sexta-feira, dezembro 19, 2014

Bois mansos



Com muito pena minha, vivo num país de bois mansos, de bois capados. Incapazes de reagir aquilo que interessa, ainda agora alguém encolhia os ombros porque foi ao centro de saúde e não há médico. E a quase tudo reagem assim, encolhem os ombros resignados e lá vão embebedar-se e bater nas mulheres.
E são já quarenta, este ano, que ainda não acabou, as mulheres assassinadas às mãos destes bois mansos capados e beberrões. Aliás este povinho de heróis bovinos, parece apenas ser capaz e ter competências para espancar e brutalizar, velhos, mulheres e crianças.
Somos uma sociedade de bois capados, mansos, mesmo muito mansos, que só parecem ser corajosos quando se trata de maltratar, abusar, torturar e assassinar, velhos mulheres e crianças. Para todo o resto são apenas uma massa amorfa de imbecis cujas erupções de violência aparecem essencialmente no contexto de desafios de futebol, trânsito ou nas tascas nocturnas e diurnas, os bois capados vão ruminar o fel e empanturrar a pança de álcool, em orgias de bebedeira que depois os capacita para as mais desvairadas imbecilidades.
Muitos destes inúteis bois capados, perfeitos casos de doença mental, deveriam estar afastados da sociedade dada a sua completa inutilidade, no entanto este rebotalho anda por aí à solta, muitos deles, nossos conhecidos, muitas vezes até tidos como “gajos porreiros”, mas que em casa são os carrascos de um inferno que poucos de nós se atreve sequer a imaginar, onde as lágrimas e a humilhação são o condimento principal daqueles que rodeiam o boi manso.
Por estas e por outras tão ou mais graves é que somos este país de merda, onde a violência doméstica exercida sobre os mais frágeis e indefesos, continua a ser uma questão primordial, um país em que algumas castas insistem em ter leis próprias que perpetuam o abuso, a degradação dos direitos humanos e a mais abjecta das humilhações tudo sancionado por ditames culturais trogloditas, e a tudo isto os bois capados assistem, impávidos, serenos, intrinsecamente mansos.
Não há violência doméstica, não ao abuso, não há cultura do “pater famílias” que induz ao regabofe de violência que temos neste paraíso de energúmenos, não há ditadura de violência exercida contras os fracos e desprotegidos, não há cultura do boi capado, não a esta sociedade de bois capados, incapazes e amorfos, porra, NÃO!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

O senhor Silva



Pergunto-me, para que servem os milhões gastos pelo senhor Silva em assessores, assessorias, pareceres e por aí adiante, pergunto-me que préstimo têm os milhões que o senhor Silva esbanja em viagens e aviões cheios de convidados, pergunto-me para que precisamos nós desta República.
A propósito da trapalhada do BES, o senhor Silva, na sua qualidade de Sua Excelência o senhor Presidente da República, achou por bem, vir de novo justificar o injustificável, diz a esse propósito Sua Excelência o senhor Presidente da República "Surpreende-me muito aquilo que alguns meios de comunicação portugueses têm dito em relação àquilo que eu afirmei…”, e o que afirmou o senhor Silva? Ora afirmou que, «de acordo com a informação que tenho do Banco de Portugal, considero que a actuação do banco e do governador tem sido muito correcta». Foi apenas isso o que o senhor Silva disse.
Já anteriormente tive oportunidade de escrever, que ao Presidente da República não cabem arroubos de “prima-dona”, nem preocupar-se publicamente claro está, com problemas de empresas privadas, ainda que seja a empresa de um banqueiro amigo que tão generoso foi para a candidatura do próprio senhor Silva, segundo artigos jornalísticos consultados a soma é superior a 150 mil Euros.
O senhor Silva já nos tinha dado a pérola das asneiradas com a trapalhada das acções da SLN e da casinha de praia, algo que o senhor Silva nunca explicou condignamente, os contornos desses dois eventos que se correlacionam permanecem nebulosos, opacos e a cheirar a esturro. No entanto, não contente o senhor Silva, resolveu, na sua qualidade de Presidente da República, tecer loas ao BES uns dias antes do seu descalabro, do descalabro do Banco refira-se, dado que o descalabro do senhor Silva já se deu há muito.
Tarde demais, ao reparar, que afinal cometera uma, mais uma das muitas, grande argolada, o senhor Silva, veio de novo justificar-se, e em linha com todo o seu percurso, veio sacudir água do capote e atirar a culpa para terceiros, em mais um triste exemplo daquilo que um Presidente da República não deve ser, francamente acho que o senhor Silva é um dos maiores erros de elenco da política nacional, e é seguramente até ao momento o pior presidente da triste história desta República gasta e estafada.
Ouvindo as declarações anteriores e actuais sobre o tema BES, proferidas por Sua Excelência o senhor Presidente da República, questiono-me sobre a qualidade dos assessores do senhor Silva. Nunca nesta quarentena de anos de Republica democrática, a figura presidencial, despertou em mim o dó, que o actual detentor do cargo me desperta, é um dor de alma ver a pobre criatura arrastar-se no lodaçal de país que ajudou a criar, lado a lado com o “monstro” de quem foi o pai e muito ajudou a engordar, de trapalhada em trapalhada de equivoco em equivoco, num muito triste espectáculo daquilo que uma figura cimeira, de um país, não pode, nem deve nunca ser.
Confesso que já lhe tive algum rancor, no entanto hoje a única coisa que sinto em relação ao senhor Silva, é dó. Pena muita pena, e algum asco, por ver como é fácil em Portugal, mercê da total falta de uma cultura do mérito e da qualidade, que apareçam sempre Silvas de questionável qualidade e préstimo, que mansamente engordam as algibeiras à conta do erário público sem grandes preocupações e pejo de fazerem as maiores das abstrusidades, cientes que estão da sua qualidade de inimputáveis, que lhes assiste, enquanto seres políticos, é um dó ver este país e a gentinha que manda nele!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, dezembro 11, 2014

O mistério turco



O senhor Erdogan, uma espécie de Saddam, mas em versão islamita, anda há um ror de anos num diligente trabalho de sapa, para transformar a Turquia. Sobre o esqueleto do actual estado laico, tolerante e até certo ponto democrático, naquilo que é um excelente exemplo de evolução do Islão, na sua complicada transição para o século XXI, o senhor Erdogan, apesar da fatiota ocidental, quer construir um, mais um, antro islamita de estupidificante imposição religiosa.
A própria actuação da Turquia em relação aos ataques dos islamitas do Estado Islâmico a Kobane, é um mistério. A poucos metros da sua muito permeável fronteira sul, milícias curdas e terroristas islamitas massacram-se na cidade de Kobane, aviões americano, franceses e ingleses, bombardeiam as posições dos islamitas, impávidos e serenos do seu lado da fronteira homens e tanques do exército turco, assistem de camarote ao conflito, como que apenas à espera que os islamitas os invadam para se renderem e darem início à grande islamização radical da Turquia, a passibilidade dos turcos é confrangedora.
Entretanto numa atitude inesperada, ou talvez não, o Irão bombardeou posições islamitas na província de Diyala, e ficamos sem saber ate que ponto este aparente avanço do Irão é concertado com a coligação de países aliados encabeçada pelos EUA, dado terem existido recentemente alguns contactos, nomeadamente do secretário de estado John Kerry, com os representantes iranianos.
No entanto do lado turco a coisa, está como que adormecida, o senhor Erdogan, vai minando a sociedade, destruindo os seus pilares laicos e democráticos para impor a sua cosmo visão, redutora transformando a Turquia num possível novo foco de tensão.
Recordemos aquilo que alguns ingénuos chamaram “Primavera Árabe”, na altura escrevi sobre o assunto, exprimindo as muitas reservas que tinha, e continuo a ter, sobre o modo, como alguém que é muçulmano, lida com a Democracia. Exprimi muitas dúvidas sobre a natureza das convulsões, no Egipto, na Líbia, na Tunísia e noutros locais onde se declaram insurreições, mais ou menos promovidas por organizações islamitas, e é ver como estão esses países hoje, as flores da primavera foram arrancadas a tiro.
Até à chegada do senhor Erdogan, a Turquia, era um bom exemplo, do que a laicidade pode efectivamente fazer pelos país de maioria muçulmana, a Turquia apontava o caminho que devem seguir esses países, conseguindo uma solução de compromisso entre a religião e o Estado democrático. Infelizmente com o senhor Erdogan, a Turquia, tem recuado paulatinamente para a caverna. O senhor Erdogan, quer uma Turquia troglodita e religiosa, como a maioria dos países muçulmanos são, locais onde se atropelam os mais elementares direitos humanos e onde a Democracia faz muito pouco sentido.
O pior é que a Turquia é membro da NATO, putativo aspirante à entrada na União Europeia, e um espinho cravado no flanco sul da Europa, com eternas disputas territoriais com a Grécia. Não creio que a Turquia e a maioria do povo turco sejam um perigo, mas o senhor Erdogan e a sua camarilha islamita disfarçada, são com certeza um grande perigo! Tudo isto, transforma aTurquia num grande mistério.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Os Espaços Internet



A falta de visão estratégica, a longo prazo, foi e continua a ser um dos grandes problemas dos senhores que supostamente devem zelar, esse é o pressuposto pelo qual são eleitos, pelos interesses dos cidadãos. Dito isto, importa esclarecer o leitor sobre o título deste artigo.
A criação dos primeiros telecentros em Portugal remonta a finais dos anos 90, com os projectos-piloto das Cidades Digitais (1998-1999), seguidamente, no início de 2000 criaram-se os Espaços Internet em Autarquias.
Os Espaços Internet foram locais ao serviço da inclusão, da partilha de conhecimento e da criação de valor humano através da utilização das Tecnologias da Informação. Desenvolveram um trabalho de grande importância em prol da inclusão digital dos cidadãos ou da inclusão social através das tecnologias digitais, oferecendo formação específica na área das TIC.
Conheci um Espaço Internet, que foi um extraordinário elemento de aproximação do cidadão à administração pública, colaborando desde cedo na obtenção de documentos electrónicos por parte dos cidadãos, em 10 anos de existência, contabilizam-se cerca de 32 mil documentos assim obtidos, desde formulários, documentos de legislação, bilhetes de avião, reservas de hotéis, artigos do diário da república, documentos de estudo para os estudantes das escolas da área, etcoetera.
Durante a década em que funcionou esse Espaço Internet, colaborou no envio de qualquer coisa como 987 declarações de IRS, no capitulo da Formação durante essa mesma década decorreram 60 cursos de formação em Competências básicas em Internet, num total de cerca de 830 formandos, acumulando 2100 horas de formação, não contando com acções de formação pioneira no capítulo da Segurança da Internet, que abrangeram todas as escolas do Concelho onde estava inserido, contabilizando 1780 formandos e cerca de 1800 horas de formação.
Foi sem dúvida um grande esforço em prol dos cidadãos, que tinham naquele espaço um local onde obter toda uma série de serviços que de outra forma dificilmente conseguiriam e de forma totalmente gratuita.
Infelizmente as condicionantes financeiras, mas mais a falta de capacidade, de visão a longo prazo e de competência ditaram o encerramento de tão importante e válida iniciativa, mesmo funcionando em condições longe das necessárias, lutando com carências de vária ordem, esse Espaço Internet foi funcionando de forma diligente, até que fechou.
Felizmente noutros locais que pontuam por possuir gente com capacidade, esses espaços foram acarinhados desde a primeira hora e ainda hoje se mantêm a cumprir uma função social importante, promover a inclusão e ajudar às necessidades dos cidadãos que não possuindo, meios financeiros e ou conhecimentos para aceder às novas tecnologias se socorrem desses locais para verem as suas necessidades atendidas.  
Passam quase 3 anos, desde que encerrou esse Espaço Internet, infelizmente a necessidade da sua existência é hoje mais que nunca evidente, e prova que aqueles que como eu diziam que encerrar tal serviço era uma asneira, tinham razão. Infelizmente a razão é algo que quem governa parece desconhecer!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Os “rankings” das escolas



A juntar a tudo o que de mau que anda na Educação, e acreditem que é muito, aparece também esta outra palhaçada, é o termo mais simpático que consigo para classificar esta aberração, que faz os senhores directores das escolas e os seus acólitos ter orgasmos sucessivos de prazer administrativo.
Portugal insiste neste cretinice, que lança os mangas de alpaca das escolas num frenesim quase delirante para ver quem produz mais papelada, inútil, quem tem mais projectos, projectinhos e projectões e quem consegue embrutecer mais os pobres alunos, tiranizando as pobres crianças e pressionando-as para obterem notas magníficas, e as mais das vezes empoladas, para que as “inspecções” do faz de conta, verifiquem que a escola tal, está a desenvolver um excelente trabalho.
E de tal maneira tudo isto é patético e pateta, que se juntam escolas públicas, onde tudo falta, com escolas privadas, para onde é desviado o que falta à escola pública, juntam-se escolas de concelhos deprimidos do interior com escolas de topo do litoral, escolas da elite com escolas do bairro social onde as crianças chegam sujas, mal alimentadas se alimentadas sequer. É neste verdadeiro zoo escolar, que o ministério da Educação, consegue formatar, nivelar e classificar tudo pela mesma bitola, obtendo os tais “rakings” que supostamente querem significar que aquela escola tem qualidade e outra ali do lado não.
Nada mais longe da realidade, infelizmente as escolas portuguesas, públicas e ou privadas, com mais e ou com menos recursos, enfermam todas, com algumas, bem poucas, gloriosas excepções, de uma atroz e verdadeiramente preocupante falta de qualidade. E para provar o que digo, basta ver os curricula, os programas dimanados do Ministério, verdadeiro antro de sevandijas, a construção miserável e os métodos de ensino. Qualidade é coisa, que o nosso ensino, infelizmente não tem.
Ainda um destes dias circula aí pelas «internets» um hilariante artigo intitulado, “Apelo aos professores por parte de um pai desesperado e farto de trabalhos manuais”, concordo em parte com tudo o que lá vem, excepto numa coisa, a carta deveria ser endereçada ao senhor Ministro da Educação, e é um excelente exemplo do miserável ensino que temos, onde parece que só a matemática e o português parecem interessar, como se um cidadão fosse apenas produto de números e de letras, ora como se vê, bem pode o Ministério fazer todos os “ranquings” que quiser, que o problema não é esse.
É hilariante ver os patetas, a publicar congratulações, uns aos outros a propósito da escola deles estar nesta ou naquela posição, quando deveriam estar a execrar esse procedimento perfeitamente displicente e patético, mas como diziam os antigos, “com papas e bolos se enganam os tolos” e se país há com uma enorme reserva de tolos, patetas e labregos, esse país é Portugal e a sua miserável Educação. 

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Para Lamentar



Escrevo para lamentar, as muitas opiniões que fui ouvindo esta semana acerca do caso do senhor Sócrates. É profundamente lamentável, ver gente que nunca fez nada para que situações como esta possam ser atalhadas mais prontamente, andar por aí agora a bradar aos lobos, a gritar “aqui d’el Rei”, como se este país não fosse um antro de corruptos asquerosos, aliás isto parece quase uma monarquia, tem o rei dos bandalhos, conhecido por cuspir migalhas, fazer trafulhices com acções da SLN e casas de praia, tem o príncipe dos bandalhos que inventa instituições e tem até um bobo bandalho que põe uma ilha inteira a rir enquanto enche os bolsos e gasta à tripa forra.
Escrevo para lamentar as declarações do senhor Soares, acerca da prisão preventiva aplicada ao senhor Sócrates. O pobre senhor Soares mostrou-se um pouco fora dos carris, alterou-se, pesam-lhe os anos, se calhar será de todo justo, que deixe de proferir bojardas e vá escrever livros sobre qualquer matéria que considere relevante, louvo-lhe porém a coragem, com quase 90 anos revela mais coragem que a maioria do estrume politiqueiro que por aí anda, no entanto com as capacidades alteradas, o bom velhinho deveria ir para Nafarros, calçar as pantufas e descansar à lareira, porque nem a entrevista subsequente que entendeu por bem dar, apaga da memória, aquela lamentável actuação à porta da prisão de Évora, ainda que tenha muita razão quando fala de malandragem. 
Escrevo para lamentar, as declarações de Sua Excelência o senhor Presidente da República, cá dentro o país desmorona, lá fora os jornais fazem alarde da prisão do senhor Sócrates, atirando Portugal ainda mais para o canto das “republicas bananeras” do terceiro mundo, mas para Sua Excelência está tudo bem, isso não afecta em nada a credibilidade do país, qual credibilidade? Aliás com pessoas como Sócrates, Coelho, Jardim, Portas, Salgado, Barroso, Rendeiro e Cavaco, que credibilidade merece este país? É mesmo lamentável, Sua Excelência deveria seguir o exemplo do amigo Soares e calçar umas pantufas indo empanturrar-se com bolo-rei lá para a casinha da Praia da Coelha, e consultar os amigos ex administradores do BPN que por coincidência também possuem casas à volta da sua, numa linda e pacífica irmandade e ficar por lá a discutir a importância de se chamar Ernesto.
Por último, e porque este artigo já parece o muro das lamentações, escrevo para lamentar, essa coisa chamada «Comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES/GES», realmente uma comissão para lamentar, e é lamentável ver que gente adulta, alegadamente dotada de capacidades intelectuais notáveis, perca tempo a dar à tramela quando sabe perfeitamente que tudo aquilo é um castelo na areia, uma fábula, uma pura estultice e que bem revela o estado de miserável absurdo em que este país está. Seria preferível a dita comissão estar a discutir importantes matérias como por exemplo, e deixo aqui sugestões pertinentes e de discussão tão ou mais urgente e de igual importância para o país, a saber; “A importância do Helix aspersa no desenvolvimento do arame farpado na planície do Alentejo” ou “A aplicação correcta dos cataplasmas de mostarda e grão-de-bico na cura da picada do Anopheles gambiae”, qualquer destas matérias é de urgentíssima resolução, propondo eu que a dita comissão funcione, pelo menos 24 horas por dia, por turnos em que os senhores deputados tratarão de esmiuçar estas questões tão pertinentes para a Nação e a bem da mesma, diga-se que nenhuma destas inquirições ora propostas ficará atrás da «Comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES/GES», quer no que concerne à importância quer aos resultados!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Prenderam o filósofo



Esta semana o país foi surpreendido, com a detenção e custódia preventiva depois das inquirições, do senhor Sócrates. As figurinhas do costume vieram carpir a sua estupefacção, entre lágrimas de crocodilo e pesares de contentamento. Entre as declarações espectáveis, de apreço e verdadeira consternação, da parte de camaradas da mesma camarilha política e declarações mais ou menos intelectualmente indigentes como a de um conhecido, e costumeiro, fazedor de disparates políticos, que disse que era um momento triste e que devia fazer os portugueses sentirem-se tristes, de tudo um pouco se ouviu.
Pessoalmente a única coisa que verdadeiramente me espanta é o facto de ter a Justiça tardado tanto e de ser apenas o senhor Sócrates a estar detido, quando se sabe perfeitamente que nessa prisão em Évora onde aguarda em prisão preventiva, falta lá imensa gentinha, dessa súcia política, que nesta última trintena de anos se tem empanturrado com o esbanjar do erário público, esfalfando-se nas negociatas, nas falcatruas, no mais torpe e sem vergonha aproveitamento de um país miserável e de um povinho reles e carneiro.
Descontando esse facto, acima mencionado, nada mais me surpreende na detenção do senhor Sócrates. Seria fastidioso enumerar as muitas escandaleiras e falcatruas, as muitas vigarices e descarada roubalheira, que amigos de políticos, empresários ligados a políticos, banqueiros, autarcas, deputados e ministros têm efectuado nestes últimos trinta anos de suposta Democracia e de um verdadeiro Estado de Direito, direito ao bolso deles, diga-se “en passant”. Mas são muitos casos, demasiados para um país tão pequeno.
A tal Justiça, tem andado, digamos que, anestesiada, sem rumo nem sorte, talvez porque ela própria minada pela politiqueirice rasteira, veja-se em abono desta opinião o modo como os juízes do Constitucional são nomeados. Existem demasiadas pontas soltas neste pretenso Estado de Direito. Infelizmente ninguém me tira da cabeça que esta perseguição ao senhor Sócrates é uma mera vingança, isto claro está, descontando o facto, de por acções, o dito ter de ser efectivamente julgado, não estou aqui para o defender, e até concordo que se meteu a pata no poça, seja efectivamente punido, no entanto tudo isto me cheira a podridão, não sei porquê.
Porque se usarmos as mesmas questões que se usaram para indiciar o senhor Sócrates, como explicarão, muitos políticos da actualidade, fedelhos mimados com pouco mais de 50 anos de idade, que nunca trabalharam uma única hora da sua vida, as fortunas colossais que detêm, como explicarão os carros, as casas, as viagens, as obras arte e as contas recheadas?
Existe demasiada podridão, o cheiro a esgoto inunda os corredores do poder, PS e PSD são dos bons exemplos da podridão institucional, em 30 anos não conseguiram fazer aprovar legislação sobre enriquecimento ilícito, sobre métodos indiciários que obriguem as pessoas a privar de onde vem a sua fortuna, Cravinho até tentou, foi digamos que “deportado” para o Parlamento Europeu e a legislação que tinha preparada enterrada num qualquer canto escuro e esquecido.
Realmente os políticos não são todos iguais, o senhor Sócrates está preso, mas faltam lá outros, os das falcatruas das tecnotrapalhadas, os das acções da SLN e casas da praia, dos submarinos, das herdades, dos bancos vigaristas e dos banqueiros ladrões, enfim faltam lá tantos, que PS e PSD ficariam provavelmente sem mais de metade dos seus representantes, e falo apenas destes dois partidos porque são os mais emblemáticos do triste espectro partidário nacional, porque se quisermos ser mais correctos, da esquerda à direita, o que não faltam são exemplos de vigaristas!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 17, 2014

O Governo Poupa


Muitos de vós já devem ter vislumbrado uma ave que por vezes esvoaça pelos nossos céus, de bonita coloração com uma pequena poupa com manchas pretas alçada na cabeça, de sua graça, Poupa-eurasiática (Upupa epops) é uma ave belíssima, que podemos ver com alguma frequência mesmo aqui na aldeola.
E que tem esta maravilha natural que ver com o actual Governo, nada, absolutamente nada, excepto claro está um trocadilho entre o nome da ave e aquilo que mais ouvimos os membros do governo declarar, que poupam isto e que poupam aquilo e que estão a poupar ali e acolá.
O que faz com este governo seja verdadeiramente o campeão da poupança, poupa que se farta, mas também depois ela é legionelas, barracadas na saúde, na justiça, no ambiente, na agricultura, enfim um nunca mais acabar de trapalhadas e cretinices que acabam sempre por prejudicar os mesmos do costume, ou seja todos nós os pobres diabos que pagamos impostos.
E no seu afã da poupança este governo não olha mesmo a meios, ainda ontem uma deputada a propósito do número de desempregados e da pretensa e vergonhosamente mentirosa descida da taxa de desempregados, dizia que o Zé da Lambreta parecia um “investigador aldrabão”, piada bem metida, mas que o dito cavalheiro tomou como um insulto, e colocando o semblante de miúdo mimado, e realmente não passa disso, atirou-se à tal deputada, criticando a insinuação. Se isto é um político vou ali e já venho, mas o que interessa é que está a poupar em prestações pagas a quem precisa, que interessa que por outro lado se esbanjem milhões em formação profissional ridícula, por exemplo chamar um jovem de 65 anos para tirar um curso de operador de informática, o pobre homem está dois meses de fazer 66 anos e conseguir a reforma, mas entretanto terá de ir gastar o pouco dinheiro que ainda recebe em deslocações porque o senhor Zé da Lambreta quer é poupar e tirar gente das listas, absolutamente patético este país.
Voltando à Poupa, um dos mitos sobre este animal, diz que faz o ninho com excrementos. Facto que não é verdadeiro, essa presunção fundamenta-se no facto de o ninho dessas aves soltar um cheiro nauseabundo parecido ao odor das fezes, esse olor advém do facto de os progenitores possuírem uma glândula especial que segrega uma substância fétida, é apenas uma estratégia que se destina a iludir os eventuais predadores e que deu origem a um dito popular, “É como a Poupa, que tanto poupa que até faz o ninho com merda”, ora é isso precisamente que este governo está a fazer, tanto vai poupar que transformará o país numa merda!


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Os Sabotadores



Perpassou uma aragem bafienta de túmulo, aquando do arquivamento da tal queixa de sabotagem que a senhora que ao que parece é ministra da Justiça, interpôs no tribunal, por causa da barracada da plataforma da Justiça. Todo o processo tem a cara da senhora ministra e a cara deste governo.
Foi tudo atabalhoado, feito sem regra, num daqueles habituais espectáculos de competência duvidosa a que este governo já nos habitou ao longo destes longos três longos anos que já leva de pretensa governação.
O alarido e a fanfarronice que a alegada ministra da Justiça colocou quando veio à televisão encher a boca com aquelas frases típicas, da maralha politiqueira, quando quer fazer barulho e quando nos quer fazer crer que efectivamente está a fazer alguma coisa, deu lugar a um lacónico e simples “…quero lá saber do arquivamento…”, realmente quem viu na quarta-feira passada a senhora pretensa ministra da Justiça a responder cabisbaixa e quase muda, às questões dos parlamentares da oposição, não acredita que é a mesma pessoa que há umas semanas apareceu de supetão a clamar aos quatro ventos pela necessidade de apurar responsabilidades, de ir até às últimas consequências e que vão rolar cabeças e demais barbaridades que lhe ouvimos.
A mui digna de dó suposta pretensa ministra da Justiça, poderia ter evitado mais uma vez ter feito esta degradante figura triste, bastava ter assumido a culpa de tudo em seu nome e em nome de um Governo igualmente culpado, pedido desculpas sinceras, não aquela coisa encenada a contra gosto, depois deveria ter dado tempo aos técnicos para testar a plataforma e perceber os erros, claro que o melhor teria sido pensar e fazer as coisas com tempo e ponderação, mas isso é esperar demais para um simples ministro.
Agora só fica uma coisa por esclarecer, que é a seguinte: Porque é que dois meros funcionários administrativos, vão chefiar uma área tão sensível e tão exigente em competências técnicas, que ao que parece nenhum dos dois possui, quem são estes senhores, que qualidades extraordinárias possuem, para passarem de simples mangas de alpaca para a gestão de algo tão complexo como seja director do Departamento de Arquitectura de Sistemas e coordenador do Núcleo de Arquitectura e Sistemas de Informação para a Área dos Tribunais, o que se esconde por detrás destas nomeações?
Ou será que toda esta manobra de gritos histéricos de sabotagem serviu apenas para cobrir a nomeação de dois camaradas de partido, para um dos habituais tachos e que como correu mal, temos de os despachar e esconder? Há demasiado por explicar, sendo que incompetência e falta de intelecto parecem ser consensualmente duas falhas mais que evidentes.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Trapalhonela



A infecção por bactérias de “legionela” de seu nome «Legionella pneumophila» assumiu esta semana o direito de antena em todos os noticiários, televisionados, radiodifundidos e escritos, naquilo a que poderemos chamar de mais um caso de histeria colectiva, a que nós portugueses tão propensos, somos.
Como já é habitual, aos ecrãs televisivos surgem as inefáveis reportagens exaustivas com o número de infectados, o número de falecimentos e as mais variadas opiniões de sopeiras, domésticas entediadas, bêbados de tasca e demais fauna que sempre aparece neste tipo de ocorrências incluindo jornalistas mais ou menos idiotas.
Inevitável foi também a politiqueira opinião, ministro da saúde, do ambiente e até o primeiro-ministro, que apareceu a sacudir a água do capote em relação à culpa do governo, nesta infeliz ocorrência, não faltou até uma especialista em direito ambiental que nos fez perceber que apesar da muita legislação provar o tal crime ambiental é algo que requer um milagre, logo por aí estamos descansados, mesmo que se intente algum procedimento judicial, a coisa ficará com sói dizer-se em águas de bacalhau.
Foi absolutamente patético ver as populações, qual bando de baratas tontas sem saberem o que fazer, confiando no diz que se disse, sem sequer atentarem às recomendações da autoridade da Saúde, na qual estamos em crer que a população portuguesa em geral não confia minimamente, foi absolutamente patético ver o senhor primeiro-ministro, aparecer na televisão a declarar que a culpa disto não foi do governo, aliás nada do que se passa neste país é culpa do governo. Foi igualmente patético ver a debandada das pessoas a saírem de um local alegadamente contaminado e circularem livremente, sendo também perfeitamente patéticas as declarações do senhor ministro do ambiente sobre crime ambiental, não que o não seja, mas porque sabemos perfeitamente que não farão nada sobre isso.
Foi tudo uma grande e enorme trapalhada, como é costumeiro por cá, e dá-nos bem a visão daquilo que acontecerá quando a coisa for num outro grau de gravidade, se por exemplo fosse ébola, antraz ou outra qualquer maleita bacteriológica das muitas que existem, redundaria tudo numa mortandade imprópria para um país dito Europeu, mas perfeitamente consentâneo com a realidade de terceiro mundo que é a nossa.
Aqui falhou quase tudo, falha desde logo o Governo, que está careca de saber que mais tarde ou mais cedo isto iria acontecer, dado que a legislação sobre estas questões foi alterada e ao que parece desde 2013 nada se faz para fiscalizar estas situações, o seu ódio ideológico a tudo o que é público aqui como em muitas outras coisas revelou mais uma vez que este tipo de ideologia é muito perigoso para as pessoas, por isso o senhor Coelho se apressou a sacudir água do capote. Falham as empresas que estão obrigadas a cumprir requisitos de segurança, mas claro que como sabem que não são fiscalizadas poupam esses montantes e deixa andar. Falha a protecção civil, esse belo tacho para acomodar gente de duvidosa competência, que não se viu em lado nenhum, perguntamos para que serve essa coisa da protecção civil?
Falha a coordenação entre as várias instituições minada que está pela incapacidade burocrática, falha a comunicação com as populações, que andam há todo este tempo na mais completa ignorância. Salvam-se os serviços de saúde e o ministério da saúde que o mais prontamente possível tratou de acudir à situação, mais uma vez provando que Paulo Macedo é efectivamente a única coisa positiva num Governo da mais absoluta e atroz falta de competência, agradeçamos ao Ministério da Saúde o facto de tudo isto não descambar mais ainda na mais absurda e patética trapalhada.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 13, 2014

Maus Juízos



Começo por dizer que concordo em absoluto com a decisão do governo de Timor em por a andar os Juízes e mais não sei quem. Como Estado soberano estão no seu direito e ponto final. Se a decisão é acertada ou não isso é um outro assunto. E é mais que claro que Timor está a dar um tiro nos dois pés, afundando-se ainda mais nas teias da corrupção que já minam as suas instituições, ou não fosse Timor uma ex-colónia de Portugal.
Não entendo portanto o ar de enfado, quer daquela espécie de ministro que anda pelos Negócios Estrangeiros, outra boa aquisição do governo do senhor Coelho, cada tiro cada melro, é só qualidade. Também não entendo o ar de enfado e as declarações dos Juízes e dos Procuradores, cá do burgo, melindrados pobres tadinhos, com a decisão do governo timorense, que certa e errada é a decisão de um governo soberano.
A meu ver a única coisa aqui verdadeiramente preocupante e que denota a ainda incipiente inexperiência das instituições timorenses e dos seus actores políticos é a falta de subtileza para de uma forma absolutamente correcta afastar os Juízes e salvar a face, como aliás se faz por cá, ora se Timor quer efectivamente e deve aspirar quase de certeza a isso, ser um Estado Democrático assente no Direito, tem de primeiro aprender com o s melhores, por isso acho que mandarem aquela rapaziada embora assim é desperdiçar opções de aprendizagem.
Brasil e Angola por exemplo, ambos como muito bem se sabe, ex-colónias de Portugal, aprenderam e dominam perfeitamente a arte da boa governança, bem como a probidade de espírito que herdaram e aprimoram, superando até o mestre, pois em termos de corrupção, bandidagem, vigarice e falcatrua, aqueles dois locais suplantam claramente Portugal. Logo Timor tem muito a aprender connosco e ao lidar assim tão mal com uma mera investigação, mostra que ainda não está preparado para ser um verdadeiro Estado de Direito.
Depois também não entendo, sinceramente, os ares de damas ofendidas dos senhores cá de Portugal. Estamos a falar de um país, Portugal, onde a Justiça pouco mais é do que uma farsa, uma opereta bufa, com tipos enfarpelados em farrapos negros e colares caríssimos, a fingir que realmente servem para alguma coisa, e não falamos apenas do problema do famoso Citius, essa famosa barracada judicial, a cara deste Governo no que toca à competência, a Justiça está e estará sempre hipotecada, porque o seu modelo assente em bases falaciosas e iníquas subverte completamente os seus bons princípios e desígnios.
Estamos a falar de um país, Portugal, onde a Justiça se divide essencialmente entre a Justiça de uns, quem pode pagar, e a justiça dos outros, quem não pode pagar. Estamos a falar de um país, Portugal, onde é possível encomendar sentenças, onde se obtêm todos os documentos e mais alguns recorrendo a métodos dúbios, onde até existe um Tribunal especial que consagra a sua actividade à mera tarefa de ilibar sempre o Estado e as suas várias instituições de acções intentadas por quaisquer cidadãos mais afoitos, por último estamos a falar de um país, Portugal, absolutamente corrupto.
Porquanto não entendo o ar ofendido que os senhores das leis puseram, parecendo aquelas putas já decadentes a quererem ainda ser tomadas por meninas novas. Já sei que presunção e água benta cada um toma a que quer, mas no caso de Portugal, a presunção torna-nos estúpidos, porque não somos exemplo para ninguém e a água benta, estou desconfiado que mesmo vendida a granel em bidões, toda a água benta do Vaticano, não chegaria para benzer este paraíso do disparate.

Um  abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

Criámos 160 mil postos de trabalho sem prometer nada!



Começamos seriamente a temer, por causa da saúde mental do senhor Primeiro-ministro. A frase que dá titulo a esta pequena crónica, foi proferida durante um daqueles eventos onde a diarreia partidária vem à tona, a saber, o senhor Coelho foi apresentar o Orçamento de Estado versão 2015, depois veremos quantos rectificativos sairão, aos militantes da sua corja partidária e talvez entusiasmado por estar num local, onde ninguém o odeia, por enquanto, o senhor proferiu aquela que é a mais absoluta das verdades.
O senhor Coelho recordou a patranha que Sócrates tinha proferido sobre a criação de 150 mil postos de trabalho quando era Primeiro-ministro, a essa patranha opôs o actual detentor do cargo, uma efectiva e fácil de comprovar verdade, o governo do senhor Coelho efectivamente criou 160 mil postos de trabalho, talvez até mais, pecando o número por defeito e talvez por recato, timidez e modéstia do senhor Coelho.
Devemos pois agradecer ao senhor Coelho e à sua súcia inconsequente, uma grande vitória sobre a crise, o senhor Coelho e a sua camarilha efectivamente dinamizou a economia, criou milhares de empregos, e tratou de forma eficiente do problema maior que afecta os pobres cidadãos deste antro do disparate que se chama Portugal. Isso é indesmentível!
O senhor Coelho e a sua cáfila de seguidores, ainda ontem o Zé da Lambreta falava de factos, de que criaram postos de trabalho e tal, pobre diabo, até têm enchido a boca com a descida da taxa de desemprego, aliás instado a falar sobre o tema, o senhor Coelho até declarou que os números do Eurostat e do Governo são fidedignos, no que à descido da taxa do desemprego concerne, claro que são fidedignos, dizem o que o Governo quer logo são fidedignos, a sua veracidade fica-se por aí.
O senhor Coelho e a sua quadrilha politiqueira, conseguiu de forma eficaz transformar o panorama do emprego e fazer o malvado do Sócrates engolir a sua patranha e o mais brilhante foi a forma como o fez, sem programas da treta, sem despesismo e sem investimento estatal. O senhor Coelho, limitou-se a dizer uma frase, e aí está o brilhantismo de tudo isto, uma simples frase foi o suficiente, uma magistral e genial capacidade demonstrou o senhor Coelho em criar empregos e em promover a economia, bastou dizer ao povinho, desempregado e à míngua “Emigrem”.
E num passo de magia 160 mil empregos apareceram, importa dizer que apareceram mas não foi em Portugal, o senhor Coelho, brilhante como é criou empregos em Angola, no Brasil, em França, na Suiça enfim um pouco por todo o mundo, excepto claro está em Portugal! Pobre senhor Coelho, a sua saúde mental está verdadeiramente em perigo. Ou será que existe por aí alguém suficientemente estúpido para acreditar que esta patranha de criar 160 mil empregos é verdade?       

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia                                           

Condecora lá o Furão



Um dia Napoleão, que efectivamente foi um grande europeísta, aliás quiçá o primeiro a visionar tal sonho e a quase consegui-lo, disse um dia a propósito das condecorações, "A soldier will fight long and hard for a bit of colored ribbon.", Traduzido livremente será qualquer coisa como, “Um soldado luta mais e melhor por um pedaço de fita colorida”.
No fundo Napoleão sabia que a vaidade de ostentar um pedaço de lata com uma fita colorida fazia os homens arrostarem os maiores perigos e desventuras, que naqueles tempos incertos de conflitos intermináveis, eram o que tinham por mais certo.
As condecorações visavam acima de tudo demonstrar o apreço que a nação tinha pelo sacrifício dos seus filhos. Premiava-se a loucura, a coragem, a abnegação, o espírito de sacrifício, premiavam-se algumas boas qualidades que infelizmente o século XXI parece ter esquecido.
Ora sucede que no século XXI, condecoram-se essencialmente os políticos, e isso leva-nos à condecoração do senhor Barroso. Bem pode o senhor Silva, como é sabido detentor da cátedra da “condecorologia aplicada” que lhe sobrevêm por inerência do seu alto cargo de Sua Excelência o senhor Presidente da República, bem como o senhor Coelho, conhecido por ser de Massamá, cabo-verdiano honorário, adorador de mornas coladeras e outros ritmos africanos, defensor jurado de Relvas e eventualmente Primeiro-ministro de Portugal, se bem que esta última atribuição ainda esteja por provar.
Dizia eu, bem podem aquelas duas altas figuras deste tipo de Estado, encher a boca com alarvidades acerca das qualidades do senhor Barroso, pode também o mesmo, jurar a pés juntos que fez tudo por Portugal e que foi muito patriota e muito dedicado, porque as acções calam as vãs palavras, até porque os patriotas não fogem para ir encher o bolso, e se critiquei Guterres pela fuga, não farei por menos a este Barroso, que preteriu o seu país à reforma doirada e agora vem dizer que se sacrificou por Portugal.
Politicamente, entendo o acto, à que criar a mitologia, à que criar heróis, e as condecorações também servem esse propósito e o PSD bem precisa de heróis mesmo que sejam de quinta categoria. Moralmente, é a mais despudorada e vergonhosa encenação que vi nos últimos tempos, pior que branquear Sócrates, que esse ao menos deu a cara e mostrou coragem, muito pior é branquear Barroso, que deu às de vila Diogo e abalou para a Europa, para o grande cargo de pau mandado da comissão europeia, um vaso com túlipas ou gerânios não teria feito pior.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 06, 2014

Onde é que isso está escrito?



Ele há dias em que estamos particularmente bem dispostos e levamos as coisas com relativa calma, sendo que trabalhar no atendimento ao público é causa primária de enfartes, apenas porque o português é um selvagem que adora não cumprir, adora ludibriar, talvez por isso não seja de admirar que as nossas “upper classes” sejam essencialmente corjas de trapaceiros vigaristas.
Sucede que no desempenho das minhas funções profissionais, a propósito de uma qualquer obrigação, que até concedo que é estapafúrdia, mas existindo temos de a cumprir, uma indígena dispara com o habitual; “Onde é que isso está escrito?”.
Ora como nestas matérias o poder de antecipação joga sempre a nosso favor, puxei de umas cópias do diploma, e retorqui que ali estava a legislação a senhora que fizesse o favor de verificar, eram apenas 3 folhitas com uma circular, cheia daquele arrazoado jurídico de diário da república.
A patética criatura começou a leitura da peça legislativa, e foi então que reparei, que lhe tinha dado a circular errada, tremi todo, aquela bisca ali à minha frente é daquelas fedelhas irritantes que acha porque tem um curso superior é mais importante que as outras pessoas, possuo aqui, entre a clientela habitual desta espelunca, uma boa colecção desse tipo de tratantes, excelentes exemplos de que a Educação, em Portugal não está verdadeiramente a educar as pessoas, antes as torna em cretinos licenciados, em asnos com capa de doutor como diria o bravo Aleixo.
A sevandija licenciada, lá continuou a leitura, já não era a primeira vez que a criatura, dotada do verdadeiro dom de irritar um santo me causava incómodo, e no fim de ler aquilo lá levaria eu outra rabecada por lhe ter dado os papéis errados, fiquei na expectativa ainda ponderei substituir os documentos pelos correctos, mas acabei por não o fazer, entretanto as colunas debitavam a meio gás “Fight Until We Die” dos Manowar, nem a propósito, ia cair mas cairia de pé.
A pateta licenciada, finalizou a leitura, entregou-me os papéis, disse que se estava escrito era melhor fazer-se, de seguida levantou-se saindo porta fora ruminando entre dentes qualquer coisa que não percebi e lá foi. Fiquei atónito, então não é que aquela azeiteira cretina, lera a circular errada, não percebera patavina do que lera e pronto, para não dar parte fraca, anuíra sem opor mais obstáculos.
A minha alma ficou exultante o que eu me ri às gargalhadas com a figura triste de tal pacóvia, pior que ser arrogante, mal educada e desprovida do mínimo de civilidade o pior é a burrice que demonstrou, valeu bem a pena andarem os paizinhos andarem a gastar uma pipa de massa para a menina andar a estudar entre outras coisas Ética e Deontologia e Epistemologia das Ciências Sociais e Humanas, pois parece que aprendeu muito pouco, como profissional não conheço o seu desempenho, mas tendo a profissão que tem, é demasiado arrogante e de nariz empinado, deve ser aliás apanágio dessa classe profissional, pois vegetam por aqui mais duas outras criaturas igualmente obnóxias e arrogantes com a mesma qualificação profissional, enquanto pessoa é arrogante e mal educada. O melhor é que fiquei a saber que é mesmo muito burra pois nem uma porcaria de uma circular de diário da república sabe decifrar. O que eu me fartei de rir!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

As singularidades de um rapaz de Massamá



Circulava nos nossos tempos de tropa uma daquelas anedotas de caserna, já antiga, que rezava assim; Durante uma cerimónia de juramento de bandeira, os homens desfilavam perante as famílias e a oficialidade, quando a mãe de um dos bravos recrutas, proferiu a seguinte frase arrasadora, olhando para a vizinha do lado, – veja lá a senhora, 1700 homens a marchar e o meu filho é o único que vai certo! – Mãe é mãe.
Ora esta anedota deu azo à frase atirada de chofre quando algum camarada se mostrava demasiado asno e teimoso, “és o único que vai certo”, como forma de fazer ver à criatura que estava a ser um nadita teimoso, mesmo a roçar o jerico.
Era essa frase que eu adorava dizer cara a cara aquele rapaz de Massamá que dizem que é primeiro-ministro de uma república das bananas ali para os lados da Península Ibérica, dizer-lhe nos olhos, «ó rapaz és o único que vai certo». É uma maneira simpática que fazer ver ao pobre diabo egocêntrico, que a teimosia não é boa conselheira e agarrar-se a ela para fazer valer os seus medíocres pontos de vista também não.
Disseram, sobre o pobre rapaz de Massamá, dois dos mais insignes língua de trapo da nossa praça, armados que andam há muito em comentadores isentos, nunca o foram, fazem intrinsecamente parte da quadrilha politiqueira, que o rapazito de Massamá quer ficar na história, almeja portanto ser uma espécie de versão masculina da senhora Thatcher, temos assim portanto o rapaz de Massamá, um verdadeiro furacão político, a querer ficar na história e quiçá chateado por não conseguir.
E tão chateado ando o mocinho, que anda por aí a desancar nos jornalistas e nos jornais que acusa de falta de apoio aos seus delírios e da sua súcia de baralhados a fazerem de conta que são ministros e pior a fazerem de conta que mandam realmente em alguma coisa.
Este pobre rapaz de Massamá, é digno da nossa mais pia e dedicada pena, é um verdadeiro senhor dos Passos cheio de chagas e que carrega penosamente uma grã cruz sobre as costas flageladas pelos mauzões, um pobre rapaz portador de uma luz evidente e salvadora que veio para redimir a sua bolsa, perdão a nossa vida, expiando os pecados dos bandidos gastadores, jamais lhe ouvimos um queixume, uma pieguice que seja, nem dele nem dos seus excelentes, capazes, diligentes e mui competentes lacaios, perdão apóstolos, que com a extrema competência que todos temos visto assinalam o caminho redentor e salvador das pedras aos incréus.
Estamos em crer que este rapaz de Massamá é o cordeiro sacrificial que foi oferecido para ser imolado no altar da grande finança e das falcatruas, bem remissão dos nossos muitos pecados, estamos em crer que neste preciso momento no Vaticano já se trabalha para a beatificação e consequente canonização do futuro santo do panteão nacional, São Pedro de Massamá padroeiro dos velhacos, facínoras, vigaristas, trafulhas, bandalhos e bandidos.
Milagres não faltam, crianças que tinham escola deixaram de ter, jovens que tinham emprego deixaram de o ter, avós que tinham reforma quase deixaram de a receber, foi o milagre do corte das gorduras do Estado.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 31, 2014

Critica televisiva



Na passada segunda-feira dia 20 de Outubro, a RTP, passou no dito horário nobre mais um episódio do seu programa “Prós e Contras”. Pessoalmente consideramos o dito programa uma execrável pepineira, que não merece 5 segundos de atenção, mas o tema era a Educação, por esse motivo e apenas por esse motivo, aguentamos estoicamente o acto sacrificial de assistir aquela balbúrdia.
O tema era alegadamente a Educação, no entanto o que ali se discutiu foi o umbigo. Cada qual olhou para o seu umbigo e lá debitou as falácias, patranhas e patetices que achou pertinente. A jornaleira de serviço com aquele ar e proverbial capacidade de asneirar lá foi arrastando a coisa, com aquela irritante mania de interromper as pessoas, sentada a meio do palco, naquela pose muito ao estilo americano labrego, numa palavra, ridículo.
E o ridículo da coisa continuou, o ministério da Educação achou tão importante o programa, que enviou um qualquer sub director de um qualquer departamento esquecido, o pobre diabo estava tão à vontade como um rato dentro de uma ratoeira, pobre homem, por outro lado, é muito bem feito porque isto não é só ter cartão partidário e ir para o ministério, volta e meia, quando o chefe quer fugir, lá toca aos arbustos da entrada apanhar com a ventania, como foi o caso, no entanto, até não foi muito fustigado, a malta estava mais interessada em falar de si própria do que discutir realmente a miséria da Educação.
Esse foi outro aspecto miserável da suposta discussão, a fulanização de tudo aquilo, os senhores professores com as costumeiras estórias de colocações a centenas de quilómetros de casa, os senhores directores e os seus dramas com objectivos, metas, projectos e tal e coiso ou por outras palavras «bullshit», apenas isso, minudências e parolices, de que infelizmente esta Educação está cheia, quanto aos reais problemas de que enferma esta espécie de Educação, raramente foram sequer aflorados.
De notar que, a menos que numa das idas aos sanitários, nos tenha escapado, a presença de representantes de alunos e do pessoal não docente não foi visível, ora falar de Educação e não incluir os seus actores principais, os alunos, e outra classe importante dentro do processo educativo que é o pessoal auxiliar ou outro pessoal não docente, parece-nos que é cercear completamente o tema e reduzir a questão da Educação aos senhores professores, aos senhores directores ao ministério e aos delírios mais ou menos falaciosos das teorias, correntes e estudos dedicados aos meandros da Educação.
Nada se falou da obscena engorda dos colégios e escolas privadas que se sustentam basicamente com o dinheiro de todos os contribuintes, dinheiro esse que deveria estar na Escola pública, mas que ao invés serve para alimentar as negociatas dos amigalhaços que possuem escolas privadas, num dos mais criminosos actos de vigarice institucional e que bem prova que o Estado será muita coisa mas pessoa de bem, duvidamos.
Nada se falou da completa falta de segurança que hoje existe nas escolas, somando-se a passividade das autoridades, à falta de pessoal, com a falta de coragem dos senhores directores e do senhor ministro, como se viu recentemente numa escola no Porto, onde um bando da escumalha subsídio dependente do costume, faz o que quer fazendo as tropelias que quer sem mais aquela perante a passividade das pessoas que qual carneiros amedrontados ali ficam acobardados, triste, muito triste, mas desta falta de segurança, inclusive em termos informáticos, em relação a isto nada.
Sobre a qualidade do pessoal auxiliar, a quem na sua grande maioria falta tudo, seja competência, qualidades humanas, apetência e formação para desempenharem tão importante cargo, também não ouvimos comentários. O mesmo sucedeu sobre a qualidade dos professores, em que os maus passam a péssimos, os assim-assim passam a maus e ou poucos bons, são cada vez menos, vencidos pelas politiqueirices e desvarios dos vários ministérios de incapazes que tem tutelado a pasta. Em relação à qualidade dos senhores directores de Agrupamento e de Estabelecimento o melhor é nem falar, porque estamos em crer que a bitola é realmente muito baixa.
Também não ouvimos falar das secretarias e do seu quase nulo papel nas escolas, do papel ainda mais atrofiante dos Municípios que afilam já o dente para ficarem donos e senhores das escolas naquilo que com algumas excepções, que sempre as haverá, será a machadada final nas Escola pública, onde não duvidamos que campeará a falta de qualidade geral, o compadrio e a vigarice, dada a quase nula apetência e competência dos municípios para a gestão da Educação.
E sobre muito mais não se falou, naquele programa, mal empregue o tempo perdido a ouvir aquele conjunto de abetardas, o tema era a Educação, mas o que ficou patente no fim de toda aquela arenga foi que Educação é algo estranho e avesso a toda aquela gente, recentemente um artigo num jornal diário, titulado “Que Falta na Educação? A resposta pode parecer difícil mas não é. Falta ensinar, falta brincar, faltam escolas decentes e não os aviários estéreis e incaracterísticos que temos, leia-se centros escolares, falta música, teatro, escultura, pintura, dança e brincar, as crianças quase não brincam, atulhadas de trabalhos, fichas e fichinhas, actividades extracurriculares que são pura perda de tempo, falta sobretudo o tempo do sonho, da imaginação, infelizmente o que temos é uma Educação castradora, cinzenta, e burra muito burra, que produzirá indubitavelmente asnos da pior categoria, como já muito bem se vê pelos actuais contingentes, por outro lado as futuras casas dos segredos terão as suas audiências e actores assegurados assim como os futebóis e as procissões. Educação, qual Educação, vocês sabem lá o que é Educação, isto é tudo «bullshit».

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Acertei quando o escolhi para ministro da Educação!



Foi assim que o senhor Coelho, o alegado Primeiro-ministro de Portugal, quis deixar claro o apoio ao seu ministro: "Foram tempos conturbados e o senhor ministro da Educação pôs o seu lugar à disposição". Mas ao que parece o senhor Coelho, o alegado Primeiro-ministro de Portugal, não se quis desfazer daquele senhor.
Fica bem ao senhor Coelho esta teimosia, dado que tudo na Educação vai bem, o ano lectivo começou de forma excelente, os programas são soberbos, as escolas nadam em recursos e as dotações de pessoal são mais que suficientes, já para não falar nos orçamentos, que são o sonho de qualquer director de escola.
Apetece perguntar onde vive o senhor Coelho, apetece perguntar ao senhor Coelho se isto, esta miséria educativa em que vivemos, é o que espera para um país que supostamente é europeu, na verdade estamos muito mais perto do Norte de África do que da Europa, partilhamos uma carga genética mais forte com as populações do Norte de África do que com as populações da Europa, temos areia, camelos aos magotes e até o clima está cada vez mais árido, se atentarmos ao Governo então a aridez intelectual é tal que envergonha qualquer deserto.
A anterior detentora da pasta de Educação foi o que foi, chegámos a pensar que pior não se poderia esperar, que não seria possível descer mais, Crato até nos fez ter esperanças. Mas bastou o primeiro ano para perceber que afinal, é sempre possível ser ainda pior, ser ainda mais rasteiro e descer muito até a um patamar que consideramos obsceno, em suma ao actual ministério da falta de educação falta mesmo tudo, faltando desde logo capacidade para desempenhar cabalmente tão importante função, a de tentar educar e civilizar esta massa de selvagens ignorantes que por cá nos serve de populaça indígena.
O senhor Coelho, alegado primeiro-ministro deste esgoto chamado Portugal, realmente acertou em Crato para ministro da Educação, aliás esse ministério espelha bem o que é este governo, uma espécie de gaiola de malucas sem eira nem beira, que vão reagindo ao sabor da maré sem rei nem roque, à espera que as falácias que servem como verdades se tornem mais verdadeiras por força de as propagandearem a torto e a direito, no entanto a verdade é inquestionável, na Educação em Portugal, quase tudo está mal, como aliás no país, espantando-nos até como é que isto ainda consegue ser um país, dado que existem estados falhados onde algumas coisas conseguem ainda assim funcionar melhor que em Portugal.

Uma abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Orçamento pró-familias!



O senhor ministro Portas, veio à televisão declarar que o OE agora aprovado era um orçamento para as famílias, “um orçamento pró famílias” segundo a sua visão das coisas, isto vindo de alguém que não é casado e não tem filhos, faz-nos ficar muito desassossegamos é tal e qual ouvir um padre a falar de sexo.
Ora este tal orçamento “pró-familias” e continuando como o padre, vai efectivamente fecundar ainda mais as famílias, não falamos de uma galadela sub-reptícia atrás das moitas ou de uma cobridela desbragada entre um alpendre, falamos efectivamente de uma grande fecundação para todos os que não enquadram o tal desígnio pró-familias, que objectivamente é o grosso da maralha pagante.
O CDS, lá conseguiu desta vez enfiar pelo gorgomilo, qual porno chanchada ao estilo “garganta funda” os benefícios para as famílias numerosas. Importa antes de mais perceber que em Portugal só há famílias numerosas de dois estratos sociais, a saber dos “dondocas” endinheirados que fazem filharada porque são muito tementes a Deus, à Pátria e à família e a rataria subsídio dependente que como tem tudo de borla não se importa de fazer filhos dado que quem os paga são os otários pagantes de impostos.
A este propósito fartamo-nos de rir um destes dias, com um «pater famílias» da alta, bastamente chateado com a segurança social e com as finanças, porque e vamos citar, «…tive de comprar a casa ao lado pois não ia ter oito filhos numa casa só de três assoalhadas…» e que, «… as finanças tributaram a segunda casa como casa de férias e retiraram o abono de família às crianças…».
Só rir esta rapaziada, especialmente o «…tive de comprar a casa ao lado…». Se teve de comprar é porque pode, se tem oitos filhos é porque pode e ou quer, por isso não se queixe. As opções que se tomam devem fazer de nós responsáveis por essas mesmas decisões, neste caso parece que não, o senhor e a esposa, fazem filhos e nós pagamos. De notar que a esposo rematou como convém a qualquer família de bem, que os filhos são, «…uma bênção…», efectivamente são, não discordamos e ainda melhor se for o dinheiro dos contribuintes a pagar. Já lhes pagávamos os colégios privados e agora vamos também pagar-lhes o IRS, como medida “pró-família” esta foi do melhor.   
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que os seus esbirros politiqueiros e os seus colegas da coligação discutissem iniciativas, como seja, um aumento da rede pública des creches e jardins de infância, com boas dotações de pessoal auxiliar e docente, para além de boas condições de salubridade e preparadas para serem efectivamente creches e jardins, não essas coisas inenarráveis que são os jardins integrados em centros escolares.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que as licenças de maternidade fossem de 3 anos integralmente pagas, sem perda de vínculos as empresas e fiscalizaria as empresas que intimidam as mulheres para não terem filhos, é fácil saber quais são, pois algumas até pertencem a amigos da corja politiqueira.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que as fraldas e tudo o que seja necessário aos bebés até aos 3 anos, tivesse um IVA de taxa reduzida, e não venham com tretas da União Europeia como desculpa.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que acabe a obscena descapitalização da Escola Pública em prol do engordar do cu anafado dos interesses privados dos colégios e escolas, os dinheiros públicos parcos como são não devem servir para engordar os interesses de alguns em detrimento dos muitos que pagam. 
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que as escolas servissem efectivamente para ensinar, com horários coordenados entre as associações patronais, por forma a não cercear o direito que as crianças têm de estarem com os pais, além disso teríamos Escolas, dignas desse nome e não o estrume lectivo que hoje nos servem como escola.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que acabasse a vergonhosa exploração dos manuais escolares, somos dos países que mais gasta neste capítulo e sem préstimo que se veja, ao não ser mais uma vez o favorecimento dos interesses gulosos dos grupos ocultos que promovem este disparate.
Cumprindo esta meia dúzia de sugestões, o senhor ministro Portas, teria efectivamente um orçamento em prol das famílias e em prol da natalidade de um país que estão a matar, mas como o senhor ministro é mais um da Corja, prefere atirar areia para os olhos da maralha e ajudar quem vota nele. Ao invés de um orçamento pró-familia, chamaremos a este documento, um orçamento pró Cara………! 

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia