quinta-feira, abril 23, 2009

Entre aqueles rios

Entre dois rios, se passou uma colossal tragédia que foi ponte para outra ainda maior, que ainda acontece, dos heróis, vivos e perecidos, rezará a história, que imprudente omitirá os nomes dos cobardes, dos velhacos e dos imbecis que propiciaram a má ventura daquelas gentes.
Entre dois rios disse-se que nada havia a fazer, mentiras atrás de mentiras, esconderam-se factos, omitiram-se responsabilidades, demitiram-se os do costume, a cobardia tem nomes, bem conhecidos de gordos bonifrates das politiqueirices rafeirosas deste paiszeco imundo, maculado por gente suja e sem pudor, que vive da aleivosia governativa e do compadrio público e privado onde transita de poiso em poiso até aos cinco mil euros de reforma.
Entre dois rios ficaram as vidas de muitos que perderam, só perderam, perdidos ficam também os que ficaram, perdendo os outros e quase se perdendo a si, tal foi a dor sentida pela perda de tantos, amigos, conhecidos e familiares.
Entre dois rios se perpetuou mais um grande hino da gesta de um povo, vencido duplamente pela cobardia, pela estupidez e pela imbecilidade de um país que não cuida dos seus, preferindo esbanjar com os de fora, que não protege quem está desprotegido, antes engorda e em desvelados cuidados trás os corruptos, os cobardes, os velhacos e a escumalha subsídio dependente que entope os canos deste esgoto a céu aberto chamado Portugal.
Faço minhas as palavras de alguém que perdeu os seus naquela tragédia, … tenho vergonha de ser Português… Eu acrescento mais, tenho nojo, asco, dá-me vómitos pensar que estou condenado a ser Português, a ter que ser Português, neste Portugal imundo, infecto e depravado, de gente torpe, boçal, desta corja de vermes sem espinha, que abastardam algo que poderia ser um modelo de paz e concórdia, de desenvolvimento e prosperidade. Ao invés, temos isto .

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, abril 18, 2009

Nem acredito!

Sinceramente, até concordo com o tom e a direcção do discurso de Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, concordo até com as bojardas do emprego de balcão fugitivo, enxertado em Presidente da Europa. Concordo em absoluto com a justeza deste tipo de discursos, com os alertas inflamados e pretensamente sentidos daqueles dois senhores, discursos esses proferidos num contexto de uma reunião de “gestores cristãos” o que quer que isso seja, cheira mal a Opus e aventais, discursos, que bem lidos dão igual aos discursos dos amantes da foice e do martelo “os ricos que paguem a crise”.
O que eu acho piada, é esse tipo de discurso vindo de quem vêm, vindo de gente quem quando se pavoneou pelos corredores do poder, fez o inverso daquilo que ora apregoa, caso para dizer “Bem prega Frei Tomás…”Porque essas macabras personagens, são tão culpadas disto como os actuais detentores da cadeira do poder. Ou já se esqueceram das opções de Cavaco ministro e de Barroso serve cafés, sei que o povo tem a memória curta, mas não tão curta que se esqueça dos disparates que nos anos do Oásis, Cavaco ministro permitiu, e quando Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, pede cuidado com os dinheiros públicos, lembro o caso em que Cavaco deu de mão beijada 5 milhões de contos a Thierry Russel, um dos maiores e mais conhecidos vigaristas do mundo. Ele há mais mas este basta como exemplo.
Quanto a Barroso nem sequer deveria ir a este tipo de reuniões, quanto mais falar, deveria ficar lá na sua Europa, que por cá já bastou a sua inépcia governativa, mais um que não deu pelo BPN, mais um que à primeira oportunidade mandou às malvas a terreola e o marxismo extremista e abalou pra terras da Europa, depois de ter servido os cafés aos poderosos do mundo, quando decidiam a guerra imbecil ao Iraque, enquadrados pela nódoa de erva daninha que é o GWB.
Mal, muito mal, vão esses tais gestores cristãos quando o melhor que arranjam para falar são personagens deste quilate, deste grau de indigência, muito mal vai este país que continua a dar ouvidos a gente desta.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, abril 17, 2009

Anedota e Palhaçada

“Por vezes é preciso fazer alguma coisa para que tudo fique na mesma”, já não sei quem disse isto primeiro, um dos que me lembro foi Palma Carlos, mas já não recordo a propósito de quê.
Lembrei-me disto a propósito da tal Lei do enriquecimento ilícito, também lhe poderiam ter chamado, Lei das costelas da rinzada ou mesmo um assobio, o que para o caso seria o mesmo, dado que como está essa tal Lei é mais uma das imbecilidades legislativas desta gaiola de malucas.
Possuir esta Lei ou nenhuma, vai dar ao mesmo, a grande corja de vigaristas que reside em Portugal ficará na mesma imune, calculo que até, mais satisfeita, porque os nossos inteligentes e superiores governantes se deram ao trabalho de vomitar uma, mais uma, estuporada e cretina Lei que ninguém vai cumprir e muito menos fazer cumprir ou fiscalizar, excepto nos casos onde algum pobre diabo se esqueça de declarar umas migalhitas que lhe tenham tocado em sorte, por algum motivo, aí sim a implacável máquina fiscal revelará toda a sua magnificência e sancionará o malvado prevaricador que se esqueceu de declarar mil ou dois mil euros que sejam.
Somos e continuamos a ser a risota da Europa civilizada, estamos ao nível dos paraísos mafiosos da Europa de Leste, ex feudo dos da foice e martelo, actual exemplo acabado da Europa a várias velocidades, sendo que alguns desses países nem à União pertencem, nós estamos agarrados aos fundos desde 1986, essas esmolas que deveriam ter feito de nós um país europeu civilizado, o que conseguiram foi manter o nosso lugar entre os mais miseráveis, propiciando apenas o engordar dos porcos do poder.
Mais umas vez vítimas da falta de honestidade e falta de tudo o que significa ser homem honrado, nós os pobres diabos que pagamos esta trampa toda, fomos engolidos pela patranha desta aves de arribação que se dizem governantes e dirigentes deste país de carneirada capada. Será possível que um dia, vejamos este país a ter gente honesta e decente nos governos e nos parlamentos ao invés deste lixo que há décadas, nos suga e nos rouba.
Uma nota final para as custas que os familiares do homicídio de Entre-os-Rios, têm de pagar pela farsa de justiça, que tiveram de passar para tentar, levar algum desses miseráveis cobardes, culpados pelo massacre a pagar pelo que deixaram acontecer, infelizmente neste terra a justiça é isto, é mais uma anedota, neste caso uma anedota triste e que dói, se um destes dias alguém fizer explodir um tribunal, juro que até os percebo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, abril 15, 2009

A Nobre Arte de Vigarizar

Portugal é, foi e será sempre um país de aldrabões, de vigaristas e pilha galinhas! Assumida esta premissa passemos à realidade. Essa realidade é completamente irreal, num país vergado pela ignomínia da pobreza, que há gerações que luta pela sobrevivência, os nossos poderosos sempre nadaram no fausto dos desafogados, porque claro está, o truque está em manter a plebe mais imbecil que um portão de uma quinta, mais estúpidos que uma bota da tropa.
Assim procedendo, sempre os nossos poderosos, se rodearam de tribunais e leis, muitas leis, muita lenga-lenga jurídica, para claro está, dar trabalhinho à plêiade de falcatos causídicos que desponta hoje a cada esquina qual cogumelos envenenados, convém dizer que tal encenação nunca serviu para iluminar o povo antes para o escravizar e reduzir à réstia minguada que hoje somos.
Nos os “alegretes pobretes”, cá vamos, atulhando o bandulho com cabidelas e papas, de enganar os tolos, cada vez mais aguadas por falta de substância do conduto, honestos e previdentes foram os, segundo estudos e números oficiais, cerca de 40 milhões de conterrâneos de segundas e terceiras gerações, que deram “às de vila Diogo” e se foram aboletar nos pardieiros da Europa e das Américas, deixando esta imundice de terra entregue aos tais poderosos que se empanturram e agora clamam por emigrantes.
Infelizmente o que por cá recebemos agora, na sua maioria, é lixo, escumalha e rebotalho humano que enxotado de outras vias-sacras desemboca aqui no paraíso dos desocupados, prontinhos para viver da subsidiocracia nacional, porque aos bons que por cá passaram, engenheiros, médicos, enfermeiros, arquitectos, professores mandamo-los prás obras e prás limpezas a dias, recordo o Ivan e a Dyana, biólogo e pediatra, que após penarem as passas do Algarve, conseguiram visto para o Canadá, onde ele está na universidade de Toronto e ela num dos hospitais da mesma cidade a fazer aquilo que sabe, por cá ele era trolha e ela passava roupa aferro numa empresa, este é só um exemplo, este posso contar porque o vi e o vivi também. Um exemplo da suja e medíocre realidade desta trampa de terra.
Os poderosos, digladiam-se pelas fêveras da porca cada vez mais famélica que é Portugal, por vezes a encenação vai ao cumulo de os fazer ir a tribunal, em mediáticas farsas, em palhaçadas imbecis, onde doutas e sapientes magistraturas e justiças, tropas fandagas de investigadores e corjas de estudiosos nunca provam nada arrebatando assim os velhacos às mandíbulas dessa coisa torpe e miserável que é a Justiça Lusa, que não só é cega, como surda, marreca e manca.
São por demais os nomes e exemplos, de fraudulentos poderosos, escudados em cartões partidários e em relações escuras de tráficos vários, protegidos por compadrios, por unto de manápulas gananciosas e ávidas de dobrões. A triste realidade de um país que manda aos mares de Ormuz, um navio a combater piratas esquálidos que tentam não morrer de fome, nessas nobres águas das gestas de um Albuquerque que os tinha no sítio, um tipo de homem que há muito que se deixou de fazer por cá, enquanto que nesta Tortuga ibérica os irmãos da costa e as fraternidades de flibusteiros, se pavoneiam em carros de alta cilindrada ocupando a guarda do tesouro que esburgam e desbaratam a seu bel-prazer sem mais aquela.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, abril 13, 2009

Os Centros supostamente para a Saúde

Os Centros de saúde, deveriam, e acho que foi com esse objectivo que foram criados, atende às necessidades básicas de saúde dos utentes de determinada área, não conheço a realidade dos centros de saúde de todo o país, felizmente, mas a julgar aqui por este da minha terrerola, estamos perante mais uma anedota, uma farsa que serve tão só para alimentar o ego dos corporativismos manhosos e torpes que entopem as veias da maturidade republicana e democrática de alegado estado de Direito, que não o é, duvido até que alguma vez venha a ser.
Não vou comentar a aptidão profissional de alguns dos seus funcionários, que estariam a desempenhar óptimas funções como guardadores de porcos, porque nas actuais funções, deixem que vos diga que são pouco mais eficientes e profissionais do que uma escova de palha-de-aço para arear um prato de plástico, ficaremos por aqui porque a quadra exige contenção e bonomia, apesar de Ateu, respeito as mitologias alheias.
Os profissionais médicos e de enfermagem, ao que sei desempenham as tarefas como devem, afinal é para isso que nós os contribuintes lhes pagamos, apesar claro está de questionar o comodismo das suas posições que decorrem do imobilismo subserviente que os vários governos este incluído têm demonstrado perante essa coisa chamada Ordem dos Médicos, claro que podemos ainda dizer que a médico ou médico fulano, são umas grandes cavalgaduras, que sicrano é um ou uma chupista de primeira, porque no Centro nos atende a eito e anda sempre a atirar-nos para a clínica privada onde nos trata como reis, claro podemos sempre encontrar defeitos.
O grande problema é a ausência de médicos, ou seja a não existência de profissionais de saúde que cobram todos os utentes, pessoalmente estive cerca de ano e meio sem médico de família, já tenho ou antes continuo na mesma, porque são mais as vezes que não tenho do que aquelas que tenho, não posso claro está, contar com um médico de família que prima pela ausência. Mas há quem não tenha de todo médico de família, não sei quantos serão, mas com certeza uma certa Comissão de Utentes do Centro de Saúde de Almeirim, deverá com certeza ter esses dados, ou então andam mais ocupados a amolar as foices para segar o trigo, de alguma UCP, que tenha sobrevivido ao cataclismo proletário da colectivização esburgadora dos tempos do PREC.
Verdade verdadinha é que faltam médicos no Centro de Saúde, a apenas 80 miseráveis quilómetros da capital do Reino, um centro de saúde de uma cidade pequena sofre os mesmos problemas de uma qualquer aldeola transmontana, faltam médicos, porquê?
Alguém consegue responder, alguém consegue de maneira coerente e honesta explicar porque é que existe falta de médicos num centro de saúde a 7 quilómetros de uma capital de Distrito, a menos de 40 minutos da capital de um País, que se diz Europeu, civilizado e desenvolvido. Existirá alguém que de forma honesta sem rodeios e formas encapotadas, possa responder à dúvida honesta de um dos papalvos que vos enche os bolsos.
Eu até tenho uma resposta, seria demasiado ofensiva, para essa CORJA, por isso espero respostas mais civilizadas, porque eu, sou um pobre labrego da província, ignorante e iletrado, longe a anos-luz da douta e omnipresente sapiência dos senhores doutores.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, abril 07, 2009

Genericamente

Mais um enfado, mais uma guerrinha de capelinhas, esta coisa dos genéricos ou talvez não, com o prémio de vermos uma Ministra que até agora parecia ser alguém com bom senso, atacada que está de corporativite. Para lá das declarações inflamadas, de uns e de outros, com o excelso bastonário da Ordem dos Asclépios, perdoem-me mas prefiro o étimo Grego, a zurzir nos Galenos, com a sua sempre pronta verborreia, sindical encapotada de discurso simples e despretensioso.
Mas a verdadeira questão é muito simples, por um lado os Asclépios, não querem perder as mordomias e alcavalas, que a indústria farmacêutica lhes proporciona, por entupirem com caixas de sessentas unidades, os papalvos que só precisam de tomar cinco e pagam sessenta, estes mesmos hipócritas vêm depois com falinhas mansas alertar para os perigos da auto medicação, ora como dizia eu, eles são lá rapazes para perder os excelentes congressos de medicina, que se realizam em Cancún, em Aruba, nas Seychelles e noutros conhecidos centros de desenvolvimento da medicina, bem como os outros presentitos, que por baixo da mesa lhes chegam às manápulas.
Do outro lado os de Galeno, fartos de não partilharem do pote, como se não comessem o suficiente, querem por eles começar também a encher mais o bolso como os outros, ora como uns têm a mania de presumir tudo saber e os outros também querem comer, começa a guerra, diga-se triste exemplo da imundice em que vai esta terra, e quando seria de esperar que a Ministra desse um murro na mesa e pusesse as duas partes em sentido e no seu devido lugar, coisa que já alguém deveria ter há muito feito, a senhora opta por juntar-se aos seus, numa vergonhosa atitude de lacaismo que vinda de um governante, que não está num cargo para defender interesses sectários e corporativistas mas o povo que a elegeu, soa a coisas do tempo da outra senhora, e não destes magalhânicos tempos de desbravamento de bandas largas, mesmo que não hajam água canalizada nem esgotos.
De um lado e de outro, se desfiam novelos, apaparicando o supremo interesse na defesa do pobre doentinho, a que vos pariu! Digo eu, cambada de hipócritas, acaso o real interesse fosse a defesa dos pobres diabos que têm de optar entre comer e medicar-se, dos pobres diabos que vos engordam os gordos cus de matrona pós menopausa, mal fecundada, acaso fosse esse o vosso real interesse, já teriam encetado conversações para um entendimento, que protegesse quem vos alimenta, cambada de sanguessugas, mas estes malfazejos abutres, uns e outros. Só pretendem engordar ainda mais, que lhes interessa os pobres diabos que se arrastam de centro de saúde para hospital, dali para clínica privada e de lá para farmácias, que lhes interessa. Serei quiçá injusto, ainda há gente boa! Talvez, mas cada vez acredito menos nisso, ao ver a posição de Farmacêuticos, de Médicos e de Ministra, o que acredito é que isto é tudo uma real e rematada corja de filhos dessa que estais a pensar!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, abril 01, 2009

Uma Cegada

Avelãs, Isoldino e Fafá.
Três dos maiores galfarros de cá,
Mesmo com muito clamar,
Esta ceguinha Justiça, nada pode provar!

Esta ceguinha Justiça,
só condena franganotes,
nunca chega ao poleiro,
onde o galo liça!

Neste Portugal de pequenotes,
entalados, até mais não poder,
Safam-se sempre os mesmos artolas.
Os labregos ficam a ver,
como se amanham os granjolas,
com esta Justiça ceguinha, que nada consegue provar.

Ai de mim que sou pobre,
ai de mim, sem sangre nobre.
Se me condenam às galés,
até me arrancam as unhas dos pés.
Porque esta Justiça cega,
A mim se me desvio já me carrega!

Um abraço poético, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, março 26, 2009

60'

Estes eventos decorrem durante sessenta minutos numa cidade portuguesa que pode ser a sua e retratam uma realidade perversa da actual sociedade massificada em especial da estupidez massificada que não conhece raça nem credo.
O relógio bate em silêncio as 18 horas desse outro dia qualquer como outro que já passei, pachorrentamente despeço-me dos formandos, encerro os computadores, arrumo as minhas tralhas, saio, acendo um libertador cigarro malfazejo e sigo, deambulo entre o verde da zona ajardinada, eivado de cagadelas de rafeiro, que qual, minas anti pessoal pejam a relva, num fantástico quadro do civismo luso.
Atravesso a passo diligente mas calmo, ou não tivesse eu costela de além Tejo, os metros que me separam, do pavilhão desportivo que devo atravessar para ganhar a rua principal e comprar um casqueiro para complementar a jantarada, nisto deparo-me como uma daquelas cenas, pintalgadas de surrealismo, atada a rede que delimita a pista de atletismo um carroça com o respectivo muar, interrompe o passeio que é bastante largo, é talvez o melhor passeio desta terreola, isto a cerca de 10 metros do quartel dos representantes da autoridade cá da terra, à porta desse mesmo quartel, um bando desses nómadas bandalhos, tristes sanguessugas subsídio dependentes, elementos anacrónicos de uma sociedade que se diz moderna, quem sabe se não são eles que estão certos, discute, encaminhando-se para a carroça, os sete ou oito como se donos do mundo fossem.
Passo discreto pelo outro lado, da rua, não é a cor que me enoja é a arrogante displicência da estupidez, o orgulho em ser parvo, em ser imbecil e fazer disso um modo de vida. Finalmente chego à rua principal, numa ruazinha lateral estaciona uma senhora professora, muito benzoca, muito elite, muito estatuto e ostentação, carripana plantada em cima do passeio para estar à sombra porque do outro lado onde há espaço, ainda está Sol. A senhora será com certeza o orgulho do seu lar, nem vou discutir os seus doutos atributos docentes, invejo os seus discentes que sairão seguramente engrandecidos de tão sapiente docente que lhes inculca os mais altos valores da civilidade e moral, sim porque essa senhora é também uma crente, que se preocupa muito, com os velhinhos, aleijadinhos e pobrezinhos, e assim, tá a ver! Não me enoja o estatuto social, o poder económico a possível mesquinhez, mas antes a arrogante displicência da estupidez, o orgulho em ser parvo, em ser imbecil e fazer disso um modo de vida.
Começo a ficar perturbado são agora 18.37h, chego finalmente à padaria pastelaria, local da moda, hoje não há carros nos passeios, olho de relance e percebo porquê, meio tapado por um carro um agente da autoridade, de olhar vago e circunspecto, está por ali, deveria ser assim todos os dias, mas andando, que todos sabemos que se colocassem um polícia em cada esquina não havia que chegassem. À porta da dita casa do casqueiro, duas moçoilas com carrinhos de bebé, atravancam a porta de entrada, conheço-as de vista, duas lontras anafadas do rendimento mínimo que mais não fazem que parir e enfardar pasteis de nata e bolas de Berlim, conversam alegremente, eu espero, nenhuma se desvia, atrás surge uma senhora que também fica em surdina a ver o desenlace da coisa, são 18.42, há cinco minutos que as mamãs extremosas falam entre um arreganho da dentuça, uma baforada de SG light e um embalo aos fedelhos, atrás de mim a senhora irrita-se e atira.
- Com lecença, deixem passar quem trabalha!
Empurrando um carrinho abre caminho na muralha, e penetra a brecha, desembocando na praça de armas do castelo sitiado,sigo-a apoiando a intentona. Não me enoja, que sejam do rendimento mínimo, que mostrem ter tanto respeito pelos filhos como eu por um monte de trampa, o que me enoja é a arrogante displicência da estupidez, o orgulho em ser parvo, em ser imbecil e fazer disso um modo de vida.
Três tipos de pessoas, todos diferentes, raças, etnias, culturas, estatutos sociais e por aí a fora, no entanto são a prova, provada que na realidade são todos iguais, na falta de civismo, na boçalidade e estupidez.
São agora 19.00h, fechei a porta do meu cantinho escudando-me da sociedade, para descreve-la como a sinto!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, março 24, 2009

Aqui, assim!

O país soçobra, alegremente a patetada discute bola, em Fátima reza-se ao invés de se trabalhar, este triste fado tem perseguido estas gentes nos últimos 200 anos, desde a última invasão gaulesa, que andamos em bolandas, perdemos a fibra, ainda tivemos uns arroubos de dignidade, coisas pontuais, que serviram somente para temperar o habitual estado de miserabilismo em que vivemos.
O Estado incapaz, protege a poucos, a maioria engorda com suor a minoria de ineptos e inúteis, que vilipendia, rouba e assassina a seu bel-prazer. As polícias, ténues sombras de forças de ordem e segurança, vivem entre salários de miséria, esquadras e quartéis vetustas e venerandas barracas, sem condições, o polícia vive num T2 ou T3, num subúrbio miserável, sufocado por um empréstimo de vergonhosa usura capitalista, enquanto o bandalho vive num T5 num bairro social com uma renda de 5 Euros que até nem paga, ou então vive num condomínio fechado protegido a sete chaves pago com as galfarrices que vai fazendo pelos corredores do poder.
Os magistrados, julgam pouco e mal, muitas das vezes também manietados por leis feitas a propósito para salvar a retaguarda pecaminosa de alguns alarves que se vangloriam de actos sujos, o povaréu entre o desemprego que rondará seguramente próximo do milhão, apesar dos mentirosos números oficiais decrescerem a coisa, vive embasbacado entre as noveluchas televisivas, suspenso entre equadores e índias fantásticas onde não se vê o menor vislumbre da real miséria que nesses trópicos campeia.
Ainda nem calor fez a sério e o país já arde de novo, curioso que arda quase sempre pinhal e outro tipo de mata, os eucaliptos parecem estar a salvo, excepto as pequenas parcelas dessa árvore detidas por particulares não agregados à grande máfia das madeiras, mais uma vez o Estado incapaz, protege a nada.
Os galenos, entorpecidos pelo seu poder, mandam e desmandam na saúde, que os há bons, nem ponho em causa, até conheço alguns, que os há grandes bestas, pois cada vez mais, corporativismos de antanho escudam as classes feitas elites, advogados e médicos que há uns meros 200 anos eram tratados a pontapé, evoluíram para uma raça acima da lei, o Estado incapaz de nos proteger dessa gente soçobra, atascado na trampa que vai vomitando em forma de legislação que ninguém cumpre.
A miséria educativa, evolui entre a tagarelice professoral e incompetência estatal, as escolas são hoje antros de imbecis, locais sem segurança onde campeia o que há de mais abjecto desta sociedade, a impunidade e a falta de civismo, o Estado incapaz, incapaz de se criticar revela aqui as suas doutas capacidades e propensão para o ridículo, as futuras gerações de incapazes estão aí, prontinhas a acreditar que a cada esquina da vida há morangos e açúcar, pobres diabos que quando tiverem de provar o suor e o fel que ela tem, vão de certeza rabiar, desnorteados sem entender, que afinal viver custa.
Mas não temam, que joga a selecção e o penalti que foi ou não, congrega as forças várias, até já mete secretários do tal Estado incapaz, ridícula panaceia de um país de lorpas!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, março 19, 2009

São Bento da Porta Aberta

Bentinho esse sacripanta bonacheirão, que por ora, ocupa a cadeira de Pedro, de cada vez que abre a sua santa boca, diz asneirada da grossa, a ele junta-se o nosso revendo Feytor Pinto, que claro comunga da linha embrutecida dos senhores do clero Vaticano, comunga mas não excomunga como a igreja do Brasil.
Ele há coisas que me escapam, nesta coisa das religiões, outras porém só as posso ver à perversa luz da estupidez militante, da arrogância e da falta de bom senso. No caso desta nova investida papal contra o uso do preservativo, a única coisa que me causa é asco, um nojo profundo de partilhar o mundo com semelhantes criaturas que apregoam estas barbaridades como verdades insofismáveis da humanidade, sendo eles os únicos detentores da verdade, quando ao olhar-mos a história vemos que as mais das vezes os avanços e vislumbres dessa verdade estiveram quase sempre mais além da tacanhez retrógrada e maléfica das igrejas.
A promiscuidade sexual é um acto transversal na natureza, o facto de sermos supostamente donos de uma inteligência acima da média em relação ao restante das criaturas deste planeta, não significa que não sejamos na mesma filhos deste planeta membros desta ordem natural, animais na nossa essência, espécie evoluída, o que lhe queiram chamar. A Sexualidade é antes de mais uma multiplicidade complexa de comportamentos, originados por reacções químicas, sujeitas que estão a erros e desvios às normas tidas como padrões, que só o são, na nossa mente racional, porque objectivamente tudo faz parte da natureza.
Mas eis que por decreto surgem as religiões, sancionando, padronizando e orientando a queca, o bom Judeu, o bom Cristão o bom Muçulmano, só dão quecas a dias certos com determinados propósitos e em determinada posição, claro que depois é vê-los a todos esses bons rapazes, correrem a entupir as casas de meninas para satisfazer os delírios que a boa da moral da família imposta por estas religiosidades impõem, há uma palavra que aqui cai deliciosamente, a hipocrisia.
Ao desvalorizar, ao condenar o uso do preservativo, sua santidade, peca! Eis a humanidade revelada em toda o seu mais absoluto esplendor miserabilista e maléfico. Com religiões assim, quem precisa de demónios?

Um abraço fraterno, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, março 17, 2009

Para Inglês ver!

É assim que anda a nossa Educação, entre a atitude subserviente da CONFAP, que ainda no outro dia se desvelou em elogios à senhora ministra da Educação, num prodigioso exercício de lambebotice execrável, onde a figura do seu presidente, sinistra personagem, desponta, coroando com as absurdas idiotices propaladas aos quatro ventos por quem, me quer parecer, cada vez mais olha para escola como um aviário um depósito para deixar os fedelhos, sintomático disso é a proposta de abertura das escolas por doze horas, atenção que eu até acho que as escolas devessem estar abertas num período mais lato, mas assim também é ridículo. Mais ridículo se torna quando as escolas têm as miseráveis condições que têm, sem pessoal, sem material, num mais absoluto estado de indigência.
Ficaria feliz se visse a CONFAP, bradar aos céus por mais e melhores escolas, por mais e melhores laboratórios onde o ensino das ciências seja apelativo e motive a desmotivada plebe estudantil, mais e melhores salas de artes onde o ensino das artes plásticas da música e do teatro, enriqueçam a pobre cultura destas futuras gerações de analfabetos, que criem cidadãos educados e civilizados, ao invés de criarem uns bobos inconsequentes e tão burros que dão dó.
Ficaria feliz se visse a CONFAP, clamar aos sete ventos, por mais professores, pela criação de gabinetes de apoio psicológico e orientação em cada escola, gabinetes multidisciplinares que atalhassem e ajudassem a resolver e ou minorar problemas sociais e outros para os quais não existe nenhuma solução no actual espectro desta coisa chamada Educação.
Ficaria feliz se visse a CONFAP, gritar a sua indignação, ao exigir uma licença de parto maior, sem “qui pro quos” de percentagens salariais ridículas, que exigisse horários de trabalho mais flexíveis que permitam aos pais acompanhar os filhos nas escolas, que fizesse pressão para que o pré-escolar fosse integrado efectivamente no sistema de ensino, que o sistema de ensino fosse dotado de um fio condutor que permitisse à criança evoluir naturalmente dentro dum percurso escolar objectivo em que cada grau de ensino complementasse o anterior e fizesse a criança evoluir os seus conhecimentos, ao invés deste coisa completamente absurda de capelinhas e compartimentos estanque, que temos hoje, ficaria tão feliz se a CONFAP, sugerisse mais disciplina, solicitasse a abolição dessa imbecilidade chamada estatuto do aluno, ficaria feliz se visse essa organização denunciar o clima de medo e a insegurança das escolas, sugerindo medidas disciplinares fortes e que as escolas tomassem de novo o pulso à maralha. Mas não, a coisa mais interessante que ouvi foi a proposta de transformar as escolas em associações de bairro para promover as festarolas de bebedeira colectiva.
Quando as organizações de pais são isto, o que se pode esperar, senão mais e maiores cretinices e imbecilidades! Mais alunos a agredir funcionários e professores, mais alunos a comportarem-se como selvagens, muitas vezes a coberto da impunidade étnica e geográfica que por cá vigora, nesta anedota transformada em país.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, março 13, 2009

Parlapatões

Dom Parlapatão de cima do seu cadeirão ajaezado em ouro e veludo resolveu-se a excomungar. O gordo traseiro anafado da santa madre, engordado a prebendas e alcavalas de quem aos outros prega a moral e as virtudes do paupério viver, enquanto que intra muros conventuais e outros que tais se lança em orgíacas e báquicas safardanices.
Mas quem está de fora racha lenha, no dizer do popular que não popularucho rebanho, sempre pronto a erguer a cruz e a deitar lenha na fogueira, porque aquilo de que aqui se fala é de um auto de fé, que por terra de Vera Cruz desses brasis de pai de santo, atira às eternas chamas uma menina pobre, que por malasorte caiu nas garras de um imundo dejecto que esta humanidade beatíssima produz, triste sina a daquela inocente que não lhe bastando as sevícias terrenais enfrenta agora por decreto dos Parlapatões a condena clerical da eterna excomunhão.
E não foi de modas Dom Parlapatão, excomungou a plebe toda, família e médicos todos por junto agrilhoados à malsã condenação, com um pequeno, mas, de excepção, falta a essa mãe santa de cruz ao alto, condenar e afastar-se da atitude imunda de um abusador, a esse ou sobre essa não recaiu, nenhuma excomunhão, nenhuma admoestação nem sequer a mais pequena repreensão, agiu em consciência Dom Parlapatão, pela sua voz a de todos os Parlapatões, Papões e Sacristães, ancorados nas suas parlapatanices escritas, a que dignamente chamam a palavra de deus, este é sem dúvida um Deus menor, mesmo muito mesquinho e patético, com deuses destes ainda bem que existem incréus.
Pobre menina, que nem, naqueles que se dizem defensores da moral dos costumes e da família, encontra colo, encontra amparo para as suas desgraças. Dom Parlapatão e os outros Parlapatões, impantes de soberba, pecado capital, aliás justamente esquecido as mais das vezes pelos parlapatanistas, demonstram assim a sua atitude pró vida, a sua proximidade ao radicalismo selvagem que tão céleres são a criticar nos Parlapatões de outras Parlapatanices patéticas, que invocam o nome de deus para se rebentarem, massacrarem, humilharem e vilipendiarem o seu semelhante, simplesmente porque ou não parlapatanizam das suas parlapatanices.
Enredado, em púrpura e escarlate, entretecido em vil metal amarelo, escorrendo a sápida gordura do frango campestre doado pela alma caridosa do rebanho que assim tenta aliviar a consciência e comprar bilhete para as etéreas paragens, Dom Parlapatão, castiga, lança excomunhões e anátemas, dogmas e parábolas, que muitas vezes nada dizem, tanto palavreando. Os grossos garfos adornados de auríferos cachuchos engastados em raras pedras coloridas, entre sedas e festins, os Parlapatões, clamam a exegese do piedoso acto, quando eles próprios, mostram ser as mais ímpias das Hárpias.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, março 09, 2009

De novo outra vez, os do costume!

Desta vez nas Olaias, os intervenientes do costume, as questões usuais e os problemas inerentes aos bairros sociais onde se encafua a tralha e o rebotalho desta sociedade de estrume que criámos.
Para não variar, os iniciadores são os do costume, a famosa “etnia” subsídio dependente. Gente que não se integra nem quer, gente que continua a querer viver num limbo de anarquia e falta de civismo.
À porta de uma esquadra esta madrugada um agente é esfaqueado no pescoço por um bravo representante da mesma etnia, mais uma vez, o covarde acto foi perpetrado, pelas costas, o agente recupera, o facínora está na grelha, apanha aí uns 4 anos ou 5, não mais, no entanto se fosse ao contrário, bem nem imagino o que seria de programas especiais sobre a violência policial e racismo e por aí adiante, mas como foi um PSP, que se lixe porque existem mais.
O que condeno aqui não é a etnia, é a estupidez, a boçalidade desta gente que se arroga privilégios de diferença, que nunca obteve por meios da honestidade e do civismo, nunca se destacou pelo bem antes pela arrogância, pelo racismo e discriminação, pela pura estupidez e falta de regras de convivência.
Ser diferente não é ser estúpido, imbecil e boçal, ser diferente é participar, activamente para o bem comum, para engrandecer a nome desta sociedade que vive dias de amargura. Com gentalha desta, nunca iremos a lado nenhum!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, março 05, 2009

Prenderam o Picoto!

Se algumas dúvidas ainda subsistissem na minha cabeça, acerca do estado miserável deste país, elas dissiparam-se completamente quando li a notícia de que o Picoto, tinha sido condenado a 120 dias de prisão efectiva, por não ter pago um multa de quatrocentos e oitenta Euros depois de ter sido condenado por ofensas a um oficial de polícia, facto ao que parece ocorrido na cidade de Santarém.
E quem é o Picoto, de sua graça José Picoto Ferreira, mais não é que um pobre velhote de 76 anos, insigne lutador pela liberdade, um pobre diabo que subsiste com uma pensão miserável de trezentos e poucos Euros, como muitos dos nossos velhotes, enquanto engordamos com o nosso dinheiro o cu à rataria subsídio dependente, traficante e aos senhores da gravata de seda, o Picoto é um conhecido bebedolas, com uma acentuada queda para o tintol, que quando em estados de delírio alcoólico profere os maiores impropérios contra os poderosos, tudo verdades diga-se de passagem, mas ninguém liga ao Picoto, todos sabemos quem é, a malta ri-se com os seus comentários, quantas vezes nos apetecendo solidarizar com as verdades cruas que denuncia, habita se ainda viver no mesmo sítio um pardieiro junto com a esposa uma senhora imensa, no bairro do Girão, em Santarém, conheço o Picoto e as suas histórias desde os tempos em que frequentava o Liceu Nacional Sá da Bandeira onde fui para concluir o Secundário, já nesse altura o Picoto era propenso à pinga, conhecido simpatizante da causa da foice e do martelo, que num linguarejar desbragado soltava verdades cruas e actualmente provadas e comprovadas pelo bom senso, não pela Lei que não consegue provar porra nenhuma, em relação aos poderosas, à Corja!
Vai daí que algum oficial de Polícia mais melindroso, ele os há assim, muito susceptíveis, na opera chamam-lhes “prima donna”, na Polícia não sei, mas desconfio que deve ser algum epíteto muito pouco agradável, algo a rimar talvez, vai daí que o pobre Picoto se viu condenado por ofender o garboso agente da Lei, a tal Lei e Justiça que é incapaz de fazer condenar as cáfilas de bandalhos que por aí andam, no gamanço, e toda solicita aprende livros em Braga, censura brincadeiras de Carnaval em Torres Vedras e prende o desgraçado do Picoto.
E querem vocês que eu tenha respeito por esta Corja! Isto é tão anedótico que se contado em algum país civilizado fará cair de riso o mais papalvo dos seus habitantes, o ridículo que cobre toda esta maralha, Juízes, Polícias, Tribunais e políticos é a torpe e atroz mácula da indigência intelectual, aliada a um incúria vergonhosa.
Lá fora, assassinos, burlões, vigaristas, escumalha de todas as cores, incluindo os que andam aos tiros em bairros cheios de gente e que agridem Bombeiros, como o caso que se passou em Tomar, riem a bom rir, quem deve temer a Justiça, somos nós os pobres diabos que pagamos a toda essa maralha que vive desse negócio, porque os outros os bandalhos estão protegidos!
Viva o Picoto!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, março 03, 2009

Com Gresso!

O Congresso do Partido Socialista teve três picos que demonstram bem o nível elevado que atingem estas pavonices politiqueiras, o primeiro quando o seu inefável líder optou pelo papel de vítima, a célebre síndrome Calimero, só lhe faltando a casca de ovo no cocuruto, o querido Líder, arengou às hostes rendidas à verve fácil, sobre os papões jornalistas que o perseguem sem fim, qual perdigueiros agarrados às moléculas odoríferas da pequena e frágil perdiz, é o regresso da teoria da cabala, tema tão grato aos nossos políticos que tinha passado de moda.
« Quel injustice toujour, moi, toujour moi !» Como diria o amoroso pintainho preto com a casca de ovo na cabecita avoada, sim realmente que injustiça, tanta gente a fazer asneirada e só vêem as minhas.
Outro ponto alto, desse congresso foi a prelecção escorreito de um sapiente congressista sobre a natureza, pronunciando acerca do casamento homossexual, declarava o douto e iluminado senhor, que, “ …nunca vira um cão a acasalar com outro cão…”. Caro senhor aconselho-o a ver menos missas e novelas e mais programas do National Geographic, ficaria aperceber que esse tipo de comportamentos de interacção sexual entre animais do mesmo sexo existe transversalmente na natureza, sendo muito mais comum do que aquilo que se pensava, apesar de só recentemente ter começado a despertar o interesse dos estudiosos, assim ao contrário da mensagem sacrista e dogmática que os senhores ratos de sacristia querem fazer passar esses comportamentos não são anti natura, são parte da natureza, parte deste mundo vivo, quer queiramos quer não, claro que o protesto contra isso é licito, se bem que, quando vindo de senhores que vestem saias, parecem algo ridículos.
Por último, adorei a entrada da sapientíssima senhora Ministra da Educação, que recebeu forte ovação dos basbaques. Pergunto-me porquê? Esse imenso aplauso demonstra claramente que a imbecilidade é contagiosa, mostrou claramente que a estupidez é bem mais poderosa que a educação e o conhecimento, a ovação a esta senhora que demonstra seguramente ter um dos piores desempenhos da triste história da Educação das últimas três décadas em Portugal, revela a pobreza intelectual de quem anda na política, revela que continuaremos a ser isto, que somos, uns tristes carneiros capados.
À parte, adorei a tirada da Ti Manela Ferreira, valha-nos São Epaminondas Anacoreta, realmente o senhor Primeiro-ministro, não poderia ter desejado maior sorte, ao elegerem a Ti Manela para líder, os camaradas do PSD, deram ao senhor PM a melhor e mais vantajosa ajuda para ganhar de novo as eleições, deixo um conselho ao PSD, antes Alberto João! Pelo menos com esse a malta ria, não lhe ligava porra nenhuma, mas riamos, sempre servia para aumentar a moral.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Mar Adentro

Mais uma em que somos campeões! Ontem à tardinha exibiu a RTP2, esse excelente refúgio ao estupidificante mundo televisionado dito generalista, um apontamento inserido no Programa Biosfera, versando os famosos Planos de Ordenamento da Orla Costeira ou POOC, um versátil instrumento legislativo que fariam corar de vergonha, os países europeus menos atentos a esta realidade erosiva.
Ora, se na teoria desde 1993, vou repetir, desde 1993, existe uma legislação que defende os mil e tantos quilómetros da orla costeira portuguesa, a mais ameaçada e em perigo de toda a Europa, ora se existe essa legislação, porque é que em 2009, continuamos paulatinamente a assistir ao homicídio dessa costa, com a permissão de construir os mais vergonhosos mamarrachos, fazendo gato-sapato da tal dita Lei?
A resposta é simples, porque fomos e seremos governados por incapazes! A gentalha dos corredores do poder, essa Corja como lhe chamou o outro, essa caterva de inúteis, ineptos e bandalhos ociosos, vilipendia constantemente as leizecas da trampa que se dá ao trabalho de aprovar, vejam por exemplo os PDM, a bandalheira em que se tornaram, o assassinato das nossas cidades, vilas e aldeias, perpetrado pela Corja, a construção anárquica e desregrada, os bairros sociais esses cancros urbanos em que muitos insistem em apostar, no entanto existe luz ao fundo do túnel, ouvi recentemente um autarca dizer que o modelo de financiamento das autarquias sustentado na construção tem de acabar, que é um instrumento do passado, pena que só te lembres disso agora que a construção está em crise.
Mas voltando ao trilho, a nossa costa está completamente abandalhada, perderemos nos próximos cem anos extensões enormes de costa, aconselhem os vossos bisnetos a comprar terrenos aqui pras minhas bandas, lá para 2100, isto será uma estância balnear.
À erosão natural e dinâmica geológica das costas marítimas, junta-se a pura estupidez e ganância, veja-se o exemplo do Algarve, visto do ar a zona de costa parece um grande bairro, junta-se a pressão de construção selvagem, de rompimento dos cordões dunares, junta-se a estupidez política e a cupidez da negociata, isso para quê? Para daqui a vinte ou trinta anos estarmos a gastar milhões para salvar os empreendimentos em risco de ruir, mais uma vez o dinheiro de todos servirá par tapar o cu, aos gananciosos e intrujões, que espoliam e esburgam este país.
O pouco que sobra da costa está agora e mais uma vez ameaçada por mirabolantes empreendimentos ditos de “utilidade pública”, merdas insalubres que renderão milhões em subornos e falcatruas, que depois todos nós teremos de pagar. O triste disto é que tudo isto se passa nas barbas de um povo de carneirada capada, incapaz de reagir, incapaz de lutar, sempre pronta a abanar a cauda e agitar a bandeirinha, sempre destra na actividade osculatória do incauto politiqueiro em passeio de caça ao voto.
Enquanto isso metro a metro, a nossa costa vai desaparecendo, engolida por um oceano que tarda a engrandecer, para engolir toda esta ridícula alegoria a qual insistimos em chamar um país.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

No Reino da Barafunda!

Mas que raio de país é este? Numa cloaca imunda, em que milhares de criminosos andam impunes pela rua, sem que nada lhes aconteça, onde todos os dias o pobre pagante de impostos honesto e trabalhador, sai à rua sem ter a certeza de conseguir chegar a casa sem ser assaltado, nesta verdadeira gaiola de malucas, um Juiz, um Procurador Público, por junto com toda a rapaziada que é necessária para processar a burocracia, conseguem em tempo recorde um verdadeiro milagre e obstar a uma brincadeira de Carnaval, sobre a qual nos podemos questionar sobre o gosto, censurando a graçola com tal celeridade, como se desse insignificante facto, dependessem ataques graves à Nação, à sociedade e ao comum cidadão!
Podemos claro está e devemos questionar e talvez até criticar o mau ou bom gosto da piadola sobre o conhecido computador para crianças, alardeado até à exaustão, mas mais deveríamos questionar a atitude, censória deste Ministério da Justiça, que não consegue por cobro à crescente criminalidade, que não consegue garantir a segurança de nada nem de ninguém e num passe de magia consegue processar de forma célere uma questiúncula de cacaracá, e devemos questionar, perguntando a quem de direito, que tipo de prioridades tem este Ministério, porque a julgar pelo exemplo, as prioridades são anedóticas, ou seja o Ministério da Justiça coloca num patamar superior da douta preocupação dos seus funcionários a perseguição às anedotas e palhaçadas carnavalescas, abaixo de situações como por exemplo os homicídios.
Podemos também questionar a tal papagueada isenção da Justiça perante o poder político, será verdadeira essa isenção? Casos como esta absurda trapalhada parecem fazer crer que “aqui há gato”, ou então que a isenção só funciona para alguns casos, para os outros a isenção é virtual, sabe-se que existe mas não se consegue provar a sua existência.
Num país, onde as polícias, operam em condições da mais completa indigência, técnica, tecnológica, salarial e legislativa, num país onde os edifícios de alguns tribunais nem para estábulos servem, um país miserável, onde a segurança do cidadão honesto está à mercê do acaso e do beneplácito da Providência, num país de merda como este, andam funcionários altamente qualificados e bem pagos a perder tempo com imbecilidades quando por vezes nem notificar criminosos conseguem.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Ah, afinal, não sou o único!

As declarações de Belmiro de Azevedo, fizeram-me rebentar de riso, a minha piquena, até julgou que estava a assistir a uma apoplexia, mas não. Quando eu disse e repito muitas vezes aquilo que ontem um dos Barões de Portugal disse, eu que sou um simples sucedâneo de nabo da lezíria, olham-me como quem olha uma qualquer atracção circense, sorriem e claro, vão pensando à laia de desabafo interior, coitado do bicho, tá mesmo apanhado.
Mas ontem, foi um dos mais insignes empregadores e empreendedores do burgo que disse que Portugal corre o risco de ficar igual a Africa, no pior sentido da coisa, no mau que isso pode comportar, grande Belmiro, és uma alma gémea aqui do pobre Barão.
No entanto ao contrário do senhor Sonae, eu, há já muito tempo acredito que Portugal é mesmo África, não é pela quantidade de pretos em bairros insalubres, dedicados muitos deles à nobre actividade do gamanço, não, atentem antes ao sistema político desta anedota chamada Portugal.
Na mais nobre tradição das cleptocracias africanas das últimas décadas, o que temos por cá não é melhor, umas oligarquias, enxertadas de nepotismo clássico, de perpetuação da espécie dos mandões de serviço, que tratam primeiramente de se encher, engordando a pança com o dinheiro dos papalvos, que esgravatam para comer e pagar contas.
Junte-se uma Justiça que não serve para nada, polícias manietadas por leis completamente absurdas destinadas a proteger os senhores do poleiro e que acabam também por proteger a escumalha de todas as ditas minorias, aos quais nós também pagamos os subsídios e rendimentos e mais borlas, para que uns e outros possam andar em belos carros, ter casa à borla e gozar com o pagode entretido a discutir se o penalty assinalado ao Alguidares de Baixo foi ou não, ou embasbacados a engolir as patranhas da imprensa imbecil que temos, mais interessados em saber se a moçoila da modo faz felácios a jogadores famosos ou se é corneada pelo namorado músico, num absoluto grau zero de utilização de massa cinzenta.
Enquanto isso a lenta ajardinização de Portugal prossegue, nós não corremos o risco de ser África, nós somos África! Alias quando nos confrontamos com qualquer país da Europa, mesmo aqueles sacos de víboras lá do Leste, ficamos sempre a perder, e os nossos indicadores são sempre mais parecidos com os dos países africanos de democraticidade duvidosa governada por oligarquias, plutocratas e nepotistas, com os quais alias temos excelentes relações, provando as semelhanças que nos unem. Sugiro que nos desvinculemos da EU e adiramos ao invés à UA, União Africana, assim como assim sempre sairíamos do fim da lista, saltando para o meio, seria melhor para a nossa moral colectiva.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Vergonhoso

Ontem à noite a TVI, passou uma excelente reportagem sobre a realidade do ensino especial e a tal inclusão, termo que abomino, em Portugal e o que se mostrou foi vergonhoso. A jornalista responsável pelo trabalho, de sua graça Ana Leal, conhece muito bem esse mundo e está de parabéns por essa reportagem, que mesmo assim foi só um breve e fugidio retrato da atroz realidade dessa coisa inenarrável que se chama Ensino Especial.
Vamos então por partes, como já escrevi aqui neste bloguelho, por diversas vezes, o Ensino Especial, cá no jardim à beira mar plantado é para ser simpático, uma das maiores intrujices de sempre. Porque atentem, se a Educação em geral atingiu o estado de miserabilismo subserviente a que assistimos diariamente, imaginem como não estará um ramo do ensino que não se compadece com continhas de merceeiro de aldeola de província e muito menos com burocratices, de mangas-de-alpaca que nunca saíram dos gabinetes de ar condicionado nem nunca largam os motoristas e assessores.
Na reportagem, viram-se coisas de bradar aos céus, que ao contrário do que se possa imaginar são muito comuns, e atenção que as escolas filmadas foram as escolas modelo, assim consideradas por um ministério que atendendo às evasivas respostas do secretário de estado escalado para responder, nem conhece o que se passa, mas adiante.
O calvário relatado foi o normal, falta tudo! Professores, auxiliares, condições materiais e por aí adiante, falta dinheiro, transportes e demais necessidades que não são luxo, são necessidades imperiosas quando se trata deste tipo especial de crianças, professores que compram com o dinheiro do seu bolso os materiais, para poderem fazer o trabalho que lhes é exigido pelo tal ministério, pais que desesperam e situações verdadeiramente escandalosas, de falta atroz de responsabilidade política e de bom senso.
O que nos leva à inclusão, essa coisa do politicamente correcto que pretende colocar deficientes profundos em salas de aulas normais, uma burrice de todo o tamanho, impraticável e completamente estapafúrdia, pois não irá ajudar ninguém, porque para além do mais faltam os meios e a preparação faltam as condições, sobram as ideias imbecis, a inclusão não se faz como se está a tentar, a inclusão não se institui por Lei, a inclusão só deverá ser feita se for uma mais valia para ao aluno deficiente e para os outros, a inclusão a continuar como vai será coisa para dar como já é hábito por cá com os burros na água.
O senhor secretário de estado, apareceu a responder, às perguntas da jornalista, com um evidente mal-estar, má disposição, com respostas a roçar a mais completa falta de educação, claro, atabalhoado, sem perceber do que se falava, ou seja representou muito bem o seu ministério, deu uma excelente imagem daquilo que é a Educação em Portugal.
Aquela reportagem, espelhou muito bem a mentira, que é a coisa pomposa chamada Ensino Especial, uma mentira que este país propaga há vários anos, não é só o actual governo, foram todos os governos dos últimos 20 anos, essa corja que continua no pedestal, em grandes cargos e com grandes ordenados, todos igualmente culpados, aos deficientes, aos pais, aos professores, aos auxiliares e a todos os que se preocupam com essas pobres crianças, resta continuar a lutar e a ter esperança num amanhã melhor, que lhes traga menos mentira, menos corrupção, menos impostores, menos politiqueiros medíocres e mais gente de bom senso. Esperemos!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Nem Santo António nos vale!

A sapientíssima administração, decidiu colocar as urgências de urologia da cidade do Porto, a funcionar concentradas num só hospital, ao que creio o São João, despeitados os excelentes e honrados médicos de outro hospital, o Santo António, resolveram, por discordarem do facto, boicotar a coisa. Quando estão na escala para serviço às urgências os acima de qualquer suspeita e excelentes profissionais do Santo António, arranjam atestados e outros subterfúgios e subtraem-se a comparecer no local onde deveriam estar a prestar serviço, pura e simplesmente por discordarem do disposto, por quem manda, se a medida está certa ou errada, desconheço, mas ainda assim diz a Lei, o que quer que essa palavra ainda signifique por cá, que temos de cumprir, alguns têm de cumprir, outros basta arranjar atestados falsos de um colega.
O desplante destes senhores doutores da mula ruça, a falta de ética, de brio profissional e de humanidade, é de fazer revoltar as entranhas ao mais pacato, dos cidadãos, não pelo objecto do protesto e por aquilo que está em causa, mas pela atitude completamente vergonhosa desta gentalha que se diz médico, por exemplo aos professores ameaçam veladamente com a tal Lei e o seu não cumprimento, mas esses coitados são uns tristes, aos senhores doutores parece que já não se pode ameaçar, alias até estou em crer que nada lhes vai acontecer, nem a uns nem aos outros, como no caso dos atestados falsos dos miúdos em Braga ou Bragança que não lhes apeteceu ir aos exames.
Este caso é sintomático do corporativismo “Estado Novo”, que ainda vigora cá na terreola, classes profissionais que criam redes, quase sociedades secretas, em que a defesa dos seus elementos sempre se sobrepõem às Leis gerais da Nação, num perfeito exercício de caciquismo, à boa maneira das repúblicas das bananas da América do Sul, a todos os outros, nós, o pobre cidadão anónimo, que ninguém protege e que paga toda esta carrada de estrume, que nos resta? Nada!
Ou antes resta-nos encolher os ombros e seguir ledos e ufanos, regozijando-nos com as pequeninas vitórias, que ainda conseguimos obter, cientes de que mais dia, menos dia até isso nos tiram.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia