sexta-feira, dezembro 24, 2010

FELIZ NATAL



A todos um feliz Natal e um excelente Novo Ano, votos sinceros deste vosso amigo

Barão da Tróia

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Carlos Pinto Coelho



Faleceu o grande homem da cultura Carlos Pinto Coelho, esta quarta-feira, aos 66 anos, vítima de ataque cardíaco, adiantou fonte da RTP. Depois da pulhice de terem acabado com o único programa com qualidade que passava na RTP, agora foi o coração que traiu essa figura extraordinária da cultura, acontece que sempre admirei esse homem e a sua postura e trabalho.
Os meus sinceros sentimentos à família, Portugal perde um homem notável, fica ainda mais pobre esta terra de imbecis.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Porugal da impunidade

Portugal vive mais um dos seus costumeiros maus momentos, ao longo destes quase novecentos anos que levamos como país, a nossa história tem sido particularmente pródiga em broncas, burrices e barracadas, actualmente vivemos um desses períodos.
A juntar à sacrossanta crise, junta-se a impunidade. Os vigaristas, os ladrões, os galfarros, os pilha-galinhas, os assassinos e todo género de ineptos bandalhos vivem na maior das impunidades, este país poderia até trocar de nome, passar a ser conhecido como Bandalhal ao invés de Portugal, porque é nisto que estamos realmente transformados, numa das mais ruinosas e despesistas bandalheiras do hemisfério ocidental.
A impunidade é tanta que os ladrões já nem se dão ao trabalho de tapar o rosto, longe vão os tempos dos bandos de facínoras de cara tapada. A impunidade é tanta, que os ladrões já nem se dão ao trabalho de roubar de noite, agora rouba-se a qualquer hora, ou seja a roubalheira já não tem horário, é uma actividade liberal como outra qualquer, em calhando, alguns até descontam para a segurança social.
A impunidade é tanta, que os bandalhos do colarinho branco, e é vê-los todos os dias ufanos e velidos, nos ecrãs televisivos arreados de belas fatiotas de seda e gravatas da mesma igualha, todos ostentando o sobre título do Doutor, não havendo porém notícia de se terem doutorado em coisa nenhum, alguns nem curso superior possuem, apenas têm um dom, sabem desviar, sem roubar, sabem apropriar-se sem sonegar, sabem encher as algibeiras sem esburgar, pior sabem perfeitamente aproveitar as malhas largas das leis que eles mesmos aprovaram, para nunca serem postos à sombra.
A impunidade, com que neste país se rouba mata e esfola, é uma vergonha para um suposto estado de direito, é uma vergonha para uma democracia parlamentar, bem pode o senhor ministro da Administração Interna, gritar aos lobos, alardeando esta ou aquela medida salobra e ineficaz. Portugal é um antro de bandalhos, Portugal é um país à deriva, onde não há Justiça!
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, dezembro 07, 2010

Uma aventura no Centro de Saúde de Almeirim

Hoje enviei este mail a reclamar, para o ministério da saúde, porque cada vez que vou ao Centro de Saúde de Almeirim, é um filme, quele local é um tratado de más práticas, inépcia e falta de profissionalismo.
Quase de certeza que esta reclamação não dará em nada, ainda assim, reclamei, vou voltar a marcar a consulta para ver o que irá acontecer, seguramente mais uma anedota parecida com esta, numa outra aventura no Centro de Saúde de Almeirim.

Exmos. srs.

No dia 24 de Novembro de 2010, tinha uma consulta agendada para a médica de família, consulta marcada através do programa eAgenda, como coincidiu com a greve, fiquei sem consulta. Voltei a marcar nova consulta utilizando o mesmo procedimento, a mesma foi agendada para hoje dia 7 de Dezembro de 2010, com o número 497-0300 no Centro de Saúde de Almeirim.
Chegado ao dito Centro de Saúde, a funcionário informa-me que; ...a sra. doutora não está e se eu quizer posso ir às 14.00h ao atendimento complementar para ver se sou atendido...
É uma vergonha, isto não é saúde, isto é algo saído de uma novela de Kafka. Estou indignado com este tratamente reles dispensado a um utente desta coisa chamada Serviço Nacional de Saúde. Ainda solicitei o livro de reclamações, fui enviado para a sala da telefonista e daí para uma sala onde após cumprimentar as duas senhoras presentes, que continuaram na sua atarefada diligência, não dispensando sequer um segundo em perguntar o que me levava à sua excelsa presença, voltei costas vencido pela inépcia deste sistema de burocracias bacocas.
Assim sendo, desejo reclamar contra este estado de indigência intelectual, o serviço eAgenda, poderá estar muito bem concebido no caso presente não serve para nada, mais valia ter ido às 4 ou 5 da manhã apanhar vez ao frio e à chuva, o resultado seria idêntico. É impressionante a falta de sensibilidade, sensatez e profissionalismo desta coisa chamada saúde.
Voltarei a marcar nova consulta, voltarei a reclamar quase de certeza.

Cordialmente
O reclamante

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Wikileaks

Gosto muito da página Wikileaks! Primeiro porque se esforça por mostrar ao mundo a verdadeira dimensão da podridão dos poderosos de todas as cores, segundo porque rema contra a maré da cretinização mundial.
Ao passar os olhos pelas centenas de ocorrências que lá aparecem facilmente percebemos que é mais aquilo que nos é sonegado do que aquilo que realmente sabemos. A prova de que a informação que aparece no Wikileaks é verdadeira, é-nos fornecida pela campanha de desinformação que está a ser perpetrada contra a face visível do Wikileaks, Julian Assange, acusado de uma série de coisas, procurado inclusivamente pela Interpol, incapaz de apanhar grandes traficantes de armas e de droga, incapaz de apanhar os grandes trânsfugas da falcatruice económica, dedica-se antes a perseguir um tipo que resolveu apenas mostrar ao mundo que andamos todos a ser embarretados.
Se conseguirem calar a Wikileaks, calar-se-á mais um farol da liberdade desta era da globalização, um farol das liberdades, uma pequena fresta de luz, aberta no grande vazio da ignorância mundial, no entanto já não sei bem se melhor não será ficar na ignorância!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 25, 2010

Greve Geral em Portugal

Todas as vezes que uma greve assola as costas da Lusitânia. A preocupação é sempre a mesma, os números da adesão, as percentagens, nem sequer se discutindo as causas, que levam uns a fazer greve e outros a ficarem de fora dos protestos. Esclareço que não vou em greves, menos ainda em greves e manifestações à portuguesa, o salário que ganho e a precariedade que me vincula à entidade patronal, não me permite veleidades ufanas e disparatadas como sejam as greves e as manifestações inconsequentes e cretinas como a greve geral de ontem.
Curioso que ontem no Reino Unido os estudantes universitários se manifestaram contra o aumento das propinas e partiram a loiça toda, por cá é o pacifismo da triste carneirada capada, o marasmo até nas greves e nas manifestações, o sector privado onde os trabalhadores estão bem afilados pelas sanguessugas do patronato, é um sector tradicionalmente morto para os protestos, se o sector público consegue alguma coisa e eles beneficiam muito bem vivas à pátria, quando não, é o chorrilho de nomes do costume e o geral achincalhamento do funcionalismo público, a esses bravos do sector privado que fogem aos impostos o meu muito obrigado, continuem a fugir e a dizer mal dos funcionários públicos.
A greve geral afigurou-se patética e vazia de conteúdo, até correu bem porque os vendidos da UGT até participaram, mas esse foi o único ponto positivo, todo o resto foi o arraial típico de organizações à pé de porco, ou seja uma valente chachada, que apenas conseguiu chatear e enervar os otários que não fizeram greve ou os desgraçados que precisavam mesmo de recorrer a certos serviços, alcance prático foi nenhum.
Esse alcance prático será sempre o mesmo enquanto persistirem estas mentalidades imbecis que ainda dominam as cabeças do Zé Povinho bebedolas e madraço, enquanto não perceberem que um trabalhador é um trabalhador, seja ele da função pública ou do privado, enquanto não perceberem que isto só lá vai a tiro, enquanto não agirmos como uma sociedade, poderão fazer as greves todas que quiserem, que não servirão para nada excepto para perder tempo e dinheiro.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 22, 2010

Uma Tragédia Portuguesa - O Livro!



Ontem no Corte Inglês em Lisboa foi apresentado o livro "Uma Tragédia Portuguesa" de António Nogueira Leite. António Nogueira Leite, é economista, professor universitário e um antigo secretário de estado, na qualidade de independente de um governo do PS, no caso do XIV Governo Constitucional, presidido pelo fugitivo Guterres, actualmente é consultor do mesmo partido para a área económica e um apoiante do actual líder dos sociais-democratas. O livro é produto de uma entrevista dada ao actual editor de economia da RTP Paulo Ferreira.
É um livro que conviria ser lido por muita gente, muita gente que tem objectivamente andado completamente alheada da realidade, nele o autor finalmente revela que os culpados deste estado miserável de coisas, são todos os governantes, dos últimos vinte anos, sem isenção de nenhum, incluindo o grande guru dos avisos, que actualmente ocupa o cadeirão presidencial e que António Nogueira Leite identifica como o pai do monstro.
Vou gostar de ler este livro, até porque confirma algo que este modesto escriba de insignificâncias blogueiras já advoga faz algum tempo, sempre fui crítico do endeusamente, que faz com que se coloquem no pedestal, ineptos e incapazes, uma característica muito ao gosto lusitano, cultural dirão uns, imbecilidade pura dirão outros, o facto é que a veia sebastianista, sempre nos assentou como uma luva, creio bem que o livro de António Nogueira Leite servirá para desmistificar essa propensão asneiral que nos vem de antanho.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, novembro 19, 2010

Cimeira da Nato em Lisboa

Estamos perante um dos maiores atentados à inteligência dos últimos tempos, uma saloiada impressionante, um circo, uma grossa palhaçada, em que os média televisivos portugueses repetem até à exaustão os lugares comuns e as imbecilidades próprias de um jornalismo medíocre e merdoso, tão ao gosto das lusas maralhas.
Se estou contra a cimeira, nem contra nem a favor, a Nato ou Otan, conforme queiram é um anacronismo político imbecil, em que a Europa se presta ao seu papel subserviente, costumeiro, dobrando a espinha e fazendo vénia aos Estados Unidos, sim eu entendo, estamos gratos pelos Sammies de 1918, pelos GI’s de 1945 e pelo Plano Marshal, mas acreditem pagamos isso tudo muito, mas mesmo muito caro aquando da ruína da Fanny Mae e do Freddie Mac, por outras palavras, é graças a esta Nato e ao seu patrão, os Estados Unidos, que nós os Europeus estamos atolados em trampa até às orelhas.
Mas não devemos só a terceiros o nosso actual estado de miséria, devemo-lo essencialmente a nós, à nossa tibieza, não se esqueçam do mordomo do Açores, o rapazote que andou a servir cafezinhos aos poderosos pondo-se em bicos de pés para aparecer em terceiro plano na fotografia, foi por isso agraciado com uma promoção, foi promovido a mordomo da Europa, o limpa cus da Alemanha, da França e do Reino Unido.
Mas adiante, esta saloiada da cimeira, em que um país inteiro quase pára, onde a capital desse país, efectivamente parou, um país em profunda crise, e que ao contrário, precisamente o oposto do que diz o seu máximo representante, vegeta há largos anos na maior pedinchice, de mão sempre estendida aos subsídios e migalhas da Europa, a mesma que esquecida da solidariedade, incapaz de refrear os cães danados da especulação, olha de soslaio para a parolada portuguesa, o antro dos labregos gastadores.
À margem disto tudo, ainda aparecem uns cretinos que estão contra a guerra do Afeganistão, uns imbecis, que ainda não perceberam que ali se joga o futuro de um modelo de mundo, que se não defendido, acabará por fazer soçobrar este mundo ocidental em vagas de sangue, e esses esquerdeirotes fumadores de ganzas serão dos primeiros a ver o gorgomilo apertado, mas aí será tarde. A guerra do Afeganistão não é uma guerra justa, não existem guerras justa, mas é uma guerra necessária, nisso a Nato tem toda a razão, só nisso, o resto porém são balelas, para entreter apresentadoras boazonas e comentadores néscios dos noticiários pasquins televisivos.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 18, 2010

Carros da PSP das Caldas da Rainha conduzidos por agentes com máscaras!



Depois queixam-se que a polícia, é assim e é assado! Este é apenas um dos muitos infelizes exemplos de quem deveria ter condições de trabalho, e apenas tem o que se vê. Este país é uma estrumeira sem eira nem beira, pena que o FMI tarde a chegar cá para ver se conseguimos por um travão nesta bandalheira, tenho muitas dúvidas, mas veremos.

Fonte do vídeo:http://sic.sapo.pt/

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 11, 2010

O Clister Nacional

Estamos à beira do princípio do fim! Com esta firme certeza, avançamos céleres para o ocaso desta torpe coisa chamada Portugal. O negrume que o FMI projecta nas mentes toldadas dos nossos governantes, fá-los ainda mais pequenos, ainda lhes diminui mais a pouca capacidade que parecem ter.
Catastrofista! Epíteto por demasia usado para classificar tais discursos, afinal os poucos catrastrofistas, são indubitavelmente e também, os poucos realistas que restam neste país de sonho, nesta quimera, neste oásis onde até quase se decretou o fim da crise por decreto ministerial. Afinal a crise não acabou, afinal a crise ainda nem tinha começado, afinal a crise sempre existiu, é uma crise cultural, é toda uma sociedade em crise, que duvida que tenha cura, eventualmente levará um paliativo, daqueles fortes, um grande clister de medidas economicistas, que lançarão para os escombros da pré miséria, todos os que ainda flutuam no caldeirão de merda em que soçobra este país.
Esse clister nacional, essa purga divina, qual castigo de Sodoma, irá varrer os traseiros nacionais de norte a sul, é porém um fármaco selectivo, que escolherá bem os rabiosques em que entra, porque aos que muito acumulam, não tocará, privilegiará antes os que já se debatem com o crepúsculo da miséria, quase entrados na longa noite da subnutrição, da doença e da carência económica.
O até agora gorduroso traseiro da quase extinta classe média, que durante anos sustentou esta loucura, este estado falhado chamado Portugal, vê-se agora penetrado sem apelo nem agravo, pelo malicioso pipo do FMI, que o penetrará com ganas redobradas, acolitado pela poderosa Corja politiqueira. Nem tudo serão rosas para os aprendizes de poloitiqueiros que temos, também eles verão os seus lautos e untuosos buracos anais violados pelo poderoso clister económico que mais tarde ou mais cedo aí virá, lá se vão as prebendas e alcavalas, lá se vão as nomeações da família para institutos e fundações, governos civis e outros habitáculos da tachocracia lusitana.
A preparação mental para este próximo capítulo, terá de ser feita por cada um, não existem formulas redutoras e preparatórias, quem não pode arreia, como diz o ditado, só é pena, que com tanto líder inteligente e sagaz, chegue agora este país à triste evidência, de que os seus dirigentes são uma corja de mentecaptos ineptos e incapazes.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 04, 2010

Orçamento aprovado, povo descansado!

Orçamento aprovado, povo descansado! Eis um novo ditado popular, bem adequado ao actual estado de miserabilismo nacional. Ontem naquela coisa chamada Assembleia da República, lá foi aprovado o orçamento Robin dos Bosques ao contrário.
A triste e paupérrima sessão parlamentar, deu ao mundo e para quem quis e se dispôs a perder tempo, um triste espectáculo, um extraordinário patético espectáculo da política “made in Lusitânia”. O ponto mais alto foi quando a senhora deputada Manuela Ferreira Leite, outra das grandes culpadas do actual estado de miserabilismo, declarou no seu tom de voz cavernoso, que aquele era um mero entendimento para iludir os mercados, como se os mercados não o soubessem de antemão.
Mas pegando na deixa dos Gatos Fedorentos, vamos lá esmiuçar esta aprovação farsola, primeira questão, quem ganha e quem perde com este orçamento? Resposta pronta e simples, ganha o país político, os aparatchiks, as nomenclaturas clientelares que gravitam em torno dos círculos do poder, ganham as máquinas partidárias, que mantêm os seus estatutos e prorrogativas, as nomeações a esmo para os gordos tachos da insolente inépcia deste Estado. Perdemos todos nós, os infelizes, que ainda têm trabalho, que pagam impostos, que não fogem ao fisco e que cada vez mais estão asfixiados pelos parasitas sociais e politiqueiros.
Os mercados vão responder? Claro que vão! Os mercados vão continuar a afundar Portugal, até porque esse jogo rende milhões aos especuladores, irão mudar quando o governo revelar as contas públicas no próximo semestre, se mudarem e se as contas mostrarem recuperação, os mercados não se regem pela lógica, mas pela imperiosa necessidade, quase compulsão obsessiva de ganhar dinheiro. No extremo este orçamento não servirá para nada e teremos mesmo de accionar o fundo de garantia. Até porque os cortes da despesa estão a certo feitos maioritariamente no lado mais fraco, comprometendo a economia e o futuro sempre incerto das próximas gerações.
Então porquê este orçamento? Caso ainda não tenham percebido o mundo mudou muito. Nestes últimos 30 anos, Portugal ao invés de criar modelos económicos sustentáveis, limitou-se a andar de mão estendida, pela Europa a pedinchar e criar fundações, conselhos de administração, direcções regionais e outras que tais, para onde foram sendo enfiados os ineptos a quem se deviam favores políticos. O dinheiro da Europa foi esbanjado em alcatrão e cimento e pouco mais, daí resultando que a economia portuguesa, é um eufemismo que se manifesta por não se manifestar, Portugal não tem economia, Portugal vive na dependência da Europa, a Europa é o nosso suporte de vida, se aprovarem uma lei de eutanásia, e desligarem o botão, o doente morre.
Exceptuando alguns, demasiadamente poucos, sectores produtivos, a produção em Portugal está morta ou no estertor final, ninguém nos últimos 30 anos se preocupou, minimamente em equacionar e desenvolver politicas produtivas coerentes e sustentadas, ninguém, incluindo esses mesmos que hoje, estando ainda nos poleiros políticos, de quando em vez, lançam alertas por isto e por aqueloutro.
Resta-nos infelizmente a velha esperança, tão grata à alma Lusa, resta-nos ir sobrevivendo aos choques, como sempre o fizemos, ainda que os de antanho tendo outra têmpera, volta e meia davam coices à carroça e punham tudo de pantanas, os burros de hoje, ajeitaram-se de tal modo à canga que andam impávidos e serenos, por isso resta-nos ter esperança, essa ilusão vã de melhores dias que hão de chegar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, outubro 31, 2010

Finalmente acordaram

Previsivelmente, os plenipotenciários do PS e do PSD, chegaram a um acordo de viabilização do orçamento de Estado. Digo que era previsível, porque aquela manigância de prima donna, em que os dois partidos andaram nestes últimos tempos não interessava a nenhum dos dois, porque o não acordo pressupunha um terrível futuro para qualquer deles.
Imaginando que não tinha existido acordo, teríamos seguramente de recorrer ao fundo de apoio comunitário e daí ao FMI era um passo. Passo esse que seria uma grande provação um verdadeiro ordálio de sacrifício digno das procissões do senhor dos Passos. Para os partidos da hegemonia, seria terrível. Imaginem, que não mais e durante sabe Deus quanto tempo, poderiam nomear a esmo, os familiares, amigos e conhecidos a quem devem favores, para cargos na administração pública.
Seria uma catástrofe para as máquinas partidárias, de todos os partidos, que vão enfiando, as esposas, as filhas, os filhos, os maridos, os primos e os amiguinhos na monstruosa administração pública, correndo o risco, toda essa gente, de ter mesmo de ir trabalhar, por salários miseráveis, ou seja viver como o resto de nós, a grande maioria de cretinos mudos.
Ora sucede que PS e PSD, bem cientes dessa desgraça, dessa negra procela de negrume que pairava sobre as suas cabeças, decidiram-se por criar um entendimento que os salve da miseranda condição de escravos do FMI, tal como nós o restante desta sociedade de rebotalho, somos deles agora e para todo o sempre, tou muito religioso hoje, deve ser influência do Samhain Celta.
Desmistificando esta mentira ridícula do orçamento, a sua falta não faria mal nenhum ao país, faria era bem, traria o FMI para cá, seriam draconianos nas suas imposições, mas bem poderia ser que conseguissem enviar todas estas sanguessugas politiqueiras para o seu devido lugar, bem poderia ser que este país efectivamente começasse a pensar verdadeiramente em reavaliar os seus modelos políticos e governativos que continua a ser necessário transformar. Infelizmente ainda não foi desta, infelizmente ficou tudo na mesma!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, outubro 26, 2010

Presidente da República

Ainda tive esperança, que Sua Excelência o Senhor Presidente da República não se revelasse como putativo recandidato ao cargo simbólico, de Presidente da República, gorou-se infelizmente a minha esperança. Sua Excelência o Senhor Presidente da República, foi pelo menos coerente, igual a ele próprio, cinzentão, enfadonho e completamente anódino.
Um discurso, completamente estapafúrdio, alusões a ridicularias e minudências, próprias de alguém enfastiado, quiçá indigestão provocada por excesso de bolo-rei, será que Sua Excelência o Senhor Presidente da República não intui realmente as barbaridades que diz, será que Sua Excelência o Senhor Presidente da República, acredita realmente nas pantominices que diz, mal desta terra se isso for realmente verdade.
Sua Excelência o Senhor Presidente da República, tentou passar a mensagem de que o seu cargo é de suma importância, quando na realidade a importância do cargo de Presidente da República é idêntico aquele horrível jarrão velho que uma tia idosa nos oferece, ou seja é um cargo honorífico, regiamente bem pago, o que não deixa de ser caricato, porque estamos ao que parece numa república, um cargo limitadíssimo de poderes, que apenas ajuda ao despesismo faraónico de um estado miserável, como é o nosso. Como é bondoso da parte de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, declarar que a sua campanha apenas gastará metade da verba que pode despender, que generosidade, é a mesma generosidade com que declarava que Portugal deveria competir através de uma política de baixos salários, tão diferente das declarações actuais Sua Excelência o Senhor Presidente da República, mais um caso de bem prega Frei Tomás.
Como estaríamos sem Sua Excelência o Senhor Presidente da República? Estaríamos muito melhor sem sombra de dúvida, mas como somos um povo de imbecis, lá irão correr a votar de novo na criatura, bom proveito vos faça!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 21, 2010

Brigada de Trânsito

Vivemos tempos complicados, piores ainda porque não cessam de nos mentir, não cessam de brincar com coisas sérias, as politiquices imundas e os seus múltiplos jogadores. Uma dessas mentiras tem que ver com a extinção da Brigada de Trânsito, na altura algumas vozes, onde humildemente me incluo, avisaram sobre a cretinice de tal decisão.
Nem um ano depois, afinal parece que todos, muito poucos, os que avisadamente e com insistência avisaram sobre as nefastas consequências de tal acto imbecil, tinham razão. E era fácil antever o desastre, porque acabar com uma estrutura que mal ou bem, que com óbvios defeitos e situações menos boas, cumpria as funções que lhe estavam incumbidas, para criar algo completamente diferente, retalhado e atamancado, só podia dar com os burros na água.
O mesmo sucedeu, com a extinção da Brigada Fiscal, outra concludente asneirada, que facilmente se constata diariamente, mas o caso da Brigada de Trânsito é uma evidente grande burrice. E porque sucedem este tipo de coisas? Pois caros amigos, este tipo de coisas sucedem-se, porque os decisores políticos, são isso mesmo decisores políticos, alguns de vós estarão a cogitar, que decisores políticos e asnos são palavras sinónimas, qual Pilatos daí lavo as minhas mãos.
Enquanto a Guarda Nacional Republica, continuar agregada regra militar, enquanto alguém com poder de decisão, não deixar de prestar vassalagem e completa subserviência à camarilha de oficialidade inepta que anseia por postos de chefia, onde pouco ou nada tenha de fazer, ainda me hão de explicar o que fazem quatro mil homens no comando da GNR em Lisboa, fazem o quê, ocupam-se a fazer o quê?
Este parece um facto sem importância, sê-lo-á na imediata proporção em que muitos outros em vários sectores o são, todos juntos concorrem para que se perceba, quão miserável é este país, quão ineptos e incapazes são os nossos governantes, quão imbecis somos enquanto sociedade. Espero que haja dos decisores políticos a ombridade de fazre um "mea culpa", voltando a activar a BT, purgada que deve estar dos seus frutos podres, que os tinha, como os terão mil outras instituições. Espero que haja alguma réstea de inteligência, que permita encarar com ombridade e colmatar a estulta decisão.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 15, 2010

Porque estamos nós à beira da indigência

Salários Auferidos anualmente por alguns administradores de empresas públicas:

420.000,00 € TAP administrador
371.000,00 € CGD administrador
365.000,00 € PT administrador
50.040,00 € RTP administrador
249.448,00 € Banco Portugal administrador
247.938,00 € ISP administrador
245.552,00 € CMVM Presidente
233.857,00 € ERSE administrador
224.000,00 € ANACOM administrador
200.200,00 € CTT Presidente
134.197,00 € Parpublica administrador
133.000,00 € ANA administrador
126.686,00 € ADP administrador
96.507,00 € Metro Porto administrador
89.299,00 € LUSA administrador
69.110,00 € CP administrador
66.536,00 € REFER administrador
66.536,00 € Metro Lisboa administrador
58.865,00 € CARRIS administrador
58.859,00 € STCP administrador

3.706.630,00 € Total anual gasto com estes camaradas.


Nem contabilizo as mordomias para não estragar a contabilidade, os cartões de crédito, as ajudas de custo e despesas várias, os telemóveis e por aí adiante. Ora sabendo que o ordenado médio dos trabalhadores das empresas onde estas sumidades da administração passeiam, rondará os 800 a 900 Euros, teríamos mais 4000 mil empregos se despedíssemos estes ineptos, porque é disso que estamos a falar de incapazes que nem em empresas que dominam o mercado conseguem ter lucros, porque se virem bem, a maioria dessas empresas estão atoladas em prejuízos, que já agora nós também temos de pagar porque são empresas do sector Estado.
Sucede então que é a um pobre Barão arruinado, que ganha 300 Euros abaixo da média dos trabalhadores das empresas dos inúteis administradores, com um vínculo contratual precário, é mim que as bestas quadrúpedes governativas, vêm cortar o lauto abono do filhote, as despesas de saúde e ainda por cima aumentar o IVA, do papo-seco. Senhores da situação e da oposição ide todos bardamerda!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 11, 2010

Andamos ao sabor da maré!

Somos cada vez mais um país abominável e asqueroso, povoado de imbecis e de rebotalho, senão vejam a tristeza que é esta história do orçamento, impávidos e serenos os politiqueiros rafeiros que nos calharam em sorte, andam por aí com as suas disputazinhas chocas, mesmo os apaziguadores, culpados até ao tutano disto que ora vivemos desempenham a patética tarefa de parecer bem na fotografia, apenas e só.
Os pategos anquilosados, divididos entre os segredos da casa, a novelucha da época e a futebolada, invariavelmente perdidos. Porque nunca perceberam que o mundo avançou a uma velocidade incompatível com quimeras construídas sobre dunas, que ao sabor do vento vão e voltam, assim anda este povo, de embuste em embuste, a cada nova salvadora etapa, a cada novo Sebastião redentor, nos afundamos mais, porque o jogo está viciado. Incapazes de assumir a cidadania plena e participativa, o povaréu cretino continua polarizado pelo agitar das bandeirinhas partidárias, exigindo depois ao Estado que tudo faça, quando ele cidadão que deveria ser participativo e activo se borrifa para tudo.
Caminhamos para a cova com a alegria dos pobres de espírito, guiados pela redentora sabedoria da ignorância, após três décadas de Estado de Direito, continuamos os melhores entre os maus e os piores entre os bons, são expectáveis melhorias neste quadro? Claro que não, mas os optimistas, todos os que ganham acima da tabela e à conta do orçamento acham que sim. Todos os outros a quem doem ao fim do dia de trabalho e que no fim do mês vêem o fundo negro das algibeiras, a esses resta ter esperança.
Portugal é um país de assimetrias dignas de um romance de Kafka, minorias racistas, pobres que são ricos, remediados que são pobres, maiorias oprimidas, trabalhadores desprezados, bandalhos mimados, quem produz é um indesejável e os indesejáveis são aplaudidos, a única assimetria que converge ao resto do mundo é a de que os ricos estão cada vez mais ricos.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, outubro 06, 2010

Centenário da República!

E já está, o centenário da República foi comemorado com o estadão típico, desta república de bananas! Ressalvo como positivos os discursos delirantes da politiqueirada, positivos porque uma vez mais fica demonstrada a inépcia e a incapacidade dos políticos que temos para fazer algo mais do que viver à conta do orçamento.
Duas personagens fugiram à sacrossanta ida aos Paços do Conselho, Coelho e Portas, resolveram ir por aí, fazer figura para outro lado, numa atitude bem reveladora da fraca e apoucada qualidade desta rapaziada e desta república.
Aliás esta república é antes uma repulhica, tantos e tão bons são os pulhas que a compõem, este pulhedo, esta Corja, que desde cedo aprende a sugar o tutano ao povaréu imbecil, que embevecido pela ignominiosa e santa ignorância, continua impávido e sereno, apostado em chegar ao próximo fim de semana. A julgar pelas entrevistas de rua, depressa se percebe que os objectivos da Republica, foram por água abaixo, continuamos uma povo de analfabetos, um povacho de asnos, umas bestas quadrúpedes, sem eira nem beira.
Cem outros anos se hão de passar e continuaremos nisto, nesta torpeza, neste ramerrão de idiotice, pontilhados por questiúnculas ridículas e imbecis, cheias de discursos muito floridos, muito bem conseguidos, cheios de boas intenções, das mesmas que prenhe está o Inferno. Sua Excelência o Senhor Presidente da República, uma vez mais primou, por um daqueles seus discursos que mais valia ter estado calado, bem prega Frei Tomás, podia ser o lema deste Presidente, porque verdade que o homem prega muito bem, mas enquanto governante limitou-se a fazer o oposto daquilo que agora afirma ser preciso fazer.
Em suma, tudo pesado, foi mais um acto vergonhoso desta opereta bufa, transmutada em paiszeco de rebotalho, que sem dúvida somos! Muita inauguração, muita bandeira, muita gente completamente a leste da realidade! A triste realidade, que mina esta terra, a realidade da brutalidade, expressa nos números do crime violento, da violência contra mulheres, contra crianças e contra velhos, a realidade da carestia de vida asfixiante, a realidade brutal da fome e das carências diárias de milhões de pobres, a realidade atroz do despesismo dos actores do poder e do novo riquismo cabotino.
Às malvas a República, viva antes a Repúlhica de Portugal, paraíso de pulhas e bandalhos, éden de energúmenos e analfabetos. Em cada canto um déspota, um velhaco, um pulha subsídio dependente. VIVA A REPÚLHICA!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, setembro 30, 2010

FMI para ontem!

Ontem com ar grave e compungido, duas personagens desta opereta bufa chamada Portugal, vieram à televisão anunciar mais um corte a esmo nos mesmos do costume. No cômputo geral até sou dos que teve sorte, como tenho um salário que roça a indigência não serei afectado pelo corte, gramo claro está com o aumento do IVA e com mais 1% para a Caixa Geral de Aposentações.
O senhor primeiro dos Ministros, declarou, à laia de revelação bíblica, que chegou a altura de ele como político perceber que a coisa anda mesmo má e por conseguinte ser necessário este corte nos salários, abonos de família e por aí adiante. À cautela, e tal como anteriores doutos e sapientes gestores do desgoverno nacional, lá vem uma transferência de fundos para as pensões desta vez sacados à PT, Durão sacou salvo erro à Caixa Geral de Depósitos, este assalta a PT, como está claro de ver, a diferença entre uns e outros é a bem dizer nenhuma.
Por outro lado o senhor Ministro das Finanças desafia a oposição a dizer onde poderá cortar mais na despesa, certo como está que já fez tudo. Não sendo oposição a nada nem a ninguém deixo-lhe senhor ministro umas dicas.
1- Fim das despesas de representação, ajudas de custo, despesas de deslocação e outros subterfúgios para todos os agentes da administração central, regional e local que aufiram mais de 1500 Euros mensais.
2- Fim da distribuição a esmo de cartões de crédito, senhas de combustível, telemóveis, computadores e demais alcavalas para todos os agentes da administração central, regional e local que aufiram mais de 1500 Euros mensais.
3- Extinção imediato dos Governos Civis.
4- Colocar em prática o PRACE, coisa que o senhor ministro parece ter esquecido, extinguindo os institutos, fundações e outros cancros politico partidários que servem apenas para engordar o défice e a despesa, bem como para pagar favores plíticos, neste tipo de organismos que não servem para nada se colocam os filhos, sobrinhos e conhecidos de todos os senhores importantes de todos os partidos.
5- Acabar com a vergonhosa Lei de Financiamento dos partidos.
6- Vender os submarinos que não servem para nada excepto para gastar dinheiro e não são como diz a mentira propalada até à exaustão, elemento de dissuasão de coisa nenhuma.
7- Diminuir o número de deputados e instituir os círculos uninominais.
8- Diminuir o número de representações diplomáticas e pessoal das mesmas.
9- Cortar os apoios a PALOPS e outras cretinices do género, pobres somos nós e cada vez estamos pior.
10- Taxar a banca e os grandes grupos económicos pelo real valor dos seus ganhos, tal como faz com os pobres diabos que ganham ordenados de miséria.

Ora diga lá senhor ministro, dez locais onde cortar, e foi apenas de memória, imagine o que não pode fazer alguém com dados mais concretos. Não minta pois ao país senhor Ministro das Finanças.
Depois da diarreia verbal de ontem, não restam dúvidas de que o FMI, deveria ter vindo em 1990, teria evitado muita trampa, que esta corja tem andado a fazer, transformando esta terra na choldra que é. Quem tem medo do FMI? Eu não, assim como assim já estou atascado até às orelhas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, setembro 29, 2010

Mais uma do MST

Miguel Sousa Tavares, tem um qualquer fetiche com os professores que ainda não percebi. Depois da célebre tirada “…os inúteis mais bem pagos de Portugal…”, na segunda-feira voltou a ter uma tirada igualmente fantástica.
Disse que o governo cedeu ao grupo de pressão dos professores, dando avaliações de bom e muito bom a todos daí resultando que na opinião de MST os professores foram todos aumentados nos seus vencimentos, para além disso, e ainda na douta e sapiente opinião do verboso MST, o governo demitiu uma excelente ministra da educação e trocou-a por outra com menor capacidade.
MST, que até tenho em consideração como um tipo com alguma capacidade, um tipo interventivo, de quando em vez tem destes arroubos de prima donna que me deixam de cara à banda. Ó Miguel, põe mais tabaco nisso, rapaz, que isso puro só te faz é mal!
Quanto à troca ministerial, discordo completamente, até porque se Maria de Lurdes Rodrigues não pescava nada de Educação, Isabel Alçada, está na mesma, a Educação para a senhora actual ministra é uma grande aventura, uma triste aventura.
Agora dizer que os professores foram aumentados, essa é que me custou a engolir, ainda fiquei na dúvida, comecei a pensar, tu queres ver que a minha cara-metade me anda a esconder o aumento e a converter tudo em malas louis vuitton, em spas, nome fino para termas, em modelitos da chanel e da fátima lopes e coisas do género, mas não. A cachopa ainda se me riu na cara e disse-me que não desse ouvidos a parolos, o seu sorriso de gozo logo me fez perceber, MST gosta da antiga ministra da Educação, porque tal como ela, também MST não percebe porra nenhuma de Educação, MST e MLR são duas almas gémeas no que toca à Educação, duas almas ingénuas e simples, por causa dessa proximidade de ideias é que de quando em vez, MST atira estas bojardas para o ar.
Caro amigo MST, não sei que mal lhe terão feito os seus professores, mas ó homem, cure-se, visite um psiquiatra, um psicólogo, uma mãe de santo, um vidente, o que quiser mas faça qualquer coisa, livre-se dessa tara! É um conselho de amigo que muito o estima.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, setembro 22, 2010

Uma questão de Chefes

Um destes dias, ficamos a saber que a CP a TAP e a Refer possuem no seu conjunto cerca de 525 chefes, sendo que a CP é o campeão dos chefes com um chefe para cada 16 funcionários, é tal e qual as forças armadas onde existem 70 ou 80 generais no activo mais uns 130 ou 150 na reserva ou seja o equivalente a possuirmos um exército de um milhão e tal de homens, actualmente possuímos se tanto uns 40 mil se tanto.
E quanto custam os 525 chefes das três empresas públicas referidas, ora fazendo umas contitas baseadas nos salários médios dos camaradas, chegamos ao número mágico de 30 milhões de euros anuais. Sim leu bem caro amigo, considerando que o ordenado médio destes 525 chefes é de 4 mil euros, ao fim de um ano cada um recebe 56 mil euros, se multiplicarmos esse número por 525 obtemos o fantástico número de 30 milhões de euros esbanjados em criaturas que vivem em empresas atoladas em prejuízos.
Não estão sequer contabilizadas as alcavalas e mordomias que esta rapaziada embolsa, carros, combustíveis, ajudas de custo, despesas de representação, deslocações, hotéis, telefones, cartões de crédito, almoços e jantaradas e por aí adiante, a contabilidade é muito mais atroz, mas só por este número estimado por baixo, se percebe realmente onde está o monstro o tal que sua Excelência o Senhor Presidente da Republica aludiu entre uma mordiscada de bolo-rei e mais um devaneio marítimo.
E isto são factos relativos apenas a três empresas, agora imaginem se contabilizarmos os 18 governos civis que não servem para nada, as centenas de institutos da treta e de fundações fandangas mais as centenas de buracos esconsos da burocracia alimentada pelo sistema da partidocracia dominante que para lá nomeia os seus apaniguados ao sabor da oscilação entre ser da situação ou ser da oposição, ao fim e ao cabo são milhares de entidades cheias de chefes e assessores de carros, motoristas e secretárias. É este polvo gigantesco, esta vaca sagrada na qual todos mamam, da esquerda à direita, que importa emagrecer.
Se por ventura na CP, na TAP e na Refer, apenas existem 260 chefes ou seja metade, as empresas continuariam a dar prejuízo, continuariam a funcionar mal, mas o Estado teria mais 15 milhões de contas para contratar, por exemplo 30 mil Assistentes Operacionais para as escolas, por exemplo 7500 professores, por exemplo 12 mil enfermeiros, por exemplo 15 mil polícias. É por isso que eu acho que andamos a dormir na forma, entupidos de mentirolas, intoxicados por uma comunicação social mentirosa, por politiqueiros medíocres, por gentalha miserável que vive do ócio com gravatas de seda que custam o mesmo que o que eu ganho num mês. E é mim que criticam e apontam por ser um contratado da função pública, ora vão bardamerda, cambada de capados, súcia de ramelosos!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia