segunda-feira, setembro 15, 2008
BLOGAGEM COLETIVA JUSTIÇA PARA FLAVIA!
É nesse prédio, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasíilia, que o processo de Flavia se encontra, depois de ter estado na lenta e burocrática justiça paulista, por quase 10 anos. Detalhes desta batalha judicial podem ser conhecidos nos posts anteriores deste blog.
Segundo informação de meu advogado, Dr. José Rubens Machado de Campos, este é o atual status do processo de Flavia:
“O processo de Flavia foi distribuído. REsp nº 1.081.432-SP, Ministro CARLOS FERNANDO MATHIAS, do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. No dia 29 de agosto p.p., o Ministro determinou a ida do processo ao Ministério Público Federal para parecer quanto ao cabimento e provimento de nossa inconformidade, o que é absolutamente regular, em razão da menoridade de Flavia à época e da interdição subsequente."
A título de esclarecimento:
O edifício do Palácio do Congresso Nacional foi escolhido para o selo da blogagem coletiva *Justiça para Flavia* por ser considerado o Cartão-postal de Brasília, projectado pelo arquitecto Oscar Niemeyer.
Créditos:
O desenho do prédio do Superior Tribunal de Justiça, é do autor do blog Adesenhar, de Portugal, e o texto logo abaixo do desenho, resultado de um trabalho de pesquisa do mesmo autor. Outras informações sobre Brasilia, inclusive do prédio do Supremo Tribunal Federal, poderão ser vistas, num show de talento na arte de desenhar, AQUI.
Adesenhar, muito obrigada por, assim como outros amigos portugueses, estender tua mão para mim e Flavia mesmo havendo um mar a nos separar.
Esperemos que lá em Brasília, os ministros atentem para a culpa, devidamente comprovada dos réus:
JACUZZI DO BRASIL, COND. JARDIM DA JURITI e AGF BRASIL SEGUROS.
Logo abaixo deste post estarei linkando os blogs que estão participando da Blogagem Coletiva JUSTIÇA PARA FLAVIA. Os comentários devem ser feitos neste post.
MUITO OBRIGADA A TODOS PELA SOLIDARIEDADE DEMONSTRADA."
in,http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com de Odele Sousa
sexta-feira, setembro 12, 2008
Lurdes Vigia!
Lurdes vigia, a preclara governante educa a maralha torpe, os resultados estatísticos assim o confirmam, gerações de novos sábios despontam onde antes, pasmemo-nos em uníssono.
- Ahhhhhhhhhhhhh.
- Mais não existia que um marasmo intelectual, Lurdes vigia, do alto dos seus projectos, programas, actividades e demais burrocracias, a que obriga os diligentes ensinadores, transformados em mangas-de-alpaca, em meros escriturários de aparo de latão, preocupados em antes de transmitir conhecimentos, acertar a numerália em ordeiro passo para que a politiqueirice rafeira possa mostrar fazer aquilo que não faz.
Mas Lurdes vigia. Qual Cérbero das três cabeças à porta do Hades em que se transformou a Educação neste ermo de desalento e estupidificação e os Sísifos feitos mestres-escola, transformados nos vilões primordiais, ofensores dos deuses e prenhes em truques e malícias, apontados a dedo pela turba irada como fonte de todas as maleitas que enfermam e desfeiam a Educação, a eles coube rolar incessantemente a pedra vendo-a depois descambar e rolar em avalancha arrastando para o fundo a cada legislatura o seu nobre e esquecido mester, já não mais ensinam, antes desensinam.
Mas Lurdes vigia, com óculos de falcão peregrinando de asneira em asneira, sempre certa do rumo, que é qual bússola sem norte, um completo desnorte, sem que se entreveja entre os portalós da nave, imagem de boa aguada num bombordo que antes era seguro e agora é mistério, da coberta dessa nau da Educação, entre enxárcias e cabos, bujarronas, traquetes e mestras, mais copiam a carangueja e o seu macho no andar, que pra diante só arrecua.
Mas Lurdes vigia, que o seu mestre nela confia, e à porfia de economizar, me quer a mim parecer que almeja emular aquela bela ave a Poupa, que de tanto poupar faz o ninho com merda!
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, setembro 08, 2008
E............
Esperava alguma coisa da Ti Manela, mas o seu discurseco foi oco, completamente vazio e esvaziado de qualquer conteúdo pertinente, resvalou para os lugares comuns de um partido sem ideias sem ideologia que vive uma crise, porque o seu antagonista sabiamente lhe ocupou os terreiros, a Ti Manela, que me surpreendeu com a posição ultramontana e cheia de beatice bacoca em relação ao casamento homossexual, ainda que discorde dessa posição, percebi ali um claro demarcar de fronteiras e uma atitude clara de coragem, esperava pois mais deste discurso de reentrada, mas, “aos costumes disse nada”.
A Ti Manela segue a escola desse guru do tabu que é o actual Presidente da Republica, mas no caso de sua excelência o senhor Presidente da Republica isso percebe-se, pois na maioria das vezes que abre a sua excelsa boca, ou sai asneirada ou entra mosca ou sai migalha, sendo por isso preferível que sua excelência se mantenha de boca bem fechada impedindo assim os chorrilhos de asneiredo e as declarações farsolas e sem sentido, do tipo estatuto autonómico dos Açores.
É pois isto, que temos por governantes e aspirantes a governantes, é portanto fácil de perceber porque estamos nós neste pardieiro, afundados em dívidas, atolados em trampa até às orelhas, sem o mínimo objectivo e hipótese de escapar, ainda assim tentamos sobreviver a estes exemplos da proverbial lassidão e laxismos lusitanos, claro que quase sem escapatória, enclausurados nesta anedota que insistem em chamar país.
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, setembro 01, 2008
Semana Europeia da Mobilidade 2008
Após o brilhante resultado da edição de 2007, estamos convencidos que esta nova participação será mais um passo no sentido de sensibilizar a população para as questões da mobilidade e do desenvolvimento sustentável.
A par desta adesão, ficámos ainda a saber que o nosso Concelho foi o escolhido para ser o local da assinatura das cartas de compromisso de todos os municípios do País que pretendem aderir à SEM e ao Dia Europeu sem Carros. Esta cerimonia que contará certamente com a presença dos Secretários de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, entre outros, realizar-se-á a 15 de Setembro, pelas 16h, conforme ao programa ainda a definir."
in, www.cm-almeirim.pt
Ora eis uma actividade daquelas que regalam de contentamento o pobre cidadão, ajudaria e seria oiro sobre azul se os munícipes fossem gente civilizada e respeitadora ao invés desta corja de macacos incivilizados, que estacionam em cima dos passeios e atropelam todas as mais elementares regras da condução dentro da localidade. Por isso cambada de macacos, desta vez não se queixem da Câmara, queixem-se em antes das vossas atitudes!
Um abraço deste viosso amigo
Barão da Tróia
quinta-feira, agosto 07, 2008
Soberbos!
Brilhante! A unidade especial de negociadores e atiradores, estão de parabéns os homens e mulheres que participaram na operação, um grande bravo e um obrigado, por arriscarem as vossas vidas.
São momentos destes que também nos devem encher de orgulho, saber que ainda existe gente que zela pela nossa segurança. Brilhante, soberbo, excelente!
Termino com um desejo de boas férias a quem ainda não foi, bom fim de semana para todos os meus amigos blogueres, leitores e visitantes ocasionais, vou tirar uns dias volto em Setembro.
Um abraço sentido a todos deste vosso amigo
Barão da Tróia
terça-feira, agosto 05, 2008
Uma verdade sem Regras
Os meus conterrâneos automobilistas, são na sua grande maioria umas rematadas e alternadíssimas bestas quadrúpedes, que o único veículo que lhes deveria ser permitido utilizar seria a carroça e claro, não no lugar sentado. Vulgar, ver os que não param à passadeira, mesmo vindo lá de longe, claro que o avisado pedestre não atravessa, apre! Vulgar, ver os que estando já próximos da passadeira, mas podendo ainda parar em segurança, ao invés aceleram, não cedendo a passagem ao peão, naquilo que é uma absoluta demonstração de pura estupidez e falta de civismo tão cara à maioria das avantesmas automotorizadas aqui da parvónia.
Os meus conterrâneos automobilistas, presumem de grandeza, com máquinas tonitruantes e poderosas, cheias de enfeites e barulho ensurdecedor a vomitar das colunas de som, alias existe uma famosa Lei do Ruído, mas a julgar pelo basqueiro que fazem estas criaturas por junto com os imbecis das motoretas de escape livre que pululam a qualquer hora nesta terra dir-se-ia que a Lei do Ruído não se aplica no concelho de Almeirim. Apesar da presunção de grandeza e atitudes a contento os meus conterrâneos automobilistas, embevecidos pelo seu citadino estado, são na verdade uns labregos parolos em que a ausência das mais elementares regras de civilidade provoca mais que tudo o riso de um transeunte mais avisado e diligente, nos aspectos civilizacionais.
Os meus conterrâneos automobilistas, tem também o gratificante hábito de estacionar em cima dos passeios, existem até aquelas bestas energúmenas, que tendo lugares para estacionar, sem causar moléstia a ninguém o fazem em cima dos passeios para o carripano ficar à sombra, isto é o cúmulo do egoísmo, o cúmulo da anarco-estupidez colectiva destes imbecis, que presumem grandezas endinheiradas alicerçadas na sua labreguice de sandeus, alvo fácil de chacota em qualquer local de civilidade, excepto aqui, por cá são heróis, o exemplo acabado de self-made besta quadrúpede.
Os meus conterrâneos automobilistas, são o acabado exemplo daquilo que somos enquanto sociedade, presumimos grandeza e estadão, quando todas as nossas acções nos aproximam mais de um bando de babuínos. Honrosa excepção seja feita e felizmente aos condutores conscienciosos, que os há, gente que respeita e implementa a nobre e tão esquecida arte do bom senso, da civilidade e da educação, são porém poucos, esperemos que um dia sejam a regra e não a excepção.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, agosto 01, 2008
Asneiras, broncas e barracadas ou A Nobre Arte de Politicar em Portugal
À hora marcada, com um ligeiro atraso da praxe, a insigne figura de sua excelência o senhor presidente da república, apareceu, no pequeno quadradinho da televisãozita, caiu o mundo na primeira frase percebeu-se logo tudo, mudei de canal e fiquei a ver o cão franjinhas em versão moderna, os da minha bugalhada lembram-se de ver a preto e branco nos idos de 70, o franjinhas, o saltitão, o Ambrósio, personagens fantásticas, mas não tão fantásticas como aquela que ao mesmo tempo arengava aos peixinhos no outro canal.
O secretismo, a tensão e o poder do oculto, pois é disso que se trata, sua excelência o senhor presidente da república como bom católico que é tratou o assunto à laia de segredo dos pastorinhos, mais um. No fim, tal como no caso dos pastorinhos segredeirosos, o segredo era uma grande asneira, uma inefável brincadeira desse bonacheirão chocarreiro que ocupa a mais alta magistratura deste pardieiro que insistimos em tomar por país.
Os factos, bem vistas as coisas o Estatuto Autonómico dos Açores, tem tanto interesse como um furúnculo no traseiro da Tia Aurora, toda esta historieta é mais uma bronca presidencial, marca do consulado do actual ocupante do lugar, as várias reformas, milionárias, que o senhor embolsa, andam a dar-lhe cabo da cabeça, por isso dali tem saído tanta asneira, tanta que a ser-lhe atribuído um cognome, seria o Asneiredo, tantas e de tamanha monta são as ditas que este senhor presidente tem proferido.
Sua excelência, que na primeira ocasião foi ao beija-mão do barraqueiro mor do reino, enfiado nas pantufas do poder lá na sua ilhota perdida lá no meio do Atlântico ocupado com as borrascas e borracheiras, plantas lindas, que entre ponchas e liquores despontam a cada festarola quase diária em que semelhante alarve vocifera as maiores atoardas e miseráveis bojardas sem que ninguém incluindo sua excelência o senhor presidente da república, esboce o mais pequeno gesto para por na ordem a criatura. Ora é agora este mesmo republicano chefe, que vem encher a boca, não com migalhas de bolo-rei, mas com preocupações de vetos mais ou menos despropositados a propósito de algo obscuro e sensaborão como o citado Estatuto.
Sua excelência senhor presidente da república, como primeiro-ministro sempre o achei uma nódoa, alias a maior delas, o agente de ignição de todo este disparate, vossa excelência teve tudo para transformar este pais em algo sério, optou no entanto pelo laxismo e pela asneira, curiosamente como presidente da republica, não parecem existir melhoras, sempre quero ver quando da pérola do Atlântico soprar algo parecido ou pior que o estatuto açoriano, sempre quero ver o que dirá vossa excelência.
Um abraço, de fim-de-semana deste vosso amigo
Barão da Tróia
terça-feira, julho 29, 2008
Acordo do meu desacordo
Está assim concluída mais uma etapa no assassinato da nossa identidade cultural, etapa feita a pedido e para gáudio e contentamento de umas elites rançosas e outros bárbaros, únicos detentores da sabichona alegoria do intelectual verbo escorreito, guardiães de toda a língua, a sorte é que a nossa é uma língua viva e bem viva que evolui por si, note-se que evoluir não significa ficar melhor, mas andando.
Precisava assim tanto a nossa língua de um acordo? Não! A nossa língua com a sua diversidade continental precisava em antes e principalmente de políticas concretas de divulgação, de leitorados em países de referência, leitorados assentes em bases concretas de divulgação e apoio a todos os que querem descobrir a nossa língua, e o Acordo Ortográfico servirá para quê? Nada! O Português continuará como até aqui a evoluir, seguindo o curso dos países falantes, alias como até aqui, este acordo não trás nada, nada, nada é alias um grande e imenso nada que serviu somente para melhorar o ego magoado de um certo colonialismo ao contrário, vindo do lado de lá do Atlântico, ao qual a subserviência miserável do governo português deu asas.
Então se o Acordo é assim tão inócuo é indiferente que seja aprovado! Claro, porque quem tiver um dedo de bom senso, mandará às malvas esta idiotice e continuará a escrever como até aqui, tristes serão as gerações que crescerão com a imposição desta imbecilidade e que serão contaminadas com a pura palhaçada a que se resume este acordo. Alias a sacrossanta nulidade que se chama CPLP, que para nada serve, serviu de capítulo aos papa esmolas que lhe entopem os corredores, este passeio de vaidades o mais perfeito exemplo do nada fazer para parecer que se trabalha, dizia eu que a pomposa cimeira dessa coisa torpe e inenarrável que se chama CPLP, serviu para ratificar o acordo ortográfico, impondo assim a vontade de dois países aos outros.
Ora meus senhores para terminar e em bom português aqui da minha terra, quero que vocês e os vossos acordos estúpidos vão para o raio que vos parta esse é um facto, não um fato que isso é coisa de vestir, indesmentível. Neste blogue continuar-se-á a escrever sem acordo, em desacordo e contra o acordo, em especial contra este acordo, porquê, pura e simplesmente porque não faz sentido nenhum!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
quarta-feira, julho 23, 2008
Onde Estão as Borboletas?
Não sei se já se deram conta desse pequeno nada, talvez porque seja um pequeno nada, poucos tenham dado por ele, mas onde estão as borboletas? Há uns anos eram aos milhares, invadiam as ruas e os quintais, apareciam em todo o lado e por toda a parte, agora já não aparecem em lugar nenhum, ou se aparecem, aparece uma ou outra tímida e triste, tão triste que dá pena.
Para onde foram? O que as fez desaparecer? Onde estão as borboletas da minha infância? Mesmo as mais comuns como a borboleta da couve ou a sarapintada, desapareceram, nunca mais vi uma flâmula ou uma ariana, muito menos a rabo-de-andorinha, ou a linda enxofrada, também as traças e mariposas nocturnas deixaram de se ver, bem como os fantásticos enxames de besouros que pululavam por cima das flores da laranjeira que perfumavam com o seu aroma adocicado os fins de tarde dos verões de há 30 anos, onde estão?
Onde estão os verdilhões que se encarniçavam à volta da ameixoeira velha, debicando as grandes nódoas vermelhas e dulcíssimas que brotavam entre o mar revolto de verde, os pintassilgos e bicos de lacre, as pequeninas miritas e as felosas, a alvéola pousada no fio de secar a roupa, onde está a poupa com o seu traje de luces, rebrilhando por entre a erva alta, onde andam, por onde voam agora?
Onde anda toda esta vida que nos encantava com os seus volejos, pios e trinados, onde voam agora, talvez só na nossa imaginação, presa nessa passado ao qual não conseguimos voltar nem podemos fugir, enredados nas teias de aranha cheias de orvalho que pontuavam nas manhãs frescas dessa doce inocência já perdida, onde estão as borboletas?
Tragadas pelos carros e pelo alcatrão, cimentadas em camadas grossas de betão, gaseadas e envenenadas por milhentos gases e venenos, esturricadas e queimadas reduzidas a cinzas, mortas e esquecidas, por quem não acha que uma borboleta seja importante.
Devolvam-me já as minhas borboletas, seus energúmenos, seus imbecis mangas de alpaca nojentos, que destroem esta terra com o desprazer e a insensatez dos pobres de espírito, traçaria alegremente uma borboleta por todos os campos de golfe e aldeamentos, por auto-estradas e loteamentos por prédios e construções aberrantes que a súcia de imbecis que manda deixa plantar a cada esquina. Devolvam-me as borboletas e a alegria de viver neste país!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, julho 18, 2008
Os Bons Rapazes II
Já está; o famoso “Apito Dourado” resolveu-se a contento, com a absolvição, previsível, e mais umas penazecas, irrisórias, suspensas. Alguém duvidava que iria ser assim, creio que só alguém completamente desprovido de bom senso pensaria que este tipo de farsas vai a algum lado, alias há muito tempo que digo que este processo, o processo da Casa Pia, entre outros que envolvem rapaziada do e ou ligada ao Poder, acaba sempre em nada.
A Justiça de Portugal, os seus magistrados e os seus investigadores, devem seguramente ser a caterva mais incompetente do hemisfério ocidental, estando mais próxima da excelência de África e da América Latina dos bons velhos tempos das Repúblicas bananeiras, impressiona esta completa falta de resultados, quando noutros casos quando no banco dos réus estão pobretanas, as coisas são céleres e acabam as mais das vezes sempre com o meliante engaiolado, no entanto quando toca à “creme de la merde” da nossa sociedade, aí, nada, nunca se prova nada, nada serve de prova e quando eventualmente aparecem acórdãos com penas, elas são tão ridículas que até dão vergonha, ou deveriam dar vergonha a estes pseudo governantes e politiqueiros que temos por cá.
Sua Excelência o senhor Presidente da República exortou os portugueses a não caírem no desânimo a não cederem ao pessimismo, sua excelência com os lautos proventos que arrecada a bem da nação pode proferir estas bojardas e seguir feliz, quanto a nós os pobretanas, que sustentamos isto tudo, dificilmente haverá esperança e optimismo que resista a tanta atitude vergonhosa desta gentalha torpe que entope o grande esgoto a céu aberto que é este país, de um lado as pseudo minorias, que se dão ao luxo de andar sempre a pedinchar tudo e mais alguma coisa, verdadeiros cidadãos de primeira, do outro a velhacaria do colarinho branco, também cidadãos de primeira, de premeio nós o rebotalho, a carneirada, endividada, escrava e esburgada por todas estas sanguessugas nojentas.Acreditar em quê ou em quem se a cada passo, só vemos os troçulhos imundos defecados pela canalha, que e ngulham tudo, nós os pobres vamos soçobrando neste mare nostro de trampa, alegres e ufanos sem dar acordo, uns verdadeiros títeres.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, julho 14, 2008
Os Bons Rapazes
A máfia do subsídio desta vez passou-se da cabeça, desta vez a coisa tomou proporções de batalha campal, porque tiroteios são comuns em bairros onde habitam aquele tipo de selvagens, aí e nas feiras, mas adiante que não quero empolar a coisa, afinal foi um tiroteirozeco sem importância, aquela cáfila nem pontaria têm.
Fartas as vezes que neste blogue, se alertou para a possibilidade de coisas como estas sucederem, as autoridades como de costume desvalorizaram sempre as ocorrências indiciadoras de problemas em crescendo, o arrastão que não existiu, a mini revolta da Cova da Moura, o assassinato dos polícias no Seis de Maio e muitas outras de menor intensidade.
O ridículo disto tudo é que somos nós o Zé, que pagamos aquilo tudo, as armas, as casas, a polícia, e por aí adiante, pagamos tudo e assistimos impávidos e serenos a uma das mais insignes mostras da selvajaria e iniquidade que aquele tipo de alegados seres humanos é capaz, digo alegados seres humanos porque aquilo que eu vi não são seres humanos são animais irracionais, pior são animais irracionais armados.
A PSP, capturou 5 armas, mas ó gloriosa coincidência estavam todas legais, o que significa que não apanharam nenhuma daquelas que vimos na televisão, as 9mm, as shotguns com capacidade para 10 munições, as 7.65mm e por aí adiante, diga-se que aquele fedelho cretino dos skinheadsd foi preso por ter uma shotgun igual, sempre quero ver quantos daqueles selvagens serão engavetados.
O que falha aqui? Falha tudo! Excepto, como sempre e para não variar a excelente actuação da polícia! Falha a política cretina dos guetos, a que pomposamente se chamam bairros sociais, os nossos governantes por esta altura já deveriam ter percebido e aprendido alguma coisa com os vários exemplos, pois parece que não, parece que estas mentes iluminadas, insistem em criar guetos, para depois terem mais locais de crime cheios de sanguessugas subsídio dependentes.
Falha a política social de trinta anos de subsídiocracia, que nada muda excepto fornecer aquela escumalha, mais hipóteses de ter armas e não ter receio de após o tiroteio ir rebentar portas para outro bairro para ocupar as casas, chegando a coisa ao ridículo de esta gentalha ir comprar tendas para acampar à porta da Câmara Municipal local para exigir, note-se bem “exigir” casa novas porque aquelas não servem porque já não querem viver no bairro onde demonstraram a excelência da sua etnia, coisa engraçada isto da etnia, pergunto-me se fossem de outra etnia, se fossem caucasianos, ou índios ou chineses por exemplo, a fazer uso deste género de selvajaria, pergunto-me o que não estaria agora a ser dito por todo o tipo de associações esquerdelhas de defesa deste tipo de animais.
Falha depois toda uma sociedade que tarda em encarar este tipo de ocorrências com seriedade, que falha em tentar integrar este gente, em civilizar esta gente, em explicar-lhes que viver nesta terra significa trabalhar, pagar impostos, colher benefícios e não agir como macacos selvagens, falham em toda a linha os milhares de programas e estudos e demais formas de meter dinheiros públicos ao bolso.
Como é que se resolve, pois esse é um problema partilhado por toda a Europa, em cuja resolução a Europa falha também, falha a sua política de porta aberta, falham redondamente os tratados europeus, que deixam de fora este tipo de etnia maravilhosa que está espalhada numa Europa que só luta pelos direitos humanos lá longe, em casa esconde os casos bicudos debaixo do tapete, sim porque quer se queira quer não, os Ciganos, são um problema que ninguém parece querer dar solução, e ninguém duvide que são um problema.
Mas perdoem-lhes coitadinhos, eles são os bons rapazes, nós os malvados racistas estamos sempre a dizer mal deles e a atentar contra a sua liberdade, roubamos-lhes as coisas, assaltamo-los, damos-lhes tiros, enfim somos uns grandes malvados nós os racistas, que pagamos isto tudo, que trabalhamos e pagamos impostos, que suamos para esticar os trocados no fim do mês, que não temos dinheiro para comprar carrinhas e carros de alta cilindrada, que temos de pagar a juros cada vez mais altos uma casita, sim a nós os racistas nojentos ninguém nos dá nada, só trabalho, cada vez menos e salários de merda, mas como somos uns racistas miseraveis e nojentos só temos o que merecemos, tomassemos nós os edificantes exemplos dos senhores daquela etnia que vimos na televisão à fogachada e talvez a coisa fosse diferente, porque aqueles sim são excelentes exemplos de gente que não é racista, que é civilizada, que trabalha, que é honesta, não são como nós porcos racistas imundos, que nestes blogues merdosos escrevemos coisas más!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, julho 07, 2008
O espanto espantoso!
Ó tágides do fermentoso, Tejo, irrigado com o merdum de milhentas EtAR que não funcionam, Ó musas dos tempos de antanho agora enfiadas em museus a cair de podres e que fecham sem que ninguém saiba que destino dar ao espólio, maravilhem-se com estes portentos da douta sapiente e preclara ministerial qualidade, este Ministério da Educação é sem dúvida eira de poderosas luminárias, de estrepitosos e irrequietos cérebros, que, qual esponjas tudo absorvem e digerem, retribuindo em dobro, tal é a fecundidade das suas sinapses e dos poderosos neurónios. Elevem-se já ao título de Olímpicos, a Ministra e os seus secretários de estado, deifiquem-se, tais criaturas tão longe dos meros atributos humanos, glorifiquem-se todos os outros, do GAVE até ao mais obscuro e insignificante serviçal, este Ministério da Educação vai longe!
A média dos exames de Matemática foi de 14! Um feito digno de celebração, que interessa que nos outros 27 exames as médias tenham sido na maioria dos casos, miseráveis. Incluindo a língua materna, onde a coisa mesmo com um examezeco rafeiro, correu muito mal, ficando a média abaixo do mínimo da positiva, que interessa isso tudo quando a média de Matemática chegou ao 14.
A seguir ao dito exame, na televisão os comentários dos alunos eram “...foi fácil...”, fiquei perplexo e completamente arrasado, então o exame foi fácil, no tempo em que estudei, só existia um tipo de exame de Matemática fácil, era aquele ao qual eu faltava, nunca existiam exames fáceis, alias nem testes, mesmo quando o teste era uma única equação, que demorava horas a fazer e parecia nunca acabar, por isso desconfio quando dizem que o teste foi fácil.
Alias esta corrente facilitista na educação, tem sido o apanágio dos últimos governos, não se chumba, não se pune não se ensina, a escola serve hoje para bem pouco, minto, é um excelente local para as novas tecnologias, falar ao telemóvel, enviar mensagens, gravar vídeos de imbecilidades, isto enquanto decorrem as aulas chatas, serve também para apurar as técnicas do esburgo e do gamança, com recurso a armas a coacção psicológica, física e verbal, serve para oprimir os mais fracos e fazer triunfar toda a boçalidade e patifaria, apanágio desta sociedade merdosa que temos.
Parabéns Ministério da Educação, esta subida da média a Matemática, revela e prova uma única coisa, a vossa excelsa incapacidade para serem de algum préstimo, prova que as vossas políticas são uma inenarrável teia de cretinices inconsequentes que só servirão para engendrar imbecis e pobres de espírito, parabéns continuem nesse caminho, que vença o analfabrutismo, que vença a facilidade e a brutalidade.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, junho 30, 2008
Novas do Achamento das Terras da Labregónia
Escorreito leitor o Barão descobriu na Torre do Tombo esta carta de achamento, caso a achem parecida com algo que conheçam, relevem que é tudo coincidência. A Labregónia não existe! Ou será que existe e tem outro nome? Será que com aquelas naus vieram Labregos?
“Ano da Graça do Senhor de 1506, Dom Epaminondas Landislau, por mercê de Sua Majestade, capitão-mor da Armada de Rilhafolhes, comunica a Vossa mui estimada Majestade que hemos arribado hem uã terra, da mesma já tendo capturado um indígena e sabendo já da sua linguagem os muito grão rudimentos.
Lançamos ferro em uã ínsua, mui tamanina que em guisa de porto de abrigo nos faz muita mercê e folga, o Capitão-mor manda arrear seis bateis aonde se leva além do Capitão, Frei Gaspar Sublime, Jeremias Mastaréu e mais vulgares gentes de armas e este seu criado em guisa de cronista e prestador de relatos deste achamento.
A praia é larga de para mais de quatro léguas, logo topamos os indígenas, assim e por chegar à fala com eles houvemos de saber o nome da terra que é a Labregónia, sendo os habitantes os Labregos, estes são enfezados, bisonhos e mui dados a escarrar ao chão, coçando as partes pudibundas em tal desleixo que envergonham até o Mestre d’Armas, homem rijo e afeito a contras.
O capitão manda arrear e botar chumbo ao padrão de Sua Majestade, pronto que fica e prestes um Labrego, arreado em uã vestimenta estranha com hum barrete de pala e calçonitos largueirões, com o mais perfeito ar de parolo, lhe assoma e arrefinfa uã pintura, que por cá lhe chamam arte do grafito, eu chamo de pura estupidez arruaceira, estando pespegada em todo o lado, casas, muros, carroças, comboios, monumentos e todo o local onde este tipo de Labrego daninho entende largar a pintura, conspurcando tudo.
Perante tal desmando manda o capitão assestar uã ronda de arcabuz, protegidos de duas alas de piqueiros, fugiram os Labregos em desordem, seguiram os nossos para adentro de muralhas, onde vimos mui esquisitas ruas, é moda dos Labregos estacionarem carros, carretas e carroças em cima dos passeios, indo os que vão a pé pela estrada, em uã das mais completas estultices que já vimos, estes Labregos vivem em condições absolutamente miseráveis e no entanto dedicam tempo e recursos não ao trabalho mas aos campeonatos de empurra bolas às três tabelas muito populares em estas terras. Ainda as ruas estão cheias de lixo, papeis e dejectos de cão, porque mesmo morando num qualquer quinto andar de duas divisões Labrego que se preze tem de possuir hum perro que faça sas cagaduras em o chão das ruas.
Os Labregos são ociosos e pouco dados à labuta, sendo mais destros nos esburgos e folganças, para os quais o seu governo contribui com rendimentos mínimos e demais prebendas, que os escusam de canseiras, podendo dedicar-se a tráficos vários vendas ambulantes e costumeiros morticínios a tiro sem mais escusas, mas dizem que é cultural, que dentro da raça dos Labregos estes são de raça étnica diversa e protegida, bem por mim são tão Labregos como os outros usam é da escusa cultura para embarretar os outros e nunca vergar o canelo para ter casa, carro e demais mordomias, tais são estes Labregos que só visto. Os próprios governos são eira de doutores em Leis e outros que mais esburgam e se governam do que fazem por governar, nunca achando demais as lautas tenças que auferem de bem ou por malas-artes.
É opinião do Capitão-mor que Sua preciosa Majestade deva atirar fora o mapa para esta terra, pois os males e vícios destas gentes depressa contaminam os outros, e nem a sua santa devoção, com muitos santinhos, velinhas e milagres, bruxas, bruxos e benzilhões os safam de rabiar que nem almas danadas nas antecâmaras do purgatório, o que faz pensar que o próprio Altíssimo não queira nada com esta gente, que ao que consta e nos números deles em assentos próprios, são os melhores no todo que é péssimo e os piores em tudo o que é de bem, estranha gente esta da Labregónia, donde o Capitão-mor mandou recolher o padrão e levantar ferro para não mais regressar, com permissão de Vossa Majestade, faremos uma cruz na porta para ninguém mais voltar. Vamos levar uns casais de Labregos para por em cobrição e ver que gente dá em ficando em meio de civilizados, tão prestes cheguemos a Lisboa e estes Labregos cheguem em bem.
E por ser verdade e por o ter visto, manda o Capitão-mor que o escreva e envie a Vossa Senhoria, aos 28 dias do mês de Outubro de 1506 neste dia de São Sinfrósio Anacleto.”
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, junho 27, 2008
O blogue do Barão sempre na vanguarda do conhecimento, obteve em primeira-mão uma cópia dos exames nacionais do próximo ano, que demoraram à equipa que os elaborou sem interferência do Ministério e ou da nossa Sublime Ministra, 3 anos a elaborar, tão sapientes e doutas são as mentes iluminadas escolhidas pelo nosso glorioso Ministério da Educação símbolo máximo da excelência que o nosso amado Líder impõe à nossa gloriosa Nação rumo ao glorioso futuro semeado de pétalas de rosa e rios de mel.
Prova de Português
Nome: ...................... (Escrever correctamente o nome sem erros, respeitando toda a eventual acentuação existente, 10 Valores
I
Analise o seguinte poema e responda às perguntas:
Branco e preto,
Preto e branco,
Branco e preto,
Preto e branco.
In, Manuel Azul, obra Poética, 2001, Marosca Editores
1 – Este poema tem duas cores! Quais?
Azul e verde
Branco e preto
Amarelo e roxo
Vermelho e violeta
(3 Valores)
1 – Beca? ió, tásse bem, bué, iá, da, time, espera, uma. Com estas palavras construa duas frases. (2 Valores)
III
1 – Escreve um ensaio de não mais de 5 frases descrevendo como ata os sapatos. (5 Valores)
Prova de Matemática
Nome: ...................... (Escrever correctamente o nome sem erros, respeitando toda a eventual acentuação existente, 5 Valores)
I
1 – Desenhe a figura seguinte:
(10 Valores)
II
1 – Resolve as seguintes operações:
a) Zé Rosca tem 3 mortalhas e dois cigarros, precisa de fazer 4 ganzas. Responda justificando com a operação.
b) Chico Arrepiado, tem uma soqueira, uma amiga, uma naifa de mola, uma borboleta e duas 9mm, quantos colegas consegue roubar em meia hora? Responda justificando com a operação.
c) Serafim Estulto tem 4 latas de spray, um muro de 5 metros e um telemóvel, quanto tempo leva a borrar o muro e a enviar 574 sms? Responda justificando com a operação.
(5 Valores)
um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, junho 23, 2008
Maravilhosa Criatura
Segui com relativa atenção a arenga da senhora Ministra da “Educação”, numa entrevista que deu no outro dia a um canal de televisão, depois dos primeiros cinco minutos de “fait divers”, fiquei completamente perplexo, assaltou-me a dúvida; Quem será esta senhora? De que está ela a falar? Refeito do choque, após quinze minutos fui de novo assaltado por várias dúvidas:
Hum, estará esta senhora ébria? Será esta senhora mentalmente sã ou não percebe mesmo nada disto? Estas dúvidas assaltavam-me à medida que a senhora Ministra de “Educação”, ia soltando as mais clamorosas abstrusidades, quem a ouvisse falar e não conhecesse um pouco a realidade, tristíssima, da educação portuguesa.
Quanto mais a senhora falava, mais, ficava eu atónito, assim só ouvindo a senhora falar, parecia que vivíamos num paraíso da educação, parece que atingíramos o nirvana educacional, mostrando ao mundo que somos realmente capazes de fazer algo com préstimo, quanto mais a senhora falava, pior ficava eu, completamente desconcertado com tão grandes e tantas bojardas.
A sorte é que os números todos os dias desmentem a senhora Ministra da “Educação”, não os seus números, mas os números independentes, os dados da OCDE e da Europa, para além das mais empíricas constatações pessoais, ao ouvir a senhora ministra parece-nos viver um terrenal éden, quando na verdade, o que aqui vigora é um Hades terreno, com tudo o que de mau aí possa existir.
Instada a pronunciar-se sobre a falta de segurança nas escolas, a senhora Ministra da “Educação”, como boa politiqueirota de trazer por casa, desvalorizou por completo a questão, o que é curioso, porque se por um lado o Procurador alertou, no parlamento, para uma situação cada vez mais crítica, por outro a senhora Ministra da “Educação” desvalorizou, daí se depreendendo que um dos dois mente ou não tem a mínima noção da realidade.
Esta maravilhosa criatura, demonstrou a quem a quis ouvir que o estado da educação é bem pior do que aquilo que julgamos, entre a barracada imbecil da TLEBS, a estuporada cretinice do Acordo Ortográfico e o absoluto desnorte das escolas, dos agrupamentos e dos professores e alunos, seguimos nós qual inafundável Titanic, direitinhos ao fundo. As políticas educativas, tem sido razoavelmente péssimas nos últimos trinta anos, mas a actual bate claramente aos pontos qualquer outra, mesmo as iniciativas, que aparentemente trazem algo de novo se esgotam em pequenos detalhes operacionais, nos quais ninguém parece pensar quando são concebidas as grandes estratégias pelas luminosas mentes do poder, voltarei a este tema para falar da desresponsabilização estatal sobre a educação e do empurrar das escolas paras os municípios, quando isso se concretizar será a machada final no ensino que sofrerá uma degradação sem limites, porque câmaras a gerir o ensino só pode ser anedota.
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, junho 16, 2008
Fragilidades
Com a recente greve, paralisação ou o que lhe queiram chamar, ouvimos mais uma anedota parlamentar, o senhor primeiro-ministro diz que sentiu o país vulnerável. Quase morri a rir, foi a melhor anedota que ouvi em muitos meses. Ó senhor primeiro-ministro, o ilustre amigo anda com certeza distraído, não é loiro, mas é um pouco distraído, então o país está vulnerável, por meia dúzia de camionistas, com razão ou não, nem isso vem ao caso, dizia eu, que o país fica vulnerável por uma arruaça sem importância, descontando a infeliz morte de uma pessoa, onde meia dúzia de gatos-pingados gritam e tal e outros tantos faz tudo para furar o protesto, numa atitude típica à portuguesa.
É isto o seu vulnerável, imagino o que não diria o senhor se a paralisação fosse realmente algo sério, como fazem ali na Europa, olhe pergunte ao seu amigo Zapatero ou ao camarada Sarkozy, pergunte-lhes como são estas coisas quando levadas a sério, vossa excelência sentiu o país vulnerável, pergunto-me porquê?
Não lhe parece que por exemplo, o facto de termos uma Justiça miserável, ineficaz, despesista e mal habituada a mordomias, não traz vulnerabilidade para o país.
Não lhe parece que possuirmos umas polícias absolutamente indigentes, alvo de chacota permanente, que por vezes reagem mal, por falta de preparação e superior orientação, de possuirmos uma PJ, completamente manietada e politizada, com elementos que muitas vezes mais servem a interesses obscuros que a Justiça, não lhe parece a si que é o primeiro dos ministros que isto é algo que verdadeiramente traz vulnerabilidade ao país.
Não lhe parece que as maternidades sem segurança absolutamente nenhuma, diga-se que conheço quatro serviços de maternidade e o único que aparentemente funciona devidamente é o da Estefânia todos os outros três são uma anedota em termos de segurança, são realmente algo que é verdadeiramente vulnerável, em que os hospitais esperam fundos comunitários para poder instalar meios de segurança dignos desse nome, na costumeira atitude de pedinchice que já nos caracterizou perante a Europa.
Não lhe parece que possuirmos um sistema de socorros a náufragos e busca e salvamento completamente anedótico e terceiro mundista, em que um navio em apuros a 30 metros da costa vê os seus tripulantes perecerem por uma absoluta falta de coordenação e meios, não lhe parece que isto é que é estar vulnerável.
Não lhe parece que possuirmos um sistema de combate a incêndios que roça o imbecil. Onde corporações que vivem do voluntariado, ai se não fossem eles, combatem incêndios com carros com 30 e 40 anos, com falta de tudo, num país onde se gastam milhões em cretinices como submarinos.
Não lhe parece que possuirmos, o mais absurdo e despropositado sistema de comunicação entre as várias instituições, um país onde é mais fácil falar com uma esquadra de Ugadugu do que com o carro patrulha do bairro, não será isto um sintoma de um estado vulnerável.
Não lhe parece que possuirmos, algo a que chamamos economia, e digo algo, porque na realidade não temos economia, disso se certificaram os vários governos que desde 1986 nos têm tentado enviar para o mais profundo dos infernos, fazendo de nós o país da Europa comunitária que mais atreito está a sofrer com qualquer meia crise que surja, não lhe parece senhor primeiro-ministro que isto sim é que é vulnerável.
Não lhe parece que possuirmos um sistema de educação absolutamente miserável, onde há muito que ninguém aprende nada, em que tudo no sistema de ensino aponta para meras preocupações estatísticas, com evidente prejuízo do país e das futuras gerações. Não lhe parece que isto é mesmo vulnerável.
Continuaria quase que indefinidamente a falar de vulnerabilidades sérias, que este pardieiro a que chamamos país tem, vulnerabilidades que ninguém parece querer resolver, dizer pois que sentiu o país vulnerável por uma situação ridícula como esta grevezinha dos camionistas, é na minha humilde opinião, senhor primeiro-ministro revelador de uma muito grande distracção em relação ao país real do que vosso senhoria é governante.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, junho 09, 2008
Queixinhas
Queixava-se recentemente o Chefe de Estado das Forças Armadas que há uma crise nas fileiras, não há praças suficientes, para manter os níveis de operacionalidade, contrapôs o ministro que tutela a área com a necessidade de um estudo e da implementação de critérios e por aí adiante numa usual verborreia politiqueira que quer dizer coisa nenhuma, ou antes quer dizer exactamente quão incapazes são lá por aquelas bandas.
Uns dias antes também ouvíamos queixas oriundas das polícias, concursos para 5 mil efectivos ficaram-se pelos 2 mil concorrentes, uma vez mais desta feita o Ministro da Administração Interna lá tirou do capote mais umas nulidades verbais e uns dichotes inconsequentes, que nada adiantam ao problema, que tem uma única causa, os salários absolutamente miseráveis que ganham as praças ou equiparados, quer num lado quer noutro.
Nas Forças Armadas e nas polícias os salários mensais andam entre os 600 e os mil e poucos euros, um ordenado porreiro para quem é solteiro e bom rapaz, mas para alguém que tenha família, casa para pagar e por aí adiante não chega. Senhor Ministro o estudo está feito proceda conforme, ah e os 50 ou 100 mil euros que vai pagar aos estudiosos do assunto pode já enviar para aqui que eu agradeço-lhe, mas como sou um gajo porreiro e sei que o país está em crise aceito metade da verba.
No caso das polícias a coisa ainda é pior, porque, para além de ganharem miseravelmente mal, os homens e mulheres que enveredam, sabe Deus porquê, por essa carreira, estão sujeitos a uma inacreditável sucessão de atropelos ao seu bom desempenho profissional, atropelos de toda a ordem sendo o mais comum aquele que decorre a completa e absoluto falta da autoridade do Estado que não manda nada, como verificamos todos os dias.
Se queres ser maltratado e insultado, se queres pagar a farda do teu bolso e a gasolina para os carros andarem, se queres ser agredido e baleado sem puderes sequer esboçar uma reacção de defesa, se queres passar horas a fio par deter um energúmeno que é libertado em segundos, então não procures mais vem para a PSP ou para GNR, sentir-te-ás em casa.
As nossas Forças Armadas estão sobre dimensionadas e com pirâmides organizacionais invertidas, os oficiais existentes chegam para comandar o triplo dos efectivos e dos meios, as instalações dos estados-maiores dos três ramos estão cheios de militocratas, vulgo funcionários públicos fardados que só arrastam os orçamentos para o despesismo, há gente a mais no sítio errado e há gente e meios a menos onde fazem falta, o facto da GNR continuar com o seu estatuto de condição militar, é uma aberração pura, só se justificando como é sabido porque a sua cadeia de comando serve para absorver o desperdício e fim de carreira de toda a besuntaria acima de coronel que vem do Exercito.
Cheguei a pensar que este ministro entenderia o problema, mas não, é mais um, que não vê um boi do problema, que esgota as finanças a engordar armários de medalhas e cerimónias de dias de unidade, enquanto isso, continuamos no mais absoluto terceiro mundismo.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
quarta-feira, junho 04, 2008
“Mileuristas”
Outro dia li um artigo sobre os “mileuristas” rapaziada nascida entre 1968 e 1980, com qualificações académicas e que vegeta com ordenados à volta dos mil Euros mensais, fiquei cheio de pena, diz o artigo que muitos vivem em casa dos pais e pasme-se tem computador, ipod, mp3 e todas as tralhas das elites urbanas.
Lembrei-me que existe uma sub-classe dentro desta dos “mileuristas” uma classe também muito importante, a dos “quinhentoeuristas”, rapaziada igualmente qualificada mas que vive com metade do ordenado dos outros e nem a propósito recebi este mail:
São sete e trinta, já dei a obrada da praxe, tomei duche, desfiz a barba, vesti-me e a mesa está posta para o pequeno-almoço estando também o biberão já pronto só falta aquecer, a “Maria” resmunga qualquer coisa e finalmente lá se arrasta para o banho, o meia leca continua a dormir daqui a 5 minutos aparece-me na cozinha, a balbuciar “carrinha mágica” desenhos animados preferidos do momento.
São oito horas saímos de casa, levar o pequeno à avó, santa instituição essa das avós, - Porra já estou atrasada! – Pois esperam-na ainda 40 quilómetros de estradas das boas, são 25 Euros de gasóleo por semana a preços de hoje, amanhã logo se vê, transportes públicos só se for um dia antes para chegar a tempo, dormindo claro está à porta da escola. - Invectivo a “Maria. – A que horas te deitaste?
- Duas e pouco tu tá lá calado já deito projectos e relatórios e avaliações pelos olhos, que vida de merda!
- Como eu a percebo!
São nove horas estou a entrar no local de trabalho, um serviço público que só abre às 10 e em que a minha hora de entrada é às nove e meia, ou seja quando abre já tenho uma hora de trabalho, que claro ninguém contabiliza, também quem me manda ser parvo, mas pelo menos o trabalho está sempre pronto a horas e a consciência tranquila.
São agora meio-dia e meia, voo até casa, fumo um cigarrito rápido pelo caminho, almoço qualquer coisa, apanho a roupa que ficou a secar, meto mais na máquina para lavar, arrumo a loiça e volta a colocar mais loiça para lavar, hoje felizmente não é dia de aspirar, sim porque só tenho dinheiro para pagar a uma mulher-a-dias quatro horas de quinze em quinze dias, no entremeio à vez eu ou a “Maria” fazemos as vezes dela, afinal somos nós que sujamos, por isso não te queixes.
São catorze horas estou aqui há quinze minutos, lá vêm os primeiros clientes, segue-se um dia normal, avarias, aulas, e uns dedos de conversa, ajuda gostar daquilo que faço, ainda fujo uma ou duas vezes para um cafezito e um cigarrito. Dezoito horas fecho a tasca, volto para casa, vou buscar a criança, sento-me um pouco com a “Maria” trocamos uns dedos de conversa e ala que se faz tarde.
Acabaram de apitar as dezanove horas, estou a pé há doze horas, vou fazer o jantar, enquanto a “Maria” dá banho ao minorca, ponho a mesa, arrumo qualquer coisa, tenho tempo ainda de emborcar uma Sbock, vou arrumar a casa de banho que fica num pranto cada vez que aquele menino toma banho, vinte uma horas, depois do fadário do costume para fazer o pequeno moinante comer, fumo um cigarro à varanda, de seguida vou arrumar a cozinha, deixar comida meio preparada para manhã, rapidamente chego ao quarto da pequena melga, vou brincar com ele, corremos, saltamos, rimos muito e depois uma história, que ele adora.
Hoje tenho trabalho, uma tradução, porreiro vou ganhar mais uns trocos, acabo à uma e pouco, estou a pé há 18 horas, levanto-me da cadeira, lavo a dentuça e vou dormir, amanhã espera-me outro dia e depois outro, tenho 40 anos, sou licenciado, tenho uma pós graduação e um mestrado a meio, falo 6 línguas escrevo fluentemente 4 delas, tenho competências informáticas e excelentes referências profissionais, ganho 400 e tal Euros nos meses bons 500, pago impostos muitos, tento ser bom pai e marido e excelente profissional, sou honesto e respeitador, altruísta e participativo e esta é a minha vida nesta merda de país onde tive a infelicidade de nascer, quantos como eu andam por aí, tristes desiludidos fartos disto tudo...
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, junho 02, 2008
Virar a página
A ti Manela, lá abichou a vitória, parca de discursos, claro, quem pouco ou nada tem para dizer, o melhor que faz é mesmo ficar calada não vá sair asneirada da grossa, ainda assim daquela esfinge saiu uma tirada que acho genial,... Virou-se uma página...
Querendo a senhora talvez dizer que se avançou para algum local, erro crasso, virou-se a página isso sim para trás, a ti Manela é mais do mesmo, é mais cavaquismo, é mais guterrismo é mais socratismo, ou seja a mudança a existir é só na forma porque o conteúdo esse é o mesmo, ou já se esqueceram da ti Manela ministra da Educação, a nódoa que foi, pior mesmo e porque não lhe deram tempo só a ti Maria actual, já esqueceram também a ti Manela ministra da Economia, muito daquilo que o Zézinho Filósofo hoje atira para as estrelas vem do tempo da Manelinha e do Bago Grandão, por isso não esperem melhoras com a ti Manela.
Os votantes do PPD, enganaram-me afinal não são assim tão asnos como eu pensava, escolheram, mal é claro, mas escolheram talvez até inconscientemente a melhor solução para ordenar a casa. Nenhum dos outros dois o conseguiria fazer, porque teriam sempre os arrasta canelos a morder nas abas da casaca.
Duvido que a ti Manela ganhe eleições, creio que os tansos dos portugas não vão trocar um troca-tintas por uma encomenda estragada, assim como assim a malta até acha piada ao filósofo, também não acho que a ti Manela tenha dimensão para um cargo de primeira-ministra, como também não vejo atrás dela ninguém que se aproveite, alias o PPD anda pela hora da morte, aquilo parece um estaleiro de obras é só entulho.
A ver vamos o que daqui sai, sendo certo que por enquanto nos vimos livres do Santanolas, o que nem é mau de todo, menos um engulho a emperrar a engrenagem, mas em contrapartida, entre os incondicionais da ti Manela está esse abrupto do Pacheco, essa sumidade da labregada, só lá falta para compor o ramalhete o outro fala-barato militante o sabão mor do reino o Sousa sabe-tudo, a propósito deste gajo, ontem durante mais um enjoo de selecção, a dada altura aterrei no canal onde o camarada estava a cagar lampanas, precisamente no momento em que o avião ia a levantar voo, dizia o sabichão,... o avião está a demorar muito a levantar e porque torna e porque deixa, blá blá blá, já devia ter levantado... entretanto após ter feito o retardo cerimonial o piloto largou o air brake, flapes em cima e a máquina levantou. Então o Sousa agora é piloto, já tem brevet, realmente presunção e água benta, é à discrição, e depois ainda à gentinha que gosta de ouvir as bojardas deste tipo de coca-bichinhos.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
terça-feira, maio 27, 2008
A Náusea*
Não bastas as vezes tenho dado com a cachaporra de pau de marmeleiro, curtida à fogueira para endireitar e ficar rija, do melhor que há para resolver quid pro quos com escumalha da mais variada, dizia eu que já tenho em outras ocasiões zurzido na lombeira da nossa comunicaçãozinha social. Estamos mais uma vez a viver um desses momentos de imbecilidade conjuntural e estrutural.
As televisões abrem com furos fantásticos, “Ronaldo entalou a gaita na fechadura do guarda-fatos”, “Deco engasga-se ao deglutir um pastel de nata falsificado” ou ainda “Scolari encontrou uma caganita de rato no balneário”. Sempre que os energúmenos que de voz esganiçada, quase em êxtase orgásmico, alias o microfone tem o seu quê de fálico, e ao vê-los a empunhar o dito zingarelho com aquela sofreguidão atabalhoada com que falam, não consigo deixar de pensar que aquilo ali tem história, talvez alguém com conhecimentos em psicologia consiga explicar.
A cada parvoíce que entope os canais de televisão nos vários noticiários, é ver a maralha torpe e babosa em puro deleite, um destes dias, tomava um café e fumava um cigarrito num dos raros sítios onde tal prazer ainda se permite aqui na terra, na televisão, depois de uma hora de notícias sobre Fátima e depois sobre a Selecção que de premeio com o Fado continuam a ser as coisas mais importantes do panorama luso-labrego, dizia eu, que após essa estúrdia hora, rematou aquele canal com mais meia hora a falar de um desses cromos da bola, da sua casa de sonho, do carrão, das taças e dos brinquinhos e demais parafernália, que faz parte do arsenal desse tipo de nearderthal, curioso nas várias imagens da barraca de luxo da criatura, nem um livro, nem uma revista, nada que indique um poucochinho de algo, pois antes um vazio materialista enorme.
E a cada tirada do imbecil jornalista, correspondia o símio futeboleiro com uns grunhidos que pareciam português, a audiência labrega extasiada, dava vivas, ria como se fossem os gajos mais felizes do mundo, por ver que o outro a dar pontapés na bola tem o que eles só em sonhos conseguirão e mesmo assim por demais efémero, risos incontrolados, baba espalhada por todo o lado, num dos mais tristes espectáculos que alguém pode assistir.
Mas o mais triste é saber que aquela mesma hora em milhares de lares e de tabernas como aquela, outros tantos milhares de analfabrutos, mal pagos, endividados até aos ditos, cansados e infelizes se deleitavam num quase êxtase místico com o mais absoluto sub-produto do lixo jornalístico, numa orgia de estupidez e boçalidade completa, triste até à náusea.
E é até à náusea que me levam estas televisões, os pseudo jornalistas, a seriedade imbecil para coisas que não tem absolutamente interesse nenhum a não ser aquele interesse relativo que qualquer actividade nos deve merecer, mais uma vez estamos a embandeirar em arco, a ver vamos se o arco não se parte e rasga as bandeiras. Mais uma vez as televisões revelam a sua faceta de lixo, lixo nauseante, que entope os ecrãs com imbecilidades e cretinices, servindo ao povaréu, o jantar de garoupa do senhor, enquanto o pobre povareu rói o rabito de sardinha sarnento e a batata velha cheia de grelo.
Televisão em altura de Selecção, que náusea, que enjoo...
* Obra de Jean-Paul Sartre
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
terça-feira, maio 20, 2008
A Farsa
O nosso Parlamento é useiro e vezeiro em discussões estéreis, em questiúnculas ridículas e displicentes que bem mostram a indigência franciscana que navega aqueles corredores, se é ali que vegetam as nossas elites, valha-nos São Ambrósio Pancrácio, bem se percebe porque vivemos num país tão miseravelmente estulto.
No entanto os nossos ilustríssimos deputados, não contentes com a quase nula produtividade paga a oiro, volta e meia, lá desencantam um trunfo da manga para fazer rir o pagode e qual herdeiros contemporâneos do velho Vicente, esse venerando pai da arte teatral de antanho, lá nos surpreendem como uma encenação de prodigalidade parlamentar, umas vezes uma comédia, as mais das vezes diga-se de passagem, outras vezes uma tragédia e de quando em vez, por demasiadas vezes, uma farsa!
E farsa é o que poderemos chamar ao voto de pesar, que a bancada do partido do táxi resolveu promover, diligentemente acolitado pelos tragalhadanças do PPD, com uma sempre honrosa quase tanto como vergonhosa abstenção do PS, e claro o voto contra dos comunas e dos trauliteiros de Esquerda.
Espanta-me que a uns crucifiquem e a outros glorifiquem, as FP-25 são o demo, mas curiosamente do MDLP, ninguém fala, ninguém fala dos fachos sacristas e bombistas que fizeram parte desse arroubo, pseudo anti comunista, que mais que isso era uma tentativa de refascizar a plebe e a Nação.
Espanta-me que gente aparentemente dotada de inteligência, facto que cada vez mais coloco em causa, perca tempo com imbecilidades como levar à Assembleia da República, votos de pesar de gente que em vida mais não foram do que tropeços a tudo o que essa assembleia parece ainda representar em termos de democracia e pluralidade, mais, enoja-me que gente dessa seja de alguma forma homenageada e enoja-me que exista gente que o queira fazer.
Um dia quando falecerem figuras como Otelo, e outros de género, sempre quero ver se os mesmos, também propõem votos de pesar, não que ache que se deva fazer, mas na minha simples opinião de campónio, entre um bombista fascista e um bombista democrata, do mal, o menos.
Uma última nota, um ilustre deputado do partideco do táxi, ilustrou a sua demanda recordando que o Cónego Melo «nunca foi condenado por nenhum tribunal». Eu estava em crer que o senhor deputado até fosse como a amêndoa e tivesse miolo, mas quer parecer-me que não, olhe meu amigo, Hitler, Estaline, Mao e Salazar, também nunca foram condenados em nenhum tribunal, isso na sua perspectiva deve fazer deles uns anjos.
Enquanto na Assembleia da República se sentar gente desta, estamos tramados, dificilmente se conseguirá levantar esta pobre Nação.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, maio 12, 2008
Caso Pontual
Frase da moda, proferida por senhores governantes, quando querem, como sempre, desvalorizar, algo importante. No entanto subjacente ao significado que nos querem fazer engolir, existe o verdadeiro significado de “caso pontual”, que quer simpesmente dizer, “desculpem mas somos demasiado incompetentes para resolver isto”
É claramente o que sucede sempre que um político se desculpa com o “caso pontual”, é nem mais nem menos que justificar a sua incompetência, o laxismo dos governantes e a mais completa e absurda falta de profissionalismo dos que compõem os elencos governativos.
Um exemplo, de caso pontual é, alguém entalar o apendice peniano no fecho das calças, isso é que é um verdadeiro caso pontual, a invasão de uma esquadra por meliantes, a agressão a profissionais da polícia dentro das esquadras e todos os outros casos recentes, não são casos pontuais, são reflexos da mais pura incompetência outorgada pelo laxismo e falta de conhecimentos e qualidades governativas que pontuam quem manda.
Irrita-me sobremaneira que nos tratem as todos como mentecaptos, ainda que pareça que muita gente adora isso, irrita-me que canhestros labregos, usem gravatas que custam o mesmo que eu ganho por mês venham aos espelhos televisivos declarar abertamente a sua completa ineficácia e nada lhes aconteça, que venham desculpar a sua falta de profissionalismo e nada lhes aconteça.
Se um profissional das polícias, se descuidar e errar, é cruxificado de imediato, pela populaça imbecil, prontamente acolitada pelos média analfabetos que temos, televisões, jornais e quejandos, no entanto quando algum gato pingado, politiqueiro falha redondamente e sacode a água do capote, nada lhe acontece, todos encolhem os ombros.
Nem a proposito, nomearam um polícia para dirigir a Judiciária, sinceramente não esperava algo decente, mas houve coragem para isso, talvez para queimar o pobre homem, mas ainda assim foi um acto de coragem, no entanto e demonstrando a pequenez mesquinha das hostes, houve aqueles que discordaram, que se demitiram, que sentindo-se ofendidos, quiseram gritar o seu descontentamento, que o façam acho bem, até ver somos uma democraciazinha, porém creio que foi mais uma demonstração de estupidez colectiva e falta de sentido de honra, bem temperada com a pequenez da síndrome da capelinha que impera por cá, foi mais um caso pontual, este de pura estupidez.
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, maio 05, 2008
Abençoados Sejam os Ignorantes
Sua Excelência o senhor Presidente da República não cessa de me causar surpresas, as mais das vezes desagradáveis, mas esta devo confessar que me fez bem. O que eu me ri com o discurso de sua Excelência o senhor Presidente da República, ri a bandeiras despregadas, como soe dizer.
O tema até foi interessante, mas a declaração de choque, porque os choques estão na moda, choque disto e daquilo, sendo que o maior dos choques é a maltinha ver o fim do mês com trocados para o papo-seco e para a malguita da sopa.
Sua Excelência o senhor Presidente da República, lembrou-se de arengar às hostes sobre a Educação e a inclusão social, assunto da moda, e sobre o estado pouco mais que mísero a que chegou a Educação e a tal inclusão, nesta terra de puros imbecilocratas, quisera talvez sua excelência lembrar que é preciso fazer mais e melhor, mas como noutros discursos já proferidos pela mesma personagem a coisa soou a desculpa de mais um da corja.
Disse, sua Excelência o senhor Presidente da República, que estava chocado com a ignorância dos jovens, em relação a factos históricos. Caro senhor Presidente. Mais uma vez, chocado fiquei eu, com a sua ignorância! Chocado fico, sempre que oiço políticos, com grandes responsabilidades passadas e presentes, propalarem a sua ignorância aos quatro ventos, passando aos que os elegeram um incontestado atestado de asno.
Chocado fico, porque recordo os seus dez anos à frente dos destinos do país, recordo os dogmas de baixos salários e pouca educação, com que prestidigitaria qual Cooperfield de terceira apanha, um aparente Oásis, que só o foi na medida que por cá existem imensos camelos que votam em gente como Vossa Excelência.
Sua Excelência senhor Presidente da República, o senhor choca-me, devo confessar que já não é da agora, desde o dia um, do seu consulado que sempre me afirmei como um seu opositor, sendo que é Vossa Excelência um dois mais culposos elementos da desregra e desnorte actuais desta terra, como ousa ora, Vexa. afirmar-se chocado, acaso não sabe aquilo que fez ou que deu liberdade para fazer, se não sabe o que fez, irá com certeza desculpar-me mas Vossa Excelência labora no pecado da mais ignominiosa ignorância, já não saber o que deu azo e liberdade a terceiros para fazer , isso já se lhe perdoa, um pouco, porque estou em crer que a miopia de alcance de Vossa Excelência, desculpará isso, até porque em Portugal para ver bem temos de ir a Cuba para ser operados, porque o nosso sistema de saúde para o qual descontamos e pagamos rios de dinheiro não dá solução.
Agradeço a Vossa Excelência Senhor Presidente da Republica a fantástica sucessão de gargalhadas que me ofereceu com o seu, pouco mais que coxo e desenxabido discursozeco mal amanhado e lazarento, agradeço também o levantar assuntos que são pertinentes até ao tutano, fica-lhe bem a preocupação, mas tenha dó, de mim, um simplório labrego provinciano, não atente contra o meu parco intelecto.
Se culpados existirem, por este estado de miséria, Vossa Excelência Senhor Presidente da Republica, é um dos primeiros e dos mais insignes, tal foram os disparates e políticas insanas que durante os seus tempos de regência foram atirados às leiras desta terra, acabaria agora este já longo rosário de penas, com um tenha vergonha Senhor Presidente, mas sei que isso não o preocupa, tivera Vossa Excelência vergonha na cara e hoje não seria Presidente de coisa nenhuma, nem proferiria os discursos ocos e vergonhosos que profere esquecendo o seu mui próximo passado. Sorte a sua que os jovens sejam tão ignorantes, porque a não o serem nunca Vossa Excelência teria sido eleito!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, abril 28, 2008
Falso como Judas
E não é que aconteceu mesmo! Aquilo que eu já previra que iria acontecer, desencadeou-se, o Sr. Menezes demitiu-se. Cansado e desgastado pela crítica interna o seu líder, deu às de-vila-Diogo, cansado e agastado com os franco-atiradores do partido.
Esclareço já que não milito no PSD, mas como cidadão atento e democrata, acredito que a pluralidade e a saúde dos partidos ajuda a reforçar a democracia, se bem que também acredite que os políticos portugueses são, espelho da nação, de uma casta, muitos furos abaixo de fraquinho.
O Sr. Menezes, coitado, eleito que foi como produto dispensável da maquinaria partidária laranja, cometeu um erro crasso, não ter afastado o Sr. Lopes, logo de início, talvez seguindo o ditado que diz que os inimigos devem estar próximos para melhor os controlarmos, Menezes deu um tiro no pé ao dar ao Sr. Lopes o cargo de líder parlamentar.
Com os movimentos livres e crédito reposto o Sr. Lopes tratou de juntar espingardas, minar com consistência a actuação do chefe sempre a coberto de terceiros até que num momento certo deu sinal a um seu acólito para desafiar a liderança, a partir daí a coisa descambou e o líder deixou de o ser.
O PSD, vegeta num limbo de inconsistência e inépcia, deve isso aos caciques do partido que fizeram eleger o Sr. Meneses, esvaziado de conteúdo ideológico, porque, diga-se, de passagem, o PSD nunca teve uma grande base ideológica, alias dos partidos com maior expressão em Portugal é o único que não tem nunca teve e provavelmente nunca terá bases ideológicas profundas, centrando os seus discursos, mais na personalidade dos seus líderes, daí o Sr. Lopes estar constantemente a fazer alarde à sua suposta aura de herdeiro putativo do falecido Sr. Carneiro, herói sebastianino, que nem o mito com pés de barro do Sr. Silva consegue destronar.
Perfilam-se agora um sem número de candidaturas, confesso que se fora militante a minha preferência seria o Sr. Coelho, porque é um miúdo e precisamente porque nunca esteve em elencos governativos, sei que talvez seja uma causa perdida, pois seguramente, conhecendo bem a psicologia do portuga militante, eles farão a pior das escolhas, ganhará o mais incapaz e intelectualmente mais indigente, é uma coisa muito nossa, muito portuguesa.
A Sra. Leite é o terceiro vértice de uma santa trindade, ou talvez experiência científica, que separou três gémeos à nascença, a Sra. Leite, o Sr. Silva e o Sr. Sousa, se fossem gémeos verdadeiros não seriam mais parecidos. Portanto ao eleger a Sra. Leite, os militantes do PSD, elegem alguém que não ganhará eleições legislativas, porque duvido que os eleitores de Portugal se arrisquem a trocar um engenheiro por uma economista, naquilo a que poderemos chamar de uma sessão de mais do mesmo, ou na pior das hipóteses como um mudam-se as moscas...
Com o Sr. Lopes, o PSD, continuará a não ganhar eleições, espero, mas podem ter a certeza de ganhar um líder, populista até ao ridículo, farto em lugares comuns e expressões feitas, próprias de um politiqueirote terceiro mundista, será a pior das escolhas.
O Sr. Branco e o Sr. Antão, representam nada, são candidaturas descartáveis, que pretendem tão-somente fazer perceber aos verdadeiros candidatos onde e com quem estão os pesos pesados da máquina do partido, na primeira oportunidade desistem em favor de alguém, ou seja do mesmo que lhes deu indicações para avançar.
A última solução, a que considero mais ridícula e despropositada é a adiada candidatura do Sr. Jardim, valha-nos São Jericó! Imaginem o Sr. Jardim, como líder deste partido, imaginem o camarada a concorrer a umas legislativas, imaginem a completa alegoria circense em que esse acto se iria transformar, espero para bem do país que os militante do PSD tenham o bom senso de calar o Sr. Jardim e deixa-lo lá com a sua autonomia, que para mim há muito que já teria sido independência total e unilateral.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, abril 25, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
"Um Pequeno Gesto por Si…"
Fátima Potró