terça-feira, janeiro 13, 2009

Nós por cá!

Em boa hora a SIC decidiu transportar um apontamento integrado no jornal da noite, para um formato de programa, direi mais naquele que é o melhor programa de comédia da televisão nacional. O CQC, da TVI, também é excelente, mas o Nós Por Cá, é mesmo soberbo. O repositório do portuga, do tuga, do labrego lusitano, sob as suas mais variadas roupagens, o lorpa, o politico idiota, o autarca mentecapto, o cretino, o nódoa, o estafermo, o paspalho, o nabo, o basbaque, o energúmeno, o suíno, o borrabotas, o bobo, o bandalho, o badalhoco, o bardamerda, o cavalgadura ou mesmo o imbecil anónimo estão todos lá, todo, todo o excepcional espectro da avifauna lusa, as avantesmas analfabrutas desta terra esplanadas em tecnologia de ponta nos plasmas e LCD de Portugal, mostrando que a Banda Larga, o TGV, o Magalhães e outras brincadeiras, precisavam de ser repensadas, porque nas mais das vezes aquilo que se assiste são a tramas medievais, passadas claro está na ubiquidade perene deste passar do tempo à lusitana, a rataria nacional no seu melhor, em grande e à grande. Parabéns ao programa.
Dispensável, é aquela coisa de levar lá uns zezinhos para botar faladura, dispensável e chato, que ninguém tem pachorra para estar a aturar as bojardas daqueles convivas de circunstâncias, alguns com ar de absoluto enfado, como que tolhidos pela surpresa das muitas e variadas imbecilidades a que assistem ficam quase que sem pio perante as estúrdias e inenarráveis faltas de civismo que denotam em antes uma atroz e pavorosa indigência intelectual de um povo. O programa “Nós por cá” irá fazer mais por este país que cem tratados de sociologia, será uma maneira excelente de ver o que realmente somos, uma cambada de emplastros, canhestros analfabetos e sem o mínimo rasgo de civismo, asseio e respeito pelos outros.
Por outro lado o programa serve de paliativo à crise, numa catarse colectiva, dá para rir a bandeiras despregadas, eu pelo menos encho o papinho, é rir a bom rir, de tanto imbecil e tanta imbecilidade, das mais rocambolescas, até aquelas que se nos metem pelos olhos adentro, onde de imediato se percebe o cheiro da corrupção do compadrio do amiguismo, daquela coisa tão nossa de untar as mãos e viver à conta de esquemas e roubo dos dinheiros públicos, é só rir!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Reestruturação ou talvez Não!

Dizia o outro que “por vezes é necessário fazer alguma coisa para que tudo fique na mesma”, ou então que é “preciso fazer alguma coisa para que tudo fique pior” digo eu! ´Que é o que se passa com a famigerada reestruturação da Guarda Nacional Republicana. Uma vez mais os doutos e sapientes cérebros que desgovernam as forças de segurança, fizeram parir uma reestruturação, que na modesta opinião de quem como eu é um simples observador desprovido de conhecimentos técnicos, vai ser como se dizia na minha “guerra” uma valente e “real cagada em três actos”.
Quer-me a mim parecer que a rapaziada do ar condicionado que pensa nestas coisas, não tem muito bem a noção do país onde vive, o que como em outros casos se percebe perfeitamente, pela pura e dura imbecilidade das alterações, não discuto as soluções técnicas se bem que sobre elas tenha opinião formada há muito tempo. Centrar-me-ei só num pontinho que a mim me fez confusão, que passo a explicar.
As nossas forças policiais estão num grau crescendo de desmoralização, seguramente atingiram o zero, desmotivados, mal pagos, insultados e as mais das vezes sem meios, estes homens e mulheres tentam cumprir o melhor que podem a tarefa que lhes está atribuída, quantas e quantas vezes de forma abnegada e em detrimento da família, esta gente devia ser acarinhada e bem tratada, porque são cada vez mais a nossa “thin red line”contra a escumalha subsídio dependente da roubalheira, do tráfico e do homicídio, visto como está que os tribunais estão apostados em libertar todos os tabardilhas galfarros por mais perigosos que sejam.
Não admira pois que nos jornais, surjam notícias a dizer que os homens e mulheres das forças policiais estão desmotivados, insensato seria que não estivessem, tal o abandono a que têm sido votados, relembre-se a trapalhice das Glock, a legislação completamente desadequada do novo mundo do crime, os salários miseráveis, a assustadora taxa de suícidios e doenças do foro psiquiátrico e psicológico que deveria fazer a rapaziada do ar condicionado sentir-se envergonhada, ainda a semana passada uma jovem militar da GNR se suicidou deixando orfão uma criancinha pequena, nas televisões não dei por terem dado cobertura ao caso, estavam demasiado ocupados a dar enfase a um entulho que depois de roubar um carro e disparar para o polícia levou e bem um balázio nos cornos. Esta dualidade de critérios em que se defende e promove a escumalha e se esquecem de quem nos defende, dá-me nojo.
Voltando à reestruturação, as tragalhadancices usuais extinguem umas unidades, ou antes dão-lhes um novo nome, e, ponto que realmente me faz chocar, criam 3 ou 4 novos tachos para Major-general, dentro da estrutura da GNR, vai até existir um major general a comandar uma unidade de 750 homens, ora isto é claramente deitar dinheiro à rua, além de vergonhoso, já nem falo no fecho de postos, nos transtornos para o pessoal que terá de se deslocar para novas unidades, falo na vergonhosa e despendiosa criação de mais lugares de tacho, quando as necessidades de meios de instalações e de condições são tão gritantes.
Aos homens e mulheres das nossas forças policiais só posso, infelizmente dizer obrigado, obrigado por continuarem a desempenhar a vossa função o melhor que podem e sabem, na certeza porém de que, muita coisa está mal, que existe dentro dessa estrutura gente sem brio, mas que não serão essas poucas ovelhas ronhosas que farão manchar a vossa excelente prestação.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, janeiro 06, 2009

A montanha não pariu! Sequer um rato.

Falou e disse, nada! O senhor Primeiro entre os ministros, arengou durante largeirões minutos, sobre tudo em especialmente sobre absolutamente nada, limitando-se a defender o indefensável, honra lhe seja feita o homem é inamovível, na coragem e coerência com que defende as abstruzidades que vai declarando defendendo-as como se fossem as maiores das verdades deste mundo lusitano.
Mal, muito mal também os dois jornaleiros que até são rapaziada esperta, nervosos, com o assunto estudado, mas que se atropelaram indignamente tentando confundir o PM, nesse jogo o senhor em causa é exímio e os dois rapazes saíram claramente de rabo de rojo, o início também foi péssimo a escolha do célebre estatuto dos Açores, foi um escolha estulta e desprovida de senso, a quem interessam as guerrinhas mesquinhas da partidarite lusa, a ninguém excepto aos seus promotores que tentam ensacar ganhos estratégicos obscuros na lógica da politiquice rafeira e cretina que há já largos tempos conspurca os corredores do poder cá no burgo, porque a não ser assim, a discussão assentaria sobre o estatuto da Madeira, intocável, sobre o próprio modelo politíco da nação, que urge reforma séria e sobre a vergonhosa lei de financiamento dos partidos, mas quanto a isso nada a declarar.
Esperei palavras sobre os dois milhões de idosos que vivem com pensões miseráveis, enquanto uns milhares de galfarros de minorias várias, umas a cor outras sem cor, folgam de costa direita com rendimentos para tudo e por nada com casas à borla, porque nem renda pagam, já para não falar nas reformas milionárias de outros reformados aos cinquenta anos, esperei em vão, novas de políticas concretas de acerto com uma Europa que nos foge a sete pés, nada! Palavreado oco sem conteúdo, meias verdades, propaganda antiga de encher o bicho do ouvido aos acólitos que agitam a bandeirinha nos discursos inflamados, isto é Socialismo? O tanas, isto pode ser muita coisa, socialismo, não será, será vento, ou chuva que não bate assim. Esperei novas, e das novas não tive sequer um vislumbre!
Versejou alegremente o doutor senhor Engenheiro sobre a Educação, sobre o sucesso magalhânico, nas escolas, não há giz, telhados, aquecimento, laboratórias, equipamentos, cultura, civismo, educação, mas existem os Magalhães, perdão, também não existem, afinal o que há nas escolas? O sucesso inaudito do ensino profissional, que conjunto com curriculos alternativos e novas oportunidades, lançam no mercado de trabalho gente cheia de diplomas e que não sabe uma letra do tamanho de um boi, como se pode falar de avaliar de massacrar os professores quando existem escolas onde o ensino tecnológico carece de meios, escolas onde na mesma turma se dois alunos precisarem de lixar um prancha de pinho, só um o pode fazer porque só existe uma lixadeira, tenha vergonha senhor ministro! Como espera o senhor que se aprenda e se ensine em sitíos que servem para tudo excepto para ensinar, onde professores miseravelmente pagos, tem de aturar os fedelhos birrentos filhos desta sociedade imbecil, atulhados em papelada, obrigados a fazer formação que tem de pagar do seu bolso, tenha vergonha senhor ministro!
Para além disto, mais nada disse de relevante, excepto umas bojardas sobre a recessão, a crise que ninguém previu, mentira, porque muitos a previram, começando pelo seu inefável ministro Pinho que chegou ao ponto de decretar o fim da crise, quando ela ainda nem sequer tinha começado. Junte-se esta entrevista ao discurso de Sua Excelência o senhor Presidente da Republica e temos o mais acabado exemplo da ruinosa classe que nos governa. Resumindo foi triste, muito triste, notem que até tinha começado bem às 19.00h com o “Nós Por Cá”!

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

domingo, janeiro 04, 2009

Monsieur Le President!

Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, finalmente abriu o armazém de migalhas de bolo-rei para proferir um inusitado discurso de miserabilismo novel anual, concorde-se ou não com a criatura, é triste verificar que os lugares comuns do senso catastrófico “demodé”, tão ao gosto do género hollyodesco do filme catástrofe de classe B dos anos 70, voltam neste ressuscitado Ed Wood à portuguesa em tonitruantes silvos na voz cava e macilenta quase imperceptível naquele sotaque, meio taberna de Alfama, meio algarvio com toques de sopinha de massa, que Sua Excelência exibe nestas ocasiões de estadão e protocolo, como se alguém com um pingo de massa cinzenta lhe desse algum crédito.
No entanto devo confessar que gostei do discurso, genericamente gostei, o que claramente demonstra que não tenho um grama de neurónios, Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, finalmente trouxe à baila algo que nos interessa a nós pobres diabos que pagamos os vários ordenados que alimentam Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, bem como a muitos dos seus acólitos, a crise.
O endividamento excessivo, o viver acima das posses, ora estes são temas que Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, bem conhece, nos seus já esquecidos e longínquos tempos de Primeiro-ministro, Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, lançou as bases deste endividamento excessivo e criou a política do miserabilismo intelectual, recordemos o caso Saramago e aquela criatura chamada Sousa Lara, o miserabilismo salarial, o miserabilismo académico, enfim enquanto Primeiro-ministro Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, foi o campeão do miserabilismo Luso, é pois com todo o mérito e propriedade, que transvestido em paladino da verdade, Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, fala da crise e do miserabilismo, por oposição aos fadários rosa do senhor Primeiro-ministro actual que vive num conto de fadas magalhânico, sonhando com velas desfraldas a singrar mares oceanos de fio a pavio em internauticas navegações, com os endividados municípios a terem de assumir a despesa dos navegantes.
Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, falou e bem! Falou essencialmente, de si, do seu passado e presente, falou da escola que criou, directivas que todos os posteriores seguidores no cargo copiaram, avolumando o “mostro”, o endividamento, o despesismo e a falta de norte disto tudo. Faltou a Sua Excelência o senhor Presidente da Republica, falar dos pobres, dos que trabalham sustentando esta cloaca, do sistema político infecto, olha razão tem o Alberto que quer ser um estado federal.

Um abraço de bem-vindas ao novo ano deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, dezembro 23, 2008

FELIZ NATAL




Desejo um Feliz Natal e um excelente Novo Ano a todos os que visitam este cantinho.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Santanurang

O último acto desta opereta bufa que tem sido o consulado de FL à frente do PSD, caiu ontem, com o anúncio de Santana como candidato à Câmara de Lisboa. Sócrates esfrega as mãos de contente, não tarda nada que o Santana põe o PSD novamente de pantanas e ele ganha de novo com maioria, já que daquele lado está descansado, com tanta falta de intelecto.
FL, como ministra foi a nulidade que bem conhecemos, na educação foi disparate atrás de disparate, na economia, engordou o tal “Monstro”, que o outro criou e agora que assenta a nalga em poleiro superior veio ao terreiro cagar sentenças sobre o mesmo, resumindo, o PSD, não é uma opção credível!
Já existia o bumerang, o Cavacurang, o Soaresrurang e agora temos o Santanurang, os últimos três são protótipos lusos, os aborigenes ficariam coradinhos de vergonha, os seus bumerangues não chegam aos calcanhares de nenhum dos protótipos lusos, que por mais longe que se atirem, aranjam sempre maneira de voltar, por falar em voltar e só para rimar, votar em Santana, é algo que desafia qualquer pessoa com pelo menos dois neurónios intactos. Resolvi, experimentar e ver em que situações é que eu votaria em Santana Lopes, para o que quer que seja, incluindo porteiro de balneários públicos. Por exemplo, eleições para a câmara de Lisboa, escolher entre Santana e Costa, claro votava em Costa, Santana e Pinto da Costa, até votava no Pinto, Santana e um poste de iluminação pública, fogo ganhava o poste de certeza, Santana e um arrumador, aí abstinha-me, Santana e uma sandes de coirato, ganhava a sandocha, Santana sem mais ninguém, por mim o sem mais ninguém ganhava.
Percebem, é isto que sinceramente não entendo, votar em Santana, é o mesmo que usar o mesmo papel higiénico duas vezes, votar em Santana é estar à beira do precipício e dar um passo em frente, será o mesmo que ir jogar roleta russa e encher o tambor de munições, por isso é que me faz confusão, gente que se afirma dotada e inteligente, fazer escolhas destas!
Claro que a FL, não restava outra alternativa depois da toda poderosa distrital de Lisboa impor o seu candidato, a fraqueza política do PSD, de FL e dos seus seguidores incluindo um que não é mas é porque está no mais alto cargo da nação, faz com que as diversas tropelias do Ti Alberto fiquem sempre sem comentários, a falta de concentrado, a uma porque nasceu sem ele a outro porque nunca o teve, deveria incomodar as bases de um partido que se diz social e democrata, pobres base de canhestros analfabrutos, que atacados de partidarite aguda só vêm laranjada.
Em meia dúzia de meses, o PSD, passou de um Mendes mediano, pouco credível, disparatado, apunhalado por Santana, para um Meneses, barraqueiro e malidecente que amua, apunhalado por Santana, por um presuntivo candidato Marcelo sabe tudo, que já se viu que afinal não percebe de nada, já anteriormente apunhalado por Santana, para uma FL, que às costas carrega os antecedentes de uma carreira governativa triste e medíocre, que será de certeza apunhalada pelo mesmo assim que ele tiver hipotese.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Triste mais triste não há!

Tinha prometido a mim mesmo, seguir as preciosas indicações de Sua Excelência o senhor Presidente da República, escrevendo até ao fim do ano croniquetas sobre coisinhas boas e benfeitorias e essas inhas e itas. Mas, ontem uma notícia no jornal deixou-me boquiaberto de espanto.
Um senhor, que hoje tem 22 anos, foi condenado a 2 (DOIS), anos de pena suspensa, para tratamento psiquiátrico obrigatório, depois de ter sido condenado por actos de pedofilia praticados em crianças menores de 10 anos, o meretissímo, inteligentissímo, sapientissímo, iluminado, preclaro, omnisciente senhor doutor Juíz, entendeu na sua avançadissima mente que o camarada em questão vai fazer uns tratamentozitos e depois fica tudo bem, deixando de gostar de apalpar pilas de meninos.
A cavalgadurice da Justiça portuguesa não cessa de me espantar, a absoluta indigência intelectual da Justiça portuguesa não cessa de me espantar, como é que é possível uma sentença destas, tratamento psiquiátrico, valha-me São Anacleto! Então o meretissímo Juíz não lê jornais, não sabe que a Pedofília não passa com uma aspirira e três dedos de conversa deitado no sofá, o meretissímo Juíz, anda por ventura a dormir na forma, ou viverá nalgum estado de iluminação, talvez seja budista, estado esse propiciador de descobertas fantásticas, às quais nós pobres mortais, por junto com todos os psiquiatras e psicólogos do planeta, ainda não tivemos acesso. Meretissímo Juíz, publique já vossa excelência, semelhantes conhecimentos dignos de figurar em atlas da sapiência médica, auguro-lhe um futuro promissor, a sua sabedoria iluminada fará alcandorar o nome de vossa excelência nas mais altas colunas gravadas a ouro dos mais sábios dos sábios, qual Einstein, qual porra, este meretissímo Juíz, sim, um digno génio mal aproveitado, um sábio, uma luminária irradiadora de sapiência inaudita, treme mundo infiel, um pobre e apago meretissímo Juíz de Portugal descobriu a cura da pedófilia, 2 (DOIS), anos de pena suspensa e tratamente psiquiátrico, para quê estudos e imbecilidades, psiquiatras e psicólogos, teses e experiências, qual nada, um simples, mas intelectualmente dotadissímo meretissímo Juíz deste pequeno pardieiro chamado Portugal, revoluciona o mundo, Descartes errou, Damásio é nada, Freud um triste, apequenados por este gigante intelectual, este Zeus da magistratura portuguesa.
Por isso portugueses nada temam, com Juízes desta laia, não há mal que nos chegue, para tudo eles têm remédio, descartem-se dos médicos desses falsos adoradores de Galeno, manifestem-se, queremos um Juíz em cada hospital.
Este episódio é tão triste tão revoltante, que dá nojo, dá asco, e dizem que isto é um estado de direito, no entanto, a sentença, faz-me temer, pelas repercussões que terá em relação ao caso Casa Pia, será que veremos aquela cambada toda no psiquiatra? A ver vamos. Que país de merda!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, dezembro 15, 2008

A Caralhota

O pão é um dos antiquissímos alimentos a que o homem se tem dedicado de alma e coração, falamos dele na Mesopotâmia há cerca de 6000 mil anos, falamos nele no Egipto dos faraós, falam dele os Gregos, dizendo que deviamos desconfiar dos homens que não comem pão, vá lá saber-se porquê, coisas de Gregos.
O pão ocupa o lugar de honra da mesa, recordemos a casa portuguesa com o pão e vinho sobre a mesa, é um alimento de tal forma importante que ocupa tambem uma função importante na religião católica, o que é a hóstia se não, um tipo de pão, ainda hoje, apesar dos hábitos alimentares cretinos importados de outras paragens, pão contínua a ser um componente importante da alimentação do homem, e ele existe de tudo e de todas as formas e tipos de cozedura, ao pão ázimo kosher dos Judeus, até aquela coisa insalúbre das padarias lusas, mais fermento e água do que outra coisa, passando pela baguete pelo pão de forma e por aí adiante.
De trigo, de centeio, de milho de castanha e até de bolota, o pão é a reverência imediata da sacralidade da refeição, óbolo sagrado remeniscência dos tempos em que as refeições eram tempos do sagrado em que a família partilhava a dura existência da sobrevivência, elemento aglutinador de vontades e destinos, por causa dele, ou antes pela sua falta se fizeram guerras e revoluções, massacres e depredações, o pão é seguramente uma das maiores invenções do homem.
Por isso hoje resolvi falar-vos da CARALHOTA, um tipo de pão de trigo aqui da terra, a caralhota esteve quase esquecida, à morte, como está quase tudo o que significa tradição e antiguidade, os tempos modernos em especial os nossos, atiram com a maioria das coisas nossas da tradição e cultural para os quintos dos infernos, afogadas nas marés dos hip-hops dos raps e de outras imbecilidades cretinas que abraçamos sempre com a maior insensatez. Mas o que raio é uma Caralhota? O nome sugere uma incursão ao domínio fálico, Freud explicou isso tudo, no entanto a caralhota não tem nada de fálico, é um pequeno pão redondo, com cerca de 10 ou 15 centímetros de diâmetro, excelente para acompanhar todo o tipo de petisco e mesmo as refeições.
Reza a história que me contou, uma pessoa antiga daquelas que ainda guardavam as memórias dos lobisomens da lua cheia e das bruxas que nos atentavam às encruzilhadas, que às pequenas bolas de massa que sobravam de fazer o pão chamavam caralhotos, por graça e para não desperdiçar, coziam-se também, davam-se aos miúdos, bezuntadas de azeite e açucar, açucar loiro, não dessa coisa branca de hoje, moída e remoída, cheia de aditivos esquisitos.
Ora as pequenas bolas depois de cozidas por graça lhes chamariam caralhotas, e assim ficaram, feitas que eram na maioria das casas de Almeirim que tinham forno de lenha e coziam pão, coisa que foi desaparecendo, a caralhota é um excelente alimento, e deve ser pedido nos restaurantes da zona assim mesmo, pelo seu nome, Caralhota! Não é um pãozinho pequeno, nem uma carcaça, muito menos um pão de bifana, como já ouvi muito mentecapto e mentecapta pedir, é uma Caralhota. Se a minha amiga e o meu amigo pedirem uma Caralhota, toda a gente aqui na terra sabe o que é, não labora pois em erros nem enganos e vai servida ou servido do melhor que por aqui há, sim porque isto não é só sopa enfarta brutos, também tem outras coisas, como a singela e pecaminosa Caralhota, que faz a delícia dos petisqueiros. Experimentem assar chouriça, em uma boa aguardente viníca e comam-na com a fatias de caralhota, ou nos pratos com molho, usem a caralhota com o seu miolo sápido para ensopar o molho e depois me dirão. Grelhem uma boa fêvera de reco, sal grosso só a meio da assadura, entretanto, cheguem a caralhota aberta ao meio ao brazeiro para que lentamente toste um pouco, de seguida reguem-na com um bom azeite nosso, esfreguem bem com um dente de alho, por esta altura, a carne deverá estar no ponto, entremeiam-na entre a caralhota para ficar aconchegada e comecem lentamente a degustar, acompanhem com um tinto, ou branco da vossa escolha e depois contem-me histórias, qual hamburguer qual balhana, viva a Caralhota.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Tenham dó!

Tenho pena dos deputados da Nação! Tenho pena por variados motivos, dão-me dó por serem aquelas coisas sem nervo que vemos televisionados em canal próprio, como se isso fosse do interesse de alguém, fazem-me sofrer pelas absurdidades e cretinices que dizem e dão-me dó por causa da maneira como agem, em suma os deputados portugueses são criaturas dignas de dó, de piedade e de compaixão.
A baixa capacidade intelectual que nalguns casos roça mesmo a completa indigência intelectual daquela rapaziada é digna de dó, a pobreza franciscana atroz dos discursos onde nunca bate a bota com a perdigota, onde se apregoa uma coisa e se faz o seu contrário, é digno de compaixão, leva-nos a pensar se aquilo são as nossas elites, realmente este país é mesmo uma grande cloaca de merdum, porque os exemplos que aquelas damas e cavalheiros nos dão, são “per si” exemplos sobejos do resto da sociedade miserável que é a nossa.
Aliás, as nossas instituições são flagrantes exemplos disso mesmo, da presidência da república aos tribunais, é um fartote de riso, com tanta falta de tudo o que é intelectualmente capaz, pontua isso sim a mais singela e pungente opacidade, a mais disforme inépcia e falta de razão. Porque deveria a Assembleia ser diferente? Claro, não podia, porque destoaria do geral, quando o geral é pior que mau, é infinitamente miserável, aliás colocados numa escala de miserabilismo, temo bem que seriamos os maiores, numas olimpíadas da estultíce e do disparate, nas disciplinas da cretinice, da falta de intelecto e da inépcia seriamos seguramente os campeões, indiscutíveis sem apelo nem agravo, fariamos migas de todos os outros concorrentes africanos e sul americanos, teriamos de ter cuidado porém com os asiáticos.
Em suma os senhores e senhoras deputados da Nação, assinaram o ponto, para ganharem o carcanhol que faz sempre falta para a bica ou para o simbalino, abalaram e deram às de de vila diogo de rabo alçado direitos à neve. Sim e depois, qual é o problema? Das outras vezes fugiram para ir à bola, para irem a banhos e para ir para a real que os pariu, continuo a perguntar, e depois? Qual é problema? O que é que faz a grande maioria dos portugas, quando se lhes apresentam oportunidades dessas, ora faz o mesmo, pois claro, então criticam o quê?
Os senhores e senhoras deputados da Nação antes de o serem são portugueses, e como bons portugueses, dão os exemplos da praxe, ora se algum sentimento nos merecem é de dó, de compaixão, de nojo e de piedade. Porque são criaturas dignas de piedade estes portugueses, cujos exemplos o povo ignorante e carneiro segue sem sequer balir, para que servirá então esta tempestade num copo de água, ora para nada, claro está, tal como nos casos anteriores onde as senhoras e e os senhores deputados da Nação, envergonharam a Nação, esta será mais uma, logo será esquecida até à próxima cretinice que venha daqueles lados.
O que todos deveriamos questionar é para que serve toda aquela gente, que utilidade têm, que produzem, serão mesmo necessários? Tenho para mim que a maioria deles é tão útil como um molho de urtigas dentro das cuecas, tão produtivos como um caracol embalsemado, com tanto préstimo como um selim numa vaca, mas isso sou eu que sou um imbecil, que trabalho, pago impostos e não tenho nem dinheiro nem tempo para ir para a neve, coisa que também não gosto! Por isso ao invés de os criticar,devemos antes revermo-nos neles, tenham dó, de vós e de mim enquanto país e enquanto pessoas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, dezembro 05, 2008

PARABÉNS


Cumpre hoje o seu centésimo aniversário o Dr. Joaquim Gonçalves Isabelinha, um ilustre herói filho da lezíria de Almeirim, alguém que pela sua longevidade,carácter e distinta humildade deveria fazer corar de vergonha a grande maioria desses doutorezecos mercenários que por aí vão remendando os ossos aos pobres doentes.
Aceite o Doutor, esta singela homenagem e sentidos Parabéns deste insignificante barão reconhecido!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, dezembro 02, 2008

Bê Pê Nê ou o idílio dos Broncos de Neve

Enquanto lá fora neva e hordas de patos bravos, fazem estúrdia em lagos de neve atascasdos em lama enregelados mas felizes por irem à neve, encerrados em bichas enormes, de três e quatro horas enfiados em estradecas farroupilhas, fechadas por causa de uma borrasca nívea de meia tigela, ainda dizem que há crise, foi um fartar vilanagem de gastar dinheiro para dar uns piparotes com o cú no chão, armados em turístas das terras altas, com a sempre eterna desculpa dos miúdos, enquanto toda essa labregada acorre às serras para consumir os bónus natalícios em dispensáveis incursões polares, muito urso por aí anda, os do costume andam a tentar fugir com o rabo à seringa.
Esta negociata vergonhosa do BPN, reveladora da mais rematada falta de vergonha e honra, ameaça deitar por terra os mitos dos heróis de alguns desses bravos da neve. Enquanto a parolada gasta as alpergatas em bimbalhices lúcico nevosas, a malta do BPN e os seus satélites, que são muitos, amanham o coito para que a coisa não descambe, percebe-se agora algumas das maroscas, que claro metem a nossa offshore madeirense onde deputados regionais da laranja cor enfardavam até mais não poder nos fantásticos lucros da instituição financeira, que agora todos nós estamos a pagar.
Percebe-se também a pressa que existiu em nacionalizar, em dissimular e atirar mais areia para os olhos do pagode, já cegos com tanta albúrnea poeira caída em catadupas dum céu inclemente, não o cantador de baladas de duvidosa qualidade, até porque rimar em ar não é nada difícil, senão vejamos, que bom e roubar, enquanto lá fora está a nevar, os borregos a aparvalhar e os lobos a engordar, giro não é?
Demasiado triste a trapalhada financeira em que gente isenta e honrada, gente serissíma tem o seu nome entalado até às orelhas em em falcatruíces, bancárias, naquele antro de sem vergonhice que era o BPN, percebe-se que havia amighos a encobrir com negociatas de casas de pais a serem vendidas a peso de ouro para servirem de aboletamento a um bancário balcão, aliás aquilo parecia mais um banco partidário que outra coisa tal era a subvenção completa à rapaziada da cor certa, para além de servir de porto de abrigo seguro para alojar sempre mais um administrador, sempre mais um amigo, desde que da cor certa, claro está, erro será pensar que a vergonhosa trapalhada do BPN que tão cara nos irá sair , tem uma só cor partidária, não creio. Essa trapalhada tem a cor da falta de honestidade e sem vergonhice que andam de mãos dadas com as abéculas politiqueiras que nos têm tocado, infelizmente, em sorte.
O caso BPN, ficará na curta memória dos homens, como mais um exemplo da falcatrua rafeira e despudorada que assola os serissímos homens políticos, todos isentos, todos sem mácula, todos uma rematada corja, que se assolapa com os dinheiros privados sem mais aquela, engordando anafadamente à conta do pobre pagante, por isso ide, ide prá neve, ide fazer bonecos de neve com cenouras em lugar de nariz, ide lavar a vossa ignominiosa lassidão de anhos capados no altar da alvura perene da redentora água congelada, outros BPN os esperam, para já o BPP, mas temo bem que novas de outros colossais barretes por aí estejam prestes a rebentar, enquanto vós molhais o rabinho a escorregar de saco de plástico esburacado pela nívea cama da nórdica Skaði.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 27, 2008

...e das petas, três dúzias!

“Posso garantir-lhes que nenhuma criança ficará sem o apoio que necessite” Foi assim com a segurança de quem nunca erra o buraco, que a senhora Ministra da Educação, no início do ano lectivo de 2008-2009, assegurava aos jornalistas que a excelente rede de ensino especial do Ministério da Educação estaria a prover a todas as necessidades dos milhares de alunos com necessidades educativas especiais, em situações tão dispares e específicas como seja a multideficiência, a surdez ou o autismo, só para citar alguns, muito poucos exemplos, que de forma alguma traduzem a realidade.
Ora o que acontece, é bem diferente, a patranha da senhora Ministra, só foi engolida pela maioria distraída de carneiros anémicos que pasta em Lusas paisagens, uma minoria, quer por viver a situação quer por estar um pouco mais atento, sabe que a senhora Ministra mais uma vez enfiou o urso à malta, porque estamos praticamente no fim do primeiro periódo e ainda existem crianças sem professores de apoio para as necessidades educativas especiais.
Não raras são as vezes em que me tenho insurgido contra o tratamento ignóbil que a deficiência recebe em Portugal, neste caso a coisa é pior ainda, porque claro está falamos de crianças, o ensino especial volto a dize-lo em Portugal é uma MENTIRA, crianças que necessitavam de ter terapeutas e técnicos especializados diáriamente a trabalhar com elas a minorar as suas deficiências, a puxar pela sua criatividade, instilando hábitos saudáveis de trabalho e criando competências para a vida futura, tem apoios rídiculos que se contam em meias horas e ou horas, poucas, por semana, isto caras e caros amigos é VERGONHOSO, é acima de tudo de uma falta de inteligência e de visão verdadeiramente atrozes.
Ainda ontem sua excelência o senhor Primeiro Ministro, voltava a ressuscitar a paixão pela educação, reafirmando que o seu Governo, nutre um verdadeiro idílio amoroso pela Educação, se isso é verdade, pergunto, está vossa excelência e seu Governo preocupados com a educação de quem? Se for dos Portugueses, meu caro senhor deixe que lhe diga que essa paixão cheira a cadáver, está mortinha de todo, olhe caro senhor deixo-lhe o lema de uma das unidades onde estive colocado à laia de conselho“Res Non Verba”, espero que o seu Latim seja melhor que o Inglês que se ouve por aí.
Outro cavalheiro que eu gostava de ter ouvido alguma vez pronunciar-se sobre esta questão é o chefe da associação nacional dos pais o senhor Albino Pinto de Almeida, essa irritante voz do contra, sempre contra os professores, aliás o sítio da Internet da CONFAP, mais parece uma delegação do Ministério da Educação, tanta e tão lugúbre é a propaganda. Gostaria de ouvir o distinto cavalheiro clamar, vociferar, gritar como já o vi fazer, a propósito de minudências, gostava verdadeiramente de o ouvir clamar por um melhor Ensino Especial, por escolas a que se possa realmente chamar escolas, por uma nova legislação de auxiliares de acção educativa, que tem de passar por gente com uma carreira e formação contínua sujeitas também a avaliação, gostaria de o ouvir clamar contra a iniquídade dos manuais escolares, contra a máfia das editoras, pricipalmente gostaria de o ouvir falar de Educação!
Ora caras e caros amigos que me honram com a vossa presença aqui neste poiso de tabardilhas linguarudos, mais uma vez a conclusão é só uma o Ensino Especial em Portugal, é uma GRANDE E VERGONHOSA MENTIRA, o resto são petas, tretas e patranhas!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 24, 2008

Lições da Crise

Até agora esta crise, tem dado a todos nós inúmeras lições acerca deste mundo, com excepção daquela já antiga que diz “quando a maré sobe, quem se F...é o mexilhão”, uma imagem soberba sobre a conjuntura do Zé Povinho, nos últimos 800 anos, esta crise veio ensinar outras verdades indismentíveis, sobre o esterco de sociedades em quem vivemos.
Primeira lição, esta crise provou que aqueles cavalheiros muito engravatados e cheios de meta-linguagens técnicas, que têm daquelas profissições impronunciávelmente chatas, economista, analista, consultor financeiro e por aí adiante, não percebem patavina de economia, não percebem porra nenhuma disto, limitam-se a cagar lampanas, para otários como nós que ainda percebem menos que eles.
Lição segunda, exceptuando talvez Medina Carreira e o Nobel Paul Krugman, que parecem ser as únicas mentes economistas com algum alcançe, ainda que muitos cretinos por cá tenha rido do primeiro e muitos imbecis lá fora tenham chamado senhor catástrofe ao segundo depois de em 2006 ele ter avisado sobre o que era provável passar-se em 2008, o facto é que ambos estavam correctos nas suas análises, aos outros a maioria, professores doutores economistas e outro tipo de nulidades que se dedicam à economia, deixo um conselho, dediquem-se antes à batata ou ao nabo, porque como economistas, estamos conversados.
Terceira lição, todos aqueles senhores muito sérios sempre com as faripas empastadas em gel, usando gravatas mais ou menos berrantes de seda, com botões de punho em ouro, que ganham, e como senhores, muito bem a vida como banqueiros e como administradores de bancos e instituições similares, são por norma, claro que existirá uma ou outra excepção, uma grande cambada de vigaristas e malandros, de ladrões e velhacos sem classificação, que roubam, sugam e traficam sempre com a bonomia de um sacristão de paróquia de aldeia.
Lição quarta, os políticos a par com os economistas, sendo que por vezes acumulam, também não percebem patavina de economia, não entendem porra nenhuma de nada, ou antes entendem sim, como vemos por cá no BPN, amanham-se à grande e à francesa enchem os bolsinhos e deixar andar que é de noite, esta mesma gentalha pede seriedade ao Ze Povinho, farto de pagar pra tudo e para nada, esta mesma corja de vigaros e ladrões, é mesmo para rir isto.
Quinta lição, vivemos num mundo de mentira, onde tudo é fachada e mentira, onde uma inverdade se esconde com outra sem mais aquela, onde os responsáveis nunca o são onde existe gente sempre acima da Lei, porque diga-se de passagem a Lei é como no dizer dos outros uma miragem, a Lei existe com um único fito, safar os amigos e punir os miseráveis, o resto são mentiras, inverdades e meias verdades, aqui e além salpicadas com muita hipocrisia.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 20, 2008

A Ti Manela outra vez!

A Manelinha, que curiosamente agora é defensora dos professores, quando, enquanto Ministra da Educação, foi aquilo que foi, mais uma das culpadas do actual estado de calamidade desta coisa a que insistimos chamar Educação, lá atirou mais uma bojarda, que colocou em polvorosa a politiqueirice rafeira, que inunda os corredores do poder.
A senhora quer suspender a democracia, para proceder a reformas. Apressou-se o camarada de serviço a defender a dama, a dizer que a senhora ironizou, ora quem conhece o estilo e a escola da dita dama, sabe que é criatura pouco dada à ironia, incapaz até de o fazer, escola Cavaco Silva e está tudo dito, o cinzentismo que tem dominado a política e também a banca, aí curiosamente com matizes muito mais coloridas, tão coloridas que conseguiram colocar as finanças de alguns bancos no vermelho, ou antes no ultra-violeta.
Desenganem-se porém aqueles que afiando já a garra fácil se preparam para desancar este pobre Barão, não é minha intenção, descordar da ainda líder do PSD, “au contraire”, concordo em absoluto com a senhora, foi uma frase proferida de alma e voz de coragem, que partilho inteiramente, como eu milhões de pessoas neste país, concordam também e é aí que está o perigo e a tristeza disto tudo.
Que a senhora Manuela tenha dito o que disse por ironia, não acredito, ou por crença verdadeira, é o que menos importa, o que realmente importa, é que ela traduziu o sentimento de muita gente que vive na angustia, também não acredito que ela viva nessa angustia, de ver este país em completo desnorte sem regras e sem funcionar, caminhando impávido para a mais completa anarquia.
O que importa é que esse sentimento traduz uma perigo grande, o perigo do descrédito da Democracia, porque a Democracia, não pode ser isto que estes democratas de merda que depois de 1975 sentaram o cu gordo e anafado engordado com o suor e sangue de tanta gente honesta, Democracia, não pode ser isto esta Latrocíniocracia, não existe esta palavra perdoa-me Camões, esta coisa a que chamamos estado de direito que mais não é que uma caverna não a da alegoria mas a de Ali Babá, onde clientelas infames de “democratas” enchem os bolsos à ganância com o dinheiro dos depauperados contribuintes, enxames de varejas chupistas sugam o tutano de uma Nação que vive da megalomania e pelintrice pedinchona, servido por gentalha medíocre que usa e abusa da pompa e circunstância, da solenidade e da seriedade, quando a realidade é esta que vemos todos os dias, da mais absoluta indigência intelectual de políticos e demais dirigentes, que todos à uma se banqueteam com os lautos cabedais de um erário que de público, só tem o facto de ter muitos, cada vez menos a pagar.
O perigo é que a senhora Manuela, apenas pôs no ar aquele que é o sentir de muitos de nós, desiludidos desencantados, fartos e tristes desta “Democracia” infestada de ladrões, de sem vergonha, de imbecis que fingem e presumem de importância e na verdade são uns incapazes, uns pilha-galinhas infectos que corroem as entranhas deste país com a mais absoluta desfaçatez não olhando a meios para o fazer.
Curioso, é os politiqueirotes merdiocres, das esquerdas cretinas às direitas parolas, reagirem às declarações da senhora Manuela, com prurídos de virgens de sacristia, fartinhas de orar de joelhos, cingindo as suas declarações ao dito, quando o que realmente importa é o que não foi dito, é a meta-mensagem que o conteúdo encerra, essa falta de intelecto e de visão é para mim ainda mais atroz e sobejamente esclarecedora sobre a qualidade desta gentinha. Não perceber que esta Democracia tem que efectivamente mudar, que o modelo está esgotado, que não nos podem continuar a tratar com desonestidade, com desdém, com deconfiança e com desprestígio, que não podem continuar a esbanjar e a desbaratar aquilo que deve ser de todos, se uma escola não tem luz e o ministro não tem carro, arranje-se a escola que o ministro pode perfeitamente ir de transportes públicos!
Parabéns à senhora Manuela por ter tido essa coragem, não podia nem devia ter feito, deu mais um tiro no pé, mas também, como não vai estar muito tempo no cargo pode perfeitamente dizer o que lhe der na gana, força Ti Manela eu tou consigo!
ABAIXO ESTA “DEMOCRACIA” !
DEMOCRACIA SIM!
ESTA MERDA EM QUE VIVEMOS NÃO!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 17, 2008

Banco dos Proxenetas Malandros (BPM)

Demorei a falar sobre isto porque queria ouvir mais, queria inclusive ver o que faria e o que diria o nosso excelso e inteligente Presidente da Republica acerca, o que fez foi o esperado promulgou a nacionalização do dito organismo, dizer não disse nada, aliás este Presidente da Republica só fala sobre coisas que não interessam a ninguém, vejam o caso da Madeira, para variar nem um pio, mas andando.
O banquinho em causa é há muitos anos um antro de ex-colegas do actual Presidente da Republica, para vós mentes mais porcas, o que eu quero dizer é só mesmo isso que está escrito, são colegas de sua excelência o senhor Presidente da Republica, além disso são uma rapaziada do mais sério e imaculado, gente bem formada serissima, como alias todos os outros sobre os quais impende algum tipo de suspeita, alias em Portugal dá-se o caso paradigmático de todas as pessoas acusadas de ilícitos financeiros, politicos, empresários, ex-politicos, autarcas, ex-autarcas, presidentes de clubes de futebol, administrasdores de empresas públicas e outros mamíferos placentários do género, serem sempre pessoas serissímas, parece que em Portugal só as pessoas sérias é que cometem crimes desta natureza e com montantes tão acima do comum.
Nós os ladrões vergonhosos e empedernidos, só roubamos o troco enganado lá no quiosque, a tablete de chocolate do supermercado, a mulher do vizinho do 3º direito que é embarcadiço, a galinha da vizinha que entrou no quintal por descuido, logo aqui temos uma destrinça que por si só justificaria alterar o código penal, as pessoas sérias roubam milhões enquanto os ladrões roubam tostões. Será também de todo o interesse alterar o conceito da palavra seriedade no dicionário, por exemplo na nova redacção do dicionário como seria a definição de pessoa séria, simples, pessoa séria, toda aquela que usa fato e gravata, que ocupava, já ocupou ou irá ocupar um cargo público, onde desviará nunca menos de 500 mil Euros, sendo de seguida nomeada para administrador de uma empresa pública.
Fantástico é que se nacionaliza um banco, que ao que parece pouco mais era do que uma espécie de Dona Branca, nacionaliza-se para supostamente evitar efeitos de contaminação, o desespero poderá fazer com que outras instituições bancárias também elas serissímas, alias são todos muito sérios, dizia eu que qualquer dia outros bancos, dão o berro, sempre quero ver ser teremos também de nacionaliza-los todos, claro que não, este era especial, a rapaziada que a ela estava e ou esteve ligada, tem amigos muito poderosos e se o banco fosse à falência o escândalo seria muito maior, percebendo nós os ladrões, que toda aquela corja de gente serissima não passam na realidade de uma cambada de gatunos, bandalhos e piratas que goza com a cara dos pobres diabos que como eu têm de recorrer a semelhantes instituições, por isso nacionalizou-se, evitando assim o vir a lume de nomes que fariam melhor perceber a natureza daquela tropa fandanga de gente serissíma que invade os lugares cimeiros desta trapagem a que chamamos país.
- Boa tarde é do BPM, aqui fala Escroque da Silva?
É sim fala, Manuel Arripiado, gestor de offshores, em que posso ajudá-lo?
Bem eu queria propor um negócio fantástico garantido, investir em plantações de pastilha elástica com sabor a pêssego no Burundi! É certinho a cotação da pastilha elástica em Nova Iorque está sempre a subir, por isso não há como perder.
Ora muito bem e de que necessita o senhor?
Ora vejamos, primeiro aí de meio milhão para comprar uma casinha no Brasil para servir de base de operações, depois de mais aí, ora deixe ver, 2% do PIB, menos a inflação, junto com a Euribor, atendendo à flutuação de mercado, o downsizing e os activos incorpóreos, bem aí uns 10 milhões depositados em meu nome numa conta das ilhas Caimão, bem também podem por uns 2 ou 3 milhões par d espesas correntes na Madeira, sempre ajudamos a malta não acha?
Senhor Escroque, atendo a que o senhor é um pessoa serissíma, alias o seu curriculo fala por si, líder parlamentar, presidente do partido, acessor do PR, ex-autarca, administrador de empresa pública, ministro da pasta, o senhor tem o curriculo certo, trataremos de imediato das transferências, quando prevê o senhor que o negócio comece a ser rentável?
Caro amigo Arripiado, já no próximo ano conto levar a empresa à bolsa, o seu banco ficará acionista com 40% do capital mais dois lugares no consrlho de adminhistração depois é começar a vender acções e a lucrar!
Caro senhor Escroque em nome do Banco dos Proxenetas Malandros o nosso muito obrigado é foi e será um prazer negociar consigo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, novembro 12, 2008

"Inducação"

A actual ministra da “Educação”, que, diga-se en passant revela muito pouco da mesma, é mais uma personagem na já longa e infeliz lista de ministros dessa pasta que pontuando por uma diarreia legislativa sem par, acabam sempre por destruir ainda mais o ensino em Portugal, cada acto legislativo, cada proposta e projecto mirabolante são apresentados como a salvação da pátria, como o bálsamo que salvará esse cada vez mais moribundo doente a que chamamos “Educação”, entre as várias declarações que em nada abonaram em favor da Educação, pego numa que não recordo quem proferiu em que se declarava que a manifestação dos professores era ridícula.
Deixe que lhe diga senhora Ministra o que é ridículo nesta “Educação”, é ridículo que vejamos pelas ruas crianças carregadas de mochilas pesadas cheias e canhenhos inúteis, crianças que engrossarão a longa lista de adultos com problemas na coluna, problemas de postura e demais maleitas que mais irão sobrecarregar a também quase cadáver Saúde Pública, ridículo é que a senhora Ministra e os seus colegas sempre tão lestos em copiar todas as modinhas parvas que vêem na estranja não copiem ou adaptem ideias inteligentes.
Ridículo é ver as mesmas crianças, carregadas de sacos e saquinhos e mochilas, porque as escolas que deveriam ter armários e cacifos para todas as crianças, para que lá pudessem guardar os seus equipamentos e livros, tenham de andar sempre com a casa às costas, no entanto até percebo, porque assim as crianças vão já treinando, para quando forem adultas e tiverem uma profissão do tipo, professor, enfermeiro ou polícia, terem de andar constantemente com a casa às costas, claro se forem Juízes ou médicos isso já não sucederá, mas esses podem e mandam!
Ridículo é ver que mesmo existindo uma lei de transporte de crianças, elas continuem a ser transportadas em carrinhas e carretas que não dispõem das mais elementares regras de segurança obrigatórias pela mesma Lei que a mim me pune se o meu filho andar de carro sem cadeirinha e sem cinto, ridículo é ninguém fazer nada quanto a situações desta natureza, ridículo é quando algo acontece a culpa é do Diabo, indo todos em procissão por velinhas a Fátima, porque fazer alguma coisa, ninguém parece fazer.
Ridículo é ver paizinhos a reclamar porque os professores pedem dinheiro para material, sem se preocuparem em saber se as verbas que vem do Ministério e dos Municípios, chegam, ridículas são as verbas que esse seu Ministério atribui às escolas, tão ridículas que muitas vezes são os professores a meter dinheiro do seu bolso para poder trabalhar.
Ridículo é ver as escolas com ementas completamente desadequadas, escolas que deveriam ter cozinhas próprias e refeitórios próprios, que são servidas por empresas de cariz duvidoso com comida rasca e completamente desadequada para as crianças, empresas que vivem destes tachos e de outros “tachos” quando entram nos tais concursos, haja misericórdia para aturar tanta cretinice.
Ridículo é cada vez mais perceber que as escolas que deveriam ser locais seguros, são ao invés antros de selvajaria, pejados de cretinos e imbecis que roubam, maltratam e desrespeitam os outros, sem que haja pingo de disciplina, e não é com imbecilidades como o “Estatuto do Aluno” e testes e exames a pedido para satisfazer os papás que a coisa melhora.
Ridículo, é ver fechar escolas, num país de analfabrutos, cada vez mais analfabetos e imbecis, concentrando tudo em centros escolares que nada vão resolver, a não ser centralizar a carneirada, obrigando as crianças a fazer 50 e mais quilómetros diários e depois queixarem do insucesso escolar.
Ridículo é perceber que quem nos governa não percebe patavina do que anda a fazer, que estão mais preocupados com continhas de merceeiro cortando onde não devem para esbanjar em alarvidades, ridículo é perceber que para a senhora Ministra a “Educação” são estatísticas para apresentar em Bruxelas e brilhar muito, escondendo para baixo do tapete a torpe realidade de um país semi-analfabeto, sem qualificações e sempre a viver acima das suas posses.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 10, 2008

Manifestação, Avaliação, Confusão, Desilusão e outras coisas acabadas em ão!

Desta feita foram 120 mil professores na manifestação, mais 20 mil do que na anterior, não se falou de nad de novo, falou-se tão somente numa suposta avaliação que deveria avaliar, ao invés só serve para condicionar, condicionar as atitudes, a svontades e principalmente condicionar as carreiras e as esxpectativas profissionais de pessoas que desejam progredir nas carreiras, como alias é feito em qualquer lugar da tal Europa que nos é sempre impingida como exemplo, estando nós claro está muito mais próximo de África.
Desta feita foi maior a confusão, tu mentes eu minto, assim anda gente com cargos dirigentes e governativos, num joguinho de crianças birrentas e mimadas, claro estamos a falar de Educação, e pelos momentos, poucos, que vi da coisa, acredito piamente que o senhor Primeiro dos Ministros a sua fiel acólita da Educação e alguns dos líderes sindicais o que precisam é de ir à escola, mas se forem à escola que esles criaram, então estamos mal, vai concerteza revelar-se contraproducente, pois parece que não aprenderam nada e com a Escola actual jamais aprenderão.
Desta feita foi mais uma desilusão, gostaria de ver ao invés de 120 mil professores gostaria de ver 500 mil ou mesmo um milhão de professores de todos os graus de ensino, de auxiliares de acção educativa de pais de alunos, isso sim seria uma manifestação em prol da Educação. O número apesar de respeitável, não é pois revelador da união que o sector deveria viver, é pois uma desilusão, ver que mais uma vez a máxima do “dividir para reinar2 continua a impor-se.
A qualquer modelo avaliativo pede-se que avalie de forma isenta e justa, aquilo que propõe o governo, não é isento nem justo, não é isento porque à partida vem eivado de condicionantes que impoõe quotas, imaginem-se a dizer a um médico que não pode ir para uma determinada especialidade porque só pode passar um de cada vez, imaginem-se a dizer a um Juiz que não pode aceder ao patamar seguinte, muito menos ao supremo, porque isto é por nota e tem uma cota que só permite a subida a um ou dois, imaginem-se a dizer a um alferes saído de uma academia militar que ele nunca chegará a general. Pois é caia o Carmo, a Trindade, a Ajuda e talvez Belém!
Como de costume jamais saíremos da cepa torta com atitudes politiqueiras cheias de rafeirice e imbecilidade, precisamos desesperadamente de uma Educação que ensine valores de cidadania, de respeito pelo próximo para que as próximas gerações se consigam afirmar em valores de tolerância e civismo ao invés desta infecta corja de imbecilismo mlitante que por cá temos hoje. Sonha, que sonhar ainda não paga imposto.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 06, 2008

Estou muito entusiasmada, nós vamos mudar o Mundo!

O título desta croniquelha insalúbre, faz alusão a uma frase proferida por uma apoiante, de Obama, após a confirmação da vitória do senador do Illinois, achei piada, porque não sei se o Mundo quer ou aguenta outra mudança imposta pelos Estados Unidos, até porque as mudanças, e já foram algumas, nem sempre significaram coisas boas, como desgraçadamente nos provam os últimos oitos anos daquilo a que chamam era Bush.
Diz o nosso Nobel literário, é importante ouvir sempre os gajos do contra sistemático, que Obama é um homem diferente que tem qualquer coisa de diferente, bem o Saramago lá saberá o que é isso de diferente. Relativizamos os outros dois candidatos, Ralph Nader (independente) e Cynthia McKinney (Verdes), vejam o excelente post a este propósito do meu caro amigo Grilo Escrevente.
O drama para mim nem sequer é o facto de a comunicação social ter excluído as outras duas candidaturas, naquilo que podemos entender como uma fraca noção de democracia, no país que se diz campeão da mesma, o drama para mim será o acordar do mundo. Quando amanhã desaparecer o Obama candidato e aparecer o Obama Presidente, que serão duas pessoas completamente diferentes, outro drama será quando os europeus perceberem que Obama é americano, quando a ilusão se desfizer, o acordar poderá ser complicado.
Há duas semanas que andava a matutar numa coisa, o que estava por detrás de Obama, sem claro desfazer nas qualidades do homem e capacidades, um dia antes do acto eleitoral, quando surgiram os nomes de John Podesta, Rahm Emanuel e Joshua Bolten, como possíveis integrantes do Gabinete Presidencial de Obama, aí fez-se luz, e surgiram os cordelinhos da linha Clinton e tudo começou a fazer sentido, porque quem olha para o mapa dos resultados e apesar de Obama ter ganho mais estados que MacCain, abaixo da linha Mason-Dixie, o republicano embolsou a maioria, o chamado voto evangélico também deu a primazia a MacCain, o factor cor também foi importante, é aí que Obama, ganha, nas minorias cada vez mais maioria, os pretos, mexicanos, os índios, todos concorreram na esperança de que Obama lhes proporcione melhores vidas, que ambicionam e merecem como cidadãos úteis de um país que todos os dias ajudam a construir.
Obama ganhou os estados chave, que contam com a maioria dos grandes eleitores, aí foram decisivos os tais cordelinhos Clinton, também aproveitou o facto de os Republicanos terem dado um tiro no pé ao escolher Palin para vice de MacCain, a governadora do Alasca foi a melhor aliada de Obama, a cada vez mais minoria WASP que com ela se identifica, afastou o eleitorado de centro direita e centro esquerda que até votaria em MacCain.
Quem teve o cuidado de acompanhar o discurso de Obama acerca da retirada de tropas do Iraque, coisa que confesso acreditar que ele não fará, verificou que à medida que as projecções lhe iam sendo mais favoráveis, o tempo de retirada das tropas ia aumentando, porque do lado democrata também existem muitos interesses petroleiros a controlar as decisões, a ver vamos no que isto vai dar, mas estou em crer que o acordar na era Obama, não vai significar muito de novo, veremos!

Um abraça, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 03, 2008

Há Granel na Caserna

O senhor General na reserva Loureiro dos Santos, veio ao terreiro declarar que o meio castrense está descontente, pois devem ser os únicos, que existem camaradas que podem fazer “disparates”, ameaçando assim a nossa “avançada democracia”. O senhor General na reserva Loureiro dos Santos, veio armar-se em santo condestável do militaredo. Acho uma atitude de muito, de péssimo mau gosto vir “ameaçar” de forma velada a tal democracia avançada, não é digno de militares que se regem por tradições de honra e brio, não é digno de homens que escolheram um dos mais nobres ordálios, a defesa da Pátria, não posso de maneira alguma concordar com atitudes corporativistas imbecis como ficou patente nestas ameaças inconsequentes e intelectualmente indigentes.
Se os militares quiserem vir para a rua libertar o povo trabalhador e pagador de impostos de toda esta escumalha que nos anda a sugar o dinheiro, rebentando com os cornos a uns milhares de sanguessugas subsídio dependentes e politiqueiros aldrabões, serei o primeiro a ajuda-los nessa tarefa, exterminar a corja, vir para a rua defender os traseiros anafados de generais e coroneis de secretária, numa atitude de corporativismo de estado novo, nunca, nem posso concordar, já nos bastam médicos, juízes e advogados, como fiéis representantes desse corporativismo medievo.
Têm razão os militares, as nossas forças armadas há muito que deveriam ter sido redimensionadas com seriedade, com material novo e meios decentes capazes de nos colocar em pé de igualdade com as outras nações, cumprindo com brio a mais uma vez megalomana tarefa de envio de contingentes para todo o lado, nós somos um país pobre não podemos continuar a ter um exército de país rico.
Não podemos continuar a formar oficiais, para carreiras que não existem, na actual conjuntura das nossas forças armadas, é mais fácil constituir um batalhão de oficiais generais do que um batalhão de praças, tal não pode continuar, disparates como submarinos e outras alarvidades têm de ter um fim, os seus responsáveis tem de ser punidos, para colocar um fim a uma regra de desbaratar os cabedais públicos em cretinices, que tem feito escola entre os detentores da pasta da defesa dos últimos 30 anos, quando por exemplo os socorros aos naufragos não conseguem salvar homens a 20 metros da costa.
Depois queixam-se os militares de terem perdido muitas regalias sociais, já reparam que é disso precisamente que todos os outros se queixam e ninguém vem ameaçar com ataques à democracia, todos nós os desgraçados que alimentamos a escumalha andamos a perder todos os dias, a honestidade, o trabalho e a honra são palavras vãs, quem trabalha e paga impostos está sufocado pela ralé, que nos assassina e rouba descaradamente sem que nada lhe aconteça, por isso aguentem-se que nós fazemos o mesmo. Ou então venham para a rua e rebentem com essa escumalha de vez, terão a ajuda de muitos de nós, os pobres que pagamos isto tudo com o suor do nosso trabalho.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 31, 2008

Campanha de solidariedade

Em Maio uma menina de 13 anos, a Tânia, foi atropelada numa passadeira no Porto por um condutor alcoolizado. A Tânia, de uma familia com poucos recursos, tem que ser operada, mas a familia não tem dinheiro para a alimentação adequada da menina. Ver noticia do Diário de Noticias.

A RUTIS não ficou insensivel à esta situação e foi averiguar os factos. Duas colaboradoras da associação deslocaram-se á casa da familia da Tânia e confirmaram a situação precária em que vivem. Após esta visita a direcção da RUTIS comprometeu-se a oferecer, até á operação da Tânia, um crédito mensal de 100 euros para alimentação no supermercado mais perto, uma vez que a mãe não tem carro, nem se pode ausentar.

Desde Junho que temos pago as compras da mãe da Tânia no supermercado combinado e até ao momento tudo tem corrido bem e a Tânia está a melhorar.

Apelamos agora à solidariedade das UTIS e dos seus alunos para podermos continuar a apoiar a familia da Tânia. Para tal pedimos que façam o vosso donativo no nosso site e o valor será entregue no supermercado para a aquisção de mais bens alimentares.
(CLICAR NO TÍTULO DO POST PARA ACEDER À ÁREA DE DONATIVO)

Obrigado

A Direcção da RUTIS

Ajudar faz bem à alma por isso AJUDEM!

Um abraço de bom fim de semana deste vosso amigo
Barão da Tróia