terça-feira, novembro 17, 2009

Farsa Oculta

Sempre achei curiosos os nomes que a pobre malta da investigação dá às pseudo operações que prometem fazer cair o mundo, bem pelo menos tremer o nosso mundinho, acho fantástica a imaginação daqueles camaradas, em especial porque é a única coisa que lhes resta, a imaginação, já que a investigação, vai por norma irremediavelmente pelo cano abaixo, o que parece querer significar que a investigação criminal portuguesa está cheia de inspectores Clouseau, não há um único Holmes.
A magistratura porém parece ser feudo de Einsteines, tal é sapiência, omnisciência e iluminação suprema que os meritíssimos e as meritíssimas figuras, colocam nos seus acórdãos, facto aliás bem visível nas anedóticas sentenças que por cá são proferidas. Esta observação de um leigo, que jamais ousará tocar rabecão, ficando-se pela cosedura da sola, observação empírica e que leva à opinião de que existe um excesso da qualidade nos juízes e um défice na mesma nos polícias, o que me leva a perguntar, será?
Acho porém estranho, dado que as nossas pseudo autoridades, se desunham em elogios, em exaltações mais ou menos patrioteiras, excepto no caso Maddie, já agora curioso o arquivamento do caso Freeport em Inglaterra, andando, dizia eu que com excepção do caso Maddie, em que aparentemente a investigar esse caso, foram colocados os piores entre os péssimos, as autoridades portuguesas clamam aos oito ventos que a nossa polícia de investigação está entre as melhores do mundo, que têm plena confiança nessa rapaziada, que são mesmo bons, como ouvi da boca de um politiqueiro de quinta categoria há uns tempos.
Então como se explica que gente tão boa e tão dotada não consiga nunca, produzir suficiente prova para engaiolar a bandidagem que ocupa esses muitos lugares de poder e próximos ao poder, até porque não pensem que Godinho é único da espécie, há por aí umas centenas de Godinhos, alias em cada português existe, infelizmente, um potencial Godinho, esse homem tornou-se o paradigma de todo um povo. Como explicar então que tais sumidades investigatórias, no dizer dos politiqueiros, sejam de uma incúria e inépcia tão gritante, existira aqui alguma farsa oculta.
Do ponto de vista do Zé-povinho, esse mal amado, burro de carga da elite e da escumalha. O que salta à vista é que tudo isto é realmente uma farsa, uma grande e orquestrada farsa, onde o faz de conta, se apoderou de um país que mantém prisioneiro, onde nós desempenhamos o papel de tristes títeres, a fazer de conta que acreditamos que isto é um país. Onde um fato uma gravata e um Dr. valem mais que tudo, onde o bem-falante aldrabão leva sempre a melhor sobre o mal vestido, mesmo que fale bem, onde a parvoíce, a estultice e a burrice fazem profissão de fé e jurisprudência para a perpetuação da cavalgadurice ínclita destas egrégias aves raras, levando os parolos a marchar contra os canhões, arredados da realidade, brigando e consumindo-se em festivaleiras actividades de empurra bolas e outras abstrusidades, que nos conduzem ao abismo da suprema imbecilocracia, que de facto somos.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 16, 2009

In Memoriam!

Ontem dia 15 de Novembro, comemorou-se o Dia da Memória, anualmente no terceiro domingo de Novembro, o Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada foi adoptado pela ONU para evocar as vítimas de acidentes de viação.
Em Portugal nos últimos 10 anos faleceram 13 mil pessoas em acidentes de viação, número falacioso, porque de fora ficam todos os que morrem, em trânsito do local do acidente para os hospitais e os que morrem já nos hospitais, vitimas das sequelas desses acidentes, se todas estas mortes, fossem contabilizadas, estou em crer que o computo geral seria muito pior, creio até que chegaríamos bem perto dos 20 mil.
Não poucas as vezes, neste espaço, surgiram alertas sobre esta infeliz situação. Daí para cá tudo mais ou menos igual. Numa análise de leigo e sem fundamentação científica que possa sustentar opiniões, ainda assim, procurar causas é fácil exercício, começando pelo mais óbvio, que é a falta de cultura e de civismo deste povaréu, com exemplos tristes dados por senhores ministros, deputados e outros do género. O facilitismo dado na obtenção da habilitação legal de condução, vulgo carta de condução, o ensino é mau, mais um drama educacional, caro e completamente estapafúrdio, existe por aí muita gentinha, que não tem perfil nem capacidade psíquica e psicológica para conduzir viaturas, mas que no entanto é encartada, à conta da santa ganância.
A legislação é outra das pechas do sistema, má legislação, molduras penais ridículas, cumprimento das mesmas próximo do insuficiente, desresponsabilização de todos os agentes envolvidos, primado da cultura do laxismo e do deixa andar, opção tão cara aos governantes e aos governados deste país.
Estradas mal concebidas, sinalização péssima, opções de construção medíocres, falta de fiscalização e de meios para a efectivar, quadros policiais mal preparados, sem meios, destruição da Brigada de Trânsito para agora voltar atrás, falaremos disto outro dia, falhas estruturais de coordenação, entre a administração central e local, absoluto miserabilismo das estradas municipais e a mais atroz desorganização dessa tal Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, no capítulo da prevenção registe-se porém o bom trabalho que tem sido feito, apesar de já sabermos que em Portugal, ninguém presta atenção a nada, excepto claro está quando são multados e reclamam logo que se devia era ter uma politica de maior prevenção.
Parece evidente que existem imensas causas para este estado de anarquia, que existe nas estradas nacionais, parece evidente que as autoridades nacionais da área são clara e completamente incompetentes, parece evidente que a falta de civismo e educação da gentalha que temos por população engrandece a equação no mau sentido, parece evidente que não conseguimos por cobro a nada disto, parece evidente, que continuaremos a lamentar as mortes, a chorar as desgraças e a não responsabilizar os culpados.
Parece evidente, que dificilmente sairemos deste atoleiro, se não forem tomadas medidas sérias, que só pecam por tardias, muitas mortes se evitariam, caso se pense com seriedade nas coisas e se defendam as pessoas, não os interesses económicos e os compadrios, mas as pessoas!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 09, 2009

E porque o muro caiu!

Renovadas esperanças nasceram! Mas até à data esses infundados prelúdios de uma idade do oiro, soçobram envoltas nas brumas da idade da trampa, que daí para cá se instalou a mata cavalos entre os mais esconsos locais deste mundo cada vez menor, mais povoado, menos seguro, mais poluído e desigual.
Como nos filmes catástrofe dos anos setenta, os poderosos parecem não perceber que se a coisa descambar, ela descambará também para eles, pois desaparecendo a grande maioria dos cretinos que lhes engordam os glúteos dificilmente sobreviverão. A queda do muro, trazia também esperanças para os que já estavam do lado de cá, nem para uns nem para outros, se revelaram verdadeiras, todas as benesses, idealizadas nesse dia há vinte anos.
Os tumultos igualitários, ecos de um passado que lançou gritos de igualdade e fraternidade, ficaram em cacos, a subserviência ao poder das finanças, atordoou uns primeiro, depois os outros, sem terem mesmo ainda tempo de acordar do sonho, já se viam confrontados com uma realidade que não era a esperada.
Também os de cá se viram subitamente a braços com novas hordas de invasores, que trouxeram realidades novas, actualizações de coisas antigas, bem como um tipo de crime organizado e frio que não existia por cá. Também vieram coisas óptimas, gente boa e qualificada, opções culturais diferentes, música, cinema e teatro. Novas visões da religião e diferentes cosmogonias da vida, no entanto entre o deve e o haver, nem uns receberam aquilo que iriam ganhar, nem outros perderam o que pensavam que iam perder.
A realidade vinte anos passados não é ainda nada por aí além, a EU, continua sem resolver problemas importantes no seu seio, de leste surgem mais problemas sociais, verdadeiras pragas bíblicas de gafanhotos oportunistas, vigaristas e ladrões, gentalha sem eira nem beira que se dedica ao disparate e à subsídiocracia, como se não houvessem já que chegassem desse tipo de sanguessugas.
A Europa de porta aberta de Lisboa a Chilia Veche na Roménia, também é produto dessa queda, para o mal e para o bem a queda do muro, redefiniu uma vez mais o contexto do velho continente, propiciando um mundo novo onde ele é já tão velho. A queda foi um bem de que só perceberemos a realidade daqui a uns bons anos, ou então, foi o prelúdio de outra queda, que fará ruir a Europa enquanto entidade geográfica, dinamizadora de um mundo, cada vez mais extremado, alagado em vagas de religiões mais ou menos cretinas, como se não o fossem todas, da capitalização dessa queda, dependemos grandemente para o nosso futuro, até porque estou em crer que a queda da Europa arrastará o mundo! Mas como sou um optimista, direi apenas, alegrem-se que isto poderá ser ainda pior do que aquilo que estou a pensar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, novembro 06, 2009

Isto é um Circo!

Ontem fui acompanhando os debates na Assembleia da República, adorei o parlapié daquela Corja, realmente é delirante ver o que ali se passa, entre laptops topo gama e monitores TFT, entre risos e ares compungidos, entre gravatas de seda que custam o que eu ganho por mês e ares trotskystas armani.
A piada disto tudo é que aqueles duzentos e tantos engulhos, não estão ali a fazer absolutamente nada, a ridicularia chega ao ponto de andarem a atirar culpas da corrupção uns aos outros, quando com excepção dos esquerdeirotes trauliteiros a malta restante está atascada até ao cocuruto, com PS e PSD na dianteira, como propiciadores de teias faraónicas de compadrios, basta para tanto perder algum tempo e verificar as nomeações publicadas no Diário da República, filhos, primos, sobrinhos é um não mais acabar de galhofeiras intrujices onde fedelhos acabados de sair da universidade, versados essencialmente em cervejolas e tunas, num repente aparecem a auferir salários de não pouca monta, com direito a tratamento por senhor doutor, carro, cartão de crédito e telemóvel, desempenhando cargos que ninguém percebe bem para que servem.
Vejam depois os cargos das empresas públicas, para onde vão nomeados os que fizeram favores, de permeio a promiscuidade entre o sector privado, que paga também favores, recolhendo no seu seio outros tantos da pandilha dos facilitadores. Tudo isto se passa, nas nossas barbas, no entanto, impávidos, mais preocupados em gritar contra um qualquer treinador de empurra bolas cujas mulas andam a empancar, porque o salário assim como assim vai caindo sempre, ou angustiados por uma qualquer personagem de revista cor-de-rosa, ter feito um felácio ao professor de ginástica, a carneirada capada, lá vai maldizendo a vida, encafuada em apartamentos miseráveis e mal construídos, correndo de bicha em bicha atrás de ilusões, desinteressada da política que prefere deixar para os senhores doutores, isso querem eles, sem fazer absolutamente nada.
Ora com esta realidade assistir ao deputado Pacheco Pereira, esse portento da “omni-sapiência” lusitana a vociferar contra Sócrates outro portento da sabedoria, é, para ser simpático, uma cena hilariante, digna de filme cómico. Actores desta opereta bufa, todos estes títeres pantomineiros desempenham um papel crucial no “aparelho”, mantendo oleada a engrenagem do sorvedoiro de cabedais que é este modelo de Estado. Sua excelência o senhor Presidente da República, tinha razão quando alertou para o “Monstro”, claro que virou a alça a outro alvo desviando para o “monstrinho”, teve de defender as traseiras do seu presidencial edifício anatómico, porque irmãos e irmãs caríssimos, o verdadeiro monstro é o modelo estafado deste Estado, Presidência da Republica, Parlamento e Governo são o verdadeiro monstro o verdadeiro buraco negro, vejam as contas, obras no edifício da Assembleia, assessores, pareceres, grupos disto e daquilo, viagens, almoçaradas e jantaradas, prendas e prendinhas, motoristas, carros, secretárias, gabinetes de apoio, guardas de honra e segurança. Vejam quanto gasta este estado em cavalidades, depois venham falar-me de monstros.

Um abraço, de bom fim-de-semana, deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 02, 2009

Estapafúrdio

Se a inclusão dos deputados no grupo prioritário de vacinação da gripe A, já me fez confusão, não entendo qual é a prioridade dos deputados, até porque se um faltar, existe sempre outro na lista que pode perfeitamente assumir o lugarzinho, o que torna a inclusão desta maralha uma medida completamente ridícula e despropositada, a recente notícia da inclusão dos funcionários dos partidos é de ir às lágrimas.
Eu peço muitas desculpas, mas que raio de prioridade é esta, funcionários de partidos políticos, por amor de Deus, tenham vergonha, cambada de energúmenos. Que prioridade terão estas criaturas para que se dite tal alarvidade.
Somos realmente dominados pela ralé, pelo rebotalho da humanidade é a única e sóbria conclusão a que podemos chegar, não existirão antes centenas de profissões que exigem esse cuidado, já agora que critério da treta é este, que cretinice domina a atribuição do critério de prioridade.
Deviam ter vergonha, devíamos ter vergonha, isto é tão miserável, tão abjecto, que não há classificação para este país, estamos espartilhados por imbecis, por incompetentes, que primeiro tratam deles, eventualmente depois pensam naqueles que os elegeram para que eles resolvam os problemas, para que eles governem, esta dicotomia, nós os pagantes mal governados, eles os néscios que governam, tem tido picos de cretinice dificilmente atingíveis noutros países.
Uma consulta rápida aos planos de contingência de outros países, no caso França, Reino Unido e Espanha, revela uma intrínseca preocupação com idosos, crianças, grávidas, profissionais de saúde e familiares de pessoas infectadas. Por cá aparecem estas aberrações, como deputados e funcionários de partidos políticos, que raio de prioridade será esta, que falta fazem uns e outros, que falta faz o Presidente da República ou o Primeiro-ministro, que falta faz esta gente?
Ora faz tanta falta como uma praga de gafanhotos, ou seja não fazem absolutamente falta nenhuma, nem sequer são importantes porque existem mecanismos criados para obstar à sua ausência, como por acaso quem manda nisto até é o Conselho Europeu, que raio de prioridade é esta de fazer vacinar como grupo prioritário, funcionários de partidos, vergonhoso, triste, estapafúrdio e completamente ridículo, continuamos o nosso percurso pela quinta via, a via do terceiro mundismo da república das bananas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 30, 2009

Oculta a face com vergonha!

Os sem vergonha deste país, continuam a atropelar tudo e todos sem olhar a meios para atingir os mesmos fins do costume, engordar às custas do pobre contribuinte, nesse capítulo Portugal pede meças aos campeões da corrupção. Nada mudará neste infeliz pardieiro, enquanto os que dizem que servem, se sirvam em antes de servir, nada mudará enquanto esta Máfia, de corruptos continuar a ser eleito, a ocupar cargos públicos a pavonear-se em viaturas compradas com o dinheiro dos contribuintes e a colher todas as alcavalas que eles próprios aprovam para a sua perpetuação nos corredores do poder, é vê-los quando são temporariamente corridos por alguma derrota ou facada, aparecer na televisão com ares compungidos de mentirosos declararem que se vão retirar, que se vão dedicar aos negócios, pergunto-me quais, para meses depois assim que a oportunidade espreita aparecerem de novo a papaguear as suas alarvidades estafadas, novamente na ânsia de poleiro.
Infelizmente este país está entregue a esta gentinha nojenta e corrupta, esta Corja, os poucos, infelizmente muito poucos que levantam a voz são “exilados”, recordem o que aconteceu a Cravinho e às suas propostas contra a corrupção. A coisa pública, demanda paixão, entrega incondicional, inteligência e desinteresse, o que infelizmente vemos da esquerda barraqueira à direita “reaça” é precisamente o contrário, é a entrega a causas menores de luta por lugares e acesso a negociatas, gente cinzenta sem chama, burocratas demagogos, lascas de aparelho, todos irmanados no mesmo torpe desejo de sugar o cadáver moribundo dos cofres públicos sem mais aquela, gente néscia e imbecil, culturalmente básicos e moralmente indecentes, cujos exemplos de canalhice fazem corar qualquer “Don” siciliano.
A nós os infelizes pagantes desta maralha, toca-nos a indignação, escrita e rescrita em bloguelhos insignificantes como este, onde descarregamos mágoas, frustrados nos intentos de moralizar esta terra. Apelar à desobediência, apelar ao levantamento armado, deixar de lérias e forrar esta gentalha de chumbo, seria a meu ver despiciendo, apesar de ser uma opção que as gentes honestas devem ponderar com seriedade.
Este modelo esgotado de Estado que urge mudar, esgotado por 30 anos de sanguessugas que à vez o foram exaurindo, está em calamidade, fomos, somos e continuaremos a ser o cu da Europa, apesar de cretinices despesistas como o TGV, que continuo a questionar, que nada trará de positivo a esta terra, para além de mais uma milionária, de uma “milionáriamente” obscena derrapagem, que engordará ainda e mais uma vez os mesmos habituais safardanas, aqui ficaremos endividados até à alma, encanfuados neste paraíso do rebotalho, onde a merda de toda a Europa vem desaguar, paulatinamente caminhamos para o fim, seremos a Somália da Europa.
Quando os vejo na televisão, com aqueles ares de seriedade cretina, dá-me vómitos, que palhaçada, este país é um circo, onde as feras disputam a carniça e onde os pobres palhaços cada vez mais pobres se embasbacam com futebóis com velinhas a santinhas e fadunchos, ontem tal como agora, pobres, mais analfabetos, mais imbecilizados, continuamos a carneirar em direcção à ara sacrificial, para que os homúnculos perniciosos, possam continuar a folgar com as suas prostitutas de luxo, sorvendo a seiva desta terra. Alea Jacta Est!

Um abraço, de bom fim-de-semana deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, outubro 27, 2009

Lastimável!

Em Abril de 2007, três honrados cavalheiros decidiram assaltar uma bomba de gasolina, por pura brincadeira claro está, os três cavalheiros são a fina-flor do dandismo, verdadeiros “sportsman”, que por um simples desfastio, um enfado, resolveram praticar aquele acto que facilmente se desculpará a tão excelentes mancebos, a flor da juventude. Durante a ocorrência, os sobreditos excelsos senhores, detectados na sua prevaricação por uma patrulha da Guarda Nacional Republica, os três bons rapazes, resolveram, brincar um pouco e assustar a Guarda, dando uns tiros, acabando por inadvertidamente ferir de morte a funcionária isto, frente à filha da mesma funcionária, que foi depois utilizada para servir de escudo a um dos excelentes rapazes, após o que iniciaram a fuga, tendo sido posteriormente capturados.
Ora sucede que o longo braço da Lei, caiu sobre estes três soberbos exemplares da raça humana, essa Lei cega e desumana, condenados injustamente em Tribunal de Primeira Instância, por uma pequena leviandade quase sem consequências, o mais novo, de 22 anos foi condenado a 21 anos, o máximo é 25, os outros de 32 e 40 anos de idade foram condenados respectivamente a 13 e 15 anos de cadeia.
Os senhores doutores advogados dos arguidos recorreram, claro está, para instâncias superiores, indo ocaso acabar no Supremo Tribunal de Justiça, que revoga as penas. Ao mais novo, reduz de 21 para 16 anos, aos outros retira um ano a cada pena, diz a certa altura o venerando acórdão de tão iluminados Juízes, que, “ …procurando evitar-se ao máximo a quebra prolongada dos laços de sociabilidade e a excessiva traumatização do jovem…” de referir que os três excelsos cavalheiros já tinham também perpetrado tropelias idênticas em Mértola e Ferreira do Alentejo, crimes que ajudaram a que fossem condenados em tão dura pena.
De referir que os meritíssimos, omniscientes, iluminados, sapientíssimos e esclarecidíssimos Juízes Conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça, consideram que “…a possibilidade de reinserção social e profissional” pesou na decisão, todos exerciam profissões tidas como dignas, fiel de armazém, pintor da construção civil e serralheiro, acumulando essas actividades com estas brincadeiras e tropelias próprias da juventude, ah como é bom ser jovem, poder balear e roubar à vontade.
Só tenho um comentário a fazer a esta vergonha: BARDAMERDA!

* O meu pesar está com as vítimas, com todos os trabalhadores honestos e pagadores de impostos que pagam esta trampa toda, Juízes, Ladrões, Assassinos, Políticos tudo a mesma lamentável excrescência de passeio! Somos nós que engordamos esta Corja toda, somos nós, esta lastimável caterva de carneiros capados que deixamos isto chegar a este estado!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 26, 2009

Chapadas e Pontapés

Por mais despropositadas e pouco edificantes, que sejam as cenas de agressões, no Colégio Militar. Elas enquadram-se numa lógica de estupidificação massiva da sociedade em vivemos, acontecem em todas as escolas deste país, cenas mais ou menos degradantes como esta. A celeuma que levantou deve-se apenas ao facto de ter acontecido numa escola dita das “elites” e não naquelas escolas onde estuda a rataria do bairro social.
Porque cenas canalhas como essa são comuns, ora acontecerem num meio que tem por mania ser diferente, a coisa pia mais fino e tem logo direito a televisão, a comentadores “especializados” e a toda a panóplia de manifestações, opiniões e dichotes mais ou menos aparvoados.
Intrinsecamente ligado a isto está o tal “ranking”, inglesismo dispensável, das escolas, neste rol dos estabelecimentos de ensino ficamos a saber quais são os que tiveram melhores notas, ou antes ficamos a saber nada! Uma lista séria de escolas, com gradação de qualidade, seria aquela em que se discriminaria preto no branco quantos casos de violência, agressões e roubos ocorreram no local da escola e nas suas proximidades, onde constaria o estado das salas, a qualidade da escola, a suficiência e ou insuficiência dos fundos, o número e tipo de laboratórios, para ensino prático e as necessidades de equipamentos, onde se diria da quantidade, qualidade e formação do pessoal não docente, onde se exporia a qualidade, quantidade e formação do pessoal docente, onde se mostraria a existência de gabinetes de apoio psicológico e gabinetes de acompanhamento do aluno ajudando esse aluno a escolher antecipadamente o percurso académico mais adequado a cada caso, isto seria uma excelente base de escolha, porque meus caros, isto das notas e das médias é uma treta, uma cretinice pegada, porque em todas as escolas os bons têm boas notas e os maus não têm, as boas escolas estão em ambientes mais ou menos saudáveis do ponto de vista social, as más escolas estão onde a saúde social não existe ou é periclitante e mesmo nessas existem sempre casos fantásticos de sucesso.
O drama foi que as agressões aconteceram, na escola da elite destinada aos mais altos cargos, o que nos fará pensar sobre o tipo de energúmenos que estará ali. Pois apesar do aparato, dos desfiles de arma às costas e fardeta de soldadinho de chumbo, ali estão crianças e jovens exactamente iguais às crianças de qualquer parte de Portugal, por muito que os papás e se esforcem por ser da “elite” os fedelhos tramam tudo e mostram os reais borra-botas que são, podiam até ser da favela que não seriam piores nem melhores.
Resumindo, as agressões na dita escola, são condenáveis e alunos deveriam ser castigados, mas não mais nem menos que em todas as outras escolas onde isso acontece, por isso gostaria de ver os trauliteiros de esquerda a aparecer também nas outras escolas e a exigir processos disciplinares em todas as outras centenas de ocorrências semelhantes.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 23, 2009

Saramago e Margaça

Ainda não li livro “Caim” de José Saramago, mas vou ler, oportunamente, com a expectativa de encontrar uma obra de ficção, que me divertirá ou não. É como a Bíblia, a uns capítulos, acho-lhes piada outros nem por isso. A Bíblia é uma obra religiosa, para quem acredita, soprada pelo Divino, para mim um Ateu convicto, é apenas um livro de ficção com interesse devo confessar, com alguns poucos bons e excelentes exemplos, alguns com escrita agradável, outros, estopadas de morrer, onde alguma da mitologia humana se encontra relatada, onde parábolas e outras figuras de estilo concorrem para melhorar aquilo que não pode ser mudado, a condição humana.
Não percebo, este acesso de “talibanismo” retrógrado de algumas correntes “reaças” das elites religiosas. Traduzindo aquilo que Saramago disse, o homem apenas confirma que a Bíblia aproxima Deus do Homem, mostrando a sua condição, nesse sentido a Bíblia é verdadeiramente um código de pecados, uma tentativa de repor a virtude através de exemplos edificantes, será que Saramago ofendeu assim tanto a Santa Madre, creio que não, estes pruridos de “prima donna” não ficam bem a uma Igreja do Século XXI, mas os “talibãzinhos” que vegetam dentro dela, arreganharam as unharras e esgatanharam-se todos, prestes a derribar o frágil Saramago, mostrando que não estamos assim tão longe do Afeganistão.
Quanto às declarações de um senhor Eurodeputado, mandasse eu no partido que promoveu a sua eleição, e esse senhor seria evacuado para a metrópole por indecente e má figura, ficam mal tais arroubos de cretinice, a alguém com o cargo que desempenha, são infelizes e pouco inteligentes, aconselho o senhor deputado a pedir a nacionalidade Afegã ou Iraniana, sentir-se-ia muito melhor por lá .
Há efectivamente um sentido promocional nas palavras de Saramago, claro que há, mal ou bem é o mundo em que vivemos, as diferenças entre o Saramago e essa Margaça*, essa erva ruim que ainda domina alguns sectores das nossas religiões, fará com que se leiam muito mais “Cains” do que pastelanices Bíblicas, pena é que estes “Zelotas” não dirijam as suas raivas e forças contra os poderosos deste mundo que atrofiam com as suas politicas torpes de ganância a Humanidade, isso não, porque seria morder ao dono, porque como outras coisas a religião é também uma grande negociata.
*[Chamaemelum fuscatum] - Erva que dantes quando havia campo, invadia os campos por esta altura, apesar de ter uma flor bonita é uma praga.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 22, 2009

A Teia de Aranha!

O recente Relatório Complementar (2 de Outubro de 2009) que complementa o Relatório final "A Justiça Penal. Uma Reforma em avaliação" (10 de Julho de 2009), apresentado pelo Observatório Permanente da Justiça Portuguesa, vem trazer a lume um quadro triste, mais uma vez, da Justiça Portuguesa. Entre outras muitas críticas, diz o relatório que a Justiça por cá não consegue enjaular o colarinho branco.
A esse propósito registe-se uma historieta, passada há dois mil e quinhentos anos, uma ocasião, alguém perguntou ao famoso legislador de Atenas, Sólon, que serviços prestam as leis.
Sólon, considerado um dos pais da [Demo] [Kracia] grega, respondeu:
-Para apanhar os pequenos delinquentes.
-Só para isso? Questionou novamente o seu interlocutor, reforçando a questão com a dúvida sobre o que fazer com os grandes criminosos. Calmo, Sólon prestes lhe respondeu nestes termos.
- Meu caro amigo, a Lei é como uma teia de aranha. As moscas pequenas, ficam presas nela, mas as moscas maiores rompem a teia e escapam facilmente.
Esta historieta, poderia ser escrita hoje sobre a Justiça, de Portugal, sobre o miserável estado da Justiça de Portugal, tão miserável, que serve apenas para engaiolar miseráveis, pelo mínimo tempo possível, para que possam voltar às ruas e continuar as suas miseráveis existências levando a miséria a outros que não são tidos nem achados no problema, continuando a alimentar a farsa que é a Justiça e todas as personagens que enchem o traseiro à conta dessa mesma Justiça.
É a Justiça do crimezeco, a Justiça do infeliz pilha galinhas, do pequeno traficante, do “agarrado” apanhado com mais uma grama do que o permitido, do ladrão homicida que apanha vinte anos, para ao fim de dez estar de novo cá fora, é a Justiça do menor que por lhe darem essa benesse atropela tudo, rouba e mata sem punição, é a Justiça do pedófilo que é condenado e cumpre um ou dois anos, é a Justiça dos vários políticos condenados, sempre a pena suspensa, que continuam a ser eleitos, é a Justiça que merecemos.
É sobretudo uma FARSA, onde os vários actores, tugem pouco e mugem ainda menos, não vá dar-se o caso de alguém efectivamente querer fazer alguma coisa e estragar o arranjinho, porque se pensarmos bem, já viram a quantidade de camaradas que enchem a mula à conta disto a que chamamos Justiça, Juízes e as suas muitas mordomias, Procuradores disto e daquilo, Advogados, Médicos de várias especialidades, Programas de reabilitação ou não, Subsídiocratas vários e uma infinidade de especialistas especializados especiais, especialmente capacitados para complicar o caminho que conduz a uma verdadeira Justiça.
Deixo de fora os polícias, porque a meu ver mal ou bem, são os Quixotes desta história, com tudo o que se lhes possa apontar de mau e de bom, são o fim da cadeia, estão ao mesmo nível que os outros a quem perseguem, porque a monstruosa máquina Judicial, tritura uns e outros, policias e ladrões, são os elementos dispensáveis deste negócio e cujas acções justificam a existência de todas as outras sanguessugas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, outubro 20, 2009

Sempre a meter água!

Segundo o senhor Almirante Melo Gomes, o actual CEMA, (Chefe do Estado Maior da Armada), os «dois» submarinos que servirão as cores lusas são imprescindíveis!
Assente neste dogma do senhor Almirante, é de crer que os «dois» submarinos portugueses sejam realmente a salvação da pátria. Mesmo alguém leigo nesta matéria ficará desconfiado, com a real capacidade deste tipo de sistema de armas, não pela efectividade do mesmo mas antes pela quantidade desses sistemas de armas, se bem que a efectividade também possa ser questionada.
Assim, basta ver os cânones mais recentes da guerra submarina para perceber que, assim não vamos lá. Estarão por ventura à espera que um submarino torpedeie uma lancha rápida, cheia de droga a caminho de uma qualquer praia deserta, pois eu também não, especialmente ao preço a que os torpedos andam, se bem que com as promoções, talvez se arranje um desconto.
Fará o submarino serviço de patrulha a arrastões espanhóis que nos espoliam do peixe todo, sem que nada lhes aconteça, duvido seriamente, os submarinistas consideram-se uma elite e não os estou a ver de bom grado a fazer trabalho de Cabo Manobra, servem para quê então os «dois» submarinos.
Essencialmente para engrandecer o ego das patentes da Armada, para engrossar o orçamento da mesma e para passeatas mais ou menos dispendiosas.
No quadro da NATO, os nossos «dois» submarinos representam menos de 0,01% da força disponível, para citar só três exemplos a França possui 9 submarinos nucleares, 3 com mísseis e 6 de ataque, estando em curso o processo de renovamento da sua frota de SNA (Submarino Nuclear de Ataque), a Royal Navy da Grã-bretanha, possui 4 submarinos balísticos nucleares e outros 9 de ataque também nucleares, aqui os nossos vizinhos tem 4, o que significa que os «dois» submarinos portugueses, não significam mesmo nada no quadro NATO, sendo portanto uma inverdade que são necessários para cumprir compromissos NATO. Resta dizer que os «dois» sumarinos portugueses comparados com os dos exemplos citados são uma espécie de carro de bois no meio de Ferraris.
Então para que servem os «dois» submarinos»? Para nada! Para gastar dinheiro, para alguns poucos ganharem muito dinheiro, para as falcatruas já conhecidas e pouco mais. Teimamos em querer presumir riqueza quando somos um país de gatos-pingados sem cabedais para mandar cantar um cego, insistimos em desbaratar os dinheiros públicos em idiotices imbecilóides, em quimeras, vem de longe este gosto pelo absurdo, conquistas do norte de África, como disse Fernão Lopes, sorvedoiro de “gentes e cabedais”, guerra colonial, estádios de futebol, enfim é enorme a lista, de tropelias imbecis realizadas a estipêndio dos cabedais do erário público, as mais das vezes sem qualquer préstimo para o país e para aos desgraçados que pagam isto tudo.
Senhor Almirante, Portugal necessitam tanto de submarinos, como vossa excelência terá precisão de um furúnculo no traseiro!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 19, 2009

Grande MERDA!

Começar à segunda-feira com uma croniqueta com este título, é sinónimo de uma real gana de mandar isto tudo às malvas, o título não é o insulto vernáculo, onde usualmente mandamos alguém, é antes o acrónimo da expressão que traduz aquilo que realmente somos, Medíocres Energúmenos Ridículos Demagogos e Analfabetos, ou seja somos uma grande MERDA.
Na sexta-feira passada a TVI, passou uma excelente reportagem, do jornalista Rui Araújo, sobre uma realidade por muitos conhecida, por ainda mais denunciada, a qual, como muitas outras situações, acontece cairem as denuncias, apelos e reclamações em saco roto, morrendo, como já é hábito por cá, sem parceiro a culpa .
A excelente reportagem versa sobre os aterros ilegais, espalhados por esse país fora que transformam esta terra numa MERDA, cheios de compostos químicos que provocam cianose, mutações genéticas, alteração do sistema reprodutor dos seres vivos, malformações graves, cancro e morte.
Que nós enquanto sociedade somo uma digníssima vara de porcos imundos, acho que está à vista de todos, trinta anos de campanhas de sensibilização, deram muito pouco ou quase nenhum resultado, aqui em Almeirim por exemplo, apesar de a edilidade desenvolver um bom trabalho nesta área os porcos munícipes, degradam qualquer esforço com a sua indigna prestação, os mais novos então são de bradar aos céus, supostamente os fedelhos são o futuro, belo e porcino futuro se augura, e esta terra não deverá ser diferente das demais, no aspecto porco dos seus habitantes.
Mas voltando à reportagem, os perigos destes resíduos, são de tal ordem que podem já estar comprometidas as reservas de água de aquíferos subterrâneos, bem como locais que são parques naturais, a bem dizer a biodiversidade deste país cada vez se resume mais aos vários tipos de MERDA, que encontramos por cá.
Governantes de MERDA, políticos de MERDA, autarcas de MERDA, empresários de MERDA e cidadãos de MERDA, esse parece ser o denominador comum desta situação, somos uma grande MERDA. Porque este é um bloguelho sem importância, não sendo do calibre da erudição, dos grandes blogues de MERDA deste nosso Porcogal, pode este pobre escriba, ter a veleidade de escrever assim, noutros ficaria mal, cair-lhes-iam os pergaminhos ao chão, outros preferem a singeleza puritana do palavreado dos paninhos quentes e das desculpas de MERDA, desculpas de quem nunca fez nada, excepto cagar postas de pescada acerca de tudo.
Esta reportagem é um hino à essência do ser Português, do ser merdoso, da inqualificável ganância e estupidez que transforma este país numa cloaca infecta, aqui somos todos culpados, uns por acção, outros por omissão, por desleixo, incúria ou simples estupidez endémica e crónica, o país do TGV e da banda larga, não passa de uma MERDA e não passará muito tempo que atolados na nossa própria MERDA, nos afoguemos soçobrando como sociedade e como cultura. Belo fim para esta MERDA!
*podem ler e ver a reportagem de Rui Araújo aqui!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 15, 2009

Transplantes Pulmonares a atroz realidade!

Portugal é um daqueles países, que só o é, por mero acaso da história. Porque isto tem tudo para não ser coisa nenhuma, os episódios Kafkianos, a que assistimos nesta gaiola de malucas, bradam aos céus. O caso da «burrocracia» que entreva os transplantes pulmonares é um exemplo atroz de como a inépcia, a incúria e a incompetência campeiam a seu bel-prazer nos corredores esconsos de um suposto país desenvolvido, que disso tem muito pouco.
Este caso é um paradigma, da fantástica teia de cretinice que envolve Portugal, onde uns se escudam nos outros e os que precisam estão sempre completa e irremediavelmente tramados. Ontem fiquei a saber que existe uma unidade de transplantes pulmonares em Coimbra, existe só no papel.
A fazer fé naquilo que ouvi, a tal unidade de transplante, só verá a luz do dia quando a lista de espera para transplante chegar a um determinado número de doentes a necessitar desse tipo de intervenção, ora é certo e sabido que este tipo de transplantes enfrenta um processo muito moroso, onde os doentes precisam de órgãos que sejam não só compatíveis em termos de tipo de sangue, para evitar ainda assim possíveis rejeições, mas também adequados à estrutura física de quem os recebe, é um lento e desesperante processo, que culmina, infelizmente, com a morte de muitos doentes, porque o processo de degradação pulmonar é inexorável, não se compadecendo com burocracias estúpidas, como por cá parece ser a ordem do dia.
O caso relatado é o de uma rapariga de 22 anos, que foi inscrita nessa famosa unidade existente alegadamente em Coimbra, que não pode ir para a unidade de transplantes pulmonares de Santa Marta, porque o protocolo não permite, também não pode ir para a Corunha, onde têm sido transplantados com sucesso bastantes doentes, porque o tal protocolo também impede.
Não existe nenhuma razão lógica e objectiva para que esta pobre moça, não possa ser operada em qualquer lugar do mundo, que lhe permitisse salvar a vida, as únicas razões invocadas, são razões mesquinhas, imbecis e corporativistas de classe e de um Estado cretino dominado por gentinha medíocre e estúpida. Afinal tantos impostos, tantas taxas, tanto choque fiscal, tanta palhaçada para quê?
Visitem este excelente blog, para conhecerem mais sobre esta realidade completamente absurda deste país de mentecaptos e imbecis, onde o absurdo, a vigarice e a falta de inteligência se sobrepõem aos mais elementares direitos do pobre cidadão que teve a infelicidade de cair neste pardieiro. Estou mesmo chateado, esta questão deixou-me de tripas às avessas, que cambada! Que Corja!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, outubro 14, 2009

Gaija esquêsita!

Cara Maitê, que raio de nome esquisito, obrigado por mostrar ao Brasil que nós somos gajos esquisitos! É uma realidade, não me choca, eu próprio sou Português e entendo-a perfeitamente. Alias basta ver o produto das nossas tropelias coloniais, Brasil, Angola, Moçambique e Guiné, para realmente perceber que somos mesmo esquisitos.
A caricatura que faz de Portugal é aceitável, aquela rábula do técnico de informática é excelente, peca só porque o utilizador ou seja a cara Maitê, também parece ser muito pouco dotada para a informática, o computador parece estar para si como a albarda para o asno, mas enfim a iliteracia informática atinge transversalmente o mundo, desde o esquisito portuga à brazuca alegadamente actriz.
Também não me chocou a sua ignorância e a sua propensão para a asneira, afinal a cara Maitê, vem de um pais cujo o lema é “Ordem e Progresso”, espero que a ordem e o progresso sejam mesmo bons porque a julgar por si a cultura deixa muito a desejar e se a cara Maitê representa uma certa elite viajada e bafejada pela sorte de poder sair daí, tendo portanto um padrão cultural acima da média, imagino o que não será o padrão cultural do cidadão normal do Brasil!
Em relação aos pastéis de Belém e à historieta das claras, usadas como goma, não percebo a piada, nem o tom jocoso que dá aquilo, esse facto é só por si revelador mais uma vez de uma atroz ignorância, mas eu entendo, muito novela deve fazer isso atrofia as meninges, estupidifica! Aconselho-a a dedicar mais tempo a Machado Assis ou Gonçalves Dias, são bons autores Brasileiros, lembrei-me destes porque são dos meus preferidos, um conselho cara Maitê, leia mais literatura e menos guiões de novelas.
Falou de Salazar e curiosamente mais uma vez, “meteu a pata na poça” como soi dizer por cá. Deveria ter visto melhor como decorreu o concurso de eleição da personagem, perceberia que a sua eleição foi mais um gozar com a parolice do que um desejo secreto pelo regresso do ditadorzeco. Fez bem em aludir ao tema, mas faria melhor documentar-se primeiro, fica-lhe mal, afinal a cara Maitê é alegadamente uma actriz famosa, senhora de uma refinada cultura, da qual infelizmente durante o seu vídeo não se vislumbra sequer a sombra, estou certo que a digna senhora será com certeza possuidora de uma portentosa cultura, mas parece que a deixou na fronteira!
O falar de Vasco da Gama e de Camões como se fossem jogadores do Atlético Mineiro, é triste, mas compreensível, afinal, como anteriormente já tinha demonstrado, a cara Maitê, tem um défice cultural pavoroso que a coloca ao nível da indigência intelectual, por outras palavras a cara Maitê é de uma confrangedora pobreza franciscana cultural.
Achei piada à sua tentativa de falar com sotaque português, foi a parte mais hilariante da coisa, porque é engraçado ouvirmos alguém nos imitando, em especial os brasileiros, parece que falam com algo espetado no rabo, tem piada, claro que é esquisito mas tem piada, por isso obrigado, gostei.
Só me chateou aquela coisa da cuspidela, então uma pessoa tão culta, tão iluminada, tão à frente, vem aqui, salvar os pagãos, ilumina-los com a sua superior cultura e faz uma vergonhosa mostra de tão baixo nível, a cara Maitê perdoar-me-á mas como se diz por cá fez “figura de ursa”, sublimou o paradigma da “loira burra”.
Foi pena, porque até tinha conseguido dar um ar de graça com aquilo do número três ao contrário, achei que iria fazer algo com piada, em que nós nos pudéssemos rir de nós mesmos e das nossas esquisitices, afinal não, a cara Maitê, preferiu ser pior, mais boçal e mais ridícula do que aquilo que pretendeu criticar, estimo-lhe as melhoras, aproveite para ler, para se cultivar, para aprender a fazer humor, olhe veja os programas do Jô, perceba como se pode fazer humor inteligente, perceba como contar anedotas de portugueses, de uma maneira tão simples e inteligente que mesmo o patrioteiro mais empedernido não deixa de rir, essa é a diferença entre ser inteligente e culto e ser Maitê.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 12, 2009

Obama o Pacificador

Não me espantou o Nobel dado a Obama! Já há muito que a atribuição dessa distinção sofre de uma síndrome de “inesplicabilite dementis”, sendo por vezes muito complicado perscrutar qual a real intenção por detrás dessas nomeações ou quais os critérios de atribuição, assim se explica o Nobel atribuído ao Presidente Theodore Roosevelt em 1906, o rapaz que dizia que a diplomacia se deve fazer conversando mas com um cacetete na mão. Ou o que dizer da atribuição do galardão em 1973 a Henry A. Kissinger, a eminência parda dos velhos EUA, o homem por detrás das opções políticas e das intervenções no estrangeiro desde os tempos do Presidente Eisenhower, bem como de muitas operações sujas da CIA, durante as décadas de 50, 60, 70, estendo a sua influência até aos anos 80 e 90 enquanto Conselheiro de Reagan e Bush pai.
Muitos outros nomes suscitam, senão desconfiança, pelo menos um ligeiro sorriso sardónico, Mohamed Anwar Al-Sadat e Menachem Begin, Lech Wałęsa, Mikhail Gorbachev, Yasser Arafat e José Ramos Horta, culminando agora com Barack Obama.
O Nobel da Paz é sobretudo um prémio político e politicamente correcto que segue o “mainstream” mundial, segue a corrente popular da altura e pouco mais, claro que é uma distinção prestigiada, mas é apenas isso, nada mais se poderá inferir sobre ela, apenas que procura o apaziguamento, infelizmente o mundo já não vai lá com palavras doces, creio até que caminhamos como em 1800 com Napoleão, em 1914 com o Kayser Guilherme ou em 1933 com o Führer Adolfo, para uma nova época de cachaporrada de três em pipa! Pode bem ser que me engane. Oxalá!
Se Obama merece ou não o Nobel da Paz, é uma questão pouco importante, nada é nunca consensual, as mais das vezes o consenso atinge-se meramente por conveniências de ordem variada. O homem ganhou, exulte-se a ocorrência como mais um “fait diver” do nosso mundo trivial, onde cada vez mais a essência da realidade é plasmada pela obscura mas luminosa magnificência da demagogia imposta pela comunicação social, onde os holofotes e as imbecilidades desviam o olhar das realidades cada vez mais atrozes.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 08, 2009

Aprendam a Ler!

As Autárquicas ainda não acabaram e confesso que estou farto! Num anterior post, referi o facto de a minha caixa de correio ter um autocolante que solicita o favor de não colocar publicidade, propaganda e outro lixo não endereçado na pequena ranhura postal. Creio ser um direito que me assiste, só ver enfiado na minha caixa de correio o que eu quero, afinal quem está a pagar aquilo sou eu.
Irrita-me até ao tutano, que a cegueira desenfreada da partidarite, obstipe as meninges e o refluxo intestinal suba ainda à cabeça, de muito cavalheiro e dama, que parecem sofrer ou de miopia ou de analfabetismo. Apelo ao líderes dos partidos que promovam campanhas de alfabetização e rastreios oftalmológicos juntos das concelhias dos seus partidos, a bem do são e cordial entendimento e respeito que devem aos cidadãos que lhes pagam os ordenados quando eleitos para fazerem aquilo que já sabemos.
Será assim tão complicado perceber o que quer dizer “Publicidade Não Endereçada! Aqui Não! Obrigado! Será que gente tão iluminada e contestatária e revolucionária e tudo o mais acabado nos sufixos [ária], não entende frases simples em Português.
Pois parece que não! CDU, CDS e PSD parecem não ter no meu Concelho pessoas que saibam ler Português simples, faz lembrar o anúncio em que o chimpanzé, separava o lixo em segundos e os inteligentes humanos é o que se vê.
Eu percebo que queiram veicular as vossas mensagens, gastas e estafadas, eu entendo que achem, que é licito esperar que esta seja a vossa vez de ter poleiro, de ganhar uns anitos para a reforma, de ter gabinetes e tudo o mais, mas eu já dei para esse peditório, alias dou todos os meses. Mas hão-de convir que a procederem assim já dão um excelente exemplo, um convidativo exemplo para que se vote em qualquer coisa ou alguém excepto em vossas excelências.
A bem da verdade se diga que outras duas forças políticas, também concorrentes no acto eleitoral em curso ou falharam aquela rua ou então possuem entre os seus elementos, pessoas que sabem ler, o que é óptimo. Se falharam a rua ainda bem, se foi intencional, parabéns, o respeito pelo cidadão começa por actos simples como este, aos já citados prevaricadores, afianço que só por portuguesismo crónico é que não me darei ao trabalho de apresentar queixa, coisa que nem sei se posso fazer, que sei não servir para nada, mas mesmo que possa não o farei, gostaria era de ver nesta gente, o respeito que tanto alarde faz em dizer que possuem, o que claramente está à vista não ser de todo verdadeiro.
Deixo-vos um conselho, APRENDAM A LER! E respeitem as pessoas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, outubro 06, 2009

Muitas mais léguas submarinas depois!

Chateia-me ter razão! A sério, que me chateia, principalmente porque aos que sempre me acusam de pessimismo, é dada a oportunidade de me felicitarem, tempos depois com um curioso, tinhas razão. Talvez este início de post seja um pouco “umbiguista”, perdoem a presunção, é talvez das poucas coisas que resta, não adianta nada, não muda nada, faz apenas pensar, que senhores que tem tantos pergaminhos afinal, não chegam aos calcanhares de um borra-botas labrego da província, no que toca à objectividade de análise.
Quando, Portas, então Ministro da defesa e dos Janquizinhos, perdão Assuntos do Mar, que raio de coisa “Assuntos do Mar”, a reprodução das cavalas, entra nesse âmbito, que terá o dito politiqueiro a dizer sobre isso? Dizia eu que quando esse camarada era ministro, e se lembrou de ceder aos grupos de pressão da Armada e alguns amiguinhos a trabalhar no ramo, para a compra de submarinos, fui dos que torci o nariz à coisa, havia marosca, alias alertei para o gasto inútil dessa compra.
A defesa da aquisição, baseava-se na tradição, nem cem anos, bem como nos compromissos NATO, com esquadras de submarinos de dezenas de unidades, os nossos dois submarinos enfim farão de certeza a diferença, valha-nos São Custódio Anastésio!
Se Portas, optasse por criar um Polícia Marítima, do tipo da Guarda Costeira Inglesa ou Norte americana, com meios de superfície topo gama, fazendo dessa coisa insalubre chamada Instituto de Socorros a Náufragos uma sub unidade dessa Polícia Marítima, dotando Portugal de um serviço de topo de protecção de costa e busca e salvamento, seria caso para aplaudir de pé, infelizmente Portas, que como vários outros anteriores ministros da pasta da Defesa, percebe tanto daquilo como eu de souflé merengado, logicamente as escolhas foram as piores, com os actuais resultados, mais uma vez nefastos, para o bolso dos imbecis que pagam esta porcaria toda, nós!
Muito para além das falcatruas, das burlas dos contratos que não aparecem e de toda essa novela para entreter o pagode, questiona-se o péssimo desempenho de alguém com tantas certezas, alguém que se declara o defensor dos oprimidos, o Sebastião de Portugal reencarnado em jornalista reciclado em politiqueiro de feiras e arraiais. Triste, muito triste, vergonhosamente triste! E caro, obscenamente caro, para um país com dois milhões de pessoas à míngua.
É esta gente, que há séculos, desbarata dinheiro em imbecilidades, em delírios, em TGV’s e submarinos, coisas tão necessárias como as pragas de gafanhotos ou os furúnculos no traseiro, é esta gente, que cara alegre continua a perorar pelos corredores do poder, cheia dela mesma, alimentada pelo dinheiro de todos nós, que gasta o que não é deles em nome de qualquer coisa que se diz ser o superior interesse da Nação.
No superior interesse da nação podia bem ser que os Nipões nos emprestassem o seu Kamikaze, o seu vento divino, que varresse as portas e portões desta terra, enviando esta Corja para as profundezas do Inferno, deliro, é verdade, deliro!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 05, 2009

Ridículo e Patético

Comemora-se hoje mais um aniversário da implantação da Republica, goste-se ou não, é uma data significativa da nossa história, no entanto este ano não há cerimónias no local onde primeiramente se anunciou essa mudança de regime, imposta pela força das armas, sempre na senda do endémico atraso, rebelamo-nos contra a velha e decadente monarquia, duzentos anos atrasados dos outros, poderíamos até ter mantido o títere real, como fizeram a nossa vizinha Espanha ou o velho aliado Reino Unido.
Mas não! Resolvemos cortar o mal pela raiz e mandar o real tratante às malvas, hoje sinceramente já não estou muito certo de que tenha sido uma boa decisão, fantoche por fantoche, despesa colossal por despesa colossal, estipêndio imoral do erário público por desperdício vergonhoso do erário público, a bem dizer entre o deve e o haver, tenho muitas reservas, mas enfim, somos um República, das bananas e de bananas é verdade mas uma República.
Sua Excelência o Presidente da República, declarou que este ano, devido à campanha eleitoral, não vai fazer o discurso tradicional na Praça do Município. Descabida e sem tacto, é a única classificação possível para esta decisão. Que tem uma coisa que ver com outra? Será que estes senhores tão doutorados e professorados, não sabiam fazer um exercício simples de pragmatismo, de separação das águas, creio bem que não.
Creio bem que esta é mais uma situação que diz bem da qualidade das nossas elites políticas, então, senhores tão intelectualmente avançados, não são capazes, a bem da estabilidade nacional, a bem do educar das gerações de analfabetos mais recentes, não são capazes de deixar de lado as suas ridículas querelas politiqueiras e assumir a comemoração de tal data.
Triste, ridículo e patético o país que gente de tal semelha tem no leme do desgoverno da sua pátria barca!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, setembro 30, 2009

Melhor fora que calado ficara!

Batia a meia hora passada sobre as dezanove! Animada a tertúlia discutia sobre o que Sua Excelência o Senhor Presidente da República iria dizer, entre os oito petisqueiros habituais, todas as tendências politicas representadas, incluindo um monárquico ultramontano, e por vezes chato como a potassa. Gerou-se a discussão, vai uma aposta, pagas a rodada, aperta aí.
Sua Excelência o Senhor Presidente da República, lá apareceu com o seu ar solene e sorumbático, a chamada cara de pau número dois, arengou dez minutos, no fim olhamos uns para os outros e rimos a bandeiras despregadas, foi uma consensual gargalhada geral.
Mais valia que tivesse ficado calado! Foi sobre isso a aposta, que eu ganhei, pois havia apostado que Sua Excelência o Senhor Presidente da República, não só não iria esclarecer coisa nenhuma, como continuaria a flagelar as hostes socialistas, em suma não diria nada de útil como é seu declarado hábito, e teria como único objectivo conseguido o adensar ainda mais desta incomensurável trapalhada, que roça o surreal, num país com tantos e tão graves problemas, Sua Excelência o Senhor Presidente da República, entretêm-se com pífios joguinhos de salão.
Sua Excelência o Senhor Presidente da República, uma vez mais, faz de cavaleiro da triste figura, numa temática, sem pés nem cabeça, voltando a condicionar um acto eleitoral, desta vez as autárquicas, já quenão consegui o seu intento nas legislativas. Esta espécie de esclarecimento, serviu apenas, para percebermos, que Sua Excelência o Senhor Presidente da República, indigitará Sócrates a contra gosto e que o fará cair à primeira ocasião, o outro fará o papel de vitima acossada, e andaremos entretidos com palha de centeio, enquanto arde o palheiro.
É triste ver ao que chega esta gentinha por nós eleita para governar, o mais que fazem é governar-se e esgotar o erário em tricas e questiúnculas medíocres, consentâneas com a sua própria mesquinhez, não bastava a crise, o endémico atraso, o analfabetismo e todo o resto, ainda temos isto para ajudar ao baile. Resta dizer que a declaração dos principais visados, foi coerente com a de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, ou seja não disse nada.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, setembro 29, 2009

Publicidade Não Obrigado!


Excelentíssimos senhores e senhoras, candidatos, aos vários cargos das próximas eleições, a minha caixa de correio tem sido assaltada pela vossa publicidade ou propaganda, conforme o entendimento que tenham desse método de apresentar as vossas ideias, o que para o caso vem dar ao mesmo, ocorrência que para além de consequências nefastas para o ambiente, traduz a existência de algum tipo de problemática do foro somático ou de alfabetismo, dos senhores encarregados de distribuir aquele tipo de paspalhices.
Terão os vossos acólitos, passado também por um qualquer hospital e sido submetidos a algum tratamento ocular que lhes corrompeu a visão, ou pura e simplesmente desconhecem de todo o significado do conjunto de letras que lá se encontra?
Acontece que pespegado em local bem visível está um autocolante parecido com o da imagem aqui mostrada, que o Município de Almeirim em boa hora distribuiu entre os munícipes que fartos de lixo na caixa do correio o colaram na porta, para precisamente evitar que as pasquinadas impressas não endereçadas, tais como as vossas, lhes entupam as caixas de correio.
Caras senhoras e senhores, eu prescindo dos vossos papeluchos, a sua dureza impede um uso mais higiénico, como não tenho lareira o uso como acendalha está também desaconselhado, não vendo castanhas actividade em que semelhante papelada inútil também teria alguma utilidade, por conseguinte não se pensem acima da Lei, se lá estiver o autocolante passem para a casa seguinte.
Eu tenho o direito de não ter folhecas de papel, com dichotes inconsequentes e parolos a entupir a caixa de correio da minha casa, eu tenho o direito de não ter sequer de apanhar as vossas atoardas, aquele é o meu lar, lá diz que eu não quero publicidade não endereçada, respeitem para serem respeitados.
Creiam-me um vosso sincero e devotado criado, porém, farto de lenga-lengas e idiotices de fraca qualidade de oportunidade duvidosa.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia