segunda-feira, novembro 17, 2014

O Governo Poupa


Muitos de vós já devem ter vislumbrado uma ave que por vezes esvoaça pelos nossos céus, de bonita coloração com uma pequena poupa com manchas pretas alçada na cabeça, de sua graça, Poupa-eurasiática (Upupa epops) é uma ave belíssima, que podemos ver com alguma frequência mesmo aqui na aldeola.
E que tem esta maravilha natural que ver com o actual Governo, nada, absolutamente nada, excepto claro está um trocadilho entre o nome da ave e aquilo que mais ouvimos os membros do governo declarar, que poupam isto e que poupam aquilo e que estão a poupar ali e acolá.
O que faz com este governo seja verdadeiramente o campeão da poupança, poupa que se farta, mas também depois ela é legionelas, barracadas na saúde, na justiça, no ambiente, na agricultura, enfim um nunca mais acabar de trapalhadas e cretinices que acabam sempre por prejudicar os mesmos do costume, ou seja todos nós os pobres diabos que pagamos impostos.
E no seu afã da poupança este governo não olha mesmo a meios, ainda ontem uma deputada a propósito do número de desempregados e da pretensa e vergonhosamente mentirosa descida da taxa de desempregados, dizia que o Zé da Lambreta parecia um “investigador aldrabão”, piada bem metida, mas que o dito cavalheiro tomou como um insulto, e colocando o semblante de miúdo mimado, e realmente não passa disso, atirou-se à tal deputada, criticando a insinuação. Se isto é um político vou ali e já venho, mas o que interessa é que está a poupar em prestações pagas a quem precisa, que interessa que por outro lado se esbanjem milhões em formação profissional ridícula, por exemplo chamar um jovem de 65 anos para tirar um curso de operador de informática, o pobre homem está dois meses de fazer 66 anos e conseguir a reforma, mas entretanto terá de ir gastar o pouco dinheiro que ainda recebe em deslocações porque o senhor Zé da Lambreta quer é poupar e tirar gente das listas, absolutamente patético este país.
Voltando à Poupa, um dos mitos sobre este animal, diz que faz o ninho com excrementos. Facto que não é verdadeiro, essa presunção fundamenta-se no facto de o ninho dessas aves soltar um cheiro nauseabundo parecido ao odor das fezes, esse olor advém do facto de os progenitores possuírem uma glândula especial que segrega uma substância fétida, é apenas uma estratégia que se destina a iludir os eventuais predadores e que deu origem a um dito popular, “É como a Poupa, que tanto poupa que até faz o ninho com merda”, ora é isso precisamente que este governo está a fazer, tanto vai poupar que transformará o país numa merda!


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Os Sabotadores



Perpassou uma aragem bafienta de túmulo, aquando do arquivamento da tal queixa de sabotagem que a senhora que ao que parece é ministra da Justiça, interpôs no tribunal, por causa da barracada da plataforma da Justiça. Todo o processo tem a cara da senhora ministra e a cara deste governo.
Foi tudo atabalhoado, feito sem regra, num daqueles habituais espectáculos de competência duvidosa a que este governo já nos habitou ao longo destes longos três longos anos que já leva de pretensa governação.
O alarido e a fanfarronice que a alegada ministra da Justiça colocou quando veio à televisão encher a boca com aquelas frases típicas, da maralha politiqueira, quando quer fazer barulho e quando nos quer fazer crer que efectivamente está a fazer alguma coisa, deu lugar a um lacónico e simples “…quero lá saber do arquivamento…”, realmente quem viu na quarta-feira passada a senhora pretensa ministra da Justiça a responder cabisbaixa e quase muda, às questões dos parlamentares da oposição, não acredita que é a mesma pessoa que há umas semanas apareceu de supetão a clamar aos quatro ventos pela necessidade de apurar responsabilidades, de ir até às últimas consequências e que vão rolar cabeças e demais barbaridades que lhe ouvimos.
A mui digna de dó suposta pretensa ministra da Justiça, poderia ter evitado mais uma vez ter feito esta degradante figura triste, bastava ter assumido a culpa de tudo em seu nome e em nome de um Governo igualmente culpado, pedido desculpas sinceras, não aquela coisa encenada a contra gosto, depois deveria ter dado tempo aos técnicos para testar a plataforma e perceber os erros, claro que o melhor teria sido pensar e fazer as coisas com tempo e ponderação, mas isso é esperar demais para um simples ministro.
Agora só fica uma coisa por esclarecer, que é a seguinte: Porque é que dois meros funcionários administrativos, vão chefiar uma área tão sensível e tão exigente em competências técnicas, que ao que parece nenhum dos dois possui, quem são estes senhores, que qualidades extraordinárias possuem, para passarem de simples mangas de alpaca para a gestão de algo tão complexo como seja director do Departamento de Arquitectura de Sistemas e coordenador do Núcleo de Arquitectura e Sistemas de Informação para a Área dos Tribunais, o que se esconde por detrás destas nomeações?
Ou será que toda esta manobra de gritos histéricos de sabotagem serviu apenas para cobrir a nomeação de dois camaradas de partido, para um dos habituais tachos e que como correu mal, temos de os despachar e esconder? Há demasiado por explicar, sendo que incompetência e falta de intelecto parecem ser consensualmente duas falhas mais que evidentes.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Trapalhonela



A infecção por bactérias de “legionela” de seu nome «Legionella pneumophila» assumiu esta semana o direito de antena em todos os noticiários, televisionados, radiodifundidos e escritos, naquilo a que poderemos chamar de mais um caso de histeria colectiva, a que nós portugueses tão propensos, somos.
Como já é habitual, aos ecrãs televisivos surgem as inefáveis reportagens exaustivas com o número de infectados, o número de falecimentos e as mais variadas opiniões de sopeiras, domésticas entediadas, bêbados de tasca e demais fauna que sempre aparece neste tipo de ocorrências incluindo jornalistas mais ou menos idiotas.
Inevitável foi também a politiqueira opinião, ministro da saúde, do ambiente e até o primeiro-ministro, que apareceu a sacudir a água do capote em relação à culpa do governo, nesta infeliz ocorrência, não faltou até uma especialista em direito ambiental que nos fez perceber que apesar da muita legislação provar o tal crime ambiental é algo que requer um milagre, logo por aí estamos descansados, mesmo que se intente algum procedimento judicial, a coisa ficará com sói dizer-se em águas de bacalhau.
Foi absolutamente patético ver as populações, qual bando de baratas tontas sem saberem o que fazer, confiando no diz que se disse, sem sequer atentarem às recomendações da autoridade da Saúde, na qual estamos em crer que a população portuguesa em geral não confia minimamente, foi absolutamente patético ver o senhor primeiro-ministro, aparecer na televisão a declarar que a culpa disto não foi do governo, aliás nada do que se passa neste país é culpa do governo. Foi igualmente patético ver a debandada das pessoas a saírem de um local alegadamente contaminado e circularem livremente, sendo também perfeitamente patéticas as declarações do senhor ministro do ambiente sobre crime ambiental, não que o não seja, mas porque sabemos perfeitamente que não farão nada sobre isso.
Foi tudo uma grande e enorme trapalhada, como é costumeiro por cá, e dá-nos bem a visão daquilo que acontecerá quando a coisa for num outro grau de gravidade, se por exemplo fosse ébola, antraz ou outra qualquer maleita bacteriológica das muitas que existem, redundaria tudo numa mortandade imprópria para um país dito Europeu, mas perfeitamente consentâneo com a realidade de terceiro mundo que é a nossa.
Aqui falhou quase tudo, falha desde logo o Governo, que está careca de saber que mais tarde ou mais cedo isto iria acontecer, dado que a legislação sobre estas questões foi alterada e ao que parece desde 2013 nada se faz para fiscalizar estas situações, o seu ódio ideológico a tudo o que é público aqui como em muitas outras coisas revelou mais uma vez que este tipo de ideologia é muito perigoso para as pessoas, por isso o senhor Coelho se apressou a sacudir água do capote. Falham as empresas que estão obrigadas a cumprir requisitos de segurança, mas claro que como sabem que não são fiscalizadas poupam esses montantes e deixa andar. Falha a protecção civil, esse belo tacho para acomodar gente de duvidosa competência, que não se viu em lado nenhum, perguntamos para que serve essa coisa da protecção civil?
Falha a coordenação entre as várias instituições minada que está pela incapacidade burocrática, falha a comunicação com as populações, que andam há todo este tempo na mais completa ignorância. Salvam-se os serviços de saúde e o ministério da saúde que o mais prontamente possível tratou de acudir à situação, mais uma vez provando que Paulo Macedo é efectivamente a única coisa positiva num Governo da mais absoluta e atroz falta de competência, agradeçamos ao Ministério da Saúde o facto de tudo isto não descambar mais ainda na mais absurda e patética trapalhada.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 13, 2014

Maus Juízos



Começo por dizer que concordo em absoluto com a decisão do governo de Timor em por a andar os Juízes e mais não sei quem. Como Estado soberano estão no seu direito e ponto final. Se a decisão é acertada ou não isso é um outro assunto. E é mais que claro que Timor está a dar um tiro nos dois pés, afundando-se ainda mais nas teias da corrupção que já minam as suas instituições, ou não fosse Timor uma ex-colónia de Portugal.
Não entendo portanto o ar de enfado, quer daquela espécie de ministro que anda pelos Negócios Estrangeiros, outra boa aquisição do governo do senhor Coelho, cada tiro cada melro, é só qualidade. Também não entendo o ar de enfado e as declarações dos Juízes e dos Procuradores, cá do burgo, melindrados pobres tadinhos, com a decisão do governo timorense, que certa e errada é a decisão de um governo soberano.
A meu ver a única coisa aqui verdadeiramente preocupante e que denota a ainda incipiente inexperiência das instituições timorenses e dos seus actores políticos é a falta de subtileza para de uma forma absolutamente correcta afastar os Juízes e salvar a face, como aliás se faz por cá, ora se Timor quer efectivamente e deve aspirar quase de certeza a isso, ser um Estado Democrático assente no Direito, tem de primeiro aprender com o s melhores, por isso acho que mandarem aquela rapaziada embora assim é desperdiçar opções de aprendizagem.
Brasil e Angola por exemplo, ambos como muito bem se sabe, ex-colónias de Portugal, aprenderam e dominam perfeitamente a arte da boa governança, bem como a probidade de espírito que herdaram e aprimoram, superando até o mestre, pois em termos de corrupção, bandidagem, vigarice e falcatrua, aqueles dois locais suplantam claramente Portugal. Logo Timor tem muito a aprender connosco e ao lidar assim tão mal com uma mera investigação, mostra que ainda não está preparado para ser um verdadeiro Estado de Direito.
Depois também não entendo, sinceramente, os ares de damas ofendidas dos senhores cá de Portugal. Estamos a falar de um país, Portugal, onde a Justiça pouco mais é do que uma farsa, uma opereta bufa, com tipos enfarpelados em farrapos negros e colares caríssimos, a fingir que realmente servem para alguma coisa, e não falamos apenas do problema do famoso Citius, essa famosa barracada judicial, a cara deste Governo no que toca à competência, a Justiça está e estará sempre hipotecada, porque o seu modelo assente em bases falaciosas e iníquas subverte completamente os seus bons princípios e desígnios.
Estamos a falar de um país, Portugal, onde a Justiça se divide essencialmente entre a Justiça de uns, quem pode pagar, e a justiça dos outros, quem não pode pagar. Estamos a falar de um país, Portugal, onde é possível encomendar sentenças, onde se obtêm todos os documentos e mais alguns recorrendo a métodos dúbios, onde até existe um Tribunal especial que consagra a sua actividade à mera tarefa de ilibar sempre o Estado e as suas várias instituições de acções intentadas por quaisquer cidadãos mais afoitos, por último estamos a falar de um país, Portugal, absolutamente corrupto.
Porquanto não entendo o ar ofendido que os senhores das leis puseram, parecendo aquelas putas já decadentes a quererem ainda ser tomadas por meninas novas. Já sei que presunção e água benta cada um toma a que quer, mas no caso de Portugal, a presunção torna-nos estúpidos, porque não somos exemplo para ninguém e a água benta, estou desconfiado que mesmo vendida a granel em bidões, toda a água benta do Vaticano, não chegaria para benzer este paraíso do disparate.

Um  abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

Criámos 160 mil postos de trabalho sem prometer nada!



Começamos seriamente a temer, por causa da saúde mental do senhor Primeiro-ministro. A frase que dá titulo a esta pequena crónica, foi proferida durante um daqueles eventos onde a diarreia partidária vem à tona, a saber, o senhor Coelho foi apresentar o Orçamento de Estado versão 2015, depois veremos quantos rectificativos sairão, aos militantes da sua corja partidária e talvez entusiasmado por estar num local, onde ninguém o odeia, por enquanto, o senhor proferiu aquela que é a mais absoluta das verdades.
O senhor Coelho recordou a patranha que Sócrates tinha proferido sobre a criação de 150 mil postos de trabalho quando era Primeiro-ministro, a essa patranha opôs o actual detentor do cargo, uma efectiva e fácil de comprovar verdade, o governo do senhor Coelho efectivamente criou 160 mil postos de trabalho, talvez até mais, pecando o número por defeito e talvez por recato, timidez e modéstia do senhor Coelho.
Devemos pois agradecer ao senhor Coelho e à sua súcia inconsequente, uma grande vitória sobre a crise, o senhor Coelho e a sua camarilha efectivamente dinamizou a economia, criou milhares de empregos, e tratou de forma eficiente do problema maior que afecta os pobres cidadãos deste antro do disparate que se chama Portugal. Isso é indesmentível!
O senhor Coelho e a sua cáfila de seguidores, ainda ontem o Zé da Lambreta falava de factos, de que criaram postos de trabalho e tal, pobre diabo, até têm enchido a boca com a descida da taxa de desemprego, aliás instado a falar sobre o tema, o senhor Coelho até declarou que os números do Eurostat e do Governo são fidedignos, no que à descido da taxa do desemprego concerne, claro que são fidedignos, dizem o que o Governo quer logo são fidedignos, a sua veracidade fica-se por aí.
O senhor Coelho e a sua quadrilha politiqueira, conseguiu de forma eficaz transformar o panorama do emprego e fazer o malvado do Sócrates engolir a sua patranha e o mais brilhante foi a forma como o fez, sem programas da treta, sem despesismo e sem investimento estatal. O senhor Coelho, limitou-se a dizer uma frase, e aí está o brilhantismo de tudo isto, uma simples frase foi o suficiente, uma magistral e genial capacidade demonstrou o senhor Coelho em criar empregos e em promover a economia, bastou dizer ao povinho, desempregado e à míngua “Emigrem”.
E num passo de magia 160 mil empregos apareceram, importa dizer que apareceram mas não foi em Portugal, o senhor Coelho, brilhante como é criou empregos em Angola, no Brasil, em França, na Suiça enfim um pouco por todo o mundo, excepto claro está em Portugal! Pobre senhor Coelho, a sua saúde mental está verdadeiramente em perigo. Ou será que existe por aí alguém suficientemente estúpido para acreditar que esta patranha de criar 160 mil empregos é verdade?       

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia                                           

Condecora lá o Furão



Um dia Napoleão, que efectivamente foi um grande europeísta, aliás quiçá o primeiro a visionar tal sonho e a quase consegui-lo, disse um dia a propósito das condecorações, "A soldier will fight long and hard for a bit of colored ribbon.", Traduzido livremente será qualquer coisa como, “Um soldado luta mais e melhor por um pedaço de fita colorida”.
No fundo Napoleão sabia que a vaidade de ostentar um pedaço de lata com uma fita colorida fazia os homens arrostarem os maiores perigos e desventuras, que naqueles tempos incertos de conflitos intermináveis, eram o que tinham por mais certo.
As condecorações visavam acima de tudo demonstrar o apreço que a nação tinha pelo sacrifício dos seus filhos. Premiava-se a loucura, a coragem, a abnegação, o espírito de sacrifício, premiavam-se algumas boas qualidades que infelizmente o século XXI parece ter esquecido.
Ora sucede que no século XXI, condecoram-se essencialmente os políticos, e isso leva-nos à condecoração do senhor Barroso. Bem pode o senhor Silva, como é sabido detentor da cátedra da “condecorologia aplicada” que lhe sobrevêm por inerência do seu alto cargo de Sua Excelência o senhor Presidente da República, bem como o senhor Coelho, conhecido por ser de Massamá, cabo-verdiano honorário, adorador de mornas coladeras e outros ritmos africanos, defensor jurado de Relvas e eventualmente Primeiro-ministro de Portugal, se bem que esta última atribuição ainda esteja por provar.
Dizia eu, bem podem aquelas duas altas figuras deste tipo de Estado, encher a boca com alarvidades acerca das qualidades do senhor Barroso, pode também o mesmo, jurar a pés juntos que fez tudo por Portugal e que foi muito patriota e muito dedicado, porque as acções calam as vãs palavras, até porque os patriotas não fogem para ir encher o bolso, e se critiquei Guterres pela fuga, não farei por menos a este Barroso, que preteriu o seu país à reforma doirada e agora vem dizer que se sacrificou por Portugal.
Politicamente, entendo o acto, à que criar a mitologia, à que criar heróis, e as condecorações também servem esse propósito e o PSD bem precisa de heróis mesmo que sejam de quinta categoria. Moralmente, é a mais despudorada e vergonhosa encenação que vi nos últimos tempos, pior que branquear Sócrates, que esse ao menos deu a cara e mostrou coragem, muito pior é branquear Barroso, que deu às de vila Diogo e abalou para a Europa, para o grande cargo de pau mandado da comissão europeia, um vaso com túlipas ou gerânios não teria feito pior.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 06, 2014

Onde é que isso está escrito?



Ele há dias em que estamos particularmente bem dispostos e levamos as coisas com relativa calma, sendo que trabalhar no atendimento ao público é causa primária de enfartes, apenas porque o português é um selvagem que adora não cumprir, adora ludibriar, talvez por isso não seja de admirar que as nossas “upper classes” sejam essencialmente corjas de trapaceiros vigaristas.
Sucede que no desempenho das minhas funções profissionais, a propósito de uma qualquer obrigação, que até concedo que é estapafúrdia, mas existindo temos de a cumprir, uma indígena dispara com o habitual; “Onde é que isso está escrito?”.
Ora como nestas matérias o poder de antecipação joga sempre a nosso favor, puxei de umas cópias do diploma, e retorqui que ali estava a legislação a senhora que fizesse o favor de verificar, eram apenas 3 folhitas com uma circular, cheia daquele arrazoado jurídico de diário da república.
A patética criatura começou a leitura da peça legislativa, e foi então que reparei, que lhe tinha dado a circular errada, tremi todo, aquela bisca ali à minha frente é daquelas fedelhas irritantes que acha porque tem um curso superior é mais importante que as outras pessoas, possuo aqui, entre a clientela habitual desta espelunca, uma boa colecção desse tipo de tratantes, excelentes exemplos de que a Educação, em Portugal não está verdadeiramente a educar as pessoas, antes as torna em cretinos licenciados, em asnos com capa de doutor como diria o bravo Aleixo.
A sevandija licenciada, lá continuou a leitura, já não era a primeira vez que a criatura, dotada do verdadeiro dom de irritar um santo me causava incómodo, e no fim de ler aquilo lá levaria eu outra rabecada por lhe ter dado os papéis errados, fiquei na expectativa ainda ponderei substituir os documentos pelos correctos, mas acabei por não o fazer, entretanto as colunas debitavam a meio gás “Fight Until We Die” dos Manowar, nem a propósito, ia cair mas cairia de pé.
A pateta licenciada, finalizou a leitura, entregou-me os papéis, disse que se estava escrito era melhor fazer-se, de seguida levantou-se saindo porta fora ruminando entre dentes qualquer coisa que não percebi e lá foi. Fiquei atónito, então não é que aquela azeiteira cretina, lera a circular errada, não percebera patavina do que lera e pronto, para não dar parte fraca, anuíra sem opor mais obstáculos.
A minha alma ficou exultante o que eu me ri às gargalhadas com a figura triste de tal pacóvia, pior que ser arrogante, mal educada e desprovida do mínimo de civilidade o pior é a burrice que demonstrou, valeu bem a pena andarem os paizinhos andarem a gastar uma pipa de massa para a menina andar a estudar entre outras coisas Ética e Deontologia e Epistemologia das Ciências Sociais e Humanas, pois parece que aprendeu muito pouco, como profissional não conheço o seu desempenho, mas tendo a profissão que tem, é demasiado arrogante e de nariz empinado, deve ser aliás apanágio dessa classe profissional, pois vegetam por aqui mais duas outras criaturas igualmente obnóxias e arrogantes com a mesma qualificação profissional, enquanto pessoa é arrogante e mal educada. O melhor é que fiquei a saber que é mesmo muito burra pois nem uma porcaria de uma circular de diário da república sabe decifrar. O que eu me fartei de rir!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

As singularidades de um rapaz de Massamá



Circulava nos nossos tempos de tropa uma daquelas anedotas de caserna, já antiga, que rezava assim; Durante uma cerimónia de juramento de bandeira, os homens desfilavam perante as famílias e a oficialidade, quando a mãe de um dos bravos recrutas, proferiu a seguinte frase arrasadora, olhando para a vizinha do lado, – veja lá a senhora, 1700 homens a marchar e o meu filho é o único que vai certo! – Mãe é mãe.
Ora esta anedota deu azo à frase atirada de chofre quando algum camarada se mostrava demasiado asno e teimoso, “és o único que vai certo”, como forma de fazer ver à criatura que estava a ser um nadita teimoso, mesmo a roçar o jerico.
Era essa frase que eu adorava dizer cara a cara aquele rapaz de Massamá que dizem que é primeiro-ministro de uma república das bananas ali para os lados da Península Ibérica, dizer-lhe nos olhos, «ó rapaz és o único que vai certo». É uma maneira simpática que fazer ver ao pobre diabo egocêntrico, que a teimosia não é boa conselheira e agarrar-se a ela para fazer valer os seus medíocres pontos de vista também não.
Disseram, sobre o pobre rapaz de Massamá, dois dos mais insignes língua de trapo da nossa praça, armados que andam há muito em comentadores isentos, nunca o foram, fazem intrinsecamente parte da quadrilha politiqueira, que o rapazito de Massamá quer ficar na história, almeja portanto ser uma espécie de versão masculina da senhora Thatcher, temos assim portanto o rapaz de Massamá, um verdadeiro furacão político, a querer ficar na história e quiçá chateado por não conseguir.
E tão chateado ando o mocinho, que anda por aí a desancar nos jornalistas e nos jornais que acusa de falta de apoio aos seus delírios e da sua súcia de baralhados a fazerem de conta que são ministros e pior a fazerem de conta que mandam realmente em alguma coisa.
Este pobre rapaz de Massamá, é digno da nossa mais pia e dedicada pena, é um verdadeiro senhor dos Passos cheio de chagas e que carrega penosamente uma grã cruz sobre as costas flageladas pelos mauzões, um pobre rapaz portador de uma luz evidente e salvadora que veio para redimir a sua bolsa, perdão a nossa vida, expiando os pecados dos bandidos gastadores, jamais lhe ouvimos um queixume, uma pieguice que seja, nem dele nem dos seus excelentes, capazes, diligentes e mui competentes lacaios, perdão apóstolos, que com a extrema competência que todos temos visto assinalam o caminho redentor e salvador das pedras aos incréus.
Estamos em crer que este rapaz de Massamá é o cordeiro sacrificial que foi oferecido para ser imolado no altar da grande finança e das falcatruas, bem remissão dos nossos muitos pecados, estamos em crer que neste preciso momento no Vaticano já se trabalha para a beatificação e consequente canonização do futuro santo do panteão nacional, São Pedro de Massamá padroeiro dos velhacos, facínoras, vigaristas, trafulhas, bandalhos e bandidos.
Milagres não faltam, crianças que tinham escola deixaram de ter, jovens que tinham emprego deixaram de o ter, avós que tinham reforma quase deixaram de a receber, foi o milagre do corte das gorduras do Estado.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 31, 2014

Critica televisiva



Na passada segunda-feira dia 20 de Outubro, a RTP, passou no dito horário nobre mais um episódio do seu programa “Prós e Contras”. Pessoalmente consideramos o dito programa uma execrável pepineira, que não merece 5 segundos de atenção, mas o tema era a Educação, por esse motivo e apenas por esse motivo, aguentamos estoicamente o acto sacrificial de assistir aquela balbúrdia.
O tema era alegadamente a Educação, no entanto o que ali se discutiu foi o umbigo. Cada qual olhou para o seu umbigo e lá debitou as falácias, patranhas e patetices que achou pertinente. A jornaleira de serviço com aquele ar e proverbial capacidade de asneirar lá foi arrastando a coisa, com aquela irritante mania de interromper as pessoas, sentada a meio do palco, naquela pose muito ao estilo americano labrego, numa palavra, ridículo.
E o ridículo da coisa continuou, o ministério da Educação achou tão importante o programa, que enviou um qualquer sub director de um qualquer departamento esquecido, o pobre diabo estava tão à vontade como um rato dentro de uma ratoeira, pobre homem, por outro lado, é muito bem feito porque isto não é só ter cartão partidário e ir para o ministério, volta e meia, quando o chefe quer fugir, lá toca aos arbustos da entrada apanhar com a ventania, como foi o caso, no entanto, até não foi muito fustigado, a malta estava mais interessada em falar de si própria do que discutir realmente a miséria da Educação.
Esse foi outro aspecto miserável da suposta discussão, a fulanização de tudo aquilo, os senhores professores com as costumeiras estórias de colocações a centenas de quilómetros de casa, os senhores directores e os seus dramas com objectivos, metas, projectos e tal e coiso ou por outras palavras «bullshit», apenas isso, minudências e parolices, de que infelizmente esta Educação está cheia, quanto aos reais problemas de que enferma esta espécie de Educação, raramente foram sequer aflorados.
De notar que, a menos que numa das idas aos sanitários, nos tenha escapado, a presença de representantes de alunos e do pessoal não docente não foi visível, ora falar de Educação e não incluir os seus actores principais, os alunos, e outra classe importante dentro do processo educativo que é o pessoal auxiliar ou outro pessoal não docente, parece-nos que é cercear completamente o tema e reduzir a questão da Educação aos senhores professores, aos senhores directores ao ministério e aos delírios mais ou menos falaciosos das teorias, correntes e estudos dedicados aos meandros da Educação.
Nada se falou da obscena engorda dos colégios e escolas privadas que se sustentam basicamente com o dinheiro de todos os contribuintes, dinheiro esse que deveria estar na Escola pública, mas que ao invés serve para alimentar as negociatas dos amigalhaços que possuem escolas privadas, num dos mais criminosos actos de vigarice institucional e que bem prova que o Estado será muita coisa mas pessoa de bem, duvidamos.
Nada se falou da completa falta de segurança que hoje existe nas escolas, somando-se a passividade das autoridades, à falta de pessoal, com a falta de coragem dos senhores directores e do senhor ministro, como se viu recentemente numa escola no Porto, onde um bando da escumalha subsídio dependente do costume, faz o que quer fazendo as tropelias que quer sem mais aquela perante a passividade das pessoas que qual carneiros amedrontados ali ficam acobardados, triste, muito triste, mas desta falta de segurança, inclusive em termos informáticos, em relação a isto nada.
Sobre a qualidade do pessoal auxiliar, a quem na sua grande maioria falta tudo, seja competência, qualidades humanas, apetência e formação para desempenharem tão importante cargo, também não ouvimos comentários. O mesmo sucedeu sobre a qualidade dos professores, em que os maus passam a péssimos, os assim-assim passam a maus e ou poucos bons, são cada vez menos, vencidos pelas politiqueirices e desvarios dos vários ministérios de incapazes que tem tutelado a pasta. Em relação à qualidade dos senhores directores de Agrupamento e de Estabelecimento o melhor é nem falar, porque estamos em crer que a bitola é realmente muito baixa.
Também não ouvimos falar das secretarias e do seu quase nulo papel nas escolas, do papel ainda mais atrofiante dos Municípios que afilam já o dente para ficarem donos e senhores das escolas naquilo que com algumas excepções, que sempre as haverá, será a machadada final nas Escola pública, onde não duvidamos que campeará a falta de qualidade geral, o compadrio e a vigarice, dada a quase nula apetência e competência dos municípios para a gestão da Educação.
E sobre muito mais não se falou, naquele programa, mal empregue o tempo perdido a ouvir aquele conjunto de abetardas, o tema era a Educação, mas o que ficou patente no fim de toda aquela arenga foi que Educação é algo estranho e avesso a toda aquela gente, recentemente um artigo num jornal diário, titulado “Que Falta na Educação? A resposta pode parecer difícil mas não é. Falta ensinar, falta brincar, faltam escolas decentes e não os aviários estéreis e incaracterísticos que temos, leia-se centros escolares, falta música, teatro, escultura, pintura, dança e brincar, as crianças quase não brincam, atulhadas de trabalhos, fichas e fichinhas, actividades extracurriculares que são pura perda de tempo, falta sobretudo o tempo do sonho, da imaginação, infelizmente o que temos é uma Educação castradora, cinzenta, e burra muito burra, que produzirá indubitavelmente asnos da pior categoria, como já muito bem se vê pelos actuais contingentes, por outro lado as futuras casas dos segredos terão as suas audiências e actores assegurados assim como os futebóis e as procissões. Educação, qual Educação, vocês sabem lá o que é Educação, isto é tudo «bullshit».

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Acertei quando o escolhi para ministro da Educação!



Foi assim que o senhor Coelho, o alegado Primeiro-ministro de Portugal, quis deixar claro o apoio ao seu ministro: "Foram tempos conturbados e o senhor ministro da Educação pôs o seu lugar à disposição". Mas ao que parece o senhor Coelho, o alegado Primeiro-ministro de Portugal, não se quis desfazer daquele senhor.
Fica bem ao senhor Coelho esta teimosia, dado que tudo na Educação vai bem, o ano lectivo começou de forma excelente, os programas são soberbos, as escolas nadam em recursos e as dotações de pessoal são mais que suficientes, já para não falar nos orçamentos, que são o sonho de qualquer director de escola.
Apetece perguntar onde vive o senhor Coelho, apetece perguntar ao senhor Coelho se isto, esta miséria educativa em que vivemos, é o que espera para um país que supostamente é europeu, na verdade estamos muito mais perto do Norte de África do que da Europa, partilhamos uma carga genética mais forte com as populações do Norte de África do que com as populações da Europa, temos areia, camelos aos magotes e até o clima está cada vez mais árido, se atentarmos ao Governo então a aridez intelectual é tal que envergonha qualquer deserto.
A anterior detentora da pasta de Educação foi o que foi, chegámos a pensar que pior não se poderia esperar, que não seria possível descer mais, Crato até nos fez ter esperanças. Mas bastou o primeiro ano para perceber que afinal, é sempre possível ser ainda pior, ser ainda mais rasteiro e descer muito até a um patamar que consideramos obsceno, em suma ao actual ministério da falta de educação falta mesmo tudo, faltando desde logo capacidade para desempenhar cabalmente tão importante função, a de tentar educar e civilizar esta massa de selvagens ignorantes que por cá nos serve de populaça indígena.
O senhor Coelho, alegado primeiro-ministro deste esgoto chamado Portugal, realmente acertou em Crato para ministro da Educação, aliás esse ministério espelha bem o que é este governo, uma espécie de gaiola de malucas sem eira nem beira, que vão reagindo ao sabor da maré sem rei nem roque, à espera que as falácias que servem como verdades se tornem mais verdadeiras por força de as propagandearem a torto e a direito, no entanto a verdade é inquestionável, na Educação em Portugal, quase tudo está mal, como aliás no país, espantando-nos até como é que isto ainda consegue ser um país, dado que existem estados falhados onde algumas coisas conseguem ainda assim funcionar melhor que em Portugal.

Uma abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Orçamento pró-familias!



O senhor ministro Portas, veio à televisão declarar que o OE agora aprovado era um orçamento para as famílias, “um orçamento pró famílias” segundo a sua visão das coisas, isto vindo de alguém que não é casado e não tem filhos, faz-nos ficar muito desassossegamos é tal e qual ouvir um padre a falar de sexo.
Ora este tal orçamento “pró-familias” e continuando como o padre, vai efectivamente fecundar ainda mais as famílias, não falamos de uma galadela sub-reptícia atrás das moitas ou de uma cobridela desbragada entre um alpendre, falamos efectivamente de uma grande fecundação para todos os que não enquadram o tal desígnio pró-familias, que objectivamente é o grosso da maralha pagante.
O CDS, lá conseguiu desta vez enfiar pelo gorgomilo, qual porno chanchada ao estilo “garganta funda” os benefícios para as famílias numerosas. Importa antes de mais perceber que em Portugal só há famílias numerosas de dois estratos sociais, a saber dos “dondocas” endinheirados que fazem filharada porque são muito tementes a Deus, à Pátria e à família e a rataria subsídio dependente que como tem tudo de borla não se importa de fazer filhos dado que quem os paga são os otários pagantes de impostos.
A este propósito fartamo-nos de rir um destes dias, com um «pater famílias» da alta, bastamente chateado com a segurança social e com as finanças, porque e vamos citar, «…tive de comprar a casa ao lado pois não ia ter oito filhos numa casa só de três assoalhadas…» e que, «… as finanças tributaram a segunda casa como casa de férias e retiraram o abono de família às crianças…».
Só rir esta rapaziada, especialmente o «…tive de comprar a casa ao lado…». Se teve de comprar é porque pode, se tem oitos filhos é porque pode e ou quer, por isso não se queixe. As opções que se tomam devem fazer de nós responsáveis por essas mesmas decisões, neste caso parece que não, o senhor e a esposa, fazem filhos e nós pagamos. De notar que a esposo rematou como convém a qualquer família de bem, que os filhos são, «…uma bênção…», efectivamente são, não discordamos e ainda melhor se for o dinheiro dos contribuintes a pagar. Já lhes pagávamos os colégios privados e agora vamos também pagar-lhes o IRS, como medida “pró-família” esta foi do melhor.   
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que os seus esbirros politiqueiros e os seus colegas da coligação discutissem iniciativas, como seja, um aumento da rede pública des creches e jardins de infância, com boas dotações de pessoal auxiliar e docente, para além de boas condições de salubridade e preparadas para serem efectivamente creches e jardins, não essas coisas inenarráveis que são os jardins integrados em centros escolares.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que as licenças de maternidade fossem de 3 anos integralmente pagas, sem perda de vínculos as empresas e fiscalizaria as empresas que intimidam as mulheres para não terem filhos, é fácil saber quais são, pois algumas até pertencem a amigos da corja politiqueira.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que as fraldas e tudo o que seja necessário aos bebés até aos 3 anos, tivesse um IVA de taxa reduzida, e não venham com tretas da União Europeia como desculpa.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que acabe a obscena descapitalização da Escola Pública em prol do engordar do cu anafado dos interesses privados dos colégios e escolas, os dinheiros públicos parcos como são não devem servir para engordar os interesses de alguns em detrimento dos muitos que pagam. 
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que as escolas servissem efectivamente para ensinar, com horários coordenados entre as associações patronais, por forma a não cercear o direito que as crianças têm de estarem com os pais, além disso teríamos Escolas, dignas desse nome e não o estrume lectivo que hoje nos servem como escola.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que acabasse a vergonhosa exploração dos manuais escolares, somos dos países que mais gasta neste capítulo e sem préstimo que se veja, ao não ser mais uma vez o favorecimento dos interesses gulosos dos grupos ocultos que promovem este disparate.
Cumprindo esta meia dúzia de sugestões, o senhor ministro Portas, teria efectivamente um orçamento em prol das famílias e em prol da natalidade de um país que estão a matar, mas como o senhor ministro é mais um da Corja, prefere atirar areia para os olhos da maralha e ajudar quem vota nele. Ao invés de um orçamento pró-familia, chamaremos a este documento, um orçamento pró Cara………! 

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 17, 2014

Endechas a Crato



Endechas a Crato 
 
Aquele ministro de horror
Que me tem cativo,
Porque sou professor
Já não quer que seja vivo.
Eu nunca vi a rosa
Em suaves molhos,
Ralhar contra estes abrolhos
Não que fosse mais fermosa.
 
Nem na escola professores,
Nem no ministério competência
Me parece feio
Como os meus terrores.
Rosto singular, incongruência,
Olhos esbugalhados,
Pretos e tarados,
Capazes de matar.
 
Uma sem graça em recato,
Que mora nesse crato,
Pera ser senhor
De quem é cativo.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Sem opinião
Não percebe as tramas e novelos.
 
Lentidão sem pudor,
Tão triste figura,
Coelho lhe jura
Que jamais o trocará.
Quieta mansidão,
Que Cavaco acompanha;
Bem parece estranha,
Mas decente não.
 
Presença cheia de torpeza
Que atormenta a mais mansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Professor que sou cativo
Que me tem cativo;
É. Pois nesta trampa que vivo,
É à força que vivo.

Nota: Não é fácil emular o grande Camões, que nos perdoará esta pequena brincadeira, feita tendo por base o seu poema “Endechas a Bárbara”, quisemos brincar com o estado miserável da Educação e com um ministro e um governo miseráveis, um bando de sevandijas que há muito deveria ter implodido, por junto com a lesma de Belém. Que nos perdoem os leitores e acima de tudo o grande Camões, pela leviandade literária.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

As armas do terror!



Onde está o Exército Islâmico a comprar as armas para sustentar a ofensiva que mantêm há tanto tempo? Que tipo de logística utiliza e por que fronteiras entra todo esse equipamento? Que fontes de financiamento utiliza e como é que movimenta os recursos financeiros de que dispõe?
Os conflitos contemporâneos têm sido verdadeiros milagres para a indústria do armamento, dadas as quantias astronómicas de armas ligeiras e munições que foram gastas nestes conflitos. Por exemplo e a título meramente informativo, os Aliados gastaram cerca de 25,000 munições por cada inimigo abatido, esse rácio subiu para 100,000 durante a Guerra da Coreia e atingiu as 200,000 durante a Guerra do Vietname, sendo que as últimas estatísticas consultadas dizem que no conflito do Afeganistão se gastam 250,000 munições por elemento inimigo abatido.
Através deste breve exercício estatístico, se verifica que sustentar um conflito prologado no tempo exige um gasto muito elevado de munições, e se nos ativermos aos números observados veremos que eles dizem respeito a exércitos de soldados mais ou menos profissionais, que apesar de tudo exercem algum controlo sobre o fogo que fazem, o mesmo não se passará com milícias militarizadas com são as dos Islamitas, cuja disciplina de fogo a existir deverá ser praticamente nula, logo o dispêndio de munições deverá ser gigantesco. 
Os conflitos armados modernos necessitam de uma base logística muito organizada e capaz, falamos claro está dos necessários reabastecimentos de munições, de alimentos, de combustíveis e de bens de todo o tipo, além de protocolos de evacuação de baixas, transportes e deslocações, manutenção de estradas e unidades terrestres, num grande esforço de coordenação, que tem sido o grande calcanhar de Aquiles de quase todas as operações militares de envergadura dos últimos duzentos anos.
O financiamento e as rotas de abastecimento são outros itens problemáticos das operações militares, os militares são caros, os sistemas de armas mesmo os mais convencionais são caros, os combustíveis são caros, acaso um país não produza em quantidade aquilo que necessita esse material tem de ser importado, existe todo um aspecto económico nos conflitos armados que os torna uma grande dor de cabeça para todos os que estão envolvidos no planeamento de operações.
Os Jiahdistas parecem ter uma boa organização, tem ao seu serviço militares de carreira principalmente Iraquianos e Sírios, falamos claro está de oficiais superiores com conhecimentos sobre planeamento e gestão de operações militares complexas, que estão a coordenar o esforço militar daquilo que era olhado pelos especialistas ocidentais como turba desorganizada. Em termos de fontes de rendimento, sabe-se que a queda de Mossul permitiu desviar cerca de 308 milhões de Euros, que se encontravam guardados em cofres dos bancos da cidade, especula-se também sobre o facto de países do Golfo Pérsico como a Arábia Saudita o Qatar, Kuwait e os Emirados estarem a financiar os insurgentes.
No entanto existem factos preocupantes, como perceber que bancos utilizam os terroristas para movimentar as quantias necessárias para efectuarem as transacções, como é possível que esses montantes estejam a fugir ao controlo das entidades internacionais, como é possível que uma organização terrorista possa ocupar poços de petróleo, continuar a extrair o petróleo e a transacciona-lo, que países e organizações empresariais estão a dar cobertura a essa situação e o que estão a entidades internacionais a fazer para combater tais atropelos à legalidade. São demasiadas questões que até agora estão sem resposta e tem profundas implicações na actual situação do conflito.
Outro dado interessante é o da logística. Onde estão os aeroportos que recebem os aviões que estão a alimentar as necessidades dos terroristas, que companhias aéreas estão a fazer esses transportes, quem está a vender entre outras coisas as armas de que os terroristas necessitam, porque mesmo utilizando o argumento de que os terroristas capturam grandes arsenais, a campanha quase ininterrupta de combates que têm sustentado em várias frentes, ainda que se falem de conflitos de baixa intensidade, o consumo de munições e de armas é astronómico, logo a conquista de tais arsenais não explica tudo, que países permitem esses voos?
Muito pouca coisa está por ora explicada, sobre como uma organização terrorista, consegue surgir aparentemente do nada, ainda que o fenómeno fosse expectável há algum tempo, por causa da implosão e vazio de poder existente quer no Iraque quer na Síria, bem como por causa das clivagens étnico religiosas que dividem as populações daqueles estados falhados e em larga medida estado fictícios, produto do acordo Sykes-Picot de 1916, que criou entidades territoriais fictícias, sem ter em conta as tensões étnicas, sociais e religiosas daqueles locais.
Nada neste processo parece ser claro, o facto indesmentível é que os terroristas continuam de vento em popa, não fora o caso de ter sido preso em 2008 e estar a cumprir uma pena nos Estados Unidos, diríamos que o famoso “Mercador da Morte” Viktor Bout, mantêm o seu negócio, ou será que mesmo detido as suas empresas de fretamento aéreo continuam a desempenhar a sua missão, afinal os arsenais russos são uma quase inesgotável fonte de armamento. Outra incógnita parece ser a China que curiosamente a par de algumas declarações governamentais inconsequentes se mantêm “a leste” deste grande problema.
Apesar de todas as intenções declaradas, a Europa continua o seu normal processo atabalhoado de reacção a várias vozes, sem realmente reagir enquanto entidade política una, quer através das suas estruturas militares supranacionais como a NATO e ou o Common Foreign and Security Policy, mesmo a Comissão Europeia revela-se titubeante e amorfa, sendo que as reacções mais acaloradas vem como de costume da velha Albion e da França.
Muito está então por esclarecer, muitas vítimas inocentes irão ainda perecer, vitimadas pela barbárie dos terroristas até que os países que alegadamente sustentam os pilares da Democracia e do respeito pelas liberdades e garantias dos cidadãos, se resolvam a actuar conforme, enquanto isso, é absolutamente patético, lembrando algumas guerras do século XIX, ver os tanques turcos parados na fronteira enquanto a uma curta distância os islamitas massacram a cidade Curda de Kobani!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 16, 2014

Viva a República



Comemorou-se mais um dia 5 de Outubro, que como deveríeis saber, foi o dia em que Portugal viu nascer isto; a República. Viva a República!
E entre brilharetes, foguetes e beberetes, as figurinhas desta coisa, a República, a guarda em parada e Sua Excelência o Presidente disto, da República, muito divertidinho a puxar o cordel da bandeira, desta vez pelo menos acertaram com aquilo e não fizeram figura patética como da última vez, em suma, viva isto, a República!
E a coisa até teria passado mais ou menos incólume, dado que a grande maioria da macacada nacional, nem sequer sabe o que é uma República, quanto mais quando foi proclamada e agora que lhe tiraram o feriadito menos ainda se ralam com “politiquices”. Mas, e há sempre um “mas”, Sua Excelência o senhor Presidente desta coisa, a República, decidiu mais uma vez abrir a boca, desta vez não para cuspir migalhas de bolo-rei, mas como é já seu hábito para dizer barbaridades, especialidade e que é exímio.
Não sei quem escreve os discursos de Sua Excelência, se o próprio se algum ou alguns dos seus numerosos, perguntamo-nos para que servem, assessores, no entanto uma coisa se nota, quem escreve aquelas coisas deve estar possuído ou tolhido mentalmente por algum tipo de substâncias, legais ou ilegais, apenas um exame toxicológico permitirá aferir dessa qualidade, isto tendo em conta as coisas que constam desses discursos.
E desta vez, Sua Excelência o Presidente deste imbróglio, a República, surpreendeu mais uma vez, com um conteúdo ímpar, onde com a proverbial subtileza que se lhe reconhece, não se fartou de arengar sobre o divórcio entre o cidadão comum e a politica e os seus principais actores. Mais uma vez, lá vieram os tais alertas, que nunca o são, porque Sua Excelência, no que diz respeito aos interesses reais do país, tem o tempo de reacção de um caracol, sendo sempre ultrapassado por tudo e por todos.
Há muito que a população se divorciou da política, há muito que este sistema caduco e estafado deixou de fazer sentido, há muito que alguns de nós, os poucos atentos a estas coisas clamamos por mudanças efectivas, que o grosso da politiqueira classe faz de conta que não vê e que o grosso desta sociedade de vermes incapazes não quer nem saber, ouvir isto num discurso presidencial, agora, é penoso, é patético e é aviltante.
Ademais que sendo Sua Excelência, quem é, um dos mais vetustos representantes dessa classe politiqueira miseranda e de questionável competência, venha agora encenar num discurso a distanciação que nunca teve, foi mesmo muito penoso escutar as palavras de Sua Excelência, referindo-se aos colegas, como se ele fosse de outra classe e não fosse dessa mesma igualha, curta memória tem Sua Excelência o primeiro e maior grande culpado do estado de miséria que isto, a República atingiu. 
Há muito que Sua Excelência se deveria ter coibido de fazer discursos ocos, há muito que Sua Excelência deveria ter ganho algum pejo e recato, pois quem como Sua Excelência se viu enredado nas teias da SLN, do BPN e do BES, deveria ter mais siso e tento na língua, mas Sua Excelência ao invés insiste em tornar-se a mais triste figura desta coisa, a República.

Nota: A propósito disto ouvi o senhor Miguel Sousa Tavares e também um editorial no DN exaltarem a coragem de Sua Excelência por ter referido de novo a falácia da má remuneração dos políticos.
Ao repisar esta velha questão dos políticos serem mal pagos, logo a política só atrair o rebotalho, é também um atestado de negação de qualidade do próprio e de todos os que ocupam cargos políticos, mas esta é uma falsa questão, é vergonhosamente mentirosa, os políticos são regiamente pagos, são até bem pagos demais dado o país que temos, quando tivermos um ordenado mínimo de mil Euros talvez seja de considerar aumentar os políticos, que na realidade através de muitas artimanhas artificiosas se aumentaram sempre, por enquanto dizer que os políticos são mal pagos é mentir descaradamente e é sobretudo gozar com a cara de todos os pobres diabos que se arrastam por 500 Euros por mês.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Bustos, embustes e embusteiros



Gosto muito desta nova maneira de fazer história. O revisionismo, de esquerda e de direita é das mais interessantes apropriações da memória que temos neste novo século de imbecilidade colectiva.
Andamos ali a percorrer as cronologias e as personagens, cortando aqui e além aquilo que nos parece menos bem, tal como um editor, corta um filme e o vai montando a partir de pedaços, corta aqui acrescenta acolá e mostra aquilo que quer.
Numa brilhante demonstração, do muito trabalho e das muitas preocupações que existem na Assembleia da República os eternos fracassos políticos PCP, BE e PEV exigiram, a suspensão de uma exposição de bustos dos presidentes da República patente no andar nobre da Assembleia da República por considerarem que branqueia o significado histórico e político do Estado Novo, ora ao que parece, nessa exposição de bustos estão todos os que ocuparam aquele cargo, independentemente de se éramos ou não uma Democracia, coisa que a rapaziada do esquerdelho não encaixa.
A isto chama-se revisionismo, para não lhe chamar outra coisa ainda pior e menos simpática. Ora pela lógica do PCP e do BE, desde o Afonso Henriques até Carlos I, seria tudo retirado dado que não se vivia numa Democracia, ora vão às malvas com argumentos cretinos. Não terão mais em que empenhar o seu tempo e o dinheiro dos contribuintes?
A História é a História, é aquilo que é. Admite ser investigada, questionada, interpretada e por vezes alterada quando provas existam que fundamentem essa nova leitura, não admite nunca ser revista de acordo com interesses e ou ideologias, apesar disso estar na moda.
E muito mal fica a organizações políticas que se dizem guardiãs insofismáveis das liberdades, exercer pressões que levam precisamente ao oposto daquilo que defendem. Os santos e os monstros fazem parte da História deste Mundo, esconde-los seja lá porque motivo for, como descobriu a Alemanha, onde passaram uma esponja sobre passado Nazi do país, e onde voltaram a surgir muitos movimentos de jovens que perfilham essas ideologias passadistas.
Esconder é quase sempre mau, desperta a curiosidade e leva a interpretações e pior a apropriações que criam mitos que depois são difíceis de combater, o PCP mais que ninguém devia saber isso, ao invés de propor e gastar tempo com tal atitude, deveria antes saudar a exposição, salientando que é a Democracia que justamente a proporciona, porque certo e sabido, vivêssemos nós ainda sob algum jugo ditatorial idêntico ao que vivemos até 1974, dificilmente teríamos uma exposição desse tipo e muito menos existiria um partido político chamado PCP. Tenham juízo!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

País de carroceiros – Uma história da (des) Responsabilidade colectiva



Somos genericamente um país de gente bruta, vaidosa, vá se lá saber porquê, analfabeta, mesquinha e pouco dada ao cumprimento de regras. Gente sem educação, que não valoriza o conhecimento, vejam-se as escolas, nem o trabalho, vejam-se os impostos que tributam o trabalho, daqui resulta uma sociedade perfeitamente obscena e degradante que avilta os cidadãos quando não se propõem a escraviza-los em prol de súcias de madraços.
Dito isto, passemos à cereja no topo do bolo que é a falta de responsabilização genérica e transversal a toda uma sociedade que bem cedo assalta a formação pessoal dos indígenas nacionais, desde a mais tenra idade que são ensinados a não ter responsabilidade e a seguir a política nacional do “chuto para canto”.
Estamos num país onde raramente alguém assume a culpa e arca com as consequências das burrices e ou tropelias que comete, esta falta de responsabilidades está tão arreigada e cala tão fundo nos genes do indígena nacional que todo o percurso de vida desse bom selvagem se vê desde logo comprometido quanto à responsabilidade, digamos que é uma espécie de característica nacional, que bem se identifica, por exemplo em quem como nós ouviu o discurso proferido por Sua Excelência o senhor Presidente da República a propósito da implantação da República.
O indígena nacional, está sempre a aguardar que outros façam por ele aquilo que lhe cabe fazer, sejam os formulários vários com que se confronta ao longo da sua, verdade seja dita, muito atribulada relação com as instâncias burocráticas, por vezes quase insanas, deste país de doidos, seja a luta por direitos, seja reclamar por melhores e mais condições de vida, o indígena local foge a tudo isso. Foge essencialmente à responsabilidade e à responsabilização, porventura já chamaram à atenção alguém que esteja a cometer um qualquer desvario, se foram presenteados com um chorrilho de ameaças e asneiras por parte do cretino meliante, não fiquem chocados, o indígena nacional é assim, prefere a morte à responsabilidade e às muito nobres e honradas qualidades da honra e da decência de carácter, qualidades aliás vastamente desconhecidas por cá.
Esta cultura de falta de responsabilização, propaga-se aos ramos cimeiros da grande árvore da macacada nacional, basta ver o politiquedo e a maneira torpe e lamentável como nunca assumem a responsabilidade pelos seus actos imputando as suas patadas na poça sempre a terceiros, numa completamente patética demonstração de falta de qualidade e de qualidades morais e cívicas, mesmo quando vão ao Parlamento “pedir desculpa”, fazem-no de forma arrogante e não disfarçando o incómodo que isso lhes causa, é absolutamente triste e por demais vergonhoso assistir a actos destes lamentáveis patetas irresponsáveis.
Somos um país de selvagens iletrados e irresponsáveis, que deixando sempre nas mãos dos outros aquilo que deveria ser responsabilidade nossa, fugimos aliás dessa responsabilidade como o Demo foge da água benta, somos um país de símios irresponsáveis, de gentinha pífia e oca, mais interessada em lantejoulas e brilharetes de ocasião, somos peritos em arranjar desculpas para a falta de responsabilidade, ora porque é velho ou porque é novo, porque é pequeno ou porque é grande, porque é preto ou porque é branco ou até porque respira, não importa, o indígena nacional tem sempre desculpa para não assumir a trampa que faz.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia