos políticos que temos para fazer algo mais do que viver à conta do orçamento.
Duas personagens fugiram à sacrossanta ida aos Paços do Conselho, Coelho e Portas, resolveram ir por aí, fazer figura para outro lado, numa atitude bem reveladora da fraca e apoucada qualidade desta rapaziada e desta república.
Aliás esta república é antes uma repulhica, tantos e tão bons são os pulhas que a compõem, este pulhedo, esta Corja, que desde cedo aprende a sugar o tutano ao povaréu imbecil, que embevecido pela ignominiosa e santa ignorância, continua impávido e sereno, apostado em chegar ao próximo fim de semana. A julgar pelas entrevistas de rua, depressa se percebe que os objectivos da Republica, foram por água abaixo, continuamos uma povo de analfabetos, um povacho de asnos, umas bestas quadrúpedes, sem eira nem beira.
Cem outros anos se hão de passar e continuaremos nisto, nesta torpeza, neste ramerrão de idiotice, pontilhados por questiúnculas ridículas e imbecis, cheias de discursos muito floridos, muito bem conseguidos, cheios de boas intenções, das mesmas que prenhe está o Inferno. Sua Excelência o Senhor Presidente da República, uma vez mais primou, por um daqueles seus discursos que mais valia ter estado calado, bem prega Frei Tomás, podia ser o lema deste Presidente, porque verdade que o homem prega muito bem, mas enquanto governante limitou-se a fazer o oposto daquilo que agora afirma ser preciso fazer.
Em suma, tudo pesado, foi mais um acto vergonhoso desta opereta bufa, transmutada em paiszeco de rebotalho, que sem dúvida somos! Muita inauguração, muita bandeira, muita gente completamente a leste da realidade! A triste realidade, que mina esta terra, a realidade da brutalidade, expressa nos números do crime violento, da violência contra mulheres, contra crianças e contra velhos, a realidade da carestia de vida asfixiante, a realidade brutal da fome e das carências diárias de milhões de pobres, a realidade atroz do despesismo dos actores do poder e do novo riquismo cabotino.
Às malvas a República, viva antes a Repúlhica de Portugal, paraíso de pulhas e bandalhos, éden de energúmenos e analfabetos. Em cada canto um déspota, um velhaco, um pulha subsídio dependente. VIVA A REPÚLHICA!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia