segunda-feira, abril 30, 2007

Case Study

Os tempos que vivemos são de mudanças várias, o mundo sempre mudou, nem sempre para melhor, dependendo do ponto de vista, as suas mudanças foram céleres ou lentas, de acordo com circunstâncias, várias. O actual, mundo, muda à velocidade, de um clique, do preço do Brent, ou da seca inexorável que se abate sobre várias regiões do planeta.

Migrações, idas e vindas, novos costumes e povos, gente gentinha e gentalha de tudo nos calha, e de permeio os Portugueses, que deveriam ser alvo de um estudo, para perceber o que temos nós de tão especial, que conseguimos estar nas sete partidas do mundo, integrados e bem sucedidos. Porquê?

Não sendo estudioso da questão, avento algumas respostas, dados esses que poderiam ser utilizados, quer para aqueles que desejam mudar de país, quer para aqueles que os acolhem, a nossa experiência de migração é uma das gestas mais bem sucedidas da nossa história, arrisco a dizer que mais que as descobertas, é a nossa migração que nos engrandece, porque as descobertas há muito que acabaram e os Portugueses continuam a partir à procura de melhor vida.

Dizia eu que tenho algumas respostas, pois aqui vão, o nosso sucesso tem três vertentes essenciais que possivelmente se desdobrarão em outras, mas deixo isso para os sapientes e doutos investigadores. O segredo do nosso sucesso enquanto migrantes, assenta sobretudo, no trabalho, no respeito pela terra que os acolhe e pelas raízes.

O Português, não tenta mudar o sítio que o acolhe, quando muito cria uma associação onde recria o seu ideário Luso, lá fora tenta ser francês, alemão, russo ou qualquer que seja a nacionalidade do país onde está. Em casa e dentro do seu coração ele conserva a sua afirmação de Lusitanidade, porque a sua autoconfiança é ilimitada, ele sabe que é Português, isso é que lhe interessa, esse facto não interfere nada com o também adoptar os usos dos países de acolhimento, intrinsecamente ele será sempre português.

O Português, vai para trabalhar, para melhorar a sua vida, não vai para viver de subsídios nem para rezar, vai para trabalhar, para produzir, a Europa moderna fomos nós que a construímos, quem percorresse a Europa central dos anos 80 e num momento de descontracção, olhasse os estaleiros de obras de Genéve a Bona, de Londres a Milão encontraria operários Portugueses, milhares deles.

Por último, a consciência daquilo que é, o espírito da sua Portugalidade, ajuda-o a ultrapassar as dificuldades e a vencer, esse é o nosso trunfo maior, a espírito de luta que herdamos dos nossos avoengos, gente afeita à peleja dura. Somos realmente um caso de sucesso que merece ser estudado.

No entanto, fico triste quando vejo que aqui chega, toda a espécie de escumalha miserável, a juntar à rataria que por cá já habita, transformando este país num poço de podridão cada vez maior, não sei para onde vamos, não me importa, mas que não acredito neste rumo, lá isso não acredito e podem enfiar o multiculturalismo nos entrefolhos que isso é uma grande patranha que só serve para gerar racismo, e atenção que racismo é uma via de dois caminhos, facto que muita gente parece esquecer, ou fazer por esquecer.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

14 comentários:

A. João Soares disse...

Certamente um barão deve ser tratado por alteza ou outro título diferente do de «engenheiro» da UnI. Mas desculpe minha ignorância da sociedade monárquica, aristocrática, por que ando muito preocupado a ver se compreendo a classe oligárquica, que é coisa diferente mas muito actual !!!
Este tema da migração já foi abordado por um só lado em «Imigração nem sempre é uma bênção»
http://joaobarbeita.blogspot.com/2007/03/imigrao-nem-sempre-uma-bno.html
O seu texto está bem estruturado e, se e permite, transcrevo-o para Do Mirante, a fim de ser apreciado por mas gente.
Um abraço
A. João Soares

Daniela Mann disse...

Barão, não viste o teu presente? Volta lá que está nuns posts mais abaixo!
Leva o teu thinking blogger award.
Beijinhos

Anónimo disse...

Ora nem mais.
Aqui chega toda a escumalha que faz deste cantinho um PARAISO de FALCATRUAS.
Aliás , veem as facilidades que se consegue para impingir o blá blá blá do costume.
Enquantos uns bulem lá fora no DURO para conseguirem um Pé de MEIA outros chegam aqui para explorar os papalvos.
Mas não admira , temos numa ASSEMBLEIA uns SENHORES que teem a mania que sabem mais que este POVO que já viveu antes do 25 de ABRIL , mas como fomos oprimidos e enganádos tantos anos , julgam-se mais espertos que esses tais que já viveram mais uns aninhos de VIDA.
Mas que ainda podem ensinar a BOA EDUCAÇÃO , a BOA MANEIRA de VIVER sem PREJUDICAR NINGUÉM, e não VIVER como CHICO ESPERTOS numa de PINÓQUIO de se MENTIR para levar AVANTE a sua de PODER TER MAIS do que VIVEM ABAIXO das suas posses.
touaqui42

Tales da Gardunha disse...

O texto tem duas partes distintas: a primeira constitui uma boa reflexão, mas a segunda, com alguns laivos nacionalistas, dá que pensar.

Capitão-Mor disse...

Este último comentário revela um pouco os habituais paninhos quentes que utilizamos para tratar de certas temáticas. Facilmente um texto deste tipo é confundido com nacionalismo ou extrema direita. Mas talvez seja por essas e outras que Portugal está como está! Quanto à vida dos portugueses no exterior, não poderias estar mais correcto. Sei muito bem do que falas, mas o espírito lusitano vence nos territórios mais adversos que possas imaginar.
Um abraço!

foryou disse...

"...podem enfiar o multiculturalismo"
um ponto em que concordamos em absoluto. Já era tempo de analisar convenientemente quem pode não pode entrar. Senão isto mais parece o caixote do lixo da Europa.

Andreia do Flautim disse...

Olá!

Espero que tenhas tido um bom feriado!

Um abraço!

padeiradealjubarrota disse...

Plenamente de acordo. Os que daqui partem e vivem da labuta intensa, continuam a ser valerosos. Sobre o multiculturalismo, gostei francamente do discurso de Aznar que não tem papas na lingua nem se sujeitou ao politicamente correcto.

Utzi disse...

... nada a acrescentar após leitura cuidada do teu excelente texto.

Um beijo

RCataluna disse...

Excelente texto!

Abraço!

Casemiro dos Plásticos disse...

estás de parabéns belo texto, sim senhores.
um grande abaraço e continua assim

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Barão:

Aprecio o seu espirito.
Este seu artigo faz um "retrato" dos condicionalismos do mundo em que vivemos.

Temo no entanto que esteja um pouco exagerado no que aos imigrantes diz respeito.

Quem para cá vem, apesar de muitas vezes necessitado, ainda assim consegue vir melhor do que iam muitos portugueses para França no início da nossa imigração.

O amigo Barão sabe concerteza como surgiu o nome "Bidon Ville".
Eram uns "párias em redenção" quase mortos de fome, cheios de ignorância e analfabetismo.

Se me pergunta que é preciso legislação atenta ao fenómeno e que o regulamente... bom aí estamos plenamente de acordo.
Nem sequer acredito que o amigo Barão o tenha escrito com quaisquer intuitos de nacionalismos fúteis e ultrapassados, bem ao contrário.


Um abraço,

deep disse...

Felizmente, também chega gente com valor e com vontade de trabalhar.

Ah! Gostei bastante deste texto... aliás, como de outros anteriores!

Bom resto de semana.

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Barão:

De facto há por aí muito vagabundo e malandro á espera do subsídio.
Desejos de um óptimo fim de semana.

Um abraço,