«Melhores indicadores com menos dinheiro…, …o sistema de ensino em Portugal está a dar «resultados» …, a seguir à ideia mirabolante do cheque/ensino, as duas primeiras frases são as maiores barbaridades que ouvi sobre o actual estado miserável da paupérrima Educação deste país. Piores ainda do que a pérola seguinte, «há menos professores, mais alunos e menos desperdício de dinheiro». Donde se depreende que os professores são um desperdício de dinheiro.
Caro e excelentíssimo senhor Primeiro-ministro, as suas infelizes, incorrectas e anedóticas afirmações, não passam de vento dentro de um saco. Vejamos, melhores indicadores, a que melhores indicadores é que o senhor se refere, à ligeira descida do abandono escolar, realmente esse é um bom indicador, mas e então a qualidade desses alunos, as suas apetências linguísticas e científicas, a julgar pelos resultados dos vários exames nacionais, valha-nos São Sinfrósio, ou o senhor primeiro dos ministros não deu pela absoluta desgraça que foram esses resultados, ou esse seu impagável sentido de humor, fez que esteja de novo a reinar com a malta. Pois claro com menos dinheiro, porque os pais andam a pagar tudo, os professores a meter dinheiro do bolso, as câmara e juntas de freguesia à socapa a meter dinheiro nas escolas para tapar os buracos que a política inteligentíssima do governo de vossa excelência para a área da Educação tem levado a cabo, pois assim percebo.
O sistema está a dar que resultados, não percebo, então ainda agora começou e já é um sucesso significa que os alunos provavelmente já estão até doutorados, percebo é uma coisa parecida como o famoso Processo de Bolonha, é o processo Residência Oficial do Primeiro-ministro, começando hoje amanhã fazem o inglês técnico e já está. Porreiro, pá!
Ó, Senhor Primeiro-ministro, a catástrofe só se verá daqui a uns anos, como hoje se nota como começou a catástrofe anterior, cujos exemplos são sobejamente conhecidos, pessoas importantes que não sabem fazer contas, que não sabem os cantos dos Lusíadas e por aí adiante.
Vossa excelência é um visionário, os danos que a sua política educativa está a causar a este país ainda serão visíveis daqui a 50 anos, o desleixo e desinteresse por aquela que deveria ser das áreas mais sensíveis do país, onde deveria imperar a excelência o mérito e a qualidade, onde infelizmente campeia o desinteresse, o laxismo, a mediocridade e a falácia, factos esses para aos quais muito o seu excelso governo tem contribuído de forma tão ufana.
Não é a fechar escolas, a despedir professores, a fazer turmas de 30 alunos, a cortar até no papel higiénico que vossa excelência conseguirá educar este país, pode também ser o caso de a intenção ser a oposta, quanto mais ignorantes melhor e mais depressa os conseguiremos enrolar, pois parece ser esta apolítica dos senhores do poder em relação à Educação, sendo que os actuais, não são piores nem melhores que os anteriores, são a mesma coisa, mudam só as moscas.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia