terça-feira, março 24, 2009

Aqui, assim!

O país soçobra, alegremente a patetada discute bola, em Fátima reza-se ao invés de se trabalhar, este triste fado tem perseguido estas gentes nos últimos 200 anos, desde a última invasão gaulesa, que andamos em bolandas, perdemos a fibra, ainda tivemos uns arroubos de dignidade, coisas pontuais, que serviram somente para temperar o habitual estado de miserabilismo em que vivemos.
O Estado incapaz, protege a poucos, a maioria engorda com suor a minoria de ineptos e inúteis, que vilipendia, rouba e assassina a seu bel-prazer. As polícias, ténues sombras de forças de ordem e segurança, vivem entre salários de miséria, esquadras e quartéis vetustas e venerandas barracas, sem condições, o polícia vive num T2 ou T3, num subúrbio miserável, sufocado por um empréstimo de vergonhosa usura capitalista, enquanto o bandalho vive num T5 num bairro social com uma renda de 5 Euros que até nem paga, ou então vive num condomínio fechado protegido a sete chaves pago com as galfarrices que vai fazendo pelos corredores do poder.
Os magistrados, julgam pouco e mal, muitas das vezes também manietados por leis feitas a propósito para salvar a retaguarda pecaminosa de alguns alarves que se vangloriam de actos sujos, o povaréu entre o desemprego que rondará seguramente próximo do milhão, apesar dos mentirosos números oficiais decrescerem a coisa, vive embasbacado entre as noveluchas televisivas, suspenso entre equadores e índias fantásticas onde não se vê o menor vislumbre da real miséria que nesses trópicos campeia.
Ainda nem calor fez a sério e o país já arde de novo, curioso que arda quase sempre pinhal e outro tipo de mata, os eucaliptos parecem estar a salvo, excepto as pequenas parcelas dessa árvore detidas por particulares não agregados à grande máfia das madeiras, mais uma vez o Estado incapaz, protege a nada.
Os galenos, entorpecidos pelo seu poder, mandam e desmandam na saúde, que os há bons, nem ponho em causa, até conheço alguns, que os há grandes bestas, pois cada vez mais, corporativismos de antanho escudam as classes feitas elites, advogados e médicos que há uns meros 200 anos eram tratados a pontapé, evoluíram para uma raça acima da lei, o Estado incapaz de nos proteger dessa gente soçobra, atascado na trampa que vai vomitando em forma de legislação que ninguém cumpre.
A miséria educativa, evolui entre a tagarelice professoral e incompetência estatal, as escolas são hoje antros de imbecis, locais sem segurança onde campeia o que há de mais abjecto desta sociedade, a impunidade e a falta de civismo, o Estado incapaz, incapaz de se criticar revela aqui as suas doutas capacidades e propensão para o ridículo, as futuras gerações de incapazes estão aí, prontinhas a acreditar que a cada esquina da vida há morangos e açúcar, pobres diabos que quando tiverem de provar o suor e o fel que ela tem, vão de certeza rabiar, desnorteados sem entender, que afinal viver custa.
Mas não temam, que joga a selecção e o penalti que foi ou não, congrega as forças várias, até já mete secretários do tal Estado incapaz, ridícula panaceia de um país de lorpas!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, março 19, 2009

São Bento da Porta Aberta

Bentinho esse sacripanta bonacheirão, que por ora, ocupa a cadeira de Pedro, de cada vez que abre a sua santa boca, diz asneirada da grossa, a ele junta-se o nosso revendo Feytor Pinto, que claro comunga da linha embrutecida dos senhores do clero Vaticano, comunga mas não excomunga como a igreja do Brasil.
Ele há coisas que me escapam, nesta coisa das religiões, outras porém só as posso ver à perversa luz da estupidez militante, da arrogância e da falta de bom senso. No caso desta nova investida papal contra o uso do preservativo, a única coisa que me causa é asco, um nojo profundo de partilhar o mundo com semelhantes criaturas que apregoam estas barbaridades como verdades insofismáveis da humanidade, sendo eles os únicos detentores da verdade, quando ao olhar-mos a história vemos que as mais das vezes os avanços e vislumbres dessa verdade estiveram quase sempre mais além da tacanhez retrógrada e maléfica das igrejas.
A promiscuidade sexual é um acto transversal na natureza, o facto de sermos supostamente donos de uma inteligência acima da média em relação ao restante das criaturas deste planeta, não significa que não sejamos na mesma filhos deste planeta membros desta ordem natural, animais na nossa essência, espécie evoluída, o que lhe queiram chamar. A Sexualidade é antes de mais uma multiplicidade complexa de comportamentos, originados por reacções químicas, sujeitas que estão a erros e desvios às normas tidas como padrões, que só o são, na nossa mente racional, porque objectivamente tudo faz parte da natureza.
Mas eis que por decreto surgem as religiões, sancionando, padronizando e orientando a queca, o bom Judeu, o bom Cristão o bom Muçulmano, só dão quecas a dias certos com determinados propósitos e em determinada posição, claro que depois é vê-los a todos esses bons rapazes, correrem a entupir as casas de meninas para satisfazer os delírios que a boa da moral da família imposta por estas religiosidades impõem, há uma palavra que aqui cai deliciosamente, a hipocrisia.
Ao desvalorizar, ao condenar o uso do preservativo, sua santidade, peca! Eis a humanidade revelada em toda o seu mais absoluto esplendor miserabilista e maléfico. Com religiões assim, quem precisa de demónios?

Um abraço fraterno, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, março 17, 2009

Para Inglês ver!

É assim que anda a nossa Educação, entre a atitude subserviente da CONFAP, que ainda no outro dia se desvelou em elogios à senhora ministra da Educação, num prodigioso exercício de lambebotice execrável, onde a figura do seu presidente, sinistra personagem, desponta, coroando com as absurdas idiotices propaladas aos quatro ventos por quem, me quer parecer, cada vez mais olha para escola como um aviário um depósito para deixar os fedelhos, sintomático disso é a proposta de abertura das escolas por doze horas, atenção que eu até acho que as escolas devessem estar abertas num período mais lato, mas assim também é ridículo. Mais ridículo se torna quando as escolas têm as miseráveis condições que têm, sem pessoal, sem material, num mais absoluto estado de indigência.
Ficaria feliz se visse a CONFAP, bradar aos céus por mais e melhores escolas, por mais e melhores laboratórios onde o ensino das ciências seja apelativo e motive a desmotivada plebe estudantil, mais e melhores salas de artes onde o ensino das artes plásticas da música e do teatro, enriqueçam a pobre cultura destas futuras gerações de analfabetos, que criem cidadãos educados e civilizados, ao invés de criarem uns bobos inconsequentes e tão burros que dão dó.
Ficaria feliz se visse a CONFAP, clamar aos sete ventos, por mais professores, pela criação de gabinetes de apoio psicológico e orientação em cada escola, gabinetes multidisciplinares que atalhassem e ajudassem a resolver e ou minorar problemas sociais e outros para os quais não existe nenhuma solução no actual espectro desta coisa chamada Educação.
Ficaria feliz se visse a CONFAP, gritar a sua indignação, ao exigir uma licença de parto maior, sem “qui pro quos” de percentagens salariais ridículas, que exigisse horários de trabalho mais flexíveis que permitam aos pais acompanhar os filhos nas escolas, que fizesse pressão para que o pré-escolar fosse integrado efectivamente no sistema de ensino, que o sistema de ensino fosse dotado de um fio condutor que permitisse à criança evoluir naturalmente dentro dum percurso escolar objectivo em que cada grau de ensino complementasse o anterior e fizesse a criança evoluir os seus conhecimentos, ao invés deste coisa completamente absurda de capelinhas e compartimentos estanque, que temos hoje, ficaria tão feliz se a CONFAP, sugerisse mais disciplina, solicitasse a abolição dessa imbecilidade chamada estatuto do aluno, ficaria feliz se visse essa organização denunciar o clima de medo e a insegurança das escolas, sugerindo medidas disciplinares fortes e que as escolas tomassem de novo o pulso à maralha. Mas não, a coisa mais interessante que ouvi foi a proposta de transformar as escolas em associações de bairro para promover as festarolas de bebedeira colectiva.
Quando as organizações de pais são isto, o que se pode esperar, senão mais e maiores cretinices e imbecilidades! Mais alunos a agredir funcionários e professores, mais alunos a comportarem-se como selvagens, muitas vezes a coberto da impunidade étnica e geográfica que por cá vigora, nesta anedota transformada em país.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, março 13, 2009

Parlapatões

Dom Parlapatão de cima do seu cadeirão ajaezado em ouro e veludo resolveu-se a excomungar. O gordo traseiro anafado da santa madre, engordado a prebendas e alcavalas de quem aos outros prega a moral e as virtudes do paupério viver, enquanto que intra muros conventuais e outros que tais se lança em orgíacas e báquicas safardanices.
Mas quem está de fora racha lenha, no dizer do popular que não popularucho rebanho, sempre pronto a erguer a cruz e a deitar lenha na fogueira, porque aquilo de que aqui se fala é de um auto de fé, que por terra de Vera Cruz desses brasis de pai de santo, atira às eternas chamas uma menina pobre, que por malasorte caiu nas garras de um imundo dejecto que esta humanidade beatíssima produz, triste sina a daquela inocente que não lhe bastando as sevícias terrenais enfrenta agora por decreto dos Parlapatões a condena clerical da eterna excomunhão.
E não foi de modas Dom Parlapatão, excomungou a plebe toda, família e médicos todos por junto agrilhoados à malsã condenação, com um pequeno, mas, de excepção, falta a essa mãe santa de cruz ao alto, condenar e afastar-se da atitude imunda de um abusador, a esse ou sobre essa não recaiu, nenhuma excomunhão, nenhuma admoestação nem sequer a mais pequena repreensão, agiu em consciência Dom Parlapatão, pela sua voz a de todos os Parlapatões, Papões e Sacristães, ancorados nas suas parlapatanices escritas, a que dignamente chamam a palavra de deus, este é sem dúvida um Deus menor, mesmo muito mesquinho e patético, com deuses destes ainda bem que existem incréus.
Pobre menina, que nem, naqueles que se dizem defensores da moral dos costumes e da família, encontra colo, encontra amparo para as suas desgraças. Dom Parlapatão e os outros Parlapatões, impantes de soberba, pecado capital, aliás justamente esquecido as mais das vezes pelos parlapatanistas, demonstram assim a sua atitude pró vida, a sua proximidade ao radicalismo selvagem que tão céleres são a criticar nos Parlapatões de outras Parlapatanices patéticas, que invocam o nome de deus para se rebentarem, massacrarem, humilharem e vilipendiarem o seu semelhante, simplesmente porque ou não parlapatanizam das suas parlapatanices.
Enredado, em púrpura e escarlate, entretecido em vil metal amarelo, escorrendo a sápida gordura do frango campestre doado pela alma caridosa do rebanho que assim tenta aliviar a consciência e comprar bilhete para as etéreas paragens, Dom Parlapatão, castiga, lança excomunhões e anátemas, dogmas e parábolas, que muitas vezes nada dizem, tanto palavreando. Os grossos garfos adornados de auríferos cachuchos engastados em raras pedras coloridas, entre sedas e festins, os Parlapatões, clamam a exegese do piedoso acto, quando eles próprios, mostram ser as mais ímpias das Hárpias.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, março 09, 2009

De novo outra vez, os do costume!

Desta vez nas Olaias, os intervenientes do costume, as questões usuais e os problemas inerentes aos bairros sociais onde se encafua a tralha e o rebotalho desta sociedade de estrume que criámos.
Para não variar, os iniciadores são os do costume, a famosa “etnia” subsídio dependente. Gente que não se integra nem quer, gente que continua a querer viver num limbo de anarquia e falta de civismo.
À porta de uma esquadra esta madrugada um agente é esfaqueado no pescoço por um bravo representante da mesma etnia, mais uma vez, o covarde acto foi perpetrado, pelas costas, o agente recupera, o facínora está na grelha, apanha aí uns 4 anos ou 5, não mais, no entanto se fosse ao contrário, bem nem imagino o que seria de programas especiais sobre a violência policial e racismo e por aí adiante, mas como foi um PSP, que se lixe porque existem mais.
O que condeno aqui não é a etnia, é a estupidez, a boçalidade desta gente que se arroga privilégios de diferença, que nunca obteve por meios da honestidade e do civismo, nunca se destacou pelo bem antes pela arrogância, pelo racismo e discriminação, pela pura estupidez e falta de regras de convivência.
Ser diferente não é ser estúpido, imbecil e boçal, ser diferente é participar, activamente para o bem comum, para engrandecer a nome desta sociedade que vive dias de amargura. Com gentalha desta, nunca iremos a lado nenhum!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, março 05, 2009

Prenderam o Picoto!

Se algumas dúvidas ainda subsistissem na minha cabeça, acerca do estado miserável deste país, elas dissiparam-se completamente quando li a notícia de que o Picoto, tinha sido condenado a 120 dias de prisão efectiva, por não ter pago um multa de quatrocentos e oitenta Euros depois de ter sido condenado por ofensas a um oficial de polícia, facto ao que parece ocorrido na cidade de Santarém.
E quem é o Picoto, de sua graça José Picoto Ferreira, mais não é que um pobre velhote de 76 anos, insigne lutador pela liberdade, um pobre diabo que subsiste com uma pensão miserável de trezentos e poucos Euros, como muitos dos nossos velhotes, enquanto engordamos com o nosso dinheiro o cu à rataria subsídio dependente, traficante e aos senhores da gravata de seda, o Picoto é um conhecido bebedolas, com uma acentuada queda para o tintol, que quando em estados de delírio alcoólico profere os maiores impropérios contra os poderosos, tudo verdades diga-se de passagem, mas ninguém liga ao Picoto, todos sabemos quem é, a malta ri-se com os seus comentários, quantas vezes nos apetecendo solidarizar com as verdades cruas que denuncia, habita se ainda viver no mesmo sítio um pardieiro junto com a esposa uma senhora imensa, no bairro do Girão, em Santarém, conheço o Picoto e as suas histórias desde os tempos em que frequentava o Liceu Nacional Sá da Bandeira onde fui para concluir o Secundário, já nesse altura o Picoto era propenso à pinga, conhecido simpatizante da causa da foice e do martelo, que num linguarejar desbragado soltava verdades cruas e actualmente provadas e comprovadas pelo bom senso, não pela Lei que não consegue provar porra nenhuma, em relação aos poderosas, à Corja!
Vai daí que algum oficial de Polícia mais melindroso, ele os há assim, muito susceptíveis, na opera chamam-lhes “prima donna”, na Polícia não sei, mas desconfio que deve ser algum epíteto muito pouco agradável, algo a rimar talvez, vai daí que o pobre Picoto se viu condenado por ofender o garboso agente da Lei, a tal Lei e Justiça que é incapaz de fazer condenar as cáfilas de bandalhos que por aí andam, no gamanço, e toda solicita aprende livros em Braga, censura brincadeiras de Carnaval em Torres Vedras e prende o desgraçado do Picoto.
E querem vocês que eu tenha respeito por esta Corja! Isto é tão anedótico que se contado em algum país civilizado fará cair de riso o mais papalvo dos seus habitantes, o ridículo que cobre toda esta maralha, Juízes, Polícias, Tribunais e políticos é a torpe e atroz mácula da indigência intelectual, aliada a um incúria vergonhosa.
Lá fora, assassinos, burlões, vigaristas, escumalha de todas as cores, incluindo os que andam aos tiros em bairros cheios de gente e que agridem Bombeiros, como o caso que se passou em Tomar, riem a bom rir, quem deve temer a Justiça, somos nós os pobres diabos que pagamos a toda essa maralha que vive desse negócio, porque os outros os bandalhos estão protegidos!
Viva o Picoto!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, março 03, 2009

Com Gresso!

O Congresso do Partido Socialista teve três picos que demonstram bem o nível elevado que atingem estas pavonices politiqueiras, o primeiro quando o seu inefável líder optou pelo papel de vítima, a célebre síndrome Calimero, só lhe faltando a casca de ovo no cocuruto, o querido Líder, arengou às hostes rendidas à verve fácil, sobre os papões jornalistas que o perseguem sem fim, qual perdigueiros agarrados às moléculas odoríferas da pequena e frágil perdiz, é o regresso da teoria da cabala, tema tão grato aos nossos políticos que tinha passado de moda.
« Quel injustice toujour, moi, toujour moi !» Como diria o amoroso pintainho preto com a casca de ovo na cabecita avoada, sim realmente que injustiça, tanta gente a fazer asneirada e só vêem as minhas.
Outro ponto alto, desse congresso foi a prelecção escorreito de um sapiente congressista sobre a natureza, pronunciando acerca do casamento homossexual, declarava o douto e iluminado senhor, que, “ …nunca vira um cão a acasalar com outro cão…”. Caro senhor aconselho-o a ver menos missas e novelas e mais programas do National Geographic, ficaria aperceber que esse tipo de comportamentos de interacção sexual entre animais do mesmo sexo existe transversalmente na natureza, sendo muito mais comum do que aquilo que se pensava, apesar de só recentemente ter começado a despertar o interesse dos estudiosos, assim ao contrário da mensagem sacrista e dogmática que os senhores ratos de sacristia querem fazer passar esses comportamentos não são anti natura, são parte da natureza, parte deste mundo vivo, quer queiramos quer não, claro que o protesto contra isso é licito, se bem que, quando vindo de senhores que vestem saias, parecem algo ridículos.
Por último, adorei a entrada da sapientíssima senhora Ministra da Educação, que recebeu forte ovação dos basbaques. Pergunto-me porquê? Esse imenso aplauso demonstra claramente que a imbecilidade é contagiosa, mostrou claramente que a estupidez é bem mais poderosa que a educação e o conhecimento, a ovação a esta senhora que demonstra seguramente ter um dos piores desempenhos da triste história da Educação das últimas três décadas em Portugal, revela a pobreza intelectual de quem anda na política, revela que continuaremos a ser isto, que somos, uns tristes carneiros capados.
À parte, adorei a tirada da Ti Manela Ferreira, valha-nos São Epaminondas Anacoreta, realmente o senhor Primeiro-ministro, não poderia ter desejado maior sorte, ao elegerem a Ti Manela para líder, os camaradas do PSD, deram ao senhor PM a melhor e mais vantajosa ajuda para ganhar de novo as eleições, deixo um conselho ao PSD, antes Alberto João! Pelo menos com esse a malta ria, não lhe ligava porra nenhuma, mas riamos, sempre servia para aumentar a moral.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Mar Adentro

Mais uma em que somos campeões! Ontem à tardinha exibiu a RTP2, esse excelente refúgio ao estupidificante mundo televisionado dito generalista, um apontamento inserido no Programa Biosfera, versando os famosos Planos de Ordenamento da Orla Costeira ou POOC, um versátil instrumento legislativo que fariam corar de vergonha, os países europeus menos atentos a esta realidade erosiva.
Ora, se na teoria desde 1993, vou repetir, desde 1993, existe uma legislação que defende os mil e tantos quilómetros da orla costeira portuguesa, a mais ameaçada e em perigo de toda a Europa, ora se existe essa legislação, porque é que em 2009, continuamos paulatinamente a assistir ao homicídio dessa costa, com a permissão de construir os mais vergonhosos mamarrachos, fazendo gato-sapato da tal dita Lei?
A resposta é simples, porque fomos e seremos governados por incapazes! A gentalha dos corredores do poder, essa Corja como lhe chamou o outro, essa caterva de inúteis, ineptos e bandalhos ociosos, vilipendia constantemente as leizecas da trampa que se dá ao trabalho de aprovar, vejam por exemplo os PDM, a bandalheira em que se tornaram, o assassinato das nossas cidades, vilas e aldeias, perpetrado pela Corja, a construção anárquica e desregrada, os bairros sociais esses cancros urbanos em que muitos insistem em apostar, no entanto existe luz ao fundo do túnel, ouvi recentemente um autarca dizer que o modelo de financiamento das autarquias sustentado na construção tem de acabar, que é um instrumento do passado, pena que só te lembres disso agora que a construção está em crise.
Mas voltando ao trilho, a nossa costa está completamente abandalhada, perderemos nos próximos cem anos extensões enormes de costa, aconselhem os vossos bisnetos a comprar terrenos aqui pras minhas bandas, lá para 2100, isto será uma estância balnear.
À erosão natural e dinâmica geológica das costas marítimas, junta-se a pura estupidez e ganância, veja-se o exemplo do Algarve, visto do ar a zona de costa parece um grande bairro, junta-se a pressão de construção selvagem, de rompimento dos cordões dunares, junta-se a estupidez política e a cupidez da negociata, isso para quê? Para daqui a vinte ou trinta anos estarmos a gastar milhões para salvar os empreendimentos em risco de ruir, mais uma vez o dinheiro de todos servirá par tapar o cu, aos gananciosos e intrujões, que espoliam e esburgam este país.
O pouco que sobra da costa está agora e mais uma vez ameaçada por mirabolantes empreendimentos ditos de “utilidade pública”, merdas insalubres que renderão milhões em subornos e falcatruas, que depois todos nós teremos de pagar. O triste disto é que tudo isto se passa nas barbas de um povo de carneirada capada, incapaz de reagir, incapaz de lutar, sempre pronta a abanar a cauda e agitar a bandeirinha, sempre destra na actividade osculatória do incauto politiqueiro em passeio de caça ao voto.
Enquanto isso metro a metro, a nossa costa vai desaparecendo, engolida por um oceano que tarda a engrandecer, para engolir toda esta ridícula alegoria a qual insistimos em chamar um país.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

No Reino da Barafunda!

Mas que raio de país é este? Numa cloaca imunda, em que milhares de criminosos andam impunes pela rua, sem que nada lhes aconteça, onde todos os dias o pobre pagante de impostos honesto e trabalhador, sai à rua sem ter a certeza de conseguir chegar a casa sem ser assaltado, nesta verdadeira gaiola de malucas, um Juiz, um Procurador Público, por junto com toda a rapaziada que é necessária para processar a burocracia, conseguem em tempo recorde um verdadeiro milagre e obstar a uma brincadeira de Carnaval, sobre a qual nos podemos questionar sobre o gosto, censurando a graçola com tal celeridade, como se desse insignificante facto, dependessem ataques graves à Nação, à sociedade e ao comum cidadão!
Podemos claro está e devemos questionar e talvez até criticar o mau ou bom gosto da piadola sobre o conhecido computador para crianças, alardeado até à exaustão, mas mais deveríamos questionar a atitude, censória deste Ministério da Justiça, que não consegue por cobro à crescente criminalidade, que não consegue garantir a segurança de nada nem de ninguém e num passe de magia consegue processar de forma célere uma questiúncula de cacaracá, e devemos questionar, perguntando a quem de direito, que tipo de prioridades tem este Ministério, porque a julgar pelo exemplo, as prioridades são anedóticas, ou seja o Ministério da Justiça coloca num patamar superior da douta preocupação dos seus funcionários a perseguição às anedotas e palhaçadas carnavalescas, abaixo de situações como por exemplo os homicídios.
Podemos também questionar a tal papagueada isenção da Justiça perante o poder político, será verdadeira essa isenção? Casos como esta absurda trapalhada parecem fazer crer que “aqui há gato”, ou então que a isenção só funciona para alguns casos, para os outros a isenção é virtual, sabe-se que existe mas não se consegue provar a sua existência.
Num país, onde as polícias, operam em condições da mais completa indigência, técnica, tecnológica, salarial e legislativa, num país onde os edifícios de alguns tribunais nem para estábulos servem, um país miserável, onde a segurança do cidadão honesto está à mercê do acaso e do beneplácito da Providência, num país de merda como este, andam funcionários altamente qualificados e bem pagos a perder tempo com imbecilidades quando por vezes nem notificar criminosos conseguem.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Ah, afinal, não sou o único!

As declarações de Belmiro de Azevedo, fizeram-me rebentar de riso, a minha piquena, até julgou que estava a assistir a uma apoplexia, mas não. Quando eu disse e repito muitas vezes aquilo que ontem um dos Barões de Portugal disse, eu que sou um simples sucedâneo de nabo da lezíria, olham-me como quem olha uma qualquer atracção circense, sorriem e claro, vão pensando à laia de desabafo interior, coitado do bicho, tá mesmo apanhado.
Mas ontem, foi um dos mais insignes empregadores e empreendedores do burgo que disse que Portugal corre o risco de ficar igual a Africa, no pior sentido da coisa, no mau que isso pode comportar, grande Belmiro, és uma alma gémea aqui do pobre Barão.
No entanto ao contrário do senhor Sonae, eu, há já muito tempo acredito que Portugal é mesmo África, não é pela quantidade de pretos em bairros insalubres, dedicados muitos deles à nobre actividade do gamanço, não, atentem antes ao sistema político desta anedota chamada Portugal.
Na mais nobre tradição das cleptocracias africanas das últimas décadas, o que temos por cá não é melhor, umas oligarquias, enxertadas de nepotismo clássico, de perpetuação da espécie dos mandões de serviço, que tratam primeiramente de se encher, engordando a pança com o dinheiro dos papalvos, que esgravatam para comer e pagar contas.
Junte-se uma Justiça que não serve para nada, polícias manietadas por leis completamente absurdas destinadas a proteger os senhores do poleiro e que acabam também por proteger a escumalha de todas as ditas minorias, aos quais nós também pagamos os subsídios e rendimentos e mais borlas, para que uns e outros possam andar em belos carros, ter casa à borla e gozar com o pagode entretido a discutir se o penalty assinalado ao Alguidares de Baixo foi ou não, ou embasbacados a engolir as patranhas da imprensa imbecil que temos, mais interessados em saber se a moçoila da modo faz felácios a jogadores famosos ou se é corneada pelo namorado músico, num absoluto grau zero de utilização de massa cinzenta.
Enquanto isso a lenta ajardinização de Portugal prossegue, nós não corremos o risco de ser África, nós somos África! Alias quando nos confrontamos com qualquer país da Europa, mesmo aqueles sacos de víboras lá do Leste, ficamos sempre a perder, e os nossos indicadores são sempre mais parecidos com os dos países africanos de democraticidade duvidosa governada por oligarquias, plutocratas e nepotistas, com os quais alias temos excelentes relações, provando as semelhanças que nos unem. Sugiro que nos desvinculemos da EU e adiramos ao invés à UA, União Africana, assim como assim sempre sairíamos do fim da lista, saltando para o meio, seria melhor para a nossa moral colectiva.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Vergonhoso

Ontem à noite a TVI, passou uma excelente reportagem sobre a realidade do ensino especial e a tal inclusão, termo que abomino, em Portugal e o que se mostrou foi vergonhoso. A jornalista responsável pelo trabalho, de sua graça Ana Leal, conhece muito bem esse mundo e está de parabéns por essa reportagem, que mesmo assim foi só um breve e fugidio retrato da atroz realidade dessa coisa inenarrável que se chama Ensino Especial.
Vamos então por partes, como já escrevi aqui neste bloguelho, por diversas vezes, o Ensino Especial, cá no jardim à beira mar plantado é para ser simpático, uma das maiores intrujices de sempre. Porque atentem, se a Educação em geral atingiu o estado de miserabilismo subserviente a que assistimos diariamente, imaginem como não estará um ramo do ensino que não se compadece com continhas de merceeiro de aldeola de província e muito menos com burocratices, de mangas-de-alpaca que nunca saíram dos gabinetes de ar condicionado nem nunca largam os motoristas e assessores.
Na reportagem, viram-se coisas de bradar aos céus, que ao contrário do que se possa imaginar são muito comuns, e atenção que as escolas filmadas foram as escolas modelo, assim consideradas por um ministério que atendendo às evasivas respostas do secretário de estado escalado para responder, nem conhece o que se passa, mas adiante.
O calvário relatado foi o normal, falta tudo! Professores, auxiliares, condições materiais e por aí adiante, falta dinheiro, transportes e demais necessidades que não são luxo, são necessidades imperiosas quando se trata deste tipo especial de crianças, professores que compram com o dinheiro do seu bolso os materiais, para poderem fazer o trabalho que lhes é exigido pelo tal ministério, pais que desesperam e situações verdadeiramente escandalosas, de falta atroz de responsabilidade política e de bom senso.
O que nos leva à inclusão, essa coisa do politicamente correcto que pretende colocar deficientes profundos em salas de aulas normais, uma burrice de todo o tamanho, impraticável e completamente estapafúrdia, pois não irá ajudar ninguém, porque para além do mais faltam os meios e a preparação faltam as condições, sobram as ideias imbecis, a inclusão não se faz como se está a tentar, a inclusão não se institui por Lei, a inclusão só deverá ser feita se for uma mais valia para ao aluno deficiente e para os outros, a inclusão a continuar como vai será coisa para dar como já é hábito por cá com os burros na água.
O senhor secretário de estado, apareceu a responder, às perguntas da jornalista, com um evidente mal-estar, má disposição, com respostas a roçar a mais completa falta de educação, claro, atabalhoado, sem perceber do que se falava, ou seja representou muito bem o seu ministério, deu uma excelente imagem daquilo que é a Educação em Portugal.
Aquela reportagem, espelhou muito bem a mentira, que é a coisa pomposa chamada Ensino Especial, uma mentira que este país propaga há vários anos, não é só o actual governo, foram todos os governos dos últimos 20 anos, essa corja que continua no pedestal, em grandes cargos e com grandes ordenados, todos igualmente culpados, aos deficientes, aos pais, aos professores, aos auxiliares e a todos os que se preocupam com essas pobres crianças, resta continuar a lutar e a ter esperança num amanhã melhor, que lhes traga menos mentira, menos corrupção, menos impostores, menos politiqueiros medíocres e mais gente de bom senso. Esperemos!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Nem Santo António nos vale!

A sapientíssima administração, decidiu colocar as urgências de urologia da cidade do Porto, a funcionar concentradas num só hospital, ao que creio o São João, despeitados os excelentes e honrados médicos de outro hospital, o Santo António, resolveram, por discordarem do facto, boicotar a coisa. Quando estão na escala para serviço às urgências os acima de qualquer suspeita e excelentes profissionais do Santo António, arranjam atestados e outros subterfúgios e subtraem-se a comparecer no local onde deveriam estar a prestar serviço, pura e simplesmente por discordarem do disposto, por quem manda, se a medida está certa ou errada, desconheço, mas ainda assim diz a Lei, o que quer que essa palavra ainda signifique por cá, que temos de cumprir, alguns têm de cumprir, outros basta arranjar atestados falsos de um colega.
O desplante destes senhores doutores da mula ruça, a falta de ética, de brio profissional e de humanidade, é de fazer revoltar as entranhas ao mais pacato, dos cidadãos, não pelo objecto do protesto e por aquilo que está em causa, mas pela atitude completamente vergonhosa desta gentalha que se diz médico, por exemplo aos professores ameaçam veladamente com a tal Lei e o seu não cumprimento, mas esses coitados são uns tristes, aos senhores doutores parece que já não se pode ameaçar, alias até estou em crer que nada lhes vai acontecer, nem a uns nem aos outros, como no caso dos atestados falsos dos miúdos em Braga ou Bragança que não lhes apeteceu ir aos exames.
Este caso é sintomático do corporativismo “Estado Novo”, que ainda vigora cá na terreola, classes profissionais que criam redes, quase sociedades secretas, em que a defesa dos seus elementos sempre se sobrepõem às Leis gerais da Nação, num perfeito exercício de caciquismo, à boa maneira das repúblicas das bananas da América do Sul, a todos os outros, nós, o pobre cidadão anónimo, que ninguém protege e que paga toda esta carrada de estrume, que nos resta? Nada!
Ou antes resta-nos encolher os ombros e seguir ledos e ufanos, regozijando-nos com as pequeninas vitórias, que ainda conseguimos obter, cientes de que mais dia, menos dia até isso nos tiram.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Dia Mundial da Internet Segura 10 de Fevereiro

Ontem comemorou-se o dia mundial da Internet Segura. Tema bem a propósito para o qual lentamente muito lentamente, as instituições públicas e privadas, os governos e as autarquias, começam a despertar, ainda que de uma forma tímida e algo sem coordenação.
Os pais, os professores e outros agentes de educação estão também em falta, por desconhecimento, por laxismo ou por não estarem para aí virados, também estes agentes têm menosprezado esta cada vez mais importante questão, que se prende com a utilização segura da Internet por parte de crianças e adolescentes, que são ao contrário do que se pensa as maiores vítimas desta problemática, que claro está pode afectar todos e cada um de nós.
A questão da segurança e do uso seguro da Internet é infelizmente um tema muito abrangente em que as ameaças proliferam, da exposição a conteúdos impróprios, à violação de direitos de autor, a problemas de saúde, ao cyberbulling, passando pelas mais mediáticas questões das burlas, esquemas e vírus informáticos, este problema é transversal numa sociedade cada vez mais informatizada à força, e onde a preocupação é criar mercados e não utilizadores conscienciosos.
À laia de comemoração atrasada deixo-vos uns links para locais óptimos, para que se preocupem seriamente com esta questão, qualquer dúvida que tenham sobre esta problemática, muito abrangente, podem também escrever para o seguinte E-mail: espacointernet@cm-almeirim.pt, que terei todo o gosto em vos responder, ou indicar-vos quem saiba responder.

A primeira página que vos recomendo é aqui da casa, claro está, é a página “Os Adultos e a Internet”, uma página do Município de Almeirim, que tem sido pioneiro em muito do que de bom se faz nesta área.

A segunda página é a obra do meu excelente amigo Tito de Morais, “Miúdos seguros na Net”, alguém que há já muito tempo pugna para que estas questões sejam levadas a sério por quem de direito.

A terceira sugestão é uma página institucional do governo que lida com estas questões, a “Internet Segura”.

Quarta é última, deixo-vos um blog sobre o famigerado PC Magalhães, que tem dado água pela barba à malta, lá podem obter ajuda sobre questões técnicas relacionadas com o equipamento, “Assistência Técnica Informática Online Grátis

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, fevereiro 10, 2009

No fim do mundo

Ontem uma reportagem televisionada falava de uma escola em Lisboa a Secundária Marquês do Pombal, uma espécie de “fim da linha”, para o rebotalho geracional que estamos a criar, é uma escola de curriculos alternativos que dão primazia à formação profissional, com o declarado objectivo de evitar o abandono escolar e fazer com aquela maralha inútil consiga fazre o 9º Ano de escolaridade, a grande maioria dos alunos são considerados problemáticos, nome pomposo e politicamente correcto para ciganada, pretos e escumalha branca que vive de expedientes e sem absolutamente nenhumas regras de civilidade e respeito pela sociedade que lhes engorda o cu.
Consultando o sítio internáutico da dita escola, vemos que a coisa no papel parece excelente, as oportunidades também, no entanto aquilo que se viu na reportagem, enfim desmente o resto, como alias é verdadeiro na maioria das escolas de Portugal, votadas que estão a um abandono completo por parte desta coisa que se chama Ministério da Educação, que está mais empenhado em gastar recursos e esforços a perseguir os professores, que na douta e sapiente opinião desse fabuloso caga sentenças equatorial são os, e cito “inúteis mais bem pagos do mundo”, apetece-me dizer-te ò Tavares que estimo bem que te fecundes, pois não mereces outra resposta.
Ora voltando à reportagem, a maioria das nulidades discentes que acorrem à Secundária Marquês do Pombal, vegetam no limbo da arrogância, do crime, da pura estupidez e do mais completo analfabrutismo, são digamos a versão mais ecvoluída da maioria dos actuais frequentadores de escolas secundárias deste país, recordo que no meu tempo de escola que não foi assim há tanto tempo, daí que esta degradação repentina assuma em mim um véu de verdadeiro terror, existiam em todos as turmas os cromos, os repententes e os imbecis, eram a minoria um ou dois, que tantas faziam que reram expulsos, para bem de todos os outros, hoje não hoje não se pune, não se admoesta, não se penaliza, alias não se faz porra nenhuma a esta escumalha, que para além do mais recebe dinheiro para ir à escola, eu pago, mas eles recebem, que bom, que lindo exemplo, o suborno, o incentivo à mendicidade e à subsídio dependência.
A Secundária Marquês do Pombal, tem tudo para ser um exemplo bom, que encha de orgulho, o nosso miserável sistema educativo, tem tudo menos disciplina, o que falta aqueles energúmenos bem como aos papás igualmente energúmenos é levarem umas boas arreatadas pelo lombo, uns valentes murros pelos cornos, e quiça lamberem mesmo uns tiros bam dados nas fuças que os enviem para junto dos santinhos, à conta dessa rataria imunda andamos uma minoria a ser constantemente, agredidos, roubados, assaltados, vilipêndiados, insultados e achincalhados, a trabalhar para manter gentalha nojenta a respirar, porra que não posso concordar com isto chamem-me o que quiserem estou farto, farto de ser tratado como um imbecil que só serve produzir impostos para alimentar escumalha de gravata de seda e escumalha de bairro social, que é para isso, que andamos todos a trabalhar me parece. Desculpem mas hoje estou mesmo triste e agastado, que porcaria de país!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Porto Franco ao largo da Costa!

O granel que vai no adro, por causa disto do Freeport, agora até já mete o “migalhas” e o “Não Encontrador” geral da repulhica, não entendo o porquê de todo este ruído, aconteceu alguma coisa que seja novidade. Pera lá o Barão é o PM que está envolvido! Claro entendo, é assim como se roubassem o menino do presépio e tivesse sido o burro. Percecebo! Entornou-se o caldo e o que vocês querem é por o homem a andar. Se não vai a bem vai a mal. Ó Barão isto é uma questão de Justiça!
Justiça, o tanas isto é simplesmente uma questão política, sem mais aquela, porque se fosse uma questão de Justiça então e o caso Siresp, e o caso Portucale, e os outros todos. Admitam este é um país de ladrões, de vígaros de gatunos, de oportunistas, de meliantes de galfarros. Onde há ínclitas e egrégias gerações os fortes e poderosos esburgam, os seus acólitos saqueiam, os outros roubam e os pobretanas pilham. Viemos de uma monarquia cleptomaniaca, passamos por uma república da roubalheira, uma ditadura espoliadora e desembocamos nesta latrocinocracia enxertada de Democracia de Estado de Direito, não temos emenda.
Caramba até parece que estou a defender o homem. Sim em certa medida, porque acho esta questão uma cretinice sem fim, porque a ser verdade tudo o que se diz à tripa forra, é só mais um, antes dele outros existiram iguais e depois virão mais de semelhante calibre, essa é uma sina desta cada vez mais pobre gente.
Até porque se percorrermos a administração pública, em ascendente, é um nunca mais acabar de roubalheira, da simples caixa de clipes, à resma de papel, de gasóleo ao cimento e tijolo, ouvi contar casos em que casas intireias foram construídas com roubos, do bacalhau ao presunto, dos saldos astronómicos de contas telefónicas para números de valor acrescentado onde vozes lânguidas incitam à masturbação até ao desvio dos pequenos pecúnios dos depauperados cofres das pequenas freguesias, do tostão até aos milhões retirados nos ministérios para contas offshore, esta é uma longa senda de roubalheira e vigarice.
Agora toda a gentinha atira pedras às offshore, no entanto temos uma naquele território ainda pertença deste país e ao qual eu já teria dado independência há muito, no entanto ninguém parece incomodado com isso nem que os faraónicos subsídios que o tal governante dessa ilha distribui aos amiguinhos da cor certa. Por isso não entendo este espavento todo, ou andam todos a dormir na forma ou então anda tudo bêbado, e o outro tem razão isto é mesmo um país de loucos. Ao dianho a Justiça, que serve para bem pouco!
Arrastados pelas campanhas mediáticas do estrume jornalistico que temos por cá, os papalvos da massa anónima, condenam à fogueira todos e mais alguns, ora uns ora outros, sem se darem conta que os únicos culpados somos todos nós que votamos nesta CORJA, é que a dita protege-se sempre. E se a Procuradoria se parece já com mais uma concelhia da cor, Belém parece outra, sim porque tem de ser Belém, porque a actual líder da maior oposição, é a melhor aliada do actual PM, lá chumbou o Amaral para Olhão, mas disse sim ao Santana para Lisboa, o Santana que tem um currículo de folia governativa que envergonharia o mais despesista e faustoso dos Césares, realmente algo vai mesmo muito mal neste lamaçal, não são só os politiqueiros, é toda esta sociedade, aconselho portanto um suícidio colectivo, com cicuta, assim sempre dignificam a coisa.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Que palhaçada!

A tal Autoridade da Concorrência, num arroubo de inteligência, multou no final do passado ano, os padeiros por cartelização, ou seja, por em conluio e à sorrelfa terem combinado para aumentar o preço do casqueiro, sim senhor, esta Autoridade é digna de figurar nos anais históricos deste país, por ter topado o padeiral a tentar tapar a massa com a peneira, ainda eles estavam a por a mão na massa, já a toda poderosa Autoridade, os sancionava com a coima respectiva a reverter para os cofretes esburgados e desamparados do Estado.
Os madraços dos padeiros a pensar que poderiam escapar ao longo e sapiente braço da autoridade, longe foi o logro, longe mas não célere nem abrigado, que a astuta e previdente autoridade logo ali derribou com fera coima os vilões da farinhenta guilda, não queriam mais nada do que enganar a omnisciente Autoridade.
Pois é, esta é a mesma autoridade que não há dois meses antes era incapaz de provar que havia cartelização das gasolineiras, com argumentos como, “ o preço da gasolina é público”, “ não existem provas palpáveis”, “ tudo tem que ver com o mercado base”. Provavelmente estavam à espera de relatórias assinados pelos administradores das gasolineiras a concertar os preços, a congeminar estratégias para aumentos sucessivos disparatados e imbecis, estavam à espera de fotografias dos administradores nalgum beco esconso de Lisboa num encontro tipo filme sobre a Máfia. Ah, mas agora já deu para provar a cartelização, agora já existem provas palpáveis, valha-me o santissímo!
Daqui resultam várias conclusões, a primeira, diz respeito aos padeiros que são uns tansos, deixarem-se apanhar, por uma autoridade que não apanha, uma das maiores operações de burla nas gasolinas mas apanha vinte ou trinta zés padeiros, só rir, estou mesmo a ver as reuniões à sucapa, em armazéns de farinha e fermento, todos vestidos de branco com uma saca de farinha a servir de capuz para não serem reconhecidos, de nada lhes valeu, atirar farinha para os olhos da Autoridade , a farinha não surtiu qualquer efeito nos olhos de águia da Autoridade, já se fosse gasolina sem chumbo, a coisa talvez tivesse corrido melhor.
Segunda conclusão, da próxima vez que alguém quiser cartelizar, peça ajuda aos administradores das gasolineiras, aliás aproveito o ensejo para recomendar aos administradores das gasolineiras que promovam cursos de formação sobre cartelização, vão ver o sucesso que irão fazer, além de ganharem uns trocos, porque o erro dos padeiros foi crasso, não pediram ajuda aos gasolineiros, que são os únicos com a chave de sucesso para cartelizar sem apanhar.
Terceira e última conclusão, em Portugal, só os pelintras é que cartelizam e levam pelas orelhas, os embusteiros de gravata de seda, escapam sempre incólumes, porque os seus amigos que os devem vigiar, aos quais eles pagam, claro está, fazem vista grossa, e quando se compara o preço da carcaça e o da gasolina, depressa percebemos quanto valem uns e outros.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Bastonarices

“ A Regência nomeada no meio da maior pressa e confusão pelo Príncipe era o governo mais medíocre que possamos imaginar, composto quase todo por generais aposentados, que nunca tinham visto um inimigo, ou por advogados que, caso soubessem alguma coisa da jurisprudência do seu país, certamente demonstravam uma total ignorância política e financeira”

Este pequeno comentário está datado de 29 de Setembro de 1808, foi escrito por um português que se chamou William Warre, nascido que foi na Invicta cidade em 1784, troquem os generais por engenheiros e vejam a actualidade de algo escrito há quase duzentos anos, o que mudou?
Isto vem a propósito do excelso Bastonário da ordem dos advogados, que se mostrou muito agastado com a “violência” do Estado sobre os escritórios de advogados, que na sua ingénua para não dizer algo mais desagradável, opinião, devem ser elevados à categoria de santuários, numa clara atitude medievalista de claro corporativismo bacoco e anacrónico, que levanta também precedentes interessantes.
O excesso de garantias é o maior obstáculo a uma Justiça digna desse nome, ao querer fazer dos escritórios dos advogados uma espécie de offshore dos bandalhos, se como está, a tal Justiça já é o que todos nós sabemos, imaginem, se blindarem completamente os escritórias desses camaradas, é o regabofe total, qualquer pilha galinhas fica a salvo, o interesse em combater o crime e o interesse em cumprir a Justiça, que já anda pelas ruas da amargura, cai a pique, mais por baixo que barriga de crocodilo.
Pois mas os senhores das leis, não vivem de fazer Justiça, vivem de salvar bandalhos, por isso a atitude extraordinária do senhor Bastonário, pessoa que alias, em atitudes e palavreado anteriores até demonstrou alguma coragem em afrontar essa quase seita secreta que mina a Justiça, neste caso porém o senhor Bastonário, digamos que meteu a dita na poça, o corporativismozinho militante veio ao de cima e esqueceu-se do bom senso, o pior é que os limitados intelectuais que escrevem as leis são bem capazes de lhe dar ouvidos e fazer dos escritórios dos senhores advogados santuários.
Mas nesse dia deveremos todos nós exigir que os nossos lares sejam também elevados a essa categoria, sim porque é que para me aterrarem em casa, partindo a fechadura e deixando tudo num caos, as forças da autoridade só necessitam de um mandado assinado por um qualquer juízeco de turno e para irem ao escritório do senhor doutor da mula ruça, é preciso mandados, juízes e mais não sei o quê, caramba eu pago impostos, eu não declaro ordenados minímos nem tenho contas nas ilhas Caimão. Todo este corporativismo, esta mania de superioridade dá-me asco!
Um asco grande que se revela em pequenas, coisas, alias advogados e médicos poderiam competir num concurso de arrogância, de quem tem a psicótica mania de que sabe tudo, em relação aos primeiros, conto-vos um episódio, tenho um amigo que trabalha na área da Justiça apesar de ser meu colega de faculdade licenciado em Portugês, trabalha nos serviços de tradução, de quando em vez envia-me emails com coisas escritas por advogados, só vos posso dizer que é de morrer a rir, tanta é a imbecilidade, a falta de cultura, os erros ortográficos, erros de sintaxe de concordância, ainda que se arrogem o ar de sabichões, o curso de advocacia deveria ter a cadeira de Português como obrigatória no curriculo em todos os anos do curso, por exemplo uma que está na moda, no léxico advoguês é o envio de ofícios iniciando-se com a seguinte pérola do linguajar “ Sou a informar”, numa utilização cretina de um anglicismo, imbecil cuja formulação errónea não existe em Português nem se justifica ser utilizado, valha-me Deus, tanta prosápia, tanto fato Armani, tanta gravata de seda,tanto carro de alta cilindrada, tanta doutorice e tanta labreguice.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, janeiro 27, 2009

OCDE

Há já algum tem que andava com a pulga atrás da orelha em relação aos senhores do OCDE, depois de relatório de ontem, fiquei com a certeza! Diz o novo relatório que as reformas e o nosso programa do 1º Ciclo é um sucesso e um modelo a seguir pela Europa, claro que me fartei de rir, ou os camaradas da OCDE, estão mesmo muito toldados por eflúvios etílicos, ou não conhecem a realidade da Europa, ou não conhecem mesmo o modelo Luso, que assenta sobretudo no sumo facilitismo, encapotado de novas tecnologias.
Porque entre aquilo que a OCDE, o senhor Primeiro-ministro e a sua acólita da Educação, dizem e a realidade das escolas e dos alunos, existem incongruências clamorosas, que bradam aos céus, o preparado é uma mistela perigosa, junta, professoredo por vezes a roçar o analfabeto tal e tão flagrante é a falta de qualidade cientifíco pedagógica, e baixo nível cultural, com fedelhos irritantes, mimados e tirânicos, com papás lorpas que não topam um boi desta problemática das escolas, nem querem, o que querem é continuar a ter os aviários abertos para receber a canalha ranhosa e mais nada, querem lá saber de aquisições, de conhecimento e de pedagogia, exemplo modelar disso são as inefáveis confederações de pais, se nunca assistiram a reuniões desse tipo de coisas vão, que é o delírio, a ver quem diz mais cretinices.
Isto das estatísticas e dos passes de magia tem destas coisas, a malta arranja uns programas que comecem pela palavra tecnologia, atira com um navegador, de preferência já morto, para não poder reclamar, e milagre os números começam a saltar e nós a ficar cada vez mais bem vistos, tão bem vistos que até servimos de modelo, a quem copiamos o modelo.
As vitímas do afã reformador, estão agora no 6º Ano, quando chegarem ao 10º, os que chegarem, porque entretanto, podem até já estar com o doutoramento feito, antes de lá chegar e fora do edificio escolar, dizia eu que quando chegarem a esse patamar veremos como estão, se for como os actuais produtos de outras infindáveis reformas, estarão prontos para mão de obra barata, que parece ser isso e só isso que interessa aos mandões cá do luso torrão.
Claro que gostava de ver a nossa Educação ser um modelo para a Europa e para o resto do Mundo, claro que gostava de ter excelentes alunos, claro que não acredito neste relatório da OCDE, muito menos em politiqueiros, até porque quando confrontados com alunos de graus de ensino correspondentes da Europa, os nossos alunos modelo, levam sempre abadas de tirar o chapéu, então como é, somos o modelo a seguir, mas os outros que são uns tansos, levam-nos sempre a palma, porque será?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Imbecis

A tal avaliação de professores foi de novo a votos, naquela coisa chamada Parlamento, em mais uma vergonhosa etapa deste ordálio chamado Educação, vergonhosa porque foi uma facécia de aproveitamento político, não que não devam suspender, direi mesmo extinguir esta imbecilidade chamada Processo de Avaliação de Professores, que no modelo “simplex”, prova para quem anda distraído que o que está em causa é uma medida simples de poupança e não a qualidade do exercício da docência, e muito menos a qualidade dos docentes, a avaliação é uma simples conta de merceeiro de bairro, que é ao tipo de gente a quem está entregue este país, mas atenção, poupamos só onde não atinge o nosso bolso, pois claro!
Mas vamos ao início, porque isto está tudo mal desde o início, comecemos pelas universidades que formam os futuros professores, o Estado, dá o aval a essas universidades para que tenham nos seus curriculos cursos “Via Ensino”, que supostamente formam professores, o Estado arrecada, impostos e prebendas, as Universidades propinas e os alunos acabados os cursos vêem esse mesmo Estado declarar abertamente a sua desconfiança em relação às competências das pessoas que as universidades às quais dá o seu aval, formam, esta é a primeira imbecilidade, deste Estado. Sim porque a tal “Via Ensino” não ensina ninguém a dar aulas, os pobres diabos que frequentam essas aulas e esses cursos são massacrados com cadeiras teóricas sem nexo que não servem para nada, não existe um minuto de Pedagogia, de funcionamento de administrativo de escolas, de psicologia de nada, existe um vasto curriculo de cretinices que formam bons investigadores, mas concerteza não forma professores. Esta é segunda das imbecilidades.
De seguida inventou-se um tal estágio, a que se chamou “profissionalização”, durante um ano lectivo, o pobre dianho que queira dar aulas, é “orientado” por um colega orientador que depois o avalia, esta é a primeira avaliação, tem sido esquecida, mas aqui já são avaliados, mal dirão uns, péssimamente digo eu, porque essa coisa da “profissionalização” é mais uma imbecilidade, sem pés nem cabeça, que não avalia porra nenhuma, e pior não ensina nada a ninguém. O que já é a quarta das imbecilidades.
Continuo certo, de que metade dos professores em todos os graus de ensino, estariam melhor noutra qualquer função, como professores são uma nulidade, culpa de quem, claro dum Estado que maltrata a Educação, que desbarata recursos e que não promove o conhecimento e a investigação, na quinta das imbecilidades. Nos anos 80, passaram a ser aceites como professores, todo e qualquer gato sapato que tivesse o 12º ano, foi o fartar vilanagem, engenheiros, arquitectos, advogados entre outras nulidades caíram n o ensino, porque havia falta terrível de professores, dos bons, ora na falta desses, entrou tudo, vinte anos mais tarde, mandaram-se esses para a rua, mas muitos ficaram, o mal estava feito, a imbecilidade foi-se perpetuando. Jardins-de-infância, escolas primárias, secundárias e Universidades, estão cheias de nulidades docentes, que entulham e atropelam a nobre arte de ensinar.
A grande inovação do método da Educação em Portugal é não existir método, ao invés de existir uma linha sequencial nos vários graus de ensino, não, cada um funciona em compartimento estanque, que só aqui e além apresenta pontos comuns, naquilo que é mais uma imbecilidade, não existe a menor preocupação com as crianças, com os alunos, que são o real objecto da Educação, a luta centra-se nas capelinhas, nos feudos de cada classe dentro da classe mais alargada, num exercício de estultíce pura, a tal união da classe, que parece existir nesta recente luta é mera miragem, o que tantos criticaram com a divisão imbecil entre “proessores titulares” e “só professores”, foi simplesmente, colocar em pé de lei uma norma não escrita que os próprios professores já promoviam entre si, vá-se lá saber por quê. Vejam por exemplo o caso dos senhores deputados e deputadas, que no dito “Parlamento”, defendem em antes os privilégios, do seu tacho, esquecendo a profissão, é que bem vistas as coisas, se se portarem bem sempre ficam par a apróxima e 8 anitos de parlamento são uma grande ajuda para a reforma.
Os professores precisam de ser avaliados? Sim sem dúvida! Precisam de ser avaliados para corrigirem vícios, para serem melhores profissionais, para que ser possam extirpar as nulidades que vegetam nas escolas, muitos havia, que agora já na reforma deveriam estar também no banco dos reus, culpados que são do descrédito que caiu a classe, mas a esses já não podemos chegar.
Os professores precisam de ser avaliados para serem melhores profissionais, para que possam ensinar mais e melhor, nunca para serem impedidos de progredir nas suas carreiras, nunca para tal como estão atulhados em banalidades burocráticas tenham de fazer directas sem dormir, conduzir 50 quilómetros e para estar duas horas com os alunos e cinco a tratar de papéis. Este Estado, imbecil, assassina o ensino público, gasta milhões a subvencionar o ensino privado, desbarata recursos, em escolas miseráveis, mal equipadas, troca de manuaias escolares por tudo e por nada, promove estatutos de aluno, que em nada beneficiam ninguém, incluíndo os alunos, ajudados por confederações de pais que pouco ajudam antes atrapalham, num estado de pura imbecilidade, num país de desiducação, onde a Escola, serve para cada vez menos.
O quotidiano, dá razão aos descrentes, a Educação, ensina pouco, os jovens já nem sentem falta da Educação, para não falar que até há uns a quem se paga para estarem na escola e que nem isso aproveitam.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, janeiro 19, 2009

A Oitava Maravilha!

A OCDE, o INE, e todos os outros institutos e instituições, públicas e privadas, portuguesas e estrangeiras, que se dedicam a reduzir a números a vida das pessoas, publicaram um relatório onde se afirma que Portugal é a oitava maravilha do mundo. Segundo essas várias instituições, Portugal é o país mais coerente e constante do mundo, com alguns dos profissionais mais bem pagos e melhor funcionamento da administração pública.
Este recente estudo desmente claramente todos esses arautos da desgraça que por aí saltaricam, enchendo o mundo de lamentos, segundo o estudo, a nossa educação é a terceira melhor do planeta, só suplantada pelo Mali e pela Croácia, somos os melhores médicos, cirurgiões e clínicos. A Justiça em Portugal é a mais diligente e rápida de todas quantas se analisou, a rapidez dos processos, acelerada por novos códigos de processo penal e civil, aligeirou o peso da burocracia, além de que as populares medidas de despenalização, fizeram maravilhas pela estatística, sendo nós também um dos países mais seguros do mundo, onde, praticamente não existem crimes, ou antes onde quase nada é considerado crime, o que é bastante diferente.
A nossa diligente e sapiente Educação, a persistente paixão por ensinar, fez com que em cada cem portugueses, cento e trinta e sete virgula oito por cento tenham um ou mais doutoramentos, ao que parece só aquele antro comuna de Cuba, apresenta um melhor desempenho, somos realmente os maiores. Quando olhamos para a corrupção ela é quase inexistente, uns meros vinte e oito por cento dos internados no modelar sistema prisional português estão a cumprir penas por corrupção, o que nos torna o país menos corrupto do universo.
Os nossos médicos e cirurgiões, nunca erram, de tão excelsa e profissional que é a sua formação, os óbitos ocorrem por pura negligência do doente que não é capaz de entender nem reagir aos excelentes e soberbos desempenhos dos discípulos de Galeno, estão em igual proporção os nossos brilhantes e clarividentes Juízes e Advogados, únicos detentores da chave da verdade, a eles se deve em grande parte o estrepitoso sucesso deste país, que faz inveja aos grandes da Europa.
No ambiente damos cartas ao mundo, o nosso país é o mais bem cuidado do planeta, as nossas estações de tratamento de esgotos as mais eficientes da galáxia, não existe um só cagalhão que fuja ao nosso diligente e soberbo processo de reciclagem, a nossa rede de reservas, parques naturais e zonas de paisagem protegida, faz inveja a muitos dos ditos países desenvolvidos, porque mais uma vez o inovador génio português produziu o que de melhor se faz em termos de protecção do ambiente, quem se lembraria de colocar uma cimenteira dentro de um parque natural para o proteger dos obscuros interesses da construção civil, que melhor forma à de preservar uma arriba ou um sistema de dunas do que lhe espetar em cima umas valentes toneladas de betão e construir condomínios de luxo, ou arrasar pinhais e montados para fazer campos de golfe que efectivamente protejam a fauna e a flora.
Os nossos sistemas de combate a incêndios, de socorro a náufragos e de protecção civil, enchem de inveja os maiores da Europa tal é a sapiência e abundância de meios que possuímos, a par com as nossas forças policiais e forças armadas que fazem a inveja de países ditos civilizados pela elevada qualidade dos seus sistemas de comunicações e armamento, que ombreia com tudo o que de melhor se faz no mundo, desmentindo aqueles que fazem do bota abaixo o seu culto diário. Arautos da desgraça, Portugal progride!
Para culminar, estamos na ponta da lança, no que concerne à utilização, das novas tecnologias, que interessa que fábricas centenárias de loiça, produtos genuínos e fantásticos pereçam na voragem da globalização, se por outro lado parimos para o mundo centos de Magalhães, e bandas largas aos milhares, calai-vos aves de mau agoiro! Que Portugal segue indemne e veloz, à velocidade da luz, directo para os lugares mais cimeiros.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia