quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Municipalizar para arruinar



Ouvi com muita atenção o senhor Maduro, ministro de qualquer coisa que não retive, mas que também não tem importância. Arengava a criatura sobre os méritos de mais uma luminosa ideia, que sobreveio às meninges do actual executivo, com toda a certeza numa ida matinal à latrina, ora propõem-se o actual governo, após verificar em sede de “projecto piloto”, levado a cabo nos municípios sabujos que se prestaram a tal facécia, grosso modo municipalizar a Educação.
O senhor Maduro que conhece muito bem o país, palavras dele, parece no entanto desconhecer a realidade, e muito menos conhece a Educação, aliás depois de o ouvir fiquei ainda mais consciente de que o senhor Maduro, não enxerga um bovídeo no que à Educação concerne. E a única justificação verdadeira para decidir à pressa esta questão, se centra apenas no horror ideológico que o neo liberalismo labrego tem a tudo o que seja “público”, enquadrando-se na política do “chuta para canto” tão cara ao actual governo, que paulatinamente se tem vindo a desresponsabilizar de tudo o que é “Estado”, fazendo o comum cidadão questionar-se, com toda a razão, para que precisamos nós destes tipos.
Actualmente Portugal é gerido, como uma mercearia antiga, em que o merceeiro, rouba nos pesos e nas medidas, troca de regras a meio da venda e o troco é sempre em rebuçados, fizeram-se boas fortunas deste modo, no tempo da outra senhora, hoje também, mas na administração de um país, e para corroborar esta conclusão basta olhar para o servilismo e untuosa subserviência com que o primeiro-ministro e a ministra das Finanças se ajoelham perante Merkel.
Mas voltando ao bom do Maduro, essa luminária do saber, esse verdadeiro farol da administração e da sapiência geográfica, e da sua ideia, pouco inteligente, de “municipalizar” a Educação. Modelo já testado noutros países e já abandonado, porque provou ser ineficaz e ter concorrido para uma degradação acentuada da qualidade da Educação, a Suécia é disso um exemplo. Mas por cá adoramos ir rebuscar idiotices de outrem e aplica-las ao burgo sem sequer atender às especificidades locais, concorrendo quase sempre para as mais hilariantes e despropositadas burrices e barracas, esta que o senhor Maduro propõem, acolitado por esse verdadeiro “buraco negro” da Educação, que é o senhor Crato, será seguramente mais uma.
A realidade, dos municípios. Que o senhor Maduro diz conhecer, é tão dispare, que qualquer, “regionalização” municipal da Educação redundará num disparate tão grande, e tão gravoso, do qual dificilmente recuperaremos na próxima centúria.
E a disparidade, resulta da pouca ou nenhuma apetência, que os municípios têm para a educação, e para o modelo de gestão dos municípios, centrado essencialmente em capitalizar votações ao invés de estar centrado no bem-estar dos munícipes. Se não duvido que Lisboa e Porto disponham de bons gabinetes de Educação, com gente competente, desconfio que a restante procissão de municípios, seja o repositório da mais triste pobreza intelectual e falta de competência, e a julgar por alguns que conheço fico assustado com a miserável qualidade e interesse na Educação que os municípios revelam, muitas vezes até existindo boa vontade, se bem que algo tão importante como seja a Educação não se compadeça com tais deficiências.
No passado, os municípios foram responsáveis pelas escolas, pelo menos até ao processo centralizador do Estado Novo, mas comparar a realidade de então com actual, não é de todo um exercício intelectualmente honesto. Daí decorrendo que, aquilo que agora se propõem, pela voz do senhor Maduro, neste capítulo, seja uma das mais absurdas propostas desta espécie de elenco governativo, e digo espécie porque o actual governo parece a casa dos segredos, dada a aridez intelectual que perpassa pelas decisões que esta gente toma.
Uma última palavra, para as associações de pais, que ao invés de se preocuparem com festas e festarolas, com meninos a debitar o abecedário aos 5 anos, e com outras labreguices dignas de ineptos intelectuais, deveriam estar verdadeiramente preocupados com a Educação e principalmente com a FELICIDADE dos seus filhos, porque como diz um ilustre pedopsiquiatra nacional, é inconcebível e inaceitável que se vejam tantas crianças tão pequenas vitimas de depressão. Porque será?

Um abraço, deste vosso amigo
Baraão da Tróia

O Precário



Não consigo deixar de me rir a bandeiras despregadas com as declarações alucinadas de algumas personagens politiquieiras. Gostaria de saber em que país vive o senhor Portas e o senhor Coelho, não é seguramente em Portugal.
Em Portugal, as pessoas que vivem na precariedade, o que nos leva a os tema de hoje, o fado do Precário. Pessoalmente sou versado nessa temática, desde 1988, que sou precário e nunca ganhei mil Euros, há uns tempos fartei-me de rir com um jovem a queixar-se deste país, porque é a geração dos “mil euristas”, jovens muito formados e tal, que não ganham mais de mil Euros. Pobre miúdo, é triste chegar aos trinta anos e ainda andar iludido com este país de anedota.
Actualmente é ainda pior, porque o Precário, vive de favores, vive sem direitos, excepto pagar tudo e mais alguma coisa, e se forem verificar, a administração pública, central e local, vivem do esforço dos precários, dos recibos verdes, dessa grande massa de deserdados do sistema, que vai desempenhando todas as funções e mais algumas, por ordenados de miséria, e miserável é o país que deserda os seus melhores, um país que coloca gente formada, cheia de competências a ser chefiada por mentecaptos, desempenhando tarefas miseráveis em vãos de escada e marquises por esse país fora, um país miserável que a uns obrigou a emigrar e a outros, os coloca em condições de semi escravatura, ainda há tempos o ministro da economia, essa luminária da finança, esse portento da gestão, se regozijava da abertura de um Call-center não sei onde, no qual iriam trabalhar várias centenas, destes escravos modernos os Precários. Um país que tem tais ministros é um país miserável, um país que se resigna é um país miserável!
O Precário vive sempre sobre a chantagem, vive angustiado sem saber se terá emprego no mês seguinte, vive em sobressalto e não consegue ter verdadeiro descanso, o Precário é o pobre diabo, que faz tudo, vítima da inveja alheia, porque tem trabalho, este país chegou a um ponto onde até um trabalho miserável e mal pago é motivo de inveja.
Por isso quando oiço o senhor Portas, o senhor Coelho ou a senhora Albuquerque a ditar encómios à saudável economia da nação, apetece vomitar-lhes em cima.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, fevereiro 17, 2015

O segredo da Acrópole



A recente vitória do Syriza, na Grécia, veio despertar a Europa para a triste realidade de uma União que cada vez menos existe. E é tanto mais triste, que ultimamente cada vez que a Europa fala da Grécia as notícias começam invariavelmente por “…a Alemanha declara que…”, “… a chanceler alemã não concorda…” ou ainda “…o ministro da economia da Alemanha…”, mas esperem lá, a Europa é a Alemanha? Onde andam os líderes da dita União Europeia?
Um destes dias, um amigo, apontava-me, e muito bem, que a Alemanha é o motor da Europa. Pois claro que é, alias desde 1990 que a Alemanha, acolitada pelos franceses e pelos ingleses, fez da Europa o seu couto privado, pagando aos países periféricos para não produzir, estagnando as suas estruturas industriais e concentrando tudo isso na Alemanha, e depressa a Alemanha se tornou hegemónica, primeiro porque Cameron cada vez mais enredado em problemas, voltou à velha reserva insular dos conservadores “tories”, a velha desconfiança que isola a velha Albion do continente, em segundo porque a França depois de um Sarkozy inepto veio a confrontar-se com um Hollande ainda pior, os gauleses tentam não afundar, mas não está a ser fácil, e se porventura existisse algum grama de honestidade nesta Europa, a situação francesa seria exposta tal como verdadeiramente está, um caos.
Ora assim desembaraçada dos seus dois directos contendores, a Alemanha ficou com o caminho livre para fazer o que quer, a Comissão Europeia, que com Barroso era um espécie de extensão das políticas decididas em Berlim, com Juncker, passou a ser efectivamente uma embaixada alemã, e o pior é da Europa, da tal Europa que deveria ser uma união.
Não isentos de culpa, os gregos, uma consumada latrocinocracia, onde todos roubavam quanto e como podiam, vêem-se agora a braços com uma grande tarefa, e na minha modesta opinião o grande problema do Syriza não é pagar dívidas, nem arranjar quem financie o país, o grande problema do Syriza é moralizar um país completamente imoral, não riam os que nos acham diferentes, não somos, nunca fomos diferentes da Grécia, somos igualmente um país de moral e ética duvidosas, com elites políticas de rebotalho, com vigaristas, trafulhas e aldrabões que se esforçam apenas, diariamente, por malbaratar o erário público, a única diferença está que por cá a ladroagem e o parasitismo está instalado apenas nas elites políticas e na súcia dos profissionais da pedincha, de resto sofremos dos mesmos problemas dos gregos, falta de moral, falta de ética, falta de liderança, falta de chefias de qualidade e falta de honestidade.
A Alemanha quis o melhor de dois mundos, produzir muito e ter quem compre, e não se importou em utilizar a União Europeia para manipular essa pretensão, que conseguiu de forma brilhante e impavidamente consentida. Aos países periféricos iam-se dando uns subsídios para manter os indígenas pacificados, bem ao estilo colonialista do século XIX, enquanto se produzia e incentivava o consumo de bens, alguns supérfluos, que a Alemanha produz e precisa de vender para que o seu “statu quo” se mantenha, e ainda foi mais brilhante ao assegurar o seu poder negocial, através do investimento estratégico em países de mão de obra barata, por exemplo em Portugal, onde existem mais de 300 empresas de capital alemão, todas em sectores chave, só as 10 maiores representam cerca de15 mil postos de trabalho, número bastante apreciável que não pode ser negligenciado por nenhum governo.
O que não estava nos planos era um governo que se dispusesse a questionar a União (alemã) Europeia, o que não estava nos planos era que mal dos seus pecados esse governo surgisse num país sufocado por uma dívida impagável e assassina, e sim os primeiros culpados são os próprios gregos, mas convém não esquecer que por exemplo 26% do que a Grécia gastou em armamento nos últimos 5 anos, foi pago à Alemanha, que lhe vendeu submarinos, de que tal como nós a Grécia não precisa, aviões e blindados. E o pior de tudo é que esse governo seja ideologicamente de esquerda, uma esquerda trauliteira e extremista, veremos se o é, estando eu em crer que não.
Ora o aparecimento de tal governo veio estragar o arranjinho alemão, claro que a Grécia está à partida condenada, terá poucos ou nenhuns apoios dos governos de países igualmente sufocados por dívidas colossais e juros mercenários, cobrados pelos “amigos” da Troika, esse verdadeiro bando de meliantes.
Será pois de esperar que o grupelho de países lacaios subservientes onde claro está, Portugal e o seu actual governo abjecto pontuam, não apoiem a Grécia, sinceramente discordo, não concordando com tudo o que o actual governo grego está a tentar fazer, acredito que esta Europa precisa de se reinventar, deixar de ser a Europa da Alemanha para passar a ser um Europa verdadeiramente unida e solidária, que ocupe o seu papel no mundo, deixando de ser uma espécie de apêndice dos Estados Unidos. A Europa necessita de reavaliar os seus tratados, precisa de voltar a ser uma Europa humanista e centrada nos europeus, ao invés de ser isto que é agora, uma dependência bancária alemã.
Faz este mês anos que a divida alemã foi perdoada em 60%, os alemães têm memória curta, ou então não lhes interessa recordar, até porque a sua dívida resultou não de comprar mais do que podiam, mas de assassinar barbaramente milhares de seres humanos!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, fevereiro 10, 2015

Um governo que abandona o seu próprio povo é um governo de MERDA!



Foi com o título acima, que li um post de um amigo italiano, onde se discorre sobre o estado de miséria a que chegaram os serviços públicos em Itália, que nunca foram grande coisa, e pior porque muitos funcionam à sombra da tenebrosa Máfia.
Naquele pequeno articulado, revi perfeitamente, o Portugal, mas o Portugal do cidadão comum pagador de impostos, não o Portugal das elites dirigentes que até para cagar recebem ajudas de custo, reconheci naquele artigo sobre Itália, muito sobre este Portugal real, não o Portugal dos números mirabolantes e falaciosos desta corja de cleptomaníacos que governa Portugal.
Os doentes de Hepatite morrem, porque o merceeiro está a negociar, não têm dinheiro para os medicamentos? A solução é fácil, durante um mês, basta um mês, suprimam as ajudas de custa que pagam a toda a corja politiqueira, da insignificante junta de freguesia ao mais alto magistrado da nação, e terão dinheiro de sobra para evitar a morte de pessoas, e não, isto não é demagogia nem populismo, é apenas cortar nas gorduras do Estado, porque os milhões que se gastam com presidentes de junta, vereadores, presidentes de câmara, administradores, deputados e demais pertencentes à corja, daria à vontade para milhares medicamentos, que salvam vidas, isto se existisse um governo que cuidasse do seu próprio povo.
As escolas de ensino artístico, essa rapaziada despesista, para quê aprender artes, música, teatro e todas essas porcarias, foram deixadas a falecer pelo senhor Crato, curioso que para engordar o traseiro dos amigos que são donos das escolas e colégios privados, onde andam os filhos da elite asquerosa, os tribunal de contas não questiona, e é encher a mula à tripa forra, que nós pagamos os colégios à elite com o dinheiro dos nossos impostos, na mais despudorada, vergonhosa e obscena traficância que existe na educação, aqui está outra gordura do Estado, esta também é intocável, pois o dinheiro que falta às escolas públicos vai para engordar os amiguinhos dos colégios da elite, mas só aqueles que servem, nada de patrocinar, cretinices como seja a arte, isso não serve para nada.
Ora meus caros se isto não é um governo de MERDA, não sei o que será!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

O BES como fenómeno de banditismo!



A comissão, para lamentar, sobre o problema criado pelo BES, arrastasse e arrasta para a lama cada vez mais gente. Já se percebeu que o caso BES, pelos contornos que apresenta, pelos tentáculos de verdadeiro polvo mafioso, é apenas um caso do mais puro banditismo.
A pobre da comissão, claro que não serve para nada, apenas para dar ar à boca, mas tem sido interessante de acompanhar, porque as revelações têm sido deveras elucidativas da verdadeira corja de bandalhos a quem este país, esteve, está e irá estar entregue.
Bem podem os membros da dita comissão, pedir respostas, como se viu ninguém se quer tramar, mesmo quando estão, directa e ou indirectamente, metidos na trampa até às orelhas.
Sua excelência o grande timoneiro e farol da honestidade republicana, por exemplo, declara que já falou tudo o que tinha a falar e nem por escrito quer depor, sabendo nós que a honestíssima personagem, cuja real participação na trapalhada BPN, nunca foi esclarecida, com a compra de acções por tuta e meia e venda pelo triplo, com a casita de férias no meio da irmandade, por mera coincidência, de antigos administradores do BPN, é esta mesma personagem que duas semanas antes da queda do BES, vem de boca cheia, não de migalhas de bolo-rei, antes fosse, declarar que o BES é perfeitamente seguro, e viu-se o descalabro que foi, e concordo quando um deputado do PP, afirma que a sumidade presidencial, não irá acrescentar nada ao responder à comissão, pois em boa verdade esse senhor cada vez que fala nunca acrescenta nada, aliás não diz nada, triste o país que o tem como mais alto representante.
Também o aspirante a Capitão Nemo, se viu enredado, na trapaça do BES, com as negociatas escuras entre o ministério, a ESCOM e os alemães, curioso que não somos a Grécia, como o Popeye do Largo do Caldas, se farta de clamar, mas mesmo na Grécia, houve detenções, julgamento e penas efectivas, que penalizaram a corrupção existente em casos semelhantes ao caso dos submarinos, cá pelo paraíso da bandalheira o processo foi arquivado, realmente nem para gregos servimos.    
O caso da falência do BES, tal como o BPN, são exemplos do banditismo da “upper class”, são a prova de que somos um país de bandalhos, onde a honestidade e a verticalidade de carácter não colhe junto dos governantes atenção alguma, o caso do BES e do BPN, são casos de pilha-galinhas, que diferem apenas dos casos do pilha-galinhas normal, por causa da tentacular rede mafiosa de ligações, compadrios, conivências e nepotismo e pelos montantes envolvidos, no resto são em tudo idênticos.
Somos um país de bandalhos e de pilha-galinhas!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Em defesa de Coelho



A questão da Base das Lajes e do contrato existente entre Portugal e os Estados Unidos, veio recentemente espoletar uma situação confrangedora, em particular para os açorianos que estão em risco de perder os seus postos de trabalho.
Há muito que as Lajes são uma espécie de feudo do Tio Sam, plataforma essencial no sobrevoo do atlântico, um verdadeiro porta-aviões colossal encravado a meio caminho entre uma margem e outra do Atlântico. Ficámos recentemente a saber que os americanos querem cortar, porque a crise também os afecta, nos efectivos que possuem na base das Lajes, fazendo com o contingente de civis da base seja igualmente reduzido. Recorde-mos que numa zona deprimida e com poucas oportunidades como é a Ilha Terceira, trabalhar para os americanos, foi sempre uma das aspirações de quem queria assegurar um bom posto de trabalho bem remunerado.
Os americanos desde o incidente do “USS Maine” em 25 Janeiro 1898, começaram a revelar ao mundo a sua intenção de assumirem o papel de “supervisores” do mundo. Dado que em 1900 as suas questões internas estavam resolvidas, o território da costa do Atlântico à costa do Pacífico estava sob a mesma bandeira da União, os americanos começaram a sua política expansionista e intervencionista, com uma noção muito particular de diplomacia, já não me recordo se foi Kissinger ou Roosevelt, Teddy e não o Delano, que disse que a diplomacia é uma conversa amena com um pau guardado atrás das costas.
As relações entre os EUA e Portugal têm sido sempre muito fáceis, basicamente eles mandam e nós fazemos, tal como se viu com o vergonhoso e subserviente papel representado pelo senhor Barroso na cimeira do Atlântico que lançou a delirante invasão do Iraque. Logo, quando os americanos decidem retirar e alterar os contratos na Base das Lajes, pouco ou nada nos resta fazer.
E é triste ver o aproveitamento político que algumas figuras ligadas aos Açores e ligadas ao Partido Socialista estão a fazer da situação, acusando o actual Primeiro-ministro, sem absolutamente razão nenhuma. Primeiro porque o senhor Coelho é um pobre diabo a quem ninguém liga peva, dirige um ermo esquecido, onde faz de conta que manda, sabendo nós perfeitamente que há muito que quem manda realmente em Portugal é a União Europeia, e são os nossos próprios governantes que muitas vezes, bem demonstrando a sua total relatividade e falta de préstimo, se escudam nas regras da EU para não fazerem isto ou aquilo, revelando quem verdadeiramente detém o poder.
Ora face a este cenário é de muito mau gosto e de uma grande falta de honestidade intelectual acusar o senhor Coelho, de não fazer nada sobre as Lajes. É de uma muito maior baixeza intelectual sugerir que o pobre senhor Coelho, deve ter esta ou aquela posição e exigir o que quer que seja, porque isso é falso, o pobre homem não pode fazer nada excepto engolir em seco e rezar, se acreditar nisso, para que os “ianques” não decidam de vez dar às de vila Diogo e mandar as Lajes às malvas, coisa que duvido que jamais farão, pois em termos estratégicos essa base é uma plataforma logística de importância extraordinária, e tendo em conta o estado das coisas no Médio Oriente, mais tarde ou mais cedo será necessária.  

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Na crista da onda!



A senhora Cristas, outro clamoroso erro de casting, não cessa de me espantar, com esta senhora, o ditado “cada cavadela, cada minhoca”, aplica-se de forma excepcionalmente feliz. A agricultura nacional está como o resto, a ver se não afunda, estrangulada por canais de escoamento desregulados e detidos pela verdadeira máfia da distribuição, as coisas não estão mesmo nada fáceis, nem a meteorologia está a ajudar, e claro muito menos os delírios da senhora Cristas, que não entende peva sobre o ministério que supervisiona.
A senhora Cristas, apresentou publicamente a Semana Azul, mais um daqueles eventos da treta, afirmando que a intenção «é tornar Lisboa a capital dos oceanos, a capital do mar, trazer as pessoas ao País e mostrar o que temos do muito bom que é feito na nossa área económica, científica e inovação». Isto enquanto os pescadores portugueses morrem de fome, e muitos há demasiado tempo que se viraram para o tráfico de droga, porque ao menos assim têm dinheiro para sustento das famílias.
As quotas de pesca apresentadas pela senhora ministra, como um feito digno dos anais, são na verdade mais uma vergonhosa derrota de Portugal, que condena os homens do mar à miséria, apenas aplaudidas pelos grandes armadores, que pela capacidade industrial dos navios que possuem, até poderão rentabilizar as quotas.
Para os pescadores existe um fundo de compensação salarial com uma verba de 6 milhões de euros. Mas, nos últimos anos, desde 2010 nunca foram utilizados mais de 250 mil euros por ano. O dinheiro não é problema, a única limitação são as regras europeias das ajudas de Estado e é com elas que temos de trabalhar”, explicou a senhora Cristas. Ou seja o país que mais mar tem, deixa morrer os seus pescadores à fome, por ser completamente incapaz de defender os seus interesses, chame-se a isso incompetência, incapacidade ou qualquer outra coisa.
Já em terra a coisa muda pouco e a prova-lo temos por exemplo a legislação que a senhora Cristas fez aprovar sobre o plantio de eucaliptos, é das coisas mais desprovidas de intelecto dos últimos tempos, destruindo tudo o que nos anteriores cem anos se tinha tentado fazer em relação à floresta. Por todos estes motivos e muitos outros que por exiguidade de espaço não temos tempo para tratar, eu sugeria à senhora Cristas, a Semana Castanha, de um castanho cor de bosta, porque bosta é o que na agricultura não deve nunca faltar, apesar de em excesso como é o caso, servir apenas para atrapalhar e deixar um terrível odor pestilento.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Je Suis Charlot!



Era por “Charlot”, que em França e por cá também, ficou conhecido o grande Charles Chaplin, Charlot era um “Clown” um palhaço, mas palhaço num particularmente bom sentido. Humorista magistral dotado de um apurado sentido político, crítico e social, os seus filmes ainda hoje são hinos fantásticos sobre como o humor consegue caricaturar, satirizar e revelar as misérias da humanidade e da sociedade moderna, sim porque apesar de alguns dos seus filmes terem sido feitos há cem anos, a sua essência continua de uma actualidade atroz.
Depois de termos sido todos Charlie, ou quase todos, depois do hediondo atentado ao jornal francês, hoje depois daquelas manifestações vindas de vários quadrantes, sinto-me um verdadeiro Charlot, um palhaço, uma caricatura. Porque vi gente que não merece a mais pequena consideração, andar de braço dado a solidarizar-se com a França, quando vivem em países onde o terrorismo de Estado é uma realidade quotidiana, eles os politiqueiros que foram encenar a solidariedade afastados da sociedade, cheios de medo, valem menos que nada e deviam ter vergonha na cara.
Também achei piada aos jornais e televisões de Portugal, todos muito “Charlies”, mas ao invés de investigarem e desmascararem as mentiras, as trafulhices e de realmente informarem, limitam-se a ser ecos dos poderosos aldrabões e a entreter o povinho com idiotices. Como exemplo disso, ontem, o serviço informativo de um canal de televisão, tal como todos os outros dois, abriu o noticiário da noite com a notícia mais importante do planeta, um prémio qualquer que um empurra bolas ganhou, dedicando a isso os primeiros quinze minutos, atacou de seguida com mais quinze minutos de publicidade, de seguida abriu com mais dez minutos de empurra bolas, ora digam-me lá se isto não é ser Charlie, ou antes é mais ser Charlot, serem uns palhaços, os meios de informação nacional, com algumas poucas honrosas excepções são uma corja de inúteis vendidos aos poderosos, e é vergonhoso a colagem que fizeram ao Charlie, esses mal ou bem, certos ou errados, tiveram-nos no sítio e morreram por uma causa em que acreditam e a defender aquilo que acreditam, enquanto por cá os vermes subservientes se entretêm com guerrilhas comezinhas e “fait divers” de coscuvilheira, enquanto um país afunda e é destruído por terroristas.
Abominando as razões dos terroristas islamitas, mais abomino a hipocrisia asquerosa que vi nas atitudes dos terroristas politiqueiros, que condicionam países inteiros ao jogo da ganância, que escravizam povos inteiros sob ameaças e coação, sim porque terrorismo é o que nos fazem, desde o aspirante a tiranete, até ao grande safado do cadeirão supremo, as ameaças constantes, os alertas, o condicionar as vidas de milhares de pessoas, escudando-se sempre na Lei, que eles fazem, e na Democracia que eles nunca cumprem e com a qual convivem muito mal. Tudo isso faz de nós uns pobres Charlots, uns títeres tristes e amordaçados. Qual Charlie, qual carapuça. Nós somos é todos uns Charlots! Uns palhaços!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, janeiro 13, 2015

Mensagem numa garrafa!



O fim do ano foi profícuo em mensagens das alimárias politiqueiras. Comecemos pela oposição, dos partidos da esquerda trauliteira ao Partido, quase nada, socialista, foi a costumeira choradeira de “fait divers”, nada digno de nota, pura perda de tempo.
As pérolas vieram dos amigalhaços da coligação de malfeitores que parece que governa e do seu grande aliado, aquele senhor muito atento a tudo e muito sapiente, tão sapiente é que duas semanas antes da queda do BES, assegurava que aquele era um banco muito seguro.
Entre a mensagem de Passos Coelho e a de Sua Excelência o senhor Presidente da República, não existem grandes dissemelhanças, ou foram encomendadas à mesma pessoa, ou então um e outro estavam na mesma sala a escrever a coisa.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, prima, como costume, pelos seus enigmáticos alertas que ninguém entende, é um incompreendido. É por demais penoso ouvir este senhor a falar e a debitar as mais absurdas parolices, esquecido talvez de que ninguém, ainda politicamente activo, anda há tanto tempo, mais de três décadas, a encher o traseiro à conta do erário público e com tão pouco préstimo para o país, como o próprio autor de tantas e tão insidiosas obscenidades e bojardas. Calado ficaria muito melhor.
O senhor Coelho, veio confirmar aquilo que já se sabe, o homem vive num permanente estado de delírio, a sua mensagem faz temer o pior, o senhor Coelho sofre de algum tipo de patologia que o afasta da realidade, será bipolar?
Alguém querer por força declarar que este país está melhor, é sem dúvida nenhuma, produto de uma doença e ou da utilização de quaisquer substâncias deletérias que tirem a noção da realidade aos seus consumidores, pois só assim se explica a mensagem do senhor Coelho, absolutamente patética aquela algaraviada.
O senhor Portas, lá do Brasil, onde até poderia ficar e jamais voltar, lembrou-se também de escrever umas bojardas, gostei particularmente do “Ano Bom”, um mimo, um preciosismo esplêndido, adorei, faz toda a diferença. Para lá disso a alusão que faz à justiça e ao arquivamento do caso dos submarinos, é vergonhosa, e bem revela que esta gentalha não tem vergonha na cara e estamos conversados porque a pasquinice que escreve não é merecedora de mais comentários, seria gastar o Latim em algo que não passa de lixo politiqueiro.
Resumindo, e parafraseando os humoristas, “eles fala, falam…”, mas nada dizem, e pior nada fazem, para além de encherem os bolsos e assim bem recheados vão continuar a fazer de conta que governam, um país cada vez menos país!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

O Senhor Graça Moura



O ano que passou viu desaparecer um pouco do século XX português, viu desaparecer Sousa Veloso, Vítor Crespo, Anthímio de Azevedo, Eusébio, Coluna entre outros, com eles morre um pouco de nós também, das nossas memórias.
De todos o que mais me tocou, foi o desaparecimento de Vasco Graça Moura. Um excepcional cultor das artes em especial da literatura, figura maior das letras, soberbo tradutor, quem leu as suas traduções de Corneil, de Dante e de Petrarca percebe o génio e a fina argúcia e a desmedida cultura daquele homem, simples e pouco dado ao estrelato, pelo menos era assim que eu o via.
Ocorreu-me agora que já lá vão uns anos, estava eu, assistir a um conferência, orava uma figura execrável e chata, decidi, sair e vir à rua fumar um cigarro, logo se me juntou um colega que por vergonha ainda não se havia levantado, escolhemos um pequeno recanto que nos protegia das “vistas do inimigo”, estávamos ali a fumar o cigarro e a cavaquear sobre ocorrências mundanas, quando surge Graça Moura, pede desculpa e pergunta se algum de nós tinha lume, e ficou ali a conversar connosco uma boa dezena de minutos, que valeram bem a ida a esse evento verdadeiramente chato. Durante esse tempo, falámos dos temas da conferência de igual para igual, Graça Moura, escutava e emitia as suas opiniões, sem nunca dar aquela sensação de sobranceria com que muitas vezes somos presenteados por algumas “Avis raras” que sabendo bem menos alardeiam a sua ignorância falando de forma arrogante.
Apesar de não concordar muitas vezes com as suas opiniões em termos políticos, fiquei a admirar Graça Moura, precisamente pela excelência da sua cultura, pela forma simples que tinha de tratar essa cultura, pela defesa intransigente que fez da língua portuguesa contra esse vilipêndio e abastardamento que a mesma sofreu com essa coisa infecta chamada Acordo Ortográfico.
Foi a figura desaparecida em 2014, cujo desaparecimento mais me toca. Desapareceu um excelente homem de cultura, um erudito, de um país tão falho de gente intelectualmente capaz. Que descanse em paz!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Os políticos “Cão de Loiça”



A política portuguesa, e não só, está cheia daquilo a que poderemos apelidar de “político cão de loiça”, uma criatura néscia e pateta que pontua por ser um pobre diabo labrego, falho em formação, não apenas académica, mas também pessoal e o melhor é nem sequer falarmos de competências para não arruinarmos mais a criatura, vegeta o indígena pelos lugares do poder, meramente à conta do obsceno e miserando modelo de partidocracia, que empurra os detentores de cartão partidário, nem todos, apenas os que sabem ter lealdade canina, abanar a cabeça e que não tenham espinha dorsal, para os lugares de poder.
A política nacional é um espelho, da triste e miseranda, sociedade que somos, nesta área como noutras a pirâmide está invertida, somos governados pelos piores biltres que existem, gente a quem falta tudo, desde as mais elementares qualificações académicas como e mais essencial uma sólida formação pessoal. Alguém um dia disse que a ética e política são coisas irreconciliáveis, eu acrescento, a moral, a honra, a dignidade e a decência.
Como somos governados por incapazes, facto facilmente verificável e quase diariamente constatável, dos mais altos cadeirões governamentais às autarquias falidas, é um nunca mais acabar de patetas e de cães de loiça.
O político cão de loiça, parece-se com aqueles cães de loiça que apenas abanam a cabeça e a cauda, serve apenas para dizer que sim ao chefe e pouco mais, é um inútil refinado, tem mau fundo e é completamento abstruso, excepto claro está para a arte de bem embolsar o dinheiro público em lautos ordenados pagos para ocupar cargos para os quais não tem a mínima competência.
De aparente natureza afável, bonacheirão, dado a almoçaradas e jantaradas bem regadas, roça o alcoólatra, adora velhinhos e crianças, esbanja a seu bel prazer os dinheiros públicos em estúrdias e disparates, essa faceta de visibilidade granjeia-lhe junta da populaça labrega a aura de “gajo porreiro” e de “boa pessoa” quando na verdade é dos mais rematados biltres que se possa imaginar, com mau fundo, vingativo e desprovido da mais elementar decência, ainda assim, o cão de loiça prospera.
Há tempos encontrei um amigalhaço, que me confidenciou; - A ver se não encontro o Mudo! – estranhei e perguntei-lhe.
- Qual mudo pá, tás maluco ou quê?
- O político mudo, que vem ali, vai às reuniões, entra mudo e sai calado, também coitado não sabe dizer nada que se aproveite, só abana a cabeça e pouco mais, se tivesse cauda também a abanava. Uma dor de alma!
- Fartei-me de rir, ora aí está uma bela descrição daquilo que é um político cão de loiça. E é isto que andamos entregues, a cães de loiça, incapazes e ineptos, que de norte a sul deste país, malbaratam o erário público, propiciam a pequena e grande corrupção e estragam a vida a muita gente, em suma são bem o espelho daquilo que somos, uma sociedade podre, onde semi analfabetos chefiam e gente altamente qualificada vai para caixa de supermercado ou emigra.
 Olhe com atenção, um destes dias aí na sua terra tenho a certeza que encontrará um ou mais destes cães de loiça, bem instalados junto ao poder, com vidas santas, abençoadas com o dinheiro dos meus e dos seus impostos, que lhes pagam os grandes ordenados.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, dezembro 19, 2014

Bois mansos



Com muito pena minha, vivo num país de bois mansos, de bois capados. Incapazes de reagir aquilo que interessa, ainda agora alguém encolhia os ombros porque foi ao centro de saúde e não há médico. E a quase tudo reagem assim, encolhem os ombros resignados e lá vão embebedar-se e bater nas mulheres.
E são já quarenta, este ano, que ainda não acabou, as mulheres assassinadas às mãos destes bois mansos capados e beberrões. Aliás este povinho de heróis bovinos, parece apenas ser capaz e ter competências para espancar e brutalizar, velhos, mulheres e crianças.
Somos uma sociedade de bois capados, mansos, mesmo muito mansos, que só parecem ser corajosos quando se trata de maltratar, abusar, torturar e assassinar, velhos mulheres e crianças. Para todo o resto são apenas uma massa amorfa de imbecis cujas erupções de violência aparecem essencialmente no contexto de desafios de futebol, trânsito ou nas tascas nocturnas e diurnas, os bois capados vão ruminar o fel e empanturrar a pança de álcool, em orgias de bebedeira que depois os capacita para as mais desvairadas imbecilidades.
Muitos destes inúteis bois capados, perfeitos casos de doença mental, deveriam estar afastados da sociedade dada a sua completa inutilidade, no entanto este rebotalho anda por aí à solta, muitos deles, nossos conhecidos, muitas vezes até tidos como “gajos porreiros”, mas que em casa são os carrascos de um inferno que poucos de nós se atreve sequer a imaginar, onde as lágrimas e a humilhação são o condimento principal daqueles que rodeiam o boi manso.
Por estas e por outras tão ou mais graves é que somos este país de merda, onde a violência doméstica exercida sobre os mais frágeis e indefesos, continua a ser uma questão primordial, um país em que algumas castas insistem em ter leis próprias que perpetuam o abuso, a degradação dos direitos humanos e a mais abjecta das humilhações tudo sancionado por ditames culturais trogloditas, e a tudo isto os bois capados assistem, impávidos, serenos, intrinsecamente mansos.
Não há violência doméstica, não ao abuso, não há cultura do “pater famílias” que induz ao regabofe de violência que temos neste paraíso de energúmenos, não há ditadura de violência exercida contras os fracos e desprotegidos, não há cultura do boi capado, não a esta sociedade de bois capados, incapazes e amorfos, porra, NÃO!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

O senhor Silva



Pergunto-me, para que servem os milhões gastos pelo senhor Silva em assessores, assessorias, pareceres e por aí adiante, pergunto-me que préstimo têm os milhões que o senhor Silva esbanja em viagens e aviões cheios de convidados, pergunto-me para que precisamos nós desta República.
A propósito da trapalhada do BES, o senhor Silva, na sua qualidade de Sua Excelência o senhor Presidente da República, achou por bem, vir de novo justificar o injustificável, diz a esse propósito Sua Excelência o senhor Presidente da República "Surpreende-me muito aquilo que alguns meios de comunicação portugueses têm dito em relação àquilo que eu afirmei…”, e o que afirmou o senhor Silva? Ora afirmou que, «de acordo com a informação que tenho do Banco de Portugal, considero que a actuação do banco e do governador tem sido muito correcta». Foi apenas isso o que o senhor Silva disse.
Já anteriormente tive oportunidade de escrever, que ao Presidente da República não cabem arroubos de “prima-dona”, nem preocupar-se publicamente claro está, com problemas de empresas privadas, ainda que seja a empresa de um banqueiro amigo que tão generoso foi para a candidatura do próprio senhor Silva, segundo artigos jornalísticos consultados a soma é superior a 150 mil Euros.
O senhor Silva já nos tinha dado a pérola das asneiradas com a trapalhada das acções da SLN e da casinha de praia, algo que o senhor Silva nunca explicou condignamente, os contornos desses dois eventos que se correlacionam permanecem nebulosos, opacos e a cheirar a esturro. No entanto, não contente o senhor Silva, resolveu, na sua qualidade de Presidente da República, tecer loas ao BES uns dias antes do seu descalabro, do descalabro do Banco refira-se, dado que o descalabro do senhor Silva já se deu há muito.
Tarde demais, ao reparar, que afinal cometera uma, mais uma das muitas, grande argolada, o senhor Silva, veio de novo justificar-se, e em linha com todo o seu percurso, veio sacudir água do capote e atirar a culpa para terceiros, em mais um triste exemplo daquilo que um Presidente da República não deve ser, francamente acho que o senhor Silva é um dos maiores erros de elenco da política nacional, e é seguramente até ao momento o pior presidente da triste história desta República gasta e estafada.
Ouvindo as declarações anteriores e actuais sobre o tema BES, proferidas por Sua Excelência o senhor Presidente da República, questiono-me sobre a qualidade dos assessores do senhor Silva. Nunca nesta quarentena de anos de Republica democrática, a figura presidencial, despertou em mim o dó, que o actual detentor do cargo me desperta, é um dor de alma ver a pobre criatura arrastar-se no lodaçal de país que ajudou a criar, lado a lado com o “monstro” de quem foi o pai e muito ajudou a engordar, de trapalhada em trapalhada de equivoco em equivoco, num muito triste espectáculo daquilo que uma figura cimeira, de um país, não pode, nem deve nunca ser.
Confesso que já lhe tive algum rancor, no entanto hoje a única coisa que sinto em relação ao senhor Silva, é dó. Pena muita pena, e algum asco, por ver como é fácil em Portugal, mercê da total falta de uma cultura do mérito e da qualidade, que apareçam sempre Silvas de questionável qualidade e préstimo, que mansamente engordam as algibeiras à conta do erário público sem grandes preocupações e pejo de fazerem as maiores das abstrusidades, cientes que estão da sua qualidade de inimputáveis, que lhes assiste, enquanto seres políticos, é um dó ver este país e a gentinha que manda nele!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, dezembro 11, 2014

O mistério turco



O senhor Erdogan, uma espécie de Saddam, mas em versão islamita, anda há um ror de anos num diligente trabalho de sapa, para transformar a Turquia. Sobre o esqueleto do actual estado laico, tolerante e até certo ponto democrático, naquilo que é um excelente exemplo de evolução do Islão, na sua complicada transição para o século XXI, o senhor Erdogan, apesar da fatiota ocidental, quer construir um, mais um, antro islamita de estupidificante imposição religiosa.
A própria actuação da Turquia em relação aos ataques dos islamitas do Estado Islâmico a Kobane, é um mistério. A poucos metros da sua muito permeável fronteira sul, milícias curdas e terroristas islamitas massacram-se na cidade de Kobane, aviões americano, franceses e ingleses, bombardeiam as posições dos islamitas, impávidos e serenos do seu lado da fronteira homens e tanques do exército turco, assistem de camarote ao conflito, como que apenas à espera que os islamitas os invadam para se renderem e darem início à grande islamização radical da Turquia, a passibilidade dos turcos é confrangedora.
Entretanto numa atitude inesperada, ou talvez não, o Irão bombardeou posições islamitas na província de Diyala, e ficamos sem saber ate que ponto este aparente avanço do Irão é concertado com a coligação de países aliados encabeçada pelos EUA, dado terem existido recentemente alguns contactos, nomeadamente do secretário de estado John Kerry, com os representantes iranianos.
No entanto do lado turco a coisa, está como que adormecida, o senhor Erdogan, vai minando a sociedade, destruindo os seus pilares laicos e democráticos para impor a sua cosmo visão, redutora transformando a Turquia num possível novo foco de tensão.
Recordemos aquilo que alguns ingénuos chamaram “Primavera Árabe”, na altura escrevi sobre o assunto, exprimindo as muitas reservas que tinha, e continuo a ter, sobre o modo, como alguém que é muçulmano, lida com a Democracia. Exprimi muitas dúvidas sobre a natureza das convulsões, no Egipto, na Líbia, na Tunísia e noutros locais onde se declaram insurreições, mais ou menos promovidas por organizações islamitas, e é ver como estão esses países hoje, as flores da primavera foram arrancadas a tiro.
Até à chegada do senhor Erdogan, a Turquia, era um bom exemplo, do que a laicidade pode efectivamente fazer pelos país de maioria muçulmana, a Turquia apontava o caminho que devem seguir esses países, conseguindo uma solução de compromisso entre a religião e o Estado democrático. Infelizmente com o senhor Erdogan, a Turquia, tem recuado paulatinamente para a caverna. O senhor Erdogan, quer uma Turquia troglodita e religiosa, como a maioria dos países muçulmanos são, locais onde se atropelam os mais elementares direitos humanos e onde a Democracia faz muito pouco sentido.
O pior é que a Turquia é membro da NATO, putativo aspirante à entrada na União Europeia, e um espinho cravado no flanco sul da Europa, com eternas disputas territoriais com a Grécia. Não creio que a Turquia e a maioria do povo turco sejam um perigo, mas o senhor Erdogan e a sua camarilha islamita disfarçada, são com certeza um grande perigo! Tudo isto, transforma aTurquia num grande mistério.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Os Espaços Internet



A falta de visão estratégica, a longo prazo, foi e continua a ser um dos grandes problemas dos senhores que supostamente devem zelar, esse é o pressuposto pelo qual são eleitos, pelos interesses dos cidadãos. Dito isto, importa esclarecer o leitor sobre o título deste artigo.
A criação dos primeiros telecentros em Portugal remonta a finais dos anos 90, com os projectos-piloto das Cidades Digitais (1998-1999), seguidamente, no início de 2000 criaram-se os Espaços Internet em Autarquias.
Os Espaços Internet foram locais ao serviço da inclusão, da partilha de conhecimento e da criação de valor humano através da utilização das Tecnologias da Informação. Desenvolveram um trabalho de grande importância em prol da inclusão digital dos cidadãos ou da inclusão social através das tecnologias digitais, oferecendo formação específica na área das TIC.
Conheci um Espaço Internet, que foi um extraordinário elemento de aproximação do cidadão à administração pública, colaborando desde cedo na obtenção de documentos electrónicos por parte dos cidadãos, em 10 anos de existência, contabilizam-se cerca de 32 mil documentos assim obtidos, desde formulários, documentos de legislação, bilhetes de avião, reservas de hotéis, artigos do diário da república, documentos de estudo para os estudantes das escolas da área, etcoetera.
Durante a década em que funcionou esse Espaço Internet, colaborou no envio de qualquer coisa como 987 declarações de IRS, no capitulo da Formação durante essa mesma década decorreram 60 cursos de formação em Competências básicas em Internet, num total de cerca de 830 formandos, acumulando 2100 horas de formação, não contando com acções de formação pioneira no capítulo da Segurança da Internet, que abrangeram todas as escolas do Concelho onde estava inserido, contabilizando 1780 formandos e cerca de 1800 horas de formação.
Foi sem dúvida um grande esforço em prol dos cidadãos, que tinham naquele espaço um local onde obter toda uma série de serviços que de outra forma dificilmente conseguiriam e de forma totalmente gratuita.
Infelizmente as condicionantes financeiras, mas mais a falta de capacidade, de visão a longo prazo e de competência ditaram o encerramento de tão importante e válida iniciativa, mesmo funcionando em condições longe das necessárias, lutando com carências de vária ordem, esse Espaço Internet foi funcionando de forma diligente, até que fechou.
Felizmente noutros locais que pontuam por possuir gente com capacidade, esses espaços foram acarinhados desde a primeira hora e ainda hoje se mantêm a cumprir uma função social importante, promover a inclusão e ajudar às necessidades dos cidadãos que não possuindo, meios financeiros e ou conhecimentos para aceder às novas tecnologias se socorrem desses locais para verem as suas necessidades atendidas.  
Passam quase 3 anos, desde que encerrou esse Espaço Internet, infelizmente a necessidade da sua existência é hoje mais que nunca evidente, e prova que aqueles que como eu diziam que encerrar tal serviço era uma asneira, tinham razão. Infelizmente a razão é algo que quem governa parece desconhecer!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Os “rankings” das escolas



A juntar a tudo o que de mau que anda na Educação, e acreditem que é muito, aparece também esta outra palhaçada, é o termo mais simpático que consigo para classificar esta aberração, que faz os senhores directores das escolas e os seus acólitos ter orgasmos sucessivos de prazer administrativo.
Portugal insiste neste cretinice, que lança os mangas de alpaca das escolas num frenesim quase delirante para ver quem produz mais papelada, inútil, quem tem mais projectos, projectinhos e projectões e quem consegue embrutecer mais os pobres alunos, tiranizando as pobres crianças e pressionando-as para obterem notas magníficas, e as mais das vezes empoladas, para que as “inspecções” do faz de conta, verifiquem que a escola tal, está a desenvolver um excelente trabalho.
E de tal maneira tudo isto é patético e pateta, que se juntam escolas públicas, onde tudo falta, com escolas privadas, para onde é desviado o que falta à escola pública, juntam-se escolas de concelhos deprimidos do interior com escolas de topo do litoral, escolas da elite com escolas do bairro social onde as crianças chegam sujas, mal alimentadas se alimentadas sequer. É neste verdadeiro zoo escolar, que o ministério da Educação, consegue formatar, nivelar e classificar tudo pela mesma bitola, obtendo os tais “rakings” que supostamente querem significar que aquela escola tem qualidade e outra ali do lado não.
Nada mais longe da realidade, infelizmente as escolas portuguesas, públicas e ou privadas, com mais e ou com menos recursos, enfermam todas, com algumas, bem poucas, gloriosas excepções, de uma atroz e verdadeiramente preocupante falta de qualidade. E para provar o que digo, basta ver os curricula, os programas dimanados do Ministério, verdadeiro antro de sevandijas, a construção miserável e os métodos de ensino. Qualidade é coisa, que o nosso ensino, infelizmente não tem.
Ainda um destes dias circula aí pelas «internets» um hilariante artigo intitulado, “Apelo aos professores por parte de um pai desesperado e farto de trabalhos manuais”, concordo em parte com tudo o que lá vem, excepto numa coisa, a carta deveria ser endereçada ao senhor Ministro da Educação, e é um excelente exemplo do miserável ensino que temos, onde parece que só a matemática e o português parecem interessar, como se um cidadão fosse apenas produto de números e de letras, ora como se vê, bem pode o Ministério fazer todos os “ranquings” que quiser, que o problema não é esse.
É hilariante ver os patetas, a publicar congratulações, uns aos outros a propósito da escola deles estar nesta ou naquela posição, quando deveriam estar a execrar esse procedimento perfeitamente displicente e patético, mas como diziam os antigos, “com papas e bolos se enganam os tolos” e se país há com uma enorme reserva de tolos, patetas e labregos, esse país é Portugal e a sua miserável Educação. 

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Para Lamentar



Escrevo para lamentar, as muitas opiniões que fui ouvindo esta semana acerca do caso do senhor Sócrates. É profundamente lamentável, ver gente que nunca fez nada para que situações como esta possam ser atalhadas mais prontamente, andar por aí agora a bradar aos lobos, a gritar “aqui d’el Rei”, como se este país não fosse um antro de corruptos asquerosos, aliás isto parece quase uma monarquia, tem o rei dos bandalhos, conhecido por cuspir migalhas, fazer trafulhices com acções da SLN e casas de praia, tem o príncipe dos bandalhos que inventa instituições e tem até um bobo bandalho que põe uma ilha inteira a rir enquanto enche os bolsos e gasta à tripa forra.
Escrevo para lamentar as declarações do senhor Soares, acerca da prisão preventiva aplicada ao senhor Sócrates. O pobre senhor Soares mostrou-se um pouco fora dos carris, alterou-se, pesam-lhe os anos, se calhar será de todo justo, que deixe de proferir bojardas e vá escrever livros sobre qualquer matéria que considere relevante, louvo-lhe porém a coragem, com quase 90 anos revela mais coragem que a maioria do estrume politiqueiro que por aí anda, no entanto com as capacidades alteradas, o bom velhinho deveria ir para Nafarros, calçar as pantufas e descansar à lareira, porque nem a entrevista subsequente que entendeu por bem dar, apaga da memória, aquela lamentável actuação à porta da prisão de Évora, ainda que tenha muita razão quando fala de malandragem. 
Escrevo para lamentar, as declarações de Sua Excelência o senhor Presidente da República, cá dentro o país desmorona, lá fora os jornais fazem alarde da prisão do senhor Sócrates, atirando Portugal ainda mais para o canto das “republicas bananeras” do terceiro mundo, mas para Sua Excelência está tudo bem, isso não afecta em nada a credibilidade do país, qual credibilidade? Aliás com pessoas como Sócrates, Coelho, Jardim, Portas, Salgado, Barroso, Rendeiro e Cavaco, que credibilidade merece este país? É mesmo lamentável, Sua Excelência deveria seguir o exemplo do amigo Soares e calçar umas pantufas indo empanturrar-se com bolo-rei lá para a casinha da Praia da Coelha, e consultar os amigos ex administradores do BPN que por coincidência também possuem casas à volta da sua, numa linda e pacífica irmandade e ficar por lá a discutir a importância de se chamar Ernesto.
Por último, e porque este artigo já parece o muro das lamentações, escrevo para lamentar, essa coisa chamada «Comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES/GES», realmente uma comissão para lamentar, e é lamentável ver que gente adulta, alegadamente dotada de capacidades intelectuais notáveis, perca tempo a dar à tramela quando sabe perfeitamente que tudo aquilo é um castelo na areia, uma fábula, uma pura estultice e que bem revela o estado de miserável absurdo em que este país está. Seria preferível a dita comissão estar a discutir importantes matérias como por exemplo, e deixo aqui sugestões pertinentes e de discussão tão ou mais urgente e de igual importância para o país, a saber; “A importância do Helix aspersa no desenvolvimento do arame farpado na planície do Alentejo” ou “A aplicação correcta dos cataplasmas de mostarda e grão-de-bico na cura da picada do Anopheles gambiae”, qualquer destas matérias é de urgentíssima resolução, propondo eu que a dita comissão funcione, pelo menos 24 horas por dia, por turnos em que os senhores deputados tratarão de esmiuçar estas questões tão pertinentes para a Nação e a bem da mesma, diga-se que nenhuma destas inquirições ora propostas ficará atrás da «Comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES/GES», quer no que concerne à importância quer aos resultados!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia