sexta-feira, outubro 31, 2008
Campanha de solidariedade
A RUTIS não ficou insensivel à esta situação e foi averiguar os factos. Duas colaboradoras da associação deslocaram-se á casa da familia da Tânia e confirmaram a situação precária em que vivem. Após esta visita a direcção da RUTIS comprometeu-se a oferecer, até á operação da Tânia, um crédito mensal de 100 euros para alimentação no supermercado mais perto, uma vez que a mãe não tem carro, nem se pode ausentar.
Desde Junho que temos pago as compras da mãe da Tânia no supermercado combinado e até ao momento tudo tem corrido bem e a Tânia está a melhorar.
Apelamos agora à solidariedade das UTIS e dos seus alunos para podermos continuar a apoiar a familia da Tânia. Para tal pedimos que façam o vosso donativo no nosso site e o valor será entregue no supermercado para a aquisção de mais bens alimentares.
(CLICAR NO TÍTULO DO POST PARA ACEDER À ÁREA DE DONATIVO)
Obrigado
A Direcção da RUTIS
Ajudar faz bem à alma por isso AJUDEM!
Um abraço de bom fim de semana deste vosso amigo
Barão da Tróia
quarta-feira, outubro 29, 2008
Dona Crise
Mas nós estamos habituados a ela, desde 1143, que convivemos com ladrões, larápios, galfarros, pilha-galinhas, assaltantes bandidos e bandalhos naquilo que poderá ser um outro “case study” como é que uma terra tão pequena e tão pobre dá origem a tanto ladrão, a tanta sanguessuga chupista que eternamente vive de pilhar o suor alheio.
Dona Crise é voluptosa e meiga, chega de mansinho e ataca com vagar, roendo um poucochinho de cada vez para não matar o hospedeiro, servida por acólitos certeiros, vai esburgando as algibeiras ao pobre cada vez mais pobre, umas vezes pagamos para isto outras para aquilo, outras ainda para aqueloutro, interessa é estarmos sempre a pagar, claro que isto de pagar só se aplica a alguns, aos outros, a uma minoria muito esperta, é só engordar sentar à sombra bater uma suecada, enfardar uns bagaços e fumar umas cigarradas, que depois no dia certo é levantar o cheque e deixar cantar a carriça, ou se interessa para o caso a cigarra, que vai dar ao mesmo.
Ao diabo a bolsa, em especial a nossa, que Dona Crise, atrai ao pilim como a traça à lã nova, por dá cá aquela palha, tiram-nos tudo, até a palha do colchão, tiram-nos a nós os que trabalhamos, que suamos as estopinhas para vestir calçar e dar de comer à famelga, porque aos outros não tiram nada só dão e mesmo quando eles tiram ainda lhes dão mais, do a nós nos tiram.
Dona Crise habituada a festarolas e comezainas, anda por aí sempre alfeira e bem disposta, já cá anda há muito tempo, disfarça, presume de inocente, sobretudo finge, finge riqueza, finge, solenidade, finge organização, o poeta é um fingidos disse um dia certa pessoa, mas Dona Crise não tendo hábito de leituras, finge ser dado às letras à educação, mas só finge, porque na realidade é nada, néscia pura, estulta até mais não. Acredita em projectos em bandas largas para o cidadão navegante, que à míngua de batata acrescenta água ao caldo cada vez mais caro e desenxabido, navegar é preciso, maldito fadário este da navegação, que atira para estranja 6 milhões dos nossos e importa outros desvalidos de cores várias as mais das vezes pobres diabos sem eira nem beira que do trabalho tem noções esquivas quando não inexistentes, ai esta Dona Crise, acredita na globalização, dado adquirido que nos tenta enfiar pelo gorgomilo abaixo, aos tansos e pacóvios que crêem em semelhante pasquinice.
Dona Crise dita modas, na moda fica quem quer andar à moda e quem tem de bailar conforme a moda que toca, porque se o banqueiro se afunda, é preciso acudir-lhe nem que para isso se abrasem mil dos outros, daqueles que já pagaram ao banqueiro, que já pagaram aos filhos de Dona Crise, que continuam a pagar, que pagam tudo e ainda assim riem os parolos, patêgos! Pobres labrêgos toldados pela pândega Dona Crise que arrufa os empurra bolas e outras alarvices para entreter a maralha alienada, malvada Dona Crise que não despega que não larga.
Que morra mil vezes, de morte matada em falecimentos e óbitos vários essa Dona malfada e malfazeja, que morra em horríveis suplícios, que sonho esse, pior é o acordar do pobre, que acorda sempre a pensar em dar corda ao sapato e ganhar os tostões que o patrão sempre chora, porque no fundo no fundo o que queria era poder voltar a contratar no terreiro ao domingo à jorna, para pagar o tostão que de tão mínguado mal dava para meia sardinha de gato, ó tempo volta para trás, gritava o outro com ar de moiro mourão, bem dito o deus deles que os alimenta de fé.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, outubro 27, 2008
Leiturices
Anda por aí muito boa prosa, e é disso que vos quero falar, de gente que dá gosto ler, gente com um olhar crítico e inteligente, pessoas, com as quais nem sempre estou de acordo, mas que consigo, mérito delas porque escrevem bem, perceber-lhes os fios do pensamento, há uns outros que odeio liminarmente, não como pessoas claro, como cronistas jornaleiros, não consigo aturar as criaturas, os Pachecos, os Marcelos, os Delgados, os Sarmentos e quejandos entre outrtas criaturas de discurso horripilante para as quais não há pachorra.
Mas não me alongo com pífias e pífios escritos, vamos a quem me dá gozo ler, não falarei de todos como é óbvio, por clara exiguidade de espaço e também alguma preguicite. Por exemplo Armando Fernandes, que escreve no jornal “O Ribatejo”, as suas crónicas gastronómicas e não só, são um tratado à nobre arte de prosar em lusa fala, pessoa dotada de uma vastíssima cultura, é daquelas escritas que se lêem de fôlego único sem aljavares, um paraíso para a torpeza do dia a dia da escrita.
Também no mesmo jornal as crónicas de Daniel Abrunheiro, um daqueles gajos abençoados com um humor sacola que nos desfaz a rir de preocupações, tal é justeza daquilo que com graça é dito muito seriamente.
No jornal “O Mirante”, assina a crónica de última página, um tal de J.A.E., confesso que o considero um amigo, sem nunca com ele ter falado, tal é a proximidade que sinto a muitos dos seus rasgos, de prosa escorreita e sem prurídos, chamando os bois pelos nomes como bom Ribatejano que é, são momentos de pura paz de espírito quando leio as suas crónicas, sábias e certeiras.
No jornal “Público”, Santana Castilho, produz do mais brilhante material sobre educação, que se pode ler, incisivo e caustico, aproveita cada nova maravilha defecada por um ministério em completo desnorte para de um modo polido e cheio de graça mostrar que em relação à Educação em Portugal o rei vai nú.
Há outras gentes de quem gosto, da escorreita pena, em jornais díários e blogues, mas esses são gente de muita audiência que não vale a pena dar notícias, até porque passam bem sem isso.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
quarta-feira, outubro 22, 2008
Na Iskola
“Pá kota voute inviar este emeile pra ver se tu daz voz ao people cool das iskolas porke taz sempre a dezer mal da indukação e da Menistra, esta cena foi feita tipo trabalho de grupo do people do 10 C o pessoal deu bues ideias e eu iskrevi a cena pra inviar o people e todo dread nao somos betinhos é people cool tão é assim
Eu sou o Manel do Arrepindimento da Silva istudante do 10 ano da Iskola Sekundaria Afonso Hinriques venho por esta karta ispreçar o que eu penso na minha opinião sobre a indukação indo de enkontro há sinhora Menistra da Inducação que é a noça santinha protetora.
O people k tá fora da iscola, não pessebe népias desta cena, só sabem kriticar a sinhora Menistra k tá a fazer bué cenas kurtidas pró people andar a kurtir bués na cena da iskola, ela é que tá mesmo lá ela é que pessebe bués deça cena porke poz os profes nu bules porke eles andavam a xatiar o people kum cenas bués maradas tipo testes e exames onde um gajo tem k saber bués cenas munta sekantes tipo os reis de Portugal e assim k é k intreça o rei Afonso xanxo primeiro ó lá komo se chama o kota k tá morto á bues da time e cenas dessas tipo a revolsão do Abril e mais cenas assim.
Por isso k a sinhora Menistra disse ya e koiso agora o people tásse bem e ké os profes é k tem de abrir a pestana tana e fazer bues trabalhos e papeis pra ver se não tem tempo pra tar nas aulas a falar de cenas tristes e dar sekas no people k preçiza é de tar bem e kurtir bues. Porke o people k vai pró rap o ser player de bola não preçiza deças cenas preçiza e de cenas dread bués cool pra andar na onda tipo kurtir e ter guito pra puder ter uma shotgun e ser gangsta k é munta mais fixe e fazer karjaquimge.
Por isso é k eu axo que a sinhora Menistra é uma kota bues cool ela perçebeu que o people tá bués stressado kuando ta na iskola e k os profes é k preçizam de bulir porke tem bués time sim fazer népia e porke tão sempre kom cenas maradas tipo ditados e kopias eças senas fazem bues mal porque o people pode fikar bues stressado e a sinhora Menistra fez muita bem akabar com iço e ler cenas do Fernandes pessoa e do outro dos poemas em kantos o Camiões por iço o people não kurte a iskola k tem bues cenas sekantes só kuando á porrada nos profes o nas kotas das auçiliares é k tem piada pró people filmar e por no youtube.
Viva a sinhora Menistra k fez o estatulto dos alunos k dános muitas cenas cool tipo os profes não podem abrir o pio e tão sempre a levar na boka açim eles já não abusam do people kom faltas e cenas deças porke a malta paça sempre e depois vai kurtir bues pra naite kurtir as damas e assim porke a iskola e bues stress e a malta preçiza ter tempo pra kurtir.”
Tásse bem
manel
A bem da liberdade de opinião aqui fica esta, de um inteligente e dotado grupo de jovens da nossa excelente e cuidada Educação.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, outubro 20, 2008
Papa Misto
O Bentinho, como carinhosamente lhe vou chamar, reforçou mais uma vez que é contra os contraceptivos, eu não, tenho pena é que não fossem de uso obrigatório na localidade de Marktl am Inn, na Baviera, nos idos de 1927, pois agora eu estaria a escrever sobre outra qualquer coisa igualmente cretina. O Bentinho lá palavreou, sobre a abstinência, a monogamia, a fidelidade e tal, que são efectivamente conceitos lindos, mas que exceptuando o segundo em raras espécies, são coisas completamente contra natura, por exemplo ao contrário da homosexualidade que se encontra transversalmente espalhada por quase todas as espécies da Criação, será que o Grande Arquitecto era boiola? - Perguntava um amigo brazuca, daqueles de sotaque nordestino cerrado enquanto discutiamos isto a beber umas fresquinhas, num dia de estio dos diabos.
Mas continuando, acho realmente muita piada ao Bentinho e à sua comitiva de ratos de sacristia, a esse propósito deixem que vos conte um episódio que ilustra bem esta coisa da hipocrisia.
Há uns anitos, visitava, a convite de um compincha, uma terreola, ali da Beira, tinhamos partido três de Lisboa, para ir visitar a terra do “Pingalim”, que era a alcunha do meu amigo, lá fomos, depois de um lauto e reparador jantar, o pai do meu colega atira com esta. - Quereis ir inté à discoteca, buber um copo? - Oh Atóino, deixe lá os rapazes, que devem estar cansados, ide mas é à deita!-Repicou a esposa, avisada de certeza pela sabedoria dos anos a aturar o senhor António, mas nós putos traquinas, recém promovidos ao oficialato, cheios de sangue na guelra queriamos era folguedo e anuimos, no entanto estranhei a conversa e perguntei; ir à discoteca? Mas esta terra tem uma discoteca? - Num tem uma tem três! - Respondera o senhor António.
Lá fomos, aos trambolhões, num carripano velho, por entre fraguedos e giestas, no meio de um pinhal lá estava a tal “discoteca” que mais não era que uma casa de meninas, claro que entramos, bebemos umas cervejolas, a 200 paus cada uma, na altura era uma fortuna cá fora uma cerveja custava 20 paus, o senhor António ainda dançou com uma piquena, já entradota, mas toda bem disposta e a seguir fomos deitar.
Ao outro dia alçamos cedo das mantas, era dia de festarola na terreola, toda a gente recebeu convite para ir ver a procissão, sim porque não há festa sem procissão, postado junto a um poste fumava um cigarrito, ao cimo da ladeirita assumava o andor, levado pelos mocetões mais capazes da terra, a dois passos de mim um grupo de velhas engelhadas olhava-me de soslaio. - Apaga o cigarro, que é falta de respeito pra com a santinha! - Atira-me o Pingalim, porra nem o dianho da pirisca pude saborear até ao fim por causa da porra da santa, que diabo o fumo nem lhe fazia mal, era de barro, enfim coisas de ateu, de incréu condenado às eternas chamas do Demo.
Passa a fanfarra de uma terreola vizinha, gostei particularmente das mini-saias das moçoilas da banda, um mimo, a música era ao estilo”paralelos do ritmo”, tocam todos juntos mas cada um a sua, nunca se encontrando, eis que tenho uma revelação, é verdade, confesso, vi a luz, era a porra do Sol a dar-me nos olhos que até deixei de ver, óculos escuros na fuça, rodei à esquerda e lá vinha o andor, curioso, reconheci dois compinchas locais que me haviam sido apresentados na noite anterior, assíduos frequentadores da tal “discoteca”, intimos conhecedores dos mais infímos detalhes físicos das moçoilas que lá estavam bem como da sua proficiência em determinada habilidade sexual, agora alí iam os dois vestidos de renda a segurar o andor como meninos de coro, claro que se notava ainda o efeito, do espumante rasca, pago a preço de champanhe franciú que haviam emborcado na noite anterior.
Acenei-lhes, um fingiu que eu era invisível o outro esboçou um meio sorriso e lá seguiram, passaram uns anjos e outras assombrações, quando impecavelmente trajado com uma opa decorada a preceito e carregando uma cruz com a figura do Redentor, vinha mais vermelho que um tomate, com a bigodaça a jorrar suor e restos da beberragem da noite anterior, mais um compincha da noite anterior. - Oh Pingalim, eu tive a falar com aquele ontem, o gajo tava com uma cardosa! - Xiu, cala-te que é o senhor Presidente da Junta. - Rosnou irado o Pingalim, contra o meu gesto de indiscrição.
Afinal os frequentadores das sacristias, despidas as opas e paramentos, tinham por baixo homens e mulheres, iguais aos outros, excepto numa coisa, eram muito mais hipócritas!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
quinta-feira, outubro 16, 2008
Ficção Nacional
Chegou ao local de trabalho, distribuidas as tarefas, seguiu, a meio da manhã teve um azar e rasgou a calça de serviço, caramba teria de comprar outra do seu bolso, além disso saíra um ordem interna para mudar de camisa, teria também de comprar mais três ou quatro camisas, sempre do seu bolso, ia pensando com os seus botões, entretanto alguém o chama, o problema era complicado teria de pedir que viessem outros camaradas para ajudar, o rádio da viatura para supostamente ligar à sede, não funcionava, resultado, Venceslau teve de gastar dinheiro do seu telemóvel para ligar, era sempre a mesma coisa, diabos levassem aquele emprego.
Foi almoçar, uma sandocha mal comida e um sumo, que já tinha de ir levar uma encomenda, a meio do caminho bateu com o carro, porra, lá estava metido em sarilhos, processo disciplinar e claro pagar do seu bolso os estragos, enfim esperemos que o dia termine, amanhã é dia de folga. A tarde já vai a meio e Venceslau, apanha uma encomenda, diabo está estragada, tem de ser levada ao depósito, amanhã, tem de lá estar para apresentar a dita encomenda ao chefe e preencher a papelada toda, porra lá se vai a folga, e eu que contava ir ver a famelga, pensou Venceslau com os seus botões, lá se ia tudo por água abaixo, diabo de emprego.
Chamada de urgência, levantar encomenda, num daqueles bairros, em que até o ar é mau, má sina, ir a esses sítios era sempre uma grande tragédia, mas serviço é serviço, chegado lá, a confusão habitual, gritaria, confusão, carimbos azuis de um lado, amarelos do outro, choros ameaças, enfim o dia a dia normal, alguém ameaçara um colega, este sem poder responder levara uma pancada e fora de charola para o hospital, 10 pontos no cocuruto da tola e uns dias de baixa para descansar, rasgaram-lhe a camisa, teria de comprar outra do seu bolso, porque a empresa não dá nada a ninguém.
Fim do turno, Venceslau estava esgotado, entretanto, chega o chefe de turno, mudança de planos, era preciso ir vigiar a descarga de várias encomendas, seguiram todos, até às quatro da matina, caramba Venceslau estava de rastos, iria dormir umas 4 horitas e depois voltava tudo ao mesmo, que porra de emprego.
Isto é pura ficção, poderia ser Kafka, não pela qualidade da escrita, mais pelo absurdo das situações, mas não, também poderia ter outro título “Ser Polícia em Portugal”, mas não, este texto é pura ficção, agora imaginem-se a trabalhar em semelhantes condições, imaginem-se!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, outubro 13, 2008
Les uns et les autres
A votação não era sobre os casamentos de pessoas do mesmo sexo, a votação era sobre a felicidade das pessoas, falharam de novo aqueles senhores de traseiro anafado, engordados por imerecidas prebendas, falharam em pensar nas pessoas, ao invés de pensarem em votos, em moral duvidosa ou em convicções beatas hipócritas. Assalta-me uma dúvida, quantos no Parlamento terão votado contra as suas convicções e a sua vida pessoal, quantos estarão escondidos no armário dos chamados “valores” de família, coisa que nunca entendi muito bem, guardados das vistas, corroídos pela sua própria hipocrisia, perdemos assim mais outra oportunidade de dar um sinal positivo ao mundo.
Preferimos a santíssima beatice, dos ratos de sacristia, que depois de despir a opa, esgalham sarapitolas a espreitar a vizinha do lado. Preferimos a carneirada, a disciplina partidária que sufoca a democracia, que cala as consciências, que castra os machões, que muitas noites nos becos esconsos de qualquer ruela, se atracam aos lábios ternos de um qualquer puto de rua, preferimos esconder, varrer para baixo do tapete uma série de cidadãos que sendo diferentes não tem direito como todos os outros a serem felizes.
Preferimos fazer o que genericamente fazemos com todos os que são diferentes, fingimos que não existem, damos uma esmola, vamos à missa e qual passe de magia ficamos de consciência tranquila, hipocritamente encerrados na redoma da arrogância e desdém, limpos imaculadamente sujos por dentro de vícios inconfessáveis, que adoramos apontar aos outros num repente, atirando pedras e ferindo com a indiferença dos iguais perante os diferentes.
Foi triste, foi triste mais uma vez perceber que vivo num país, reles, atrasado, rato de sacristia e hipócrita, sim como se eu não soubesse já, como se eu não os conhecesse de ginjeira, aos beatos, aos homens e mulheres honestos e de família, a toda esta corja de mentirosos e hipócritas que faz de conta que vive num país de ouro quando na realidade vivem atolados em merda até às orelhas.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
quarta-feira, outubro 08, 2008
MOvimento Pijaminha
Como principal objectivo temos a angariação de pijamas e outros agasalhos, como sejam robes, chinelos, pantufas e fatos de treino, .
Por ser um bem de extrema necessidade junto dos hospitais - quer pelos sucessivos tratamentos de esterilização por que eventualmente tenham de passar, quer pela constante utilização e consequente desgaste que sofre dia após dia – tivemos na altura a ideia de oferecer um presente sob a forma de pijaminha.
Num primeiro esforço, foram entregues cerca de 30 pijamas, no núcleo da LPCC, que funciona em Lisboa, perto do IPO. No ano passado, pelo Natal, conseguimos já entregar perto de 80.
Tentando sensibilizar as pessoas, pretendemos ser uma ponte de ligação entre quem quiser colaborar e as instituições que daquela ajuda necessitem, nomeadamente hospitais infantis."
in, http://movimentopijaminha.blogspot.com/
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, outubro 06, 2008
Só mesmo a rir
Claro que pelo meio de todas estas andanças, nem só um destes muitos tragalhadanças, é, foi ou será responsabilizado pelas suas muitas e gravosas malfeitorias, alias pra calar o zé pagode o ministério da Administração Interna agora obriga os polícias, outra classe de desgraçados, a andar aí aos solavancos nos bairros da escumalha subsídio dependente a tentar deter os bandalhos, o problema é que os bandalhos não estão só nesses bairros, os bandalhos também habitam em condomínios fechados, andam de carro com motorista e tem cartão dourado, o raio que parta isto tudo, só mesmo a rir é que conseguimos ir sobrevivendo a esta terra.
O outro por muito que não concorde com ele que o ache um imbecil chapado, que rejeite a sua ideologia cretina tem razão numa coisa, na minha terra eu sou diáriamente vitíma de racismo e ninguém faz nada, o pior é que não é por ser de uma qualquer cor e ou raça, o pior é que sou vítima de racismo, porque trabalho, porque sou honesto, porque pago impostos, porque sou uma pessoa, todas essas sanguessugas chupistas que estão nos extremos da sociedade me exploram e me atacam, gentalha que de humano e civilizado tem muito pouco, apesar de alguns até serem doutores, só a rir é que consigo levar isto, a rir para não vomitar de nojo!
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
quinta-feira, outubro 02, 2008
Petas, tretas e galhetas!
Porém, eu sei, alguns de nós sabem, a própria senhora ministra sabe que aquela foi uma frase política, que a realiddade, anda tão arredada dessa frase como os cabelos no cocuruto de um careca, a realidade é bem mais negra e atroz, como muito bem sabem os pais de crianças com necessidades educativas especiais.
O ensino especial em Portugal, como teimo em afirmar, foi sempre uma grande mentira, piorou muito com o actual elenco ministerial, piorou com um despacho imbecil sobre essa imbecilidade da inclusão, uma cretinice que por exemplo ameaçava arrastar uma criança deficiente profunda para uma sala de aulas, só a perseverança e teimosia da mãe a manteve na instituição onde está, onde lhe são prestados todos os cuidados que necessita, coisa que jamais fariam numa escola pública, não que o não queiram fazer, mas falta pessoal especializado, faltam condições, meios enfim falta tudo.
Um bom exemplo que ilustra a falta de precisão da frase da senhora ministra, a sala de apoio a deficientes auditivos de Santarém, uma sala nova em folha toda equipada, fechou, por ditames ministeriais, agora existem crianças que têm de fazer 100 quilómetros para obterem as terapias que necessitam, claro que só vão uma vez ou duas por semana, quando este tipo de coisas deve ter uma base diária.
Um outro exemplo, ainda mais imbecil, um agrupamento com uma psicóloga atribuida, que tem uma hora por semana para cada escola, só numa escola, estão 5 crianças com alguns problemas sendo que duas são autistas, casos que requereriam terapeutas a tempo inteiro, mas claro não há, o que existe é uma professora, 25 miúdos e uma auxiliar por cada sala, a desdobrarem-se em várias, no mais absoluto caos, junte-se as infindáveis e causticas papeladas e reuniões cretinas, dimanadas de um ministério que não tem a mínima noção do que é a Educação e muito menos do que significa ser deficiente e necessitar de apoios especiais,o Ensino Especial em Portugal continua a ser uma grande mentira, uma patranha, uma peta de contornos enormes, que parece que só os senhores que detêm o poder é que insistem em não querer ver.
Fala-se à boca cheia de inclusão, e demais projectos mirabolantes que pretendem integrar, ciganos e demais jetset étnico que por aqui vêm caindo, aos quais não lhes chega já, a casa à borla, os subsídios vários, o hospital e centro de saúde à borla, os impostos à borla, sendo que a maioria está-se nas tintas para a integração, aos verdadeiros excluídos os deficientes, esses ninguém lhes vale, a treta do ensino especial, faz de conta que existe, para gáudio e contentamento de ministros e estatísticas mentirosas.
O que toda esta gente merecia era uma saraivada de galhetas, que lhes colocasse as fuças em desgoverno, para que percebessem, que, se conseguem enganar a maioria dos papalvos, não nos enganam a todos e que esta vergonhosa facécia, deveria ter um fim, cambada de ineptos.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, setembro 29, 2008
Temo bem que...andes a dormir!
Sua Excelência o senhor Presidente da República, andou pelos corredores das Nações Unidas em busca de quem esteja disposto a apoiar o seu novo tachito, quando a Presidência acabar. Sua Excelência o senhor Presidente da República, anseia por um lugar nas Nações Unidas, a fazer o quê, não importa, de preferência muito pouco, para não destoar dos últimos 20 anos. Mas se isto é inteiramente lícito, o homem pode almejar o que quiser, já uma das suas declarações, deixa-me a pensar, seriamente que Sua Excelência o senhor Presidente da República, terá sido atacado por alguma mosca tsé-tsé, numa das suas viagens ao continente africano esse modelo de desenvolvimento mundial, subvencionado há 60 anos pela Europa, sem resultados absolutamente nenhuns ou então escassos.
“Temo bem que os portugueses comecem a sentir a crise”, terá Sua Excelência o senhor Presidente da República, declarado a propósito desta palhaçada, provocada pelas veleidades do senhor Bush e dos seus acólitos, ao lançarem o mundo neste descalabro bélico, que propiciou todo o resto, no entanto era uma questão de tempo para que a vergonhosa selvajaria capitaleira, desse com os burros na água, com os evidentes prejuízos para os do costume.
Depois de ouvir, a frase de Sua Excelência o senhor Presidente da República, não queria crer, pensei muitas e variadas coisas acerca de Sua Excelência o senhor Presidente da República, desde impropérios dos mais gravosos que por pejo, respeito e decoro aqui não reproduzo, até ao lançar uma petição de apoio à candidatura de Sua Excelência o senhor Presidente da República, a um lugar nas Nações Unidas, como embaixador da boa vontade para o desenvolvimento da literacia dos cangurus do deserto australiano, sempre nos víamos livres do homem, até porque a melhor coisa que nos aconteceu foi terem enviado um para as Nações Unidas e outro para o Conselho Europeu, vimo-nos livres de duas peças de calibre, esta era só mais uma.
Depois fiquei a pensar, Sua Excelência o senhor Presidente da República, pobre homem, não tem memo noção da terra onde vive, alias nunca teve, mas creio que está muito pior. Por isso digo, temo bem que Sua Excelência o senhor Presidente da República, ande a dormir!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, setembro 26, 2008
Homenagem a António Variações
Maria de Lurdes deixa que eu te diga....
Essa tua Educação eu sei que não é um espanto mas
percebe-se que não é cá da terra e tem
tem pouco encanto
Essa tua Educação eu sei que não é um espanto mas
percebe-se que não é cá da terra e tem
tem pouco encanto
Maria de Lurdes como foste nessa
de chamar Educação à tua confusão
Maria de Lurdes como foste nessa
de chamar Educação à tua confusão
Maria de Lurdes deixa que eu te diga....
Maria de Lurdes deixa que eu te diga....
Essa tua Educação só deseduca
nem é cá da terra nem tem aplicação
tem muito de maluca
Essa tua Educação
no modo como nos ocupa
tem sabor a inquisição
Maria de Lurdes como foste nessa
de chamar Educação à tua confusão
Maria de Lurdes como foste nessa
de clamar vitória onde só há desilusão
Maria de Lurdes deixa que eu te diga....
Maria de Lurdes deixa que eu te diga....
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tinha
tinha algum encanto
Esse teu nome ficará na memória mas
cá na terra levará ao pranto
Maria de Lurdes como foste nessa
de ser Ministra de tal salsada
Maria de Lurdes como foste nessa
de chamar Educação à tua trapalhada
que já estava bem complicadinha e muito queimadinha (repetir)
Obs: A rima é pobre, a métrica miserável, perdoem ao escriba, "quem te manda a ti sapateiro, tocar rabequão", que poeta nunca será, mal engenho lhe queda para ao correr, botar a pena a discorrer, por cima de talhas e untos sobre este e outros assuntos.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, setembro 22, 2008
Pois... deste espera-se tudo!
Foi mais uma excelente tirada de Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, essa figura maior do intelecto governativo lusitano, essa força cósmica de sapiência, de grandiloquência e bom-senso. Esse paradigma vivo da arte de governar à Lusitana, insigne herdeiro de nomes cimeiros da governação de Portugal, que conduziram este país ao estado actual em que se encontra.
As infelizes, erradas e demonstradoras da pouca sabedoria que enche o crânio de Sua Excelência, ideias, revelam-se duplamente trágicas, vindas daquela que é a figura cimeira desta anedota a que insistimos em chamar país.
Desde logo percebemos que Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica não faz a mínima ideia do que é um Parque Natural, alias diga-se em abono da verdade que os portugueses que sabem o que é um parque natural trabalham em países onde isso existe, onde a natureza é respeitada. (Um abraço Alberto, Skoll).
Por cá os que resistem à avassaladora voracidade construtora, os poucos que fazem frente à sem vergonhice e bandalheira da construção megalómana, insistindo em tentar salvar o que ainda, pouco, resta daquilo queem tempos foi o país com a melhor cobertura natural vegetal e ecossistema, preservados da Europa Ocidental, mesmo apesar das campanhas cretinas, primeiro do pinheiro no século XIX, depois do eucalipto no século XX e agora do campo de golfe. Esses coitados estão condenados!
Porque se o mais alto magistrado da Nação, diz as barbaridades que diz, mal vai o ambiente em Portugal, alias basta um exemplo muito prático, desde que tenho consciência de gente que me lembro de ouvir falar de peixes mortos no Alviela, uma boa trintena de anos passaram é esse continua a ser um mal que massacra aquele curso de água, porquê?
Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, enquanto Primeiro-ministro, foi aquilo que foi, para mim foi o campeão do disparate, com Presidente mantém o rumo, louve-se a sua coerência, dizia-se o mesmo do comandante do Titanic!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, setembro 19, 2008
Sem Segurança
Importa, sendo esse o objectivo destas escrevinhadelas, ilustrar o curso dos vários actores desta tragicomédia bufa, desde logo a minoria de imbecis que faz gato de sapato da lei e de todos nós, vivendo à conta de subsídios, essas sanguessugas de várias cores e etnias, a quem se permite tudo, vivendo o fausto de quem sabe estar acima de tudo e de todos, digo minoria porque creio que serão uma minoria entre os 10 milhões que dizem habitar nesta anedota chamada Portugal, divergentes em vários aspectos, cor, raça, etnia, cultura, partilham duas coisas, os mesmos bairros infectos criados pela pouca actividade cerebral de politiqueirotes de quinta categoria, partilham também a estupidez selvagem de escumalha à qual só com muita imaginação posso conceder a humanidade, confesso-vos desde já que me merece muito mais respeito a mais insignificante criatura terrestre do que essa estirpe de imbecis humanos.
Quanto aos outros actores comecemos pelo Legislador, essa figura vinda das brumas, para quem os politiqueiros rafeiros atiram as culpas da sua própria imbecilidade, sim até porque quem aprova as leis são esses mesmos senhores ministros, deputados e aí por diante, num sem fim de gente sem préstimo, de baixa qualidade à qual torpemente continuamos a entregar os destinos deste país, e cuja proficiência é tão baixa, tão baixa que ao invés de serem pagos deveriam pagar para estar onde estão. Quem é o Legislador? Alguém sabe? Se souber avise, para que todos juntos possamos enxertar a tromba ao galfarro a ver se cria tino.
Seguem-se os magistrados, que se desculpam com a Lei e fazem as mais das vezes juízos sobre os quais se questiona a lógica, se lógica é termo que possa caber nisto da Justiça, nunca os ouviu queixar, nunca os ouvi propor novas, recusar lugares de estadão e ou mordomias das que têm muitas e variadas, nunca!
Assestados no pedestal, foi preciso, terem alguns, levados as fuças limpas a toque de murraça para se alevantarem as primeiras vozes de crítica, foi preciso provarem do fel que os outros, todos nós, provamos diariamente, para que os anafados traseiros da magistratura se dignassem esboçar um ténue movimento de contestação.
Os últimos actores, são as polícias, se os anteriores demonstrassem um terço da eficiência destes desacreditados, mal pagos, mal equipados, mal instalados mas excelentes profissionais outro galo cantaria. As polícias com todos os males de que enfermam, falta de regulamentação profissional, como é o caso da GNR e PJ, instrumentalização e ingerências do poder político, o estatuto militar da GNR, continuo a afirma-lo ser um disparate completo sem cabeça, com todos esses males, as nossas polícias continuam a ser excelentes quando comparadas com os tristes e vergonhosos exemplos mais cimeiros, das nossas polícias sinto orgulho, tenho respeito e ainda acredito, de todo o resto tenho vergonha!
Post Scriptum: Envergonha-me o silêncio mudo de Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, tão célere a vomitar migalhas e minudências dignas de banda de desenhada. Envergonha-me o silêncio embaraçado do Senhor Primeiro-ministro, tão célere a vomitar demagogia bacoca sobre qualquer actividade miserenta. Envergonha-me esta gente, que se diz governante!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, setembro 15, 2008
BLOGAGEM COLETIVA JUSTIÇA PARA FLAVIA!
É nesse prédio, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasíilia, que o processo de Flavia se encontra, depois de ter estado na lenta e burocrática justiça paulista, por quase 10 anos. Detalhes desta batalha judicial podem ser conhecidos nos posts anteriores deste blog.
Segundo informação de meu advogado, Dr. José Rubens Machado de Campos, este é o atual status do processo de Flavia:
“O processo de Flavia foi distribuído. REsp nº 1.081.432-SP, Ministro CARLOS FERNANDO MATHIAS, do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. No dia 29 de agosto p.p., o Ministro determinou a ida do processo ao Ministério Público Federal para parecer quanto ao cabimento e provimento de nossa inconformidade, o que é absolutamente regular, em razão da menoridade de Flavia à época e da interdição subsequente."
A título de esclarecimento:
O edifício do Palácio do Congresso Nacional foi escolhido para o selo da blogagem coletiva *Justiça para Flavia* por ser considerado o Cartão-postal de Brasília, projectado pelo arquitecto Oscar Niemeyer.
Créditos:
O desenho do prédio do Superior Tribunal de Justiça, é do autor do blog Adesenhar, de Portugal, e o texto logo abaixo do desenho, resultado de um trabalho de pesquisa do mesmo autor. Outras informações sobre Brasilia, inclusive do prédio do Supremo Tribunal Federal, poderão ser vistas, num show de talento na arte de desenhar, AQUI.
Adesenhar, muito obrigada por, assim como outros amigos portugueses, estender tua mão para mim e Flavia mesmo havendo um mar a nos separar.
Esperemos que lá em Brasília, os ministros atentem para a culpa, devidamente comprovada dos réus:
JACUZZI DO BRASIL, COND. JARDIM DA JURITI e AGF BRASIL SEGUROS.
Logo abaixo deste post estarei linkando os blogs que estão participando da Blogagem Coletiva JUSTIÇA PARA FLAVIA. Os comentários devem ser feitos neste post.
MUITO OBRIGADA A TODOS PELA SOLIDARIEDADE DEMONSTRADA."
in,http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com de Odele Sousa
sexta-feira, setembro 12, 2008
Lurdes Vigia!
Lurdes vigia, a preclara governante educa a maralha torpe, os resultados estatísticos assim o confirmam, gerações de novos sábios despontam onde antes, pasmemo-nos em uníssono.
- Ahhhhhhhhhhhhh.
- Mais não existia que um marasmo intelectual, Lurdes vigia, do alto dos seus projectos, programas, actividades e demais burrocracias, a que obriga os diligentes ensinadores, transformados em mangas-de-alpaca, em meros escriturários de aparo de latão, preocupados em antes de transmitir conhecimentos, acertar a numerália em ordeiro passo para que a politiqueirice rafeira possa mostrar fazer aquilo que não faz.
Mas Lurdes vigia. Qual Cérbero das três cabeças à porta do Hades em que se transformou a Educação neste ermo de desalento e estupidificação e os Sísifos feitos mestres-escola, transformados nos vilões primordiais, ofensores dos deuses e prenhes em truques e malícias, apontados a dedo pela turba irada como fonte de todas as maleitas que enfermam e desfeiam a Educação, a eles coube rolar incessantemente a pedra vendo-a depois descambar e rolar em avalancha arrastando para o fundo a cada legislatura o seu nobre e esquecido mester, já não mais ensinam, antes desensinam.
Mas Lurdes vigia, com óculos de falcão peregrinando de asneira em asneira, sempre certa do rumo, que é qual bússola sem norte, um completo desnorte, sem que se entreveja entre os portalós da nave, imagem de boa aguada num bombordo que antes era seguro e agora é mistério, da coberta dessa nau da Educação, entre enxárcias e cabos, bujarronas, traquetes e mestras, mais copiam a carangueja e o seu macho no andar, que pra diante só arrecua.
Mas Lurdes vigia, que o seu mestre nela confia, e à porfia de economizar, me quer a mim parecer que almeja emular aquela bela ave a Poupa, que de tanto poupar faz o ninho com merda!
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, setembro 08, 2008
E............
Esperava alguma coisa da Ti Manela, mas o seu discurseco foi oco, completamente vazio e esvaziado de qualquer conteúdo pertinente, resvalou para os lugares comuns de um partido sem ideias sem ideologia que vive uma crise, porque o seu antagonista sabiamente lhe ocupou os terreiros, a Ti Manela, que me surpreendeu com a posição ultramontana e cheia de beatice bacoca em relação ao casamento homossexual, ainda que discorde dessa posição, percebi ali um claro demarcar de fronteiras e uma atitude clara de coragem, esperava pois mais deste discurso de reentrada, mas, “aos costumes disse nada”.
A Ti Manela segue a escola desse guru do tabu que é o actual Presidente da Republica, mas no caso de sua excelência o senhor Presidente da Republica isso percebe-se, pois na maioria das vezes que abre a sua excelsa boca, ou sai asneirada ou entra mosca ou sai migalha, sendo por isso preferível que sua excelência se mantenha de boca bem fechada impedindo assim os chorrilhos de asneiredo e as declarações farsolas e sem sentido, do tipo estatuto autonómico dos Açores.
É pois isto, que temos por governantes e aspirantes a governantes, é portanto fácil de perceber porque estamos nós neste pardieiro, afundados em dívidas, atolados em trampa até às orelhas, sem o mínimo objectivo e hipótese de escapar, ainda assim tentamos sobreviver a estes exemplos da proverbial lassidão e laxismos lusitanos, claro que quase sem escapatória, enclausurados nesta anedota que insistem em chamar país.
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, setembro 01, 2008
Semana Europeia da Mobilidade 2008
Após o brilhante resultado da edição de 2007, estamos convencidos que esta nova participação será mais um passo no sentido de sensibilizar a população para as questões da mobilidade e do desenvolvimento sustentável.
A par desta adesão, ficámos ainda a saber que o nosso Concelho foi o escolhido para ser o local da assinatura das cartas de compromisso de todos os municípios do País que pretendem aderir à SEM e ao Dia Europeu sem Carros. Esta cerimonia que contará certamente com a presença dos Secretários de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, entre outros, realizar-se-á a 15 de Setembro, pelas 16h, conforme ao programa ainda a definir."
in, www.cm-almeirim.pt
Ora eis uma actividade daquelas que regalam de contentamento o pobre cidadão, ajudaria e seria oiro sobre azul se os munícipes fossem gente civilizada e respeitadora ao invés desta corja de macacos incivilizados, que estacionam em cima dos passeios e atropelam todas as mais elementares regras da condução dentro da localidade. Por isso cambada de macacos, desta vez não se queixem da Câmara, queixem-se em antes das vossas atitudes!
Um abraço deste viosso amigo
Barão da Tróia
quinta-feira, agosto 07, 2008
Soberbos!
Brilhante! A unidade especial de negociadores e atiradores, estão de parabéns os homens e mulheres que participaram na operação, um grande bravo e um obrigado, por arriscarem as vossas vidas.
São momentos destes que também nos devem encher de orgulho, saber que ainda existe gente que zela pela nossa segurança. Brilhante, soberbo, excelente!
Termino com um desejo de boas férias a quem ainda não foi, bom fim de semana para todos os meus amigos blogueres, leitores e visitantes ocasionais, vou tirar uns dias volto em Setembro.
Um abraço sentido a todos deste vosso amigo
Barão da Tróia
terça-feira, agosto 05, 2008
Uma verdade sem Regras
Os meus conterrâneos automobilistas, são na sua grande maioria umas rematadas e alternadíssimas bestas quadrúpedes, que o único veículo que lhes deveria ser permitido utilizar seria a carroça e claro, não no lugar sentado. Vulgar, ver os que não param à passadeira, mesmo vindo lá de longe, claro que o avisado pedestre não atravessa, apre! Vulgar, ver os que estando já próximos da passadeira, mas podendo ainda parar em segurança, ao invés aceleram, não cedendo a passagem ao peão, naquilo que é uma absoluta demonstração de pura estupidez e falta de civismo tão cara à maioria das avantesmas automotorizadas aqui da parvónia.
Os meus conterrâneos automobilistas, presumem de grandeza, com máquinas tonitruantes e poderosas, cheias de enfeites e barulho ensurdecedor a vomitar das colunas de som, alias existe uma famosa Lei do Ruído, mas a julgar pelo basqueiro que fazem estas criaturas por junto com os imbecis das motoretas de escape livre que pululam a qualquer hora nesta terra dir-se-ia que a Lei do Ruído não se aplica no concelho de Almeirim. Apesar da presunção de grandeza e atitudes a contento os meus conterrâneos automobilistas, embevecidos pelo seu citadino estado, são na verdade uns labregos parolos em que a ausência das mais elementares regras de civilidade provoca mais que tudo o riso de um transeunte mais avisado e diligente, nos aspectos civilizacionais.
Os meus conterrâneos automobilistas, tem também o gratificante hábito de estacionar em cima dos passeios, existem até aquelas bestas energúmenas, que tendo lugares para estacionar, sem causar moléstia a ninguém o fazem em cima dos passeios para o carripano ficar à sombra, isto é o cúmulo do egoísmo, o cúmulo da anarco-estupidez colectiva destes imbecis, que presumem grandezas endinheiradas alicerçadas na sua labreguice de sandeus, alvo fácil de chacota em qualquer local de civilidade, excepto aqui, por cá são heróis, o exemplo acabado de self-made besta quadrúpede.
Os meus conterrâneos automobilistas, são o acabado exemplo daquilo que somos enquanto sociedade, presumimos grandeza e estadão, quando todas as nossas acções nos aproximam mais de um bando de babuínos. Honrosa excepção seja feita e felizmente aos condutores conscienciosos, que os há, gente que respeita e implementa a nobre e tão esquecida arte do bom senso, da civilidade e da educação, são porém poucos, esperemos que um dia sejam a regra e não a excepção.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, agosto 01, 2008
Asneiras, broncas e barracadas ou A Nobre Arte de Politicar em Portugal
À hora marcada, com um ligeiro atraso da praxe, a insigne figura de sua excelência o senhor presidente da república, apareceu, no pequeno quadradinho da televisãozita, caiu o mundo na primeira frase percebeu-se logo tudo, mudei de canal e fiquei a ver o cão franjinhas em versão moderna, os da minha bugalhada lembram-se de ver a preto e branco nos idos de 70, o franjinhas, o saltitão, o Ambrósio, personagens fantásticas, mas não tão fantásticas como aquela que ao mesmo tempo arengava aos peixinhos no outro canal.
O secretismo, a tensão e o poder do oculto, pois é disso que se trata, sua excelência o senhor presidente da república como bom católico que é tratou o assunto à laia de segredo dos pastorinhos, mais um. No fim, tal como no caso dos pastorinhos segredeirosos, o segredo era uma grande asneira, uma inefável brincadeira desse bonacheirão chocarreiro que ocupa a mais alta magistratura deste pardieiro que insistimos em tomar por país.
Os factos, bem vistas as coisas o Estatuto Autonómico dos Açores, tem tanto interesse como um furúnculo no traseiro da Tia Aurora, toda esta historieta é mais uma bronca presidencial, marca do consulado do actual ocupante do lugar, as várias reformas, milionárias, que o senhor embolsa, andam a dar-lhe cabo da cabeça, por isso dali tem saído tanta asneira, tanta que a ser-lhe atribuído um cognome, seria o Asneiredo, tantas e de tamanha monta são as ditas que este senhor presidente tem proferido.
Sua excelência, que na primeira ocasião foi ao beija-mão do barraqueiro mor do reino, enfiado nas pantufas do poder lá na sua ilhota perdida lá no meio do Atlântico ocupado com as borrascas e borracheiras, plantas lindas, que entre ponchas e liquores despontam a cada festarola quase diária em que semelhante alarve vocifera as maiores atoardas e miseráveis bojardas sem que ninguém incluindo sua excelência o senhor presidente da república, esboce o mais pequeno gesto para por na ordem a criatura. Ora é agora este mesmo republicano chefe, que vem encher a boca, não com migalhas de bolo-rei, mas com preocupações de vetos mais ou menos despropositados a propósito de algo obscuro e sensaborão como o citado Estatuto.
Sua excelência senhor presidente da república, como primeiro-ministro sempre o achei uma nódoa, alias a maior delas, o agente de ignição de todo este disparate, vossa excelência teve tudo para transformar este pais em algo sério, optou no entanto pelo laxismo e pela asneira, curiosamente como presidente da republica, não parecem existir melhoras, sempre quero ver quando da pérola do Atlântico soprar algo parecido ou pior que o estatuto açoriano, sempre quero ver o que dirá vossa excelência.
Um abraço, de fim-de-semana deste vosso amigo
Barão da Tróia
terça-feira, julho 29, 2008
Acordo do meu desacordo
Está assim concluída mais uma etapa no assassinato da nossa identidade cultural, etapa feita a pedido e para gáudio e contentamento de umas elites rançosas e outros bárbaros, únicos detentores da sabichona alegoria do intelectual verbo escorreito, guardiães de toda a língua, a sorte é que a nossa é uma língua viva e bem viva que evolui por si, note-se que evoluir não significa ficar melhor, mas andando.
Precisava assim tanto a nossa língua de um acordo? Não! A nossa língua com a sua diversidade continental precisava em antes e principalmente de políticas concretas de divulgação, de leitorados em países de referência, leitorados assentes em bases concretas de divulgação e apoio a todos os que querem descobrir a nossa língua, e o Acordo Ortográfico servirá para quê? Nada! O Português continuará como até aqui a evoluir, seguindo o curso dos países falantes, alias como até aqui, este acordo não trás nada, nada, nada é alias um grande e imenso nada que serviu somente para melhorar o ego magoado de um certo colonialismo ao contrário, vindo do lado de lá do Atlântico, ao qual a subserviência miserável do governo português deu asas.
Então se o Acordo é assim tão inócuo é indiferente que seja aprovado! Claro, porque quem tiver um dedo de bom senso, mandará às malvas esta idiotice e continuará a escrever como até aqui, tristes serão as gerações que crescerão com a imposição desta imbecilidade e que serão contaminadas com a pura palhaçada a que se resume este acordo. Alias a sacrossanta nulidade que se chama CPLP, que para nada serve, serviu de capítulo aos papa esmolas que lhe entopem os corredores, este passeio de vaidades o mais perfeito exemplo do nada fazer para parecer que se trabalha, dizia eu que a pomposa cimeira dessa coisa torpe e inenarrável que se chama CPLP, serviu para ratificar o acordo ortográfico, impondo assim a vontade de dois países aos outros.
Ora meus senhores para terminar e em bom português aqui da minha terra, quero que vocês e os vossos acordos estúpidos vão para o raio que vos parta esse é um facto, não um fato que isso é coisa de vestir, indesmentível. Neste blogue continuar-se-á a escrever sem acordo, em desacordo e contra o acordo, em especial contra este acordo, porquê, pura e simplesmente porque não faz sentido nenhum!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
quarta-feira, julho 23, 2008
Onde Estão as Borboletas?
Não sei se já se deram conta desse pequeno nada, talvez porque seja um pequeno nada, poucos tenham dado por ele, mas onde estão as borboletas? Há uns anos eram aos milhares, invadiam as ruas e os quintais, apareciam em todo o lado e por toda a parte, agora já não aparecem em lugar nenhum, ou se aparecem, aparece uma ou outra tímida e triste, tão triste que dá pena.
Para onde foram? O que as fez desaparecer? Onde estão as borboletas da minha infância? Mesmo as mais comuns como a borboleta da couve ou a sarapintada, desapareceram, nunca mais vi uma flâmula ou uma ariana, muito menos a rabo-de-andorinha, ou a linda enxofrada, também as traças e mariposas nocturnas deixaram de se ver, bem como os fantásticos enxames de besouros que pululavam por cima das flores da laranjeira que perfumavam com o seu aroma adocicado os fins de tarde dos verões de há 30 anos, onde estão?
Onde estão os verdilhões que se encarniçavam à volta da ameixoeira velha, debicando as grandes nódoas vermelhas e dulcíssimas que brotavam entre o mar revolto de verde, os pintassilgos e bicos de lacre, as pequeninas miritas e as felosas, a alvéola pousada no fio de secar a roupa, onde está a poupa com o seu traje de luces, rebrilhando por entre a erva alta, onde andam, por onde voam agora?
Onde anda toda esta vida que nos encantava com os seus volejos, pios e trinados, onde voam agora, talvez só na nossa imaginação, presa nessa passado ao qual não conseguimos voltar nem podemos fugir, enredados nas teias de aranha cheias de orvalho que pontuavam nas manhãs frescas dessa doce inocência já perdida, onde estão as borboletas?
Tragadas pelos carros e pelo alcatrão, cimentadas em camadas grossas de betão, gaseadas e envenenadas por milhentos gases e venenos, esturricadas e queimadas reduzidas a cinzas, mortas e esquecidas, por quem não acha que uma borboleta seja importante.
Devolvam-me já as minhas borboletas, seus energúmenos, seus imbecis mangas de alpaca nojentos, que destroem esta terra com o desprazer e a insensatez dos pobres de espírito, traçaria alegremente uma borboleta por todos os campos de golfe e aldeamentos, por auto-estradas e loteamentos por prédios e construções aberrantes que a súcia de imbecis que manda deixa plantar a cada esquina. Devolvam-me as borboletas e a alegria de viver neste país!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, julho 18, 2008
Os Bons Rapazes II
Já está; o famoso “Apito Dourado” resolveu-se a contento, com a absolvição, previsível, e mais umas penazecas, irrisórias, suspensas. Alguém duvidava que iria ser assim, creio que só alguém completamente desprovido de bom senso pensaria que este tipo de farsas vai a algum lado, alias há muito tempo que digo que este processo, o processo da Casa Pia, entre outros que envolvem rapaziada do e ou ligada ao Poder, acaba sempre em nada.
A Justiça de Portugal, os seus magistrados e os seus investigadores, devem seguramente ser a caterva mais incompetente do hemisfério ocidental, estando mais próxima da excelência de África e da América Latina dos bons velhos tempos das Repúblicas bananeiras, impressiona esta completa falta de resultados, quando noutros casos quando no banco dos réus estão pobretanas, as coisas são céleres e acabam as mais das vezes sempre com o meliante engaiolado, no entanto quando toca à “creme de la merde” da nossa sociedade, aí, nada, nunca se prova nada, nada serve de prova e quando eventualmente aparecem acórdãos com penas, elas são tão ridículas que até dão vergonha, ou deveriam dar vergonha a estes pseudo governantes e politiqueiros que temos por cá.
Sua Excelência o senhor Presidente da República exortou os portugueses a não caírem no desânimo a não cederem ao pessimismo, sua excelência com os lautos proventos que arrecada a bem da nação pode proferir estas bojardas e seguir feliz, quanto a nós os pobretanas, que sustentamos isto tudo, dificilmente haverá esperança e optimismo que resista a tanta atitude vergonhosa desta gentalha torpe que entope o grande esgoto a céu aberto que é este país, de um lado as pseudo minorias, que se dão ao luxo de andar sempre a pedinchar tudo e mais alguma coisa, verdadeiros cidadãos de primeira, do outro a velhacaria do colarinho branco, também cidadãos de primeira, de premeio nós o rebotalho, a carneirada, endividada, escrava e esburgada por todas estas sanguessugas nojentas.Acreditar em quê ou em quem se a cada passo, só vemos os troçulhos imundos defecados pela canalha, que e ngulham tudo, nós os pobres vamos soçobrando neste mare nostro de trampa, alegres e ufanos sem dar acordo, uns verdadeiros títeres.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, julho 14, 2008
Os Bons Rapazes
A máfia do subsídio desta vez passou-se da cabeça, desta vez a coisa tomou proporções de batalha campal, porque tiroteios são comuns em bairros onde habitam aquele tipo de selvagens, aí e nas feiras, mas adiante que não quero empolar a coisa, afinal foi um tiroteirozeco sem importância, aquela cáfila nem pontaria têm.
Fartas as vezes que neste blogue, se alertou para a possibilidade de coisas como estas sucederem, as autoridades como de costume desvalorizaram sempre as ocorrências indiciadoras de problemas em crescendo, o arrastão que não existiu, a mini revolta da Cova da Moura, o assassinato dos polícias no Seis de Maio e muitas outras de menor intensidade.
O ridículo disto tudo é que somos nós o Zé, que pagamos aquilo tudo, as armas, as casas, a polícia, e por aí adiante, pagamos tudo e assistimos impávidos e serenos a uma das mais insignes mostras da selvajaria e iniquidade que aquele tipo de alegados seres humanos é capaz, digo alegados seres humanos porque aquilo que eu vi não são seres humanos são animais irracionais, pior são animais irracionais armados.
A PSP, capturou 5 armas, mas ó gloriosa coincidência estavam todas legais, o que significa que não apanharam nenhuma daquelas que vimos na televisão, as 9mm, as shotguns com capacidade para 10 munições, as 7.65mm e por aí adiante, diga-se que aquele fedelho cretino dos skinheadsd foi preso por ter uma shotgun igual, sempre quero ver quantos daqueles selvagens serão engavetados.
O que falha aqui? Falha tudo! Excepto, como sempre e para não variar a excelente actuação da polícia! Falha a política cretina dos guetos, a que pomposamente se chamam bairros sociais, os nossos governantes por esta altura já deveriam ter percebido e aprendido alguma coisa com os vários exemplos, pois parece que não, parece que estas mentes iluminadas, insistem em criar guetos, para depois terem mais locais de crime cheios de sanguessugas subsídio dependentes.
Falha a política social de trinta anos de subsídiocracia, que nada muda excepto fornecer aquela escumalha, mais hipóteses de ter armas e não ter receio de após o tiroteio ir rebentar portas para outro bairro para ocupar as casas, chegando a coisa ao ridículo de esta gentalha ir comprar tendas para acampar à porta da Câmara Municipal local para exigir, note-se bem “exigir” casa novas porque aquelas não servem porque já não querem viver no bairro onde demonstraram a excelência da sua etnia, coisa engraçada isto da etnia, pergunto-me se fossem de outra etnia, se fossem caucasianos, ou índios ou chineses por exemplo, a fazer uso deste género de selvajaria, pergunto-me o que não estaria agora a ser dito por todo o tipo de associações esquerdelhas de defesa deste tipo de animais.
Falha depois toda uma sociedade que tarda em encarar este tipo de ocorrências com seriedade, que falha em tentar integrar este gente, em civilizar esta gente, em explicar-lhes que viver nesta terra significa trabalhar, pagar impostos, colher benefícios e não agir como macacos selvagens, falham em toda a linha os milhares de programas e estudos e demais formas de meter dinheiros públicos ao bolso.
Como é que se resolve, pois esse é um problema partilhado por toda a Europa, em cuja resolução a Europa falha também, falha a sua política de porta aberta, falham redondamente os tratados europeus, que deixam de fora este tipo de etnia maravilhosa que está espalhada numa Europa que só luta pelos direitos humanos lá longe, em casa esconde os casos bicudos debaixo do tapete, sim porque quer se queira quer não, os Ciganos, são um problema que ninguém parece querer dar solução, e ninguém duvide que são um problema.
Mas perdoem-lhes coitadinhos, eles são os bons rapazes, nós os malvados racistas estamos sempre a dizer mal deles e a atentar contra a sua liberdade, roubamos-lhes as coisas, assaltamo-los, damos-lhes tiros, enfim somos uns grandes malvados nós os racistas, que pagamos isto tudo, que trabalhamos e pagamos impostos, que suamos para esticar os trocados no fim do mês, que não temos dinheiro para comprar carrinhas e carros de alta cilindrada, que temos de pagar a juros cada vez mais altos uma casita, sim a nós os racistas nojentos ninguém nos dá nada, só trabalho, cada vez menos e salários de merda, mas como somos uns racistas miseraveis e nojentos só temos o que merecemos, tomassemos nós os edificantes exemplos dos senhores daquela etnia que vimos na televisão à fogachada e talvez a coisa fosse diferente, porque aqueles sim são excelentes exemplos de gente que não é racista, que é civilizada, que trabalha, que é honesta, não são como nós porcos racistas imundos, que nestes blogues merdosos escrevemos coisas más!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, julho 07, 2008
O espanto espantoso!
Ó tágides do fermentoso, Tejo, irrigado com o merdum de milhentas EtAR que não funcionam, Ó musas dos tempos de antanho agora enfiadas em museus a cair de podres e que fecham sem que ninguém saiba que destino dar ao espólio, maravilhem-se com estes portentos da douta sapiente e preclara ministerial qualidade, este Ministério da Educação é sem dúvida eira de poderosas luminárias, de estrepitosos e irrequietos cérebros, que, qual esponjas tudo absorvem e digerem, retribuindo em dobro, tal é a fecundidade das suas sinapses e dos poderosos neurónios. Elevem-se já ao título de Olímpicos, a Ministra e os seus secretários de estado, deifiquem-se, tais criaturas tão longe dos meros atributos humanos, glorifiquem-se todos os outros, do GAVE até ao mais obscuro e insignificante serviçal, este Ministério da Educação vai longe!
A média dos exames de Matemática foi de 14! Um feito digno de celebração, que interessa que nos outros 27 exames as médias tenham sido na maioria dos casos, miseráveis. Incluindo a língua materna, onde a coisa mesmo com um examezeco rafeiro, correu muito mal, ficando a média abaixo do mínimo da positiva, que interessa isso tudo quando a média de Matemática chegou ao 14.
A seguir ao dito exame, na televisão os comentários dos alunos eram “...foi fácil...”, fiquei perplexo e completamente arrasado, então o exame foi fácil, no tempo em que estudei, só existia um tipo de exame de Matemática fácil, era aquele ao qual eu faltava, nunca existiam exames fáceis, alias nem testes, mesmo quando o teste era uma única equação, que demorava horas a fazer e parecia nunca acabar, por isso desconfio quando dizem que o teste foi fácil.
Alias esta corrente facilitista na educação, tem sido o apanágio dos últimos governos, não se chumba, não se pune não se ensina, a escola serve hoje para bem pouco, minto, é um excelente local para as novas tecnologias, falar ao telemóvel, enviar mensagens, gravar vídeos de imbecilidades, isto enquanto decorrem as aulas chatas, serve também para apurar as técnicas do esburgo e do gamança, com recurso a armas a coacção psicológica, física e verbal, serve para oprimir os mais fracos e fazer triunfar toda a boçalidade e patifaria, apanágio desta sociedade merdosa que temos.
Parabéns Ministério da Educação, esta subida da média a Matemática, revela e prova uma única coisa, a vossa excelsa incapacidade para serem de algum préstimo, prova que as vossas políticas são uma inenarrável teia de cretinices inconsequentes que só servirão para engendrar imbecis e pobres de espírito, parabéns continuem nesse caminho, que vença o analfabrutismo, que vença a facilidade e a brutalidade.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, junho 30, 2008
Novas do Achamento das Terras da Labregónia
Escorreito leitor o Barão descobriu na Torre do Tombo esta carta de achamento, caso a achem parecida com algo que conheçam, relevem que é tudo coincidência. A Labregónia não existe! Ou será que existe e tem outro nome? Será que com aquelas naus vieram Labregos?
“Ano da Graça do Senhor de 1506, Dom Epaminondas Landislau, por mercê de Sua Majestade, capitão-mor da Armada de Rilhafolhes, comunica a Vossa mui estimada Majestade que hemos arribado hem uã terra, da mesma já tendo capturado um indígena e sabendo já da sua linguagem os muito grão rudimentos.
Lançamos ferro em uã ínsua, mui tamanina que em guisa de porto de abrigo nos faz muita mercê e folga, o Capitão-mor manda arrear seis bateis aonde se leva além do Capitão, Frei Gaspar Sublime, Jeremias Mastaréu e mais vulgares gentes de armas e este seu criado em guisa de cronista e prestador de relatos deste achamento.
A praia é larga de para mais de quatro léguas, logo topamos os indígenas, assim e por chegar à fala com eles houvemos de saber o nome da terra que é a Labregónia, sendo os habitantes os Labregos, estes são enfezados, bisonhos e mui dados a escarrar ao chão, coçando as partes pudibundas em tal desleixo que envergonham até o Mestre d’Armas, homem rijo e afeito a contras.
O capitão manda arrear e botar chumbo ao padrão de Sua Majestade, pronto que fica e prestes um Labrego, arreado em uã vestimenta estranha com hum barrete de pala e calçonitos largueirões, com o mais perfeito ar de parolo, lhe assoma e arrefinfa uã pintura, que por cá lhe chamam arte do grafito, eu chamo de pura estupidez arruaceira, estando pespegada em todo o lado, casas, muros, carroças, comboios, monumentos e todo o local onde este tipo de Labrego daninho entende largar a pintura, conspurcando tudo.
Perante tal desmando manda o capitão assestar uã ronda de arcabuz, protegidos de duas alas de piqueiros, fugiram os Labregos em desordem, seguiram os nossos para adentro de muralhas, onde vimos mui esquisitas ruas, é moda dos Labregos estacionarem carros, carretas e carroças em cima dos passeios, indo os que vão a pé pela estrada, em uã das mais completas estultices que já vimos, estes Labregos vivem em condições absolutamente miseráveis e no entanto dedicam tempo e recursos não ao trabalho mas aos campeonatos de empurra bolas às três tabelas muito populares em estas terras. Ainda as ruas estão cheias de lixo, papeis e dejectos de cão, porque mesmo morando num qualquer quinto andar de duas divisões Labrego que se preze tem de possuir hum perro que faça sas cagaduras em o chão das ruas.
Os Labregos são ociosos e pouco dados à labuta, sendo mais destros nos esburgos e folganças, para os quais o seu governo contribui com rendimentos mínimos e demais prebendas, que os escusam de canseiras, podendo dedicar-se a tráficos vários vendas ambulantes e costumeiros morticínios a tiro sem mais escusas, mas dizem que é cultural, que dentro da raça dos Labregos estes são de raça étnica diversa e protegida, bem por mim são tão Labregos como os outros usam é da escusa cultura para embarretar os outros e nunca vergar o canelo para ter casa, carro e demais mordomias, tais são estes Labregos que só visto. Os próprios governos são eira de doutores em Leis e outros que mais esburgam e se governam do que fazem por governar, nunca achando demais as lautas tenças que auferem de bem ou por malas-artes.
É opinião do Capitão-mor que Sua preciosa Majestade deva atirar fora o mapa para esta terra, pois os males e vícios destas gentes depressa contaminam os outros, e nem a sua santa devoção, com muitos santinhos, velinhas e milagres, bruxas, bruxos e benzilhões os safam de rabiar que nem almas danadas nas antecâmaras do purgatório, o que faz pensar que o próprio Altíssimo não queira nada com esta gente, que ao que consta e nos números deles em assentos próprios, são os melhores no todo que é péssimo e os piores em tudo o que é de bem, estranha gente esta da Labregónia, donde o Capitão-mor mandou recolher o padrão e levantar ferro para não mais regressar, com permissão de Vossa Majestade, faremos uma cruz na porta para ninguém mais voltar. Vamos levar uns casais de Labregos para por em cobrição e ver que gente dá em ficando em meio de civilizados, tão prestes cheguemos a Lisboa e estes Labregos cheguem em bem.
E por ser verdade e por o ter visto, manda o Capitão-mor que o escreva e envie a Vossa Senhoria, aos 28 dias do mês de Outubro de 1506 neste dia de São Sinfrósio Anacleto.”
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, junho 27, 2008
O blogue do Barão sempre na vanguarda do conhecimento, obteve em primeira-mão uma cópia dos exames nacionais do próximo ano, que demoraram à equipa que os elaborou sem interferência do Ministério e ou da nossa Sublime Ministra, 3 anos a elaborar, tão sapientes e doutas são as mentes iluminadas escolhidas pelo nosso glorioso Ministério da Educação símbolo máximo da excelência que o nosso amado Líder impõe à nossa gloriosa Nação rumo ao glorioso futuro semeado de pétalas de rosa e rios de mel.
Prova de Português
Nome: ...................... (Escrever correctamente o nome sem erros, respeitando toda a eventual acentuação existente, 10 Valores
I
Analise o seguinte poema e responda às perguntas:
Branco e preto,
Preto e branco,
Branco e preto,
Preto e branco.
In, Manuel Azul, obra Poética, 2001, Marosca Editores
1 – Este poema tem duas cores! Quais?
Azul e verde
Branco e preto
Amarelo e roxo
Vermelho e violeta
(3 Valores)
1 – Beca? ió, tásse bem, bué, iá, da, time, espera, uma. Com estas palavras construa duas frases. (2 Valores)
III
1 – Escreve um ensaio de não mais de 5 frases descrevendo como ata os sapatos. (5 Valores)
Prova de Matemática
Nome: ...................... (Escrever correctamente o nome sem erros, respeitando toda a eventual acentuação existente, 5 Valores)
I
1 – Desenhe a figura seguinte:
(10 Valores)
II
1 – Resolve as seguintes operações:
a) Zé Rosca tem 3 mortalhas e dois cigarros, precisa de fazer 4 ganzas. Responda justificando com a operação.
b) Chico Arrepiado, tem uma soqueira, uma amiga, uma naifa de mola, uma borboleta e duas 9mm, quantos colegas consegue roubar em meia hora? Responda justificando com a operação.
c) Serafim Estulto tem 4 latas de spray, um muro de 5 metros e um telemóvel, quanto tempo leva a borrar o muro e a enviar 574 sms? Responda justificando com a operação.
(5 Valores)
um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, junho 23, 2008
Maravilhosa Criatura
Segui com relativa atenção a arenga da senhora Ministra da “Educação”, numa entrevista que deu no outro dia a um canal de televisão, depois dos primeiros cinco minutos de “fait divers”, fiquei completamente perplexo, assaltou-me a dúvida; Quem será esta senhora? De que está ela a falar? Refeito do choque, após quinze minutos fui de novo assaltado por várias dúvidas:
Hum, estará esta senhora ébria? Será esta senhora mentalmente sã ou não percebe mesmo nada disto? Estas dúvidas assaltavam-me à medida que a senhora Ministra de “Educação”, ia soltando as mais clamorosas abstrusidades, quem a ouvisse falar e não conhecesse um pouco a realidade, tristíssima, da educação portuguesa.
Quanto mais a senhora falava, mais, ficava eu atónito, assim só ouvindo a senhora falar, parecia que vivíamos num paraíso da educação, parece que atingíramos o nirvana educacional, mostrando ao mundo que somos realmente capazes de fazer algo com préstimo, quanto mais a senhora falava, pior ficava eu, completamente desconcertado com tão grandes e tantas bojardas.
A sorte é que os números todos os dias desmentem a senhora Ministra da “Educação”, não os seus números, mas os números independentes, os dados da OCDE e da Europa, para além das mais empíricas constatações pessoais, ao ouvir a senhora ministra parece-nos viver um terrenal éden, quando na verdade, o que aqui vigora é um Hades terreno, com tudo o que de mau aí possa existir.
Instada a pronunciar-se sobre a falta de segurança nas escolas, a senhora Ministra da “Educação”, como boa politiqueirota de trazer por casa, desvalorizou por completo a questão, o que é curioso, porque se por um lado o Procurador alertou, no parlamento, para uma situação cada vez mais crítica, por outro a senhora Ministra da “Educação” desvalorizou, daí se depreendendo que um dos dois mente ou não tem a mínima noção da realidade.
Esta maravilhosa criatura, demonstrou a quem a quis ouvir que o estado da educação é bem pior do que aquilo que julgamos, entre a barracada imbecil da TLEBS, a estuporada cretinice do Acordo Ortográfico e o absoluto desnorte das escolas, dos agrupamentos e dos professores e alunos, seguimos nós qual inafundável Titanic, direitinhos ao fundo. As políticas educativas, tem sido razoavelmente péssimas nos últimos trinta anos, mas a actual bate claramente aos pontos qualquer outra, mesmo as iniciativas, que aparentemente trazem algo de novo se esgotam em pequenos detalhes operacionais, nos quais ninguém parece pensar quando são concebidas as grandes estratégias pelas luminosas mentes do poder, voltarei a este tema para falar da desresponsabilização estatal sobre a educação e do empurrar das escolas paras os municípios, quando isso se concretizar será a machada final no ensino que sofrerá uma degradação sem limites, porque câmaras a gerir o ensino só pode ser anedota.
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, junho 16, 2008
Fragilidades
Com a recente greve, paralisação ou o que lhe queiram chamar, ouvimos mais uma anedota parlamentar, o senhor primeiro-ministro diz que sentiu o país vulnerável. Quase morri a rir, foi a melhor anedota que ouvi em muitos meses. Ó senhor primeiro-ministro, o ilustre amigo anda com certeza distraído, não é loiro, mas é um pouco distraído, então o país está vulnerável, por meia dúzia de camionistas, com razão ou não, nem isso vem ao caso, dizia eu, que o país fica vulnerável por uma arruaça sem importância, descontando a infeliz morte de uma pessoa, onde meia dúzia de gatos-pingados gritam e tal e outros tantos faz tudo para furar o protesto, numa atitude típica à portuguesa.
É isto o seu vulnerável, imagino o que não diria o senhor se a paralisação fosse realmente algo sério, como fazem ali na Europa, olhe pergunte ao seu amigo Zapatero ou ao camarada Sarkozy, pergunte-lhes como são estas coisas quando levadas a sério, vossa excelência sentiu o país vulnerável, pergunto-me porquê?
Não lhe parece que por exemplo, o facto de termos uma Justiça miserável, ineficaz, despesista e mal habituada a mordomias, não traz vulnerabilidade para o país.
Não lhe parece que possuirmos umas polícias absolutamente indigentes, alvo de chacota permanente, que por vezes reagem mal, por falta de preparação e superior orientação, de possuirmos uma PJ, completamente manietada e politizada, com elementos que muitas vezes mais servem a interesses obscuros que a Justiça, não lhe parece a si que é o primeiro dos ministros que isto é algo que verdadeiramente traz vulnerabilidade ao país.
Não lhe parece que as maternidades sem segurança absolutamente nenhuma, diga-se que conheço quatro serviços de maternidade e o único que aparentemente funciona devidamente é o da Estefânia todos os outros três são uma anedota em termos de segurança, são realmente algo que é verdadeiramente vulnerável, em que os hospitais esperam fundos comunitários para poder instalar meios de segurança dignos desse nome, na costumeira atitude de pedinchice que já nos caracterizou perante a Europa.
Não lhe parece que possuirmos um sistema de socorros a náufragos e busca e salvamento completamente anedótico e terceiro mundista, em que um navio em apuros a 30 metros da costa vê os seus tripulantes perecerem por uma absoluta falta de coordenação e meios, não lhe parece que isto é que é estar vulnerável.
Não lhe parece que possuirmos um sistema de combate a incêndios que roça o imbecil. Onde corporações que vivem do voluntariado, ai se não fossem eles, combatem incêndios com carros com 30 e 40 anos, com falta de tudo, num país onde se gastam milhões em cretinices como submarinos.
Não lhe parece que possuirmos, o mais absurdo e despropositado sistema de comunicação entre as várias instituições, um país onde é mais fácil falar com uma esquadra de Ugadugu do que com o carro patrulha do bairro, não será isto um sintoma de um estado vulnerável.
Não lhe parece que possuirmos, algo a que chamamos economia, e digo algo, porque na realidade não temos economia, disso se certificaram os vários governos que desde 1986 nos têm tentado enviar para o mais profundo dos infernos, fazendo de nós o país da Europa comunitária que mais atreito está a sofrer com qualquer meia crise que surja, não lhe parece senhor primeiro-ministro que isto sim é que é vulnerável.
Não lhe parece que possuirmos um sistema de educação absolutamente miserável, onde há muito que ninguém aprende nada, em que tudo no sistema de ensino aponta para meras preocupações estatísticas, com evidente prejuízo do país e das futuras gerações. Não lhe parece que isto é mesmo vulnerável.
Continuaria quase que indefinidamente a falar de vulnerabilidades sérias, que este pardieiro a que chamamos país tem, vulnerabilidades que ninguém parece querer resolver, dizer pois que sentiu o país vulnerável por uma situação ridícula como esta grevezinha dos camionistas, é na minha humilde opinião, senhor primeiro-ministro revelador de uma muito grande distracção em relação ao país real do que vosso senhoria é governante.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia