“Quem não deve não teme.” Diz o adágio popular. Então que temem os senhores do Poder, que temem então? Portugal continua a esforçar-se por ser um exemplo anedótico, entre as nações do Mundo, nesta como noutras questões continuamos a fingir. Ao contrário do senhor Procurador, eu penso que existem escutas a menos, que existe um tremendo défice de segurança, podemos ponderar também a questão, estaremos nós obcecados pela segurança? Claro que estamos! Claro que temos milhentas razões para estar, são por demais os exemplos de iniquidades perpetradas, pelos galos do poleiro, que nunca são encapoeirados.
As escutas no enquadramento actual, como se têm visto, para pouco servem, quando chegam a julgamento, nunca servem para nada, são quase sempre ilegais ou pecam por defeitos técnicos, também com as policias a comprar equipamentos de escuta nas lojas dos 300, outra coisa não seria de esperar.
Pessoalmente acho que, todos os meios de comunicação de serviços públicos deveriam ficar sob vigilância, computadores, telefones fixos, faxes e telemóveis, os conteúdos deveriam ficar registados, bem como toda a informação gerada pela comunicação, origem, destino, hora etc. E é possível fazer isto? Sim, exista para tanto vontade política, para transcrever isso em pé de lei. Acredito também que fotografias, vídeos e imagens deveriam ser usadas como meios de prova, se existe essa capacidade como é que neste estado miserável de coisas a Justiça não se faz capaz de utilizar o que existe de bom nas novas tecnologias.
Depois à que acabar com o trauma da geração 25 de Abril, a Pide morreu, a existir novamente, o que não acredito, será outra coisa diferente, por isso mesmo, todo o tipo de escutas deveria ser feita por uma única entidade e sancionada por uma única entidade, qualquer deslize que existisse seria identificado pois só poderia ter saído daquela porta, claro que isto faz confusão a muita gentinha que anda com o rabinho entalado de uma ou de outra maneira daí a que a lei continue neste absoluto estado de inclemência intelectual.
Em relação ao combate ao crime as escutas telefónicas e informáticas deveriam fazer parte do manual de primeiras práticas, mas não, compreende-se porquê, seriam apanhados muitos galos do poleiro e isso não pode ser, assim e tal como o tal novo código que vai servir para os tais galos escaparem da capoeira, continuamos a ver navios.
Ao que parece nem os serviços de informação podem comprar equipamento de escuta, se o fazem é de forma não legal, esta é de morrer a rir, já alguém pensou para que serve um serviço deste tipo que não escuta, serve para quê, pois para nada, não sei se já perceberam que hoje já ninguém comunica com pombos correio, sinais de fumo ou sinalética, hoje usam-se emails, Voips, sms, mms e sei lá que mais, que raio de serviço de informação é este, já estou a ver um encontro internacional de malta desta, CIA, Mossad e tal, entretanto chega o SIS, bem os outros devem morrer a rir.
Senhores do poleiro, ganhem vergonha, assumam de uma vez que as tecnologias vos incomodam, só porque vos podem apanhar também, mas não nos tomem por parvos, por imbecis, assumam de uma vez por todas que não querem nada com escutas, para que nós, os pobres diabos pagantes de impostos nunca venhamos a saber dos lucros que embolsam com o esburgo, que fazem dos cabedais do erário público.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia