sexta-feira, abril 27, 2018

O 25 de Abril hoje!

A ditadura de antanho, de vários desconhecida, ainda que muitos outros por ela suspirem, habituou-nos aos tristemente conhecidos três “F”, (Futebol, Fátima e Fado), durante esses anos doirados da nacional carneirice, a maltinha viveu sobre esse signo, que continha intrinsecamente encerrado dentro, aquela coisa muito nacional do destino, da sina, dos pobretes mas alegretes, mais a alegria no trabalho, felizes os que ignoram, ámen.
Nesses tempos a coisa era muito mais simples, havia respeitinho, velavam os da DGS mais a bufaria, mais que muita, que sempre fomos um país de bufos reles, as massas andavam entretidas e oravam, abençoadas.
Primeiro, entretiveram-se com o evitar a guerra, (a Segunda Mundial), cheios de fome, que o de Santa Comba, fazia marchar as viandas para os teutões que pagavam em oiro judeu, passada a desgraça guerreira, hossanas ao filho do “Manholas” o providencial santo salvador, quilos de velinhas e ave-marias, vela Cerejeira pelas ovelhas mansas, é pois tempo de ir à pressa criar um Império, para o qual, nos quatrocentos anos anteriores não houvera nem cabedais nem ensejo para fazer, assim passa década e meia, o Mundo porém como diz a canção «pula e avança», nós por cá entretidos a tirar cotão do umbigo, fazendo de conta que não é nada connosco.
Entretanto os indígenas do Império, perceberam que eram no Mundo os últimos a sacudir a canga, é tempo de ir, “pra Angola e em força”, as massas estão agora entretidas na guerra salvadora do Império, pois porque quando já mais ninguém tinha impérios nós que nunca o tivemos insistíamos, pronto lá se entreteve a malta, dando-se vazão ao oiro com que os germânicos nos tinham pagos os presuntos mais as orelheiras de fumeiro.
Mansa ia a coisa, Cerejeira continuava a velar pelas mansas ovelhas, Oliveira velava pelos assuntos mais profanos, em África matava-se ou morria-se, em Portugal as elites, enchiam-se alarvemente, até dava para balets cor de rosa com meninas menores, para bertliets e unimogs mais a CUF, tudo a bem da Nação claro está, quanto ao Zé, esse andava por aí entretido a ver a bola, a ouvir o faduncho, a excelsa mocidade portuguesa cuidava da alma e do corpo dos futuros guerreiros enquanto que os pais muito de longe em longe iam numa excursão a Fátima para acender velas à santinha, se o Manel escapasse às minas e ao paludismo era certo, um fardo de velas à santinha, agradece Cerejeira.
Pelo meio vinha o aerograma, nós por cá todos bem e adeus até ao meu regresso que muitas vezes se fazia em primeira classe de porão com o corpinho acomodado num lindo sobretudo de pinho acolchoado, paga a famelga que o de Santa Comba prefere gastar o oiro dos teutónicos a comprar balas, e esses eram os sortudos, os que vinham cá parar, porque muitos ficaram para sempre com os ossos a branquear nos sertões austrais roídos por bichos estranhos ou a enfeitar cemitérios regimentais que hoje definham engolidos pela selva, pela incúria do país que os enviou para morrer e de seguida os abandonou.
Aos vivos chegados da guerra, a essas pobres campónios que para lá foram mandados, restava-lhes voltar à servitude do campo, trabalhando para os senhores donos da terra. Ora ao fim de treze longos anos de morticínio sem que se vissem melhorias, os campónios continuavam de canga, substituída por camuflado e G3 em comissões de 24 suaves meses, com direito a assistir na primeira fila às maravilhas que o continente africano tinha para oferecer, pitorescos safaris, aldeias indígenas, comidas tropicais, malária, disenteria, sede e fome, tudo pontuado com magníficos fogos de artificio, com maços de tabaco para alegrar a alma distribuídos pelas matronas gastas do MNF, isto a bem da Nação claro está, ámen.
Dizia eu que ao fim dessa quase década e meia, o oficialato subalterno, farto de ir morrer longe, de apanhar doenças venéreas e de ser encornado (casos pontuais de certo, assunto aqui referido apenas para criar ambiente de anedota de caserna), além de se ver ultrapassado por paisanos milicianos, resolve produzir o excelente evento, aqui sou sincero, continuo a acreditar que a Revolução de Abril de 1974, foi benéfica, o grandioso 25 de Abril, que libertará Portugal da guerra, da ditadura e de mais uma coisita ou outra, foi efectivamente um evento benéfico para esta tropa fandanga que por aqui habita, ainda que a maioria dos asnos assim não entenda.
Quarenta e quatro anos passaram desde essa data mítica para alguns, uma merda para outros, ainda que os que dela menos gostem tenham sido muitas vezes os que com ela mais lucraram, mas isso fica para outro dia, nestas quase quatro décadas e meia o país sem dúvida que melhorou, os três “F” da Ditadura foram quase abandonados, ou antes foram substituídos na importância pelos três “B”.
Aquilo que foram os três “F” da Ditadura, são os três “B”, para a Democracia, para esta democracia em que dizem que vivemos. Pior, não só o povaréu não abandonou os “F”, continuamos pobretes e alegretes, analfabrutos e cada vez mais mal educados, como juntamos os “B”, a saber, somos cada vez mais um país de Bandidos, Biltres e Bandalhos, disso cada vez que abrimos um jornal diário, que escutámos notícias na rádio ou que vemos um noticiário televisivo, temos as provas às centenas.
A nossa grande conquista do 25 de Abril, foi a liberdade para sermos um grande país de Bandidos, Biltres e Bandalhos, actividade que estava no tempo da Ditadura circunscrita a uma elite que enxameava à roda da candeia do poder que alumiava o caminha da amada Pátria, ámen.
Foi a democratização e a multiplicação da possibilidade de qualquer um poder aceder à ilustre e proveitosa carreira de ser um Bandido, Biltre e ou Bandalho, a grande conquista desta Democracia, em que dizem que vivemos, um qualquer farroupilha nascido nas berças, pode perfeitamente cursar engenharia, ou fazer de conta, tornando-se um grande bandido, um qualquer pelintra do barrocal, pode tornar-se num professor e vir a ser um grande Biltre, como pode um indigente das ilhas tornar-se um excelente Bandalho, outra conquista desta Democracia são as hordas de parasitas madraços que vivem na mais absoluta indulgência e subsídio-dependência, uns e outros, impunes, acima da Lei e fazendo tábua rasa de tudo quanto são regras.
Juntemos a tudo isto os três “I” da Impunidade, da Incompetência e da Inércia, que parecem nortear este país, a caldeirada está quase pronta, falta o sal da guerra civil das estradas, onde morrem como tordos os imbecis, a pimenta da violência doméstica que mata sem explicação, mais uma pitada de Justiça miserável, outra pitada de Educação medíocre finalizando com uma dose generosa de Saúde falhada, o prato está pronto, toca o hino, distribuam-se as comendas mais as medalhas, mais os afectos aos montes, cuidado que “estrala a bomba, arrebenta, fica tudo queimado”, polvilha-se tudo com muito “Zeca”, força companheiro e tal, voa gaivota, romarias e cravos, que uns usam outros não como se a liberdade não os tivesse a todos libertados aos parvos, arrumado está o arraial da Democracia e da Liberdade, uma vez por ano, viva isto mais aquilo e aqueloutro, ram…tam…ram…tam… batem as botifarras no asfalto, esboroa-se a pintura e cai a cor, por baixo é só salitre, muito bolor, muita trampa, viva, viva a Democracia e tal, para o ano logo se vê, há eleições? Então é de arromba, que fica bem.
Isto meus caros e excelentes leitores, foi sem margem para dúvida a maior conquista de Abril, esta diversificação social do acesso à bandalheira, à falta de ética, à falta de honra e de decência. Ainda assim viva o 25 de Abril, viva o povinho dos três “P”, que caminhando, felizmente, para a extinção, aqui continuam, Pelintras, Parvos e Patetas!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, abril 20, 2018

Uma década...

Há uma década que um serviço oncológico pediátrico de um hospital público, funciona em condições absolutamente miseráveis, dignas porém, do pardieiro de terceiro mundo que realmente somos.
Há uma década, que esse serviço funciona, sem que ninguém, a começar pelos mais interessados, (administradores, pais das crianças, médicos, enfermeiros, directores clínicos), tenha sequer dito uma palavra sobre o assunto, facto que acho estranho, isto apesar de um Primeiro-ministro ter ido a essa instituição para actuar numa das costumeiras encenações que os políticos gostam de fazer, uma infeliz e medíocre propaganda oca, depois chamam populistas aos outros.
Há uma década que o serviço de oncologia pediátrica do Hospital de São João no Porto funciona no dizer da administração do mesmo hospital, em "condições miseráveis", vários governos passaram desde 2008, nenhum deles, fez absolutamente nada, excepto actuações demagógicas, populistas e medíocres.
Num repente na semana passada o assunto salta para as parangonas dos jornais, colunistas em barda criticam, uns poucos bem, porque analisaram objectivamente a questão, a maioria porém politizou a coisa de forma sectária, desviando do cerne da questão o problema real que são as condições miseráveis em que se tratam crianças vitimas de cancro, para colocarem o fulcro nas guerrinhas partidárias entre governo e oposição.
«Em Portugal não se faz política, antes se chafurda!» O facto de que há uma década que um serviço de oncologia pediátrica funcione provisoriamente em contentores, é disso prova. Porém assim que o assunto, em boa hora mas atrasado, saltou para a comunicação social, não faltaram os do costume a aparecerem grunhindo loucamente, chafurdando muito politicamente, sobre o tema, todos opiniosos, todos detentores de soluções miraculosas.
Há uma década que um serviço de oncologia pediátrica, funciona vergonhosamente desfalcado de condições, há uma década que ninguém diz nada, há uma década que andam todos calados, agora subitamente assim do nada, lembram-se que tudo está mal, o que é que esta gente toda andou a fazer durante estes três mil e seiscentos dias?
Tiveram portanto pelo menos três mil e seiscentas oportunidades de falar sobre o assunto, de denunciar aquela vergonha, desde de 2008, tiveram tanto tempo para fazer uma denúncia porquê só agora?
Essa dúvida persegue-me, porquê só agora. Para além dessa dúvida, o resto é o miserabilismo normal deste pardieiro chamado Portugal, é ver os berrões, os bácoros, as marrãs e os varrascos de todas as cores políticas a chafurdar, as procissões dos porcos politiqueiros a entrar pelo hospital adentro, para chover no molhado, cercados pelas televisões, alguns deles saídos há bem pouco do poleiro, que nada fizeram, contribuindo antes para o maior descalabro, exibem agora o rosto da surpresa e da mentirosa indignação, cara dos biltres e pulhas que nada fizeram nos dez anos que isto já leva, são uns medíocres, uns pulhas mentirosos, que vivem disto.
Há uma década que um serviço de oncologia pediátrica, funciona como um qualquer hospital do terceiro mundo, entretidas andam as gentes a discutir futebol, a discutir energúmenos, a discutir penaltis, as mesmas gentes que diariamente arranjam tempo para discutir futebol, são as mesmas que em dez anos nunca se recordaram de publicar uma linha que fosse sobre um serviço de oncologia pediátrica, que funciona em tão nefastas condições.
Que gente é esta? Que gente somos nós? Que país é este?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, abril 17, 2018

Para quem tocam os sinos

Para não ser acusado de plagiar o Ernesto desde já vos digo que o título deste artiguelho, é parecido com o dessa obra maior da literatura mundial, “Por quem os Sinos Dobram”, de Ernest Hemingway, mais vos digo, que a semelhança é intencional e assumida.
Na segunda-feira passada, comemoram-se os cem anos da Batalha de Lys, sobejamente conhecida por ter sido a maior catástrofe militar de Portugal do século XX, o maior desastre das armas portuguesas desde Alcácer Quibir, o infausto evento, verdadeiro desastre, no que concerne à participação de tropas portuguesas em combate, decorreu entre os dias 9, 10 e 11*, de Abril de 1918, daí tendo resulta cerca de quatro centenas de mortos, mais uns seis mil prisioneiros, tendo a 2ª Divisão do Corpo Expedicionário Português sido aniquilada enquanto unidade combatente.
No próximo Domingo dia 15, cumprem-se seis meses sobre os grandes incêndios de Outubro, sendo que na terça-feira dia 17, fará 10 meses que se deram grandes incêndios de Pedrógão.
Não estando os apreciados leitores a relacionar uma coisa com outra, tendo eu a certeza que muitos já questionam a minha, é certo, periclitante saúde mental, asseguro-vos que não me encontro, ao contrário de muitos que ouvi falarem sobre estas tragédias, toldado por eflúvios báquicos que obstem à minha capacidade de raciocinar.
Um destes dias ao ler uma obra recente que analisa a Batalha de La Lys, fui lendo, descobrindo, que entre esta batalha e os incêndios atrás referidos existem semelhanças impressionantes, podendo nós quase fazer um paralelismo comparativo entre os métodos de ontem e os de hoje chegando como eu cheguei à conclusão, de que infelizmente, aprendemos quase nada, continuamos infelizmente iguais.
Essa leitura, revela-nos toda a incúria, inépcia e miserabilismo intelectual que conduziu ao desastre de La Lys, os compadrios e amiguismos, a porcahice politica da Primeira República, permitiam a quem tinha cunhas safar-se da frente de combate para ir fazer de conta para um lugar seguro bem à retaguarda, alguns tão à retaguarda, que estavam em Portugal, ontem como hoje pouco mudou.
O disparate, as guerrinhas pusilânimes dos egos, a completa descoordenação, a falta de preparação, a reacção atabalhoada, a inveja bastarda, os métodos desadequados e os meios parcos, em La Lys foram os mesmos factores observáveis, quase cem anos depois nos incêndios de Junho e de Outubro, o inimigo não era já o “o malvado teutão”, mas o fogo devastador, mais impiedoso ainda, tendo o resultado redundado no mesmo, uma colossal catástrofe, um desastre completo.
La Lys , Pedrógão, Pinhal de Leiria, entre muitos mais, lista demasiado exaustiva para aqui trazer, serão nomes, que enquanto existir memória, evocarão catástrofes, perdas de vidas perfeitamente evitáveis, mas também serão nomes que exemplificarão, o miserabilismo das chefias, a torpeza dos comandos, a mediocridade dos políticos e dos governantes.
Cem anos passados, começamos a perceber que a mitologia construída à volta de La Lys, é muitas vezes uma colossal e prodigiosa mentira, percebemos também que os incêndios foram produto de um conjunto de ocorrências e que tudo falhou, talvez quando passarem mais cem anos finalmente se perceba que um país não pode ser este pardieiro de mediocridade e miserabilismo, tenho esperança!
* A 11 de Abril retira da linha da frente, Les Lobes, onde combate junto com tropas britânicas dos Seaforth Highlanders, o capitão da 3ª Companhia do BI 13º David José Gonçalves Magno, retira esgotadas as munições, com meia dúzia de praças pertencentes ao BI 13 e 15, os que restaram de três dias de combate, foi das muito raras acções de resistência das tropas lusas ao assalto alemão do dia 9, honre-se pois a sua memória.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, abril 07, 2018

Portugal sem valor ambiental

Portugal é uma anedota, dá dó, este país antro de medíocres, de lorpas, de farsas, farsolas e farsantes, alcova de imbecis, alforge de bestas quadrúpedes, incubadora de sevandijas e mentecaptos, é um colossal reino de energúmenos ou antes uma gigantesca república de lorpas, nada do que aqui se passa é verdadeiramente sério, mal pensam aqueles que dizem que somos um povo sisudo e pouco dado à folia ou aos folguedos, mal, muito mal nos conhecem, pois na verdade somos um verdadeiro povo anedota, uma corja de títeres, de robertos de feira, animados por cordelihos, habitantes de um país onde a realidade é uma longa sucessão de anedotas de fazer rir a bandeiras despregadas o mais sisudo dos seres.
São aos milhares, os patetas pategos bem como os lorpas capados, crescem por aqui qual cogumelos, deles se podia fazer uma gigantesca exposição, lanço daqui a ideia para que se promova uma ExpoLorpa, ou uma ExpoImbecil ou talvez uma ExpoEnergúmeno, poderíamos quiçá começar a exportar, estou em crer que temos aqui uma mais valia que estamos a aproveitar mal.
O que digo prova-se bem, recorrendo apenas a recortes da imprensa, vejamos então, ficámos a saber que uma empresa de celulose, depois de encher de merda o rio Tejo, resolveu recorrer judicialmente dos dois processos já decididos, num deles tinha-lhe sido aplicada uma coima de 12.500 euros, que foi entretanto em sede de recurso reduzida a 6000 euros, mas nem essa mísera quantia foi paga dado que recorrendo novamente a empresa viu a coima ser substituída por uma admoestação.
Ora digam lá se isto não vos faz rir, parece uma anedota, mas não é, a isto em Portugal chamamos Justiça.
Ainda sobre a mesma temática, aquele senhor que faz de conta que é Ministro do Ambiente, anunciou que as lamas cheias de merda que vão tirar do Tejo, lamas, cheias de produtos químicos das empresas de celulose, numa manobra de pura estupidez, a que pomposamente vão chamar “megaoperação de limpeza” na zona de Vila Velha de Rodão e de Nisa, vão ser colocadas provisoriamente num terreno sem valor ambiental.
Duas coisas fazem rir nesta notícia, a primeira é o “colocadas provisoriamente” todos sabemos que isto é sinónimo de irem atirar com aquela merda ali para um canto esquecido fora da vista, onde vai continuar indefinidamente a matar o rio sem que ninguém se preocupe, o outro motivo de riso é o termo “sem valor ambiental”, ficámos a saber que existem pedaços de terra que não têm valor ambiental, apesar de fazerem parte do ambiente, não valem nada, se fosse eu a dizer isto, que sou um simples borra-botas inculto e praticamente analfabeto, as pessoas com alguma capacidade intelectual acusar-me-iam de ser um imbecil completo, uma das mais rematadas bestas que caminhou pela Terra, mas felizmente não fui eu que disse isto, foi o senhor Ministro do Ambiente.
Os Ministros do Ambiente nos governos de Portugal, são como era antigamente o gordo da turma, aquele que tinha dois pés esquerdos e era destro, aquele a quem o professor de educação física obrigava sempre a incluir nas equipas, o pobre gordo lá ficava sentado no banco como bom suplente, se alguma vez jogasse era para aí num jogo onde estivessem a ganhar por cem a zero e memo assim o gordo ia para a baliza, o gordo ia sempre e só para a baliza, o gordo estava inclusive cotado abaixo das raparigas, eu sei disto por fui sempre o gordo.
Pois os ministros do ambiente nos governos de Portugal são isso, o gordo com dois pés esquerdos que só entra no fim e para a baliza, de resto está lá só para encher, fazer de conta. Assim vai Portugal o país anedota!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, abril 02, 2018

PORTUGAL A CORTA MATO



Uma frenética loucura apodera-se deste país, o corta mato. Munidos de roçadoras, podadoras, serras e serrotes, motocoisas de todos os tamanhos e feitios, ei-los aos patetas patéticos, a fuçar por entre vales e cabeços, a fingirem, armados em desbastadores de matos, chegam de helicóptero, de carrinha ou de carreta, vêm cheios da pífia fortaleza dos tristes, vêm da Direita e vem também da Direita a fingir e nós a vê-los.
Por esse Portugal afora, existe um verdadeiro corta mato colectivo, uma loucura colectiva contra tudo o que cheire a mato. Já vimos isto acontecer, por outros motivos coisas semelhantes, acessos de loucura deste tipo, seguramente vai dar merda.
Surgiu esta insana aventura cortadora, por causa de legislação específica sobre a matéria, saída no já longínquo ano de 2006, e à qual como costumeiramente ninguém ligou peva. Agora que parece que o tempo urge andam todos por aí a cortar, a cortar à doida, seguramente vai dar merda.
Saiu entretanto o relatório da comissão independente, sobre a tragédia dos incêndios de Outubro. As conclusões não trazem nada de novo, laxismo incúria, inépcia, miserabilismo intelectual, mediocridade, é o que se queira.
A oposição medíocre, com o CDS à cabeça apressou-se a atirar a matar ao Governo, seguiu-se o PSD, que também quis tecer comentários. Mantenho o que já escrevi há tempos sobre o tema, “DEVIAM SER TODOS PRESOS”, porque são uma cambada de incapazes, uma corja de inúteis, um mar oceano de imbecis, esta gente toda devia ser responsabilizada criminalmente por décadas de inépcia e faz de conta.
Mas são mesmo todos, politiqueiros em geral, deputados, autarcas, dos partidos que tem sido governo nos últimos 30 anos, para além das populações, é tudo a mesma corja de broncos, de incapazes, opinião minha, que o relatório actual confirma.
As populações não estão também isentas de culpa, porque tratam mal a natureza, porque não cuidam sequer do que é seu, tratam mal quem defende a natureza, fui disso várias vezes vítima sei do que falo, porque usam as matas como caixote do lixo, principalmente porque votam e fazem eleger imbecis de quem nunca exigem nada, a quem adoram lamber permanentemente o cu. Tiveram a paga da lambebotice mais do laxismo colectivo, pagaram infelizmente com língua de palmo.
Para lá das questões dos meios, se estavam, se não estavam, se foi a árvore que caiu ou se foi o clima, o cerne da questão prende-se com a incúria de toda uma sociedade de bandalhos medíocres, apostada no faz de conta. O drama disto tudo é que morreu infelizmente muita gente, esse foi o grande drama, não fora isso tudo teria ardido e nada se passaria.
Ainda que agora víssemos os mesmos seres patéticos nas televisões a roçar mato, “pra inglês ver”, não fora as mortes, nada se faria, espero pois que a centena de vitimas mortais não tenha sido em vão, e que com tanto relatório e comissão independente, políticos e população em geral percebam que têm de colaborar, para que algo efectivamente mude.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, março 24, 2018

FELICIANO, UM RAPAZ DA PROVÍNCIA!

O Feliciano está doente, o coitado do homem, que parece que é quase analfabeto, tal é a dificuldade em perceber coisas escritas, trocou-se todo revelando que sofre da habitual e costumeira “síndrome da cabala”, uma doença terrível também conhecida por “Relvite” ou ainda “Efeito Relvas”, condição clínica que costuma afectar aldrabões, vigaristas e medíocres em, geral, mas que pode também afectar pessoas honestíssimas, como é o caso do Feliciano, patologia muito comum em Portugal ainda que circunscrita aos círculos do Poder, afecta essencialmente políticos, quer sejam, ministros, secretários de Estado, deputados e ou autarcas das mais variadas cores, sendo que a cor laranja parece particularmente atreita a este tipo de maleita.
A “síndrome da Cabala” é uma doença degenerativa do foro psico somático, ataca essencialmente a ética, a moral, a decência e a honra. Tem efeitos devastadores no que concerne aos comportamentos, a pessoa afectada esquece por completo o significado das palavras decência, verdade, moral e dignidade.
Esta semana, vimos cair o Feliciano, um rapaz porreiraço ali da zona Oeste, acometido por um caso agudo da tenebrosa “Síndrome da Cabala”, pobre rapaz, um académico dedicado, tirou 18 no mestrado, porque segundo o júri do mestrado revelou um excelente "percurso profissional", curioso que no caso das pessoas comuns o percurso profissional conta “ZERO”, no caso dos doentes atacados por “Relvite” os curricula profissionais são sempre extremamente relevantes mesmo quando são a mais pronta das aldrabices.
Mais ainda, o Feliciano, que é um rapaz porreiro, esqueceu-se de tirar do currículo, a ligação à Universidade de Berkeley que ao que parece era apenas platónica, o Feliciano é um rapaz romântico, apaixonou-se por Berkeley mas não era correspondido por ela, ah o amor que arde sem se ver!
Outro nefasto exemplo do “Efeito Relvas”, é o da confusão, as infelizes pessoas afectadas por esta terrível patologia, tendem a confundir as coisas e a esquecer, esquecem-se muito, podem por exemplo esquecer-se de pagar impostos, como aconteceu a um conhecido habitante de Massamá, há gente maldosa que possa chamar a isso apenas uma aldrabice miserável, mas não, é isso sim uma característica da “Síndrome da Cabala”.
E como uma desgraça nunca vem só o pobre do Feliciano, que é excelente rapaz, confundiu Bombarral com Lisboa, erro normal porque ambas as localidades começam pela mesma letra, esse pequeno erro traduz a diferença entre 23,05 euros de ajudas de custo por cada dia de trabalho parlamentar, isto porque os senhores deputados instituíram para si próprios um regimento de ajudas muito generoso para complementar o mísero salário que auferem, que é o que recebe um deputado que viva em Lisboa ou nos concelhos mais próximos e a quantia de 69,19 euros que é o que recebe um deputado que resida fora de Lisboa, que se juntavam ao pequeno salário de 3994 Euros que aufere um pobre deputado, ou seja, apenas em despesas de deslocação ao fim do mês a coisa já compensa, percebe-se pois esse singelo, a todos os títulos compreensível erro do bom do Feliciano.
Atingido na sua honra o Feliciano, rapaz inteligente e probo fez sair um comunicado onde a propósito da vigarice com a morada declara, “Considero que é essencial uma clarificação total sobre as regras dos benefícios e ajudas de custo aos deputados, bem como uma metodologia de acolhimento aos deputados que não permita situações de dúvida nas informações prestadas, pelo que dirigirei ao Senhor Presidente da Assembleia da República um requerimento nesse sentido.”
No entanto a legislação é clara, diz que o deputado deve obrigatoriamente declarar a morada onde reside de facto. Mas por estar a sofrer das consequências da “Síndrome da Cabala” o honesto Feliciano baralhou tudo, se não se tivesse colado ao Rio, nada disto se saberia, assim ficou à vista de todos que o honesto Feliciano é mais uma vítima da Cabala, olha tal como a senhora Fertuzinhos ou como o senhor Macedo, ela vivia em Lisboa e declarava Guimarães, ele vivia em Miraflores e declarou Braga, duas pessoas honestíssimas em que são bem patentes as nefastas consequências dessa doença terrível que é a “Síndrome da Cabala”.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, março 18, 2018

A sopeira do Caldas

Quem já viu um congresso de um partido político, viu-os a todos, pouco muda naquela “opera bufa”, mais musica menos música, mais ou menos algazarra histriónica e histérica, mais laranja ou menos azul, aquilo apenas muda a cor do balde, lá dentro bóiam mais ou menos as mesmas patéticas criaturas, os instalados, que enchem os bolsos e a pategada que lá vai encher a sala e fazer de conta, a presumirem muito importância com a fitinha dependurada ao pescoço e ares presunçosos, pobres patetas.
Este fim de semana passado lá apanhamos, bem quem quis apanhou, mais uma estucha televisiva de congresso partidário de um grupelho de extrema direita, a festarola culminou com a reeleição da sopeira catequista que quer ser ministra, abençoada e crismada que foi como líder daquela trupe, foi portanto mais um evento de ir às lágrimas como são todos os deste género.
Foi curioso o discurso da dona sopeira, parecia ela que era uma das esganiçadas das “esquerdas unidas”, ao invés da querida líder das direitas sacristas, fartei-me de rir com aquilo, os fundadores do grupelho, aquela malta mais antiga e empedernida do “pra Angola e em força” e do crucifixo, devem andar às voltas nas respectivas covas, com o discurso da senhora, mais com o tipo de gente que assumidamente faz agora parte do partido.
Os marialvas e peralvilhos mais as tias de adenóides afectados e vozes roucas, andam agora numa roda-viva, parece que lhes estão a tirar o tapete de debaixo dos pés, ó tia agora vamos ter de aturar este tipo de misturas? Perguntam-se os ferrenhos apoiantes do grupelho sacrista, entre Franciscas e Contanças, entre Bernardos e “qualquercoisa” Maria, o Mundo está no fim grita uma vetusta e esganiçada matrona, ao que isto chegou, o mundinho do centro popularucho, está a derrocar e a culpa é da sopeira que se quer colar aos esquerdalhos.
Ele agora é bichos, bichas e trixas, cruz credo ao que isto chegou dirão as ratas de sacristia dessa direita betolas, agastadas com a aparente democratização daquele antro de trauliteiros, que agora se redescobre numa espécie de versão sem glúten do esquerdalho bloco, num fantástico arremedo de humor, sim porque aquilo tudo, aquele golpe de rins programático que ouvi dizer ser um discurso pragmático, esvazia o contexto partidário do bom e velho partidelho sacrista, homofóbico e xenófobo, aproximando-o do resto da maralha politiqueira, sem que ali se distinga nada digno de nota, são mais uns a tentar arear o tacho.
A sopeira arengou às hostes enlevadas, elevando a fasquia, que seguramente lhe vão cobrar, se as urnas não se encherem com cruzinhas no quadrado certo, vi ter alguns dos patetas que ouvimos clamar è perna, dos outros dos que realmente interessam à ali um senhor que foi chutado para euro deputado que ou muito me engano ou está só à espera do dia certo para enfiar a faca na sopeirita.
A sopeira catequista quer ser ministra suprema. Muitos riram, outros acharam que a pobre rapariga resolveu experimentar os efeitos terapêuticos de alguma erva mais atrevida, eu reservo-me, faço-o porque acredito na determinação da senhora, mais ainda acredito na imbecilidade colectiva de um país medíocre, que durante 50 anos comeu o feno dado à mangedoura pelo sacrista de Santa Comba, sem tugir.
Já vestidos de Democracia, fizeram eleger gente de tanta qualidade como sejam o Migalhas de Boliqueime, ou o Engenheiro da Covilhã, só para citar estes, os mais capazes no que toca a dar o truque, não valendo a pena alumiar peças menores como o Cherne ou o valdevinos tornado Provedor.
Conhecendo então esta proverbial e inata capacidade que este povinho nacional tem para escolher medíocres e vigaristas, não me espanta nada que a sopeira do Caldas, veja um destes dias cumprido o seu sonho de se sentar no cadeirão da chefia, se querem que vos seja sincero, sou gajo para votar nela, só para os ver a espumar pela boca, de raiva.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, março 04, 2018

PORTUGAL: UM PAÍS ANEDOTA!

Dois casos singelos, que provam que Portugal, que dizem ser um país. É na verdade uma anedota, das melhores e das mais pitorescas, que faz rir a bandeiras pregadas, possivelmente candidata a um Óscar, caso concorra algum dia.
Caso primeiro. A semana passada, li num jornal diário, que, foram vítimas de agressões alguns enfermeiros e um segurança do Hospital de São João no Porto, porque uma família de DDT’s, não quis estar à espera para serem atendidos, como não estão habituados pareceu-lhes mal.
Entretanto o “Grande Chefe Feiticeiro” desse clã DDT, resolveu e bem, dar uma desanca, diz ele aos prevaricadores, vai daí puxou do manual da “tradição” dessa tribo e arranjou uma pena para os sevandijas.
Até aqui tudo bem, se estivéssemos numa qualquer selva, ora ao que parece, não estamos. Alegadamente, estamos num país civilizado, um Estado de Direito, uma Democracia com tudo o que isso possui de bom e de mau, sendo que esta agressão, parece provar que por cá habitam criaturas selvagens e reles, que ademais possuem, dizem eles, cultura, leis e tradições próprias.
Ora isso é excelente, possuírem cultura, leis e tradições próprias, é óptimo para começarem uma nação, ora querendo ou fazendo parte de uma Nação já existente, com uma Constituição, à qual ninguém liga, com Leis, às quais todos se esforçam por desobedecer, a tal cultura, leis e tradições próprias, tem de ficar só para casa, na rua as Leis são as que regem todos e tem de ser cumpridas.
Parece pois que em Portugal, existe uma outra Nação com cultura, leis e tradições próprias, que se está positivamente a cagar para o cumprimento da Lei e das regras da convivência social, a que todos os outros se encontram obrigados, estando tão somente interessados em estar neste país na imediata proporção daquilo que lhe possam sugar para viverem sem fazer nada. Parece então que existem portugueses de primeira e de segunda. Ora se isto não é uma anedota, não sei o que será.
Caso segundo. O futebol é a grande religião não oficial de Portugal. Milhares de horas se gastam a discutir o “sexo dos anjos” no futebol, com comentadores e comentadeiros, painéis e senhores que fazem parte do painel, dirigentes e presidentes, jogadores e contendores, adeptos, jornais, jornalistas e jornaleiros, pontua aqui um denominador comum, a absoluta grunhice desta gentalha, que com poucas excepções são um exemplo acabado do rebotalho medíocre que somos enquanto sociedade.
Ora acontece que figurinhas tão ocas e medíocres como seja um qualquer presidente de clube de empurra bolas, vem às televisões e debita impropérios, colocando em causa um Estado e um país, e nada se passa, porque Portugal é efectivamente uma anedota de país, porque num outro qualquer Estado onde a decência e as valores da honestidade e ética fossem valorados este tipo de criaturas era imediatamente detido, aqui na anedota chamada Portugal, “no pasa nada”
Daí eu acreditar que não precisamos de Assembleia da Republica, de Governos, centrais nem locais para nada, assim como assim, dá igual, assim como assim quem manda é o futebol, logo bastar-nos-ia uma espécie de Federação de clubes para governar isto tudo, provavelmente até fariam melhor figura que as actuais instituições.
Daí eu acreditar que somos um país de anedota, para o provar, enquanto escrevo isto acabo de saber que desapareceu um computador pertença de um inspector do Ambiente com dados sobre o caso obsceno da poluição do Tejo, ora se isto não mesmo uma anedota, não sei o que mais possa ser.

Um abraço. deste vosso amigo
 Barão da Tróia

quinta-feira, fevereiro 22, 2018

A infeliz “VÍTIMA”!

Portugal, país “sui generis”, por bons e mais ainda por maus motivos, tem uma particularidade fantástica, reveladora de uma corrente de pensamento que roça o irracional, essa característica tem que ver com o tratamento dispensado as “VITÍMAS”, de crime, não particularizando eu o tipo de crime, dado que o tratamento dispensado à “VÍTIMA”, é sempre idêntico, a bitola é sempre baixa, vai do simples relativizar do ocorrido no inteligente discurso da Justiça chama-se “a bagatela jurídica”, ao total esquecimento, num grande leque de possibilidades que possuem um denominador comum, o facto de ninguém se interessar pelo destino das “VÍTIMAS”.
Um qualquer criminoso, do mais insignificante pilha galinhas, ao bandalho vigarista corrupto até ao mais facínora dos pedófilos e ou ao mais sádico e psicopata dos assassino, qualquer uma destas miserandas criaturas, sabe que em Portugal, terá uma horda de protectores, todos preocupados, com a sua saúde, com os seus direitos, gente pró activa com tempo de antena nas televisões, todos irmanados no sagrado dever de proteger a criminoso, quanto à “VÍTIMA”, quase ninguém se preocupa com a mesma, é as mais das vezes um não assunto.
Quando um desses vulgares pilha galinhas madraços, outra espécie em que Portugal é pródiga, furta, digamos, uma vintena de Euros a uma pessoa, a tendência é relativizar – foram só vinte Euros, não é preciso fazer uma cena por causa disso – nunca ouvi foi nenhum desses, «relativizadores» de serviço, perguntar se a “VÍTIMA”, tinha outros vinte Euros ou se aqueles não lhe fariam falta, é a tal bagatela jurídica, esta atitude de aliviar a responsabilidade dos actos, de não responsabilizar as pessoas pelo mal que fazem, por todo o mal que fazem, que começando bem cedo, leva a que tenhamos tanto criminoso miserável e que sejamos uma sociedade de poltrões, madraços e medíocres que tanto adoramos vigarizar e roubar.
Um destes dias, num daquele programas da nossa manhã televisiva, um advogado, dizia – uma pena vinte anos é brutal, estar vinte anos preso é muito duro –, defendendo que não se devem aumentar as molduras penais, sem dúvida vinte anos, que nunca são cumpridos, devem ser muito penosos, mas morrer é para sempre, deve ser muito mais duro estar morto, digo eu, através daquela declaração do senhor advogado, se vê a mentalidade vigente neste país, a “VÍTIMA”, interessa a poucos, a quase ninguém se formos a ver com melhores olhos.
E é fácil de perceber o porquê deste constante chutar das “VÍTIMAS”, para debaixo do tapete, senão vejamos, a “VÍTIMA”, só dá despesas, ele é indemnizações, ainda que miseráveis, choradas até ao último cêntimo por seguradoras gananciosas, ele é idas aos hospitais públicos, morgues, funerais, subsídios de viuvez, enfim só despesas e chatices.
Já o criminoso, desde o mais reles ao mais miseravelmente sofisticado, é a base de sustentação de uma grande negociata, a que se chama Justiça bem como a outras actividades subsidiárias, ele é órgãos de investigação criminal e policial, ele é instalações prisionais, guardas prisionais, magistrados, advogados, técnicos disto, daquilo e daqueloutro, ministérios quase inteiros a tramitar burocracia inútil, legisladores, deputados, carros, refeições, computadores, água, electricidade, gás e telefones, televisões, médicos e enfermeiros, psicólogos e psiquiatras, famílias inteiras que dependem de um criminoso, bem vistas as coisas um simples criminoso dá de comer a muita gente, daí o criminoso ser muito mais relevante que a pobre “VÍTIMA”, esse lorpa que se deixou roubar, bater, humilhar ou matar.
Ser “VÍTIMA”, de algum crime em Portugal, é como ser um grão de areia no deserto, ninguém lhe liga é apenas mais um número, o Estado, que tem por missão proteger os seus cidadãos, gasta com os criminosos, o que “VÍTIMA”, alguma verá ser gasto consigo, seja lá vítima daquilo que for, em Portugal a “VÍTIMA”, é apenas um dano colateral de um objectivo maior, que é ter um criminoso, para que se possa investigar, para que se possa deter, para que se possa acusar, para que se possa defender, para que se possa julgar, para que se possa condenar, para que se possa prender, para que se possa re-socializar, para que se possa com ele poder fazer projectos, de línguas, de música, de teatro, de ópera, de tudo o que se queira com fundos europeus e fundos nacionais, com idas à televisão e direito a entrevista, tudo polvilhado com muitos mangas de alpaca que em milhentas repartições digitam relatos, relações e relatórios, em formulários, modelos e anexos distribuídos com e sem conhecimento até ao gabinete presidencial onde até indultos se dão, claro por razões humanitárias do mais elementar dos direitos humanos, sim que lá nisso nós somos um país de vanguarda.
E à “VÍTIMA”, quem entrevista? Quem protege? Quem defende? Quem se dá ao trabalho de ajudar ou de perguntar se precisa de ajuda?
Esse tipo de gente interessa pouco, só dá despesa, afinal se fossem de algum préstimo não eram “VÍTIMAS”!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Ela bem Procura!




Começo por me declarar um fã incondicional do trabalho da actual Procuradora Geral da Republica, tenho seguido com relativa acuidade o seu desempenho, por conseguinte, tenho-a, por senhora honesta, profissional e dedicada. É pois uma pessoa digna de crédito, a quem devemos muito pela forma como tem tentando fazer cumprir a Lei.
No entanto, um pequeno pormenor, e o Diabo são as pequenas coisas, facto que o outro pateta que andava sempre a clamar pelo Dianho não percebeu, traz a mácula perniciosa ao desempenho da senhora Procuradora, a saber o caso miserável das crianças adoptadas pela IURD, essa coisa impronunciável produto destes tempos miseráveis em que vivemos.
Ora nessa infeliz e clamorosa ocorrência, declarou a senhora Procuradora, que instada por denuncia anónima, foi verificar os processos, verificação profundíssima, aturada e demorada, que resultou fazendo fé nas palavras da senhora Joana “…não resultaram quaisquer factos que confirmassem o alerta recebido”, acrescenta ainda no comunicado que enviou para a comunicação social, “…“não se inferiu” qualquer “circunstância menos clara das diligências realizadas no processo de confiança judicial…”, ou seja, dito por palavras mais escorreitas, a senhora Procuradora não viu absolutamente nada daquilo que se havia passado, miopia quiçá.
Este estado de coisas, levanta-nos algumas questões, excluímos desde logo uma eventual falta de competência da senhora Procuradora, como disse logo no início, aparentemente a senhora Procurada é pessoa capaz e determinada, daí nos seja lícito questionar sobre a qualidade do material constante nos processos que a senhora Procuradora tão diligentemente consultou, questionamos igualmente a qualidade e competência de quem produziu essa documentação, juízes, assistentes sociais, técnicas disto e daqueloutro e toda a súcia de burocratas que se envolvem neste tipo de coisa.
Questionamos a qualidade e competência de uma Justiça, que ao que parece foi a única que não percebeu o que ali se passava, dado que à vista de toda a gente, é possível observar uma maléfica e supremamente vigarista actuação, que roubou crianças a este país já tão demograficamente depauperado.
Se este é um exemplo da Justiça que temos, em verdade é, então a Justiça de Portugal, como bem sabemos, é uma farsa, bem podem os seus actores encher a boca com códigos e legislação, porque a realidade desmente a teoria, como muito bem sabemos todos os que vivemos no Portugal real.
Pior, é questionarmos como é que foi possível um infantário ilegal funcionar durante tanto tempo? Como foi possível que instituições públicas com acrescidas responsabilidades na área enviassem crianças para um infantário ilegal? Como foi possível que uma Juíza, ao estudar profundamente os processos sobre adopções ilegais, nada tenha detectado? Haverá aqui mais uma teia de corrupção? São muitas perguntas sem resposta, são imensas as dúvidas, certezas, temos duas, as crianças foram efectivamente levadas e como já é costume, ninguém fez nada, excepto agora que correm aos inquéritos, e esses todos sabemos como acabam.
Uma nota final para a tragédia de Vila Nova da Rainha, em primeiro, sentidas condolências aos familiares das vítimas mortais. Em segundo dizer, que mais uma vez, estamos perante mais uma crónica de uma tragédia anunciada, como disse uma pessoa amiga “…quem viu aquela associação, viu milhares de outras por esse Portugal fora…”, bem verdade. Ele há por aí coisas a funcionar ao arrepio de tudo quanto é legislação, que são desgraças à espera de acontecer, Portugal país avesso a cumprir as próprias leis que exara, está cheio de tragédias à espera de acontecer, mas não desesperem, depois de acontecer, fazem-se umas procissões, organiza-se uma viagem a Fátima, acendem-se umas velas, mais uns concertos solidários e umas recolhas de fundos solidários, colocam-se uns semblantes compungidos, distribuem-se afectos, chegados ao fim de semana todos para a bola e siga o baile, tudo como antes há espera da próxima.
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, dezembro 04, 2016

Filho da Guerra

Pertenço a uma geração de filhos da guerra. Somos filhos daqueles que foram fazer a Guerra, para defender sabe-se lá o quê, nem isso agora interessa porque as neblinas do tempo se irão encarregar de fazer esquecer os pequenos e grandes “quês” e os “porquês” e tudo será reduzido a uma estéril e anónima contabilidade dos manuais da história, até que tudo com o lento volejar das asas do tempo, não passar de uma reminiscência, um velho álbum de fotografias bolorentas e ratadas pela traça, com um distante bisavô ou trisavô.
Sou filho dessa guerra africana, de calores e temores, feita no capim alto de noites quentes com pretas embriagadas revolvendo-se em estertores de orgasmos propagando a senda do mulato que o português ao que soa criou, no seu deambular pelos cinco mares aportando a terras estranhas com elevados anseios espirituais, mas com desejos bem terrenais.
Sou filho da guerra, falo só do que vi, do que vivi, cresci a ouvir histórias de combates e de atrocidades de anedotas e velhacarias. Dos meus, pai incluído mais tios, cinco foram lá, felizmente nenhum lá ficou, fisicamente, escondido na terra que dizem vermelha, ainda mais vermelha com o sangue desses que deixaram lá os ossos, os meus vieram todos, mas muito deles ficou lá, nas chanas, nas picadas, nos musseques e nas sanzalas, de Piche a Gadamael, em Mueda ou na Pedra Verde, nos Dembos ou nas memórias dos primeiros cheiros do Grafanil.
Sou filho dessa guerra que só ouvi contar, a uns mais que outros, com o tempo comecei a perceber que era a forma de exorcizar os fantasmas, os desvarios e a tristeza amargurada de uma juventude que perderam como se da vida se tratasse, falo só do que vi, do que vivi, dos gritos a meio da noite que me acordavam, – mas a guerra já acabou há tanto tempo e tua ainda andas com isso – diziam-lhe.
Do consumo excessivo do álcool na tentativa de adormecer os espectros, as emboscadas, os camaradas que se finaram e que a cada ano que passa, são menos, falo só do que vi, do que vivi, das discussões e dos choros em surdina, na raiva que se via nos olhos, no suor que lhe vi correr na testa e no olhar de terror apesar de estar em casa, de ser Inverno frio e de terem passado décadas.
Sou filho dessa guerra, falo só do que vi, do que vivi, vi-o voltar à sua terra, para trabalhar duro, vi os pais dos outros como ele esbracejarem no campo e nas fábricas, calados com a sua dor, vi os país dos que retornaram, muitos sem nunca combater, perderam tudo ao que se diz, deram-lhes empregos nos bancos, nas escolas, nos transportes públicos, a ele, porém nada lhe deram, apenas mais trabalho, já na reforma lá se lembraram dessa grande massa de homens anónimos agraciando-os com umas migalhas na reforma.
Sou filho dessa Guerra, falo só do que vi, do que vivi, só o comecei a perceber, a perceber as suas hesitações, medos, às vezes quase loucura, à luz daquilo que guarda dentro dele, aquilo que o rói, aquele verme negro chamado Guerra, comecei a perceber o que faz a privação de sono, o acordar aos berros a fugir do inimigo, a gritar como uma vez ouvi a meio da noite – faz fogo caralho, faz fogo… pela manhã os seus olhos eram vermelhos de chorar e de não conseguir dormir.
Sou filho dessa guerra, falo só do que vi, do que vivi, conheço e conheci casos piores, homens aparentemente pacíficos que por dá cá aquela palha armavam banzé, batiam nos filhos e nas mulheres, bebiam até cair, mas o que descrevi está mesmo próximo, falo só do que vi, do que vivi, afinal sou filho de uma guerra que já acabou há mais de quarenta anos, mas que continua viva na mente de muitos dos que por lá passaram. E eles continuam lá, a sofrer, a morrer e a combater e por incrível que pareça a ter saudades daquele tempo!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

Um caso paradigmático da estupidez nacional

O caso conta-se rápido, um militar da Guarda Republicana, no exercício das suas funções, dispara contra um veículo conduzido por um criminoso fugitivo à Justiça e acidentalmente mata um menor, filho do criminoso que o mesmo teria levado para um assalto, o guarda desconhecia por completo que o menor estaria na viatura.
Num qualquer país com alguma civilidade e tino, o homem da GNR, seria retirado do serviço, a situação seria esclarecida, o homem teria apoio psicológico, depois de um período de repouso, retomaria o seu serviço. Isso é o que sucede em países normais, neste antro de imbecis a que chamamos Portugal, acontece o contrário.
O guarda é detido, levado a tribunal, julgado e condenado, por ter feito o seu trabalho, naquilo que ficará para a história nacional como um dos mais dementes e deturpados processos desta miserável Justiça que temos.
Aberto o precedente, que esperam as alimárias politiqueiras que as forças policiais façam perante ameaças? Sinceramente gostaria de perceber este país e as bestas quadrúpedes que o têm governado, gostaria de entender os processos mentais daquela caterva de energúmenos, reparem que estou a ser ofensivo propositadamente, porque esta gentalha medíocre não merece outra coisa!
Aberto o precedente, que espera o rebotalho politiqueiro, que um agente da Autoridade faça, quando for atingido a tiro, quando for esmurrado, quando atirarem a matar sem dó nem piedade, que quer esta corja de lixo politiqueiro, que esta gente, muitas vezes abnegadamente, mal pagos, mal chefiados, mal equipados e muitas vezes mal vistos pelas franjas marginais desta sociedade de medíocres, faça?
Que dizer de forças policiais que quase não possuem nenhum dos métodos modernos nem equipamentos de combate ao crime. Que dizer de forças policiais em que muitos dos seus efectivos ao invés de tarefas policiais estão ao serviço dos caprichos da hierarquia. Neste país está tudo ou quase tudo errado!
E mal vai isto tudo quando um agente da Autoridade do Estado, coisa que não existe, este Estado miserável não possui autoridade nenhuma, é sancionado por desempenhar as funções que o Estado lhe atribuiu. Ridículo, patético, espelho do miserabilismo a que esta pútrida e mafiosa classe política reduziu este país.
Pior é que a sociedade de carneiros capados, de bois mansos que existe em Portugal permite isto tudo, e quando vierem as próximas eleições lá os teremos de bandeirinha em punho prontos para eleger a mesma escumalha asquerosa, prontinhos a levarem o ânus oleado para mais uma vez serem cavalarmente fecundados, miserável corja de eunucos. Realmente este país é mesmo uma cloaca nojenta!
P.S. O Guarda Hugo Ernano, merece todo o meu respeito e admiração!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, julho 25, 2015

Ó pai o que são as Termópilas?



A batalha das Termópilas deu-se nos já longínquos meses de Agosto ou Setembro, não se sabe precisamente, durante a invasão Persa dos territórios gregos nos também mui longínquos anos de 480 – 479 AC. A coisa é simples de contar, os Gregos assustados com o grande exército do Rei Xerxes da Pérsia, estimativas actuais colocam os efectivos Persas à volta dos 150 mil homens enquanto as forças combinadas das várias cidades estado Gregas totalizariam cerca de 20 mil homens, que retiraram em boa ordem, deixando uma retaguarda para atrasar o inimigo.
Essa retaguarda era composta por 300 cidadãos de Esparta, conhecidos pela ferocidade e por cerca de 5 ou 6 mil cidadãos de outras cidades e Hilotas que eram escravos dos Espartanos e combatiam pelos seus amos. Durante 3 dias fizeram frente aos 150 mil Persas, acabando por ser derrotados, mas ganhando tempo precioso que permitiu aos Gregos ripostar com valentia e derrotar novamente os Persas.
Os Gregos deram assim, com o seu sacrifício, hipóteses para que a Europa, chegasse aquilo que é hoje, tiveram ainda tempo para “inventar” o alicerce das sociedades europeias actuais, a Democracia, lançando as bases para muitos dos conceitos que hoje são pedras angulares da nossa sociedade ocidental.
Mas que interessa tudo isso, se hoje o centro de decisão é Berlim, essa Berlim onde ao tempo em que Atenas já discutia direitos e justiça democrática, os selvagens ainda se passeavam de clava na mau, mal saídos ainda da idade da pedra, e é essa Berlim, que hoje encara os Gregos como madraços, não com alguma razão. A Democracia é uma invenção extraordinária, é o menos maus dos sistemas políticos como sói dizer-se nos chavões que sempre utilizamos, para mim, socorrendo-me de Clausewitz, que me perdoará a insolência a Democracia como hoje a conhecemos é apenas a continuação da Ditadura por outros meios.
A Grécia soçobra afogada em dívidas e roubalheiras, culpa de quem? Dos Gregos dizem os neo liberais tecnocratas da treta. Culpa de todos, digo eu, culpa da Europa, desta Europa que é cada vez mais Alemanha e menos Europa, ainda ontem a propósito das intensas negociações com os Gregos, o que se ouviu desde logo é que o ministro alemão estava descontente, mas afinal a Europa existe ou é apenas uma invenção?
Infelizmente a Europa há muito que não existe, deste que as garras da Alemanha se apoderaram do poder que não existe Europa, o que existe é a Europa que Alemanha quer que exista, uma Europa que esqueceu a solidariedade, devíamos estar todos a tentar salvar os Gregos ao invés de os estarmos a afundar, uma Europa que esqueceu a Democracia, na prática todos hoje vivemos sob o jugo disfarçado de ditaduras opressoras, chamem-lhe divida soberana, chamem-lhe FMI, chamem-lhe a ditadura das minorias que tudo podem nesta Europa bastarda, chamem-lhe até Alemanha, um facto indesmentível se alça acima de tudo, esta Europa tem muito pouco de democrática.
O que está em causa neste momento, não é tanto o dinheiro que a Grécia deve, o que está em causa, e sempre esteve desde o início, é apenas ajoelhar e submeter os Gregos, submeter e achincalhar o Syriza, que com razão ou não, é o partido que governa um país para o qual foi devidamente eleito. E convém que se diga que é disso que se trata, apenas do desejo da Alemanha submeter os recalcitrantes Gregos à sua hegemonia padronizada, onde a Europa e Alemanha sejam as faces da moeda única.
E muito mal vai uma União, que ancora os seus desígnios nas agendas secretas de um só país e que utiliza aquilo que podemos chamar de terrorismo económico e financeiro para vergar um país. Não esqueçamos porém que os Gregos são também culpados da sua desgraça, tal como nós que nos demitimos de ser cidadãos e deixamos o país nas mãos da imundice politiqueira do PSD, do PS e do CDS, e a súcia não se fez rogada, durante 30 anos, roubou, vigarizou e esbanjou a seu bel prazer, agora chegados ao tempo da miséria, vemo-los a acusarem-se uns aos outros, quando todos sem excepção são culpados.
Voltando à Grécia, o seu povo deu muitas provas de ser um povo consciente, muito mais que nós portugueses, que perto deles somos uns carneiros eunucos desprezíveis, capaz de terríveis sacrifícios e lutador. No entanto este terrível ordálio tem um inimigo feroz, um inimigo que só se saciará com a submissão e rendição incondicional, alguém dizia há tempos que a Europa é a Alemanha, por ser o motor da economia e por ser o maior contribuinte líquido da União Europeia, não disse é que a Alemanha é quem mais lucra com a União Europeia, o seu grande mercado, muito têm lucrado os bancos alemães com a especulação financeira promovida com a crise, onde participam activamente.
Aliás esta crise financeira fictícia, criada artificialmente pelo infeliz e mafioso compadrio entre os Estados e a Banca, resultando em rios de dinheiro, em enxurradas de milhões para os bolsos dos especuladores, e a crise foi tão somente isso, a oportunidade de criar riqueza extra, até porque se ligarem ao timming das coisas a guerra do Iraque estava quase no fim, Obama já tinha decidido retirar do Iraque e do Afeganistão, os contratos de biliões iriam cessar e era preciso continuar a ganhar dinheiro, e como num passe de magia, cai a Fanny May e o Freddy Mac e o subprime americano, de seguida Madoff e depois todo o resto, qual dominó instável, até aos países que com economias miseráveis como Portugal, não conseguiram resistir à especulação e à trafulhice banqueira.
Será alcançado um acordo, disso estou certo, até porque a Alemanha sabe perfeitamente que as consequências da saída da Grécia da zona Euro, podem fazer perigar toda a estrutura da União e abalar o próprio statu quo germânico, por isso será quase certo que os Gregos vão conseguir um qualquer acordo com o Eurogrupo e com os credores internacionais, o triste é que se tenha chegado a isto numa suposta União Europeia, que de União tem muito pouco, mas este texto não é sobre acordos é sobre resistência, é sobre dignidade e decência, coisas que na Europa parecem ter desaparecido.

Um abraço, deste voss oamigo
Barão da Tróia