segunda-feira, outubro 29, 2018

Livre arbítrio!


O encontro fora marcado a seu pedido, no entanto no dia aprazado o cavalheiro não fora ao tal encontro que o próprio havia solicitado. Problemas familiares, invocara o rapaz, uma prima fora abandonada à porta de casa pelo alegado marido, que posteriormente se tinha posto em fuga, logo por causa de umas “leis próprias” deste tipo de seita, tios, primos e demais família foi a correr ver se dava com o fugitivo, para o espancar, que entretanto alertado e ciente de que estaria a violar as tais “leis” escapulira para França. Eles eram casados, apenas pela “lei” da seita, não possuindo documentos oficiais que confirmem esse casamento. Por isso o rapaz ali à minha frente vinha pedir para marcar novo encontro.

- Mas que têm vocês que ver com isso? – questionei eu na minha santa inocência.

- A nossa tradição é assim – respondeu-me a criatura.

- Mas em Portugal existe a Lei… – continuei eu.

- Pois mas a gente tem as nossas… – respondeu-me novamente.

Desisti, não me pareceu inteligente continuar com aquela conversa, até porque já a tive outras vezes com os mesmos resultados, como é que se pode argumentar contra semelhantes argutos argumentos de gente habituada à mais completa impunidade?

A criatura que tinha à minha frente tem 30 anos, é analfabeto, se passou pela escola foi seguramente para os país puderem receber um qualquer dos muitos subsídios que recebem, não sabe fazer absolutamente nada, em 30 anos trabalhou apenas recentemente pela primeira vez e só durante 3 meses.

- Sabe é que não nos dão trabalho a nós… – diz-me com ar compungido, um ar tristinho de quem espera o dó do outro, corre-lhe mal no meu caso, ando por cá há demasiado tempo para ter dó, em especial de gente desta igualha.

Podia ter-lhe dito que conheço gente da sua “seita” que vive aqui perto de mim há décadas, que sempre trabalharam e sempre tiveram empregos normais, que sempre lhes deram emprego, que chegaram inclusive a funções de chefia dentro das instituições onde trabalham, nunca abdicaram e muito bem da suas raízes, começaram foi desde cedo a perceber que estudar, respeitar os outros e cumprir as regras é meio caminho andado para ninguém os chatear, respeitem os outros e serão respeitados, estes que conheço ao invés da típica vitimização, praticaram desde sempre a plena integração, por tal são respeitados ninguém tem nada que lhes apontar, se uns conseguem porque é que outros insistem em comportar-se como selvagens? O livre arbítrio que por exemplo nos pode fazer ou não escolher o melhor caminho parece nesta gente sempre condicionado e inclinado para o mesmo, como pode um país dito civilizado e democrático permitir este tipo de comportamentos medievais?

A resposta é simples, porque a solução dos excelentes governantes que temos têm sido despejar dinheiro em cima dos problemas, sem responsabilizar ninguém, enquanto formos um país sem responsabilidade, onde a impunidade é regra, não se espere pois nada de diferente.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 19, 2018

O Bando


São 4 da manhã, estou sem dormir, malvada insónia, na rua alguém berra como se fosse pleno dia, nada de novo, nesta terra o respeito pelos outros está quase sempre ao nível da sarjeta, ou talvez ainda mais baixo, espreito pelos buracos dos estores tentando perceber quem faz aquela barulheira. Como vejo muito mal e a luz é pouca, demoro a perceber quem são, finalmente topo-os, são cinco miúdos, todos abaixo dos 14 anos de idade, conheço-os da escola onde anda o meu filho, de quando em vez andam por lá.

O que andam cachopos com esta idade a fazer aquela hora pela rua? Como é possível que crianças de tão tenra idade andem assim ao abandono? Que raio de pais são estes, que gente é esta? Que raio de país é este? Como é possível que um país permita este tipo de coisas?

Actualmente por aqui vegetam dois ou três destes bandos, pelo menos, iguais a este, quem quiser pode comprova-lo basta dar uma volta pela terreola para perceber, composto por crianças com 10, 12 ou 13 anos, que percorrem a cidade de lés a lés, são avessos à escola e ao trabalho, conforme aos exemplos que colhem em casa, começam desde cedo a tentar roubar os miúdos que vão a caminho das escolas, recorrem à coação e às ameaças, daqui a cinco ou seis anos, teremos quinze ou vinte tipos com 17 ou 18 anos que vão começar a precisar de dinheiro, que querem comprar coisas, a quem vão dar o RSI, que não vai chegar, claro está. São avessos ao esforço, excepto o necessário para roubar, trabalhar estará fora de causa, pouco respeito têm pela Lei nem pela observância das regras de civismo e respeito pelos outros, daqui a cinco ou seis anos, teremos um problema grave de segurança, porque ao invés de fazermos aplicar a Lei, fazemos de conta e deixamos esta gente andar ao Deus dará.

Provoca-me imensa confusão por exemplo que um tribunal dê razão para que seja permitido que crianças abandonem a escola por causa de uma alegada “tradição”. Portugal tem ou não leis bem definidas? Somos ou não todos iguais perante a Lei? Pois como no caso do triunfo dos porcos, em Portugal também parece que somos todos iguais mas uns são mais iguais que os outros.

Provoca-me imensa confusão que um tribunal liberte criminosos que torturam velhos para os roubar, que tipo de país querem construir ao permitir semelhante coisa? Provoca-me imensa confusão que um Estado que a mim me obriga e força a tudo, a outros só dê benesses, a outros permita tudo, um Estado que atira dinheiro para cima dos problemas e não exige cumprimento das regras que o próprio Estado concebe.

Portugal é um país absolutamente medíocre governado por inconsequentes intelectuais, disso não tenho nenhuma dúvida. Infelizmente a população na sua grande maioria são um miserável bando de degenerados, uma pobre súcia de patetas insalubres que voga ao sabor das ondas, vivem de festarolas, onde vão empanzinar-se e beber até cair de quatro aproximando-se assim das bestas que realmente são, prova-o por exemplo os números assustadores das mortes na estrada.

Prova-o também o desleixo com se tratam as crianças ou o desprezo que votam aos velhos, prova-o o abandono em que anda este bando, e pergunto-me quantos mais bandos iguais a este não existirão por esse triste país fora. Onde andam essas comissões todas, onde andam os tribunais as polícias e toda essa panóplia de instituições pagas com o nosso dinheiro? Pois andam no faz de conta, esse grande jogo nacional onde todos se afadigam a fazer de conta que realmente fazem alguma coisa sem nada fazer.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, outubro 13, 2018

Justiça - anedota ou mais uma miséria nacional!


A Justiça em Portugal é um conceito difícil de concretizar de um modo que se torne perceptível para o cidadão comum, honesto e muito martirizado pagador de impostos, temos dificuldades em perceber o que é isso da Justiça, que pouco tem que ver com a Verdade, menos ainda com o Direito e nada mesmo com aquilo que é Justo, pelo meio fica ainda, a punição dos criminosos a sua eventual reabilitação, piedosa mentira que tanto adoramos, bem como todo o resto da encenação do edifício judicial.
Digo isto por variadas razões, colocando-me no lugar dessa figura tão cara à jurisprudência nacional que é a figura do “Bonus Pater Famílias”, (Bom Pai de Família), o que quer que seja isso de ser bom pai de família, mas que segundo me esclareceram doutos amigos versados na coisa jurídica, o termo quererá significar que me coloco no lugar do homem médio nacional, que sigo os padrões sociais, cívicos e familiares da sociedade em que estou inserido, que segundo me disseram é isso que os senhores Juízes fazem quando exercem a sua douta profissão, colocam-se na posição do tal “Bonus Pater Famílias” para cogitarem sobre a prova e proferirem as suas decisões, ora não sendo eu Juiz, nem tendo a pretensão de almejar a tão distinta categoria do corporativismo nacional, posso no entanto de igual modo colocar-me nas peúgas do tal bom pai de família para tentar perceber esta coisa a que chamamos Justiça, que anda infelizmente pelas ruas da amargura.
Então vejamos um pequeno apanhado de factos relevantes que nos deixam, como dizer isto em termos simpáticos, factos que nos deixam boquiabertos, incrédulos e completamente descrentes, factos que poderiam fazer parte de um episódio de uma qualquer série humorística, factos que mais do que qualquer ficção são uma anedótica realidade sobre o estado miserável a que tudo isto chegou, atentai então;

·         A senhora provedora de Justiça, Lúcia Amaral, quer que a Assembleia da República altere a lei que criou a lista de abusadores de menores condenados pela Justiça (1). A dita senhora quer impedir que esses excelentes exemplares da espécie humana constem deste registo anos a fio, mesmo que o último crime deste género que tenham cometido date de há 20 anos. Não sei se alguém avisou a senhora sobre o facto de que um pedófilo não se cura, nem se arrepende, sendo portanto essencial que a listagem permaneça para sempre com todos os registos que seja possível sobre cada indivíduo com tal propensão;
·          O senhor Ricardo Cardoso que tem a profissão de Juiz, declarou recentemente que, passo a citar, “…Não há juízes maus, há apenas alguns com menos experiência e sabedoria.” (2) Assim na visão deste meritíssimo, quem não sabe ou quem não saber fazer, não é intrinsecamente mau profissional, está só à espera de ser melhor, por isso vai criando experiência e sabedoria com as cobaias, que somos nós, que nos aguentemos com as decisões, até que os senhores juízes pouco experientes e sábios se tornem melhores, isto num país onde há Juízes com 30 anos, em 2017 existia até um com 29, idades que são muito compatíveis com experiência e sabedoria, ainda assim 89% dos Juízes obtém classificação «Bom» e «Muito Bom». Ele há maus profissionais em todas as profissões do Mundo (3) com excepção dos Juízes de Portugal(4), recordemos o velho adágio “Presunção e água benta…”

No entanto quando nos meios de comunicação aparecem alguns acórdãos proferidos por esta malta verdadeiramente genial (5), há algo que não bate certo, sabendo nós que Justiça é uma coisa, Direito é outra e a Verdade parece não interessar a ninguém, estamos em crer que os senhores Juízes estão a baralhar todas aquelas premissas brindando-nos com ondas de sapiência e de jurisprudência, como nunca antes se viu.
Fazendo com que a Justiça nacional vogue assim por dizer num mar revolto situado entre o oceano da patetice e o mar da anedota onde claramente quem sai a perder somos nós todos os que pagamos os salários aos senhores Juízes e já agora aos outros também, vejo a coisa como talvez um finca-pé com os políticos, sabendo nós que essa classe, a dos políticos, desde sempre acalentou um desejo secreto de enviesar a Justiça, porque essa tal senhora que dizem ser cega, atrapalha, mas isto é apenas alegadamente claro está, porque ao contrário dos fortes, a mim não terão pejo nenhum em me punir, que sou um pobre diabo.

P.S. - Adorei a entrevista da senhora exProcuradora, pessoa que aliás muito estimo, mas dizer que ficou surpreendida com o nível corrupção existente em Portugal deixou-me perplexo, em que Portugal vive esta rapaziada?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia



FONTES:
(1)https://portal.oa.pt/comunicacao/imprensa/2018/08/09/pedofilos-estao-tempo-de-mais-na-lista-negra-diz-provedora/
(2)https://sol.sapo.pt/artigo/621552/ricardo-cardoso-nao-sou-um-juiz-pressionavel-nem-impressionavel
(3) 2018 - Juiz condenado a um ano e meio de prisão por violência doméstica
https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-09-17-Juiz-condenado-a-um-ano-e-meio-de-prisao-por-violencia-domestica
(4) 2017 - Juiz condenado por "mau trato psíquico" ao recusar relações com a mulher
https://www.jn.pt/justica/interior/relacao-de-guimaraes-condena-antigo-juiz-por-violencia-domestica-8617564.html
(5) Dois homens, o porteiro e o barman da discoteca Vice Versa, em Gaia, foram condenados a penas suspensas por terem violado uma mulher de 26 anos que encontraram inconsciente – por exagerado consumo de álcool - na casa de banho de uma discoteca de Gaia - Juízes dizem que "ilicitude não é elevada" em caso de mulher inconsciente violada por dois homens
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/juizes-dizem-que-ilicitude-nao-e-elevada-em-caso-de-mulher-inconsciente-violada-por-dois-homens

sábado, outubro 06, 2018

Viagens por esta minha terra


Na minha terra, existem particularidades que fazem dos seus habitantes autóctones, pérolas verdadeiras do nacional “Chico-espertismo”, da patetice e da mais pura estupidez colectiva, muitos são os exemplos, trago apenas uns poucochinhos que servem para ilustrar esta cultura muito próprio do indígena local.

Por exemplo ao apontamos uma falha a alguém, não falo sequer de coisas muito graves, como fuga aos impostos, corrupção, nepotismo, compadrio, não, falo de coisas graves mais corriqueiras, estacionar em cima dos passeios, não ter respeito pelos outros, ser porco e ou porca, coisas mais comuns, invariavelmente obtemos sempre as mesmas respostas;

-Deves ter muito que ver com isso;

-Deves ser santo;

-Se calhar nunca fez o mesmo.

São sempre respostas curtas, construções frásicas simples porque a maralha indígena não possui lá grande elaboração de oratória. No entanto a aparente simplicidade, revela-nos uma outra realidade mais preocupante e triste que tem que ver com a saúde da psique colectiva.

Quase sempre quando confrontados com a prevaricação, que fazem os indígenas locais, reagem de imediato como um animal selvagem acossado, – estou a trabalhar – ouve-se muito como resposta, como se o facto de estar a trabalhar fosse sinónimo de poder incomodar os outros e ou atropelar as leis do país, só porque dá jeito.

O indígena local tem sempre uma desculpa para a sua falta de civismo, para a sua boçalidade, ao invés de civilizadamente como primata evoluído que é, assumir a culpa pedindo posteriormente desculpa, nada disso, como bom sociopata, a resposta dada ou revela agressividade associal, ou tenta transferir a culpa ou melhor ainda resume tudo ao plano metafísico da santidade.

Isto caro leitor é deveras preocupante porque revela uma sociedade mentalmente instável, psicologicamente doente, por outras palavras, isto é uma terrinha de tontos, um país de doidos.

Falei até agora do indígena autóctone, porque existe uma outra categoria ainda mais refinada que é o indígena que se diz “étnico” que por aqui também habita em números cada vez maiores, separo-os porque eles querem por força ser diferentes, não querem ser como todos os outros, querem estar à parte, regem-se ao que parece por culturas e leis próprias, o que é deveras interessante, pois é como se dentro de um país existisse outro que faz gato sapato das leis do país onde está e onde enche a barriga.

No caso desse tipo de indígena a coisa ainda se complica mais, tentem por exemplo dizer a um desses indígenas para fazer menos barulho, quando às 3 da manhã cantam e berram como animais, peçam-lhes para serem educados ou para respeitarem o sossego dos outros, daqueles que trabalham e lhes pagam os subsídios e todas as outras borlas, teremos logo acessos da mais profunda sociopatia homicida, ameaças de agressão e até de morte, que acaso fosse eu a proferir contra esse tipo de individuo logo seria apodado de racista, de xenófobo e por aí adiante, mas como é um indígena minoritário pode tudo, a coisa mal comparada será algo perto da figura triste da mana Williams mas em proporções maiores com mais berraria e sempre com manadas desses indígenas por perto, pois são um tipo de animal que só age em manada, são mais um excelente indicador comportamental bem revelador da muito pouca saúde mental dos habitantes deste país, que não sabem de todo conviver em sociedade, respeitando civilizadamente os outros.

Ora a solução para todos estes males creio eu ser simples. Ao invés de tribunais, leis, polícias e toda essa parafernália deste alegado Estado de Direito Democrático, que não funciona, construam-se antes Zoológicos, Igrejas, Conventos além de reservas de vida animal, passo a explicar.

Como parece que o primata indígena só aprende por mimetismo, talvez fechados num Zoo, observando os outros a fazer bem, a coisa possa surtir efeito e se libertados no habitat natural possam passar a comportar-se de forma civilizada.

Construam-se Igrejas e conventos, para que possam então elevar os espíritos para a muito necessária beatificação e santificação, desse modo santo, passaram a ser efectivamente educados, civilizados e respeitadores por mor da santidade colectiva, ámen.

Por último reservas de vida animal, onde em grandes áreas circunscritas por vedações possam prosperar os indígenas ditos “étnicos”, para que assim possam viver como querem a seu bel-prazer, berrando dia e noite se for esse o seu desejo.

Estou em crer que com tais soluções teríamos o problema desta terra resolvido, este paraíso das mais singulares mentes, verdadeira gaiola de doidas.

Um abraço, deste voss oamigo
Barão da Tróia