segunda-feira, outubro 28, 2013
Publiquei um Livro no Kindle, venha descobri-lo!
Estamos em 1808, as garras da águia napoleónica, estão cravadas em Portugal, após o sucesso da primeira invasão e no prelúdio das subsequentes investidas, o exército de Portugal é dissolvido, a partida de Dom João, o Príncipe Regente e de toda a família real bem como da maioria da corte e oficiais do país deixara o Reino praticamente órfão, aproveitando-se disso, Napoleão, ordena que se forme uma Legião, com o melhor das tropas portuguesas, dissolvendo o restante do exército português.
Assim a 21 de Março de 1808 um número estimado entre 8 a 9 mil homens saem de Portugal, para servirem sob as ordens do Imperador dos franceses, desde cedo a deserção foi elevada, a França terão chegado apenas uns 6 mil.
Pedro um soldado português vai conhecer um novo amor em terras estranhas, divido entre o dever e a lealdade que deve à instituição e à vontade de fugir dos opressores do seu país, desse dilema nasce a trama que fará com Pedro, acompanhado de alguns companheiros, sobreviva a custo às agruras que o conflito armado traz.
De Portugal à Rússia por caminhos e veredas, Pedro vai viver a voragem da história, entre batalhas e momentos de paz, calcorreando milhares de quilómetros por um Europa dilacerada pela guerra, acompanhamos o processo de crescimento interior de Pedro, que acaba por desertar e regressar a Portugal, pelo meio surgem personagens históricas que acrescentam densidade à trama, Napoleão, Ney, Marquês de Alorna, bem como datas eventos e locais que se tratam tanto quanto possível à luz dos olhos de um jovem que na candura própria da idade, cresce como homem.
Este é um tema relativamente obscuro, da história de Portugal, a grande maioria dos homens que integraram esta Legião pereceram no estrangeiro, o Marquês de Alorna, irmão da celebrada Marquesa, comandante da Legião morre no estrangeiro, muito poucos regressam a Portugal, onde até ao perdão régio de 1820 foram considerados traidores. Esta é a sua história ficcionada!
O LIVRO AQUI!
sexta-feira, outubro 25, 2013
O que há sobre a NSA!
Têm vindo a público nestas últimas semanas
notícias sobre a NSA, sigla que significa National Security Agency ou em
português Agência Nacional de Segurança estacionada em Fort Meade, no
Estado do Maryland, nos Estados Unidos da América, essa grande união de
estados paradigma da democracia ocidental, daí o estado em que o
Ocidente se encontra.
O que faz esta rapaziada? Pergunta, pertinente esta, basicamente esta rapaziada espia. E fá-lo por todos os meios que consiga, incluindo os menos lícitos, conforme o explicitado no sítio Internet da NSA. Coligindo informação, e monitorizando todos os tipos de comunicação. Diga-se que a NSA, foi elevada ao estatuto operacional em 1981, já levando pois uns anitos de bisbilhotice, nessa altura estávamos ainda na Guerra-fria, a Perestroika e a Glasnost, precisariam ainda de quatro longos anos para surgir pois só em 1985 é que o camarada Gorbatchev chegaria ao poder.
Em 1981, o antigo canastrão de Hollywood Ronald Reagan, geria os destinos da liberdade do mundo ocidental, do outro lado mantinha-se um dos dinossauros esclerosados do comunistedo pútrido o camarada Leonid Brezhnev, que morreria no ano seguinte.
Mas voltemos ao atalho para não perdermos as cabras. A NSA nasce para espiar as comunicações, libertando a CIA desse serviço para que a segunda melhor se dedicasse às suas guerras sujas, na América Latina, em África, no Médio Oriente, na Ásia, criando, treinando e armando conhecidos paranóicos como Bin Ladden ou Saddam. Por seu turno a NSA, menos exposta, zelava pelas comunicações que interceptava como e quando queria, espiando inclusivamente os seus aliados da Europa, em que aliás os EUA nunca confiaram e mantiveram desde o problema da Guerra Hispano-americana de 1898, recorde-se o Incidente do USS Maine, e consequente intervenção de tropas dos EUA em Cuba com a intenção de democratizar e libertar a ilha do opressão colonialista de Espanha, para depois fazerem da ilha uma coutada privada dos EUA até 1958 com a tomada do poder pelos barbudos de Fidel.
Entrementes o muro de Berlim desaba, uma nova era de cordialidade parece reinar, e os EUA, precisam de novos inimigos, a NSA passa por um período de adaptação, continuando porém a sua missão de meter o bedelho em tudo o que são comunicações, data de 2000 um programa de recolha e analise de informação que ganhou popularmente o nome de Projecto Echelon, que mais não era que o início da adaptação da NSA à era da informática, este projecto assentou num acordo entre os EUA, o Reino Unido, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia, acordo esse que permitiu à rapaziada da NSA espiar do Pacífico ao Atlântico sem oposição. E falamos de um processo complexo de espionagem e monitorização de comunicações, civis, militares, electrónicas, digitais, de radares e igualmente de contra medidas que obstem à escuta das comunicações pelos potenciais “inimigos”.
A actividade da NSA, só saltou para a ribalta, porque se descobriu através não apenas dos famosos Wikileaks mas também de Snowden, que a NSA anda a espiar não apenas as pessoas insignificantes como a minha pessoa e a pessoa do dilecto leitor, mas também gente dita importante, como se não o fossemos todos, como é o caso da presidente do Brasil Dilma Roussef e mais recentemente a Kaiser Angela Merkel, e vai daí que a titi Angela parece que se irritou e vai pedir satisfações ao Obama. E não esqueçam que os americanos precisam de saber que tipo de tralha, vendem os suiços e os alemães ao Irão, ao Paquistão e a outros países de género, falamos nomeadamente do tráfico de equipamento especializado para tratar urânio e outras matérias do género.
Resumindo, concretamente não se sabe o que a NSA sabe ou não sobre cada habitante do planeta terra, mas há trinta anos que esta agência espia as comunicações das pessoas, anteriormente, eram os telefones, hoje são os emails, os telemóveis, os computadores e as redes sociais tudo a ser coligido e analisado pelo pessoal de Fort Meade, para quê, não sabemos, as desculpas são as mesmas de sempre, garantir a liberdade, combater o terrorismo e por aí adiante, no entanto estamos em crer que existe ali mais do que aquilo que realmente se vê, e também acreditamos que jamais saberemos a verdade.
Portanto da próxima vez que enviar um email com conteúdo pornográfico ou tiver uma suposta conversa sigilosa lembre-se que de dizer olá ao pessoal da NSA! E não confie muito nos Iphones, smartphones e coisas do género, um progama para espiar essas traquitanas custa 50 Euros e existem dezenas deles disponíveis!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
quarta-feira, setembro 11, 2013
Vote!
Aproximam-se as eleições autárquicas, as
posições encontram-se claramente definidas e extremadas, com as
trapalhadas costumeiras pelo meio, o que deixa o pobre eleitor varado de
dúvidas. As várias propostas que se apresentam, oscilam entre as
historietas gastas dos aparelhos partidários e as romanescas diatribes
dos grupelhos organizados ditos “movimentos independentes”, que de
independentes pouco o nada possuem.
Encontra-se o pobre eleitor numa
encruzilhada. Sabendo nós do analfabetismo político da nossa sociedade,
onde continuamos a votar por todos os motivos e mais alguns, excepto por
motivos objectivos. Esperemos que a balbúrdia não redunde como quase
sempre, nos últimos trinta anos, numa vitória expressiva da abstenção. A
abstenção que tem maculado os actos eleitorais, devia já ter feito os
políticos perceber que as coisas não estão bem, infelizmente como somos
dirigidos por organizações partidárias que mais se parecem com as
escuras associações de crime organizado, ninguém parece colher desse
dado informação útil.
Votar em consciência exige de cada
pessoa uma cuidada reflexão, uma ponderada análise às propostas das
várias candidaturas, para que objectivamente se escolha a que se
considere mais apta e mais capaz e não porque o candidato fala bem, ou
porque arranjou o passeio, ou porque é primo de fulano de sicrano,
intrinsecamente uma candidatura tem de ter ideias, que ajudem a melhorar
a vida das pessoas, é isso que se espera de alguém que se propõe
governar em nosso nome, que nos proteja, que traga qualidade de vida às
nossas terras, e qualidade de vida não são estradas e prédios!
O pior é que quando olhamos para os
programas das candidaturas, a coisa é um deserto de ideias, uma aridez
intelectual confrangedora, que nos faz realmente considerar que se o tal
cidadão que se abstêm não terá razão, infelizmente esta é triste
realidade a que assistimos, as variadas listas, são de uma pobreza
franciscana atroz, que se explica pelos fracos níveis de cidadania
activa de uma população que parece mais interessada em tricas e
questiúnculas ridículas, que perdeu por completo a sua identidade, o seu
comportamento gregário, a sua educação e civismo, bem como pela
fraquíssima qualidade geral dos candidatos, frouxos, culturalmente
néscios, academicamente miserandos, sem experiência de vida, apenas
meros tachistas oportunistas.
Mas apesar de todos esses escolhos, é
essencial que todos cumpram o dever de activamente exercer o seu direito
de voto. Só assim podem reclamar com mais acuidade os seus direitos e
questionar os governantes acerca das opções que escolhem, num modelo
livre e democrático. Por muito que ache que o exercício do voto não
serve para nada, vá votar, exerça o seu dever, vote!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
terça-feira, julho 23, 2013
Os cegos que até têm vista, mas que não pensam!
Eu até entendo a “partidarite”, as inclinações ideológicas,
as simpatias e outras inclinações ou propensões para defender este ou aquele
candidato deste e daqueloutro partido., o que não entendo é a falta de
honestidade intelectual, o que não entendo é a falta de intelecto de
objectividade de honra e de carácter.
O intróito serve para aclarar as ideias para
discorrer sobre a temática dos muitos culpados por terem tornado este país numa
colónia de esburgadores profissionais, lestos apenas quando se trata de aliviar
as já depauperadas algibeiras do Zé Pagão.
Consoante se seja afecto ao PSD, ao PS, ao PCP ou a
qualquer dos outros partidelhos, assim se ataca ou defende as insalubres criaturas
que tem tido papéis de poder nesses grupos mafiosos organizados sob a capa de partidos,
assim à vez é delicioso ver os comentários, quando se diz mal de Soares, ou
quando se diz mal de Cavaco, para além da qualidade mais ou menos miserável dos
comentários, o mais interessante é ver a partidarite que ofusca as mentes dos
pobres comentadores de pacotilha.
Vamos a factos, Cavaco, esbanjou os fundos comunitários
em alcatrão e obras faraónicas como o CCB, a entrega da exploração das pontes
25 Abril e Vasco da Gama aos privados num esquema ruinoso que abriria, com Durão
Barroso, a porta às PPP’s, foram ainda os seus amigos políticos que criaram o
BPN e a SLN, locais dos quais Cavaco também lucrou, e as gestões ruinosas das
empresas públicas. Com Guterres a coisa continuou ou melhor descambou, a
Guterres faltou a capacidade e a vontade de controlar as máfias e os grupelhos
de pressão que os 10 anos de Cavaquismo tinha permitido, veio Barroso e
voltaram os esquemas mafiosos cavaquistas, continuam-se as PPP’s que vão
alcançar a glória da roubalheira com Sócrates mas descobrem-se novos métodos de
trapaça os famosos contratos “Swap”.
Chegados ao consulado Sócrates, a crise externa ditou
o fim do breve sonho, avolumaram-se as falcatruas e vigarices, a impunidade, típica
das “repúblicas bananeras” dos idos de 60 do século anterior, anda à solta,
ninguém é responsabilizado por nada. Por fim terminamos naquilo que temos
agora, um governo de rebotalho, uma cambada titubeante de títeres de uma
Troika, que agora exige o que antes deu de borla. Ninguém, nem mesmo os
partidos de faz de conta que são oposição saem incólumes desta cloaca de imundice,
sendo certo que PSD e PS são os grandes responsáveis pela tragédia nacional, no
seu seio militam os grandes vampiros do erário público, os grandes porcalhões do
capital, travestidos de deputados, autarcas, banqueiros e dirigentes políticos,
todos irmanados na única instituição nacional que ainda prospera, a trafulhice,
o roubo, a vigarice e o assalto aos dinheiros públicos!
Por isso quando vejo pessoas por quem tenho
consideração, muito apressadas a partilhar e a comentar artigos que atacam
antagonistas políticos, fico enojado, com essa pouca utilização dos neurónios,
com essa indigência intelectual e pouquíssima honestidade intelectual que quase
os faz derivar para oca subserviência dos vermes capados e obtusos a quem a
canga e os entre-olhos não permitem ver a redentora luz. Na verdade da esquerda
à direita, não faltam exemplos, muitos, de vampiros ladrões e vigaristas, por
isso o melhor exercício de cidadania é pensar objectivamente sem ter o
pensamento escravizado por doutrinas e ideologias estafadas! Numa palavra, “pensem”!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
domingo, julho 14, 2013
O "Efeito Tiririca" nos políticos de Portugal
O efeito “Tiririca”
na política portuguesa tornou-se mais intenso nos últimos 20 anos. Mercê do
desaparecimento de figuras cuja inquestionável qualidade, académica, moral e
pessoal fazia toda a diferença. Hoje, se olharmos para a miseranda situação,
apesar, diga-se em abono da verdade, que este não é um problema apenas
português, sendo porém certo que Portugal, tendo em conta a fragilidade
cultural, educacional e civilizacional está numa particularmente periclitante
situação, confrontamo-nos com um terrível vazio que afecta os nossos quadros
políticos, uma mais que confrangedora falta de qualidade, afecta os senhores do
poder.
De que falamos
quando aludimos ao “efeito Tiririca”? Recorrendo a um conhecido fenómeno da
política brasileira, forjamos este conceito e falamos obviamente numa acentuada
falta de qualidade dos políticos nacionais, falamos obviamente de deputados, de
governantes e claro e ainda mais preocupante dos eleitos locais.
Qualitativamente, é atroz e pavoroso a falta de qualidades académicas, técnicas
e pior de qualidades pessoais, da moral e da cultura do mérito e do respeito
pelos eleitores.
Esta falta de
qualidade, prova-se concretamente pelo estado do país, pelo estado das
edilidades e pela verdadeira catástrofe que se abateu sobre este país, produto
de anos de desvario económico e de completa e criminosa incompetência, a
vivermos num país saudável, uma grande maioria dos eleitos estaria atrás das
grades, culpados que são de todo o tipo de crimes económicos e omissões, provas
disso, é olhar as vilas e cidades deste pobre Portugal, sobre dimensionadas,
cheias de construção de péssima qualidade, completamente descaracterizadas, com
redes de esgotos desadequadas, sem tratamento de esgotos ou com deficiências
graves nesse tratamento, com infra-estruturas megalómanas que endividaram o
erário público e com o interior completamente desertificado.
Os políticos
nacionais são efectivamente de muito má qualidade, isso reflecte-se no seu
desempenho diário, reflecte-se na rede de compadrios e caciquismo, reflecte-se
nas redes da pequena corrupção que vai crescendo pela administração acima até
chegar aos mais altos magistrados da nação e aos esquemas da grande corrupção
da sociedade, reflexo daquilo que observou Treisman (2000), a corrupção
tem sido responsabilizada pelas falhas
de certos países "em
desenvolvimento" o desenvolvimento e pesquisa empírica recente
confirma uma ligação entre corrupção percebida e maior
e menor investimento e crescimento de um país.
A falta de qualidade dos nossos políticos está intimamente relacionada com a
falta de Educação, com uma verdadeira preocupação com a Educação, percebendo-se
que há muito que os nossos políticos intuíram que a Educação é a chave de tudo,
daí o tão pouco esforço que se tem feito em Portugal para educar o país, a
verdadeira educação não é oferecer o 12º Ano a eito, a verdadeira educação é
ensinar a questionar, ensinar a pensar e nesse campo há muito que deixamos de
ter Educação.
Parece que de um
modo geral aos corredores do poder apenas chegam regra geral os mais ineptos e
incapazes, Caselli & Morelli (2004) colocam essa mesma questão quando
teorizam que os cidadãos de baixa
qualidade tem uma "vantagem
comparativa" ao perseguirem um cargo político,
porque os seus salários no mercado
de trabalho são inferiores aos dos
cidadãos de alta qualidade (competência), e ou porque eles colhem retornos
mais elevados de cargos (honestidade). Sendo nesta dicotomia de competência e
honestidade que os políticos portugueses falham completamente, sendo muito
difícil achar exemplos de políticos competentes e ao mesmo tempo honestos o que
parece confirmar que estamos certos quando declaramos que a classe política
portuguesa sofre do “efeito Tiririca”.
Com um período
eleitoral à porta, de norte a sul milhares de pessoas se preparam para disputar
lugares de cariz político, houvesse uma população culturalmente evoluída e
educada, como identificou Eicher et al (2006), mais educação
aumenta a produção aumentando também os valores
monetários disponíveis para a corrupção, mas também aumenta a probabilidade do
eleitorado identificar comportamentos
corruptos e expulsar os políticos corruptos o que nos permite
afirmar que com mais educação o índice da corrupção seria bem menor,
logo a qualidade dos eleitos seria muito melhor bem como a vigilância sobre os
mesmos.
No entanto a
realidade nacional, não é essa, temos uma sociedade em grande parte dissociada
do poder político, temos um poder político alienado aos grupos de pressão que
se deixa corromper e promove a corrupção, o laxismo e a inépcia o que nos deixe
à mercê das redes mafiosas e dos interesses escuros que nunca poderiam ter o
sucesso que têm acaso não existisse uma extremamente bem montada rede de
compadrios e conivências, e muito dessa problemática advém da miserável
qualidade, pessoal, técnica e moral dos políticos portugueses e esse é o grande drama do "efeito Tiririca" na condução política de Portugal.
Um abraço, deste
vosso amigo
Barão da Tróia
Referências:
Caselli, F. & Morelli,
M. (2004). BAD POLITICIANS. Journal
of Public Economics. Retirado de: http://personal.lse.ac.uk/casellif/papers/bad.pdf.
acedido em 13 de Julho de 2013
Eicher, T; García-Peñalosa, C. & van
Ypersele, T. (2006). Education, Corruption, and the Distribution of Income. Retirado
de: http://faculty.washington.edu/te/papers/ept_1.pdf.
acedido em 9 de Julho de 2012
Treisman, D. (2000). THE CAUSES OF CORRUPTION:
A CROSS-NATIONAL STUDY. Journal of Public Economics. Retirado de: http://www.sscnet.ucla.edu/polisci/faculty/treisman/Papers/causes.pdf.
acedido em 12 de Julho de 2013
segunda-feira, julho 08, 2013
O Golpe de estado Palaciano!
Portas é um animal político! Dado
adquirido que mais uma vez se confirmou com este autentico golpe de estado,
porque aquilo que realmente se passou foi um golpe de estado. O partido minoritário
toma conta do governo e faz o partido maioritário refém, traduzindo por miúdos,
Portas, embarretou Coelho e tomou conta do governo, numa jogada digna de uma
opereta bufa, tudo patrocinado pelo padroeiro dos bobos, essa insalubre e
cinzenta figura do Presidente, que para nada serve, excepto claro está para
esbanjar dinheiro.
Mas não é a patética figurinha
decorativa presidencial, que aqui nos trouxe hoje, mas a maquiavélica e não confiável
figurinha de Portas. Dizer que Portas é um malandrete, será apoucar a
capacidade de fazer intriga que o dito rapaz possui, uma verdadeira “prima
donna” do intriguismo e da peixeirada, porque o que aconteceu foi uma
peixeirada de varinas desavindas e de faca na liga, prontas a desferirem umas
nas outras todo o tipo de golpes, pelo meio Coelho, percebeu que estava só, que
os ratos abandonaram o navio, o amigo Ângelo, essa tenebrosa personagem, foi
apenas o mor dos exemplos, o pobre Coelho não foi só deixado aos lobos, com
depressa percebeu que o malvado Portas o fizera enfiar um monumental barrete.
A criatura Portas não sai porém
incólume, a sua urdidura começou-se a perceber no início deste ano, as
constantes fugas de informação, que só poderiam ser oriundas de dentro, o
constante sabotar do trabalho do pobre Álvarito “Pastel de Nata”, o assumir
mais recentemente de um verdadeiro ministério sombra da Economia, com Portas a
assumir a despesa dessa representação com a desenvoltura de uma “prima ballerina”,
tudo se conjugava para que a serpente desse o bote, que estraçalharia a presa,
o trabalho foi incrivelmente bem feito, qual cobra constritora, Portas foi
apertando, primeiro suavemente, depois com cada vez mais vigor, esperando o momento
certo que ele saberia que aconteceria, esse momento foi quando Gaspar bateu com
a porta e aparece o nome da dama Albuquerque, Portas tinha aí a oportunidade
para ensaiar uma das suas maquiavélicas e estudas arrancadas destinadas a ter
um impacto cénico e a esconder o verdadeiro desígnio, demitia-se irrevogavelmente,
ou talvez não, esse seria o seu trunfo na manga, sabendo que a sua saída seria
a queda inevitável do governo Zombie que teima em subsistir alimentado pela
seiva presidencial!
Consumado o golpe de estado,
Portas exulta em triunfo, consegue voltar com poderes reforçados, consegue
trazer para a governação um outro egocentrista, Pires de Lima, que à primeira oportunidade
que tenha irá entalar Portas, e Lima surge como um sebastianista providencial e
salvador, que fará de uma penada a redenção de uma economia que não existe, de
uma indústria que destruíram, de uma agricultura que arruinaram enfim de um país
que foi assassinado pelos mesmos que gritam aqui d’el Rei, pela sua salvação.
O PSD, é um mero refém do CDS, vítima
do seu orgulho e soberba, perdeu espaço político de manobra, o que já era difícil,
irá tornar-se incompatível, esperemos com sincera esperança, que este governo
se aguente, intimamente estamos em dúvidas, dado que o CDS, canibaliza o
Governo, corrói a imagem do pobre e desnorteado Coelho, que provou nunca ter
sido uma verdadeira alternativa, Coelho foi um erro que o PSD cometeu e que lhe
sairá caro, Portas, mostrou de novo aquilo que é, um narcisista, egocêntrico com
uma vaidade desmedida, que vai destruir o que resta, mas a ver vamos no que
isto dará!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
domingo, junho 16, 2013
As eleições!
Daqui a pouco mais
de três meses teremos eleições autárquicas, de Norte a Sul a dança das
cadeiras, a velhacaria, a falta de decência e a mentira vai andar a rodopiar pelos
média e pelas redes sociais. Catadupas de informações contraditórias, golpes
baixos e sem vergonhice geral, eis o retrato das eleições em Portugal, será
pior noutros sítios, mas não é aí que vivo!
Portugal tem um
problema endémico com as chefias, que foram sempre, ou quase sempre, com raras
excepções de uma mediocridade pavorosa, que nem o miserável estado de desenvolvimento
cultural do país explica. Os candidatos por norma rodeiam-se de comparsas da
mesma camarilha partidária, não interessa a competência, a capacidade e ou a
formação e integridade, interessa apenas que tragam votos, sempre tive
esperanças que um dia isto mudasse, ingénuo clamarão alguns de vós, patego balbuciarão
outros com um riso sardónico, pois talvez seja ambas as coisas, mas continuo a
acreditar.
Sei porém que assim
não será, mais uma vez. Portugal tem as chefias que merece, basta olhar para o
governo e para a administração pública, central e local, deixem-me que me
recorde de um episódio que aconteceu comigo, a propósito do processo de
avaliação dos funcionários públicos, na altura desempenha funções equiparadas a
tal, a pessoa que desempenhava as funções de superior hierárquico directo,
chama-me ao seu gabinete, e diz-me que não sabe como me classificar porque não
sabia o que eu fazia, o local onde eu desempenhava funções distava 3 ou 4
metros do gabinete desta pessoa, pois meus caros nunca tive oportunidade de
ouvir um tão grande atestado de incapacidade e de atroz pobreza franciscana
intelectual passado por uma pessoa a si mesma como nesta ocasião.
E se pensam que este
é caso única em que uma chefia demonstra ser completamente inepta e incapaz,
desde já vos digo que não, esse é um dos problemas de Portugal, quem manda não
o sabe fazer, não tem competência, desconhece o que são cadeias de comando e os
seus processos, inquina a cadeia hierárquica e mina completamente o trabalho,
pior promove o compadrio, o clientelismo e faz com que o bom funcionário
desista de o ser.
Ora este problema de
más escolhas é perfeitamente visível no caso da política em que os dirigentes
se fazem rodear as mais das vezes por ineptos, que apenas possuem o cartão partidário
e capacidade de lambe botas, sem mais méritos que se lhe reconheçam, os
políticos têm de começar a perceber que mesmo que as massas sejam de uma
ignorância atroz e pavorosa, cada vez mais existe uma minoria em crescendo que
mais informada e atenta, vai alertando as elites poderosas de que a continuação
da incompetência, do laxismo e da miserável corrupção, deixaram de ser opções
para governar.
Um abraço, deste
vosso amigo
Barão da Tróia
quarta-feira, junho 12, 2013
Um discurso qualquer!
Sua Excelência o senhor Presidente da
República é digno de toda a nossa piedade. Prova-o o seu discurso do passado 10
de Junho, bem, chamar discurso aquela desconexa e insonsa algaraviada agrícola,
é talvez pecar por excesso, diremos antes que Sua Excelência o senhor
Presidente da República, fantasiou sobre um tema que lhe é caro, ou não tivesse
sido o mesmo digno personagem político que enquanto Primeiro-ministro, primou
por iniciar a suicidária destruição da agricultura nacional, não admira pois
que o escriba o tivesse apodado de trabalhador circense dedicado à comédia,
visto que está, que Sua Excelência o senhor Presidente da República adora pôr-se
a jeito de ser parodiado, tamanhas e tão grossas são as atoardas que lhe saem
boca fora sem nenhum freio, sentido ou réstia de inteligibilidade que se
consiga vislumbrar.
Sua Excelência o senhor Presidente da
República, é digno de todo a nossa compreensão e dó. Gostamos particularmente
da subserviente piscadela de olho ao militaredo, falando da bravura e tal, do
brio e da honra, avisando a pobre avantesma titular da pasta da Defesa, que os
cortes na família militar e nas suas muitas alcavalas, prebendas, benefícios e
mordomias não podem ser alvo de corte cego, Sua Excelência o senhor Presidente
da República, revelou a sua particular atenção ao momento, pondo-se ou antes
armando-se em defensor dos patrícios castrenses, qual cavaleiro Quixote, mais
uma vez se colocou ao jeito de que outro escriba irritado lhe dedique outro
mimo circense.
Sua Excelência o senhor Presidente da
República, quebrou hoje um dos seus inúmeros tiques, a saber, Sua Excelência o
senhor Presidente da República é useiro e vezeiro utilizador da frase “… quando
estou no estrangeiro não comento questões de Portugal…”, ouvimo-lo milhentas
vezes proferir tal barbaridade a propósito de pertinentes questões nacionais,
mas hoje para dar um ar da sua, quase nenhuma, graça, resolveu Sua Excelência o
senhor Presidente da República, falar da greve dos professores, alinhando a sua
bússola com a do Governo, de quem é aliás o santinho milagreiro e protector,
foi uma declaração absolutamente falha de vergonha.
Devo dizer que hoje também ouvi de Sua
Excelência o senhor Presidente da República algo com que concordo inteiramente,
disse Sua Excelência o senhor Presidente da República, … Portugal tem instituições
a mais… falava a insigne criatura da Troika, mas as suas palavras levadas à
letra neste Portugal, soam com extraordinária pertinácia, sendo que a
Presidência da República é uma dessas instituições, sobre a qual não se
vislumbra a mínima das prestezas, era disso que Sua Excelência o senhor
Presidente da República deveria estar a falar, aconselhando ao Governo e ao
Povo que pondere a extinção de tal cargo honorífico que tanto dinheiro esbanja
sem préstimo algum para a miseranda Nação.
Ouvi há pouco que um qualquer
desgraçado foi multado em 1300 euros depois de ter sido detido no domingo
passado em Elvas por difamar o Presidente da República, Cavaco Silva. “Vai
trabalhar mas é!”, garante o homem ter dito, “… chamou-lhe chulo e malandro.”
Dizem os esbirros paisanos que o detiveram, esta situação é bem reveladora da
miserável qualidade dos nossos governantes!
Resumindo, Portugal necessita tanto de
um Presidente da República, deste, como de furúnculos no traseiro, temos pelo
cargo o respeito a que nos obrigam os nossos deveres de cidadão, por quem o
exerce, temos o respeito que é devido a um ser humano, pelo político sentimos
um profundo asco, sentimos um verdadeiro nojo, é vergonhoso ter gente desta em
cargos desta natureza.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
quarta-feira, maio 22, 2013
Ecce Conselho de Estado!
Eu vejo o Conselho de Estado
assim à laia de uma mesa de estrutura em metal pintada de verde-escuro com
tampo de madeira, plantada à sombra de um telheiro ou de uma bonita árvore, onde
uns pândegos, velhotes, entre uma piscadela a mirar o traseiro da miúda que
passa, jogam uma suecada, entrecortada de dichotes e piadolas de gosto questionável.
Claro que o Conselho de Estado, é
muito mais que isso, é um órgão consultivo do Presidente da República, que
serve para nada e do qual menos ainda se aproveita, é uma daquelas insondáveis
irracionalidades de que este Estado está prenhe, reveja-se a constituição e com
seriedade acaba-se com tão degradante imagem desta cadavérica pseudo
democracia!
Cavaco, essa esfinge seráfica presidencial,
resolveu-se a mostrar ao país, perplexo com a inacção da cadeira presidencial,
fazer, como dizia o outro, “…alguma coisa, para que tudo fique na mesma.” E à
falta de melhor, convocou o famoso e inútil Conselho de Estado, foi um acto de
desespero, a tentativa final de mostrar ao indígena que afinal a função de
Presidente da República é muito importante, ao invés da realidade, que nos diz
que a função de Presidente da República é uma completa inutilidade despesista,
que custa ao país dinheiro demais para o que produz que é nada! Cavaco porém
tem tentado dizer o contrário, basta ver a quantidade de vezes que em cada um
dos seus enigmáticos discursos, Sua Excelência tece loas à sua pessoa, à sua
preclara intuição de economista, num patético exercício do mais puro
egocentrismo narcisista.
Retomando o tema. O Conselho de
Estado, é mais um daqueles arroubos de velha prostituta deste nosso Estado, em
que se insiste em manter instituições e estadões, tudo cheio de pompa e muita,
muita circunstância, com grandes mesas, muita e labrega comunicação social,
comunicados empolados e de duvidosa exequibilidade, eis o Conselho de Estado em
Todo o seu esplendor.
Achei piada a uma das decisões
desta reunião do Conselho de Estado, “…os conselheiros consideram que cabe ao
programa de aprofundamento da União Económica e Monetária criar condições para
que a União Europeia e os Estados-membros “enfrentem, com êxito, o flagelo do
desemprego que os atinge e reconquistem a confiança dos cidadãos”. Estou mesmo
a ver a EU, a tremer depois desta valiosa e sábia decisão.
O Conselho de Estado é uma maneira
porreira de nada fazer parecendo que se faz alguma coisa, custa caro, não serve
para nada, por isso ponham-no no OLX.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
quarta-feira, abril 10, 2013
Empreendedor, bate punho!
Vivemos tempos
incertos, sempre ao longo da história da Humanidade, nos tempos incertos
surgiram personagens que nos fazem duvidar e as mais das vezes nos fazem rir,
tal é o ridículo que espalham à sua volta. No entanto essas personagens
influenciam as gerações a que pertencem, é sobre uma dessas personagens que vos
quero falar hoje.
O puto apareceu num
programa de televisão, tratando a apresentadora por tu, o que é revelador de
que a licenciatura não lhe serviu para quase nada em termos de educação, o
rapazola apareceu com um discurso milagreiro, bem a propósito, aqueles coisas
motivacionais é tal, um misto de pastor evangélico com deputado. O êxito foi
imediato, o sotaque bracarense, leia-se labrego, porque ele há pessoas de Braga
com sotaque que não soam como aquele rapazito, as farpelas modernaças, entre o
iupie de Massamá e o matarruano de Vale da Porca e a fraseologia cativante,
para indigentes intelectuais, e expressões fantásticas como “bater punho”.
Este rapazelho é o
protótipo da geração a que chamaremos a Geração Punheta! E o que distingue esta
geração das outras “rasca”, “ à rasca” e por aí adiante, ora distingue essa
expressão fantástica “bater punho”. O rapaz teve o condão de marcar decisivamente
uma geração, ele é o príncipe da meia desfeita, o rei da sarapitola o único e
verdadeiro Imperador da esgalha do pessegueiro o grande génio da pívia . Que
arrasta com ele toda uma geração de seguidores que idolatra as alarvidades que
debita com a velocidade de um tipo possuído ou em transe, o homem criou a
Geração Punheta!
Generalizando,
sabemos que é um exercício perigoso, mas tratando-se de traçar um perfil do
elemento típico desta geração, permite-se essa veleidade. Ora o “punheta”
típico tanto pode ser homem como mulher, porque como diz o guru do amolar da
broca, tanto ele como a sua cara-metade batem punho. No que à faixa etária
concerne o elemento típico desta geração, tem entre 23 a 35 anos, apesar de
existirem por aí uns punhetas mais
velhos, cresceu cheios de gadgets, iphones, ipads e iphodasses, milita em
juventudes partidárias betolas, estudou nas católicas ou coisas do género, é
rato de sacristia e tirou cursos de economia, gestão e merdices similares,
ávido consumidor das modas e das tecnologias, nunca vergou a mola de verdade,
presumido e arrogante debita verdades Keynesianas e adora estrangeirismos, como
Adjustment bond ou Mainframe, mas se lhe pedirem para explorar um poema de
Ducla Soares não é capaz, muito menos pensar em Pessoa ou Nobre.
Predisposto ao carneirismo
e acólito da santa madre, partidário das direitas, que de verdade não o são, a
geração punheta, elegeu o rei do bate punho como o seu guru, aquilo que na
minha geração era Morisson, Jager ou Mercury, rebeldes também destituídos de
sacralidade. A geração da pívia a eito, assenta sua mitologia no
empreendedorismo, é o seu mito supremo, danados e imprestáveis, todos os que não
tem ideias, não são criativos ou querem apenas ter um aborrecido emprego de manga-de-alpaca
numa qualquer repartição pública, se pudessem os bravos punheteiros iluminariam
as praças deste país com o fogo purificador onde em autos de fé expurgariam a
sociedade de elementos nefastos, de gente melancólica, de poetas, de
funcionários públicos e de todos os vermes que não vislumbram o Graal das
tretas motivacionais, heil empreendedor diria um qualquer Adolfo, fora hoje
renascido, curiosa a história que se reinventa repetitiva e desigual.
Eles andam por aí,
claro que um dia a moda passa e os tipos acordam, e começam a perceber, que as
pessoas, que a fantástica diversidade de modos de pensar, de apetências
profissionais e de predisposições é que fazem a verdadeira riqueza de um país,
pensem só no que seria, um país sem poetas, sem escritores, sem actores, sem
filósofos, sem pintores, sem cineastas, enfim sem gente que sonhe!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
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