sexta-feira, março 27, 2015

Numa esplanada o país!



A manhã já ia adiantada, saí à rua para uma pausa, fumar um cigarro, vício detestável e pernicioso, beber um café, e estar uns dez minutos afastado de computadores, papéis, gente doida e demais imponderabilidades de um serviço de manga de alpaca.
Um Sol quentinho ajudava ao remanso daqueles pequeníssimos instantes de paz, sentado com um amigo trocava palavras ocas daquelas que se dizem por circunstância, mas que fazem falta, olhei em volta e fiquei estarrecido, comentei com o meu amigo, que abriu olhos semi cerrados por causa da intensidade dos raios solares, concordando e atirando um – tens razão pá!
Uma mesa ali ao fundo, aquela com o cinzeiro vermelho de uma marca de refrigerante, um grupo de oito ou nove criaturas, as idades entre os vinte e os trinta anos, escumalha típica nacional, os penteados foleiros e labregos, as tatuagens, os telemóveis topo gama, a falta de competências e a baixa escolaridade, aliam-se ali ao desejo de nada fazer, vivem de expedientes, de subsídios e de pedinchas aqui e ali, a filharada sem regras vai berrando por ali aos pulos, atafulhada em doces e guloseimas, enquanto os adultos às onze da manhã saboreiam várias garrafas de cerveja.
Os ingleses chamam a este tipo de pessoas “white trash”, são pobres, as mais das vezes pobres de espírito, jovens criados sem regras, vindos de famílias miseráveis e sem estrutura, hoje já tem filhos e vivem exactamente como os pais, do crime ocasional, da pedincha e do subsídio, sem matriz cultural, completamente fora dos circuitos de cidadania, é a geração casa dos segredos.
A mesa ali mais do lado esquerdo, com o chapéu-de-sol volumoso que parece um cogumelo, venenoso neste caso, alberga dois indígenas de leste, dessa seita de polidores de esquinas que por aí vegeta, vivendo igualmente de esquemas, roubo, pedincha e prostituição, tabaco caro, resma de garrafas de cerveja, os dois ali estão serenos e descontraídos, entre os dois não há uma hora honesta de trabalho no corpo. Pertencem a esse rebotalho de leste que aí chegou e se instalou a viver à conta de todos nós os parolos.
Numa mesa de canto, mais afastada, mais três parasitas, aliás este tipo de gente gosta de estar sempre afastada dos outros, é uma mania de superioridade que possuem, ,preferem o bagaço, falam aos berros e entrecruzam o final de cada frase com “ais”, pertencem a uma suposta etnia de madraços, que a coberta das diferenças culturais vive essencialmente do parasitismo social, a mesa repleta de copos e chávenas, o chão cheio de beatas e o berreiro colossal que fazem, releva a arrogância dessa gente medíocre e asquerosa, avessa ao trabalho, racista e velhaca.
Isto não são estereótipos provocados por preconceitos, isto são factos diários, estão à vista de todos. Naquela esplanada em dezasseis pessoas apenas dois, eu e o meu amigo trabalhamos, bebíamos um café, porque isto está mau e não podemos esbanjar dinheiro, enquanto catorze criaturas vivem do parasitismo social, não trabalham, não tem qualquer actividade produtiva e ali estão a esbanjar dinheiro em bebidas alcoólicas, tabaco, telemóveis e guloseimas.
- Para compor o ramalhete só falta aqui um político, para o rol da parasitagem estar completa – disse esse meu amigo a sorrir. Era verdade, só ali faltava um desses para o cenário estar completo em termos dos vampiros sugadores de recursos gerados com o trabalho dos outros.
Tenho uma imagem de Portugal como um grande pântano, daqueles que se vemos nos filmes, insalubres e cheios de maleitas, onde os pobres carregadores de fardos, nós os que ainda trabalhamos e pagamos impostos, somos obrigados a atravessar, sendo vítimas de todo o tipo de parasitas que nos sugam, e nós impávidos e serenos lá continuamos a nossa viagem como se nada fosse. 

Um abraço, deste vosso amigo 
Barão da Tróia

quarta-feira, março 25, 2015

Vem! Espera que já vou!



Apesar de serem sítios absolutamente desinteressantes e até lúgubres, eu gostava de poder assistir a uma reunião dos “pensadores” que existem neste Governo, acaso exista por lá alguém com mais de dois neurónios, facto que está por provar, para ver o despontar das ideias, as tempestades de neurónios que assolam aquelas salas bafientas. Deve ser muito educativo, claro que algumas das ideias devem surgir logo de manhã, quando um qualquer ministro e ou secretário de estado, está na muito humana tarefa de obrar, e o esforço, conjunto de expelir o incómodo troçulho e de pensar, dá ideia que por vezes a coisa se baralha e saem ideias assim um nadita aparvalhadas.
O senhor Coelho percebendo a falta de qualidade e de competência, generalizada que grassa no seu aparelho partidário, foi complementar o seu governo com “sábios” ou seja rapaziada oriunda das universidades, atafulhada em mestrados e doutoramentos, mas que depois tem um problema que é o não estar bem ciente do país onde vivem, daí veio o senhor Maduro, que trouxe outra luminária o senhor Pedro Lomba, secretário de Estado Adjunto do Ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, entre todos produziram um programa de uma inusitada capacidade intelectual, o programa apresentado com a verve salvifíca com que quase sempre se apresentam as mais despudoradas tonteiras, como é o caso.
O senhor Lomba veio à televisão enaltecer o programa “Vem”, que supostamente a troco de quase nada quer fazer voltar todos aqueles que o governo do senhor Lomba empurrou para a emigração e que ao fim de três anos, percebeu que são necessários para que o país tenha uma réstia de viabilidade, não foi por falta de aviso, só podemos concluir que lá pelo Governo ou são mesmo muito asnos ou andam distraídos,
Logo a começar pelo nome, este programa parece-me muito pornográfico, já estou a ver clips publicitários realizados por Sá Leão, com títulos sugestivos “ Vem-te, tu também!” onde uma garota decotada até ao umbigo com carnes fartas e curvas delirantes se rebola em cima de um mapa de Portugal em látex cor-de-rosa. Ou a versão, mais para elas, em que um rapaz musculoso e dotado, aponta para o mapa de Portugal e diz “ O ponto G é aqui”, ora tá-se mesmo a ver que depois disto, os emigrantes vão ficar concentradíssimos e vão vir resmas de emigrantes, charters deles em cascata, a desembocar na Portela, tantos são esperados que o Governo já disse que vai alargar o terminal do aeroporto, para receber a verdadeira avalanche de gente que vai regressar.
A recebe-los, vão estar moças vestidas com trajes do Minho e moços de barrete de campino e o senhor Lomba vestido de Pauliteiro de Miranda, churrascos com entremeadas e chouriças, pão caseiro e pipos de tintol, do bom, daquele que até mancha as mesas, tudo ao som desse ícone da música popular Graciano Saga e o seu enorme sucesso mundial “Vem devagar emigrante”.
Este sucesso musical de enorme qualidade será a música oficial deste programa governamental, a ser gravada pela banda marcial filarmónica Capricho de Vale da Porca e cujo CD vai ser distribuído gratuitamente num kit de boas vindas oferecido a cada emigrante que decida deixar o conforto do país para onde foi para regressar para este fim do mundo, esse Kit inclui, para além do já citado CD, um queijo de Azeitão, dois pasteis de nata do Pingo Doce, uma caralhota de Almeirim, uma morcela de arroz, um prato de loiça marota das Caldas e uma posta de bacalhau já demolhado tudo embrulhado num poster do Cristiano atado com baraço de sisal com o cunho de Fátima Lopes.
O senhor Lomba, faz-me lembrar o outro puto parolo, que o senhor Relvas andou a promover, o tristemente célebre “Zé Bate Punho”, aliás esse programa destinado aos jovens e o actual “Vem” têm muitas semelhanças, a completa falta de senso, a idioteira pegada e o mais fantástico surrealismo, tanto que estou em crer que a concepção da coisa deverá ter sido algo do género;
Maduro – Ó Pedro, pá precisamos de um ideia!
Lomba – Que ideia chefe?
Maduro – Sei lá pá. Olha, pede a lambreta ao Soares e vai ali ao Casal buscar umas cenas para fazermos um brainstorming! 
Lomba – Bute nessa man, boa malha!
Secretária loira e de apêndices mamários avantajados – Olhe senhor ministro, não acho nada boa ideia, sotaque de Cascais, da última vez ficou-me a doer o rabo.
Maduro – Ó Cátia Vanessa por amor da Santa, deixe lá isso agora!
E assim nasceu o programa “Vem”, um extraordinário exemplo do que é este governo, em mais uma maneira, completamente pateta e patética, de desbaratar mais uns milhões em algo que não servirá para absolutamente nada, pois quem mentalmente saudável e sóbrio deixará um qualquer país onde ganhe relativamente bem e onde tenha condições de uma vida com dignidade, para regressar a Portugal e arriscar morrer de fome, ou esquecido num qualquer matadouro transformado em hospital. Se o ridículo matasse o Governo de Portugal teria há muito sucumbido.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, março 16, 2015

Arrotos cavacais!



Eu sinceramente já não sei o que mais dizer. Enquanto escrevo estas linhas, vou mirando as atoardas que Sua Excelência o senhor Presidente da República escreve no seu tratado de “umbigismo” egocêntrico, a que pomposamente dá o nome de «Prefácio Roteiros IX», conjunto de lugares comuns e minudências supostamente, escritas pelo próprio punho de Sua Excelência o senhor Presidente da República, com intenção de comemorar o seu nono ano de mandato presidencial, onde discorre sobre os seus passeios, pagos por nós, aos quais chama «diplomacia presidencial», inventando assim uma nova missão para um cargo que se destaca por ser absolutamente vazio.
Aos temerários que se derem ao trabalho de ler aquilo, à priori dou a informação de que o documento é a cara de quem o escreveu, aviso-vos que é um exercício penoso e lastimável, pois confrontar-se-ão apenas com um muito simples tratado de auto elogio, já que ninguém lhe liga peva e muito menos gasta saliva em encómios ao dito personagem, Sua Excelência o senhor Presidente da República, resolveu faze-lo per si, num acto gratuito de mau gosto e de delirante falta de bom senso, pois meus caros é isto que temos como mais alto magistrado da nação.
Por todas as 27, felizmente apenas 27, páginas deste «Prefácio», perpassa um mau cheiro, que pessoalmente classificaria antes como fedor, a um revisionismo apologético, o homem quer, forçosamente, ficar bem na fotografia.
Continuo a questionar seriamente a necessidade da existência de assessores na Presidência da República, ao ler o «Roteiros IX», fica a sensação que ou são tão maus como o chefe ou então não servem para nada e são um desperdício de dinheiro dos contribuintes, pessoalmente acredito que o que se passa é uma infeliz concordância das duas situações.
E é tão mau, que tresanda a politiqueirice rasca, tresanda mesmo muito a uma muito baixa política, em especial as alusões subtis que vai criando, sobre o que precisa alguém que queira ser Presidente da República, ora se isto não é tentar condicionar não sei o que será, alguém que explique a Sua Excelência o senhor Presidente da República, que vivemos efectivamente numa República, concordo que seja de e das bananas, ainda assim é uma República e que não cabe de todo a Sua Excelência o senhor Presidente da República, aconselhar sobre discutíveis e óbvias qualidades que um seu sucessor deve ter, e sim Sua Excelência senhor Presidente da República eu li com muita atenção o que o senhor escreveu e é uma subtil e um tudo nada infeliz maneira de querer como se diz cá na terra “meter o bedelho”, isso talvez seja muito comum nas monarquias hereditárias, por cá com a ilusão criada no povaréu, de um Homem um voto, as coisas não funcionam desse modo, alguém deveria ter avisado o pobre ancião que a Monarquia acabou em 1910.
Alguém que explique a Sua Excelência o senhor Presidente da República, que aquilo que se espera de um Presidente é apenas que seja isento e represente esta espécie de República, que não seja rancoroso, mal formado e ressabiado, que saiba essencialmente ouvir e que defenda o povo do país, esse povo pateta que o elegeu, é apenas isso que se espera de um Presidente.
Sendo certo que deveríamos estar seriamente a questionar a necessidade da existência de tal figura, já o disse e continuo a acreditar que este actual modelo político está ultrapassado, questiono seriamente a necessidade dessa figura decorativa que é o Presidente da República, cargo que custa demasiado caro a um país miserável como o nosso e que serve para quase nada.
Pergunto-me é possível, que raio de povo, elege estas criaturas, com tão fracas e poucas qualidades. Somos verdadeiramente uma nação de cafres, de asnos completos, como é possível que tais personagens singrem e cheguem aos mais altos cargos da nação, como é possível que este tipo de gente consiga ludibriar um povinho inteiro. Somos realmente um povinho muito reles!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, março 04, 2015

Este tal estado da Educação!



O Conselho Nacional da Educação, doravante simplesmente CNE, praticamente sozinho e revelando um portentosa sabedoria, para além de uma capacidade intelectual claramente acima da média, que rivaliza com os grande génios da humanidade, acaba de revelar que descobriu o problema mais grave do sistema educativo de Portugal, ora parece que afinal existem problemas no sistema educativo, facto quase sempre desvalorizado pelos vários ministros da pasta, sendo o actual o campeão da desvalorização de tudo e mais alguma coisa.
Mas voltemos ao CNE e à sua excepcional descoberta, que seguramente revolucionará o ensino a uma escala nunca antes vista, estou em crer que o Nobel da Educação, será propositadamente criado para agraciar o senhor Crato e o senhor Justino presidente do CNE, por tal descoberta, que lançará definitivamente o ensino nacional, mundial e quiçá universal, dado que se espera, já no próximo ano, que delegações de várias galáxias próximas, estejam presentes num encontro promovido pelas autoridades educativas nacionais, sobre esta grande descoberta.
Esta descoberta é de tal forma importante, que abalará para sempre as estruturas do edifício educacional, velho e degradado, tal como por exemplo está a escola de música do conservatório nacional, um edifício centenário completamente degradado onde chove dentro e que está em tal estado porque nesse local se lecciona apenas música, deus nos livre, como é possível escolas dedicadas a estas tretas de músicas e artes, podemos lá gastar dinheiro com esses calaceiros da música e do teatro e dessas artes perniciosas, dinheiro tão necessário para ter secretárias, motoristas, carros topo gama, cartões de crédito, ajudas de custo e milhões para enterrar em bancos e pagar as trafulhices dos senhores que pagam campanhas eleitorais.
Gostei particularmente do senhor Crato, que apareceu na televisão, com a sua cara de “virgem ofendida” num esgar, encenado, misto de surpresa e indignação, pelas recomendações do CNE, como se o senhor Crato não soubesse que recomendações foram propostas. Esta gente deve achar que somos todos tolos e parolos, e que qualquer idioteira que se ouve, é tida por acertada, em especial vinda de uma coisa chamada CNE, como se nós não soubéssemos quem está nesse conselho e a que conclusões chegam.
Dizia um ilustre educador do século anterior, que “… só chumbam os alunos porque não os ensinam…”, paradigma revelador do verdadeiro problema da nossa Educação. Não vou discutir e opor-me a que a retenção, nome pomposo e pateta, para o velho “chumbo”, seja de facto um problema da educação, é com toda a certeza, e deveríamos estar a trabalhar sobre o porquê da sua existência, que factores concorrem para a tal retenção, aliás sabemos muito bem alguns deles, qualidade miserável das escolas, qualidade ultra miserável dos programas dimanados por ministérios de fraca categoria, professores de qualidade duvidosa, alunos miseráveis sem regras e sem respeito por si e pelos outros, famílias incapazes, ou seja é toda uma sociedade que desvaloriza o conhecimento e a vida académica, que coadjuva as taxas de retenção, um destes dias numa reportagem que passou sobre o ensino Pré-escolar, que curiosamente continua sem fazer parte do ensino oficial, dizia-se a certa altura esta maravilhosa frase; "Tipicamente há uma educadora e duas auxiliares em cada sala", sempre gostava de perguntar ao senhor jornalista da RTP onde foi buscar esta informação, tipicamente e quando existe, cada sala tem apenas uma auxiliar e as mais das vezes de qualidade assaz questionável.
Mas sobre estes factos o CNE e o senhor ministro, nada dizem, ao invés disso, um e outro lançam a ideia destrambelhada da “recuperação de alunos”, ora se forem tão bons na recuperação de alunos como são a recuperar escolas, sendo a escola do conservatório de música um excelente soberbo exemplo, estamos conversados.
O problema é que as retenções, aparentemente, custam dinheiro, palavra maldita para o actual governo liberaleiro, que só tem dinheiro para os colégios privados dos amigos, “vade retro” a escola pública gastadora. Junte-se a isso as famigeradas estatísticas, onde os nossos números, tão desalinhados com os números europeus e mais próximos do norte de África, mostram a realidade do que realmente somos e estragam assim a imagem edílica e seráfica que o senhor Crato quer mostrar aos seus homónimos europeus.
Que estes senhores venham à televisão papaguear estas abstrusidades como se fossem um qualquer “ovo de Colombo”, até não é muito problemático. Assustador é se estes senhores acreditam mesmo naquelas bojardas, pois temo bem que se acreditam naquilo, temos o nosso ensino entregue a alienados, com a capacidade intelectual de uma ameba, o que é deveras preocupante, mas que também explica muito daquilo que se passa.
Sendo um problema da nossa Educação, a retenção não passa de um “fait diver” quando comparada com problemas graves como seja a indisciplina, a qualidade medíocre dos curricula, a falta de investimento, a desmotivação do pessoal docente e não docente, a pouca participação, no que verdadeiramente interessa, dos pais e das suas associações, órgãos meramente decorativos, sendo que o grande e maior problema da Educação nacional seja a quantidade incrível de personagens de qualidade mais que duvidosa que têm perpassado pelo ministério, gente sem migalha de qualidade. O sistema educativo se está no miserabilismo que está, pode agradecer a toda uma trupe de políticos medíocres e esse tem sido e continua a ser o grande problema da Educação nacional.                  

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia                      

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Municipalizar para arruinar



Ouvi com muita atenção o senhor Maduro, ministro de qualquer coisa que não retive, mas que também não tem importância. Arengava a criatura sobre os méritos de mais uma luminosa ideia, que sobreveio às meninges do actual executivo, com toda a certeza numa ida matinal à latrina, ora propõem-se o actual governo, após verificar em sede de “projecto piloto”, levado a cabo nos municípios sabujos que se prestaram a tal facécia, grosso modo municipalizar a Educação.
O senhor Maduro que conhece muito bem o país, palavras dele, parece no entanto desconhecer a realidade, e muito menos conhece a Educação, aliás depois de o ouvir fiquei ainda mais consciente de que o senhor Maduro, não enxerga um bovídeo no que à Educação concerne. E a única justificação verdadeira para decidir à pressa esta questão, se centra apenas no horror ideológico que o neo liberalismo labrego tem a tudo o que seja “público”, enquadrando-se na política do “chuta para canto” tão cara ao actual governo, que paulatinamente se tem vindo a desresponsabilizar de tudo o que é “Estado”, fazendo o comum cidadão questionar-se, com toda a razão, para que precisamos nós destes tipos.
Actualmente Portugal é gerido, como uma mercearia antiga, em que o merceeiro, rouba nos pesos e nas medidas, troca de regras a meio da venda e o troco é sempre em rebuçados, fizeram-se boas fortunas deste modo, no tempo da outra senhora, hoje também, mas na administração de um país, e para corroborar esta conclusão basta olhar para o servilismo e untuosa subserviência com que o primeiro-ministro e a ministra das Finanças se ajoelham perante Merkel.
Mas voltando ao bom do Maduro, essa luminária do saber, esse verdadeiro farol da administração e da sapiência geográfica, e da sua ideia, pouco inteligente, de “municipalizar” a Educação. Modelo já testado noutros países e já abandonado, porque provou ser ineficaz e ter concorrido para uma degradação acentuada da qualidade da Educação, a Suécia é disso um exemplo. Mas por cá adoramos ir rebuscar idiotices de outrem e aplica-las ao burgo sem sequer atender às especificidades locais, concorrendo quase sempre para as mais hilariantes e despropositadas burrices e barracas, esta que o senhor Maduro propõem, acolitado por esse verdadeiro “buraco negro” da Educação, que é o senhor Crato, será seguramente mais uma.
A realidade, dos municípios. Que o senhor Maduro diz conhecer, é tão dispare, que qualquer, “regionalização” municipal da Educação redundará num disparate tão grande, e tão gravoso, do qual dificilmente recuperaremos na próxima centúria.
E a disparidade, resulta da pouca ou nenhuma apetência, que os municípios têm para a educação, e para o modelo de gestão dos municípios, centrado essencialmente em capitalizar votações ao invés de estar centrado no bem-estar dos munícipes. Se não duvido que Lisboa e Porto disponham de bons gabinetes de Educação, com gente competente, desconfio que a restante procissão de municípios, seja o repositório da mais triste pobreza intelectual e falta de competência, e a julgar por alguns que conheço fico assustado com a miserável qualidade e interesse na Educação que os municípios revelam, muitas vezes até existindo boa vontade, se bem que algo tão importante como seja a Educação não se compadeça com tais deficiências.
No passado, os municípios foram responsáveis pelas escolas, pelo menos até ao processo centralizador do Estado Novo, mas comparar a realidade de então com actual, não é de todo um exercício intelectualmente honesto. Daí decorrendo que, aquilo que agora se propõem, pela voz do senhor Maduro, neste capítulo, seja uma das mais absurdas propostas desta espécie de elenco governativo, e digo espécie porque o actual governo parece a casa dos segredos, dada a aridez intelectual que perpassa pelas decisões que esta gente toma.
Uma última palavra, para as associações de pais, que ao invés de se preocuparem com festas e festarolas, com meninos a debitar o abecedário aos 5 anos, e com outras labreguices dignas de ineptos intelectuais, deveriam estar verdadeiramente preocupados com a Educação e principalmente com a FELICIDADE dos seus filhos, porque como diz um ilustre pedopsiquiatra nacional, é inconcebível e inaceitável que se vejam tantas crianças tão pequenas vitimas de depressão. Porque será?

Um abraço, deste vosso amigo
Baraão da Tróia

O Precário



Não consigo deixar de me rir a bandeiras despregadas com as declarações alucinadas de algumas personagens politiquieiras. Gostaria de saber em que país vive o senhor Portas e o senhor Coelho, não é seguramente em Portugal.
Em Portugal, as pessoas que vivem na precariedade, o que nos leva a os tema de hoje, o fado do Precário. Pessoalmente sou versado nessa temática, desde 1988, que sou precário e nunca ganhei mil Euros, há uns tempos fartei-me de rir com um jovem a queixar-se deste país, porque é a geração dos “mil euristas”, jovens muito formados e tal, que não ganham mais de mil Euros. Pobre miúdo, é triste chegar aos trinta anos e ainda andar iludido com este país de anedota.
Actualmente é ainda pior, porque o Precário, vive de favores, vive sem direitos, excepto pagar tudo e mais alguma coisa, e se forem verificar, a administração pública, central e local, vivem do esforço dos precários, dos recibos verdes, dessa grande massa de deserdados do sistema, que vai desempenhando todas as funções e mais algumas, por ordenados de miséria, e miserável é o país que deserda os seus melhores, um país que coloca gente formada, cheia de competências a ser chefiada por mentecaptos, desempenhando tarefas miseráveis em vãos de escada e marquises por esse país fora, um país miserável que a uns obrigou a emigrar e a outros, os coloca em condições de semi escravatura, ainda há tempos o ministro da economia, essa luminária da finança, esse portento da gestão, se regozijava da abertura de um Call-center não sei onde, no qual iriam trabalhar várias centenas, destes escravos modernos os Precários. Um país que tem tais ministros é um país miserável, um país que se resigna é um país miserável!
O Precário vive sempre sobre a chantagem, vive angustiado sem saber se terá emprego no mês seguinte, vive em sobressalto e não consegue ter verdadeiro descanso, o Precário é o pobre diabo, que faz tudo, vítima da inveja alheia, porque tem trabalho, este país chegou a um ponto onde até um trabalho miserável e mal pago é motivo de inveja.
Por isso quando oiço o senhor Portas, o senhor Coelho ou a senhora Albuquerque a ditar encómios à saudável economia da nação, apetece vomitar-lhes em cima.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, fevereiro 17, 2015

O segredo da Acrópole



A recente vitória do Syriza, na Grécia, veio despertar a Europa para a triste realidade de uma União que cada vez menos existe. E é tanto mais triste, que ultimamente cada vez que a Europa fala da Grécia as notícias começam invariavelmente por “…a Alemanha declara que…”, “… a chanceler alemã não concorda…” ou ainda “…o ministro da economia da Alemanha…”, mas esperem lá, a Europa é a Alemanha? Onde andam os líderes da dita União Europeia?
Um destes dias, um amigo, apontava-me, e muito bem, que a Alemanha é o motor da Europa. Pois claro que é, alias desde 1990 que a Alemanha, acolitada pelos franceses e pelos ingleses, fez da Europa o seu couto privado, pagando aos países periféricos para não produzir, estagnando as suas estruturas industriais e concentrando tudo isso na Alemanha, e depressa a Alemanha se tornou hegemónica, primeiro porque Cameron cada vez mais enredado em problemas, voltou à velha reserva insular dos conservadores “tories”, a velha desconfiança que isola a velha Albion do continente, em segundo porque a França depois de um Sarkozy inepto veio a confrontar-se com um Hollande ainda pior, os gauleses tentam não afundar, mas não está a ser fácil, e se porventura existisse algum grama de honestidade nesta Europa, a situação francesa seria exposta tal como verdadeiramente está, um caos.
Ora assim desembaraçada dos seus dois directos contendores, a Alemanha ficou com o caminho livre para fazer o que quer, a Comissão Europeia, que com Barroso era um espécie de extensão das políticas decididas em Berlim, com Juncker, passou a ser efectivamente uma embaixada alemã, e o pior é da Europa, da tal Europa que deveria ser uma união.
Não isentos de culpa, os gregos, uma consumada latrocinocracia, onde todos roubavam quanto e como podiam, vêem-se agora a braços com uma grande tarefa, e na minha modesta opinião o grande problema do Syriza não é pagar dívidas, nem arranjar quem financie o país, o grande problema do Syriza é moralizar um país completamente imoral, não riam os que nos acham diferentes, não somos, nunca fomos diferentes da Grécia, somos igualmente um país de moral e ética duvidosas, com elites políticas de rebotalho, com vigaristas, trafulhas e aldrabões que se esforçam apenas, diariamente, por malbaratar o erário público, a única diferença está que por cá a ladroagem e o parasitismo está instalado apenas nas elites políticas e na súcia dos profissionais da pedincha, de resto sofremos dos mesmos problemas dos gregos, falta de moral, falta de ética, falta de liderança, falta de chefias de qualidade e falta de honestidade.
A Alemanha quis o melhor de dois mundos, produzir muito e ter quem compre, e não se importou em utilizar a União Europeia para manipular essa pretensão, que conseguiu de forma brilhante e impavidamente consentida. Aos países periféricos iam-se dando uns subsídios para manter os indígenas pacificados, bem ao estilo colonialista do século XIX, enquanto se produzia e incentivava o consumo de bens, alguns supérfluos, que a Alemanha produz e precisa de vender para que o seu “statu quo” se mantenha, e ainda foi mais brilhante ao assegurar o seu poder negocial, através do investimento estratégico em países de mão de obra barata, por exemplo em Portugal, onde existem mais de 300 empresas de capital alemão, todas em sectores chave, só as 10 maiores representam cerca de15 mil postos de trabalho, número bastante apreciável que não pode ser negligenciado por nenhum governo.
O que não estava nos planos era um governo que se dispusesse a questionar a União (alemã) Europeia, o que não estava nos planos era que mal dos seus pecados esse governo surgisse num país sufocado por uma dívida impagável e assassina, e sim os primeiros culpados são os próprios gregos, mas convém não esquecer que por exemplo 26% do que a Grécia gastou em armamento nos últimos 5 anos, foi pago à Alemanha, que lhe vendeu submarinos, de que tal como nós a Grécia não precisa, aviões e blindados. E o pior de tudo é que esse governo seja ideologicamente de esquerda, uma esquerda trauliteira e extremista, veremos se o é, estando eu em crer que não.
Ora o aparecimento de tal governo veio estragar o arranjinho alemão, claro que a Grécia está à partida condenada, terá poucos ou nenhuns apoios dos governos de países igualmente sufocados por dívidas colossais e juros mercenários, cobrados pelos “amigos” da Troika, esse verdadeiro bando de meliantes.
Será pois de esperar que o grupelho de países lacaios subservientes onde claro está, Portugal e o seu actual governo abjecto pontuam, não apoiem a Grécia, sinceramente discordo, não concordando com tudo o que o actual governo grego está a tentar fazer, acredito que esta Europa precisa de se reinventar, deixar de ser a Europa da Alemanha para passar a ser um Europa verdadeiramente unida e solidária, que ocupe o seu papel no mundo, deixando de ser uma espécie de apêndice dos Estados Unidos. A Europa necessita de reavaliar os seus tratados, precisa de voltar a ser uma Europa humanista e centrada nos europeus, ao invés de ser isto que é agora, uma dependência bancária alemã.
Faz este mês anos que a divida alemã foi perdoada em 60%, os alemães têm memória curta, ou então não lhes interessa recordar, até porque a sua dívida resultou não de comprar mais do que podiam, mas de assassinar barbaramente milhares de seres humanos!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, fevereiro 10, 2015

Um governo que abandona o seu próprio povo é um governo de MERDA!



Foi com o título acima, que li um post de um amigo italiano, onde se discorre sobre o estado de miséria a que chegaram os serviços públicos em Itália, que nunca foram grande coisa, e pior porque muitos funcionam à sombra da tenebrosa Máfia.
Naquele pequeno articulado, revi perfeitamente, o Portugal, mas o Portugal do cidadão comum pagador de impostos, não o Portugal das elites dirigentes que até para cagar recebem ajudas de custo, reconheci naquele artigo sobre Itália, muito sobre este Portugal real, não o Portugal dos números mirabolantes e falaciosos desta corja de cleptomaníacos que governa Portugal.
Os doentes de Hepatite morrem, porque o merceeiro está a negociar, não têm dinheiro para os medicamentos? A solução é fácil, durante um mês, basta um mês, suprimam as ajudas de custa que pagam a toda a corja politiqueira, da insignificante junta de freguesia ao mais alto magistrado da nação, e terão dinheiro de sobra para evitar a morte de pessoas, e não, isto não é demagogia nem populismo, é apenas cortar nas gorduras do Estado, porque os milhões que se gastam com presidentes de junta, vereadores, presidentes de câmara, administradores, deputados e demais pertencentes à corja, daria à vontade para milhares medicamentos, que salvam vidas, isto se existisse um governo que cuidasse do seu próprio povo.
As escolas de ensino artístico, essa rapaziada despesista, para quê aprender artes, música, teatro e todas essas porcarias, foram deixadas a falecer pelo senhor Crato, curioso que para engordar o traseiro dos amigos que são donos das escolas e colégios privados, onde andam os filhos da elite asquerosa, os tribunal de contas não questiona, e é encher a mula à tripa forra, que nós pagamos os colégios à elite com o dinheiro dos nossos impostos, na mais despudorada, vergonhosa e obscena traficância que existe na educação, aqui está outra gordura do Estado, esta também é intocável, pois o dinheiro que falta às escolas públicos vai para engordar os amiguinhos dos colégios da elite, mas só aqueles que servem, nada de patrocinar, cretinices como seja a arte, isso não serve para nada.
Ora meus caros se isto não é um governo de MERDA, não sei o que será!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

O BES como fenómeno de banditismo!



A comissão, para lamentar, sobre o problema criado pelo BES, arrastasse e arrasta para a lama cada vez mais gente. Já se percebeu que o caso BES, pelos contornos que apresenta, pelos tentáculos de verdadeiro polvo mafioso, é apenas um caso do mais puro banditismo.
A pobre da comissão, claro que não serve para nada, apenas para dar ar à boca, mas tem sido interessante de acompanhar, porque as revelações têm sido deveras elucidativas da verdadeira corja de bandalhos a quem este país, esteve, está e irá estar entregue.
Bem podem os membros da dita comissão, pedir respostas, como se viu ninguém se quer tramar, mesmo quando estão, directa e ou indirectamente, metidos na trampa até às orelhas.
Sua excelência o grande timoneiro e farol da honestidade republicana, por exemplo, declara que já falou tudo o que tinha a falar e nem por escrito quer depor, sabendo nós que a honestíssima personagem, cuja real participação na trapalhada BPN, nunca foi esclarecida, com a compra de acções por tuta e meia e venda pelo triplo, com a casita de férias no meio da irmandade, por mera coincidência, de antigos administradores do BPN, é esta mesma personagem que duas semanas antes da queda do BES, vem de boca cheia, não de migalhas de bolo-rei, antes fosse, declarar que o BES é perfeitamente seguro, e viu-se o descalabro que foi, e concordo quando um deputado do PP, afirma que a sumidade presidencial, não irá acrescentar nada ao responder à comissão, pois em boa verdade esse senhor cada vez que fala nunca acrescenta nada, aliás não diz nada, triste o país que o tem como mais alto representante.
Também o aspirante a Capitão Nemo, se viu enredado, na trapaça do BES, com as negociatas escuras entre o ministério, a ESCOM e os alemães, curioso que não somos a Grécia, como o Popeye do Largo do Caldas, se farta de clamar, mas mesmo na Grécia, houve detenções, julgamento e penas efectivas, que penalizaram a corrupção existente em casos semelhantes ao caso dos submarinos, cá pelo paraíso da bandalheira o processo foi arquivado, realmente nem para gregos servimos.    
O caso da falência do BES, tal como o BPN, são exemplos do banditismo da “upper class”, são a prova de que somos um país de bandalhos, onde a honestidade e a verticalidade de carácter não colhe junto dos governantes atenção alguma, o caso do BES e do BPN, são casos de pilha-galinhas, que diferem apenas dos casos do pilha-galinhas normal, por causa da tentacular rede mafiosa de ligações, compadrios, conivências e nepotismo e pelos montantes envolvidos, no resto são em tudo idênticos.
Somos um país de bandalhos e de pilha-galinhas!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Em defesa de Coelho



A questão da Base das Lajes e do contrato existente entre Portugal e os Estados Unidos, veio recentemente espoletar uma situação confrangedora, em particular para os açorianos que estão em risco de perder os seus postos de trabalho.
Há muito que as Lajes são uma espécie de feudo do Tio Sam, plataforma essencial no sobrevoo do atlântico, um verdadeiro porta-aviões colossal encravado a meio caminho entre uma margem e outra do Atlântico. Ficámos recentemente a saber que os americanos querem cortar, porque a crise também os afecta, nos efectivos que possuem na base das Lajes, fazendo com o contingente de civis da base seja igualmente reduzido. Recorde-mos que numa zona deprimida e com poucas oportunidades como é a Ilha Terceira, trabalhar para os americanos, foi sempre uma das aspirações de quem queria assegurar um bom posto de trabalho bem remunerado.
Os americanos desde o incidente do “USS Maine” em 25 Janeiro 1898, começaram a revelar ao mundo a sua intenção de assumirem o papel de “supervisores” do mundo. Dado que em 1900 as suas questões internas estavam resolvidas, o território da costa do Atlântico à costa do Pacífico estava sob a mesma bandeira da União, os americanos começaram a sua política expansionista e intervencionista, com uma noção muito particular de diplomacia, já não me recordo se foi Kissinger ou Roosevelt, Teddy e não o Delano, que disse que a diplomacia é uma conversa amena com um pau guardado atrás das costas.
As relações entre os EUA e Portugal têm sido sempre muito fáceis, basicamente eles mandam e nós fazemos, tal como se viu com o vergonhoso e subserviente papel representado pelo senhor Barroso na cimeira do Atlântico que lançou a delirante invasão do Iraque. Logo, quando os americanos decidem retirar e alterar os contratos na Base das Lajes, pouco ou nada nos resta fazer.
E é triste ver o aproveitamento político que algumas figuras ligadas aos Açores e ligadas ao Partido Socialista estão a fazer da situação, acusando o actual Primeiro-ministro, sem absolutamente razão nenhuma. Primeiro porque o senhor Coelho é um pobre diabo a quem ninguém liga peva, dirige um ermo esquecido, onde faz de conta que manda, sabendo nós perfeitamente que há muito que quem manda realmente em Portugal é a União Europeia, e são os nossos próprios governantes que muitas vezes, bem demonstrando a sua total relatividade e falta de préstimo, se escudam nas regras da EU para não fazerem isto ou aquilo, revelando quem verdadeiramente detém o poder.
Ora face a este cenário é de muito mau gosto e de uma grande falta de honestidade intelectual acusar o senhor Coelho, de não fazer nada sobre as Lajes. É de uma muito maior baixeza intelectual sugerir que o pobre senhor Coelho, deve ter esta ou aquela posição e exigir o que quer que seja, porque isso é falso, o pobre homem não pode fazer nada excepto engolir em seco e rezar, se acreditar nisso, para que os “ianques” não decidam de vez dar às de vila Diogo e mandar as Lajes às malvas, coisa que duvido que jamais farão, pois em termos estratégicos essa base é uma plataforma logística de importância extraordinária, e tendo em conta o estado das coisas no Médio Oriente, mais tarde ou mais cedo será necessária.  

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Na crista da onda!



A senhora Cristas, outro clamoroso erro de casting, não cessa de me espantar, com esta senhora, o ditado “cada cavadela, cada minhoca”, aplica-se de forma excepcionalmente feliz. A agricultura nacional está como o resto, a ver se não afunda, estrangulada por canais de escoamento desregulados e detidos pela verdadeira máfia da distribuição, as coisas não estão mesmo nada fáceis, nem a meteorologia está a ajudar, e claro muito menos os delírios da senhora Cristas, que não entende peva sobre o ministério que supervisiona.
A senhora Cristas, apresentou publicamente a Semana Azul, mais um daqueles eventos da treta, afirmando que a intenção «é tornar Lisboa a capital dos oceanos, a capital do mar, trazer as pessoas ao País e mostrar o que temos do muito bom que é feito na nossa área económica, científica e inovação». Isto enquanto os pescadores portugueses morrem de fome, e muitos há demasiado tempo que se viraram para o tráfico de droga, porque ao menos assim têm dinheiro para sustento das famílias.
As quotas de pesca apresentadas pela senhora ministra, como um feito digno dos anais, são na verdade mais uma vergonhosa derrota de Portugal, que condena os homens do mar à miséria, apenas aplaudidas pelos grandes armadores, que pela capacidade industrial dos navios que possuem, até poderão rentabilizar as quotas.
Para os pescadores existe um fundo de compensação salarial com uma verba de 6 milhões de euros. Mas, nos últimos anos, desde 2010 nunca foram utilizados mais de 250 mil euros por ano. O dinheiro não é problema, a única limitação são as regras europeias das ajudas de Estado e é com elas que temos de trabalhar”, explicou a senhora Cristas. Ou seja o país que mais mar tem, deixa morrer os seus pescadores à fome, por ser completamente incapaz de defender os seus interesses, chame-se a isso incompetência, incapacidade ou qualquer outra coisa.
Já em terra a coisa muda pouco e a prova-lo temos por exemplo a legislação que a senhora Cristas fez aprovar sobre o plantio de eucaliptos, é das coisas mais desprovidas de intelecto dos últimos tempos, destruindo tudo o que nos anteriores cem anos se tinha tentado fazer em relação à floresta. Por todos estes motivos e muitos outros que por exiguidade de espaço não temos tempo para tratar, eu sugeria à senhora Cristas, a Semana Castanha, de um castanho cor de bosta, porque bosta é o que na agricultura não deve nunca faltar, apesar de em excesso como é o caso, servir apenas para atrapalhar e deixar um terrível odor pestilento.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Je Suis Charlot!



Era por “Charlot”, que em França e por cá também, ficou conhecido o grande Charles Chaplin, Charlot era um “Clown” um palhaço, mas palhaço num particularmente bom sentido. Humorista magistral dotado de um apurado sentido político, crítico e social, os seus filmes ainda hoje são hinos fantásticos sobre como o humor consegue caricaturar, satirizar e revelar as misérias da humanidade e da sociedade moderna, sim porque apesar de alguns dos seus filmes terem sido feitos há cem anos, a sua essência continua de uma actualidade atroz.
Depois de termos sido todos Charlie, ou quase todos, depois do hediondo atentado ao jornal francês, hoje depois daquelas manifestações vindas de vários quadrantes, sinto-me um verdadeiro Charlot, um palhaço, uma caricatura. Porque vi gente que não merece a mais pequena consideração, andar de braço dado a solidarizar-se com a França, quando vivem em países onde o terrorismo de Estado é uma realidade quotidiana, eles os politiqueiros que foram encenar a solidariedade afastados da sociedade, cheios de medo, valem menos que nada e deviam ter vergonha na cara.
Também achei piada aos jornais e televisões de Portugal, todos muito “Charlies”, mas ao invés de investigarem e desmascararem as mentiras, as trafulhices e de realmente informarem, limitam-se a ser ecos dos poderosos aldrabões e a entreter o povinho com idiotices. Como exemplo disso, ontem, o serviço informativo de um canal de televisão, tal como todos os outros dois, abriu o noticiário da noite com a notícia mais importante do planeta, um prémio qualquer que um empurra bolas ganhou, dedicando a isso os primeiros quinze minutos, atacou de seguida com mais quinze minutos de publicidade, de seguida abriu com mais dez minutos de empurra bolas, ora digam-me lá se isto não é ser Charlie, ou antes é mais ser Charlot, serem uns palhaços, os meios de informação nacional, com algumas poucas honrosas excepções são uma corja de inúteis vendidos aos poderosos, e é vergonhoso a colagem que fizeram ao Charlie, esses mal ou bem, certos ou errados, tiveram-nos no sítio e morreram por uma causa em que acreditam e a defender aquilo que acreditam, enquanto por cá os vermes subservientes se entretêm com guerrilhas comezinhas e “fait divers” de coscuvilheira, enquanto um país afunda e é destruído por terroristas.
Abominando as razões dos terroristas islamitas, mais abomino a hipocrisia asquerosa que vi nas atitudes dos terroristas politiqueiros, que condicionam países inteiros ao jogo da ganância, que escravizam povos inteiros sob ameaças e coação, sim porque terrorismo é o que nos fazem, desde o aspirante a tiranete, até ao grande safado do cadeirão supremo, as ameaças constantes, os alertas, o condicionar as vidas de milhares de pessoas, escudando-se sempre na Lei, que eles fazem, e na Democracia que eles nunca cumprem e com a qual convivem muito mal. Tudo isso faz de nós uns pobres Charlots, uns títeres tristes e amordaçados. Qual Charlie, qual carapuça. Nós somos é todos uns Charlots! Uns palhaços!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, janeiro 13, 2015

Mensagem numa garrafa!



O fim do ano foi profícuo em mensagens das alimárias politiqueiras. Comecemos pela oposição, dos partidos da esquerda trauliteira ao Partido, quase nada, socialista, foi a costumeira choradeira de “fait divers”, nada digno de nota, pura perda de tempo.
As pérolas vieram dos amigalhaços da coligação de malfeitores que parece que governa e do seu grande aliado, aquele senhor muito atento a tudo e muito sapiente, tão sapiente é que duas semanas antes da queda do BES, assegurava que aquele era um banco muito seguro.
Entre a mensagem de Passos Coelho e a de Sua Excelência o senhor Presidente da República, não existem grandes dissemelhanças, ou foram encomendadas à mesma pessoa, ou então um e outro estavam na mesma sala a escrever a coisa.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, prima, como costume, pelos seus enigmáticos alertas que ninguém entende, é um incompreendido. É por demais penoso ouvir este senhor a falar e a debitar as mais absurdas parolices, esquecido talvez de que ninguém, ainda politicamente activo, anda há tanto tempo, mais de três décadas, a encher o traseiro à conta do erário público e com tão pouco préstimo para o país, como o próprio autor de tantas e tão insidiosas obscenidades e bojardas. Calado ficaria muito melhor.
O senhor Coelho, veio confirmar aquilo que já se sabe, o homem vive num permanente estado de delírio, a sua mensagem faz temer o pior, o senhor Coelho sofre de algum tipo de patologia que o afasta da realidade, será bipolar?
Alguém querer por força declarar que este país está melhor, é sem dúvida nenhuma, produto de uma doença e ou da utilização de quaisquer substâncias deletérias que tirem a noção da realidade aos seus consumidores, pois só assim se explica a mensagem do senhor Coelho, absolutamente patética aquela algaraviada.
O senhor Portas, lá do Brasil, onde até poderia ficar e jamais voltar, lembrou-se também de escrever umas bojardas, gostei particularmente do “Ano Bom”, um mimo, um preciosismo esplêndido, adorei, faz toda a diferença. Para lá disso a alusão que faz à justiça e ao arquivamento do caso dos submarinos, é vergonhosa, e bem revela que esta gentalha não tem vergonha na cara e estamos conversados porque a pasquinice que escreve não é merecedora de mais comentários, seria gastar o Latim em algo que não passa de lixo politiqueiro.
Resumindo, e parafraseando os humoristas, “eles fala, falam…”, mas nada dizem, e pior nada fazem, para além de encherem os bolsos e assim bem recheados vão continuar a fazer de conta que governam, um país cada vez menos país!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

O Senhor Graça Moura



O ano que passou viu desaparecer um pouco do século XX português, viu desaparecer Sousa Veloso, Vítor Crespo, Anthímio de Azevedo, Eusébio, Coluna entre outros, com eles morre um pouco de nós também, das nossas memórias.
De todos o que mais me tocou, foi o desaparecimento de Vasco Graça Moura. Um excepcional cultor das artes em especial da literatura, figura maior das letras, soberbo tradutor, quem leu as suas traduções de Corneil, de Dante e de Petrarca percebe o génio e a fina argúcia e a desmedida cultura daquele homem, simples e pouco dado ao estrelato, pelo menos era assim que eu o via.
Ocorreu-me agora que já lá vão uns anos, estava eu, assistir a um conferência, orava uma figura execrável e chata, decidi, sair e vir à rua fumar um cigarro, logo se me juntou um colega que por vergonha ainda não se havia levantado, escolhemos um pequeno recanto que nos protegia das “vistas do inimigo”, estávamos ali a fumar o cigarro e a cavaquear sobre ocorrências mundanas, quando surge Graça Moura, pede desculpa e pergunta se algum de nós tinha lume, e ficou ali a conversar connosco uma boa dezena de minutos, que valeram bem a ida a esse evento verdadeiramente chato. Durante esse tempo, falámos dos temas da conferência de igual para igual, Graça Moura, escutava e emitia as suas opiniões, sem nunca dar aquela sensação de sobranceria com que muitas vezes somos presenteados por algumas “Avis raras” que sabendo bem menos alardeiam a sua ignorância falando de forma arrogante.
Apesar de não concordar muitas vezes com as suas opiniões em termos políticos, fiquei a admirar Graça Moura, precisamente pela excelência da sua cultura, pela forma simples que tinha de tratar essa cultura, pela defesa intransigente que fez da língua portuguesa contra esse vilipêndio e abastardamento que a mesma sofreu com essa coisa infecta chamada Acordo Ortográfico.
Foi a figura desaparecida em 2014, cujo desaparecimento mais me toca. Desapareceu um excelente homem de cultura, um erudito, de um país tão falho de gente intelectualmente capaz. Que descanse em paz!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Os políticos “Cão de Loiça”



A política portuguesa, e não só, está cheia daquilo a que poderemos apelidar de “político cão de loiça”, uma criatura néscia e pateta que pontua por ser um pobre diabo labrego, falho em formação, não apenas académica, mas também pessoal e o melhor é nem sequer falarmos de competências para não arruinarmos mais a criatura, vegeta o indígena pelos lugares do poder, meramente à conta do obsceno e miserando modelo de partidocracia, que empurra os detentores de cartão partidário, nem todos, apenas os que sabem ter lealdade canina, abanar a cabeça e que não tenham espinha dorsal, para os lugares de poder.
A política nacional é um espelho, da triste e miseranda, sociedade que somos, nesta área como noutras a pirâmide está invertida, somos governados pelos piores biltres que existem, gente a quem falta tudo, desde as mais elementares qualificações académicas como e mais essencial uma sólida formação pessoal. Alguém um dia disse que a ética e política são coisas irreconciliáveis, eu acrescento, a moral, a honra, a dignidade e a decência.
Como somos governados por incapazes, facto facilmente verificável e quase diariamente constatável, dos mais altos cadeirões governamentais às autarquias falidas, é um nunca mais acabar de patetas e de cães de loiça.
O político cão de loiça, parece-se com aqueles cães de loiça que apenas abanam a cabeça e a cauda, serve apenas para dizer que sim ao chefe e pouco mais, é um inútil refinado, tem mau fundo e é completamento abstruso, excepto claro está para a arte de bem embolsar o dinheiro público em lautos ordenados pagos para ocupar cargos para os quais não tem a mínima competência.
De aparente natureza afável, bonacheirão, dado a almoçaradas e jantaradas bem regadas, roça o alcoólatra, adora velhinhos e crianças, esbanja a seu bel prazer os dinheiros públicos em estúrdias e disparates, essa faceta de visibilidade granjeia-lhe junta da populaça labrega a aura de “gajo porreiro” e de “boa pessoa” quando na verdade é dos mais rematados biltres que se possa imaginar, com mau fundo, vingativo e desprovido da mais elementar decência, ainda assim, o cão de loiça prospera.
Há tempos encontrei um amigalhaço, que me confidenciou; - A ver se não encontro o Mudo! – estranhei e perguntei-lhe.
- Qual mudo pá, tás maluco ou quê?
- O político mudo, que vem ali, vai às reuniões, entra mudo e sai calado, também coitado não sabe dizer nada que se aproveite, só abana a cabeça e pouco mais, se tivesse cauda também a abanava. Uma dor de alma!
- Fartei-me de rir, ora aí está uma bela descrição daquilo que é um político cão de loiça. E é isto que andamos entregues, a cães de loiça, incapazes e ineptos, que de norte a sul deste país, malbaratam o erário público, propiciam a pequena e grande corrupção e estragam a vida a muita gente, em suma são bem o espelho daquilo que somos, uma sociedade podre, onde semi analfabetos chefiam e gente altamente qualificada vai para caixa de supermercado ou emigra.
 Olhe com atenção, um destes dias aí na sua terra tenho a certeza que encontrará um ou mais destes cães de loiça, bem instalados junto ao poder, com vidas santas, abençoadas com o dinheiro dos meus e dos seus impostos, que lhes pagam os grandes ordenados.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, dezembro 19, 2014

Bois mansos



Com muito pena minha, vivo num país de bois mansos, de bois capados. Incapazes de reagir aquilo que interessa, ainda agora alguém encolhia os ombros porque foi ao centro de saúde e não há médico. E a quase tudo reagem assim, encolhem os ombros resignados e lá vão embebedar-se e bater nas mulheres.
E são já quarenta, este ano, que ainda não acabou, as mulheres assassinadas às mãos destes bois mansos capados e beberrões. Aliás este povinho de heróis bovinos, parece apenas ser capaz e ter competências para espancar e brutalizar, velhos, mulheres e crianças.
Somos uma sociedade de bois capados, mansos, mesmo muito mansos, que só parecem ser corajosos quando se trata de maltratar, abusar, torturar e assassinar, velhos mulheres e crianças. Para todo o resto são apenas uma massa amorfa de imbecis cujas erupções de violência aparecem essencialmente no contexto de desafios de futebol, trânsito ou nas tascas nocturnas e diurnas, os bois capados vão ruminar o fel e empanturrar a pança de álcool, em orgias de bebedeira que depois os capacita para as mais desvairadas imbecilidades.
Muitos destes inúteis bois capados, perfeitos casos de doença mental, deveriam estar afastados da sociedade dada a sua completa inutilidade, no entanto este rebotalho anda por aí à solta, muitos deles, nossos conhecidos, muitas vezes até tidos como “gajos porreiros”, mas que em casa são os carrascos de um inferno que poucos de nós se atreve sequer a imaginar, onde as lágrimas e a humilhação são o condimento principal daqueles que rodeiam o boi manso.
Por estas e por outras tão ou mais graves é que somos este país de merda, onde a violência doméstica exercida sobre os mais frágeis e indefesos, continua a ser uma questão primordial, um país em que algumas castas insistem em ter leis próprias que perpetuam o abuso, a degradação dos direitos humanos e a mais abjecta das humilhações tudo sancionado por ditames culturais trogloditas, e a tudo isto os bois capados assistem, impávidos, serenos, intrinsecamente mansos.
Não há violência doméstica, não ao abuso, não há cultura do “pater famílias” que induz ao regabofe de violência que temos neste paraíso de energúmenos, não há ditadura de violência exercida contras os fracos e desprotegidos, não há cultura do boi capado, não a esta sociedade de bois capados, incapazes e amorfos, porra, NÃO!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia