segunda-feira, junho 06, 2011

Resultados eleitorais Legislativas 2011!

Como era previsível, o PSD, ganhou as eleições. Ficará tudo na mesma, trocamos apenas de balde. O povaréu, decidiu-se a dar uma relativa maioria aos laranjas, nada de extraordinário, nesta dicotomia de alternância parola entre a direita e a esquerda, uma cada vez menos direita e a outra cada vez menos esquerda, anulando assim os eventuais desvios ideológicos.
O partido vencedor foi como de costume a abstenção, que arrancou uma maioria absoluta estrondosa, sinal de que o desencanto e desagrado com a politiqueirice rafeira continua, depois da clara viragem à direita, com uma subida substantiva da votação, os partidos da esquerda, perderam eleitores, sendo o grande derrotado, o Bloco de Esquerda, que perdeu trezentos mil eleitores.
A CDU, no dizer do camarada secretário obteve outra vitória, o mesmo discurso infecto e palonça do costume, perdem seis mil votantes mas graças ao vicioso método de Hondt, ganham mais um deputado, daí o pouco apoio que os círculos uninominais colhem junto dos camaradas, porque isso pressuponha ter de efectivamente trabalhar e efectivamente fazer coisas pelo povo, facto que afasta desse método mais verdadeiro e mais democrático todos os partidos, que com argumentos mais ou menos falaciosos vão afastando essa hipótese, Passos Coelho falou desse tema recentemente, mas não creio que tenha a coragem de fazer essa alteração.
O PS, encaixou a derrota. Em certos círculos, fala-se já da derrota necessária, para revitalizar o partido, vão fazer uma desintoxicação. Será preciso purgar a casa dos efeitos “socratinos”. Assim animados por esse providencial clister libertador, afadigam-se já as hostes socialistas na tarefa de encontrar o Passos Coelho do PS, agora que o PSD, conseguiu eleger o seu Sócrates.
Os outros pequenos partidos valem cerca de duzentos e cinquenta mil votos, mais duzentos e vinte mil entre votos brancos e nulos o que é muita gente, isso somado com a abstenção dá-nos a clara ideia de que a cidadania e a participação activa, não são dos deveres mais caros a esta massa de ignorantes analfabrutos que temos como população.
Resta-nos engolir em seco e esperar pelos tempos de carência que aí estão, daqui a seis meses finalmente vão perceber que o problema afinal não era Sócrates, o problema é maior e jaz bem mais fundo na epiderme deste paquiderme luso, o problema somos nós!

Consulte os resultados aqui!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, junho 03, 2011

Campanha eleitoral Legislativas 2011!

Termina finalmente o massacre diário desta patética campanha eleitoral. A malta não se cansa disto, dos beijinhos e dos abraços, das frases de circunstância e dos lugares comuns de um modelo esgotado e néscio, pois parece que não. A julgar pelo agitar de bandeirinhas, pelos comícios da treta e pelo aspecto triste e acabrunhado desta tropa fandanga das politiquices miserandas.
O PSD irá ganhar, formará governo com o seu acólito CDS, Portas reeditará o seu sonho ministerial, esperemos que não haja mais sobreiros nem submarinos a ensombrar as prestações populares, do lado laranja, nada de novo, Passos Coelho, trará uns barões do partido para ministros, polvilhará a coisa com uns independentes para dar um ar mais consensual e pronto, nem precisa de ir ao forno, na prática trocaremos apenas um por outro da mesma laia.
Objectivamente, esta foi das campanhas mais miseráveis, mais intelectualmente indigentes dos últimos vinte anos, um verdadeiro deserto de ideias, esterilidade, essa, acompanhada do já costumeiro ataque pessoal, a torpeza disto tudo, faz pensar que a política em Portugal está realmente como o resto deste pobre país, bateu no fundo. Nada de importante foi discutido, a própria comunicação social, primou por alinhar com a baixíssima fasquia que esta campanha revelou, esperava mais dos jornalistas, mas quer-me bem parecer que isto anda tudo ao mesmo, muito dinheiro e trabalho nada.
Desenganem-se todos os que pensam que algo vai mudar, pois não vai. E caso mude, só seguirá para pior, porque os tempos que aí assomam a mata-cavalos, são tempos de vacas esquálidas, quase cadáveres, partir para este tipo de arraiais eleitoralistas, foi uma estupidez, que de novo pagaremos bem caro, a ambição de uns e a teimosia de outros fez descarrilar um entendimento cordato que deveria ter existido, centrado na discussão de pontos essenciais, centrada no paradigma de modelo político, do modelo governativo, da organização territorial, mas disso não se falou, da esquerda trauliteira e iconoclasta, à direita ultramontana e sacrista, discutiram-se apenas as minudências imbecis dos pequenos nadas, e o povaréu canhestro lá anda de bandeirinha na mão, correr atrás dos seus ídolos patéticos.
A declarações estúpidas e demagógicas, responderam-se com outras ainda mais estúpidas e demagógicas, por vezes às perguntas do povo, respondiam os líderes do arraial com esgares e encolher de ombros, engasgados e apanhados de surpresa sem saberem o que dizer, viu-se isso tanta vez, que tal facto deveria fazer pensar as pessoas, mas não faz, porque pensar é complicado e faz doer a cabeça, que tristeza! E agora? Ora bem agora, aguentem-se à bronca que não foi por falta de aviso, que isto aconteceu!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, maio 30, 2011

Marinho Pinto contra preventiva no caso de agressão!

Ainda na sequência das agressões a uma menor, facto filmado e colocado online, o senhor bastonário da Ordem dos Advogados, veio a terreiro tecer algumas considerações que são no mínimo bárbaras e que prejudicam seriamente o combate a esta sociedade desregrada que vamos permitindo que se crie.
O senhor Bastonário declara a certa altura "Estou estupefacto. É terrível. Isto é um sistema judicial da Idade Média". Para nosso bem, isto não é a Idade Média, porque os jovens agressores na melhor das hipóteses teriam sido linchados ou sumariamente sentenciados, acredito que neste caso a prisão preventiva age duplamente, protegendo-os de facto e colocando-os sobre a alçada da Lei.
O senhor Bastonário, relativiza a situação, declarando a certa altura que a prisão preventiva é excessiva porque a agressão “é uma banalidade”. Estou em crer que a julgar pelos critérios do senhor Bastonário de não atender a estas banalidades, depressa entraríamos de novo na Idade Média.
O senhor Bastonário, com toda a sapiência que com certeza possui, comete a este respeito o pecado da soberba, pois fala sem ter a mínima noção deste fenómeno, do fenómeno cada vez mais brutal da violência entre crianças e adolescentes, esse facto parece imperdoável a alguém que ocupa um tão distinto e alto cargo.
O senhor Bastonário, declara que “é um absurdo”, a aplicação da prisão preventiva, eu digo que é um absurdo, que não existam nas escolas, nos tribunais e nas esquadras equipas multidisciplinares que trabalhem esta problemática, absurdo é o senhor Bastonário não falar dessa falta, não se referir à urgência de colocar estes fenómenos na ordem do dia, com investimentos sérios e com politicas credíveis que ajudem, vítimas, agressores e famílias.
O senhor Bastonário diz também, “ a medida é desproporcionada e aterradora”, desproporcionado e aterrador seria fazer como se tem feito até aqui que é nada, a impunidade é muito mais gravosa a meu ver que a prisão preventiva de dois seres humanos que já tem idade para saber fazer escolhas, tomar opções e arcar com as consequências dessas opções.
O senhor Bastonário da Ordem dos Advogados, disse muita coisa, subjectiva, por exemplo quando usa o termo de comparação, sabendo qualquer leigo que esse não é um método do Direito, o que é confrangedor aqui é que o senhor Bastonário poderia ter pautado a sua intervenção por uma exigência ao poder político que dirija um olhar atento a esta questão e que enquadre e tipifique estes crimes, porque é disse que se trata de crimes, tão mais hediondos quando praticados por seres que ainda estão a estruturar os seus cérebros, o senhor Bastonário poderia ter sugerido equipas multidisciplinares de advogados, de médicos, de psicólogos, de psiquiatras, polícias, de terapeutas e de mediadores de conflitos, que nestes casos intervenham junto de vítimas e de agressores, que intervenham junto das famílias, que descubram o que está errado nas cabeças destas crianças e adolescentes e das suas famílias, pois o que aqui está em jogo é uma desestruturação cognitiva, que importa tratar.
O senhor Bastonário perdeu uma extraordinária oportunidade para utilizar toda a sua capacidade retórica e verbo fácil, na conquista de uma evolução ou na revolução de mentalidades e no alcançar de melhores valores civilizacionais e de respeito pelos direitos humanos. Acredito, que a criminalização deste tipo de ocorrências é necessária, baseando a minha opinião nos exemplos de países onde estes fenómenos são estudados há décadas, e onde apesar de tudo ser feito eles continuam a ocorrer, no entanto, aceito perfeitamente a crítica de que criminalizar apenas não basta, é começar a casa pelo telhado, aceito que talvez esta medida de coação seja apenas uma reacção ao mediatismo, no entanto neste caso talvez o mediatismo sirva para uma séria reflexão sobre este problema cada vez com proporções mais graves e que nós enquanto sociedade continuamos a relativizar.

Um abraça, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, maio 27, 2011

Passos Coelho e o Aborto

Ai este senhor Passos, em que procissão leva ele, este andor. Eu que até começava a gostar do homem, bem gostar e talvez demais, digamos que a achar-lhe alguma piada. Julguei ver ali um político com garra e com coragem, disposto a desafiar as máfias instaladas. Pois parece-me que não, e pronto assim se apanha mais uma desilusão.
O recurso a figuras passadistas, exemplos acabados do politiqueiro insalubre, gente que há trinta anos vegeta no mundo político nacional, gente que contribuiu para a ruína esta terra, não sozinhos claro está, desiludiu-me senhor Passos, os santanas, os miras, os nogueiras e os mendes desta vida, esses espectros passadistas, guardiães de falácias e quimeras, então é isso o seu trunfo, são esses os ases do seu baralho, mal vai esta terra, quando se recorre aos que gastaram para irem poupar. Não haverá por aí nesse seu partido, saco de gatos, ninguém melhorzito, mais novo, sem vícios politiqueiros, que de outros não há aqui cabimento, não há mais ninguém, precisa o senhor Passos de ir ao baú das traquitanas reavivar, ressuscitar tão patéticas figurinhas, deixe que lhe diga, esse PSD está com esclerose.
Conseguiram calar Relvas, correu bem, mas o senhor Passos, resolveu, seguir-lhe as passadas, agora quer de novo trazer à baila a questão abortiva, manobra politiqueira muito triste, a fazer o bico ao prego, aos votos certinhos e abençoados do eleitorado beato, canhestro e ultramontano e da rataria de sacristia, eleitorado que tem disputado ao seu futuro sócio governativo, não lhe fica nada bem essa atitude.
Mas pasmem-se que não vinte e quatro horas haviam passado, e já o senhor Passos vinha declarar num jornal, que sobre essa questão abortadeira, votara SIM, no referendo, mais uma vez, uma no cravo, outra na ferradura, e assim tem sido o seu discurso, titubeante em ziguezague, perdido e patético. Meu caro senhor Passos, ainda a procissão vai no adro, mas auguro-lhe hossanas de vitórias eleitorais, em que o senhor, dará os passos certos para se instalar no governativo poleiro, ganha, simplesmente pelo cansaço contra Sócrates, porque a medíocre verborreia eleitoral e a triste errática deambulação, não lhe garantem a qualidade que julguei em si ver.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, maio 23, 2011

Campanha eleitoral Legislativas 2011

Este arranque de campanha é uma anedota pegada e espelha bem a qualidade dos políticos, a qualidade da política, a qualidade do sistema político e a qualidade da sociedade que temos. No PSD o seu líder, revelou ao mundo que é africano, que bom, ficamos todos muito mais contentes, esperamos para breve um discurso em swahili, xhosa ou quimbundo, pelo menos meia dúzia de palavras em crioulo, só para compor o ramalhete, ficava-te bem ó Sócrates, perdão Passou Coelho, desculpem-me que de tão iguais até lhes troco o nome.
Seara, presidente da edilidade de Sintra, conhecido benfiquista, adepto das várias culturas do seu Concelho, tantas que nem ele as deve conhecer todas, aproveitou o facto de o chefe estar em terras sintrenses e vai de meter a foice, este Seara, na dita de outros e revelou ao mundo que também ele é não africano mas “africanista de Massamá”, esta tem que se lhe diga, porque se os africanos de Massamá souberem o que é ser africanista, ainda votam no Sócrates, caro Seara, tenha cuidado que ainda é convidado pelo PNR, para deputado.
Depois de terem arrebanhado os africanos, ao PS, restava pouco e vai que lá se lembraram dos Siks, ao que parece paquistaneses, que pelo que vi nas fotos é disso que se trata, cidadãos oriundos do Paquistão da Província do Punjab, pertencentes à minoria hindu de corrente Sikh, conhecidos pelos turbantes coloridos, leva de um outro portento da representação autárquica laranja Fernando Costa, este das Caldas da Rainha, podia fazer um trocadilho vernáculo mas é melhor não, arriar na escolha dos Socialistas, e criticar o recurso aos pobres cidadãos estrangeiros que para eles isto deve ser o mesmo que andar no circo.
Mas este arranque não tem só coisas más, também tem algumas boas e outras ainda piores, nas boas citamos, o desaparecimento de Miguel Relvas, foi óptimo para o PSD, que o tenham conseguido calar, por outro lado Seara e Costa, revelaram-se dois seguidores da escola de Relvas, fazendo com que dentro do PSD já haja uma, mais uma, outra corrente que é o Relvismo.
As coisas mesmo más, são mesmo péssimas, a campanha do PS, parece centrar-se em Sócrates, o homem já cansa. Outra mesmo péssima prende-se com o ressuscitar de cadáveres políticos, com provas já dadas, Santana, Meneses e outras figuras fantasmagóricas, a quem Passos Coelho permitiu reaparecerem, é caso para dizer ó Relvas volta que estás perdoado.
Por tudo isto, mas também pela luta de galos entre os noivos prometidos, condenados a casarem, este início de campanha é típico da arruaça falcatrueira e miserabilista da politiquice portuguesa, isto não é uma campanha é uma anedota. E para complementar as gargalhaas que tudo isto provoca, nada como verem o vídeo do tempo de antena do PND, fantástico, soberbo um bálsamo para a má disposição.
Ver vídeo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, maio 20, 2011

Almeirim faz 600 anos!




Não que isso signifique muito, para a maioria dos papalvos, mas é sempre interessante comemorar uma data destas, só temos menos duzentos e tal anos a menos que a nacionalidade.

"D. João I, entre 1411 e 1423, fez construir o Paço acastelado e as primeiras habitações que vieram contribuir para a criação da vila, depois do rei ter mandado proceder a trabalhos de terraplanagem, colmatagens e drenagens em terrenos paludados na zona da construção."
in, Cláudio, António (2005), www,cm-almeirim.pt

Uma nota para quem desconhece o protocolo do Estandarte Nacional, se não sabem podem sempre perguntar, quando se organizam coisas com muitas bandeira, convém saber o que se está a fazer, chamar-lhe-emos uma "pintelhice", mas as regras e as leis existem para serem cumpridas, ainda que a muitos tal facto seja alheio.

Decreto-Lei n.º 150/87, de 30 de Março
Artigo 8.º

1 - A Bandeira Nacional, quando desfraldada com outras bandeiras, portuguesas ou estrangeiras, ocupará sempre o lugar de honra, de acordo com as normas protocolares em vigor, devendo observar-se, designadamente:

a) Havendo dois mastros, o do lado direito de quem está voltado para o exterior será reservado à Bandeira Nacional;

b) Havendo três mastros, a Bandeira Nacional ocupará o do centro;

c) Havendo mais de três mastros:

Se colocados em edifício, a Bandeira Nacional ocupará o do centro, se forem em número ímpar, ou o primeiro à direita do ponto central em relação aos mastros, se forem em número par;

Em todos os outros casos, a Bandeira Nacional ocupará o primeiro da direita, ficando todas as restantes à sua esquerda;

d) Quando os mastros forem de alturas diferentes, a Bandeira Nacional ocupará sempre o mastro mais alto, que deverá ser colocado por forma a respeitar as regras definidas nas alíneas anteriores;

e) Nos mastros com verga, a Bandeira Nacional será hasteada no topo do mastro ou no lado direito quando o topo não estiver preparado para ser utilizado.

2 - Em instalações de organismos internacionais sediadas em território nacional ou em caso de realização de reuniões de carácter internacional, a Bandeira Nacional será colocada segundo a regra protocolar em uso para esses casos.

3 - A Bandeira Nacional, quando desfraldada com outras bandeiras, não poderá ter dimensões inferiores às destas.

quarta-feira, maio 18, 2011

Novas Oportunidades

Esta recente polémica, das “ Novas Oportunidades”, levantada pelo afã das campanhas politiqueiras, levantou uma questão interessante, que é saber se essa coisa chamada Novas Oportunidades é realmente eficaz para produzir cidadãos com padrões mais elevados, padrões académicos, culturais e de cidadania. Ao invés de apenas servir para a patética estatística que tem sido o apanágio da Educação lusitana dos últimos 5 ou 6 anos.
Pois temo bem que as Novas Oportunidades sejam antes uma nova oportunidade perdida, para educar e elevar os padrões culturais e civilizacionais desta maralha de analfabetos impenitentes. A Educação em Portugal é mera operação estatística, rendilhada com continhas de merceeiro de aldeia, onde o interesse é “burrificar”, o já propenso à “burridade”, cidadão nacional, até porque estupidificar a populaça é muito mais barato que educar, logo as Novas Oportunidades, vieram a calhar.
O programa Novas Oportunidades, como devem saber, não é invenção nossa, existem noutros países programas similares, mas com currículos formais, muito exigentes, a Austrália é disso um bom exemplo. Por cá como o desígnio é a mera estatística, a coisa descambou, para um repositório de tudo o que é mau em Portugal, uma corja de madraços, que às três pancadas, arranjou o 9º Ano ou o 12º, um verdadeiro atentado para quem teve de suar as estopinhas agarrado aos canhenhos.
E foi o fartar vilanagem de novas oportunidades, ciganada que em troca da chantagem do rendimento mínimo, essa brilhante invenção, lá ia quando lhes apetecia frequentar as aulas, escumalha variada, do ladrãozeco pilha galinhas ao agarrado, que a troco da chantagem de um qualquer subsídio, lá se via na contingência de ir aturar aquela seca, pessoal desempregado, que para manter o subsídio de desemprego lá tinha de ir para as formações e uma percentagem mínima de pessoas que verdadeiramente iam à procura daquilo que as Novas Oportunidades prometiam, e foi este o grosso do efectivo arrebanhado a eito para ir para as Novas Oportunidades e para a Formação Profissional.
Da minha experiência, ajudei algumas dezenas a fazer trabalhos, revi muitos trabalhos, porque os pobres diabos não tinham nem apetência, alguns, nem vontade, muitos, nem capacidade, poucos, para aquilo. Dessa experiência, acho que as Novas Oportunidades são uma vergonhosa falácia, não sei se os programas eram iguais em todo lado e se os graus de exigência eram os mesmos, por aqui, a experiência mostrou-me a patética operação estatística que tudo parecia ser, ainda assim com casos verdadeiros de empenho de algumas pessoas .
Resumindo o programa Novas Oportunidades, parece-me que foi uma oportunidade perdida, mais uma, de eficazmente elevar o nível académico e cultural de uma população que sofre disso mesmo, de falta de qualificação, no conceito original é uma ferramenta excelente, terá servido para muita gente, apesar disso uma ínfima parte do grosso do contingente, gente efectivamente empenhada e batalhadora, conseguir o objectivo de ter melhores bases académicas e aproveitar o programa, valha-nos isso, só não sei se o investimento, justifica esses parcos resultados, no entanto no geral o programa Novas Oportunidades, naquilo que pude constatar apenas serviu para complementar o incentivo geral à subsídiocracia e à sustentação dos vícios endémicos de certos tipos da populaça. Ainda assim mantenho que na génese e se bem elaborado, com critérios de exigência elevados e boa organização, esta é uma ferramenta que tem futuro.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, maio 12, 2011

“…discutir pintelhos…”

Devo confessar que sempre nutri alguma simpatia por Catroga, apesar de não isento de pecadilhos políticos, o homem sempre se destacou da corja politiqueira da turma laranja, sempre esteve acima do rebotalho que eiva aquele partido, como enxameia outros, até porque nessa, como em outras matérias, os partidos são todos iguais.
Na entrevista de ontem, Catroga, teve a coragem fantástica, que lhe vai custar muito num futuro próximo, de dizer alto e bom som, que andamos a “…discutir pintelhos…”, faça-se uma crítica a essa declaração, deveria ter dito pentelhos, que é o termo académico, mas andando, o homem falou para o povo e fez muito bem, até porque é realmente essa questão, que se continua a discutir, discute-se o sexo dos anjos, primeiro porque entretém e segundo porque desvia a atenção do mais importante.
Catroga, com uma frase simples que todos entendemos, fez uma crítica feroz, a esta comunicação social miserável e mentecapta, que temos, cuja única preocupação é seguir as agendas dos politiqueiros, sem questionarem a existência de outras questões tão ou mais importantes que as minudências contabilísticas, em que anda centrada a discussão.
Catroga tem depois uma outra declaração que aparece hoje no jornal i, que achei também fantástica, e que também lhe vai custar caro, fala da sua geração e diz “…A minha geração nos últimos 15 anos só fez porcaria…”. É uma afirmação interessante e inteligente, que demonstra humildade, a mesma humildade, que demonstrou quando a falar sob o estado deste miserável país se emocionou, gostei!
Catroga de uma assentada, coloca o dedo na ferida, levantando duas questões sensíveis, assaca a responsabilidade a uma geração de políticos medíocres e incompetentes, que propiciou este Estado, esta sociedade de cariz mafioso, que conduziu este País a uma situação de miséria, onde uma Justiça infeliz e torpe, suprida por uma Educação imbecil, que apenas serve para a estatística e pouco mais, além de produzir seres acéfalos e sem espírito crítico, o que muito interessou à tal geração de Catroga, pois assim diminuiu a hipótese de contestação, às suas politiqueirices rafeiras, podendo esburgar à vontade, nas redes mafiosas dos compadrios e dos amiguismos caciqueiros os cabedais do erário público.
Por outro lado, Catroga, aponta, e bem, o dedo à infeliz, subserviente e lacaia, comunicação social, que serve o dono sem contestação, aqui e além, diga-se em abono da verdade, existindo uns, muito poucos, que nunca se vergaram, infelizmente as suas vozes são caladas ou desaparecem engolidas, nos mais interessantes concursos de gordos, de cretinos a gozar com culturas milenares em zonas remotas e em telenovelas e jogatanas futeboleiras, que enchem o olho aos acéfalos habitantes, quais vermes sem espinha, que se contorcem a cada dedada mais dura dos galifões do poder, mas cuja falta de cérebro e de espinha impedem a reacção.
Catroga, foi preciso e contundente, estou em crer que dificilmente chegará a ministro, a menos que Coelho ceda e convoque gente realmente capaz para o assessorar, ainda assim Catroga revelou ser uma pessoa com bom fundo, com humildade e com sentido de honra, e a falta que gente dessa faz nos governos.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, maio 09, 2011

A Inglaterra está contra o regaste a Portugal

Desta vez são os ingleses que torcem o nariz à ajuda a Portugal. É pá isto começa a ser desesperante, tudo bem, os Finlandeses ainda percebo, quem é que se lembra que demos umas mantas e uns casqueiros bolorentos às criaturas, para não morrerem de fome, alias já nem eles se lembram os ingratos, na altura a nossa dádiva também não foi inocente, afinal a Finlândia era aliada da Alemanha do senhor Adolfo, o cabo da Boémia, como lhe chamava, com desdém, Hindenburg. Não esquecer que na altura os Finlandeses davam água pela barba ao comunistedo soviético que lhes tentava abocanhar metade da terriola gelada, logo como o nosso Ti Oliveira que era unha e carne com o Adolfo germânico, e que odiava a rapaziada vermelhusca, vá de arrebanhar, umas sacas de trigo tiradas aos esfomeados aldeãos das berças para mandar para a Finlândia.
Pois que os enregelados Finlandeses não nos queiram aparar os golpes ainda percebo, agora a nossa velha aliada, essa não me cabe na goela. O outro muito bem falava da «pérfida Albion», e pérfida é o termo certo para nos referirmos à relação de seiscentos anos que levamos de «aliança» com a “bifalhada”. Não pensem que não gosto dos ingleses, até lhes acho piada, a borracheira colectiva e os arraiais de porrada na via pública depois das seis da tarde, o chá das cinco, que curiosamente foi uma rainha nossa, Dona Catarina de Bragança, que levou para a corte inglesa, por tanto os beberrões arruaceiros dos ingleses, se bebem chá, devem-nos isso a nós, a uma rainha portuguesa que chegou aquela terra de tartes de rim e queijo rançoso e resolveu alegrar a coisa com algo civilizado.
Não pensem que não aprecio o facto de nos terem ajudado muitos vezes, eles os ingleses, Drake por exemplo, atacou Faro e Sesimbra várias vezes, bifaram-nos, eles os bifes, carregamentos inteiro de oiro do Brasil, depois em 1809, vieram com falinhas mansas ajudar a livrar Portugal das iras napoleónicas, emprestaram-nos a juros bons cabedais que tivemos de pagar com sangue e suor e muito vinho do Porto arrancado a sangue dos socalcos do Douro, para além de lhes abrirmos o Brasil, há muito cobiçado, ao comercio. No fim desse século XIX afiavam os bretões a dentuça às nossas colónias, a célebre crise do Mapa cor-de-rosa, daí no original o actual hino dizer «contra os bretões marchar, marchar!»
Já no século XX, a nossa burrice fez-nos ir aos roldões, para a Flandres para ajudar a dar uma trepa aos «boches». Largado ao abandono o nosso Corpo Expedicionário é alimentado e fardado pelos ingleses, até que a 9 de Abril de 1918, somos abandonados, e num repente os pobres 15 mil portugueses ficam frente a 55 mil alemães, das 4 da manhã de dia 9 até à última resistência que termina ao meio dia de dia 10, perdemos 7,500 homens entre mortos, feridos e prisioneiros. Mas no fim lá nos deixaram fazer o desfile da vitória.
Isto tudo para dizer, que a nossa velha aliada a velha Inglaterra, só nos têm entalado, andamos grosso modo a levar no rabo dos bifes, há seiscentos anos, além disso ainda temos do os aturar a vomitar e a mijar nos passeios em Abufeira e Quarteira, sempre a caírem de bêbados, para além de virem para cá enfrascarem-se e deixarem roubar os filhos, ainda se viram contra nós, era altura talvez de mandar a velha Albion bardamerda e meter o tratado no olho real.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, maio 07, 2011

GNR comemora os 100 anos

Comemoram-se hoje os cem anos da Guarda Nacional Republicana. Nunca como hoje fez tanto sentido o lema daquela instituição “Pela Lei e pela Grei”. Devemos pois dar os parabéns aos milhares de mulheres e homens que cumprem, quantas vezes abnegadamente, a sua missão na defesa de todos nós. A todos um grande bem-haja, pela insistência e teimosia com continuam a remar contra a maré.
Não posso porém estender os parabéns aos comandos da GNR nem aos vários ministros que tutelaram a pasta da administração interna, a todos eles, incluindo o actual se devem as condições próximas do miserabilismo em que funcionam muitos postos territoriais, locais onde falta de tudo excepto a bom vontade de quem lá tem, infelizmente para alguns, de lá trabalhar.
As palavras que hoje ouvi ao senhor ministro e ao senhor comandante da força, entristecem-me, porque um e outro vivem noutro país seguramente, eles vivem num país de aparente segurança, enquanto eu vivo num lodaçal de impunidade, onde mais uns tempos e só restará às pessoas honestas, tratar das coisas pelas suas próprias mãos dado que a impunidade a completa e vergonhosa impunidade campeia por todo o lado.
Não querendo estragar este que deverá ser um dia de festa termino dizendo, que espero sinceramente que algo muda na atitude destes miseráveis governos, e na sua visão sobre a defesa dos mais indefesos e de quem em última instância paga isto tudo. Já uma vez deixei esta pergunta, e faço-a de novo, quem nos defende?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, maio 05, 2011

A Troika

O acordo da comissão tripartida para o salvamento económico desta torpe realidade está aí, hoje a comissão ou alguém por ela mandatado irá proferir uma declaração, dirigindo-se ao país na tentativa, presumo eu, de explicar o acordo lavrado entre essa comissão e o actual governo.
Assim que o acordo foi conhecido, apareceram as primeiras reacções, do lado do governo, o Primeiro-ministro apresou-se a vir à televisão, acompanhado por um espectro que nada disse e se limitou a fazer figura, uma espécie de missa de corpo presente, dizia eu que, o senhor Sócrates, limitou-se a, como seria óbvio, colher dividendos políticos do acordo, falando apenas, e bem, daquilo que mais preocupava os labregos portugueses, que a bem dizer nem era o mais relevante. Falou e disse, mais fora, que calado estivera.
Assistimos nessa mesma noite, a um debate na RTP, sobre o tema, onde o mais interessante foi dito pelo editor de economia do mesmo canal televisivo e pelo director do Diário de Notícias, os politiqueiros de serviço, limitaram-se a abrir as bocarras e a dizer inutilidades entrecortadas com frase em idiomas estrangeiros, podiam pelo menos falar português com correcção e deixarem-se de estrangeirismos cretinos, aliás foram intervenções risíveis e quase anedóticas, Manuel Pinho o ex ministro da Economia, a quem o telemóvel tocou em plena emissão, com certeza com instruções do chefe, para ter cuidado e não dizer disparates, do lado do PSD, o doutor, professor catedrático, como fez questão de anunciar declarando ao mesmo tempo que Pinho no campo académico lhe era inferior porque não era doutorado, sintoma que revela bem a qualidade, patética, desta gente, como se os doutoramentos quisessem dizer competência, Nogueira Leite, que ora tratava Pinho por tu ora por doutor, afinal se o homem não é doutorado porque é que o trata por doutor, outra acusação do senhor doutor foi dizer que Sócrates “…encheu o país de betão…”, não sei se é verdade mais se é, limitou-se a seguir as pisadas do grande guru do alcatroamento e do betão, um Primeiro-ministro, que na década de 90 espalhou essa moda a esmo, um senhor chamado Cavaco Silva, quão curta é a memória, uma anedota que só visto.
As reacções partidárias, foram as usuais, o comunistedo com os lugares comuns da cassete, PSD e CDS, tentando colher dividendos políticos do acordo, ou seja fazendo o mesmo que o PS a quem apontavam o dedo, curioso que a reacção dos bloqueiros foi a mais contida e tecnicamente a mais relevante, quando, pessoalmente esperava, um dos seus arraiais típicos, foram os únicos que revelaram sentido de Estado.
O acordo é sem dúvida um bom acordo, porque corríamos o risco de ficar sem dinheiro já este mês, por isso é um bom acordo e ponto final. Quanto à importância deste o daquele partido para a obtenção do mesmo, esqueçam, os partidos não tiveram importância nenhuma, cantar vitória, fazer de vítima ou declarar posições de desafio, que não assina de cruz e por aí adiante, são atitudes imbecis, porque a comissão, redigiu o acordo, pô-lo em cima da mesa e disse, vamos assinar, era assinar este ou outro pior.
Na prática o acordo é um aumento brutal de impostos! Algumas das imposições, como diminuição de cargos e de custos, de autarquias e freguesias e por aí adiante, ficam aquém daquilo que esperava. A comissão teve o bom senso, de incluir mecanismos de verificação draconianos, sinónimo de que a confiança em Portugal é residual, e fazem muito bem, porque se tais mecanismos existissem com a mesma acuidade, a partir de 1986, e se tivessem verificado o real uso dos dinheiros dos quadros de apoio, sancionando os politiqueiros que tivemos desde essa altura, não estaríamos seguramente neste calamitoso estado.
Em resumo, estamos quilhados, vamos penar muito e durante muito tempo, há coisas que gostava de ter ouvido os partidos dizerem, reformular a constituição e sistema de governo, alterar o modelo político despesista, cortar nas vergonhosas prebendas dos políticos, moralizar o país através de um efectivo combate à corrupção e à economia paralela, infelizmente quanto a isso, batatas! Resta-nos caros amigos, aguentar e cara alegre!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, maio 02, 2011

Obama anuncia a morte de Bin Laden

Morto ou não Bin Laden, continuará a assombrar a vida dos ocidentais, pois as raízes da Qaida são mais profundas e culturalmente mais radicais, extravasando a mera existência física de um único homem.
Há pouco alguém dizia que achava estranho, que Obama durante o discurso em que anunciou a morte de Laden, alumiasse tantas vezes o nome de deus. Não é nada estranho, Obama está, tal como outros por cá em campanha, capitaliza esta “vitória”, o discurso e o anúncio da morte do terrorista número um, servem um interesse especial, não sendo também coincidência a nomeação do general Petreus para director da CIA que substitui Leon Panetta, ascendendo este a secretário de estado para a defesa.
O mundo islamita é um saco de gatos espalhado pelos cinco continentes, o islão foi a religião que mais cresceu na Europa, claro que os islamitas são uma minoria, no entanto não sei se esta não é mais uma achega para uma guerra religiosa que mais tarde ou mais cedo irá rebentar. O Paquistão é uma manta de retalhos com poder atómico, o Afeganistão, foi, é e continuará a ser um túmulo para os impérios, contentíssimos com as revoluções do mundo árabe, muitos palonças parecem esquecer que o conceito “Demos Kracia” não faz absolutamente sentido nenhum no mundo árabe, com isto não quero dizer que sejam piores ou melhores que os ocidentais, são diferentes, com influências culturais e sobretudo religiosas diferentes, apesar de os cristãos terem interpretado a Torá de uma maneira e chamado a essa interpretação Bíblia, e os muçulmanos a terem interpretado de outra e lhe terem chamado Corão, na génese igual poderíamos assumir condicionantes igualitárias, semelhanças, que porém se esboroam por causa de radículas culturais diversas e quantas vezes oposicionistas. A ver vamos se o jasmim não se transforma em cardo!
Há que reflectir nisto tudo e não fazer como os asnos das terras do Tio Sam, que saltaram e pularam de alegria, a Quaida é muito mais perigosa e significa muito mais que apenas um homem, que enquanto vivo era apenas um chefe e depois de morto é um mártir.


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, abril 28, 2011

Presidente foleiro

O senhor José Lello já nos habitou a algumas tiradas menos felizes, ocupa de quando em vez o lugar desse portento da comédia nacional, um dos seus mais criativos agentes, qual Produções Fictícias qual carapuça, Pinho era o homem o grande Pinho dos corninhos ao comuna, na sua ausência temos Lello a preencher-lhe, timidamente o lugar.
Ter dito que Sua Excelência o senhor Presidente da República, é um foleiro, é daquelas coisas que a todos os títulos nunca se deveria ter dado, por muita razão que lhe assista. Mas isto tudo só acontece porque os senhores deputados, primam por excesso de salário e por ócio em demasia. Além de uma clara ingenuidade tecnológica.
Ora se o senhor deputado Lello, ganhasse o mesmo que eu ganho, nunca poderia comprar o tal do Blackberry, logo o senhor deputado, deve ter dinheiro em demasia para esbanjar em gadjets, para telefonare mandar mensagens basta um nokiazito de vinte euros, o meu até na sanita já caiu e continua a funcionar.
Por outro lado, o ar atarefado que os deputados passam é desmentido, pela atitude do senhor deputado Lello, que ao invés de ter em atenção os debates parlamentares, tentando ajudar a solucionar o miserando estado deste país, estava alegremente a trocar mensagens com um colega de bancada, o que prova que pelo menos dois deputados estão a mais, já se poupavam uns cobres.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, tomou a atitude correcta, escolheu os seus convidados, obviamente deixou de fora os deputados, os mesmos que não quiseram comemorar Abril, o insuspeito Presidente, que até não é grande adepto desse Abril libertário, demonstrou ter neste caso uma boa noção daquilo que é ser Presidente da República, assim fosse em relação a outras coisas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão

segunda-feira, abril 25, 2011

25 de Abril!




Este dia 25 de Abril que comemora os 36 anos de libertação do Portugal tacanho da ditadura e atascado numa guerra colonial que esvaía a economia a troco da quimera de alguns interesses instalados, ficará na memória por alguns factos, alguns bem tristes.
Numa primeira tirada de saudar. Sua Excelência o senhor Presidente da República teve hoje um gesto que lhe fica muito bem, levou as comemorações do Abril libertário para Belém, levou também os seus três antecessores para que em conjunto reflectissem sobre este país, esta democracia e este Estado.
Foram discursos narcóticos, o discurso do actual presidente da república, foi um discurso haxixe, mais virado para o sonho, alias Sua Excelência o senhor Presidente da República, referiu a palavra sonho ou sonhar várias vezes, daí eu achar que foi um discurso a puxar para o etéreo. Ramalho Eanes proferiu um discurso Xanax, o seu tom monocórdico e arrastado consegui seguramente adormecer meia plateia, atenta aos seus desvelos históricos.
Soares, atirou-se aos presentes com um daqueles seus discursos, lamechas e irritantes, parecidos com um risco de branquinha, sobe rápido à carola, mas cinco minutos depois já está tudo à toa de novo. Sampaio foi o verdadeiro discurso tinto carrascão, vamos a eles e partimos isto tudo, foi quanto a mim o mais honesto e o mais realista.
Um outro triste facto foi o da não comemoração deste dia na suposta casa da democracia, a Assembleia da República onde os partidos invocaram razões estúrdias e patéticas, escusou-se a dar voz à democracia, enfim fica bem aos partidelhos que temos, esta atitude, bem reveladora da qualidade dos mesmos.
Otelo por seu lado não deixa de me espantar, desta vez confessou que soubesse no que isto ia dar, há 36 tinha-se deixado estar quieto. Não concordo com Otelo, mas compreendo-o perfeitamente, se fora eu, um desses capitães o sentimento seria idêntico.

Ainda assim, VIVA O 25 ABRIL!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, abril 18, 2011

Eleições na Finlândia

Como se já não bastasse, termos sido abençoados com os excelentes políticos que temos, com esta sociedade analfabruta, com as várias minorias nómadas de sanguessugas, com a corrupção endémica e com todas as outras maleitas que nos afectam, agora ainda vamos ter os Finlandeses à perna a morder-nos os canelos.
Confesso que em princípio até concordo com os tais Finlandeses Verdadeiros. Em princípio porque a partir de certa altura o seu discurso é um bocado NSPD para o meu gosto. Mas entendo-os perfeitamente quando não querem pagar pelas burrices de uns pelintras que adoram folgar ao invés de trabalhar, que adoram fugir aos impostos e corromper o polícia para não pagar a multa, percebo perfeitamente que nos olhem de soslaio, não sem detectar nessa atitude um olor a profunda inveja.
Ainda assim, creio que neste aspecto tem completamente razão, a Europa do norte está farta de trabalhar para pagar as tropelias dos energúmenos do sul. Tem toda a razão! No capítulo da emigração, estou de acordo em parte, não me choca que aqui cheguem emigrantes, de qualquer cor que seja, contando que venham para trabalhar para produzir, que sejam emigrantes de qualidade e que tragam qualidade, escumalha subsídio dependente já temos em sobra, revogar os acordos de Schengen em algum do seu articulado e fechar as fronteiras ao rebotalho que por aí abunda, parece-me uma decisão que urge ser pensada, porque a continuarmos como estamos, daqui a um pequeno nada este país não dará para ninguém, porque os que trabalham são cada vez menos, desses os que pagam impostos sobre o que efectivamente ganham, são ainda menos e as sanguessugas são muitas, são demasiadamente muitas, com cartões de créditos e despesas disto e daquilo, com telemóveis e computadores à borla, com casas à borla, com escola à borla e ainda com subsídios por tudo e por nada, ora está claro de ver que assim não há país que aguente.
A termos aqui o prenúncio de uma crise deste modelo de Europa, que se provou ser uma miragem, creio que seria bom sentarem-se todos e discutirem com seriedade o que querem realmente fazer com esta coisa chamada União Europeia, que de união tem muito pouco e de europeia cada vez menos. Estaremos ainda a tempo de nos salvarmos e de salvarmos os nossos?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, abril 13, 2011

Pinóquio! Um conto português.

Pinóquio, divertia-se a soprar o seu bafo quente contra o vidro frio da janela, desenhando depois com o seu pequeno dedo de madeira, figuras engraçadas, um coelho, uma flor, um sol, sentado numa velha cadeira de baloiço desengonçada, que rangia a cada movimento, Geppeto, o pai de Pinóquio, ia acenando negativamente com a cabeça, plena de flocos de neve dos cabelos brancos.
-O que se passa pai – perguntou Pinóquio.
-Ora meu filho, este país é uma corja de aldrabões, vem um mente, vem outro mente ainda vem outro que mente mais que os dois anteriores, haja paciência!
-E não lhes cresce o nariz – perguntou o pequeno boneco articulado de madeira, sentando-se aos pés do pai.
-Não meu filho, a estes infelizmente não lhes cresce o nariz!
Pinóquio ficou a olhar para a televisão, vinha o ministro e mentia, vinha o chefe da oposição e mentia mais ainda, mentiam todos desde o mais insignificante e reles cidadão ao mais endinheirado e importante dos cidadãos. A mentira era tão grande que os outros países já não confiavam naquele paraíso de aldrabões, que mentiam nas declarações de IRS, mentiam sobre os carros, as casas e o dinheiro que tinham, em resumo, aquele era o paraíso dos mentirosos.
A mentira era moeda corrente, Pinóquio, estava de olhos muito abertos a absorver aquilo tudo e a racionar toda aquela farsa, toda aquela grande aldrabice, ele que era tido por um grande mentiroso, comparado com aqueles senhores engravatados, todos doutores, sabe-se lá de quê, talvez doutores da aldrabice, comparado com eles Pinóquio era um pobre pateta, e as suas mentiras, não passavam de brincadeiras de criança travessa.
Pinóquio dormia profundamente, sentiu porém uma presença, talvez fosse a Fada, a sua fada, desde que adormecera que pedira para que ele o viesse visitar, pois já decidira o que queria ser, tomara a decisão acertada.
-Acorda Pinóquio, estou aqui, acorda meu pequenote – disse a Fada, num tom meigo, calmo e seguro.
Pinóquio abriu os olhos lentamente, a aura de luz que saía da Fada, dificultava-lhe a visão, esfregou os seus olhitos, sentou-se na cama e olhando para a Fada disse.
-Fada, vieste, finalmente!
-Sim meu querido, ouvi as tuas preces e cá estou, diz o que me queres!
-Olha Fada, acerca do meu desejo, de me poder tornar naquilo que quiser, já decidi!
-Sim, ponderas-te bem, sabes que depois de concluído o desejo, não podemos voltar atrás – perguntou-lhe a Fada com ternura.
- Sim - disse Pinóquio saltando para o chão e abraçando a Fada – pensei bastante e estou decidido, será o melhor para mim!
- Então meu pequeno diz-me o que queres ser!
- Olha Fada, quero ser português e político, não há aldrabões maiores e nunca lhes cresce o nariz!
O desejo cumpriu-se e há quem diga que Pinóquio, hoje veste fatos de seda, hoje é português, há quem diga que é ministro, que é líder da oposição ou que é presidente da república, há quem diga que é autarca, deputado, médico ou empresário, ninguém sabe bem ao certo, certinho, certinho é que sendo português é um valente aldrabão.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, abril 11, 2011

A crise em Portugal, mentiras sobre as verdades!

Já resta pouco para dizer acerca desta miserável situação em que nos lançaram a corrupção, o laxismo, a incompetência, o roubo descarado, a estupidez e outros adjectivos que poderiam ser utilizados para classificar a actuação da sociedade portuguesa dos últimos 25 anos.
A arma mais utilizada foi a aldrabice, a mentira, a dissimulação e a inverdade, recorrendo e socorrendo-se os galos do poleiro de todos os meios, desde logo de uma comunicação social a soldo de uns e de outros, depois através do boato, da calúnia e da intimidação.
Num último apanhado de vergonhosas mentiras, poderemos destacar, algumas. “Sócrates é o culpado da crise”, por muito que não gostem do homem, isso não é verdade, juntem-se-lhe, todos outros, Cavaco Silva à cabeça, Guterres, Durão e o próprio Passos Coelho, todos irmanados na culpa por este miserabilismo, do mesmo modo é mentira que a oposição seja a única culpada da crise, a oposição fez um papel triste isso é indesmentível, no entanto o governo fez igual papel, culpados são os dois.
E agora que estamos quase em período eleitoral, seremos de novo bombardeados com fiadas de aldrabices, catadupas de bojardas, chorrilhos de mentiras, da esquerda à direita ninguém discute o essencial, a falência deste modelo de Estado, a falência deste modelo governativo, a falência de uma classe, que é apenas o espelho da sociedade que integra, o que por fim conduziu à falência d próprio país. O mais incrível é que os títeres politiqueiros conseguem mentir sobre a verdade e falar absolutas verdades sobre a mais atroz das mentiras.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, volta a pedir sacrifícios, faça-os o senhor, reduza o seu ordenado, corte a sua pensão, abdique das festarolas e romarias e cartões e telemóveis e assessores e casas civis e casas militares, corte senhor Presidente faça um sacrifício, por Portugal, por todos!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, abril 06, 2011

O Conselho de Estado! Mais uma novela patética.

A nova polémica sobre inverdades, mentiras, falsidades e honestidades levantadas por essa nova aquisição do Conselho de Estado, apenas veio revelar o préstimo que tem essa, mais uma, instituição perfeitamente inútil.
Muito para lá de se ter ou não discutido o pedido de ajuda extraordinária, tão necessária a esta cloaca de imundice que se chama Portugal, muito para lá de sabermos se o senhor Primeiro-ministro ferrou mais uma peta, como se sendo isso verdade, fosse o único a faze-lo, muito para além do «fait diver», está a imagem do tal Conselho de Estado, imagem essa que com a brilhante prestação do seu novel Conselheiro se prova que é uma imagem distorcida.
O Conselho de Estado a fazer fé no capítulo primeiro, Artigo 1.º da lei que rege a sua constituição, é «o órgão político de consulta do Presidente da República.» Pois, por aí estamos esclarecidos, é mais uma oportunidade para os mesmos de sempre, que há trinta anos nos empurram para a sarjeta, darem ar à taramela, cada um puxando a brasa à sua sardinha, demitidos que estão da realidade de um país miserável que vai sobrevivendo como pode, pedia-se a esses senhores que fossem ponderados, infelizmente não o são, como podemos ver pela patética novela que se tem vindo a desenrolar após as declarações de um dos conselheiros.
O mais interessante é o artigo 18 que transcrevo na integra:
Artigo 18.º
(Reembolso das despesas)
1. Os membros do Conselho de Estado têm direito ao reembolso das despesas de transporte, público ou privado, que realizem no exercício ou por causa das suas funções.
2. Os membros do Conselho de Estado têm ainda direito às ajudas de custo fixadas para os membros do Governo, abonadas pelo dia ou dias seguidos de presença em reunião do Conselho e mais 2.
Acho interessante é o «mais 2». Ora aqui temos uns rapazitos, cujos traseiros parecem ainda não estar suficientemente anafados, ainda levam umas pequenas alcavalas para irem de quando em vez, dar ar à boca e atirar umas bojardas, tudo como é claro patrocinado pelo orçamento de estado, ou seja regiamente pago pelos papalvos imbecis que sustentam isto.
Ora meus caros, se é para ganhar umas coroas, dizer umas barbaridades e fazer figuras patéticas, contratem-me a mim, que ganho pouco, não me importo de cumprir esse dever patriótico, abnegado servidor da causa pública como são todos esses senhores. E querem vocês que eu acredito nesta opereta bufa, o quê com gente desta? Apre, cruzes canhoto!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, abril 05, 2011

Benfica versus Porto ou o paradigma deste Portugal!

Vou pegar no triunfo do Futebol Clube do Porto sobre o rival Sport Lisboa e Benfica, para ilustrar o miserabilismo de uma sociedade podre e infecta que vive destes pequenos nadas, e que faz de ocorrências patéticas a grande fleuma da existência.
Não falo de futebol, por princípio, por dois motivos de ordem racional, primeiro pela esterilidade do tema e depois pela pura perda de tempo, mas o recente jogo é uma interessante parábola sobre este Portugal, em que vivo. O antes do jogo revelou o aspecto mais primário e boçal desta nossa sociedade, com arruaças e apedrejamentos e demais imbecilidades próprias de uma sociedade de grunhos, pouco mais que primatas inferiores, e estou certo que os primatas inferiores demonstram mais civilidade, que gastam as suas energias em imbecilidades como seja o futebol, foi em resumo patético.
O jogo foi o que foi, quem vê um Barcelona ou um Chelsea, não deixa de se rir com esta coisa que por cá se chama futebol. Depois mais um exemplo de falta de civismo, típico recurso dos pobres de espírito, apagar as luzes do estádio, ligar a rega, enfim, outra demonstração de que somos verdadeiramente patéticos. Seguiram-se as declarações dos dirigentes, os que falaram, e a coisa ainda foi pior, os dirigentes dos clubes de futebol deveriam primar pela ponderação, educação e civismo, infelizmente o que temos é atrozmente patético, ferozmente infeliz e mau demais para ser verdade, no entanto como vivemos num país onde reina a maior impunidade, são esses os exemplos que a turba triste e analfabeta mais segue e nos quais, que desgosto, se revê, o que é absolutamente patético.
No dia a seguir ao jogo, mais um exemplo da sociedade imbecil que somos, à hora de almoço o telelixo nacional, gastou 20 minutos, a falar sobre as imbecilidades da jogatana, vinte minutos de televisão gastos a falar de cretinices, que num qualquer país civilizado não ocupariam mais de 30 segundos, por cá esta comunicação social vergonhosa que temos, ocupa-se essencialmente das não notícias, que transforma em casos nacionais, foi o grau zero de intelecto, o absurdo elevado a «prime time», outra patética mostra da nossa pequenez e da nossa falta de cultura.
Em resumo, um simples jogo de futebol, mostra indiscutivelmente a realidade social desta imundice de país, somos mesquinhos, imbecis, cretinos até ao tutano, poderíamos grunhir ao invés de falar que ninguém notaria a diferença, não admira pois que sejamos o esgoto a céu aberto da Europa.
Parabéns ao Futebol Clube do Porto pela vitória e peço desculpas em meu nome pelo meu clube do coração, pelas atitudes irreflectidas e pouco civilizadas de alguns.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, abril 01, 2011

Que fazem aqui?

Não resisti a partilhar este vídeo convosco, pertence a um programa humoristico da televisão espanhola, mas bem poderia ser sobre Portugal




Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, março 31, 2011

O caso da acumulação de funções e do pagamento de 72 mil Euros!

O caso da acumulação de funções e do pagamento de 72 mil Euros, à excelsa esposa do senhor ministro da Justiça, é um caso paradigmático, da triste realidade de Portugal, o mesmo se poderá dizer dos ordenados pagos aos administrados da Empresa de Meios Aéreos detida pelo Estado.
É caso paradigmático, porque para os imbecis, que sempre que nós, os Zés pagantes, clamamos por causa destas e doutras benfeitorias ao erário público, de imediato, acenam com a célebre demagogia e com a relativização, ora o povo é o povo, são uns pobres néscios, pensa em uníssono essa corja de mentecaptos.
Ora este caso é bem indicativo das muitas, dos milhares de outras situações, em que o esbulho dos dinheiros públicos atinge, o cúmulo do surreal, pois é surreal, que um país miserável e falcato, desbarate fortunas em prebendas e alcavalas atribuídas a esmo cumulando em jeito de benesse, as redes de amizades e compadrios que compõem este país.
Fora-mos um país de sustento pródigo, ainda que fosse torpe esta situação, seria ela disfarçada pelos proventos que surgiriam em demasia e cobririam a farsa, somos e fomos quase sempre, um país de oligarquias porcinas e untuosas grossas em cabedais e populações analfabetas e conviventes com a miséria absoluta, facto que deveria, fazer pensar os senhores poderosos, antes de deitarem mão ao pote, arrebanhando a maioria e deitando depois as migalhitas ao povaréu, pois é precisamente o contrário não só se arrebanha, e continua no fartar vilanagem, como ainda se taxam as migalhas e se dedicam a extorquir o que puderem dos magros proventos do Zé Pagão.

Nota: O porta-aviões britânico HMS Ark Royal, foi abatido ao efectivo e está à venda segundo relata a BBC, se Portas entra de novo para ministro da Defesa, é desta é que teremos um porta-aviões o NRP Cavaco Silva.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, março 30, 2011

Os juros da dívida Portuguesa!

Os juros da dívida Portuguesa, atingem máximos históricos, muito por culpa dessas coisas chamadas agências de notação financeira, as famosas agências de rating. Estes vampiros, as verdadeiras forças negras por detrás, do papão chamado «mercados», são as mesmas entidades que apenas um mês antes da queda das empresas americanas Freddie Mac e Fannie May, empresas que iniciaram a onda de falências e a derrocada dos sistemas financeiros culminando nesta crise, dizia eu, que estas mesmas agências de rating um mês antes das falências atribuíam à Freddie Mac eà Fannie May a notação máxima, dando-as como empresas seguras e fiáveis.
Ora são estes mesmos energúmenos, que agora, se encarniçam no derrube de Portugal, bastou a Presidente do Brasil ter anunciado que o seu país iria ajudar Portugal, para que logo as ditas agências corressem a desvalorizar a notação da banca portuguesa desvalorizando também ou existindo já a intenção de desvalorizar também a notação de Portugal, num claro sinal de concertação especulativa, que de mãos dadas com interesses obscuros caminham a par para ganhar muito dinheiro coma concretização do pedido de ajuda externa, que alias, deveria ter acontecido ao primeiro sinal de crise, aí os nossos políticos falharam redondamente, falharam todos da esquerda à direita, continuando a falhar por não criarem uma base de entendimento ao invés de andarem a brincar à politiquice barata.
Cinco das mais importantes dessas agências, são americanas, o que por si só faz perceber o que realmente se esconde por detrás das imbecilidades que dali surgem, como se não bastasse, a porcaria dos hambúrgueres, a nojice da cola, os broncos que por lá habitam bem como as guerras e o ferro-velho que nos vendem, agora temos de gramar com as agências trapaceiras que claramente ao assalto do Euro e apostando na sua queda, se atiçam às nossas canelas escanzeladas. Bem-vindos ao Século XXI!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, março 24, 2011

Sócrates pediu a demissão!

E pronto, lá caiu o homem. Como era de prever a camarilha politiqueira lá atirou esta farsa chamada Portugal ainda mais para o fundo! A ânsia do poder ditou os caminhos e lá vamos nós de novo para o fadário eleitoral, gastar mais uns valentes milhões, que não temos, para legitimar a eleição de outro Sócrates, desta vez do PSD, acolitado pela muleta do PP. Vai ser mais uma daquelas de sair da frigideira para cair na fogueira.
Soluções, ideias, projectos ou intenções, não se vislumbram em lado nenhum, é o verdadeiro deserto do intelecto. Passos Coelho antes de se decidir foi ver o que o chefe queria e depois atacou. A classe política de Portugal está como o resto do país completamente à toa, totalmente desnorteados.
Quem foram os perdedores? Todos. Perdemos todos, ninguém ganhou nada, excepto talvez os que já prevêem a sua nomeação, quando se der a troca dos boys rosa pelos boys laranja, com as habituais falcatruices que ocorrem. Nas décadas de 80e 90 do século XIX, estávamos numa situação semelhante, Progressistas e Regeneradores alternavam a farsa política da Monarquia cansada e falida, ora na situação, ora na oposição, nomeavam-se uns aos outros para cargos na administração pública e continuavam o esburgar à tripa forra do erário público como se não houvesse um país para sustentar.
Nos últimos 30 anos tem sido assim, à vez, PS e PSD, têm dividido a parte de leão da carcaça, com umas migalhas atiradas aos mabecos populares que de quando em vez são convidados para o festim, sempre deixados de fora os abutres vermelhos limitam-se a piar cada vez mais fininho, a pouco e pouco a gorda carcaça, insuflada com os euros dos esclavagistas modernaços que vestem seda e já não trazem machileiros, rodeados de sobas e sobetas, que lhes aparam os golpes e atiçam as garras aos mais incautos, a pouco e pouco a carcaça, ficou no osso, agora é que é gritar aqui d’el rei!
Numa tragédia típica «à lá portuga», logo aparecem os abençoados sebastiânicos, os messias modernos, preclaros videntes que lançam alertas, coniventes até aos caboucos com o arruinar do solar, as parcas negras da desgraça alvoraçadas e travestidas de cores garridas dos partidelhos medíocres e dos politiqueiros farroupilhas e intelectualmente indigentes que sobram por estas bandas, nós o restante desta tropa fandanga de rebotalho, curvamos os costados e lá vamos indo, para onde nos levar o destino, seguros apenas de uma coisa, melhor isto não fica, mas também já ninguém quer saber!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, março 23, 2011

Manuela Ferreira Leite tem a “consciência verdadeiramente tranquila

Hoje, quase todos concordaram cairá o governo de Sócrates, ver-nos-emos livres de um governo espoliador, virão eleições e entrará outro bando da mesma laia. Ontem mais um político fez declarações surpreendentes, a saber, Manuel a Ferreira Leite, declarou que está de consciência tranquila, que não tem nenhumas responsabilidades sobre a actual situação e que ainda avisou para este descalabro, não tendo sido ouvida.
É surpreendente a lata que esta gente tem! A senhora Ferreira Leite deve de estar a brincar ou então têm memória curta ou sofre de amnésia, em qualquer dos casos, aconselha-se uma ida ao médico de família, claro que é na clínica privada, não estou a ver a dita senhora a levantar-se às 4 da matina para apanhar uma consulta num qualquer destes centros de saúde infectos e quase imprestáveis, que temos. Tal como o seu chefe, o guru da clarividência, Ferreira Leite também lançou alertas, também previu a desgraça, facto que faz com que o PSD comece a ser já conhecido como o partido Zandinga, fazendo honras ao conhecido místico nacional, com tantos magos clarividentes e omniscientes, resta saber porque é que nada fizeram.
Ferreira Leite tem memória curta, a essa senhora se deve o começo do descalabro da Educação e das politicas educacionais economicistas, que redundaram nisto que temos agora, enquanto responsável pela educação, relembre-se que a senhora Ferreira Leite está nos meandros do poder desde 1980, ocupando cargos na áreas das Finanças e Orçamento, Educação e Economia, por isso dizer que não tem responsabilidades é uma daquelas bojardas lamentáveis a que esta gente já nos habituou.
Outra característica que partilha com o grande guru da luminária e preclara vidência é o chamado «efeito Calimero», também Ferreira Leite se sente injustiçada, a culpa é toda dos outros, os malandros e bandidos que não lhe deram ouvidos.
Se a senhora dizer o que bem entende, não é nada grave, porque até ver isto é um país relativamente livre e democrático, existirem energúmenos que lhe dêem ouvidos e acreditem no que a senhora diz, isso sim já é bastante grave, denota que infelizmente este país é habitado por uma populaça de imbecis que bem merece os políticos miseráveis que tem bem como o miserabilismo que nos assalta.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, março 22, 2011

Faleceu Artur Agostinho


Artur Fernandes Agostinho
Lisboa, 25 de Dezembro de 1920 — 22 de Março de 2011

Faleceu Artur Agostinho, um homem que marcou uma época, morre mais uma das referências do Século XX português. Querido por muitos mal amado por outros tantos, fica o trabalho de um extraordinário comunicador, multifacetado e dono de uma ímpar capacidade de comunicar. Que descanse em paz!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, março 21, 2011

Dia da Poesia!

Hoje é dia de poetas,
esses arquétipos da descrença,
cavaleiros do nada, pérfidos ascetas,
da palavra escrever é a sua crença.
Hoje é dia da poesia!
E, que seria deste mundo sem este dia
sem poesia!
Como seria, ou o que se tornaria.
Sem aqueles que sonham a escrita,
cuidada, zelosa e muito erudita,
ou apenas escrevinhada quase que não presta,
Tal como esta.
Hoje é dia da poesia!
E, que seria deste mundo sem este dia
sem poesia!
Que vivam os poetas, vivam!
mesmo que ninguém os leia,
que viva a poesia sem peia,
que vivam os que sonham!
Hoje é dia da poesia!
E, que seria deste mundo sem este dia
sem poesia!
(Poeta pateta)

Leiam poesia!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, março 15, 2011

15 de Março de 1961 em Angola!

Foi a 15 de Março de 1961, que o inferno desceu aquelas terras de Angola, os avisos tinham sido mais que muitos, a revolta dos pobres agricultores forçados da Baixa do Cassange em Janeiro do mesmo ano e o 4 de Fevereiro, com os ataques em Luanda, tinham sido extraordinários prenúncios do terrível tempo que estava para vir.
Aliás, o 15 de Março, era esperado por todos, Exército, Pide e colonos, suspeitavam de algo que estava no ar, tornando a atmosfera cada vez mais irrespirável, em 1961 ecoavam ainda os ecos das sublevações de alguns povos indígenas em 1946, no entanto naquele terrível mês do ano de 1961, ninguém esperava a barbárie que se soltou.
Não tem cabimento aqui, fazer juízos de valor, sobre as atrocidades cometidas, de parte a parte, os insurrectos fizeram aquilo que achavam certo e as autoridades e colonos responderam conforme, aqui cabe apenas o lamentar das mortes inúteis de tantos inocentes, o lamentar da falta de visão política dos governantes e sociedade de então, cuja miopia e cupidez, tiveram o desenlace hediondo e triste que se conhece.
Pretos e brancos, qual antítese da união da humanidade que se quer e se deseja, enveredaram por um irreconciliável antagonismo que ainda hoje faz mossas na sociedade em que vivemos. Importa lembrar os que caíram, os inocentes e todos os que deram o seu melhor pelas causas em que acreditavam, que descansem em paz!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, março 14, 2011

A treta da demagogia!

Agora num repente é tudo demagógico! A situação é demagógica, a oposição é demagógica, as manifestações são demagógicas, os pobres são demagógicos, é tudo demagógico. Está tudo atacado de demagogia. Dá vontade de rir, os fazedores de opinião do telelixo nacional acusam de demagogia tudo, todos e mais alguém, por seu turno os governeiros da desgovernança atiram as farpas da demagogia à oposição canhestra e lá vogamos nesta coisa delirante.
E nós, os pobres diabos exauridos, mal pagos, à rasca e rascas, nós os papa açordas que pagamos este circo todo? Bem a nós toca-nos ir andando de costa cada vez mais curvada, na esperança de que os 500 ou 600 euros que levamos para casa não nos sejam retirados nem percamos o emprego que temos, entre a espada das dívidas, a parede das necessidades de sobrevivência e rodeados de lobos esfaimados que se alimentam dos nossos magros ossos descarnados, e isso tem muito pouco de demagógico.
Aos milhares as mentiras, as inverdades, a politiqueirice rasca e torpe, que desde 1986 nos invadiu o ideário, levou-nos a viver um conto de fadas ao contrário onde ao invés de um upgrade nos saiu um downgrade, começamos como princesas e acabamos como gatas borralheiras enfarruscadas sem perspectivas de remissão, pisados e repisados por madrastas más com gravatas de seda e irmãs de etnias variadas que adoram viver da folgança alheia.
Neste contexto de gente à rasca e gente nada à rasca, fazemos as figurinhas mais ridículas e cretinas deste planeta, caindo de joelhos rendidos a cada ossito que os senhores poderosos se lembram de nos lançar, enquanto subservientes abanamos o rabito chamuscado do braseiro. O bom disto é que brevemente acabará este PS e seguir-se-ão dez anos de PSD, confesso que estou curioso para perceber como vai um partido que nunca governou em crise descalçar a bota que ajudou a enfiar, saltaremos da fossa para a estrumeira e os troçulhos serão os mesmos porque no fundo pouco diferem uns dos outros, enfim veremos o que sairá desta trapalhada, com a absoluta certeza de que as migalhas serão ainda menos e mais disputadas, mas isso deste 1990 que alguns avisavam!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, março 10, 2011

Cavaco e o discurso da verdade e da ruptura!

Enganei-me muito pouco acerca do discurso de Sua Excelência o Senhor Presidente da República. Quezilento, sectário como era previsível, muito claro e duro, esquecendo o seu passado, fica sempre bem que a memória é curta.
Já se percebe porque é que o PSD não avançou ainda com uma moção de censura, o seu presidente, fez-lhes esse favor, na prática o discurso de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, foi uma moção de censura, com um leve apelo esquerdista, facto extraordinário em Cavaco, de levantamento popular, o tal sobressalto cívico pode ser entendido de muitas maneiras, revolução, insurreição, desobediência civil, golpe de estado entre outras, isto na boca de um presidente da república é para ser simpático, um acto vergonhoso.
Sua Excelência o Senhor Presidente da República, deixa de fora os 20 anos anteriores aos últimos 10, que contribuíram decisivamente para isto em que estamos hoje, pois Sua Excelência o Senhor Presidente da República, é tão culpado como Sócrates, ainda que queira sacudir a água do capote, declarar como fonte de todos os males, ainda que muita trampa tenha sido feita, apenas estes últimos 10 anos, é uma falácia, uma inverdade que também não fica nada bem a Sua Excelência o Senhor Presidente da República, afinal este deveria ser um discurso da verdade, afinal a verdade andou a voar baixinho.
Depois daquela diarreia verbal sobre a economia e os sacrifícios, outra inverdade, os tempos estão difíceis e com certeza virão mais sacrifícios, dizer aos portugueses que devem dizer basta, é uma outra falácia, no tal discurso da verdad . A propósito dessa verborreia económica, quanto terá custado esta cerimonia da treta , só as flores davam para dar de comer a várias famílias durante um mês, afinal o país está em crise, mas continuamos a falácia mentirosa deste Estado de merda, que vive acima das suas posses, sempre com pompa e circunstância derramando lágrimas de crocodilo sobre os pobres e os excluídos, desbaratando dinheiro em parvoíces e imbecilidades como esta.
A vergonha, Sua Excelência o Senhor Presidente da República, está no modo em como o senhor e a politiqueirice rasca que representa, perpétua o seu status quo, sem verdadeira preocupação sobre os desgraçados, e isso não é demagogia, isso é o quotidiano! Ainda que alguns, cujos cus anafados por ordenados faraónicos, parecem não perceber!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, março 09, 2011

Cavaco Silva tomou posse do segundo mandato enquanto Presidente da República!

O cidadão Cavaco Silva, tomará hoje posse do seu segundo mandato, como Presidente desta coisa chamada República de Portugal. No dizer do mesmo, um mandato «mais interventivo» que apresentará no seu «discurso da verdade», discurso que ao que parece proferirá após a cerimónia da tomada de posse, mais uma oportunidade de gastar rios de dinheiro para que a farsa continue, onde seguramente irão acorrer todo o tipo de lacaios da subserviência democrática nacional.
Estou curioso para perceber o que será este tal mandato interventivo, será igual ao anterior, em que apenas interveio quando as suas convicções partidárias de conservador reaccionário e empedernido lhe ditaram tais acções, um presidente quer-se supra partidário, mas este não o é, demonstrou por várias vezes que é apenas Presidente do centro direita, colocando os interesses do seu partido acima daquilo que são os interesses deste regabofe travestido de país.
Estou também curioso para ouvir o que será esse discurso da verdade, resolveu agora falar a verdade, será que andou a mentir nos últimos trinta anos? Estou curioso, no entanto aposto que vai de novo soltar o seu rancorzito disfarçado pela capa de homem sensível e o único com intelecto e visão, o verdadeiro salvador da pátria, atacando novamente os que adversários políticos que levantaram aquelas questões incómodas que macularam a imagem de homem sério, a ver vamos.
Com esta tomada de posse está quase completo o ciclo que terminará com a queda do actual governo e a subida ao poder da outra face desta má moeda, para continuarmos como até aqui, na senda do disparate, da roubalheira, dizia um destes dias esse colosso dos fazedores de opinião Miguel Sousa Tavares que é pura demagogia dizer que a classe política é uma classe de ladrões, tenho pena de MST, pobre homem! Talvez esteja na altura de se reformar e ir viver para o Equador! Retomando a ideia de fim de ciclo, com o actual presidente já empoleirado e o seu partido ganhador de umas eleições, concluir-se-á o ciclo de norte africanização de Portugal, passaremos oficialmente a ser um país do Norte de África, o único até ao momento imune às diatribes revolucionárias, até nisso somos um atraso de vida!
Aguardarei curioso esta tomada de posse, o seu discurso de verdade, com a certeza porém de que voltaremos ao sultanato do Cavaquistão, acolitado pelo califa da Madeira o senhor Jardim, esse excelente exemplo de democrata, cuidado que no norte de África as coisas andam mal para sujeitos agarrados ao poder, sustentado pelos Xeques do PSD, Sua Excelência o Presidente da República prepara-se para perpetuar a linhagem, prepara-se para perpetuar este sistema que nos últimos trinta anos, nos levou às portas da indigência. Nada mudará, continuamos por cumprir!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, março 04, 2011

Entre-os-Rios Dez anos depois!

Uma década passou e o silêncio persiste nos corações de todos os que viram os seus entes queridos serem ceifados pela incúria e pela inépcia do Portugal politiqueiro, o Portugal do empurra e passa a outro, o Portugal em que a Justiça é a penas uma alegoria cómica, uma farsa de opereta bufa, em que meia dúzia de sorumbáticos e engravatados seres cinzentos tentam fazer passar uma já gasta, mentirosa e inútil mensagem de isenção e utilidade dessa coisa chamada Justiça.
Uma década passou, e as vozes dos infelizes que se viram arrancados à vida pela estupidez e cupidez dos seus governantes, ecoam pelos vales, ressoando como um hino portentoso à inglória gesta deste povo de lesmas, de carneiros eunucos, que continua a vegetar na sordidez do disparate da boçalidade e da alegra complacência dos pobres de espírito, alicerces primários do estadão e pompa com que a cáfila mandona se sustenta e vai sugando os fluidos necessários para suprir a untuosa camada que lhes cobre os glúteos, onde o calo do assento de cabedal se nota já, ai que o senhor doutor não tem ar condicionado, ai que o senhor doutor não tem computador topo gama, ai que o senhor doutor não tem cartão de crédito, enquanto ali ao lado milhares sobrevivem com as magras migalhas da Corja.
Uma década passou e já não se ouvem gritos de desespero que fariam ainda mais sentido, erguendo clamores e brados altos aos céus, que até desses parecemos esquecidos, porque nos abandonaste pai, dirão os crentes! Os gritos da revolta contra o marasmo, a roubalheira, a impunidade e contra esta Corja, que há décadas nos consume, mas atentai que disto talvez sejamos merecedores, porque somos uma sociedade hipócrita e medíocre, vergada ao peso dos grilhões das elites e dos pastores de promessas.
A tragédia de Entre-os-Rios, ficará na história não como o pior e mais trágico, por enquanto, acidente em Portugal, a tragédia de Entre-os-Rios, ficará na história de Portugal como o mais gritante hino, à estupidez colectiva de um país medíocre, de uma sociedade nojenta, de uma classe política asquerosa e torpe. Dez anos depois em Entre-os-Rios, está tudo na mesma, apenas existe uma ponte nova que não vai dar a lado nenhum, porque não existem estradas!
Em entre-os-Rios Dez anos depois, está tudo adiado, como adiado anda este país, há décadas, que se adia, a cultura, a civilidade, a Justiça e tudo o que nos poderia tornar um país justo e democrático, em Entre-os-Rios Dez anos depois, cheira a falácia, a mentira e a abandono, cheira a incúria, a inépcia e a uma vergonhosa falta de vergonha dos poderosos, cheira a estado novo!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, março 02, 2011

Wikileaks Portugal!

Li até agora apenas quatro dos famosos telegramas que a Wikileaks disponibilizou e que o Jornal Expresso, publicou. Todos estes quatro documentos dizem respeito ao Ministério da Defesa e a opções desse mesmo Ministério.

Telegrama 09LISBON136: O que há de errado com o Ministério da Defesa português.
Telegrama 06LISBON2265: Portugal rejeita duas fragatas americanas.
Telegrama 09LISBON137: os perfis do ex-ministro da Defesa Nuno Severiano Teixeira e do ex-secretário de Estado João Mira Gomes.
Telegrama 09LISBON561: A compra dos submarinos e a investigação seguinte.

Começando por resumir cada um dos documentos, deve-se dizer que não trazem nada de novo, ou antes não dizem nada que uma pequena minoria de gente atenta não saiba, claro que a grande massa dos patrioteiros imbecis que por aí vegeta ainda vive a leste de tudo isto, Deo Gratias, dizem os senhores do poleiro que assim têm a sua tarefa facilitada.
Em relação ao primeiro documento, trata-se de uma minuciosa e muito bem conseguida análise sobre o funcionamento do Ministério da Defesa e das Forças Armadas. É um fartote, generais a mais que manda pouco e tem pouca gente em quem mandar porque o quadro orgânico está todo ao contrário, quase que se podia constituir uma brigada com generais e oficiais superiores, grandes comandantes de secretária, o documento cita até um caso caricato em que sendo solicitado a um Major-general , antigo Brigadeiro, general de duas estrelas, que autorize a ida da banda do exército a uma qualquer cerimónia, este responde que tem de falar com o chefe do estado maior, esta é mesmo para rir, mas só quem nunca passou pelas forças armadas portuguesas é que desconhece este nível de burocracia.
São apontadas várias causas para este estado de coisas, motivos históricos, psicológicos, orçamentais, organizacionais e outros que tais, tudo querendo dizer que é uma confusão pegada, facto indesmentível.
Quanto ao segundo documento, é um lamento, as autoridades americanas lamentam que Portugal tenha recusado a «oferta» de duas fragatas da classe Oliver Hazardd-Perry, tendo optado por comprar as Meko 2000, ora neste caso creio que fizemos bem em recusar ferro velho de 1976.
O terceiro documento, constata o óbvio, facto que também já tratei neste blogue, que tem que ver com a eterna falta de gente com sapiência que tem ocupado a cadeira do Ministério da Defesa, não falarei em incompetência, antes em desconhecimento, facto que os grupos de pressão que giram em torno das negociatas da Defesa aproveitam a seu bel-prazer como se viu no caso da compra dos submarinos.
O quarto documento, levanta precisamente o tema dos submarinos e critica a opção de compra. Aponta razões técnicas e operacionais e as graves lacunas de navios de superfície que a Armada portuguesa possui, a compra dos submarinos foi uma espécie de capricho de puta velha, arruinada e caquética mas que compra uma minissaia, apenas para mostrar umas canelas desleixadas e cadavéricas.
Estes quatro documentos, são acervo brilhante, para uma cabal descoberta da realidade sobre a classe politiqueira da Lusitânia, são o elogio ao disparate, à burrice, a torpeza da incompetência do compadrio e das negociatas falcatrueiras, como se nós não soubéssemos!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Pistola taser em prisão de Paços de Ferreira



Por causa deste vídeo, por causa da actuação, correcta, dos homens do GISP, anda tudo para aí em bolandas, sobretudo e daquilo que ouvi, afirmações que roçam a estupidez boçal, dos cus almofadados que nos gloriosos planos traçados nos gabinetes do ar condicionado não sabem nem sonham o que custa e comanda a vida.
Um senhor deputado, o tal que à sorrelfa sonegou os gravadores a jornalistas, numa atitude tipicamente Kadafiana, declarou «que é um atentado à dignidade humana», atentando à dignidade e à inteligência humana, é continuarem a permitir que o senhor seja deputado.
Uma outra criatura que ouvi, muito brevemente, que suponho seja da Amnistia Internacional ou de outra treta do género, vociferou a bom tom, contra a malandragem dos polícias, a esse enfiava-lhe um uniforme e deixava-o a servir como guarda prisional durante um dia, bastava.
Os comunas, como de costume, lá vieram com a lenga-lenga da repressão do costume. Resumindo, a começar pelo jornalismo de merda que temos, televisão incluída, chegamos à triste conclusão de que somos informados por uma cambada de imbecis, que se limite a cagar postas de pescada, sobre coisas das quais não faz a mais pálida ideia.
Aquilo que foi feito em Paços de Ferreira, foi o que era exigido, os meios adequados e o uso da força adequada a lidar com aquela criatura, tudo o resto são balelas imbecis de cretinos, aos quais o poder político desejoso de agradar para que se esqueçam as imbecilidades, vai logo dar crédito.
Parabéns à Directora do estabelecimento Prisional, parabéns ao pessoal do GISP, um trabalho muito bem feito e limpo, é para isto que lhes pagam, mal, é isto que devem fazer, um grande aplauso por uma excelente demonstração de método de trabalho e profissionalismo. A todos os lorpas que estão contra este trabalho, aprendam a ser gente e a viver no mundo de merda que ajudaram a criar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, fevereiro 22, 2011

A «favelização» de Portugal



Onde é isto? Tunísia, praça Tahir no Cairo ou na Líbia? Em nenhum desses locais, ao que sabemos esta cena degradante digna da mais abjecta repulsa por parte de qualquer pessoa com o mínimo de decência e grau civilizacional, passa-se em Portugal, num daqueles subúrbios para onde se atirou a rapaziada que se deixou e deixa entrar neste país, por tudo e por nada sem qualquer crivo de qualidade.
Quando há uns dias o Juiz Mário Mendes falava do perigo de «favelização», era disto que estava a falar. Quando se vêem as notícias sobre incidentes deste tipo há sempre um denominador comum, os prevaricadores são uns anjos, alguns até cantam no coro da igreja lá da terra e os malandros dos polícias é que os agridem, só para se divertir!
Se há violência policial? Não duvido! Mas a maioria destes casos são respostas, proporcionais a actos e ofensas de todo o tipo a representantes da autoridade do Estado, que só pecam por serem, as mais das vezes demasiado brandas!
Tornando-se depois inconsequentes, porque na etapa seguinte, o poder judicial, desfaz todo o trabalho das polícias, recordam-se do tiroteio num bairro em Lisboa, sabem quantos dos intervenientes estão detidos, sabem quantas armas, das que se viram perfeitamente nas imagens, foram aprendidas? Não sabem?
Então eu respondo, ninguém está preso e as únicas armas aprendidas estavam legais, ou seja não era nenhuma daquelas que se viram nas imagens.
Este é o estado de impunidade em que vivemos e viveremos ainda situações piores com o prolongar e agudizar da já péssima situação económica, Acontece que todos precisamos de comer, quando falta, tratamos de arranjar, seja lá de que maneira for!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, fevereiro 19, 2011

Limitação dos ordenados dos gestores públicos!

Ontem ouvi com alguma atenção a entrevista que Louça deu na RTP2, para tentar perceber se aquilo que eu pensava sobre a moção do BE, se revelaria correcto. Revelou-se efectivamente correcto, a moção do BE, é uma acção inconsequente, que se destina a contabilizar ganhos ideológicos no campo da esquerda, antecipando o PCP, que se deixa fintar, mais alcance não tendo que isso.
Claro que a moção do BE provou algumas coisas, provou que o PP é um saco de demagogia, a proposta estapafúrdia do seu líder, declarando que qualquer moção contra Sócrates deveria ser votada favoravelmente, revela-se como todos sabíamos uma falácia, um torpedo dos submarinos que comprou. Provou que o PSD efectivamente não quer derrubar já o PS, por isso apenas falaram os zés-ninguém dos laranjas, Mendes, Santana, Pacheco e outros números ocos, ninguém do núcleo duro do PSD, falou, pelo menos com aquele ódio e violência inusitada, como se a apresentação de uma moção de censura fosse privilégio só de alguns.
Numa outra nota interessante, PS e PSD votaram contra a limitação dos salários babilónicos dos gestores públicos, acusando a proposta de demagógica e populista, o oficce boy laranja para as questões económicas gritou até quase arrepelar os cabelos esgrimindo argumentos mancos, contra esta proposta.
Agora sinceramente, respondam a uma simples pergunta, se pudessem escolher o vosso local de emprego, se pudessem escolher o ordenado, o tipo de telemóvel, carro e cartão de crédito iriam utilizar, deixariam que alguém vos dissesse que agora haveria um limite?
Claro que não, ficariam irritados, votariam contra, gritariam até arrepelarem os cabelos usando todo o tipo de argumentos cretinos e imbecis, porque teriam de manter a teta a correr, não poderiam de forma alguma matar a vaca, por muito esquálida que ela esteja. Pois foi isso que fizeram PS e PSD, mais uma prova da sua igualha, afinal os administradores públicos, são à vez maioritariamente ora de um ora de outro partido, assegurando aqueles lugarzitos porreiraços, onde se continua a ter protagonismo, a aparecer nos almoços, nas jantaradas e nas bebedeiras colectivas, sacando o triplo da massa que se recebia quando se era apenas ministro e ou deputado e não tendo um terço das dores de cabeça, isto meus amigos é o cerne da questão, o resto são balelas, nós temos uma classe política que existe para se servir e não para servir, existe para esbanjar e desbaratar, tal e qual com dizia o outro na cantiga do tempo da outra senhora, « eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada»!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Demite-se o Secretário-geral dos sistemas de segurança interna

O objectivo, creio eu, era criar um núcleo de coordenação da Segurança Interna, à laia daquilo que existe em países civilizados e com reais preocupações com a segurança dos seus cidadãos, países que, claro está, estão a anos-luz, deste pardieiro de impunidade e de laxismo chamado Portugal.
Tradicionalmente, os governos de esquerda, são muito fraquinhos em termos de segurança interna e defesa, são pastas complicadas que precisam de gente competente e capaz, conhecedora dos meandros tortuosos, da aplicação de conceitos de segurança, adaptados aos tempos modernos. Nesse campo os governos oriundos da direita, tem apresentado melhores prestações, excepto nos últimos dois governos PSD-PP, em que a bitola foi, igualmente de um miserabilismo atroz.
Na sequência da procura por um modelo, leia-se inventar, o actual governo criou a figura do secretário-geral dos sistemas de segurança interna, investindo nessa qualidade o Juiz Conselheiro Mário Mendes, que apenas dois anos e meio depois bate com a porta e pede a exoneração, diz-se cansado e desiludido.
Numa entrevista à RTP, fala de factos concretos e da absoluta e completa falta de objectividade das políticas de segurança interna de Portugal. Não traz nada de novo, ou pelo menos nada que qualquer polícia de giro ou cidadão mais atento não saiba muito bem. O perigo de «favelização» de algumas áreas da cintura metropolitana de Lisboa, junte-se o mesmo problema no Porto, em Faro ou em Évora, onde nos bairros de mistela subsídio dependente fervem aspirações lícitas, obtidas por meios ilícitos.
A base disto tudo, assenta primordialmente nas questões sociais, este país é uma porcaria e os políticos uma Corja de incompetentes. Em segundo lugar, num modelo de desenvolvimento e ordenamento territorial estapafúrdio, com a criação dos chamados bairros sociais, para onde muitas vezes é atirada a ralé, locais geradores de focos de conflito bárbaro. Em terceiro lugar numa política de emigração imbecil, reparem que Portugal não consegue atrair emigrantes de qualidade e os que por cá passaram atirámo-los para as obras e para a limpeza a dias, a emigração que atraímos actualmente é essencialmente o rebotalho, a escumalha que ninguém quer e que vem engrossar as listas da subsídio dependência, infelizmente raros são os casos em que gente decente, honesta e trabalhadora escolhe esta cloaca para se estabelecer. Em quarto e último lugar a impunidade completa que reina nesta terra, produto de trinta anos de corrupção, que se estende até à administração da Justiça e à legislação, executada a pedido e para favorecer os do costume.
Percebo perfeitamente o desencanto com que o Juiz Mário Mendes abandona o seu cargo, vejo esse desencanto estampado na cara de cada agente da autoridade, manietado, por faltas de toda a ordem, por leis feitas por incompetentes, por uma criminalidade cada vez mais violenta e adaptada ao século XXI, combatida por polícias, que os políticos mantêm reféns do século XIX.

Veja a entrevista do juiz Mário Mendes aqui!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Que parva que sou!

Que parva que sou! Este tema dos Deolinda, arrisca-se a ficar como hino da geração do desencanto profundo, pelo menos, a música portuguesa contínua de quando em vez a brindar-nos com os encantos da intervenção, da preocupação social e da pura crítica social tão importante para abrir os olhos à malta.
Li num artigo de opinião que o tema talvez seja um exagero, tal como exagero, ainda segundo o mesmo artigo do JN, seja a opinião de Mariano Gago ao declarar que a música é incentivo ao abandono escolar e ao desprezar e desvalorizar a formação académica, isto num país que tem como heróis máximos os empurra bolas regiamente pagos e uns parolos que aparecem no ecrã televisioneiro em programelhos de oitava categoria.
A ênfase é dada aos jovens, a quem já se chamou mil euristas, geração X e mais não sei quantos epítetos mais ou menos parvos, se exageram ou não? Talvez, hiperbolizem uma situação cada vez mais aguda, do que vejo, percepção de um labrego de província, é que isto tudo falhou, e falhou porque desde 1986, ninguém se preocupou em realmente fazer nascer algo vagamente parecido com uma economia, farto-me de rir, quando oiço alguém pomposamente falar na «economia portuguesa», mas qual economia qual carapuça, Portugal lá tem economia!
Dos mais novos que eu, vejo os que optaram pelos técnico profissionais, entalados sem emprego obrigados a trabalhar por ordenados de miséria, os outros, os licenciados andam aí a saltar de estágio em estágio, migrando para Lisboa, para o Porto, para o estrangeiro, porque por aqui não arranjam nada. Só se safaram os que tiveram um golpe de sorte ou que são filhos, afilhados, primos ou tenham alguma boa relação com os poderosos.
Posso contar-vos a minha experiência, tenho a esta hora 41 anos e 4 meses, trabalho desde os 17, e nunca tive um contrato de trabalho estável, já passei por todo o tipo de contratos de trabalho, até sem contrato, sou licenciado, tenho um curso profissional, estou num mestrado, mais por carolice que por reais benefícios, falo e escrevo 5 línguas e já fiz um pouco de tudo, ganho muito menos de 1000 Euros! Que parvo que eu sou!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Costa portuguesa sem radares!

Portugal, continua a marcar pontos, no ranking do disparate e da estupidez. A rede de radares que vigiam a costa portuguesa , estando há muito obsoleta e para lá de qualquer intervenção técnica salvadora foi desactivada e a nova rede (SIVICC), está para ser instalada, lá para Agosto, por isso a malta anda a desenrascar-se com uns radarzitos móveis, umas câmaras térmicas moveis e o topo da tecnologia de vigilância costeira, que são uns desgraçados mal pagos com uns binóculos a tiracolo fazendo de conta que se vigia alguma coisa, caso é para perguntar, então e os submarinos, esses fantásticos dissuasores, de invasões, pois aí ainda estamos pior, um veio e avariou logo o outro ainda está para chegar.
Portas, que se prepara para chegar ao governo novamente, talvez quem sabe para comprar um porta-aviões, isso sim um extraordinário meio de dissuasão, parece que já o estou a ver, comprado numa sucata em Nova Jérsia, excedente da Segunda Guerra Mundial, quase novo, o orgulho da Armada Lusitana, que se chamará obviamente NRP Cavaco Silva, será a glória da nossa marinha de guerra e a epítome da acção ministerial de Portas.
Deixando a brincadeira de lado, continuamos a brincar aos polícias e aos ladrões, a fingir que se faz alguma coisa, com os pobres diabos com ordenados miseráveis que andam nas forças policiais, sujeitos a todas as humilhações, pede-se a estes homens e mulheres que façam e desfaçam a trampa que outros criam, para depois andarmos neste estado de miserabilismo, e pensar que o Egipto está aqui tão perto!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

O Palestiniano de António Salas



Acabei de ler o livro da fotografia aí de cima, «O Palestiniano» de um jornalista espanhol, que escreve com o pseudónimo de António Salas. É um relato extraordinário da visão do outro lado, a visão do mundo vista pelos olhos dos muçulmanos.
Para eles os bárbaros somos nós! Salas, já me tinha surpreendido com um outro trabalho «O Diário de um Skin», com este, superou mesmo as expectativas, admiro a capacidade camaleónica que tem de se transformar numa personagem de que necessita para fazer o seu trabalho. António Salas é um, bom exemplo para os pseudo-jornalistas merdosos que temos cá pelo burgo, presos pelos tomates quer à situação, quer a oposição, que sobem a pulso do beija cu dos políticos e nos entopem as televisões e jornais com pretensos trabalhos jornalísticos de merda. Não querendo ser nefasto e generalista com toda a profissão jornalística, existem felizmente excepções ao comezinho e lambe-botas panorama nacional, são poucos mas são bons, honra lhes seja feita.
Confesso que o livro de Salas me abriu mais os horizontes sobre os muçulmanos, continuo a desconfiar deles como desconfio de toda a gente que professe uma qualquer religião, devo dizer-te António Salas, que convivi de perto durante duas décadas com gente religiosa, eu era um deles, um infiltrado, e nunca vi tamanha corja de filhos de puta, os teus muçulmanos não serão diferentes, alias se uma coisa fiquei ciente e obtive a confirmação da suspeita que já tinha é que muçulmanos e cristão são muito mais iguais do que eles próprios imaginam.
Excelente livro, parabéns!
Podem comprar aqui, aqui ou aqui

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Veto político presidencial!

Sua Excelência o senhor Presidente da República, resolveu finalmente deixar os tabus e os silêncios tumulares de lado para vetar politicamente um diploma do governo, e fê-lo na minha modestíssima opinião no pior dos momentos e pela mais mesquinha das razões.
Prova-se com este veto, que Sua Excelência o senhor Presidente da República, é uma pessoa algo rancorosa e muito pouco isento. Neste momento Sua Excelência o senhor Presidente da República, deveria pugnar pela defesa dos seus cidadãos eleitores e depois por todos os outros que apesar de não o obsequiarem com o seu voto têm o supremo azar de ter de viver neste país, ao não publicar este diploma Sua Excelência o senhor Presidente da República, revelou a sua falta de isenção, a sua falta de noção das reais dificuldades do povo e provou a sua forma algo enviesada de fazer política.
Da razão primordial para o veto político, quando poderia ter optado por um veto simples, invoca Sua Excelência o senhor Presidente da República, a preocupação com a segurança dos doentes, antecipando assim erros de medicação, acredito, que este é um argumento infeliz e muito fraquinho. Tão preocupado está Sua Excelência o senhor Presidente da República, com a segurança dos doentes portugueses, saberá por ventura Sua Excelência o senhor Presidente da República, que milhares de doentes não têm médico de família e têm inclusive de fazer cinquenta ou mais quilómetros para ir a um médico.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, veta um diploma que ajudaria realmente os doentes, infelizmente Sua Excelência o senhor Presidente da República, cedeu à tentação da birra politiqueira, infelizmente Sua Excelência o senhor Presidente da República, vexado pelo governo, começa desde já a promover o seu derrube, que o faça, nada contra, agora que o faça lesando os meus interesses, aí acho uma atitude vergonhosa, típica da politiqueirece de baixo nível que temos em Portugal.
Deixo-vos apenas uma historieta emblemática do caos em que caiu a prescrição de medicamentos, depois não se queixem de espanto com as falcatruas, muitas que se continuam a fazer.
O meu filho teve uma gastroenterite, foi-lhe receitado um regulador da flora intestinal, na farmácia a minha mulher perguntou se não fazia o mesmo que um outro conhecido fármaco para o mesmo fim, neste caso o Ultralevur, o farmacêutico, disse que sim, a minha mulher perguntou qual era a diferença, o homem sorriu e disse, este que lhe foi prescrito, é de uma outra empresa, o princípio activo é em tudo idêntico, mas custa o dobro. Bingo estava descoberta a causa da prescrição, o senhor doutor quer ter a certeza que durante este ano terá acesso a dois ou três congressos em conhecidos pólos de investigação médica, situados curiosamente nas Caraíbas, na Tailândia ou nas Seychelles, locais que como toda a gente sabe, são regiões avançadíssimas em questões da medicina.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, como já vem sendo hábito, teria tido melhor prestação se fosse comer um bolo-rei ou um pastelinho de Belém, mas de boca fechada, por causa das migalhas. E diz-se Vossa Excelência senhor Presidente da República, o Presidente de todos os portugueses!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

SOS - Educação

Eu gostava realmente de perceber o que é que esta malta dos colégios privados quer, mas não consigo entender ou antes, até entendo, querem o mesmo que todos os outros, querem um subsídiozito para continuarem a folgar as costas, e quem paga, advinham logo que é o Zé Pagão do costume.
Nada contra os projectos educativos do sector privado, nada conta AEC’s, quer sejam equitação, golfe ou renda de Bilros, nada contra as escolas privadas suprirem as deficiências das escolas públicas, contribuindo para dar ensino onde ele não há, nada contra que essas escolas sejam pagas por esse serviço que afinal é público e compete, por enquanto, a este miserável Estado.
No entanto, quando o que se passa é mais uma descarada e despudorada caça a subsídio, em que o dinheiro dos meus impostos serve para andar a pagar colégios aos meninos bem, aí a coisa já me cheira a esturro. Os papás querem os filhos nos colégios e escolas privadas, muito bem, estou de acordo, estamos num país relativamente livre e democrático, pois então paguem para isso.
Os papás não querem os filhos misturados com a rataria da escola pública, acho uma imbecilidade, mas ainda assim, como estamos no tal país relativamente livre e democrático, lá engulo esse arrufo revanchista, pois então paguem para isso.
Os papás querem que os filhos cresçam com um exacerbado e bacoco sentido de classe social de elitismo cabotino, continuo de acordo, querem ter extracurriculares como; hipismo, golfe, matraquilhos, ponto cruz ou bilhar às três tabelas, muito bem completamente de acordo, pois então paguem por isso.
Que a escola privada faça um acordo de parceria em que se compromete a receber um determinado número de alunos, que não conseguem lugar na escolas públicas por não existirem escolas públicas na zona ou por nessas mesmas escolas não existir dotação para esses alunos e que advindo desse facto a instituição privada receba fundos que assegurem os custos do ensino desse determinado número de alunos contratualizado, acho inteiramente correcto.
Não aceito nem acho correcto que o dinheiro dos meus impostos seja desviado, para pagar as escolas privadas, quando a mim me pedem contribuições voluntárias, papel higiénico, garrafas de água e tudo o mais que necessitam na escola pública que a minha criança frequenta, acabo por pagar tudo, mesmo não tendo dinheiro para colocar a criança num colégio privado ajudo a pagar a mensalidade de alguém que seguramente ganha muito mais que eu, ora digam lá se isto não é a verdadeira justiça social a funcionar em pleno.
Ora vão mas é bardamerda!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia