quinta-feira, julho 12, 2012

Cartas de Paris – Histórias da vida de uns vigaristas!


Aos alforges do Barão chegaram hoje, umas missivas, que ora se publicam, não sabemos de quem são, mas suspeita-se!

Paris, 10 de Julho de 2012

Companheiro Miguel
Caro companheiro Miguel, ouvi falar do teu ordálio com essas patetices do ensino superior, mas que diabo de país esse, como te compreendo, se soubessem o trabalho que dá, eu por exemplo vi-me e desejei-me para tratar do raio do Inglês, o pior foi enviar aquilo por fax, o diabo da maquineta só apitava e cagava papel.
Meu caro Miguel, fica a saber que apesar de não partilhar da tua matriz ideológica, compreendo-te perfeitamente, esse paízeco não é para homens da nossa grandeza, e com currículos com o gabarito do nosso, contigo partilho a excelência do currículo, e deixa-me dizer-te que aquela de dizeres que moravas na província para embolsares as ajudas de custo foi soberba, afinal, tinhas de ir ao ensaio do rancho todas as sextas-feiras, mas o que percebem disso, esses académicos de meia tigela.
Meu prezado Miguel, basta uma palavra tua e inscrevo-te aqui na Sorbonne, em Filosofia, seremos colegas, poderemos até partilhar um apartment aqui em Montmartre, ver o Sena e passear juntos ao fim da tarde.
Aguardo notícias tuas, do teu amigo, que te estima,

José S.”

“Lisboa, 11 de Julho de 2012

Camarada José
Folgo em saber-te bem, por aqui diz-se que tens gasto à tripa forra, declaraste 50 mil por ano e gasta 15 mil por mês, és o meu ídolo, tentei seguir-te as pisadas, emular o teu glorioso percurso, mas não é fácil, dizes bem este país  não é para homens como nós, eu que sei o Vira do Minho, de trás para a frente, que danço o Fandango como ninguém, uma vergonha, pensei que nesta lusófona paragem, pudesse amanhar-me e trazer um bendito canudito, para ser um doutor como os outros, conheço alguns que lhes deram equivalências só por respirarem, uma vergonha.
Estou a ponderar a tua excelente proposta, deixa ver se a poeira assenta e lá para o fim do mês, verei o que o Coelho me diz, estou farto de orar ao Senhor dos Passos, que me ajude nesta provação.
Deste teu estimado admirador,

Miguel R.”

“Paris 12 de Julho de 2012

Meu dilecto companheiro Miguel
Porreiro pá! Até já falei com o Zé Manel, ainda te arranjamos a maneira de viajares em primeira classe, cá te espero. Aguardo ansiosamente a tua vinda!
Do teu admirador confesso,

José S.”

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia    

terça-feira, julho 10, 2012

A súcia e a corja!


A pulhice continua! Esta semana que passou o “não caso”, passou a caso, vários foram os amigalhaços que saíram em defesa do Relvas, o insalubre Pulido Valente, o jornaleiro José Manuel Fernandes, o economês Camilo Lourenço e supra sumo da sabichice Marcelo Rebelo de Sousa. Se a maioria não me espanta, espantou-me Marcelo, um académico que sabe quanto custa e quão rigoroso deve ser o trabalho e ensino superior.
Quatro homens, tentam explicar o que não tem explicação, quatro homens que temos por honrados e de superior intelecto, tentam justificar a pulhice, a velhacaria e a injustiça que a pseudo licenciatura do Relvas efectivamente representam.
Pior só o Reitor daquela enxovia, dita universidade, que dessa forma despudorada atira para as margens da sarjeta o ensino superior de Portugal, que diga-se em abono da verdade, até é muito bom, reconhecidos com mérito que são os nossos diplomados e investigadores, que por cá e lá fora demonstra a proficiência e excelência do seu trabalho.
Infelizmente Relvas descredibiliza, Relvas arrasa e arrasta para o esgoto as instituições. Que lhe tivessem atribuído alguns créditos por algum relevo curricular, que jamais teria obtido acaso não perorasse de mão estendida com o cartão do partidelho pelos corredores do poder, ainda vá que não vá, agora aquilo que se perpetrou naquela pseudo universidade foi uma pulhice, bem digna da súcia, ou no douto conhecimento de Eça, da Corja!
Essa corja de malfeitores e mendigos intelectuais que há duzentos anos domina este país. Entristece-me o facto de estas coisas passarem em claro, pior, dão-me nojo, asco verdadeiro, os defensores do Relvas. Súcia! Há trinta anos, que os politiqueiros rafeiros clamam por formação, clamam para que estudemos, no meu caso desde 1975 que ando pelas salas de aulas, a expensas próprias e sem equivalências de porra nenhuma, - Ó Barão queres comparar-te ao Relvas? – Perguntarão os insignes leitores. Não me comparo, porque lhe sou infinitamente superior, eu comparo-me sempre com os melhores, não me comparo com borra-botas fraudulentos, que se valem de cartões partidários para obter certificações de competências que não possuem.
Razão tinha Cândido dos Reis, que pouco antes de se suicidar, clamava e com razão “ Já não há portugueses!”.
Que exemplo este, deste Relvas, que exemplo triste, que dirão os professores quando os alunos se recusarem ao esforço. O caso deste Relvas, demonstra, quão pouco esta sociedade, preza o esforço, eleva o trabalho e premeia o mérito! Depois disto, nada justifica o mínimo esforço, queimem-se os livros, fechem-se as escolas e distribuam-se canudos a esmo, como alias se fez aos politiqueiros, dado que o caso do Relvas não é de todo único!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, julho 04, 2012

A licenciatura de Relvas

Ao contrário de muitos portugueses o caso da "licenciatura" de Relvas, não me surpreendeu. Recordo a todos que nos tempos aúreos do ensino superior cooperativo, era useiro e vezeiro o distribuir a trouxe-mouche de "licenciaturas" a politiqueiros, a troco de os mesmos, irem dar "aulas" nessas universidades durante um semestre ou dois para atrair alunos pagantes, se houver mais cuidado em vasculhar os percursos académicos dos nossos politiqueiros, que surpresas não irão vocês ter.
A "licenciatura" do Relvas foi concedida com base na elevada proficiência do seu currículo profissional, vou deixar-vos uma comparação entre eu, um modesto labrego de província e o Relvas, sem falsa modéstia, chego à conclusão de que se me aplicassem os mesmos critérios, devia estar aí no terceiro doutoramento.


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia



Dos lacaios e dos lambe-botas e dos muitos que por cá existem!


Lacaio: s.m. Criado, geralmente trajado de libré. O lacaio era uma figura do século XVIII, o fiel criado trajado com cabeleira empoada a pó de talco, que cirandou pelos salões da aristocracia, até bem entrado estava o século XIX.
Caiu posteriormente no linguajar, mais solto e desbragado, mas mais honesto, do povo, como sinónimo de alguém que é um capacho, um pau mandado, um Indivíduo servil, subserviente ou mais comum um lambe botas. Justamente o General Wilhelm Keitel, um dos íntimos de Hitler era apodado de “Lakeitel”, um nome pejorativo que brincava com a fonética do nome do general e a sua atitude servil perante o chefe, Keitel era resumindo no dizer dos outros um grande lambe botas.
Os lacaios nesse sentido pejorativo, sempre fizeram escol em terras lusas, hoje mais do que nunca eles aí perambulam, em todas as instituições, os lacaios estão sentadinhos junto ao poder, por vezes instituições que deveriam pugnar por orientações democráticas, orientam antes a sua actividade pelo servilismo nojento e pela vassalagem que prestam aos poderosos, veja-se o caso de vários pasquins jornaleiros locais, regionais e mesmo nacionais, que servem apenas o interesse dos poderes instituídos, cobrindo a sua acéfala peregrinação com a pretensa defesa de um bairrismo acabrunhante ou noticiando parolices abjectas, aliás os apetecidos meios de comunicação, jornais e televisões são manjares apetecidos para os senhores do poder, permeáveis que são essas instituições à influência malévola e corruptora do poder, a troca é simples, eu publico uns editais no teu pasquim, pago, e tu publicas apenas coisas agradáveis ou evitas publicar coisas desagradáveis, sendo que as mais das vezes apenas publicas o que eu quero, simples não é, assim cria-se uma verdadeira relação canina, onde o pasquim não irá nunca morder o dono.
Os lacaios, são os cães de fila dos poderosos, fazem o seu trabalho sujo, se cuidarem de observar, nunca é o poderoso que emite as declarações mais gravosas, ou os actos mais velhacos, isso fica a cargo do lacaio, esse nobre cão de fila que se infiltra e vai fazendo o seu trabalho de sapa, arcando com os riscos dos actos e das palavras que o dono manda reproduzir, o lacaio é recompensado com prebendas e ofertas com lugares bem pagos ou com negociatas de duvidosa legalidade. Poderoso e feliz o lacaio prospera, na actual conjuntura, o servilismo acéfalo e acrítico é premiado, este é o país em que o lacaio nunca desapareceu, antes se foi adaptando aos seus novos lugares e funções.  

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, julho 02, 2012

Assembleia Municipal de Almeirim de 29 de Junho de 2012

A solicitação de vários interessados, eu incluído, transcrevo na íntegra a excelente intervenção do Luis Ferreira a propósito dos "concursos" que a Câmara Municipal de Almeirim está a promover para colocar no quadro, funcionários que são necessários para o desempenho de vários serviços. Explique-se que a dita edilidade, pôs na rua 24 pessoas, alguns com mais de uma década de serviço. Aqui fica a intervenção, porque é importante ter memória e sobretudo dar nomes aos responsáveis pela ultrajante atitude da edilidade.
"
Boa Noite

 Exmo. Senhor presidente da Assembleia Municipal, Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal, restantes Elementos do Executivo e restantes Elementos desta Assembleia e Respetivo Público.
Chamo-me Luís Ferreira, nascido e criado neste concelho, sou também um homem que se orgulha da mulher que escolheu para constituir família de seu nome Alda Leandro.
Não tem sido nada fácil para a minha família lidar com a situação que os senhores criaram, especialmente para a minha esposa assim como de certeza para muitos dos funcionários da ALDESC, porque para outros não se poderá dizer o mesmo.
Posso até admitir que me chamem de burro, agora quererem que vista a pele, isso não faço nem nunca o farei, em nome da minha mulher e das minhas 4 filhas.
Sobre a extinção da ALDESC, julgo estarmos perante uma ilegalidade e peço aqui aos presentes que me ajudem a esclarecer?
Pois a recomendação de extinção da ALDESC que foi colocada á votação na assembleia municipal no dia 16 de Novembro contemplava a avocação dos meios humanos por parte da autarquia, ou seja os funcionários da ALDESC não seriam despedidos, pois foi o que foi colocado a votação.
A pergunta que faço, é se nesse mesmo documento constasse o despedimento dos funcionários, se o mesmo seria sequer proposto, quanto mais votado, ou seja se a empresa seria extinta, pois no meu entender estamos perante um ato ilícito e daí concluiu que a extinção poderá ser ilegal.
Neste momento a Alda encontra-se desempregada conjuntamente com os seus colegas porque os senhores assim o quiseram, pois os locais onde desempenhavam funções e os seus postos de trabalhos não foram extintos, foram sim ocupados indevidamente por outros que prestam serviços a este município, sem que essas mesmas prestações de serviços tenham sido sujeitas a Apreciação e Aprovação da Emissão de Pareceres Prévios Vinculativos em Contratos de Prestação/Aquisição de Serviços - Ajustes Diretos Simplificados por parte do executivo municipal.
Pergunto se também prestam voluntariado, pois parece que passou a ser moda nesta autarquia, refiro-me a todos os técnicos da área do desporto.
 Quero também constatar que o Sr. Presidente não teve coragem e recuou, depois de ter afirmado nesta sala e aos respetivos órgãos de comunicação social que as declarações proferidas pela Alda e pela Inês na Assembleia Municipal de 30 de Dezembro de 2011 iriam ser alvo de apuramento da verdade e que teriam consequências por se tratar de acusações graves.
Acusações essas que depois de um direito de resposta da sua adjunta á assembleia municipal como forma de passar uma esponja sobre as verdades relatas, teve tratamento especial e foi distribuído por todos os deputados municipais, o mesmo tratamento já não se pode dizer, que teve a resposta da Alda a esse mesmo documento não tendo sido distribuído por todos os deputados municipais.
Gostava de saber se esse procedimento é da responsabilidade de quem secretaria a Assembleia ou da mesa da Assembleia.
Pois peço a quem de direito que trate todos de igual modo e não tenham medo de o fazer com rigor e isenção.
Sobre este assunto apenas posso concluir que lhe faltou coragem Sr. Presidente e que rapidamente chegou á conclusão que tudo o que foi aqui relatado pela Alda e pela Inês é a mais pura das verdades, e que a única solução que lhe restava era tomar uma posição perante a sua adjunta. Repito faltou-lhe coragem.
Para os mais distraídos convém lembrar que esta senhora ocupa um lugar de nomeação, da inteira responsabilidade do Sr. Presidente e que em tempo de crise e tendo em conta os custos que acarreta para o município, nada acrescentou de produtivo, até pelo contrário contribuiu para enormes prejuízos quer financeiros, sociais, assim como da qualidade de vida dos cidadãos, pois o que permitiu foi a criação de lobbies.
Recordo por exemplo que noutros tempos as piscinas primavam por excelência de serviço e que chegaram a ter mais de 900 utentes, basta verificar o que acontece presentemente e verificar os custos e os proveitos.
Não me vou dar ao trabalho de enumera-los todos, pois saiu recentemente mais um na comunicação social, mas desafios a solicitar os livros de reclamação dos espaços desportivos, a verificar a higiene desses mesmos espaços, assim como a organização dos mesmos.
Pergunto ainda se Alpiarça já passou a freguesia de Almeirim ou se existe algum protocolo entre os municípios para a utilização gratuita dos espaços desportivos.
 Em relação aos concursos:
Como cidadão deste concelho sinto-me revoltado com toda a situação que está em volta dos concursos que se encontram a decorrer á cerca de 7 meses, e que seriam para resolver a situação dos trabalhadores conforme o senhor presidente tanto apregoou aos diversos órgãos quer municipais, quer á comunicação social.
Sobre os concursos vou começar por enumerar um conjunto de procedimentos que não podem nem deveriam acontecer e que a própria portaria 83-A que regula os concursos menciona e recomenda que sejam cumpridos.
Pois o que vou aqui apresentar não é mais nem menos o que suspeitavam os ex-funcionários da ALDESC, onde alguns chegaram a ser aliciados pela sua adjunta com ajuda para a realização da prova de conhecimentos, em troco de aceitarem ficar a trabalhar nas limpezas por conta do grupo Conforlimpa.
Gostava ainda de referir que os concursos estão a ser coordenados pela adjunta do Sr. presidente que está incompatibilizada com parte dos ex-funcionários da ALDESC, nomeadamente todos aqueles que se mostram indignados com todos estes episódios que são do vosso conhecimento.
E que tem uma relação de grande afinidade com parte dos concorrentes ou seus familiares, nomeadamente os que obtiveram as melhores notas na prova escrita de conhecimento no concurso para a Ref. A que se destina aos Técnicos Superiores de Desporto que são 4 vagas, se excluirmos o candidato que possui vinculo á função pública por tempo indeterminado restam apenas 3 lugares.
Vou enumerar e depois tirem as vossas conclusões:
Filipa Jourdan – Atual coordenadora das piscinas municipais que foi escolhida pela adjunta do Sr. Presidente para substituir a Alda Leandro, é ainda ex-esposa do falecido Miguel Jourdan que partilhava com a adjunta do Sr. Presidente a equipa técnica do triatlo do Águias de Alpiarça e que conviviam diariamente e onde existe uma grande cumplicidade entre ambas.
Gonçalo Bastos Martins – Filho do atual presidente da junta de freguesia de Fazendas de Almeirim, ambos (O presidente de Junta e a Adjunta do Sr. Presidente) são militantes do PS e desempenham cargos políticos.
João Diogo Rama – É de Alpiarça, é técnico de triatlo e teve ainda a sorte de realizar a prova de conhecimentos numa sala onde permitiram a consulta da bibliografia.
 A adjunta do Sr. presidente efetuou ainda os seguintes procedimentos;
Tratou das cópias das provas, da separação das mesmas por envelopes, transporte das provas para o local da realização e recolha das mesmas após a sua realização.
Outros Acontecimentos:
Bibliografia bastante desatualizada, tratando-se de livros técnicos, escolheram logo um livro de 1990 que já não é editado á 5 anos e está traduzido em Português do Brasil e que apenas se encontrava disponível em duas bibliotecas públicas nacionais, uma na Guarda e outra em Macedo de Cavaleiros.
A nossa biblioteca dispõe dos mais variados livros na área do Desporto, bastava verificar antes do concurso, também sei que não dava muito jeito a quem na verdade elaborou a prova de conhecimentos.
Algumas das provas não se enquadravam com a caracterização dos postos de trabalho.
Para os técnicos superiores as perguntas na maioria incidiram sobre a modalidade de Natação e quase exclusivamente sobre a componente de competição, que é a única que não é da responsabilidade do município, mas sim de um clube? E todas as respostas teriam de ser de acordo com o autor do livro que está traduzido em Português do Brasil.
Procedimentos diferenciados na realização das provas, tais como consulta de bibliografia numas salas e noutras não, exceder o tempo limite da prova numas salas e noutras não, dúvidas relacionadas com as provas foram tiradas pela adjunta do Sr. Presidente em vez do júri.
Como tudo isto não bastasse no dia 15 de Junho a Alda desloca-se á autarquia a fim de solicitar a consulta do processo, por não se encontrar nenhum elemento do júri não lhe foi possível consultar o mesmo, ficando combinado que voltasse no dia 18 de Junho.
No dia 18 de Junho depois de ter falado com a Dra. Maria do Rosário Russo, que lhe comunicou que teria que aguardar que a presidente do júri entrasse em contacto, nesse mesmo dia entregou um requerimento que solicitava a consulta das actas e documentos do seu processo, pouco tempo depois de o fazer foi então contatada pela senhora Presidente do júri para consultar o seu processo que foi no dia 19 de Junho pelas 16:00 horas.
 No dia e na hora marcada estavam presentes apenas a presidente do júri e o 1º vogal.
Ao consultar o processo, solicitou que lhe fosse entregue o original de um ofício de resposta que lhe tinha sido enviado pela presidente do júri, uma vez que lhe enviaram uma cópia e não o original. Foi-lhe então comunicado que lhe facultavam o original.
Solicitou ainda para consultar todas as atas, tendo-se verificado que não constavam todas as atas, mas que lhe seriam facultadas.
Interrogou o júri sobre quem tinha elaborado a prova, não obteve resposta.
Interrogou o júri sobre o facto de todo o processo dos concursos estar a ser coordenado pela adjunta do Sr. Presidente tendo inclusive afirmado que esta se encontrava incompatibilizada com quase todos os ex-funcionários.
Ficaram surpresos e remeteram-se ao silêncio.
No final da reunião comunicaram que lhe iriam fornecer o original do ofício e as cópias das atas.
Mas passadas umas horas ligaram-lhe a informar que teria de entregar um requerimento novo, uma vez que o que tinha entregue apenas solicitava para consultar e não para que lhe fossem fornecidas cópias, como se de facto as atas existissem no processo de concurso.
No dia 21 de Junho fez então a entrega do novo requerimento a solicitar que lhe fossem fornecidas as cópias. Que conforme consta na Portaria 83-A/2009 de 22 de Janeiro, na sua alínea j) do Artigo 22º - Competência do júri que, passo a transcrever “Garantir aos candidatos o acesso às actas e aos documentos e a emissão de certidões ou reproduções autenticadas, no prazo de três dias úteis contados da data da entrada, por escrito, do pedido”.
Passados os 3 dias úteis e depois de ter insistido na entrega das cópias, lá recebe então uma mensagem de voz a informar que as mesmas possivelmente lhe serão entregues no dia 4 de Julho.
Deslocou-se então á autarquia para falar com o elemento do júri que tinha dado tal informação que é a Dra. Maria do Rosário Russo, que se justificou com facto de terem muito trabalho e que teriam de reunir todos os elementos do júri para lhe forneceram as cópias e para apurar as taxas a cobrar.
Se existisse assim tanta transparência qual é o motivo de tudo isto que acabo de relatar.
 Afinal ontem depois de ter insisto e ter dito que seria melhor vir cá a sua advogada para obter os documentos, os mesmos foram-lhe facultados hoje, também quero que fique bem claro e que compreendo a sua posição (da Dra. Maria do Rosário) pois é a única que para além de fazer parte do júri também é funcionária da autarquia.
Só posso concluir que não existe seriedade neste processo todo e que o objectivo é penalizar todas as pessoas que se sentem injustiçadas e que o tem manifestado publicamente.
Tenho a obrigação de alertar que a competência da Assembleia Municipal é regular o funcionamento da Autarquia e fazer com que se governe o concelho de Almeirim com legalidade e seriedade.
Se é para permitir que se faça o que se tem verificado, o melhor será extinguir a Assembleia Municipal.
Quero ainda agradecer ao Sr. Presidente da Assembleia por me ter permitido exceder o tempo a que tinha direito."

De referir que segundo a informação que consta de uma notícia publicada na versão online do jornal "O Almeirinense", sic"Sousa Gomes, presidente da autarquia, não ouviu toda a intervenção do munícipe, abandonando a reunião."  
O que dizer de um autarca que não ouve os seus municípes, ficam pois os actos com quem os pratica! 

A bem da verdade,

Um abraço deste, vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, junho 24, 2012

Militar da GNR salva vida de homem que sofreu paragem cardíaca

Militar da GNR salva vida de homem que sofreu paragem cardíaca. Porque será que quando estas coisas acontecem nunca têm horas de horário nobre? Acaso o militar em causa tivesse disparado e morto algum desses muitos imbecis que se dedicam ao roubo, teria caído " o Carmo e a Trindade", com entrevistas aos familiares todos do imbecil da ladroagem.
Neste caso um militar da GNR salva a vida de alguém, e a notícia passa despercebida às televisões demasiado ocupadas a falar de futebóis, que país de merda este! 
Tenho a honra de contar o Ricardo como amigo, somos amigos há umas luas, parabéns Ricardo, dignificas a corporação, mas sobretudo dignificas a tua condição de homem! Parabéns!

Vejam a notícia aqui!

Um abraço destes vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, junho 12, 2012

A educação. Uma questão!


Ao contrário do que o título possa sugerir, este artigo não pretende falar da Educação, do seu triste estado, de um ministro que prometia muito, mas não passa afinal de mais um erro, um erro grosseiro. Muito poderíamos discorrer sobre como o actual ministério, tal como os anteriores, trata mal a Educação, os cortes cegos, os “merda-Agrupamentos” desculpar-me-ão o torpe recurso ao vernáculo pouco educado, mas na realidade essa agrupação outro termo não pode ter.
Objectivamente, quero falar-lhes de Xadrez. Se o senhor ministro, desejasse realmente fazer algo pela educação, ao invés de “rankings” de escolas, de projectos e projectinhos, de papeladas inúteis e relatórios infindáveis, uma medida simples seria colocar o Xadrez, esse extraordinário jogo, como disciplina curricular.
E porquê o xadrez? E porquê tão aparentemente disparatada ideia? Simples, o xadrez encerra em si tudo, o que é excelente para a criançada, o xadrez é matemática, é filosofia, é estratégia, é desenvolvimento cognitivo puro! Claro que o senhor ministro correria o risco de começar a formar gerações que sabem pensar, que sabem questionar, que sabem usar a cabeça, para mais coisas do que usar chapéu e dar cabeçadas, seria um risco muito grande ter uma população assim, percebo perfeitamente.
O que interessa é continuar a criar gerações de imbecis analfabetos, incivilizados e cretinos, que a esses pelo menos basta acenar com um qualquer osso que eles abanam de imediato a cauda, a esse tipo de grunho bastará continuar a existirem comezainas e alarvices alcoólicas, pateguices futeboleiras e labreguices televisivas, para que tudo esteja bem!
Será por isso que uma simples, barata e muito profícua medida, simples de por em prática, não verá a luz do dia. Xadrez senhor ministro, o xadrez faria milagres!

P.s. - Esta ideia surgiu de um caro amigo, temível xadrezista, que a explanou muito bem, a ele é devida a autoria intelectual do conceito, eu apenas escrevinhei umas lérias, sobre um tema muito inteligente. Um abraço António. 

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia