domingo, fevereiro 10, 2013

A Fraude da fraude!



Quatro foram os programas, se bem que eu acredite que deva existir material para muitos mais, está a SIC de parabéns bem como o jornalista Pedro Coelho. O principal benefício do trabalho de investigação “A Fraude”, foi sintetizar aquilo que todos nós cidadãos comuns já sabíamos, ou seja o caso do BPN é a mais vergonha e asquerosa trapaça, quem tem os políticos do PSD e alguns do PS como actores principais, numa orgia de roubalheira nunca antes vista em Portugal.
Com a reportagem, ficamos mais elucidados, sobre a verdadeira natureza da gentalha medíocre que nos serve de elite, políticos, banqueiros, empresários, tidas em conta as excepções de gente honrada, dado que as generalizações são perigosas, a grande maioria é apenas uma súcia de bandalhos, trapaceiros e medíocres, na reportagem os seus nomes aparecem, não vale a pena aqui referi-los, mas são muitos, e estão nos mais altos cargos do país, são estes velhacos, vigaristas e trapaceiros que se tratam uns aos outros por doutor, quando na sua maioria possuem apenas uma licenciatura, quando a possuem, e para eles currículo importante é passar pelos corredores dos lugares públicos meramente conseguidos pela posso de um cartão partidário sem que isso signifique competência, honestidade ou outra qualquer qualidade!
Esta reportagem revelou-nos quão torpe é a nossa classe dirigente, quão trapaceira, velhaca e vigarista é a nossa classe política, revela-nos os compadrios, as aldrabices e as enormes falcatruas efectuadas com os dinheiros públicos, muito mais que o desbaratar de dinheiros públicos em obras públicas faraónicas, no alimentar da subsídiocracia alarve que endividou o país, em que governo central e maioritariamente as autarquias esbanjaram milhões em subsídios a clubes de futebol, dinheiros públicos canalizados para loucuras futeboleiras, para falcatruas a coberto do desígnio do desporto para os jovens.     
Mas não nos desviemos do tema. A fraude do BPN, deveria fazer corar de vergonha todos os políticos, curiosamente não faz, curiosamente, com as poucas excepções conhecidas, a maioria dos políticos portugueses assobia para o lado, os implicados no quadrante político são mais que muitos, numa demonstração incrível de falta de vergonha, de falta de honestidade e de falta de qualidades e tão falhos são neste capítulo que não duvido que, a existir uma avaliação da condição de pertença à espécie humana meramente condicionada à existência de qualidades humanas, a maioria dos políticos, não passaria no exame apenas se qualificariam para vermes.
Em termos naturais, vivêssemos nós num país com uma sociedade decente, composta por gente com elevado sentido moral, intelectual e consciência cívica e política, esta gentinha que está implicada nesta fraude e na actual fraude de encobrimento da verdade, seria pendurada pelo pescoço pelas estradas deste país, como forma de sancionar a sua vergonhosa conduta de vigaristas, que lançaram este país num caos de miséria. Curiosamente esses bandalhos não só não foram nem serão condenados pelas suas negociatas, aldrabices e falcatruas, como continuam a ocupar os seus cargos de deputados, ministros, gestores públicos, presidentes disto e daquilo, impávidos, serenos e despreocupados, sabendo de antemão que neste paraíso de loucos, nada lhes sucederá!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Jaime Neves

Major-general, Comando
Jaime Alberto Gonçalves das Neves. Vila Real
28 de Maio de 1936 – Lisboa, 27 de Janeiro de 2013


Por falta de tempo não pude atempadamente deixar neste pequeno espaço a justa homenagem a Jaime Neves. A este homem á sua coragem, determinação, honra, galhardia e honestidade, devemos a não transformação de Portugal numa espécie de republica soviética, que nunca seria.
Desta têmpera já restam poucos, paz à sua alma, Mama Sume camarada!

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Elegia ao ódio, que o não é!



Estava para aqui a ler umas pasquices sobre o politequedo luso dos finais do século XIX, e mesmo com aquele rotativismo imbecil, existiam deputados que se odiavam profundamente ao ponto de se esgadanharem à bengalada numa qualquer rua entre o Terreiro do Paço e o Rossio, coisa que hoje não se usa, infelizmente!
Os políticos de hoje não odeiam, pelo menos publicamente, aliás o politicamente correcto, essa novel ditadura da imbecilidade globalizada, proíbe que o ser humano odeie, mas como se poder proibir uma coisa tão humana como o ódio, mas o facto é que odiamos o ódio. Exultamos o amor, o amar e o ser bonzinho, ad nauseam, mas não suportamos o ódio, mas como poderá amar quem não odeia?
Enfim, tentamos ser uma sociedade asséptica, com políticos que não odeiam, com guerras limpas, chocamo-nos hipocritamente com massacres e torturas, sem reconhecermos, que é isso que intrinsecamente somos, tentamos afinal não ser humanos, tentamos negar a nossa humanidade, porque afinal odiar também é ser humano, e esta coisa de negarmos uma parte daquilo que somos só pode levar a um mau caminho, fica a emenda pior que o soneto como sói dizer-se.
Há milénios que as religiões, tentam controlar e erradicar o ódio, com o sucesso que se conhece, milhões de almas torturadas massacradas por ódios religiosos prova o insucesso dessas tentativas, por isso o nosso tão odioso asco ao ódio, produto de uma matriz cultural e religiosa que faz a elegia ao ódio precisamente por o negar.    
Os políticos de hoje não odeiam, pelo menos publicamente, logo desumanizados, estão cada vez mais longe daqueles que os elegem, logo não sabem o que sofre uma pessoa, logo legislam mal e governam ainda pior, logo são os principais alvos do ódio do povo, essa massa genuína de ódio, que ama e odeia com a paixão de um Narciso, o povo gosta de odiar, o politico odeia odiar, a sociedade pune o ódio, cultiva antes o amor, que de tão artificial cria ódios de morte difíceis de ultrapassar, cerceados dos seus ódios, os cidadãos cada vez mais individualizados no seu âmago, canalizam para os políticos os seus ódios, as mitologias criam e justificam o ódio ao politico, traidor que entregou a pátria, que cuspiu n a bandeira ou que limpou o cu à letra do hino, o pobre do político, alfa e ómega do zénite da inultrapassável crendice labrega da sociedade é o ódio de todos nós a turba assassina e assustadora.
Desumanizado o político não odeia, logo ele que é tão odiado, não odeia. Ora com mil dianhos infernais que sociedade esta, que tola e miseranda sociedade que denega tão humanais humores. Não leia isto como um elogio ao ódio, mas antes como uma ode à estupidez humana, que de tanto bem-querer se nega a si própria, até porque um dia, talvez, se negará o amor e claramente sem odiar e sem amar, que restará a esta humidade?

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Refundar o Estado!



O actual estado de miserabilismo deste Estado é reflexo de 30 anos de imbecilidade atrás de imbecilidade, que todos nós enquanto sociedade fomos deixando acontecer. Os miseráveis governos que desde 1986 se sucedem foram avolumando a estúrdia, para chegarmos ao actual estado de quase ruptura.
Muitos e sobejamente conhecidos são os factores para o actual episódio, esperemos, acima de tudo foi o delírio faraónico da roubalheira colectiva a que se dedicaram com afinco todos os que conseguiram de alguma forma estar perto das tetas da vaca do erário público. Roubou-se de forma torpe e enviesada tudo aquilo que se pode roubar, desde os milhões que os políticos e o seu clientelismo parasitário fez esfumar, ao simples desvio de um tijolo ou de uma resma de papel tirada pelo funcionário de uma qualquer Junta de Freguesia perdida atrás das moitas, foi um fartar de pilhanço, uma orgíaca festança de roubalheira, que só poderia dar nisto.
Os culpados estão sobejamente referenciados e por demais conhecidos, à cabeça, os politiqueiros rafeiros e asquerosos dos partidos do rotativismo, PSD e PS, servissem a Troika, o FMI ou a Europa para alguma coisa e esta pandilha esta verdadeira Corja de malfeitores e bandalhos estaria a trás das grades, mas como nenhuma destas instituições passa apenas e só de um delírio, por cá tudo como dantes, pior, porque os aldrabões continuam no poder. Depois aparecem os parasitas que vivem das redes das clientelas da usura partidária, que enxameiam a administração pública nos lugares de nomeação política que custam fortunas, por último o vulgar cidadão comum, que foge aos impostos como diabo da cruz, que se exime a cumprir a lei, que não passa facturas, que recebe um valor e declara outro muito mais abaixo, enfim o Chico espero lusitano que faz as delícias do povaréu lambuças e labrego.
O actual Primeiro-ministro, ilustre luminária, com a proverbial indigência intelectual do politiquedo inútil que nos têm tocado grita ufano pela “refundação” e vai utilizando outros vocábulos imbecis para tentar enfiar pelo gorgomilo do patego cidadão o desígnio partidário da sua ideologia desse novel liberalismo ganancioso que afunda o mundo, a necessidade de retalhar a constituição saída dos revolucionários conceitos altruístas de um socialismo, morto e enterrado.
Muito justamente, há muito que advogamos uma mudança constitucional que devolva este país ao povo e que nos liberta das garras das sanguessugas politicas, a democracia tem custos, sem dúvida que sim, mas o que pagamos é muito para a miséria democrática que temos. Mas a mudança constitucional que advogamos, propõem-se mudar radicalmente o modelo de Estado, para poupar evoluamos para um sistema Presidencial, abolindo a figura do Primeiro-ministro, imponham-se os círculos uninominais, com um máximo de 100 deputados, era aí que o senhor Coelho deveria estar a mexer, era aí que o senhor Coelho deveria estar a propor modificações, mas não, o senhor Coelho que acabar com o Estado social, quer criar um Estado de escravos que continuem alimentar a asquerosa classe política. O senhor Coelho é por conseguinte um asno!
Uma nota final para contrariar alguns comentadores que acham demagogia dizer que se devem cortar os carros de estado e demais regalias. Demagogia é dizer que somos um Estado de direito, quando tanta gente passa fome, demagogia é dizer que somos uma Democracia quando tanta gente vive no terror dominados pelos pilha-galinhas lá do bairro a quem ninguém impede de roubar, demagogia é presumir demais sem conhecer realmente o país em que se vive, um país miserável, cheio de pobreza e de pessoas que sofrem.  

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia 
    

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Cavaco e o Orçamento!



Sua Excelência o senhor Presidente da República, decidiu como já todos sabem, enviar o orçamento que promulgou para o tribunal constitucional, porque alguns, três, pontos do mesmo orçamento lhe parecem de consistência constitucional duvidosa. Ora nada disto seria notícia, se o facto não fosse uma pura anedota, um momento de charada que fará gargalhar até à exaustão os futuros historiadores que se derem ao trabalho de daqui a algumas centenas de anos tentar perceber este país!
Sua Excelência o senhor Presidente da República, como é seu apanágio resolveu-se a fazer alguma coisa, nada fazendo, exímio que é nessa tarefa, acordou pela manhã, e enquanto arreava o troçulho da ordem “voilá” que das suas fabulosas meninges “boliqueimenses”lhe sobreveio a ideia luminosa de dar trabalho ao Constitucional!
Para além de toda a celeuma à volta da actuação de Sua Excelência o senhor Presidente da República, para lá de sinceramente não percebermos o que pretende o senhor Presidente com este tipo de politiqueirice medíocre, estamos em crer que o que esta situação revela é unicamente a bem farta inutilidade da figura presidencial e de um tribunal títere que apelidam de constitucional.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, desejou agradar ao indígena, e como tinha agradado aos gregos importava igualmente agradar aos troianos ou antes aos esbirros do boche precisava de agradar a Coelho e aos seus cada vez menos apaniguados, a quem estará Sua Excelência a fazer o favor político, ao desancar o pobre e acossado Coelho?
Tal como no caso do estatuto dos Açores, em que Sua Excelência o senhor Presidente da República fez um teatro impronunciável à volta de uma minudência que nada tinha de interesse ou de importante, aqui com o orçamento repetiu a farsolice transformando tudo isto em mais uma trapalhice, aliás Sua Excelência o senhor Presidente da República, tem sido useiro e vezeiro em trapalhices e momices.
Para que serve em a figura do Presidente da República? Ora pois para nada! Para rigorosamente porra nenhuma, nadita de nada, minto, serve apenas para esbanjar uns bastos e demasiados milhões de euros, engordar os traseiros a umas centenas de agentes parasitários da politiqueirice rafeirolas à portuguesa e permitir aos partidelhos alimentar as suas clientelas e criar mais lugares para distribuir pelas redes de amiguinhos sempre dispostos a abocanhar os bocados disponíveis do erário público!
Junte-se-lhe o tribunal constitucional, que pouco ou nenhum préstimo tem, e temos a opereta bufa completa, e a mais e melhor assumida tragédia deste Portugal medíocre que alegremente soçobra estrebuchando nas esconsas sargetas do lodo que produz. Esta inenarrável trapalhice deveria servir para nos fazer cogitar sobre esta miseranda momice, sobre esta intragável e labreguíssima coisa chamada República de Portugal!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia