sexta-feira, outubro 31, 2014

Critica televisiva



Na passada segunda-feira dia 20 de Outubro, a RTP, passou no dito horário nobre mais um episódio do seu programa “Prós e Contras”. Pessoalmente consideramos o dito programa uma execrável pepineira, que não merece 5 segundos de atenção, mas o tema era a Educação, por esse motivo e apenas por esse motivo, aguentamos estoicamente o acto sacrificial de assistir aquela balbúrdia.
O tema era alegadamente a Educação, no entanto o que ali se discutiu foi o umbigo. Cada qual olhou para o seu umbigo e lá debitou as falácias, patranhas e patetices que achou pertinente. A jornaleira de serviço com aquele ar e proverbial capacidade de asneirar lá foi arrastando a coisa, com aquela irritante mania de interromper as pessoas, sentada a meio do palco, naquela pose muito ao estilo americano labrego, numa palavra, ridículo.
E o ridículo da coisa continuou, o ministério da Educação achou tão importante o programa, que enviou um qualquer sub director de um qualquer departamento esquecido, o pobre diabo estava tão à vontade como um rato dentro de uma ratoeira, pobre homem, por outro lado, é muito bem feito porque isto não é só ter cartão partidário e ir para o ministério, volta e meia, quando o chefe quer fugir, lá toca aos arbustos da entrada apanhar com a ventania, como foi o caso, no entanto, até não foi muito fustigado, a malta estava mais interessada em falar de si própria do que discutir realmente a miséria da Educação.
Esse foi outro aspecto miserável da suposta discussão, a fulanização de tudo aquilo, os senhores professores com as costumeiras estórias de colocações a centenas de quilómetros de casa, os senhores directores e os seus dramas com objectivos, metas, projectos e tal e coiso ou por outras palavras «bullshit», apenas isso, minudências e parolices, de que infelizmente esta Educação está cheia, quanto aos reais problemas de que enferma esta espécie de Educação, raramente foram sequer aflorados.
De notar que, a menos que numa das idas aos sanitários, nos tenha escapado, a presença de representantes de alunos e do pessoal não docente não foi visível, ora falar de Educação e não incluir os seus actores principais, os alunos, e outra classe importante dentro do processo educativo que é o pessoal auxiliar ou outro pessoal não docente, parece-nos que é cercear completamente o tema e reduzir a questão da Educação aos senhores professores, aos senhores directores ao ministério e aos delírios mais ou menos falaciosos das teorias, correntes e estudos dedicados aos meandros da Educação.
Nada se falou da obscena engorda dos colégios e escolas privadas que se sustentam basicamente com o dinheiro de todos os contribuintes, dinheiro esse que deveria estar na Escola pública, mas que ao invés serve para alimentar as negociatas dos amigalhaços que possuem escolas privadas, num dos mais criminosos actos de vigarice institucional e que bem prova que o Estado será muita coisa mas pessoa de bem, duvidamos.
Nada se falou da completa falta de segurança que hoje existe nas escolas, somando-se a passividade das autoridades, à falta de pessoal, com a falta de coragem dos senhores directores e do senhor ministro, como se viu recentemente numa escola no Porto, onde um bando da escumalha subsídio dependente do costume, faz o que quer fazendo as tropelias que quer sem mais aquela perante a passividade das pessoas que qual carneiros amedrontados ali ficam acobardados, triste, muito triste, mas desta falta de segurança, inclusive em termos informáticos, em relação a isto nada.
Sobre a qualidade do pessoal auxiliar, a quem na sua grande maioria falta tudo, seja competência, qualidades humanas, apetência e formação para desempenharem tão importante cargo, também não ouvimos comentários. O mesmo sucedeu sobre a qualidade dos professores, em que os maus passam a péssimos, os assim-assim passam a maus e ou poucos bons, são cada vez menos, vencidos pelas politiqueirices e desvarios dos vários ministérios de incapazes que tem tutelado a pasta. Em relação à qualidade dos senhores directores de Agrupamento e de Estabelecimento o melhor é nem falar, porque estamos em crer que a bitola é realmente muito baixa.
Também não ouvimos falar das secretarias e do seu quase nulo papel nas escolas, do papel ainda mais atrofiante dos Municípios que afilam já o dente para ficarem donos e senhores das escolas naquilo que com algumas excepções, que sempre as haverá, será a machadada final nas Escola pública, onde não duvidamos que campeará a falta de qualidade geral, o compadrio e a vigarice, dada a quase nula apetência e competência dos municípios para a gestão da Educação.
E sobre muito mais não se falou, naquele programa, mal empregue o tempo perdido a ouvir aquele conjunto de abetardas, o tema era a Educação, mas o que ficou patente no fim de toda aquela arenga foi que Educação é algo estranho e avesso a toda aquela gente, recentemente um artigo num jornal diário, titulado “Que Falta na Educação? A resposta pode parecer difícil mas não é. Falta ensinar, falta brincar, faltam escolas decentes e não os aviários estéreis e incaracterísticos que temos, leia-se centros escolares, falta música, teatro, escultura, pintura, dança e brincar, as crianças quase não brincam, atulhadas de trabalhos, fichas e fichinhas, actividades extracurriculares que são pura perda de tempo, falta sobretudo o tempo do sonho, da imaginação, infelizmente o que temos é uma Educação castradora, cinzenta, e burra muito burra, que produzirá indubitavelmente asnos da pior categoria, como já muito bem se vê pelos actuais contingentes, por outro lado as futuras casas dos segredos terão as suas audiências e actores assegurados assim como os futebóis e as procissões. Educação, qual Educação, vocês sabem lá o que é Educação, isto é tudo «bullshit».

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Acertei quando o escolhi para ministro da Educação!



Foi assim que o senhor Coelho, o alegado Primeiro-ministro de Portugal, quis deixar claro o apoio ao seu ministro: "Foram tempos conturbados e o senhor ministro da Educação pôs o seu lugar à disposição". Mas ao que parece o senhor Coelho, o alegado Primeiro-ministro de Portugal, não se quis desfazer daquele senhor.
Fica bem ao senhor Coelho esta teimosia, dado que tudo na Educação vai bem, o ano lectivo começou de forma excelente, os programas são soberbos, as escolas nadam em recursos e as dotações de pessoal são mais que suficientes, já para não falar nos orçamentos, que são o sonho de qualquer director de escola.
Apetece perguntar onde vive o senhor Coelho, apetece perguntar ao senhor Coelho se isto, esta miséria educativa em que vivemos, é o que espera para um país que supostamente é europeu, na verdade estamos muito mais perto do Norte de África do que da Europa, partilhamos uma carga genética mais forte com as populações do Norte de África do que com as populações da Europa, temos areia, camelos aos magotes e até o clima está cada vez mais árido, se atentarmos ao Governo então a aridez intelectual é tal que envergonha qualquer deserto.
A anterior detentora da pasta de Educação foi o que foi, chegámos a pensar que pior não se poderia esperar, que não seria possível descer mais, Crato até nos fez ter esperanças. Mas bastou o primeiro ano para perceber que afinal, é sempre possível ser ainda pior, ser ainda mais rasteiro e descer muito até a um patamar que consideramos obsceno, em suma ao actual ministério da falta de educação falta mesmo tudo, faltando desde logo capacidade para desempenhar cabalmente tão importante função, a de tentar educar e civilizar esta massa de selvagens ignorantes que por cá nos serve de populaça indígena.
O senhor Coelho, alegado primeiro-ministro deste esgoto chamado Portugal, realmente acertou em Crato para ministro da Educação, aliás esse ministério espelha bem o que é este governo, uma espécie de gaiola de malucas sem eira nem beira, que vão reagindo ao sabor da maré sem rei nem roque, à espera que as falácias que servem como verdades se tornem mais verdadeiras por força de as propagandearem a torto e a direito, no entanto a verdade é inquestionável, na Educação em Portugal, quase tudo está mal, como aliás no país, espantando-nos até como é que isto ainda consegue ser um país, dado que existem estados falhados onde algumas coisas conseguem ainda assim funcionar melhor que em Portugal.

Uma abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Orçamento pró-familias!



O senhor ministro Portas, veio à televisão declarar que o OE agora aprovado era um orçamento para as famílias, “um orçamento pró famílias” segundo a sua visão das coisas, isto vindo de alguém que não é casado e não tem filhos, faz-nos ficar muito desassossegamos é tal e qual ouvir um padre a falar de sexo.
Ora este tal orçamento “pró-familias” e continuando como o padre, vai efectivamente fecundar ainda mais as famílias, não falamos de uma galadela sub-reptícia atrás das moitas ou de uma cobridela desbragada entre um alpendre, falamos efectivamente de uma grande fecundação para todos os que não enquadram o tal desígnio pró-familias, que objectivamente é o grosso da maralha pagante.
O CDS, lá conseguiu desta vez enfiar pelo gorgomilo, qual porno chanchada ao estilo “garganta funda” os benefícios para as famílias numerosas. Importa antes de mais perceber que em Portugal só há famílias numerosas de dois estratos sociais, a saber dos “dondocas” endinheirados que fazem filharada porque são muito tementes a Deus, à Pátria e à família e a rataria subsídio dependente que como tem tudo de borla não se importa de fazer filhos dado que quem os paga são os otários pagantes de impostos.
A este propósito fartamo-nos de rir um destes dias, com um «pater famílias» da alta, bastamente chateado com a segurança social e com as finanças, porque e vamos citar, «…tive de comprar a casa ao lado pois não ia ter oito filhos numa casa só de três assoalhadas…» e que, «… as finanças tributaram a segunda casa como casa de férias e retiraram o abono de família às crianças…».
Só rir esta rapaziada, especialmente o «…tive de comprar a casa ao lado…». Se teve de comprar é porque pode, se tem oitos filhos é porque pode e ou quer, por isso não se queixe. As opções que se tomam devem fazer de nós responsáveis por essas mesmas decisões, neste caso parece que não, o senhor e a esposa, fazem filhos e nós pagamos. De notar que a esposo rematou como convém a qualquer família de bem, que os filhos são, «…uma bênção…», efectivamente são, não discordamos e ainda melhor se for o dinheiro dos contribuintes a pagar. Já lhes pagávamos os colégios privados e agora vamos também pagar-lhes o IRS, como medida “pró-família” esta foi do melhor.   
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que os seus esbirros politiqueiros e os seus colegas da coligação discutissem iniciativas, como seja, um aumento da rede pública des creches e jardins de infância, com boas dotações de pessoal auxiliar e docente, para além de boas condições de salubridade e preparadas para serem efectivamente creches e jardins, não essas coisas inenarráveis que são os jardins integrados em centros escolares.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que as licenças de maternidade fossem de 3 anos integralmente pagas, sem perda de vínculos as empresas e fiscalizaria as empresas que intimidam as mulheres para não terem filhos, é fácil saber quais são, pois algumas até pertencem a amigos da corja politiqueira.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que as fraldas e tudo o que seja necessário aos bebés até aos 3 anos, tivesse um IVA de taxa reduzida, e não venham com tretas da União Europeia como desculpa.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que acabe a obscena descapitalização da Escola Pública em prol do engordar do cu anafado dos interesses privados dos colégios e escolas, os dinheiros públicos parcos como são não devem servir para engordar os interesses de alguns em detrimento dos muitos que pagam. 
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que as escolas servissem efectivamente para ensinar, com horários coordenados entre as associações patronais, por forma a não cercear o direito que as crianças têm de estarem com os pais, além disso teríamos Escolas, dignas desse nome e não o estrume lectivo que hoje nos servem como escola.
O senhor ministro Portas, se efectivamente quisesse fazer um orçamento em prol das famílias, faria a sugestão para que acabasse a vergonhosa exploração dos manuais escolares, somos dos países que mais gasta neste capítulo e sem préstimo que se veja, ao não ser mais uma vez o favorecimento dos interesses gulosos dos grupos ocultos que promovem este disparate.
Cumprindo esta meia dúzia de sugestões, o senhor ministro Portas, teria efectivamente um orçamento em prol das famílias e em prol da natalidade de um país que estão a matar, mas como o senhor ministro é mais um da Corja, prefere atirar areia para os olhos da maralha e ajudar quem vota nele. Ao invés de um orçamento pró-familia, chamaremos a este documento, um orçamento pró Cara………! 

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 17, 2014

Endechas a Crato



Endechas a Crato 
 
Aquele ministro de horror
Que me tem cativo,
Porque sou professor
Já não quer que seja vivo.
Eu nunca vi a rosa
Em suaves molhos,
Ralhar contra estes abrolhos
Não que fosse mais fermosa.
 
Nem na escola professores,
Nem no ministério competência
Me parece feio
Como os meus terrores.
Rosto singular, incongruência,
Olhos esbugalhados,
Pretos e tarados,
Capazes de matar.
 
Uma sem graça em recato,
Que mora nesse crato,
Pera ser senhor
De quem é cativo.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Sem opinião
Não percebe as tramas e novelos.
 
Lentidão sem pudor,
Tão triste figura,
Coelho lhe jura
Que jamais o trocará.
Quieta mansidão,
Que Cavaco acompanha;
Bem parece estranha,
Mas decente não.
 
Presença cheia de torpeza
Que atormenta a mais mansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Professor que sou cativo
Que me tem cativo;
É. Pois nesta trampa que vivo,
É à força que vivo.

Nota: Não é fácil emular o grande Camões, que nos perdoará esta pequena brincadeira, feita tendo por base o seu poema “Endechas a Bárbara”, quisemos brincar com o estado miserável da Educação e com um ministro e um governo miseráveis, um bando de sevandijas que há muito deveria ter implodido, por junto com a lesma de Belém. Que nos perdoem os leitores e acima de tudo o grande Camões, pela leviandade literária.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

As armas do terror!



Onde está o Exército Islâmico a comprar as armas para sustentar a ofensiva que mantêm há tanto tempo? Que tipo de logística utiliza e por que fronteiras entra todo esse equipamento? Que fontes de financiamento utiliza e como é que movimenta os recursos financeiros de que dispõe?
Os conflitos contemporâneos têm sido verdadeiros milagres para a indústria do armamento, dadas as quantias astronómicas de armas ligeiras e munições que foram gastas nestes conflitos. Por exemplo e a título meramente informativo, os Aliados gastaram cerca de 25,000 munições por cada inimigo abatido, esse rácio subiu para 100,000 durante a Guerra da Coreia e atingiu as 200,000 durante a Guerra do Vietname, sendo que as últimas estatísticas consultadas dizem que no conflito do Afeganistão se gastam 250,000 munições por elemento inimigo abatido.
Através deste breve exercício estatístico, se verifica que sustentar um conflito prologado no tempo exige um gasto muito elevado de munições, e se nos ativermos aos números observados veremos que eles dizem respeito a exércitos de soldados mais ou menos profissionais, que apesar de tudo exercem algum controlo sobre o fogo que fazem, o mesmo não se passará com milícias militarizadas com são as dos Islamitas, cuja disciplina de fogo a existir deverá ser praticamente nula, logo o dispêndio de munições deverá ser gigantesco. 
Os conflitos armados modernos necessitam de uma base logística muito organizada e capaz, falamos claro está dos necessários reabastecimentos de munições, de alimentos, de combustíveis e de bens de todo o tipo, além de protocolos de evacuação de baixas, transportes e deslocações, manutenção de estradas e unidades terrestres, num grande esforço de coordenação, que tem sido o grande calcanhar de Aquiles de quase todas as operações militares de envergadura dos últimos duzentos anos.
O financiamento e as rotas de abastecimento são outros itens problemáticos das operações militares, os militares são caros, os sistemas de armas mesmo os mais convencionais são caros, os combustíveis são caros, acaso um país não produza em quantidade aquilo que necessita esse material tem de ser importado, existe todo um aspecto económico nos conflitos armados que os torna uma grande dor de cabeça para todos os que estão envolvidos no planeamento de operações.
Os Jiahdistas parecem ter uma boa organização, tem ao seu serviço militares de carreira principalmente Iraquianos e Sírios, falamos claro está de oficiais superiores com conhecimentos sobre planeamento e gestão de operações militares complexas, que estão a coordenar o esforço militar daquilo que era olhado pelos especialistas ocidentais como turba desorganizada. Em termos de fontes de rendimento, sabe-se que a queda de Mossul permitiu desviar cerca de 308 milhões de Euros, que se encontravam guardados em cofres dos bancos da cidade, especula-se também sobre o facto de países do Golfo Pérsico como a Arábia Saudita o Qatar, Kuwait e os Emirados estarem a financiar os insurgentes.
No entanto existem factos preocupantes, como perceber que bancos utilizam os terroristas para movimentar as quantias necessárias para efectuarem as transacções, como é possível que esses montantes estejam a fugir ao controlo das entidades internacionais, como é possível que uma organização terrorista possa ocupar poços de petróleo, continuar a extrair o petróleo e a transacciona-lo, que países e organizações empresariais estão a dar cobertura a essa situação e o que estão a entidades internacionais a fazer para combater tais atropelos à legalidade. São demasiadas questões que até agora estão sem resposta e tem profundas implicações na actual situação do conflito.
Outro dado interessante é o da logística. Onde estão os aeroportos que recebem os aviões que estão a alimentar as necessidades dos terroristas, que companhias aéreas estão a fazer esses transportes, quem está a vender entre outras coisas as armas de que os terroristas necessitam, porque mesmo utilizando o argumento de que os terroristas capturam grandes arsenais, a campanha quase ininterrupta de combates que têm sustentado em várias frentes, ainda que se falem de conflitos de baixa intensidade, o consumo de munições e de armas é astronómico, logo a conquista de tais arsenais não explica tudo, que países permitem esses voos?
Muito pouca coisa está por ora explicada, sobre como uma organização terrorista, consegue surgir aparentemente do nada, ainda que o fenómeno fosse expectável há algum tempo, por causa da implosão e vazio de poder existente quer no Iraque quer na Síria, bem como por causa das clivagens étnico religiosas que dividem as populações daqueles estados falhados e em larga medida estado fictícios, produto do acordo Sykes-Picot de 1916, que criou entidades territoriais fictícias, sem ter em conta as tensões étnicas, sociais e religiosas daqueles locais.
Nada neste processo parece ser claro, o facto indesmentível é que os terroristas continuam de vento em popa, não fora o caso de ter sido preso em 2008 e estar a cumprir uma pena nos Estados Unidos, diríamos que o famoso “Mercador da Morte” Viktor Bout, mantêm o seu negócio, ou será que mesmo detido as suas empresas de fretamento aéreo continuam a desempenhar a sua missão, afinal os arsenais russos são uma quase inesgotável fonte de armamento. Outra incógnita parece ser a China que curiosamente a par de algumas declarações governamentais inconsequentes se mantêm “a leste” deste grande problema.
Apesar de todas as intenções declaradas, a Europa continua o seu normal processo atabalhoado de reacção a várias vozes, sem realmente reagir enquanto entidade política una, quer através das suas estruturas militares supranacionais como a NATO e ou o Common Foreign and Security Policy, mesmo a Comissão Europeia revela-se titubeante e amorfa, sendo que as reacções mais acaloradas vem como de costume da velha Albion e da França.
Muito está então por esclarecer, muitas vítimas inocentes irão ainda perecer, vitimadas pela barbárie dos terroristas até que os países que alegadamente sustentam os pilares da Democracia e do respeito pelas liberdades e garantias dos cidadãos, se resolvam a actuar conforme, enquanto isso, é absolutamente patético, lembrando algumas guerras do século XIX, ver os tanques turcos parados na fronteira enquanto a uma curta distância os islamitas massacram a cidade Curda de Kobani!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 16, 2014

Viva a República



Comemorou-se mais um dia 5 de Outubro, que como deveríeis saber, foi o dia em que Portugal viu nascer isto; a República. Viva a República!
E entre brilharetes, foguetes e beberetes, as figurinhas desta coisa, a República, a guarda em parada e Sua Excelência o Presidente disto, da República, muito divertidinho a puxar o cordel da bandeira, desta vez pelo menos acertaram com aquilo e não fizeram figura patética como da última vez, em suma, viva isto, a República!
E a coisa até teria passado mais ou menos incólume, dado que a grande maioria da macacada nacional, nem sequer sabe o que é uma República, quanto mais quando foi proclamada e agora que lhe tiraram o feriadito menos ainda se ralam com “politiquices”. Mas, e há sempre um “mas”, Sua Excelência o senhor Presidente desta coisa, a República, decidiu mais uma vez abrir a boca, desta vez não para cuspir migalhas de bolo-rei, mas como é já seu hábito para dizer barbaridades, especialidade e que é exímio.
Não sei quem escreve os discursos de Sua Excelência, se o próprio se algum ou alguns dos seus numerosos, perguntamo-nos para que servem, assessores, no entanto uma coisa se nota, quem escreve aquelas coisas deve estar possuído ou tolhido mentalmente por algum tipo de substâncias, legais ou ilegais, apenas um exame toxicológico permitirá aferir dessa qualidade, isto tendo em conta as coisas que constam desses discursos.
E desta vez, Sua Excelência o Presidente deste imbróglio, a República, surpreendeu mais uma vez, com um conteúdo ímpar, onde com a proverbial subtileza que se lhe reconhece, não se fartou de arengar sobre o divórcio entre o cidadão comum e a politica e os seus principais actores. Mais uma vez, lá vieram os tais alertas, que nunca o são, porque Sua Excelência, no que diz respeito aos interesses reais do país, tem o tempo de reacção de um caracol, sendo sempre ultrapassado por tudo e por todos.
Há muito que a população se divorciou da política, há muito que este sistema caduco e estafado deixou de fazer sentido, há muito que alguns de nós, os poucos atentos a estas coisas clamamos por mudanças efectivas, que o grosso da politiqueira classe faz de conta que não vê e que o grosso desta sociedade de vermes incapazes não quer nem saber, ouvir isto num discurso presidencial, agora, é penoso, é patético e é aviltante.
Ademais que sendo Sua Excelência, quem é, um dos mais vetustos representantes dessa classe politiqueira miseranda e de questionável competência, venha agora encenar num discurso a distanciação que nunca teve, foi mesmo muito penoso escutar as palavras de Sua Excelência, referindo-se aos colegas, como se ele fosse de outra classe e não fosse dessa mesma igualha, curta memória tem Sua Excelência o primeiro e maior grande culpado do estado de miséria que isto, a República atingiu. 
Há muito que Sua Excelência se deveria ter coibido de fazer discursos ocos, há muito que Sua Excelência deveria ter ganho algum pejo e recato, pois quem como Sua Excelência se viu enredado nas teias da SLN, do BPN e do BES, deveria ter mais siso e tento na língua, mas Sua Excelência ao invés insiste em tornar-se a mais triste figura desta coisa, a República.

Nota: A propósito disto ouvi o senhor Miguel Sousa Tavares e também um editorial no DN exaltarem a coragem de Sua Excelência por ter referido de novo a falácia da má remuneração dos políticos.
Ao repisar esta velha questão dos políticos serem mal pagos, logo a política só atrair o rebotalho, é também um atestado de negação de qualidade do próprio e de todos os que ocupam cargos políticos, mas esta é uma falsa questão, é vergonhosamente mentirosa, os políticos são regiamente pagos, são até bem pagos demais dado o país que temos, quando tivermos um ordenado mínimo de mil Euros talvez seja de considerar aumentar os políticos, que na realidade através de muitas artimanhas artificiosas se aumentaram sempre, por enquanto dizer que os políticos são mal pagos é mentir descaradamente e é sobretudo gozar com a cara de todos os pobres diabos que se arrastam por 500 Euros por mês.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Bustos, embustes e embusteiros



Gosto muito desta nova maneira de fazer história. O revisionismo, de esquerda e de direita é das mais interessantes apropriações da memória que temos neste novo século de imbecilidade colectiva.
Andamos ali a percorrer as cronologias e as personagens, cortando aqui e além aquilo que nos parece menos bem, tal como um editor, corta um filme e o vai montando a partir de pedaços, corta aqui acrescenta acolá e mostra aquilo que quer.
Numa brilhante demonstração, do muito trabalho e das muitas preocupações que existem na Assembleia da República os eternos fracassos políticos PCP, BE e PEV exigiram, a suspensão de uma exposição de bustos dos presidentes da República patente no andar nobre da Assembleia da República por considerarem que branqueia o significado histórico e político do Estado Novo, ora ao que parece, nessa exposição de bustos estão todos os que ocuparam aquele cargo, independentemente de se éramos ou não uma Democracia, coisa que a rapaziada do esquerdelho não encaixa.
A isto chama-se revisionismo, para não lhe chamar outra coisa ainda pior e menos simpática. Ora pela lógica do PCP e do BE, desde o Afonso Henriques até Carlos I, seria tudo retirado dado que não se vivia numa Democracia, ora vão às malvas com argumentos cretinos. Não terão mais em que empenhar o seu tempo e o dinheiro dos contribuintes?
A História é a História, é aquilo que é. Admite ser investigada, questionada, interpretada e por vezes alterada quando provas existam que fundamentem essa nova leitura, não admite nunca ser revista de acordo com interesses e ou ideologias, apesar disso estar na moda.
E muito mal fica a organizações políticas que se dizem guardiãs insofismáveis das liberdades, exercer pressões que levam precisamente ao oposto daquilo que defendem. Os santos e os monstros fazem parte da História deste Mundo, esconde-los seja lá porque motivo for, como descobriu a Alemanha, onde passaram uma esponja sobre passado Nazi do país, e onde voltaram a surgir muitos movimentos de jovens que perfilham essas ideologias passadistas.
Esconder é quase sempre mau, desperta a curiosidade e leva a interpretações e pior a apropriações que criam mitos que depois são difíceis de combater, o PCP mais que ninguém devia saber isso, ao invés de propor e gastar tempo com tal atitude, deveria antes saudar a exposição, salientando que é a Democracia que justamente a proporciona, porque certo e sabido, vivêssemos nós ainda sob algum jugo ditatorial idêntico ao que vivemos até 1974, dificilmente teríamos uma exposição desse tipo e muito menos existiria um partido político chamado PCP. Tenham juízo!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

País de carroceiros – Uma história da (des) Responsabilidade colectiva



Somos genericamente um país de gente bruta, vaidosa, vá se lá saber porquê, analfabeta, mesquinha e pouco dada ao cumprimento de regras. Gente sem educação, que não valoriza o conhecimento, vejam-se as escolas, nem o trabalho, vejam-se os impostos que tributam o trabalho, daqui resulta uma sociedade perfeitamente obscena e degradante que avilta os cidadãos quando não se propõem a escraviza-los em prol de súcias de madraços.
Dito isto, passemos à cereja no topo do bolo que é a falta de responsabilização genérica e transversal a toda uma sociedade que bem cedo assalta a formação pessoal dos indígenas nacionais, desde a mais tenra idade que são ensinados a não ter responsabilidade e a seguir a política nacional do “chuto para canto”.
Estamos num país onde raramente alguém assume a culpa e arca com as consequências das burrices e ou tropelias que comete, esta falta de responsabilidades está tão arreigada e cala tão fundo nos genes do indígena nacional que todo o percurso de vida desse bom selvagem se vê desde logo comprometido quanto à responsabilidade, digamos que é uma espécie de característica nacional, que bem se identifica, por exemplo em quem como nós ouviu o discurso proferido por Sua Excelência o senhor Presidente da República a propósito da implantação da República.
O indígena nacional, está sempre a aguardar que outros façam por ele aquilo que lhe cabe fazer, sejam os formulários vários com que se confronta ao longo da sua, verdade seja dita, muito atribulada relação com as instâncias burocráticas, por vezes quase insanas, deste país de doidos, seja a luta por direitos, seja reclamar por melhores e mais condições de vida, o indígena local foge a tudo isso. Foge essencialmente à responsabilidade e à responsabilização, porventura já chamaram à atenção alguém que esteja a cometer um qualquer desvario, se foram presenteados com um chorrilho de ameaças e asneiras por parte do cretino meliante, não fiquem chocados, o indígena nacional é assim, prefere a morte à responsabilidade e às muito nobres e honradas qualidades da honra e da decência de carácter, qualidades aliás vastamente desconhecidas por cá.
Esta cultura de falta de responsabilização, propaga-se aos ramos cimeiros da grande árvore da macacada nacional, basta ver o politiquedo e a maneira torpe e lamentável como nunca assumem a responsabilidade pelos seus actos imputando as suas patadas na poça sempre a terceiros, numa completamente patética demonstração de falta de qualidade e de qualidades morais e cívicas, mesmo quando vão ao Parlamento “pedir desculpa”, fazem-no de forma arrogante e não disfarçando o incómodo que isso lhes causa, é absolutamente triste e por demais vergonhoso assistir a actos destes lamentáveis patetas irresponsáveis.
Somos um país de selvagens iletrados e irresponsáveis, que deixando sempre nas mãos dos outros aquilo que deveria ser responsabilidade nossa, fugimos aliás dessa responsabilidade como o Demo foge da água benta, somos um país de símios irresponsáveis, de gentinha pífia e oca, mais interessada em lantejoulas e brilharetes de ocasião, somos peritos em arranjar desculpas para a falta de responsabilidade, ora porque é velho ou porque é novo, porque é pequeno ou porque é grande, porque é preto ou porque é branco ou até porque respira, não importa, o indígena nacional tem sempre desculpa para não assumir a trampa que faz.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, outubro 08, 2014

São doidos estes Portugueses!



Em Novembro de 2005, a Comissão Europeia publicou um livro verde intitulado «Melhorar a saúde mental da população – Rumo a uma estratégia de saúde mental para a União Europeia». Entre outros valiosos dados, consta que um em cada quatro cidadãos europeus seja atingindo por algum tipo de doença mental sendo que as formas mais comuns de doença mental na UE são as síndromas ansiosas e a depressão, o que conduz também a taxas de suicídio muito altas, apesar da taxa em Portugal não atingir os 10% por cem mil habitantes.
A OMS define saúde mental como “o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere”.
Ora em Portugal, país onde pura e simplesmente não existe nenhuma política de saúde mental, este é dos casos mais preocupantes no que à saúde concerne, graças a uma infeliz sucessão de governos miseráveis e laxistas, em termos de saúde mental e do seu tratamento estamos em claro e franco retrocesso, facto que o actual governo muito tem contribuído tanto a jusante como a montante, ou seja, não só nos leva à loucura com as suas trafulhices como também não cuida dos que soçobram a esta hecatombe, basta dizer que no conjunto da EU apenas dois países gastam menos com a saúde mental, ambos antigos membros do defunto Pacto de Varsóvia e bem sabemos como eram tratados os alienados nesses locais, Portugal caminha para isso. Até porque há muito que se escondem os deficientes mentais mais profundos e não só, quando há visitas de senhores muito importantes, é prática comum há muito tempo.
Somos um país de tontos! Basta olhar para os políticos e para as suas erráticas decisões para o perceber, basta andar na rua e verificar as coisas que o indígena normal faz no seu dia a dia, para percebermos que somos um país de alucinados, de doidos, de tontos por vezes perigosos.
Os pobres diabos que foram obrigados a bater com os costados na Guerra Colonial, só muito recentemente foram alvo de alguma intervenção, e ainda assim não foi o Estado a quem cabia cuidar destes homens que tomou a iniciativa mas sim a Liga dos Combatentes, milhares de homens com Stress Pós-traumático, que nunca ninguém ouviu, medicou nem perdeu sequer um segundo a ouvir as suas histórias de terrores nocturnos, de pesadelos e depressões umas atrás das outras.
Tal como em muitas outras áreas que realmente importam, Educação, Justiça ou Saúde, Portugal revela ser uma país completamente terceiro mundista, revela sintomas de um retrocesso civilizacional grave, que não é apenas produto do actual governo de neo parvos, muito antes desta súcia chegar ao poder já se notava um esgar de retrocesso. Somos e continuaremos a ser um país miserável, que por breves momentos achou que era Europeu e civilizado, se é que esse binómio realmente exista, facto do qual não estamos completamente certos.
A saúde mental em Portugal não existe, os pobres doidos andam por aí escondidos em instituições, por vezes de qualidade duvidosa, varridos para baixo do tapete, os governantes fecham os olhos e esperam que corra tudo bem, mas não corre, e muito menos é assim que se conduz um país, pior que qualidade têm governantes que deixam alienar aqueles que juraram proteger e cuidar?

segunda-feira, setembro 29, 2014

A má moeda



Uma vez a propósito de políticos competentes e incompetentes, Sua Excelência o senhor Presidente da República, num raro acesso de humor, escreveu um texto sobre a famosa Lei de Gresham, em que aoque parece a moeda boa expulsa a moeda má, perguntamo-nos como é que o senhor Silva ainda convive com o político Silva e ainda não o expulsou, pensando bem existem dez mil razões para que a Lei de Gresham não seja lá muito apreciada em Boliqueime.
E a propósito de moedas, que dizer desse tostão que vegetava cabisbaixo como secretário de Estado adjunto e a quem Coelho mandava fazer o trabalho sujo de papagaio de serviço, uma história de sucesso que prova que a subserviência dá sempre frutos e a moedinha lá passou de tostão a cêntimo na Europa civilizada.
Inchados de orgulho os pavões parolos alaranjados, vieram tecer loas à grande conquista, iríamos ter um comissário europeu, alguém que estaria no olho do furacão, afinal Juncker teria de pagar o apoio recebido de Coelho, e como o pobre tostão estava um nadita desacreditado e desgastado, mal-amado além de que ao que parece não ter lá muito boa relação com a Teresinha económica, dor de cotovelo ao que parece, Coelho tira-o da cartola e manda-o à Europa, para longe e para não chatear.
Porém Juncker que é um grande passarão rodeou-se de amigos de confiança, e a grande esperança nacional, foi atirada para um pelouro da treta apelidado «Inovação e a Investigação», o homem vai ser o responsável por um orçamento de 80 milhões de Euros, mas é só isso, fica fora da área política. Essa área fica reservada para aqueles que realmente interessam, os comissários indicados pela França, Alemanha e Grã-Bretanha ficam com as principais pastas de competência económica. O francês Pierre Moscovici, antigo ministro das Finanças, será o responsável pelos assuntos económicos e financeiros. O britânico Jonathan Hill, antigo líder dos conservadores na Câmara dos Lordes, assegura a estabilidade financeira, serviços financeiros e mercados de capitais. O democrata-cristão alemão Gunther Oettinger, que na Comissão liderada por Durão Barroso teve a energia, passa para a economia digital, ou seja quem realmente interessa fica com o poder, os outros vão fingir que mandam.
Diz um dito de antanho que «Quem nasceu para dez réis nunca chega a tostão», esse será o caso da pobre moeda, que mercê da sua superlativa subserviência, foi premiado com um cargo dourado, onde se limitará grosso modo ao seu trabalhinho de manga-de-alpaca militante. Ora digam lá que não é tão bom, termos um comissário europeu, melhor que isso só se for um cherne a presidente.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Uma rápida trapalhada



Citius, Altius, Fortius, em Latim significa "Mais rápido, mais alto, mais forte". O lema foi proposto pelo Barão Pierre de Coubertin aquando da criação do Comité Olímpico Internacional em 1894. Citius foi também o nome pomposo escolhido para mais uma trapalhada inenarrável desta espécie de governo.
Há cerca de uma semana, aquela senhora que se diz ministra de algo que em Portugal se manifesta por não existir e a que se chama genericamente Justiça, achou por bem aparecer num canal de televisão, aonde se deslocou no carrito de Estado, pago por todos nós, rodeada de motorista e seguranças igualmente pagos pelos tolos dos pagantes de impostos, para arengar sobre a mais grandiosa e megalómana transformação dos últimos duzentos anos no sistema da Justiça nacional.
Ora sabendo nós de ciência antiga e avisada que “Depressa e bem não há quem”, algo chamado Citius, que quer dizer rápido, feito como foi à pressa e em cima do joelho, só poderia dar asneirada, como aliás quase sempre acontece quando as politiqueirices se sobrepõem a um planeamento maturado e estruturado elementos essenciais para levar a cabo tarefas hercúleas deste género.
Pior, a senhora ministra há muito que fora avisada do desfecho deste completo disparate, uma auditoria efectuada à plataforma maravilha havia detectado uma enormidade de problemas, técnicos e de falta de recursos humanos qualificados, que per si significariam que o projecto estaria condenado ao insucesso temporário, por não ter sido antecipadamente planeado, testado e alocados meios e recursos humanos necessários, aliás é preciso ser mesmo muito intelectualmente indigente para não saber o que significa a implementação de uma rede deste tipo.
Sugeríamos portanto à senhora que alegadamente é ministra da Justiça que mude o nome da plataforma para «Tardus» pois conforme demonstrou a tartaruga da fábula, ser lento não é sinal de ser pior, e para a próxima tenha tino, pondere com sapiência o que há a fazer, se não souber pergunte a quem sabe e não enche a boca com asneiradas, falando sobre algo de que não percebe peva, o que nos leva a pensar como é que alguém assim chega a ministro.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia