segunda-feira, junho 25, 2018

SOMOS TODOS CAPAZES!

A semana passada ficámos a saber que há para aí mais uma associação cujas contas alegadamente serão tudo menos sérias. Envolvida nesta trapalhada está mais uma cara conhecida, filha de um figurão do aparelho politiqueiro nacional.
Tudo gente seríssima, tudo gente do mais fino recorte, bandalho sou eu, aliás em todo Portugal, existem apenas meia dúzia de bandalhos vigaristas, sou eu e mais cinco, somos os únicos, os restantes dez milhões são tudo gente do mais honesto que há.
Ora, sucede que, ao que consta aí pelos circuitos da comunicação social, a gaiata filha do tal figurão, se meteu a presidenta de uma associação, daquelas que pululam por aí qual cogumelos, onde a rapaziada desocupada faz figura, para não dizerem que não fazem nada, são os “embaixadores” disto e mais daquilo, das criancinhas do Longistão ou dos gatinhos carecas da Tretonésia tanto faz, interessa é andar por lá, ir botando faladura, ter acesso à massa e ir aparecendo.
Dessas associações 90% vivem de subsídios do Estado, esta que está agora na berlinda, parece que tem as contas mal feitas, pois a tal “presidenta” alegadamente escondeu as continhas, com que fim não se sabe, seguramente com a melhor das intenções, segundo rezam então as crónicas as ditas contas vão agora ser fiscalizadas, para apurar os factos e inferir de algum procedimento criminal que seja tido por necessário para por fim à prevaricação.
Em Portugal somos todos muito capazes, somos bestialmente capazes de roubar, desviar, esburgar e sonegar os dinheiros do Erário público, por esse país fora, abundam, associações, disto, daquilo e daqueloutro, SAD’s, clubes e demais agremiações todas eivadas dos melhores princípios, que em última análise se dedicam a sugar a mama da vaca do Estado, esse mirrada e esquálida vaca, quase sempre assolada pela inanição.
Raríssimas são as vezes em que uma qualquer associação não encerra dentro de si uma qualquer vaidade falcata e medíocre que leva ao roubo descarada e à apropriação indevida de dinheiros públicos, para fins privados, nos tempos que correm raríssimas foram as vezes que fomos capazes de por termo a esta roubalheira.
A coberto das crianças, dos desportos, dos deficientes, das mulheres, dos cães, dos pastéis de nata ou até dos chinelos de praia, milhares de pessoas espalhadas por esse país, metem a mão naquilo que não é deles, não falo dos carteiristas que infestam Portugal em especial Lisboa, falo claro está desta súcia de nada raríssimas e mui capazes avantesmas vigaristas que anda no mundo associativo.
Muitas vezes nestas traficâncias, somos capazes de descortinar, os compadrios da politiquirice, as figurinhas da roubalheira estão quase sempre ligadas aos politiqueiros, esses nobres gestores da coisa pública e ainda mais capazes vigaristas.
Nem tudo porém é mau, haverá seguramente gente honesta, poucos, o mais são damas e cavalheiros capazes de num ápice fazer esfumar milhares de Euros, gente que promove associações de deficientes, que se servem dos deficientes para encher o bolso, com peditórios e subvenções, clubes de empurra bolas que devem milhões ao Estado e que o mesmo perdoa.
Não admira pois que eles e elas sejam não raríssimas vezes de serem capazes de roubar descaradamente os dinheiros públicos. Ainda pior é a participação política, pois parece que a roubalheira descarada está no ADN dos partidos do tal arco da governação, nenhum dos três pode sequer apontar o dedo aos outros, todos os três são a expressão mais miserável do clima de impunidade e vigarice corrupta que se instituiu neste país.
Ele há gente muito capaz neste país, são capazes de tudo, excepto de serem honestos!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, junho 16, 2018

Temos horror à memória!

- Vocês têm tanta coisa interessante em ruínas, porquê?
Esta pergunta fê-la um amigo, que não vejo fisicamente há imensos anos, tantos quantos têm a pergunta, apesar de falar de quando em vez com ele, abençoadas as maravilhas da tecnologia que permitem galgar os milhares de quilómetros que nos separam, continuamos amigos desde esse tempo ido do século passado em que passando por um velho convento em ruínas me fez aquela pergunta.
Não tive resposta para lhe dar na altura, encolhi os ombros e sorri, «Portugal é assim» talvez lhe tenha dito. Portugal convive mal com a memória, somos para além de um povinho manso, um povinho desmemoriado, logo condenado, logo à beira da extinção como de facto estamos.
As memórias, como o sabe qualquer um, são uma parte importante da pessoa, do ser que somos, não só as memórias próprias, como as memórias visuais dos locais, como também a memória colectiva de um povo que serve para o unificar. Infelizmente neste país o que mais se faz é destruir essas memórias. Vejam-se as nossas cidades, vilas e mesmo aldeias, arrasadas pela especulação imobiliária, descaracterizadas, transformadas em sórdidos subúrbios, mercê de uma corja de autarcas mentecaptos, acoitados pelo lema do progresso.
Ainda há uns tempos alguém me dizia a proposito de um desses medíocres miseráveis que destruiu a beleza e a memória de uma terra, “…não sejas assim o homem fez obra…”, respondi-lhe à moda do velho almirante com um bem pronunciado “bardamerda a obra”, pois neste país confunde-se muito o alcatrão e cimento a esmo com progresso, e progresso não é nada disso, progresso é qualidade de vida, o progresso é preservar as memórias o progresso são espaços verdes, o progresso é gente com decência, urbanidade e civismo, ao invés disto que por cá temos.
Quem hoje olhar para as localidades de Portugal não as reconhece, do ponto de vista da arquitectura, o que se nos apresenta é um nojo completo, o que até nos faz pensar porque ao que parece possuímos excelentes arquitectos, no entanto a construção que se faz é de miserável qualidade, sendo esteticamente medíocre, descaracterizando por completo as localidades, transformando tudo em subúrbios miseráveis, olho aqui por exemplo para a minha terreola onde a preservação foi quase zero e vejo uma enxovia miserável onde o disparate parece não ter fim.
Pude noutros tempos, viajar muito, ter um pai camionista permitiu isso, vi centros históricos bem preservados, apesar de terem sido bombardeados, de terem vivido duas guerras em pouco mais de quarenta anos, com gente a viver nesses locais, com turismo, vi memórias bem preservadas, vi ruínas conservadas com desvelo, comparo com o hoje vejo em Portugal, com muita tristeza constato que por aqui temos horror à memória, não só não a cuidamos, como tratamos de destruir o pouco que há na ânsia de sabe-se lá o quê.
Recentemente li alguns artigos em jornais, escritos por pessoas que se queixam por destruírem as memórias das suas cidades, Nova Iorque, Londres e agora Lisboa e o Porto, eram o palco das queixas de quem escreveu esses artigos, acusando o turismo, a ganância bem como a parvalheira generalizada de terem ou de estarem a arruinar as memórias dos locais.
Pois é bom que se saiba que essa lavagem à memória é algo que em terreolas pequenas como por exemplo esta onde habito tem décadas, desde que se instalou aquilo que chamarei “Síndrome da Lisboetice”, traduzindo por miúdos, ao invés de preservarem a construção, a traça típica e original dos locais, adaptada claro está à modernidade e ao bem estar deste século, para assim criarem elementos modernos mas diferenciadores, para atraírem visitantes, preservando a memória, revitalizando os centros históricos, o que fizeram os inteligentes autarcas por esse Portugal fora, caixotes, e mais caixotes de cimento, hoje a hashtag seria “#somostodosLisboa”, temos todos de ser muito modernaços de fazer muitos prédios, miseráveis enxovias que cairão ao primeiro peido que a Terra der, para sermos muito desenvolvidos temos de ter muitos prédios, muito cimento e alcatrão, para claro está deixar obra, às malvas a memória, viva o progresso, assim se obra em Portugal!
Neste processo de estupidez colectiva, criaram-se monstruosidades arquitectónicas, nos mais insólitos locais, mercê da corrupção que ainda grassa nas autarquias, verdadeiras escolas da corrupção nacional, construiu-se em todo o lado e de qualquer maneira, desde que fosse alguém importante lá da terra, destruíram velhinhos bairros inteiros para construir mamarrachos.
- Vocês têm tanta coisa interessante em ruínas, porquê?
Continuo sem conseguir dar uma resposta coerente à pergunta daquele meu amigo. Somos um povo avesso às memórias, queremos é esquecer tudo. Quem esquece o passado nunca terá futuro que preste, quem esquece a sua memória desvirtua a sua condição de ser pensante, mas como pensar dá muito trabalho, que pense quem quiser.

Um abraço, deste vosso amigo 
Barão da Tróia

sábado, junho 09, 2018

O Pitrolino

O actual Ministro, faz-de-conta, do Ambiente é uma figura que me causa profundo dó. Primeiro pela clara falta de preparação técnica, depois pelas tristíssimas figuras que o pobre homem tem feito. Recorde-se o seu desempenho na questão da poluição do Tejo, que não só não desapareceu, não desaparecerá mas que continua, quando o rio estiver completamente morto, quando toda essa excelente reserva de água doce estiver completa e irremediavelmente poluída, nesse dia talvez, alguém se irá lembrar do pobre Tejo, faço aqui referência a essa questão do Tejo apenas como exemplo do tratamento que Portugal dá aos seus recursos naturais, sendo também um excelente exemplo do estado dos cursos de água doce, que como muito bem deveriam saber é o bem mais raro, essencial e escasso do planeta.
Mas voltando ao senhor quase Ministro. Uma outra polémica, mais uma, esta com uma potencialidade enorme de se tornar num caso letal de envenenamento da ainda protegida costa Vicentina, falo claro está, da autorização para a exploração petrolífera ao largo de Aljezur.
Portugal é um país verdadeiramente fantástico, governado por seres saídos da maior incubadora de génios do universo, somos um país que anda quase sempre em contra ciclo, quando o Mundo faz «Zag», nós fazemos «Zig» e vice-versa. Quando no Mundo, pelo menos no mais civilizado, o paradigma dos combustíveis fosseis é colocado em causa, ainda que timidamente, o que faz Portugal, mercê de dois governos protagonizados por gente inteligentíssima, falo do actual bem como do anterior, duas súcias de indigentes intelectuais infelizes, que permitiram aos velhacos do petróleo licenças absurdas para esburacar o mar à procura de petróleo.
Ao povinho foi dito à boca cheia que “o projecto da Eni e Galp poderia “ajudar a reduzir o défice comercial”, notem que eles não mentem totalmente, ao contrário dos que nos governam, os senhores do petróleo são inteligentes, notem que na frase está uma palavra que traduz tudo e que faz toda a diferença, a palavra “poderia”, pois é bem verdade, o projecto de exploração poderia servir para trazer os tais milhões aventados, mas não trará, como não trouxe em nenhum lugar do terceiro Mundo, como Portugal, onde essas empresas rapaces e oportunistas se dediquem à exploração do petróleo, exemplos não faltam, da miséria que essa actividade trouxe aos povos.
Mas por cá não, por cá eles farão diferente. Esperem sentados. Os governos que deveriam servir as pessoas, servem-se antes das pessoas, pior é que as pessoas, embasbacadas como andam com novelas medíocres dos futebóis, das santinhas e do telelixo nacional, ao invés de se manifestarem, nem por isso, aparentemente estamos todos bem muito obrigado, isso é lá com eles, ou a frase mais estupidamente incrível ouvida amiúde, dita até à exaustão pelo mesmo povaréu bronco, “se traz progresso para a terra”, o problema é que progresso não tem de ser alcatrão e cimento, progresso não tem de ser miséria e porcaria em barda.
Pior é que isto tudo se passa num pardieiro miserável chamado Portugal, onde as energias renováveis são uma obscena negociata para chinês ganhar dinheiro, será que o senhor Ministro mexia nisso, não creio, porque depois de venderem o país ao desbarato os miseráveis governeiros ainda têm o desplante de dizer que tomaram a melhor das opções, sabendo nós que por exemplo só em bancos falidos, enterraram o suficiente para fazer 23 pontes Vasco da Gama ou seja poderíamos fazer uma ponte continua com 283 Km.
Vivêssemos nós no tempo da monarquia falida, fosse o faz de conta que é ministro do Ambiente um rei, o seu cognome seria DOM João “ O Pitrolino”, rei de Lisboa e chega, que o resto é do chinês, do angolano, do árabe, do inglês e das petrolíferas.

*O “Pitrolino” é uma figura da minha infância, exemplo da resiliência e capacidade empreendedora deste nosso povo, o Pitrolino chegava de carroça, mais tarde de carrinha, vendia petróleo, mais tarde vendia um pouco de tudo, de mercearias finas a petróleo, sabão e cotos de vela, era uma espécie de hipermercado em ponto pequeno que chegava às aldeolas perdidas, deixou por vezes de ser o “Pitrolino” para passar a ser o “Azeiteiro” o que vendia azeite e mercearias. Peço desculpa por comparar a figura nobre e digna do velho Pitrolino, a esta infeliz criatura que dizem ser Ministro do Ambiente.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, junho 02, 2018

Ponto por ponto!

Esta semana que passou fomos agraciados com interessantes e esclarecedores informações sobre o genocídio nacional, sim em Portugal pratica-se há muito um genocídio, nada tem que ver com a eutanásia, aliás, esta catástrofe causa e causará muitas mais mortes que a eutanásia, chama-se condução automóvel, parece que não suscita nenhum alarde, não há iniciativas parlamentares, súcias de ratos de sacristia em manifestações labregas, declarações medíocres de grupelhos partidários, nada, quanto a isto “tasse bem” como sói dizer-se agora na modernidade.
O primeiro núcleo de informações prende-se com alguns dados sobre o sistema de Carta por Pontos. Quando este sistema foi, pomposamente apresentado e posteriormente colocado em prática, fui um dos que atribuiu ao mesmo o epíteto correcto, “palhaçada”, os dados que esta semana foram revelados, mostram que a minha avaliação está correctíssima, até o Presidente da Autoridade para a Prevenção Rodoviária o declara por outras palavras claro está, a minha avaliação pecou apenas por defeito, pois olhando para as estatísticas o sistema de Carta por Pontos não é uma “palhaçada” é sim uma “colossal palhaçada”, que mais uma vez deveria fazer corar de vergonha, governantes e governados, mas como uns e outros são a súcia medíocre que está à vista, tudo passa com uns esgares, uns encolher de ombros e depois como amanhã joga a selecção está tudo bem.
Ora em dois anos de estúrdia, ficámos a saber que apenas 59 criminosos da condução ficaram sem carta de condução, isto em 700 mil autos levantados, outros 157 perderam a totalidade dos pontos existindo ainda a possibilidade de o automobilista recorrer judicialmente e de o processo poder ser impugnado, podendo assim recuperar os pontos.
Posto de outra forma, o grandioso sistema de Carta por Pontos, que iria revolucionar as mentes das bestas automotorizadas que por cá habitam, que serviria para proteger, que serviria para ajudar a reduzir a desgraça que são as mortes na estrada, a impunidade e a falta de civismo, serviu para quase nada, um barrete colossal, mais um, enfiado pelos lorpas que habitam o paraíso dos asnos, também chamado Portugal, ainda não há muito diziam que os burros estavam em extinção, nunca tivemos foi uma tão grande e tão pujante população de gado asinino como temos hoje.
O tal sistema de Carta por Pontos é indubitavelmente mais uma barracada nacional, mais um exemplo acabado do laxismo e da impunidade com que se vive nesta terra de imbecis, os dados agora revelados, só provam essa realidade, seria interessante fazer umas contas simples, perceber quanto custam estes processos, quanto custa este tal sistema comparando esses custos com os resultados, seria interessante.
Os segundos dados que nos foram revelados estão constantes do relatório sobre a sinistralidade em 2017, estes quando comparados com os dados anteriores, revelam assustadoras discrepâncias, mais provam que o tal sistema de Carta por Pontos é apenas uma, mais uma inenarrável palhaçada.
Consultado o relatório, constatam-se 510 vítimas mortais, grosso modo 42 mortes por mês. Para vos dar uma ideia da verdadeira hecatombe que tais números representam, dir-vos-ei, que o pior ano de baixas para as tropas americanas em guerra no Iraque foi o ano de 2007, com 904 mortes, notem que são apenas mais 394. Notem porém que em 2007 a guerra estava descontrolada, com ataques de todo o tipo que vitimavam os soldados.
Daí para cá, as baixas de soldados americanos foram sempre menores que as mortes nas estradas de Portugal. Este facto deveria fazer com as pessoas que neste país são responsáveis políticos, parar e pensar, infelizmente não, infelizmente, neste reino do faz de conta, institui-se a carta por pontos e espera-se que a coisa ande.
Onde se morre mais é nas localidades e com bom tempo. Prova de que o cidadão nacional é um imbecil mais que completo. Um impressionante número de 92 mortes pertence a peões, atropelados por veículos, um número assustador, só para vos dar um exemplo, no mesmo ano de 2017, morreram 17 militares no Afeganistão, um dos países mais perigosos do mundo, onde se juntam, talibãs, Al qaeda e DAESH, nem esses três juntos matam mais que nós, os tristes imbecis automotorizados.
Resumindo, o que estes dados revelam é mais do mesmo, impunidade, laxismo, inépcia, ineficácia, pobreza de espírito e mediocridade generalizada. Ninguém sai bem da fotografia, governantes, governados, polícias e Justiça, o desempenho de todos, cada um com as suas motivações é manifestamente medíocre, é vergonhoso e é sobretudo patético ademais num pais com tantos problemas demográficos, termino dizendo que fazendo fé no relatório, um pouco mais de uma centena das vítimas mortais tem menos de 35 anos, o que volto a dizer deveria ser facto suficiente para nos encher de vergonha, pois parece que assim não é.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, maio 26, 2018

Faz de conta...

Hoje vou perder tempo para discorrer sobre gentalha medíocre. Vou discorrer sobre o recente infausto evento em que meia centena de infelizes, mentecaptos e vadios, invadiram as instalações de um conhecido clube de futebol, veneranda e digna de respeito, instituição, não sendo eu adepto dessa cor, conservo porém o respeito que é devido a instituições do quilate daquela que sofreu aquele acto miserável, perpetrado por uma inqualificável súcia de meliantes.
Mas vamos ao início. Não foi este vil acto, o primeiro do género, outras invasões, cometidas por outras manadas de energúmenos aconteceram, sob o beneplácito e, até por que não dize-lo, sob o chapéu do laxismo das autoridades, que não as polícias que parecem ser os únicos que ainda tentam lutar contra a impunidade.
Esta infeliz ocorrência nada têm que ver com o desporto, nem com o futebol, nem muito menos com o clube em que aconteceu, não, este infeliz evento, tem que ver somente com algo que temos vindo a ver crescer nesta última década, para não irmos mais atrás, que é a impunidade e o completo relaxe da autoridade de Estado que não existe sequer.
O Estado em que vivemos, sendo certo que todos dele fazemos parte, é infelizmente um antro medíocre de gente miserável e intelectualmente incapaz, coito de biltres, de pulhas, de ladrões, de vigaristas e de miseráveis, tendência essa que nesta última década se tem agudizado. A coisa começa desde a mais tenra idade nos bancos da escola, existe em Portugal uma cultura de impunidade, que começa nas escolas, singrando depois pela sociedade acima, os exemplos desse miserabilismo cultural, social e de valores, são imensos, começam logo pelas elites dirigentes, pelos políticos e governantes.
Desse modo, munidos desses excelentes exemplos, as nossas crianças desde muito cedo sabem que são impunes, desde cedo que vêem outros ficar impunes, mercê de pretensas diferenças étnicas, sociais, geográficas e ou de outras miseráveis desculpas, desde cedo que a única coisa que verdadeiramente lhes ensinamos é a impunidade, a mediocridade o pouco valor do trabalho e do conhecimento, desde cedo assistem aos polícias, aos médicos ou aos professores espancados pela ralé asquerosa que engorda mercê do parasitismo social, sem que isso lhes traga qualquer incómodo.
Daí que não me espante que às cinco da tarde de um dia de semana, dia de trabalho, meia centena de brutos, tenha tempo de andar em manada para ir bater em jogadores de futebol, porque estes perderam um jogo, esta gentalha faz o quê? Vive de quê? Não trabalham? Não terão mais e melhores objectivos com que ocupar as suas medíocres existências? Pois parece que não.
Estes seres ignorantes, são o produto deste Estado sem Autoridade, são os filhos deste paraíso da impunidade a que chamamos Portugal, este Estado quase falhado, que só o não é, verdadeiramente, ainda porque como disse, e muito bem, sua excelência o senhor presidente da república…os portugueses gostam muito de fazer de conta…, obrigado senhor presidente por também concordar com aquilo que já escrevi centenas de vezes, Portugal é o reino do faz de conta, nunca passámos disso, não passamos disso nem nunca iremos mais além, somos uma espécie de ilha da fantasia, mas real.
O ataque daquela gentalha medíocre mais as declarações de um dirigente desportivo, criatura digna da piedade de todos nós, que quer processar meio mundo, são circunstâncias reveladoras do caminho que este antro da mediocridade tomou, criámos uma geração de bebés arrogantes, de fedelhos birrentos que desconhecem o significado da palavra respeito, que não sabem tolerar a frustração, que depois de fazerem asneira escondem as caras, trampa cobarde que são, não estando portanto preparados para serem considerados pessoas, infelizmente fossem estes os únicos, estaríamos bem, infelizmente temos récuas de gentalha deste calibre, gente a quem tudo se lhes permite, pelas mais variadas e imbecis razões, porque são brancos, porque são azuis, porque tem a mania que são diferentes, a nossa sociedade está infelizmente prisioneira deste lixo, o pior é que uma grande fatia dessa sociedade é parte integrante desse rebotalho de fedelhos birrentos, inconsequentes, irresponsáveis, medíocres e miseráveis.
Mais, de novo uma declaração sua excelência o senhor presidente da república, com a qual concordo, que já por várias vezes abordei noutros escritos…Portugal não pode ser um país onde metade se rege por princípios da Democracia e a outra metade não… Concordo inteiramente, no entanto é precisamente isso que acontece, talvez até mais de metade do país, não sabe nem sonha sequer o que é Democracia, para essa infeliz maioria, a Democracia é viver sem trabalhar, impunes, viver sem pagar impostos, impunes, viver só com Direitos esquecendo os Deveres, impunes, roubar, traficar, viver de esquemas, impunes, ter casas à borla, impunes parasitas de um Estado que cultiva esta impunidade.
No entanto ao ver as declarações quer de sua excelência o senhor presidente da república, quer do senhor presidente da assembleia da república apetece-me assim num repente perguntar a ambos, onde têm andando esta última década? Têm vivido onde? Como é que se podem agora espantar com algo, que não é novo, algo que graças às vossa políticas torpes, à nossa incúria e a uma sociedade miserável, tinha anunciada a ocorrência, algo que já se tinha passado, que se passou novamente e que se irá seguramente passar, por causa da mais absoluta impunidade que grassa neste faz de conta que… é um país.
Termino com uma frase proferida por um sábio de nome Albert Einstein, que assenta aqui como uma luva; “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, maio 22, 2018

O Reino esquizofrénico

Há muito que acredito que Portugal é uma gaiola de malucas, a verdadeira gaiola das malucas. Um local esquizofrénico, onde grande parte da populaça, como demonstra o elevado consumo de ansíoliticos, sofre de uma qualquer perturbação mental, em suma isto é um país de tontos.
Nas estradas de Portugal morre-se mais do que na Síria, no entanto ninguém parece querer saber, ninguém propõe campanhas solidárias nem eventos fofinhos, a começar pelos atordoados que por cá habitam, é tanto o desnorteio que basta ver as declarações que os pategos produzem quando instados a discorrer sobre a temática, “blá…blá…blá, caça à multa, blá…blá…blá, prevenção, atitude pedagógica…” Sempre o mesmo discurso pateta, o mesmo discurso indicador do tipo de rebotalho que existe por cá.
Há 40 anos que se produzem campanhas de prevenção rodoviária, com que resultados? Perguntarão os meus dilectos amigos, pois com nenhuns claro está. O condutor médio português é um imbecil.
O Estado, por incrível que isso pareça, neste campo tem desempenhado menos mal o seu papel, por isso há prevenção, com campanhas atrás de campanhas, muita pedagogia, leia-se, Código da Estrada, sinalização e demais legislação, falha somente na repressão, falha no excesso de garantias aos criminosos, por exemplo as multas deviam ser mais altas e mais vezes aplicadas, bêbados só deviam precisar de ir a tribunal, para verem confirmada a sentença, conduzir sem habilitação legal devia dar prisão, atropelamento e fuga devia passar a tentativa de homicídio, mas isso tudo seria num país, por aqui neste antro é o que se vê.
Nesta gaiola das malucas o sacrossanto futebol é Rei. São sobretudo reis das dívidas, das traficâncias mais do disparate, enquanto eles enchem a pança, as malucas andam por aí a chamarem nomes uns aos outros a agredirem-se, a maltratarem-se, verdadeiros bandos de grunhos, gente medíocre, gritando como putas histéricas quando um desses grupos de tabardilhas ganha o campeonato da podridão futeboleira, basta ver um jogo de infantis para perceber o que é ser esquizofrénico, é um mimo ver as malucas ao berros, a gastar gasolina, não se esqueçam que somos um país rico, tudo bêbado aos urros pelas ruas como se o Mundo tivesse ficado um lugar melhor, só a rir se consegue levar isto, porque depois vemos essa gentalha futeboleira bem como os clubes, a quem os bancos poupam dívidas, os jogadores nem sequer pagam o que é devido por aquilo que auferem, mas a carneirada quer lá saber disso.
Nesta gaiola de malucas, nunca existem culpados de nada, qualquer vigarista que é apanhado a meter massa ao bolso é sempre inocente, qualquer vigarista medíocre corre o risco de ser o herói da plebe, “porque fez obra” dizem uns, ou porque é “um gajo porreiro” dizem outros, nesta gaiola de malucas tudo é possível.
Um destes fins-de-semana passados, num desses eventos labregos que as malucas gostam de fazer, sobretudo para fazer sobressair as vaidades pessoais e os impostores, alguém me dizia que aquele evento só se fazia de dez em dez anos, fiquei espantado e perguntei-lhe se a solidariedade cansa, olhou para mim sem resposta, mas lá acabou por dizer que sim, aquilo cansa. Estamos pois conversados, no país esquizofrénico até a solidariedade, mesmo sendo da treta e se calhar por isso, cansa.
Haveria sem dúvida muito, mas mesmo muito mais para aqui descrever, não vos quero maçar, nem estou com vontade de ficar mais deprimido, porque este país deprime qualquer pessoa que lhe dedique pelo menos meia hora de meditação, um país habitado por uma súcia de medíocres, pejado de ladrões, de pulhas e de biltres, um povaréu mastronço que se porta como um bando de babuínos quando o assunto é futebol, santinhas, festival da canção ou outra qualquer palermice pantomineira, no entanto quando o assunto é a defesa da sua vida e ou dos seus direitos, assumem o papel daquilo que realmente são, um país de bezerros capados, tenham um bom fim-de-semana.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, maio 14, 2018

Portugal multicultural

Portugal é sem dúvida, no saco mundial das Nações um caso “sui generis” pela positiva, no que ao multiculturalismo concerne, há 500 anos que somos multiculturais, há 500 anos que as mais variadas realidades culturais aqui assentaram arraiais, para os que advogam o multiculturalismo como panaceia para maleitas sociais e outras que tais, estudem Portugal, escalpelizem ao vivo os efeitos da orgia cultural, por cá há 500 anos que pretos, brancos, cinzentos, amarelos e outras cores se fecundam alegremente e actos criadores de cultura aculturada, verifiquem que benefícios colheram os indígenas de tal acto procriador, se é que desse multiculturalismo todo algo de bem adveio
Num campo, porém esse multiculturalismo frutificou dando provas de uma vitalidade prolífica. Possuímos em barda vigaristas nacionais, ladrões sul americanos, biltres do império celeste, intrujões africanos, parasitas étnicos de vários quilates, carteirista, assaltantes de ourivesarias de leste, temos uma enorme, muito diversificada plêiade de tralha, de rebotalho é só escolher, todas as cores, raças e feitios para que não digam que somos racistas, aqui todos têm oportunidade de vigarizar, traficar e roubar, é uma verdadeira orgia da roubalheira, poderíamos até fazer uma industria pornográfica dedicada ao contexto do roubo, do furto, do tráfico e da vigarice em geral.
No que ao racismo concerne, que o há, a melhor descrição que ouvi do racismo existente em Portugal, foi de um grande amigo meu, corria uma tarde quente de Julho, de um ano já longínquo do século passado, falava-se de descriminação de racismo e dessas coisas com um professor americano que nos dava aulas na universidade, esse meu amigo morava então num daqueles bairros difíceis dos subúrbios de Lisboa, voltas tantas olha para o professor e diz;
- Olhe professor, no resto do país não sei, mas onde moro a coisa é muito simples, os pretos não gostam dos brancos, os brancos não gostam dos pretos e os ciganos não gostam de ninguém!
O que nós rimos. Foi esta a melhor descrição, que não anda longe da realidade, que ouvi sobre racismo cá por Portugal. Isto porque o racismo nada tem que ver com a cor da pele, é irritante ver aqueles anúncios sobre racismo sempre com estereótipo do branco mauzão que inflige maus tratos ao preto bonzinho, como se o racismo fosse uma questão que só atingisse as pessoas brancas, como se só os brancos fossem racistas, o racismo tem, isso sim, que ver com a mania de ser diferente, de ser melhor que o outro.
É essa mania que faz com que pretos, brancos, castanhos, amarelos azuis, verdes e por aí adiante se julguem sempre melhores, sempre diferentes dos outros, quando todos, nascem e morrem, quando todos choram e riem, quando todos precisam de ar para respirar, o racismo é pois a mais estúpida das características humanas e está difícil de erradicar.
Voltando ao multiculturalismo, condenado pelas Direitas trauliteiras, elevado ao altar pelas Esquerdas patetas, quando olhamos para a nossa realidade actual vemos o que sempre houve com maior ou menor grau, gente diferente, sendo que quase todos parecem conviver mais ou menos em paz e em respeito pelas regras das sociedades civilizadas, todos, isto é, há um grupo que não, nem mesmo aqui consegue, não admira que em países mesmo muito racistas, xenófobos e chauvinistas, eles sejam vítimas de ostracismo, é uma questão de honra para esta gentalha ser tabardilha e medíocre, fazer o quê.
Resumindo então, temos que 500 anos de multiculturalismo, em Portugal redundaram em nada, não é por aí que a coisa melhorou, bem antes pelo contrário. Quanto ao racismo e ou à xenofobia, ambos existem, porque existe gente que se acha melhor que os demais, gente que tem a mania que é diferente, gente que a impunidade e a incúria de uma espécie de país mal amanhado, deixa cada vez mais comportarem-se como babuínos, sendo certo que existe por aí muito macaco com irrepreensível educação, seres infinitamente melhor educados do que esta gentalha que por aqui temos acoitada atrás de máscaras étnicas e culturas diferenciadas, patranhas que visam apenas promover o parasitismo social e o regabofe que vai alastrando aqui no Reino do faz de conta.
Somos todos iguais, as diferenças só existem nas cabecitas atrofiadas e mentecaptas, que infelizmente por cá proliferam qual cogumelos!

Um abraço , deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, abril 27, 2018

O 25 de Abril hoje!

A ditadura de antanho, de vários desconhecida, ainda que muitos outros por ela suspirem, habituou-nos aos tristemente conhecidos três “F”, (Futebol, Fátima e Fado), durante esses anos doirados da nacional carneirice, a maltinha viveu sobre esse signo, que continha intrinsecamente encerrado dentro, aquela coisa muito nacional do destino, da sina, dos pobretes mas alegretes, mais a alegria no trabalho, felizes os que ignoram, ámen.
Nesses tempos a coisa era muito mais simples, havia respeitinho, velavam os da DGS mais a bufaria, mais que muita, que sempre fomos um país de bufos reles, as massas andavam entretidas e oravam, abençoadas.
Primeiro, entretiveram-se com o evitar a guerra, (a Segunda Mundial), cheios de fome, que o de Santa Comba, fazia marchar as viandas para os teutões que pagavam em oiro judeu, passada a desgraça guerreira, hossanas ao filho do “Manholas” o providencial santo salvador, quilos de velinhas e ave-marias, vela Cerejeira pelas ovelhas mansas, é pois tempo de ir à pressa criar um Império, para o qual, nos quatrocentos anos anteriores não houvera nem cabedais nem ensejo para fazer, assim passa década e meia, o Mundo porém como diz a canção «pula e avança», nós por cá entretidos a tirar cotão do umbigo, fazendo de conta que não é nada connosco.
Entretanto os indígenas do Império, perceberam que eram no Mundo os últimos a sacudir a canga, é tempo de ir, “pra Angola e em força”, as massas estão agora entretidas na guerra salvadora do Império, pois porque quando já mais ninguém tinha impérios nós que nunca o tivemos insistíamos, pronto lá se entreteve a malta, dando-se vazão ao oiro com que os germânicos nos tinham pagos os presuntos mais as orelheiras de fumeiro.
Mansa ia a coisa, Cerejeira continuava a velar pelas mansas ovelhas, Oliveira velava pelos assuntos mais profanos, em África matava-se ou morria-se, em Portugal as elites, enchiam-se alarvemente, até dava para balets cor de rosa com meninas menores, para bertliets e unimogs mais a CUF, tudo a bem da Nação claro está, quanto ao Zé, esse andava por aí entretido a ver a bola, a ouvir o faduncho, a excelsa mocidade portuguesa cuidava da alma e do corpo dos futuros guerreiros enquanto que os pais muito de longe em longe iam numa excursão a Fátima para acender velas à santinha, se o Manel escapasse às minas e ao paludismo era certo, um fardo de velas à santinha, agradece Cerejeira.
Pelo meio vinha o aerograma, nós por cá todos bem e adeus até ao meu regresso que muitas vezes se fazia em primeira classe de porão com o corpinho acomodado num lindo sobretudo de pinho acolchoado, paga a famelga que o de Santa Comba prefere gastar o oiro dos teutónicos a comprar balas, e esses eram os sortudos, os que vinham cá parar, porque muitos ficaram para sempre com os ossos a branquear nos sertões austrais roídos por bichos estranhos ou a enfeitar cemitérios regimentais que hoje definham engolidos pela selva, pela incúria do país que os enviou para morrer e de seguida os abandonou.
Aos vivos chegados da guerra, a essas pobres campónios que para lá foram mandados, restava-lhes voltar à servitude do campo, trabalhando para os senhores donos da terra. Ora ao fim de treze longos anos de morticínio sem que se vissem melhorias, os campónios continuavam de canga, substituída por camuflado e G3 em comissões de 24 suaves meses, com direito a assistir na primeira fila às maravilhas que o continente africano tinha para oferecer, pitorescos safaris, aldeias indígenas, comidas tropicais, malária, disenteria, sede e fome, tudo pontuado com magníficos fogos de artificio, com maços de tabaco para alegrar a alma distribuídos pelas matronas gastas do MNF, isto a bem da Nação claro está, ámen.
Dizia eu que ao fim dessa quase década e meia, o oficialato subalterno, farto de ir morrer longe, de apanhar doenças venéreas e de ser encornado (casos pontuais de certo, assunto aqui referido apenas para criar ambiente de anedota de caserna), além de se ver ultrapassado por paisanos milicianos, resolve produzir o excelente evento, aqui sou sincero, continuo a acreditar que a Revolução de Abril de 1974, foi benéfica, o grandioso 25 de Abril, que libertará Portugal da guerra, da ditadura e de mais uma coisita ou outra, foi efectivamente um evento benéfico para esta tropa fandanga que por aqui habita, ainda que a maioria dos asnos assim não entenda.
Quarenta e quatro anos passaram desde essa data mítica para alguns, uma merda para outros, ainda que os que dela menos gostem tenham sido muitas vezes os que com ela mais lucraram, mas isso fica para outro dia, nestas quase quatro décadas e meia o país sem dúvida que melhorou, os três “F” da Ditadura foram quase abandonados, ou antes foram substituídos na importância pelos três “B”.
Aquilo que foram os três “F” da Ditadura, são os três “B”, para a Democracia, para esta democracia em que dizem que vivemos. Pior, não só o povaréu não abandonou os “F”, continuamos pobretes e alegretes, analfabrutos e cada vez mais mal educados, como juntamos os “B”, a saber, somos cada vez mais um país de Bandidos, Biltres e Bandalhos, disso cada vez que abrimos um jornal diário, que escutámos notícias na rádio ou que vemos um noticiário televisivo, temos as provas às centenas.
A nossa grande conquista do 25 de Abril, foi a liberdade para sermos um grande país de Bandidos, Biltres e Bandalhos, actividade que estava no tempo da Ditadura circunscrita a uma elite que enxameava à roda da candeia do poder que alumiava o caminha da amada Pátria, ámen.
Foi a democratização e a multiplicação da possibilidade de qualquer um poder aceder à ilustre e proveitosa carreira de ser um Bandido, Biltre e ou Bandalho, a grande conquista desta Democracia, em que dizem que vivemos, um qualquer farroupilha nascido nas berças, pode perfeitamente cursar engenharia, ou fazer de conta, tornando-se um grande bandido, um qualquer pelintra do barrocal, pode tornar-se num professor e vir a ser um grande Biltre, como pode um indigente das ilhas tornar-se um excelente Bandalho, outra conquista desta Democracia são as hordas de parasitas madraços que vivem na mais absoluta indulgência e subsídio-dependência, uns e outros, impunes, acima da Lei e fazendo tábua rasa de tudo quanto são regras.
Juntemos a tudo isto os três “I” da Impunidade, da Incompetência e da Inércia, que parecem nortear este país, a caldeirada está quase pronta, falta o sal da guerra civil das estradas, onde morrem como tordos os imbecis, a pimenta da violência doméstica que mata sem explicação, mais uma pitada de Justiça miserável, outra pitada de Educação medíocre finalizando com uma dose generosa de Saúde falhada, o prato está pronto, toca o hino, distribuam-se as comendas mais as medalhas, mais os afectos aos montes, cuidado que “estrala a bomba, arrebenta, fica tudo queimado”, polvilha-se tudo com muito “Zeca”, força companheiro e tal, voa gaivota, romarias e cravos, que uns usam outros não como se a liberdade não os tivesse a todos libertados aos parvos, arrumado está o arraial da Democracia e da Liberdade, uma vez por ano, viva isto mais aquilo e aqueloutro, ram…tam…ram…tam… batem as botifarras no asfalto, esboroa-se a pintura e cai a cor, por baixo é só salitre, muito bolor, muita trampa, viva, viva a Democracia e tal, para o ano logo se vê, há eleições? Então é de arromba, que fica bem.
Isto meus caros e excelentes leitores, foi sem margem para dúvida a maior conquista de Abril, esta diversificação social do acesso à bandalheira, à falta de ética, à falta de honra e de decência. Ainda assim viva o 25 de Abril, viva o povinho dos três “P”, que caminhando, felizmente, para a extinção, aqui continuam, Pelintras, Parvos e Patetas!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, abril 20, 2018

Uma década...

Há uma década que um serviço oncológico pediátrico de um hospital público, funciona em condições absolutamente miseráveis, dignas porém, do pardieiro de terceiro mundo que realmente somos.
Há uma década, que esse serviço funciona, sem que ninguém, a começar pelos mais interessados, (administradores, pais das crianças, médicos, enfermeiros, directores clínicos), tenha sequer dito uma palavra sobre o assunto, facto que acho estranho, isto apesar de um Primeiro-ministro ter ido a essa instituição para actuar numa das costumeiras encenações que os políticos gostam de fazer, uma infeliz e medíocre propaganda oca, depois chamam populistas aos outros.
Há uma década que o serviço de oncologia pediátrica do Hospital de São João no Porto funciona no dizer da administração do mesmo hospital, em "condições miseráveis", vários governos passaram desde 2008, nenhum deles, fez absolutamente nada, excepto actuações demagógicas, populistas e medíocres.
Num repente na semana passada o assunto salta para as parangonas dos jornais, colunistas em barda criticam, uns poucos bem, porque analisaram objectivamente a questão, a maioria porém politizou a coisa de forma sectária, desviando do cerne da questão o problema real que são as condições miseráveis em que se tratam crianças vitimas de cancro, para colocarem o fulcro nas guerrinhas partidárias entre governo e oposição.
«Em Portugal não se faz política, antes se chafurda!» O facto de que há uma década que um serviço de oncologia pediátrica funcione provisoriamente em contentores, é disso prova. Porém assim que o assunto, em boa hora mas atrasado, saltou para a comunicação social, não faltaram os do costume a aparecerem grunhindo loucamente, chafurdando muito politicamente, sobre o tema, todos opiniosos, todos detentores de soluções miraculosas.
Há uma década que um serviço de oncologia pediátrica, funciona vergonhosamente desfalcado de condições, há uma década que ninguém diz nada, há uma década que andam todos calados, agora subitamente assim do nada, lembram-se que tudo está mal, o que é que esta gente toda andou a fazer durante estes três mil e seiscentos dias?
Tiveram portanto pelo menos três mil e seiscentas oportunidades de falar sobre o assunto, de denunciar aquela vergonha, desde de 2008, tiveram tanto tempo para fazer uma denúncia porquê só agora?
Essa dúvida persegue-me, porquê só agora. Para além dessa dúvida, o resto é o miserabilismo normal deste pardieiro chamado Portugal, é ver os berrões, os bácoros, as marrãs e os varrascos de todas as cores políticas a chafurdar, as procissões dos porcos politiqueiros a entrar pelo hospital adentro, para chover no molhado, cercados pelas televisões, alguns deles saídos há bem pouco do poleiro, que nada fizeram, contribuindo antes para o maior descalabro, exibem agora o rosto da surpresa e da mentirosa indignação, cara dos biltres e pulhas que nada fizeram nos dez anos que isto já leva, são uns medíocres, uns pulhas mentirosos, que vivem disto.
Há uma década que um serviço de oncologia pediátrica, funciona como um qualquer hospital do terceiro mundo, entretidas andam as gentes a discutir futebol, a discutir energúmenos, a discutir penaltis, as mesmas gentes que diariamente arranjam tempo para discutir futebol, são as mesmas que em dez anos nunca se recordaram de publicar uma linha que fosse sobre um serviço de oncologia pediátrica, que funciona em tão nefastas condições.
Que gente é esta? Que gente somos nós? Que país é este?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, abril 17, 2018

Para quem tocam os sinos

Para não ser acusado de plagiar o Ernesto desde já vos digo que o título deste artiguelho, é parecido com o dessa obra maior da literatura mundial, “Por quem os Sinos Dobram”, de Ernest Hemingway, mais vos digo, que a semelhança é intencional e assumida.
Na segunda-feira passada, comemoram-se os cem anos da Batalha de Lys, sobejamente conhecida por ter sido a maior catástrofe militar de Portugal do século XX, o maior desastre das armas portuguesas desde Alcácer Quibir, o infausto evento, verdadeiro desastre, no que concerne à participação de tropas portuguesas em combate, decorreu entre os dias 9, 10 e 11*, de Abril de 1918, daí tendo resulta cerca de quatro centenas de mortos, mais uns seis mil prisioneiros, tendo a 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português sido aniquilada enquanto unidade combatente.
No próximo Domingo dia 15, cumprem-se seis meses sobre os grandes incêndios de Outubro, sendo que na terça-feira dia 17, fará 10 meses que se deram grandes incêndios de Pedrógão.
Não estando os apreciados leitores a relacionar uma coisa com outra, tendo eu a certeza que muitos já questionam a minha, é certo, periclitante saúde mental, asseguro-vos que não me encontro, ao contrário de muitos que ouvi falarem sobre estas tragédias, toldado por eflúvios báquicos que obstem à minha capacidade de raciocinar.
Um destes dias ao ler uma obra recente que analisa a Batalha de La Lys, fui lendo, descobrindo, que entre esta batalha e os incêndios atrás referidos existem semelhanças impressionantes, podendo nós quase fazer um paralelismo comparativo entre os métodos de ontem e os de hoje chegando como eu cheguei à conclusão, de que infelizmente, aprendemos quase nada, continuamos infelizmente iguais.
Essa leitura, revela-nos toda a incúria, inépcia e miserabilismo intelectual que conduziu ao desastre de La Lys, os compadrios e amiguismos, a porcahice politica da Primeira República, permitiam a quem tinha cunhas safar-se da frente de combate para ir fazer de conta para um lugar seguro bem à retaguarda, alguns tão à retaguarda, que estavam em Portugal, ontem como hoje pouco mudou.
O disparate, as guerrinhas pusilânimes dos egos, a completa descoordenação, a falta de preparação, a reacção atabalhoada, a inveja bastarda, os métodos desadequados e os meios parcos, em La Lys foram os mesmos factores observáveis, quase cem anos depois nos incêndios de Junho e de Outubro, o inimigo não era já o “o malvado teutão”, mas o fogo devastador, mais impiedoso ainda, tendo o resultado redundado no mesmo, uma colossal catástrofe, um desastre completo.
La Lys , Pedrógão, Pinhal de Leiria, entre muitos mais, lista demasiado exaustiva para aqui trazer, serão nomes, que enquanto existir memória, evocarão catástrofes, perdas de vidas perfeitamente evitáveis, mas também serão nomes que exemplificarão, o miserabilismo das chefias, a torpeza dos comandos, a mediocridade dos políticos e dos governantes.
Cem anos passados, começamos a perceber que a mitologia construída à volta de La Lys, é muitas vezes uma colossal e prodigiosa mentira, percebemos também que os incêndios foram produto de um conjunto de ocorrências e que tudo falhou, talvez quando passarem mais cem anos finalmente se perceba que um país não pode ser este pardieiro de mediocridade e miserabilismo, tenho esperança!
* A 11 de Abril retira da linha da frente, Les Lobes, onde combate junto com tropas britânicas dos Seaforth Highlanders, o capitão da 3ª Companhia do BI 13º David José Gonçalves Magno, retira esgotadas as munições, com meia dúzia de praças pertencentes ao BI 13 e 15, os que restaram de três dias de combate, foi das muito raras acções de resistência das tropas lusas ao assalto alemão do dia 9, honre-se pois a sua memória.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, abril 07, 2018

Portugal sem valor ambiental

Portugal é uma anedota, dá dó, este país antro de medíocres, de lorpas, de farsas, farsolas e farsantes, alcova de imbecis, alforge de bestas quadrúpedes, incubadora de sevandijas e mentecaptos, é um colossal reino de energúmenos ou antes uma gigantesca república de lorpas, nada do que aqui se passa é verdadeiramente sério, mal pensam aqueles que dizem que somos um povo sisudo e pouco dado à folia ou aos folguedos, mal, muito mal nos conhecem, pois na verdade somos um verdadeiro povo anedota, uma corja de títeres, de robertos de feira, animados por cordelihos, habitantes de um país onde a realidade é uma longa sucessão de anedotas de fazer rir a bandeiras despregadas o mais sisudo dos seres.
São aos milhares, os patetas pategos bem como os lorpas capados, crescem por aqui qual cogumelos, deles se podia fazer uma gigantesca exposição, lanço daqui a ideia para que se promova uma ExpoLorpa, ou uma ExpoImbecil ou talvez uma ExpoEnergúmeno, poderíamos quiçá começar a exportar, estou em crer que temos aqui uma mais valia que estamos a aproveitar mal.
O que digo prova-se bem, recorrendo apenas a recortes da imprensa, vejamos então, ficámos a saber que uma empresa de celulose, depois de encher de merda o rio Tejo, resolveu recorrer judicialmente dos dois processos já decididos, num deles tinha-lhe sido aplicada uma coima de 12.500 euros, que foi entretanto em sede de recurso reduzida a 6000 euros, mas nem essa mísera quantia foi paga dado que recorrendo novamente a empresa viu a coima ser substituída por uma admoestação.
Ora digam lá se isto não vos faz rir, parece uma anedota, mas não é, a isto em Portugal chamamos Justiça.
Ainda sobre a mesma temática, aquele senhor que faz de conta que é Ministro do Ambiente, anunciou que as lamas cheias de merda que vão tirar do Tejo, lamas, cheias de produtos químicos das empresas de celulose, numa manobra de pura estupidez, a que pomposamente vão chamar “megaoperação de limpeza” na zona de Vila Velha de Rodão e de Nisa, vão ser colocadas provisoriamente num terreno sem valor ambiental.
Duas coisas fazem rir nesta notícia, a primeira é o “colocadas provisoriamente” todos sabemos que isto é sinónimo de irem atirar com aquela merda ali para um canto esquecido fora da vista, onde vai continuar indefinidamente a matar o rio sem que ninguém se preocupe, o outro motivo de riso é o termo “sem valor ambiental”, ficámos a saber que existem pedaços de terra que não têm valor ambiental, apesar de fazerem parte do ambiente, não valem nada, se fosse eu a dizer isto, que sou um simples borra-botas inculto e praticamente analfabeto, as pessoas com alguma capacidade intelectual acusar-me-iam de ser um imbecil completo, uma das mais rematadas bestas que caminhou pela Terra, mas felizmente não fui eu que disse isto, foi o senhor Ministro do Ambiente.
Os Ministros do Ambiente nos governos de Portugal, são como era antigamente o gordo da turma, aquele que tinha dois pés esquerdos e era destro, aquele a quem o professor de educação física obrigava sempre a incluir nas equipas, o pobre gordo lá ficava sentado no banco como bom suplente, se alguma vez jogasse era para aí num jogo onde estivessem a ganhar por cem a zero e memo assim o gordo ia para a baliza, o gordo ia sempre e só para a baliza, o gordo estava inclusive cotado abaixo das raparigas, eu sei disto por fui sempre o gordo.
Pois os ministros do ambiente nos governos de Portugal são isso, o gordo com dois pés esquerdos que só entra no fim e para a baliza, de resto está lá só para encher, fazer de conta. Assim vai Portugal o país anedota!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, abril 02, 2018

PORTUGAL A CORTA MATO



Uma frenética loucura apodera-se deste país, o corta mato. Munidos de roçadoras, podadoras, serras e serrotes, motocoisas de todos os tamanhos e feitios, ei-los aos patetas patéticos, a fuçar por entre vales e cabeços, a fingirem, armados em desbastadores de matos, chegam de helicóptero, de carrinha ou de carreta, vêm cheios da pífia fortaleza dos tristes, vêm da Direita e vem também da Direita a fingir e nós a vê-los.
Por esse Portugal afora, existe um verdadeiro corta mato colectivo, uma loucura colectiva contra tudo o que cheire a mato. Já vimos isto acontecer, por outros motivos coisas semelhantes, acessos de loucura deste tipo, seguramente vai dar merda.
Surgiu esta insana aventura cortadora, por causa de legislação específica sobre a matéria, saída no já longínquo ano de 2006, e à qual como costumeiramente ninguém ligou peva. Agora que parece que o tempo urge andam todos por aí a cortar, a cortar à doida, seguramente vai dar merda.
Saiu entretanto o relatório da comissão independente, sobre a tragédia dos incêndios de Outubro. As conclusões não trazem nada de novo, laxismo incúria, inépcia, miserabilismo intelectual, mediocridade, é o que se queira.
A oposição medíocre, com o CDS à cabeça apressou-se a atirar a matar ao Governo, seguiu-se o PSD, que também quis tecer comentários. Mantenho o que já escrevi há tempos sobre o tema, “DEVIAM SER TODOS PRESOS”, porque são uma cambada de incapazes, uma corja de inúteis, um mar oceano de imbecis, esta gente toda devia ser responsabilizada criminalmente por décadas de inépcia e faz de conta.
Mas são mesmo todos, politiqueiros em geral, deputados, autarcas, dos partidos que tem sido governo nos últimos 30 anos, para além das populações, é tudo a mesma corja de broncos, de incapazes, opinião minha, que o relatório actual confirma.
As populações não estão também isentas de culpa, porque tratam mal a natureza, porque não cuidam sequer do que é seu, tratam mal quem defende a natureza, fui disso várias vezes vítima sei do que falo, porque usam as matas como caixote do lixo, principalmente porque votam e fazem eleger imbecis de quem nunca exigem nada, a quem adoram lamber permanentemente o cu. Tiveram a paga da lambebotice mais do laxismo colectivo, pagaram infelizmente com língua de palmo.
Para lá das questões dos meios, se estavam, se não estavam, se foi a árvore que caiu ou se foi o clima, o cerne da questão prende-se com a incúria de toda uma sociedade de bandalhos medíocres, apostada no faz de conta. O drama disto tudo é que morreu infelizmente muita gente, esse foi o grande drama, não fora isso tudo teria ardido e nada se passaria.
Ainda que agora víssemos os mesmos seres patéticos nas televisões a roçar mato, “pra inglês ver”, não fora as mortes, nada se faria, espero pois que a centena de vitimas mortais não tenha sido em vão, e que com tanto relatório e comissão independente, políticos e população em geral percebam que têm de colaborar, para que algo efectivamente mude.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, março 24, 2018

FELICIANO, UM RAPAZ DA PROVÍNCIA!

O Feliciano está doente, o coitado do homem, que parece que é quase analfabeto, tal é a dificuldade em perceber coisas escritas, trocou-se todo revelando que sofre da habitual e costumeira “síndrome da cabala”, uma doença terrível também conhecida por “Relvite” ou ainda “Efeito Relvas”, condição clínica que costuma afectar aldrabões, vigaristas e medíocres em, geral, mas que pode também afectar pessoas honestíssimas, como é o caso do Feliciano, patologia muito comum em Portugal ainda que circunscrita aos círculos do Poder, afecta essencialmente políticos, quer sejam, ministros, secretários de Estado, deputados e ou autarcas das mais variadas cores, sendo que a cor laranja parece particularmente atreita a este tipo de maleita.
A “síndrome da Cabala” é uma doença degenerativa do foro psico somático, ataca essencialmente a ética, a moral, a decência e a honra. Tem efeitos devastadores no que concerne aos comportamentos, a pessoa afectada esquece por completo o significado das palavras decência, verdade, moral e dignidade.
Esta semana, vimos cair o Feliciano, um rapaz porreiraço ali da zona Oeste, acometido por um caso agudo da tenebrosa “Síndrome da Cabala”, pobre rapaz, um académico dedicado, tirou 18 no mestrado, porque segundo o júri do mestrado revelou um excelente "percurso profissional", curioso que no caso das pessoas comuns o percurso profissional conta “ZERO”, no caso dos doentes atacados por “Relvite” os curricula profissionais são sempre extremamente relevantes mesmo quando são a mais pronta das aldrabices.
Mais ainda, o Feliciano, que é um rapaz porreiro, esqueceu-se de tirar do currículo, a ligação à Universidade de Berkeley que ao que parece era apenas platónica, o Feliciano é um rapaz romântico, apaixonou-se por Berkeley mas não era correspondido por ela, ah o amor que arde sem se ver!
Outro nefasto exemplo do “Efeito Relvas”, é o da confusão, as infelizes pessoas afectadas por esta terrível patologia, tendem a confundir as coisas e a esquecer, esquecem-se muito, podem por exemplo esquecer-se de pagar impostos, como aconteceu a um conhecido habitante de Massamá, há gente maldosa que possa chamar a isso apenas uma aldrabice miserável, mas não, é isso sim uma característica da “Síndrome da Cabala”.
E como uma desgraça nunca vem só o pobre do Feliciano, que é excelente rapaz, confundiu Bombarral com Lisboa, erro normal porque ambas as localidades começam pela mesma letra, esse pequeno erro traduz a diferença entre 23,05 euros de ajudas de custo por cada dia de trabalho parlamentar, isto porque os senhores deputados instituíram para si próprios um regimento de ajudas muito generoso para complementar o mísero salário que auferem, que é o que recebe um deputado que viva em Lisboa ou nos concelhos mais próximos e a quantia de 69,19 euros que é o que recebe um deputado que resida fora de Lisboa, que se juntavam ao pequeno salário de 3994 Euros que aufere um pobre deputado, ou seja, apenas em despesas de deslocação ao fim do mês a coisa já compensa, percebe-se pois esse singelo, a todos os títulos compreensível erro do bom do Feliciano.
Atingido na sua honra o Feliciano, rapaz inteligente e probo fez sair um comunicado onde a propósito da vigarice com a morada declara, “Considero que é essencial uma clarificação total sobre as regras dos benefícios e ajudas de custo aos deputados, bem como uma metodologia de acolhimento aos deputados que não permita situações de dúvida nas informações prestadas, pelo que dirigirei ao Senhor Presidente da Assembleia da República um requerimento nesse sentido.”
No entanto a legislação é clara, diz que o deputado deve obrigatoriamente declarar a morada onde reside de facto. Mas por estar a sofrer das consequências da “Síndrome da Cabala” o honesto Feliciano baralhou tudo, se não se tivesse colado ao Rio, nada disto se saberia, assim ficou à vista de todos que o honesto Feliciano é mais uma vítima da Cabala, olha tal como a senhora Fertuzinhos ou como o senhor Macedo, ela vivia em Lisboa e declarava Guimarães, ele vivia em Miraflores e declarou Braga, duas pessoas honestíssimas em que são bem patentes as nefastas consequências dessa doença terrível que é a “Síndrome da Cabala”.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, março 18, 2018

A sopeira do Caldas

Quem já viu um congresso de um partido político, viu-os a todos, pouco muda naquela “opera bufa”, mais musica menos música, mais ou menos algazarra histriónica e histérica, mais laranja ou menos azul, aquilo apenas muda a cor do balde, lá dentro bóiam mais ou menos as mesmas patéticas criaturas, os instalados, que enchem os bolsos e a pategada que lá vai encher a sala e fazer de conta, a presumirem muito importância com a fitinha dependurada ao pescoço e ares presunçosos, pobres patetas.
Este fim de semana passado lá apanhamos, bem quem quis apanhou, mais uma estucha televisiva de congresso partidário de um grupelho de extrema direita, a festarola culminou com a reeleição da sopeira catequista que quer ser ministra, abençoada e crismada que foi como líder daquela trupe, foi portanto mais um evento de ir às lágrimas como são todos os deste género.
Foi curioso o discurso da dona sopeira, parecia ela que era uma das esganiçadas das “esquerdas unidas”, ao invés da querida líder das direitas sacristas, fartei-me de rir com aquilo, os fundadores do grupelho, aquela malta mais antiga e empedernida do “pra Angola e em força” e do crucifixo, devem andar às voltas nas respectivas covas, com o discurso da senhora, mais com o tipo de gente que assumidamente faz agora parte do partido.
Os marialvas e peralvilhos mais as tias de adenóides afectados e vozes roucas, andam agora numa roda-viva, parece que lhes estão a tirar o tapete de debaixo dos pés, ó tia agora vamos ter de aturar este tipo de misturas? Perguntam-se os ferrenhos apoiantes do grupelho sacrista, entre Franciscas e Contanças, entre Bernardos e “qualquercoisa” Maria, o Mundo está no fim grita uma vetusta e esganiçada matrona, ao que isto chegou, o mundinho do centro popularucho, está a derrocar e a culpa é da sopeira que se quer colar aos esquerdalhos.
Ele agora é bichos, bichas e trixas, cruz credo ao que isto chegou dirão as ratas de sacristia dessa direita betolas, agastadas com a aparente democratização daquele antro de trauliteiros, que agora se redescobre numa espécie de versão sem glúten do esquerdalho bloco, num fantástico arremedo de humor, sim porque aquilo tudo, aquele golpe de rins programático que ouvi dizer ser um discurso pragmático, esvazia o contexto partidário do bom e velho partidelho sacrista, homofóbico e xenófobo, aproximando-o do resto da maralha politiqueira, sem que ali se distinga nada digno de nota, são mais uns a tentar arear o tacho.
A sopeira arengou às hostes enlevadas, elevando a fasquia, que seguramente lhe vão cobrar, se as urnas não se encherem com cruzinhas no quadrado certo, vi ter alguns dos patetas que ouvimos clamar è perna, dos outros dos que realmente interessam à ali um senhor que foi chutado para euro deputado que ou muito me engano ou está só à espera do dia certo para enfiar a faca na sopeirita.
A sopeira catequista quer ser ministra suprema. Muitos riram, outros acharam que a pobre rapariga resolveu experimentar os efeitos terapêuticos de alguma erva mais atrevida, eu reservo-me, faço-o porque acredito na determinação da senhora, mais ainda acredito na imbecilidade colectiva de um país medíocre, que durante 50 anos comeu o feno dado à mangedoura pelo sacrista de Santa Comba, sem tugir.
Já vestidos de Democracia, fizeram eleger gente de tanta qualidade como sejam o Migalhas de Boliqueime, ou o Engenheiro da Covilhã, só para citar estes, os mais capazes no que toca a dar o truque, não valendo a pena alumiar peças menores como o Cherne ou o valdevinos tornado Provedor.
Conhecendo então esta proverbial e inata capacidade que este povinho nacional tem para escolher medíocres e vigaristas, não me espanta nada que a sopeira do Caldas, veja um destes dias cumprido o seu sonho de se sentar no cadeirão da chefia, se querem que vos seja sincero, sou gajo para votar nela, só para os ver a espumar pela boca, de raiva.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, março 04, 2018

PORTUGAL: UM PAÍS ANEDOTA!

Dois casos singelos, que provam que Portugal, que dizem ser um país. É na verdade uma anedota, das melhores e das mais pitorescas, que faz rir a bandeiras pregadas, possivelmente candidata a um Óscar, caso concorra algum dia.
Caso primeiro. A semana passada, li num jornal diário, que, foram vítimas de agressões alguns enfermeiros e um segurança do Hospital de São João no Porto, porque uma família de DDT’s, não quis estar à espera para serem atendidos, como não estão habituados pareceu-lhes mal.
Entretanto o “Grande Chefe Feiticeiro” desse clã DDT, resolveu e bem, dar uma desanca, diz ele aos prevaricadores, vai daí puxou do manual da “tradição” dessa tribo e arranjou uma pena para os sevandijas.
Até aqui tudo bem, se estivéssemos numa qualquer selva, ora ao que parece, não estamos. Alegadamente, estamos num país civilizado, um Estado de Direito, uma Democracia com tudo o que isso possui de bom e de mau, sendo que esta agressão, parece provar que por cá habitam criaturas selvagens e reles, que ademais possuem, dizem eles, cultura, leis e tradições próprias.
Ora isso é excelente, possuírem cultura, leis e tradições próprias, é óptimo para começarem uma nação, ora querendo ou fazendo parte de uma Nação já existente, com uma Constituição, à qual ninguém liga, com Leis, às quais todos se esforçam por desobedecer, a tal cultura, leis e tradições próprias, tem de ficar só para casa, na rua as Leis são as que regem todos e tem de ser cumpridas.
Parece pois que em Portugal, existe uma outra Nação com cultura, leis e tradições próprias, que se está positivamente a cagar para o cumprimento da Lei e das regras da convivência social, a que todos os outros se encontram obrigados, estando tão somente interessados em estar neste país na imediata proporção daquilo que lhe possam sugar para viverem sem fazer nada. Parece então que existem portugueses de primeira e de segunda. Ora se isto não é uma anedota, não sei o que será.
Caso segundo. O futebol é a grande religião não oficial de Portugal. Milhares de horas se gastam a discutir o “sexo dos anjos” no futebol, com comentadores e comentadeiros, painéis e senhores que fazem parte do painel, dirigentes e presidentes, jogadores e contendores, adeptos, jornais, jornalistas e jornaleiros, pontua aqui um denominador comum, a absoluta grunhice desta gentalha, que com poucas excepções são um exemplo acabado do rebotalho medíocre que somos enquanto sociedade.
Ora acontece que figurinhas tão ocas e medíocres como seja um qualquer presidente de clube de empurra bolas, vem às televisões e debita impropérios, colocando em causa um Estado e um país, e nada se passa, porque Portugal é efectivamente uma anedota de país, porque num outro qualquer Estado onde a decência e as valores da honestidade e ética fossem valorados este tipo de criaturas era imediatamente detido, aqui na anedota chamada Portugal, “no pasa nada”
Daí eu acreditar que não precisamos de Assembleia da Republica, de Governos, centrais nem locais para nada, assim como assim, dá igual, assim como assim quem manda é o futebol, logo bastar-nos-ia uma espécie de Federação de clubes para governar isto tudo, provavelmente até fariam melhor figura que as actuais instituições.
Daí eu acreditar que somos um país de anedota, para o provar, enquanto escrevo isto acabo de saber que desapareceu um computador pertença de um inspector do Ambiente com dados sobre o caso obsceno da poluição do Tejo, ora se isto não mesmo uma anedota, não sei o que mais possa ser.

Um abraço. deste vosso amigo
 Barão da Tróia

quinta-feira, fevereiro 22, 2018

A infeliz “VÍTIMA”!

Portugal, país “sui generis”, por bons e mais ainda por maus motivos, tem uma particularidade fantástica, reveladora de uma corrente de pensamento que roça o irracional, essa característica tem que ver com o tratamento dispensado as “VITÍMAS”, de crime, não particularizando eu o tipo de crime, dado que o tratamento dispensado à “VÍTIMA”, é sempre idêntico, a bitola é sempre baixa, vai do simples relativizar do ocorrido no inteligente discurso da Justiça chama-se “a bagatela jurídica”, ao total esquecimento, num grande leque de possibilidades que possuem um denominador comum, o facto de ninguém se interessar pelo destino das “VÍTIMAS”.
Um qualquer criminoso, do mais insignificante pilha galinhas, ao bandalho vigarista corrupto até ao mais facínora dos pedófilos e ou ao mais sádico e psicopata dos assassino, qualquer uma destas miserandas criaturas, sabe que em Portugal, terá uma horda de protectores, todos preocupados, com a sua saúde, com os seus direitos, gente pró activa com tempo de antena nas televisões, todos irmanados no sagrado dever de proteger a criminoso, quanto à “VÍTIMA”, quase ninguém se preocupa com a mesma, é as mais das vezes um não assunto.
Quando um desses vulgares pilha galinhas madraços, outra espécie em que Portugal é pródiga, furta, digamos, uma vintena de Euros a uma pessoa, a tendência é relativizar – foram só vinte Euros, não é preciso fazer uma cena por causa disso – nunca ouvi foi nenhum desses, «relativizadores» de serviço, perguntar se a “VÍTIMA”, tinha outros vinte Euros ou se aqueles não lhe fariam falta, é a tal bagatela jurídica, esta atitude de aliviar a responsabilidade dos actos, de não responsabilizar as pessoas pelo mal que fazem, por todo o mal que fazem, que começando bem cedo, leva a que tenhamos tanto criminoso miserável e que sejamos uma sociedade de poltrões, madraços e medíocres que tanto adoramos vigarizar e roubar.
Um destes dias, num daquele programas da nossa manhã televisiva, um advogado, dizia – uma pena vinte anos é brutal, estar vinte anos preso é muito duro –, defendendo que não se devem aumentar as molduras penais, sem dúvida vinte anos, que nunca são cumpridos, devem ser muito penosos, mas morrer é para sempre, deve ser muito mais duro estar morto, digo eu, através daquela declaração do senhor advogado, se vê a mentalidade vigente neste país, a “VÍTIMA”, interessa a poucos, a quase ninguém se formos a ver com melhores olhos.
E é fácil de perceber o porquê deste constante chutar das “VÍTIMAS”, para debaixo do tapete, senão vejamos, a “VÍTIMA”, só dá despesas, ele é indemnizações, ainda que miseráveis, choradas até ao último cêntimo por seguradoras gananciosas, ele é idas aos hospitais públicos, morgues, funerais, subsídios de viuvez, enfim só despesas e chatices.
Já o criminoso, desde o mais reles ao mais miseravelmente sofisticado, é a base de sustentação de uma grande negociata, a que se chama Justiça bem como a outras actividades subsidiárias, ele é órgãos de investigação criminal e policial, ele é instalações prisionais, guardas prisionais, magistrados, advogados, técnicos disto, daquilo e daqueloutro, ministérios quase inteiros a tramitar burocracia inútil, legisladores, deputados, carros, refeições, computadores, água, electricidade, gás e telefones, televisões, médicos e enfermeiros, psicólogos e psiquiatras, famílias inteiras que dependem de um criminoso, bem vistas as coisas um simples criminoso dá de comer a muita gente, daí o criminoso ser muito mais relevante que a pobre “VÍTIMA”, esse lorpa que se deixou roubar, bater, humilhar ou matar.
Ser “VÍTIMA”, de algum crime em Portugal, é como ser um grão de areia no deserto, ninguém lhe liga é apenas mais um número, o Estado, que tem por missão proteger os seus cidadãos, gasta com os criminosos, o que “VÍTIMA”, alguma verá ser gasto consigo, seja lá vítima daquilo que for, em Portugal a “VÍTIMA”, é apenas um dano colateral de um objectivo maior, que é ter um criminoso, para que se possa investigar, para que se possa deter, para que se possa acusar, para que se possa defender, para que se possa julgar, para que se possa condenar, para que se possa prender, para que se possa re-socializar, para que se possa com ele poder fazer projectos, de línguas, de música, de teatro, de ópera, de tudo o que se queira com fundos europeus e fundos nacionais, com idas à televisão e direito a entrevista, tudo polvilhado com muitos mangas de alpaca que em milhentas repartições digitam relatos, relações e relatórios, em formulários, modelos e anexos distribuídos com e sem conhecimento até ao gabinete presidencial onde até indultos se dão, claro por razões humanitárias do mais elementar dos direitos humanos, sim que lá nisso nós somos um país de vanguarda.
E à “VÍTIMA”, quem entrevista? Quem protege? Quem defende? Quem se dá ao trabalho de ajudar ou de perguntar se precisa de ajuda?
Esse tipo de gente interessa pouco, só dá despesa, afinal se fossem de algum préstimo não eram “VÍTIMAS”!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Ela bem Procura!




Começo por me declarar um fã incondicional do trabalho da actual Procuradora Geral da Republica, tenho seguido com relativa acuidade o seu desempenho, por conseguinte, tenho-a, por senhora honesta, profissional e dedicada. É pois uma pessoa digna de crédito, a quem devemos muito pela forma como tem tentando fazer cumprir a Lei.
No entanto, um pequeno pormenor, e o Diabo são as pequenas coisas, facto que o outro pateta que andava sempre a clamar pelo Dianho não percebeu, traz a mácula perniciosa ao desempenho da senhora Procuradora, a saber o caso miserável das crianças adoptadas pela IURD, essa coisa impronunciável produto destes tempos miseráveis em que vivemos.
Ora nessa infeliz e clamorosa ocorrência, declarou a senhora Procuradora, que instada por denuncia anónima, foi verificar os processos, verificação profundíssima, aturada e demorada, que resultou fazendo fé nas palavras da senhora Joana “…não resultaram quaisquer factos que confirmassem o alerta recebido”, acrescenta ainda no comunicado que enviou para a comunicação social, “…“não se inferiu” qualquer “circunstância menos clara das diligências realizadas no processo de confiança judicial…”, ou seja, dito por palavras mais escorreitas, a senhora Procuradora não viu absolutamente nada daquilo que se havia passado, miopia quiçá.
Este estado de coisas, levanta-nos algumas questões, excluímos desde logo uma eventual falta de competência da senhora Procuradora, como disse logo no início, aparentemente a senhora Procurada é pessoa capaz e determinada, daí nos seja lícito questionar sobre a qualidade do material constante nos processos que a senhora Procuradora tão diligentemente consultou, questionamos igualmente a qualidade e competência de quem produziu essa documentação, juízes, assistentes sociais, técnicas disto e daqueloutro e toda a súcia de burocratas que se envolvem neste tipo de coisa.
Questionamos a qualidade e competência de uma Justiça, que ao que parece foi a única que não percebeu o que ali se passava, dado que à vista de toda a gente, é possível observar uma maléfica e supremamente vigarista actuação, que roubou crianças a este país já tão demograficamente depauperado.
Se este é um exemplo da Justiça que temos, em verdade é, então a Justiça de Portugal, como bem sabemos, é uma farsa, bem podem os seus actores encher a boca com códigos e legislação, porque a realidade desmente a teoria, como muito bem sabemos todos os que vivemos no Portugal real.
Pior, é questionarmos como é que foi possível um infantário ilegal funcionar durante tanto tempo? Como foi possível que instituições públicas com acrescidas responsabilidades na área enviassem crianças para um infantário ilegal? Como foi possível que uma Juíza, ao estudar profundamente os processos sobre adopções ilegais, nada tenha detectado? Haverá aqui mais uma teia de corrupção? São muitas perguntas sem resposta, são imensas as dúvidas, certezas, temos duas, as crianças foram efectivamente levadas e como já é costume, ninguém fez nada, excepto agora que correm aos inquéritos, e esses todos sabemos como acabam.
Uma nota final para a tragédia de Vila Nova da Rainha, em primeiro, sentidas condolências aos familiares das vítimas mortais. Em segundo dizer, que mais uma vez, estamos perante mais uma crónica de uma tragédia anunciada, como disse uma pessoa amiga “…quem viu aquela associação, viu milhares de outras por esse Portugal fora…”, bem verdade. Ele há por aí coisas a funcionar ao arrepio de tudo quanto é legislação, que são desgraças à espera de acontecer, Portugal país avesso a cumprir as próprias leis que exara, está cheio de tragédias à espera de acontecer, mas não desesperem, depois de acontecer, fazem-se umas procissões, organiza-se uma viagem a Fátima, acendem-se umas velas, mais uns concertos solidários e umas recolhas de fundos solidários, colocam-se uns semblantes compungidos, distribuem-se afectos, chegados ao fim de semana todos para a bola e siga o baile, tudo como antes há espera da próxima.
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia