quarta-feira, dezembro 10, 2008

Tenham dó!

Tenho pena dos deputados da Nação! Tenho pena por variados motivos, dão-me dó por serem aquelas coisas sem nervo que vemos televisionados em canal próprio, como se isso fosse do interesse de alguém, fazem-me sofrer pelas absurdidades e cretinices que dizem e dão-me dó por causa da maneira como agem, em suma os deputados portugueses são criaturas dignas de dó, de piedade e de compaixão.
A baixa capacidade intelectual que nalguns casos roça mesmo a completa indigência intelectual daquela rapaziada é digna de dó, a pobreza franciscana atroz dos discursos onde nunca bate a bota com a perdigota, onde se apregoa uma coisa e se faz o seu contrário, é digno de compaixão, leva-nos a pensar se aquilo são as nossas elites, realmente este país é mesmo uma grande cloaca de merdum, porque os exemplos que aquelas damas e cavalheiros nos dão, são “per si” exemplos sobejos do resto da sociedade miserável que é a nossa.
Aliás, as nossas instituições são flagrantes exemplos disso mesmo, da presidência da república aos tribunais, é um fartote de riso, com tanta falta de tudo o que é intelectualmente capaz, pontua isso sim a mais singela e pungente opacidade, a mais disforme inépcia e falta de razão. Porque deveria a Assembleia ser diferente? Claro, não podia, porque destoaria do geral, quando o geral é pior que mau, é infinitamente miserável, aliás colocados numa escala de miserabilismo, temo bem que seriamos os maiores, numas olimpíadas da estultíce e do disparate, nas disciplinas da cretinice, da falta de intelecto e da inépcia seriamos seguramente os campeões, indiscutíveis sem apelo nem agravo, fariamos migas de todos os outros concorrentes africanos e sul americanos, teriamos de ter cuidado porém com os asiáticos.
Em suma os senhores e senhoras deputados da Nação, assinaram o ponto, para ganharem o carcanhol que faz sempre falta para a bica ou para o simbalino, abalaram e deram às de de vila diogo de rabo alçado direitos à neve. Sim e depois, qual é o problema? Das outras vezes fugiram para ir à bola, para irem a banhos e para ir para a real que os pariu, continuo a perguntar, e depois? Qual é problema? O que é que faz a grande maioria dos portugas, quando se lhes apresentam oportunidades dessas, ora faz o mesmo, pois claro, então criticam o quê?
Os senhores e senhoras deputados da Nação antes de o serem são portugueses, e como bons portugueses, dão os exemplos da praxe, ora se algum sentimento nos merecem é de dó, de compaixão, de nojo e de piedade. Porque são criaturas dignas de piedade estes portugueses, cujos exemplos o povo ignorante e carneiro segue sem sequer balir, para que servirá então esta tempestade num copo de água, ora para nada, claro está, tal como nos casos anteriores onde as senhoras e e os senhores deputados da Nação, envergonharam a Nação, esta será mais uma, logo será esquecida até à próxima cretinice que venha daqueles lados.
O que todos deveriamos questionar é para que serve toda aquela gente, que utilidade têm, que produzem, serão mesmo necessários? Tenho para mim que a maioria deles é tão útil como um molho de urtigas dentro das cuecas, tão produtivos como um caracol embalsemado, com tanto préstimo como um selim numa vaca, mas isso sou eu que sou um imbecil, que trabalho, pago impostos e não tenho nem dinheiro nem tempo para ir para a neve, coisa que também não gosto! Por isso ao invés de os criticar,devemos antes revermo-nos neles, tenham dó, de vós e de mim enquanto país e enquanto pessoas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, dezembro 05, 2008

PARABÉNS


Cumpre hoje o seu centésimo aniversário o Dr. Joaquim Gonçalves Isabelinha, um ilustre herói filho da lezíria de Almeirim, alguém que pela sua longevidade,carácter e distinta humildade deveria fazer corar de vergonha a grande maioria desses doutorezecos mercenários que por aí vão remendando os ossos aos pobres doentes.
Aceite o Doutor, esta singela homenagem e sentidos Parabéns deste insignificante barão reconhecido!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, dezembro 02, 2008

Bê Pê Nê ou o idílio dos Broncos de Neve

Enquanto lá fora neva e hordas de patos bravos, fazem estúrdia em lagos de neve atascasdos em lama enregelados mas felizes por irem à neve, encerrados em bichas enormes, de três e quatro horas enfiados em estradecas farroupilhas, fechadas por causa de uma borrasca nívea de meia tigela, ainda dizem que há crise, foi um fartar vilanagem de gastar dinheiro para dar uns piparotes com o cú no chão, armados em turístas das terras altas, com a sempre eterna desculpa dos miúdos, enquanto toda essa labregada acorre às serras para consumir os bónus natalícios em dispensáveis incursões polares, muito urso por aí anda, os do costume andam a tentar fugir com o rabo à seringa.
Esta negociata vergonhosa do BPN, reveladora da mais rematada falta de vergonha e honra, ameaça deitar por terra os mitos dos heróis de alguns desses bravos da neve. Enquanto a parolada gasta as alpergatas em bimbalhices lúcico nevosas, a malta do BPN e os seus satélites, que são muitos, amanham o coito para que a coisa não descambe, percebe-se agora algumas das maroscas, que claro metem a nossa offshore madeirense onde deputados regionais da laranja cor enfardavam até mais não poder nos fantásticos lucros da instituição financeira, que agora todos nós estamos a pagar.
Percebe-se também a pressa que existiu em nacionalizar, em dissimular e atirar mais areia para os olhos do pagode, já cegos com tanta albúrnea poeira caída em catadupas dum céu inclemente, não o cantador de baladas de duvidosa qualidade, até porque rimar em ar não é nada difícil, senão vejamos, que bom e roubar, enquanto lá fora está a nevar, os borregos a aparvalhar e os lobos a engordar, giro não é?
Demasiado triste a trapalhada financeira em que gente isenta e honrada, gente serissíma tem o seu nome entalado até às orelhas em em falcatruíces, bancárias, naquele antro de sem vergonhice que era o BPN, percebe-se que havia amighos a encobrir com negociatas de casas de pais a serem vendidas a peso de ouro para servirem de aboletamento a um bancário balcão, aliás aquilo parecia mais um banco partidário que outra coisa tal era a subvenção completa à rapaziada da cor certa, para além de servir de porto de abrigo seguro para alojar sempre mais um administrador, sempre mais um amigo, desde que da cor certa, claro está, erro será pensar que a vergonhosa trapalhada do BPN que tão cara nos irá sair , tem uma só cor partidária, não creio. Essa trapalhada tem a cor da falta de honestidade e sem vergonhice que andam de mãos dadas com as abéculas politiqueiras que nos têm tocado, infelizmente, em sorte.
O caso BPN, ficará na curta memória dos homens, como mais um exemplo da falcatrua rafeira e despudorada que assola os serissímos homens políticos, todos isentos, todos sem mácula, todos uma rematada corja, que se assolapa com os dinheiros privados sem mais aquela, engordando anafadamente à conta do pobre pagante, por isso ide, ide prá neve, ide fazer bonecos de neve com cenouras em lugar de nariz, ide lavar a vossa ignominiosa lassidão de anhos capados no altar da alvura perene da redentora água congelada, outros BPN os esperam, para já o BPP, mas temo bem que novas de outros colossais barretes por aí estejam prestes a rebentar, enquanto vós molhais o rabinho a escorregar de saco de plástico esburacado pela nívea cama da nórdica Skaði.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 27, 2008

...e das petas, três dúzias!

“Posso garantir-lhes que nenhuma criança ficará sem o apoio que necessite” Foi assim com a segurança de quem nunca erra o buraco, que a senhora Ministra da Educação, no início do ano lectivo de 2008-2009, assegurava aos jornalistas que a excelente rede de ensino especial do Ministério da Educação estaria a prover a todas as necessidades dos milhares de alunos com necessidades educativas especiais, em situações tão dispares e específicas como seja a multideficiência, a surdez ou o autismo, só para citar alguns, muito poucos exemplos, que de forma alguma traduzem a realidade.
Ora o que acontece, é bem diferente, a patranha da senhora Ministra, só foi engolida pela maioria distraída de carneiros anémicos que pasta em Lusas paisagens, uma minoria, quer por viver a situação quer por estar um pouco mais atento, sabe que a senhora Ministra mais uma vez enfiou o urso à malta, porque estamos praticamente no fim do primeiro periódo e ainda existem crianças sem professores de apoio para as necessidades educativas especiais.
Não raras são as vezes em que me tenho insurgido contra o tratamento ignóbil que a deficiência recebe em Portugal, neste caso a coisa é pior ainda, porque claro está falamos de crianças, o ensino especial volto a dize-lo em Portugal é uma MENTIRA, crianças que necessitavam de ter terapeutas e técnicos especializados diáriamente a trabalhar com elas a minorar as suas deficiências, a puxar pela sua criatividade, instilando hábitos saudáveis de trabalho e criando competências para a vida futura, tem apoios rídiculos que se contam em meias horas e ou horas, poucas, por semana, isto caras e caros amigos é VERGONHOSO, é acima de tudo de uma falta de inteligência e de visão verdadeiramente atrozes.
Ainda ontem sua excelência o senhor Primeiro Ministro, voltava a ressuscitar a paixão pela educação, reafirmando que o seu Governo, nutre um verdadeiro idílio amoroso pela Educação, se isso é verdade, pergunto, está vossa excelência e seu Governo preocupados com a educação de quem? Se for dos Portugueses, meu caro senhor deixe que lhe diga que essa paixão cheira a cadáver, está mortinha de todo, olhe caro senhor deixo-lhe o lema de uma das unidades onde estive colocado à laia de conselho“Res Non Verba”, espero que o seu Latim seja melhor que o Inglês que se ouve por aí.
Outro cavalheiro que eu gostava de ter ouvido alguma vez pronunciar-se sobre esta questão é o chefe da associação nacional dos pais o senhor Albino Pinto de Almeida, essa irritante voz do contra, sempre contra os professores, aliás o sítio da Internet da CONFAP, mais parece uma delegação do Ministério da Educação, tanta e tão lugúbre é a propaganda. Gostaria de ouvir o distinto cavalheiro clamar, vociferar, gritar como já o vi fazer, a propósito de minudências, gostava verdadeiramente de o ouvir clamar por um melhor Ensino Especial, por escolas a que se possa realmente chamar escolas, por uma nova legislação de auxiliares de acção educativa, que tem de passar por gente com uma carreira e formação contínua sujeitas também a avaliação, gostaria de o ouvir clamar contra a iniquídade dos manuais escolares, contra a máfia das editoras, pricipalmente gostaria de o ouvir falar de Educação!
Ora caras e caros amigos que me honram com a vossa presença aqui neste poiso de tabardilhas linguarudos, mais uma vez a conclusão é só uma o Ensino Especial em Portugal, é uma GRANDE E VERGONHOSA MENTIRA, o resto são petas, tretas e patranhas!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 24, 2008

Lições da Crise

Até agora esta crise, tem dado a todos nós inúmeras lições acerca deste mundo, com excepção daquela já antiga que diz “quando a maré sobe, quem se F...é o mexilhão”, uma imagem soberba sobre a conjuntura do Zé Povinho, nos últimos 800 anos, esta crise veio ensinar outras verdades indismentíveis, sobre o esterco de sociedades em quem vivemos.
Primeira lição, esta crise provou que aqueles cavalheiros muito engravatados e cheios de meta-linguagens técnicas, que têm daquelas profissições impronunciávelmente chatas, economista, analista, consultor financeiro e por aí adiante, não percebem patavina de economia, não percebem porra nenhuma disto, limitam-se a cagar lampanas, para otários como nós que ainda percebem menos que eles.
Lição segunda, exceptuando talvez Medina Carreira e o Nobel Paul Krugman, que parecem ser as únicas mentes economistas com algum alcançe, ainda que muitos cretinos por cá tenha rido do primeiro e muitos imbecis lá fora tenham chamado senhor catástrofe ao segundo depois de em 2006 ele ter avisado sobre o que era provável passar-se em 2008, o facto é que ambos estavam correctos nas suas análises, aos outros a maioria, professores doutores economistas e outro tipo de nulidades que se dedicam à economia, deixo um conselho, dediquem-se antes à batata ou ao nabo, porque como economistas, estamos conversados.
Terceira lição, todos aqueles senhores muito sérios sempre com as faripas empastadas em gel, usando gravatas mais ou menos berrantes de seda, com botões de punho em ouro, que ganham, e como senhores, muito bem a vida como banqueiros e como administradores de bancos e instituições similares, são por norma, claro que existirá uma ou outra excepção, uma grande cambada de vigaristas e malandros, de ladrões e velhacos sem classificação, que roubam, sugam e traficam sempre com a bonomia de um sacristão de paróquia de aldeia.
Lição quarta, os políticos a par com os economistas, sendo que por vezes acumulam, também não percebem patavina de economia, não entendem porra nenhuma de nada, ou antes entendem sim, como vemos por cá no BPN, amanham-se à grande e à francesa enchem os bolsinhos e deixar andar que é de noite, esta mesma gentalha pede seriedade ao Ze Povinho, farto de pagar pra tudo e para nada, esta mesma corja de vigaros e ladrões, é mesmo para rir isto.
Quinta lição, vivemos num mundo de mentira, onde tudo é fachada e mentira, onde uma inverdade se esconde com outra sem mais aquela, onde os responsáveis nunca o são onde existe gente sempre acima da Lei, porque diga-se de passagem a Lei é como no dizer dos outros uma miragem, a Lei existe com um único fito, safar os amigos e punir os miseráveis, o resto são mentiras, inverdades e meias verdades, aqui e além salpicadas com muita hipocrisia.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 20, 2008

A Ti Manela outra vez!

A Manelinha, que curiosamente agora é defensora dos professores, quando, enquanto Ministra da Educação, foi aquilo que foi, mais uma das culpadas do actual estado de calamidade desta coisa a que insistimos chamar Educação, lá atirou mais uma bojarda, que colocou em polvorosa a politiqueirice rafeira, que inunda os corredores do poder.
A senhora quer suspender a democracia, para proceder a reformas. Apressou-se o camarada de serviço a defender a dama, a dizer que a senhora ironizou, ora quem conhece o estilo e a escola da dita dama, sabe que é criatura pouco dada à ironia, incapaz até de o fazer, escola Cavaco Silva e está tudo dito, o cinzentismo que tem dominado a política e também a banca, aí curiosamente com matizes muito mais coloridas, tão coloridas que conseguiram colocar as finanças de alguns bancos no vermelho, ou antes no ultra-violeta.
Desenganem-se porém aqueles que afiando já a garra fácil se preparam para desancar este pobre Barão, não é minha intenção, descordar da ainda líder do PSD, “au contraire”, concordo em absoluto com a senhora, foi uma frase proferida de alma e voz de coragem, que partilho inteiramente, como eu milhões de pessoas neste país, concordam também e é aí que está o perigo e a tristeza disto tudo.
Que a senhora Manuela tenha dito o que disse por ironia, não acredito, ou por crença verdadeira, é o que menos importa, o que realmente importa, é que ela traduziu o sentimento de muita gente que vive na angustia, também não acredito que ela viva nessa angustia, de ver este país em completo desnorte sem regras e sem funcionar, caminhando impávido para a mais completa anarquia.
O que importa é que esse sentimento traduz uma perigo grande, o perigo do descrédito da Democracia, porque a Democracia, não pode ser isto que estes democratas de merda que depois de 1975 sentaram o cu gordo e anafado engordado com o suor e sangue de tanta gente honesta, Democracia, não pode ser isto esta Latrocíniocracia, não existe esta palavra perdoa-me Camões, esta coisa a que chamamos estado de direito que mais não é que uma caverna não a da alegoria mas a de Ali Babá, onde clientelas infames de “democratas” enchem os bolsos à ganância com o dinheiro dos depauperados contribuintes, enxames de varejas chupistas sugam o tutano de uma Nação que vive da megalomania e pelintrice pedinchona, servido por gentalha medíocre que usa e abusa da pompa e circunstância, da solenidade e da seriedade, quando a realidade é esta que vemos todos os dias, da mais absoluta indigência intelectual de políticos e demais dirigentes, que todos à uma se banqueteam com os lautos cabedais de um erário que de público, só tem o facto de ter muitos, cada vez menos a pagar.
O perigo é que a senhora Manuela, apenas pôs no ar aquele que é o sentir de muitos de nós, desiludidos desencantados, fartos e tristes desta “Democracia” infestada de ladrões, de sem vergonha, de imbecis que fingem e presumem de importância e na verdade são uns incapazes, uns pilha-galinhas infectos que corroem as entranhas deste país com a mais absoluta desfaçatez não olhando a meios para o fazer.
Curioso, é os politiqueirotes merdiocres, das esquerdas cretinas às direitas parolas, reagirem às declarações da senhora Manuela, com prurídos de virgens de sacristia, fartinhas de orar de joelhos, cingindo as suas declarações ao dito, quando o que realmente importa é o que não foi dito, é a meta-mensagem que o conteúdo encerra, essa falta de intelecto e de visão é para mim ainda mais atroz e sobejamente esclarecedora sobre a qualidade desta gentinha. Não perceber que esta Democracia tem que efectivamente mudar, que o modelo está esgotado, que não nos podem continuar a tratar com desonestidade, com desdém, com deconfiança e com desprestígio, que não podem continuar a esbanjar e a desbaratar aquilo que deve ser de todos, se uma escola não tem luz e o ministro não tem carro, arranje-se a escola que o ministro pode perfeitamente ir de transportes públicos!
Parabéns à senhora Manuela por ter tido essa coragem, não podia nem devia ter feito, deu mais um tiro no pé, mas também, como não vai estar muito tempo no cargo pode perfeitamente dizer o que lhe der na gana, força Ti Manela eu tou consigo!
ABAIXO ESTA “DEMOCRACIA” !
DEMOCRACIA SIM!
ESTA MERDA EM QUE VIVEMOS NÃO!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 17, 2008

Banco dos Proxenetas Malandros (BPM)

Demorei a falar sobre isto porque queria ouvir mais, queria inclusive ver o que faria e o que diria o nosso excelso e inteligente Presidente da Republica acerca, o que fez foi o esperado promulgou a nacionalização do dito organismo, dizer não disse nada, aliás este Presidente da Republica só fala sobre coisas que não interessam a ninguém, vejam o caso da Madeira, para variar nem um pio, mas andando.
O banquinho em causa é há muitos anos um antro de ex-colegas do actual Presidente da Republica, para vós mentes mais porcas, o que eu quero dizer é só mesmo isso que está escrito, são colegas de sua excelência o senhor Presidente da Republica, além disso são uma rapaziada do mais sério e imaculado, gente bem formada serissima, como alias todos os outros sobre os quais impende algum tipo de suspeita, alias em Portugal dá-se o caso paradigmático de todas as pessoas acusadas de ilícitos financeiros, politicos, empresários, ex-politicos, autarcas, ex-autarcas, presidentes de clubes de futebol, administrasdores de empresas públicas e outros mamíferos placentários do género, serem sempre pessoas serissímas, parece que em Portugal só as pessoas sérias é que cometem crimes desta natureza e com montantes tão acima do comum.
Nós os ladrões vergonhosos e empedernidos, só roubamos o troco enganado lá no quiosque, a tablete de chocolate do supermercado, a mulher do vizinho do 3º direito que é embarcadiço, a galinha da vizinha que entrou no quintal por descuido, logo aqui temos uma destrinça que por si só justificaria alterar o código penal, as pessoas sérias roubam milhões enquanto os ladrões roubam tostões. Será também de todo o interesse alterar o conceito da palavra seriedade no dicionário, por exemplo na nova redacção do dicionário como seria a definição de pessoa séria, simples, pessoa séria, toda aquela que usa fato e gravata, que ocupava, já ocupou ou irá ocupar um cargo público, onde desviará nunca menos de 500 mil Euros, sendo de seguida nomeada para administrador de uma empresa pública.
Fantástico é que se nacionaliza um banco, que ao que parece pouco mais era do que uma espécie de Dona Branca, nacionaliza-se para supostamente evitar efeitos de contaminação, o desespero poderá fazer com que outras instituições bancárias também elas serissímas, alias são todos muito sérios, dizia eu que qualquer dia outros bancos, dão o berro, sempre quero ver ser teremos também de nacionaliza-los todos, claro que não, este era especial, a rapaziada que a ela estava e ou esteve ligada, tem amigos muito poderosos e se o banco fosse à falência o escândalo seria muito maior, percebendo nós os ladrões, que toda aquela corja de gente serissima não passam na realidade de uma cambada de gatunos, bandalhos e piratas que goza com a cara dos pobres diabos que como eu têm de recorrer a semelhantes instituições, por isso nacionalizou-se, evitando assim o vir a lume de nomes que fariam melhor perceber a natureza daquela tropa fandanga de gente serissíma que invade os lugares cimeiros desta trapagem a que chamamos país.
- Boa tarde é do BPM, aqui fala Escroque da Silva?
É sim fala, Manuel Arripiado, gestor de offshores, em que posso ajudá-lo?
Bem eu queria propor um negócio fantástico garantido, investir em plantações de pastilha elástica com sabor a pêssego no Burundi! É certinho a cotação da pastilha elástica em Nova Iorque está sempre a subir, por isso não há como perder.
Ora muito bem e de que necessita o senhor?
Ora vejamos, primeiro aí de meio milhão para comprar uma casinha no Brasil para servir de base de operações, depois de mais aí, ora deixe ver, 2% do PIB, menos a inflação, junto com a Euribor, atendendo à flutuação de mercado, o downsizing e os activos incorpóreos, bem aí uns 10 milhões depositados em meu nome numa conta das ilhas Caimão, bem também podem por uns 2 ou 3 milhões par d espesas correntes na Madeira, sempre ajudamos a malta não acha?
Senhor Escroque, atendo a que o senhor é um pessoa serissíma, alias o seu curriculo fala por si, líder parlamentar, presidente do partido, acessor do PR, ex-autarca, administrador de empresa pública, ministro da pasta, o senhor tem o curriculo certo, trataremos de imediato das transferências, quando prevê o senhor que o negócio comece a ser rentável?
Caro amigo Arripiado, já no próximo ano conto levar a empresa à bolsa, o seu banco ficará acionista com 40% do capital mais dois lugares no consrlho de adminhistração depois é começar a vender acções e a lucrar!
Caro senhor Escroque em nome do Banco dos Proxenetas Malandros o nosso muito obrigado é foi e será um prazer negociar consigo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, novembro 12, 2008

"Inducação"

A actual ministra da “Educação”, que, diga-se en passant revela muito pouco da mesma, é mais uma personagem na já longa e infeliz lista de ministros dessa pasta que pontuando por uma diarreia legislativa sem par, acabam sempre por destruir ainda mais o ensino em Portugal, cada acto legislativo, cada proposta e projecto mirabolante são apresentados como a salvação da pátria, como o bálsamo que salvará esse cada vez mais moribundo doente a que chamamos “Educação”, entre as várias declarações que em nada abonaram em favor da Educação, pego numa que não recordo quem proferiu em que se declarava que a manifestação dos professores era ridícula.
Deixe que lhe diga senhora Ministra o que é ridículo nesta “Educação”, é ridículo que vejamos pelas ruas crianças carregadas de mochilas pesadas cheias e canhenhos inúteis, crianças que engrossarão a longa lista de adultos com problemas na coluna, problemas de postura e demais maleitas que mais irão sobrecarregar a também quase cadáver Saúde Pública, ridículo é que a senhora Ministra e os seus colegas sempre tão lestos em copiar todas as modinhas parvas que vêem na estranja não copiem ou adaptem ideias inteligentes.
Ridículo é ver as mesmas crianças, carregadas de sacos e saquinhos e mochilas, porque as escolas que deveriam ter armários e cacifos para todas as crianças, para que lá pudessem guardar os seus equipamentos e livros, tenham de andar sempre com a casa às costas, no entanto até percebo, porque assim as crianças vão já treinando, para quando forem adultas e tiverem uma profissão do tipo, professor, enfermeiro ou polícia, terem de andar constantemente com a casa às costas, claro se forem Juízes ou médicos isso já não sucederá, mas esses podem e mandam!
Ridículo é ver que mesmo existindo uma lei de transporte de crianças, elas continuem a ser transportadas em carrinhas e carretas que não dispõem das mais elementares regras de segurança obrigatórias pela mesma Lei que a mim me pune se o meu filho andar de carro sem cadeirinha e sem cinto, ridículo é ninguém fazer nada quanto a situações desta natureza, ridículo é quando algo acontece a culpa é do Diabo, indo todos em procissão por velinhas a Fátima, porque fazer alguma coisa, ninguém parece fazer.
Ridículo é ver paizinhos a reclamar porque os professores pedem dinheiro para material, sem se preocuparem em saber se as verbas que vem do Ministério e dos Municípios, chegam, ridículas são as verbas que esse seu Ministério atribui às escolas, tão ridículas que muitas vezes são os professores a meter dinheiro do seu bolso para poder trabalhar.
Ridículo é ver as escolas com ementas completamente desadequadas, escolas que deveriam ter cozinhas próprias e refeitórios próprios, que são servidas por empresas de cariz duvidoso com comida rasca e completamente desadequada para as crianças, empresas que vivem destes tachos e de outros “tachos” quando entram nos tais concursos, haja misericórdia para aturar tanta cretinice.
Ridículo é cada vez mais perceber que as escolas que deveriam ser locais seguros, são ao invés antros de selvajaria, pejados de cretinos e imbecis que roubam, maltratam e desrespeitam os outros, sem que haja pingo de disciplina, e não é com imbecilidades como o “Estatuto do Aluno” e testes e exames a pedido para satisfazer os papás que a coisa melhora.
Ridículo, é ver fechar escolas, num país de analfabrutos, cada vez mais analfabetos e imbecis, concentrando tudo em centros escolares que nada vão resolver, a não ser centralizar a carneirada, obrigando as crianças a fazer 50 e mais quilómetros diários e depois queixarem do insucesso escolar.
Ridículo é perceber que quem nos governa não percebe patavina do que anda a fazer, que estão mais preocupados com continhas de merceeiro cortando onde não devem para esbanjar em alarvidades, ridículo é perceber que para a senhora Ministra a “Educação” são estatísticas para apresentar em Bruxelas e brilhar muito, escondendo para baixo do tapete a torpe realidade de um país semi-analfabeto, sem qualificações e sempre a viver acima das suas posses.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 10, 2008

Manifestação, Avaliação, Confusão, Desilusão e outras coisas acabadas em ão!

Desta feita foram 120 mil professores na manifestação, mais 20 mil do que na anterior, não se falou de nad de novo, falou-se tão somente numa suposta avaliação que deveria avaliar, ao invés só serve para condicionar, condicionar as atitudes, a svontades e principalmente condicionar as carreiras e as esxpectativas profissionais de pessoas que desejam progredir nas carreiras, como alias é feito em qualquer lugar da tal Europa que nos é sempre impingida como exemplo, estando nós claro está muito mais próximo de África.
Desta feita foi maior a confusão, tu mentes eu minto, assim anda gente com cargos dirigentes e governativos, num joguinho de crianças birrentas e mimadas, claro estamos a falar de Educação, e pelos momentos, poucos, que vi da coisa, acredito piamente que o senhor Primeiro dos Ministros a sua fiel acólita da Educação e alguns dos líderes sindicais o que precisam é de ir à escola, mas se forem à escola que esles criaram, então estamos mal, vai concerteza revelar-se contraproducente, pois parece que não aprenderam nada e com a Escola actual jamais aprenderão.
Desta feita foi mais uma desilusão, gostaria de ver ao invés de 120 mil professores gostaria de ver 500 mil ou mesmo um milhão de professores de todos os graus de ensino, de auxiliares de acção educativa de pais de alunos, isso sim seria uma manifestação em prol da Educação. O número apesar de respeitável, não é pois revelador da união que o sector deveria viver, é pois uma desilusão, ver que mais uma vez a máxima do “dividir para reinar2 continua a impor-se.
A qualquer modelo avaliativo pede-se que avalie de forma isenta e justa, aquilo que propõe o governo, não é isento nem justo, não é isento porque à partida vem eivado de condicionantes que impoõe quotas, imaginem-se a dizer a um médico que não pode ir para uma determinada especialidade porque só pode passar um de cada vez, imaginem-se a dizer a um Juiz que não pode aceder ao patamar seguinte, muito menos ao supremo, porque isto é por nota e tem uma cota que só permite a subida a um ou dois, imaginem-se a dizer a um alferes saído de uma academia militar que ele nunca chegará a general. Pois é caia o Carmo, a Trindade, a Ajuda e talvez Belém!
Como de costume jamais saíremos da cepa torta com atitudes politiqueiras cheias de rafeirice e imbecilidade, precisamos desesperadamente de uma Educação que ensine valores de cidadania, de respeito pelo próximo para que as próximas gerações se consigam afirmar em valores de tolerância e civismo ao invés desta infecta corja de imbecilismo mlitante que por cá temos hoje. Sonha, que sonhar ainda não paga imposto.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 06, 2008

Estou muito entusiasmada, nós vamos mudar o Mundo!

O título desta croniquelha insalúbre, faz alusão a uma frase proferida por uma apoiante, de Obama, após a confirmação da vitória do senador do Illinois, achei piada, porque não sei se o Mundo quer ou aguenta outra mudança imposta pelos Estados Unidos, até porque as mudanças, e já foram algumas, nem sempre significaram coisas boas, como desgraçadamente nos provam os últimos oitos anos daquilo a que chamam era Bush.
Diz o nosso Nobel literário, é importante ouvir sempre os gajos do contra sistemático, que Obama é um homem diferente que tem qualquer coisa de diferente, bem o Saramago lá saberá o que é isso de diferente. Relativizamos os outros dois candidatos, Ralph Nader (independente) e Cynthia McKinney (Verdes), vejam o excelente post a este propósito do meu caro amigo Grilo Escrevente.
O drama para mim nem sequer é o facto de a comunicação social ter excluído as outras duas candidaturas, naquilo que podemos entender como uma fraca noção de democracia, no país que se diz campeão da mesma, o drama para mim será o acordar do mundo. Quando amanhã desaparecer o Obama candidato e aparecer o Obama Presidente, que serão duas pessoas completamente diferentes, outro drama será quando os europeus perceberem que Obama é americano, quando a ilusão se desfizer, o acordar poderá ser complicado.
Há duas semanas que andava a matutar numa coisa, o que estava por detrás de Obama, sem claro desfazer nas qualidades do homem e capacidades, um dia antes do acto eleitoral, quando surgiram os nomes de John Podesta, Rahm Emanuel e Joshua Bolten, como possíveis integrantes do Gabinete Presidencial de Obama, aí fez-se luz, e surgiram os cordelinhos da linha Clinton e tudo começou a fazer sentido, porque quem olha para o mapa dos resultados e apesar de Obama ter ganho mais estados que MacCain, abaixo da linha Mason-Dixie, o republicano embolsou a maioria, o chamado voto evangélico também deu a primazia a MacCain, o factor cor também foi importante, é aí que Obama, ganha, nas minorias cada vez mais maioria, os pretos, mexicanos, os índios, todos concorreram na esperança de que Obama lhes proporcione melhores vidas, que ambicionam e merecem como cidadãos úteis de um país que todos os dias ajudam a construir.
Obama ganhou os estados chave, que contam com a maioria dos grandes eleitores, aí foram decisivos os tais cordelinhos Clinton, também aproveitou o facto de os Republicanos terem dado um tiro no pé ao escolher Palin para vice de MacCain, a governadora do Alasca foi a melhor aliada de Obama, a cada vez mais minoria WASP que com ela se identifica, afastou o eleitorado de centro direita e centro esquerda que até votaria em MacCain.
Quem teve o cuidado de acompanhar o discurso de Obama acerca da retirada de tropas do Iraque, coisa que confesso acreditar que ele não fará, verificou que à medida que as projecções lhe iam sendo mais favoráveis, o tempo de retirada das tropas ia aumentando, porque do lado democrata também existem muitos interesses petroleiros a controlar as decisões, a ver vamos no que isto vai dar, mas estou em crer que o acordar na era Obama, não vai significar muito de novo, veremos!

Um abraça, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 03, 2008

Há Granel na Caserna

O senhor General na reserva Loureiro dos Santos, veio ao terreiro declarar que o meio castrense está descontente, pois devem ser os únicos, que existem camaradas que podem fazer “disparates”, ameaçando assim a nossa “avançada democracia”. O senhor General na reserva Loureiro dos Santos, veio armar-se em santo condestável do militaredo. Acho uma atitude de muito, de péssimo mau gosto vir “ameaçar” de forma velada a tal democracia avançada, não é digno de militares que se regem por tradições de honra e brio, não é digno de homens que escolheram um dos mais nobres ordálios, a defesa da Pátria, não posso de maneira alguma concordar com atitudes corporativistas imbecis como ficou patente nestas ameaças inconsequentes e intelectualmente indigentes.
Se os militares quiserem vir para a rua libertar o povo trabalhador e pagador de impostos de toda esta escumalha que nos anda a sugar o dinheiro, rebentando com os cornos a uns milhares de sanguessugas subsídio dependentes e politiqueiros aldrabões, serei o primeiro a ajuda-los nessa tarefa, exterminar a corja, vir para a rua defender os traseiros anafados de generais e coroneis de secretária, numa atitude de corporativismo de estado novo, nunca, nem posso concordar, já nos bastam médicos, juízes e advogados, como fiéis representantes desse corporativismo medievo.
Têm razão os militares, as nossas forças armadas há muito que deveriam ter sido redimensionadas com seriedade, com material novo e meios decentes capazes de nos colocar em pé de igualdade com as outras nações, cumprindo com brio a mais uma vez megalomana tarefa de envio de contingentes para todo o lado, nós somos um país pobre não podemos continuar a ter um exército de país rico.
Não podemos continuar a formar oficiais, para carreiras que não existem, na actual conjuntura das nossas forças armadas, é mais fácil constituir um batalhão de oficiais generais do que um batalhão de praças, tal não pode continuar, disparates como submarinos e outras alarvidades têm de ter um fim, os seus responsáveis tem de ser punidos, para colocar um fim a uma regra de desbaratar os cabedais públicos em cretinices, que tem feito escola entre os detentores da pasta da defesa dos últimos 30 anos, quando por exemplo os socorros aos naufragos não conseguem salvar homens a 20 metros da costa.
Depois queixam-se os militares de terem perdido muitas regalias sociais, já reparam que é disso precisamente que todos os outros se queixam e ninguém vem ameaçar com ataques à democracia, todos nós os desgraçados que alimentamos a escumalha andamos a perder todos os dias, a honestidade, o trabalho e a honra são palavras vãs, quem trabalha e paga impostos está sufocado pela ralé, que nos assassina e rouba descaradamente sem que nada lhe aconteça, por isso aguentem-se que nós fazemos o mesmo. Ou então venham para a rua e rebentem com essa escumalha de vez, terão a ajuda de muitos de nós, os pobres que pagamos isto tudo com o suor do nosso trabalho.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 31, 2008

Campanha de solidariedade

Em Maio uma menina de 13 anos, a Tânia, foi atropelada numa passadeira no Porto por um condutor alcoolizado. A Tânia, de uma familia com poucos recursos, tem que ser operada, mas a familia não tem dinheiro para a alimentação adequada da menina. Ver noticia do Diário de Noticias.

A RUTIS não ficou insensivel à esta situação e foi averiguar os factos. Duas colaboradoras da associação deslocaram-se á casa da familia da Tânia e confirmaram a situação precária em que vivem. Após esta visita a direcção da RUTIS comprometeu-se a oferecer, até á operação da Tânia, um crédito mensal de 100 euros para alimentação no supermercado mais perto, uma vez que a mãe não tem carro, nem se pode ausentar.

Desde Junho que temos pago as compras da mãe da Tânia no supermercado combinado e até ao momento tudo tem corrido bem e a Tânia está a melhorar.

Apelamos agora à solidariedade das UTIS e dos seus alunos para podermos continuar a apoiar a familia da Tânia. Para tal pedimos que façam o vosso donativo no nosso site e o valor será entregue no supermercado para a aquisção de mais bens alimentares.
(CLICAR NO TÍTULO DO POST PARA ACEDER À ÁREA DE DONATIVO)

Obrigado

A Direcção da RUTIS

Ajudar faz bem à alma por isso AJUDEM!

Um abraço de bom fim de semana deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, outubro 29, 2008

Dona Crise

Dona Crise assentou arraiais neste reino, poderia ser Dona Branca ou Dona Flor, porque raio tem tantos maridos, mas Dona Crise definitivamente assentou arraiais no condado, poderia ser um “case study” expressão que está na mó de cima, qualquer coisa que não se perceba o porquê torna-se de súbito no linguajar complicado dos mangas de alpaca um caso de estudo, Dona Crise comadre portuguesa de gema, anda aí.
Mas nós estamos habituados a ela, desde 1143, que convivemos com ladrões, larápios, galfarros, pilha-galinhas, assaltantes bandidos e bandalhos naquilo que poderá ser um outro “case study” como é que uma terra tão pequena e tão pobre dá origem a tanto ladrão, a tanta sanguessuga chupista que eternamente vive de pilhar o suor alheio.
Dona Crise é voluptosa e meiga, chega de mansinho e ataca com vagar, roendo um poucochinho de cada vez para não matar o hospedeiro, servida por acólitos certeiros, vai esburgando as algibeiras ao pobre cada vez mais pobre, umas vezes pagamos para isto outras para aquilo, outras ainda para aqueloutro, interessa é estarmos sempre a pagar, claro que isto de pagar só se aplica a alguns, aos outros, a uma minoria muito esperta, é só engordar sentar à sombra bater uma suecada, enfardar uns bagaços e fumar umas cigarradas, que depois no dia certo é levantar o cheque e deixar cantar a carriça, ou se interessa para o caso a cigarra, que vai dar ao mesmo.
Ao diabo a bolsa, em especial a nossa, que Dona Crise, atrai ao pilim como a traça à lã nova, por dá cá aquela palha, tiram-nos tudo, até a palha do colchão, tiram-nos a nós os que trabalhamos, que suamos as estopinhas para vestir calçar e dar de comer à famelga, porque aos outros não tiram nada só dão e mesmo quando eles tiram ainda lhes dão mais, do a nós nos tiram.
Dona Crise habituada a festarolas e comezainas, anda por aí sempre alfeira e bem disposta, já cá anda há muito tempo, disfarça, presume de inocente, sobretudo finge, finge riqueza, finge, solenidade, finge organização, o poeta é um fingidos disse um dia certa pessoa, mas Dona Crise não tendo hábito de leituras, finge ser dado às letras à educação, mas só finge, porque na realidade é nada, néscia pura, estulta até mais não. Acredita em projectos em bandas largas para o cidadão navegante, que à míngua de batata acrescenta água ao caldo cada vez mais caro e desenxabido, navegar é preciso, maldito fadário este da navegação, que atira para estranja 6 milhões dos nossos e importa outros desvalidos de cores várias as mais das vezes pobres diabos sem eira nem beira que do trabalho tem noções esquivas quando não inexistentes, ai esta Dona Crise, acredita na globalização, dado adquirido que nos tenta enfiar pelo gorgomilo abaixo, aos tansos e pacóvios que crêem em semelhante pasquinice.
Dona Crise dita modas, na moda fica quem quer andar à moda e quem tem de bailar conforme a moda que toca, porque se o banqueiro se afunda, é preciso acudir-lhe nem que para isso se abrasem mil dos outros, daqueles que já pagaram ao banqueiro, que já pagaram aos filhos de Dona Crise, que continuam a pagar, que pagam tudo e ainda assim riem os parolos, patêgos! Pobres labrêgos toldados pela pândega Dona Crise que arrufa os empurra bolas e outras alarvices para entreter a maralha alienada, malvada Dona Crise que não despega que não larga.
Que morra mil vezes, de morte matada em falecimentos e óbitos vários essa Dona malfada e malfazeja, que morra em horríveis suplícios, que sonho esse, pior é o acordar do pobre, que acorda sempre a pensar em dar corda ao sapato e ganhar os tostões que o patrão sempre chora, porque no fundo no fundo o que queria era poder voltar a contratar no terreiro ao domingo à jorna, para pagar o tostão que de tão mínguado mal dava para meia sardinha de gato, ó tempo volta para trás, gritava o outro com ar de moiro mourão, bem dito o deus deles que os alimenta de fé.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 27, 2008

Leiturices

Entre títulos regionais e nacionais, leio, ou passo os olhos as mais das vezes por cerca de 20 ou 30 jornais por semana, vezes há que leio só as “gordas” como é hábito palavrar em semelhante circunstância.
Anda por aí muito boa prosa, e é disso que vos quero falar, de gente que dá gosto ler, gente com um olhar crítico e inteligente, pessoas, com as quais nem sempre estou de acordo, mas que consigo, mérito delas porque escrevem bem, perceber-lhes os fios do pensamento, há uns outros que odeio liminarmente, não como pessoas claro, como cronistas jornaleiros, não consigo aturar as criaturas, os Pachecos, os Marcelos, os Delgados, os Sarmentos e quejandos entre outrtas criaturas de discurso horripilante para as quais não há pachorra.
Mas não me alongo com pífias e pífios escritos, vamos a quem me dá gozo ler, não falarei de todos como é óbvio, por clara exiguidade de espaço e também alguma preguicite. Por exemplo Armando Fernandes, que escreve no jornal “O Ribatejo”, as suas crónicas gastronómicas e não só, são um tratado à nobre arte de prosar em lusa fala, pessoa dotada de uma vastíssima cultura, é daquelas escritas que se lêem de fôlego único sem aljavares, um paraíso para a torpeza do dia a dia da escrita.
Também no mesmo jornal as crónicas de Daniel Abrunheiro, um daqueles gajos abençoados com um humor sacola que nos desfaz a rir de preocupações, tal é justeza daquilo que com graça é dito muito seriamente.
No jornal “O Mirante”, assina a crónica de última página, um tal de J.A.E., confesso que o considero um amigo, sem nunca com ele ter falado, tal é a proximidade que sinto a muitos dos seus rasgos, de prosa escorreita e sem prurídos, chamando os bois pelos nomes como bom Ribatejano que é, são momentos de pura paz de espírito quando leio as suas crónicas, sábias e certeiras.
No jornal “Público”, Santana Castilho, produz do mais brilhante material sobre educação, que se pode ler, incisivo e caustico, aproveita cada nova maravilha defecada por um ministério em completo desnorte para de um modo polido e cheio de graça mostrar que em relação à Educação em Portugal o rei vai nú.
Há outras gentes de quem gosto, da escorreita pena, em jornais díários e blogues, mas esses são gente de muita audiência que não vale a pena dar notícias, até porque passam bem sem isso.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, outubro 22, 2008

Na Iskola

Chegou ao palácio de 16 assoalhadas do Barão via e-mail, uma opinião assaz interessante, que o Barão, no seguidismo da sua doutrina libertária não deseja ocultar aos seus cultos e prestimosos leitores, para que a sua reflectiva e preclara análise infira sobre o assunto como bem lhes parecer.

“Pá kota voute inviar este emeile pra ver se tu daz voz ao people cool das iskolas porke taz sempre a dezer mal da indukação e da Menistra, esta cena foi feita tipo trabalho de grupo do people do 10 C o pessoal deu bues ideias e eu iskrevi a cena pra inviar o people e todo dread nao somos betinhos é people cool tão é assim
Eu sou o Manel do Arrepindimento da Silva istudante do 10 ano da Iskola Sekundaria Afonso Hinriques venho por esta karta ispreçar o que eu penso na minha opinião sobre a indukação indo de enkontro há sinhora Menistra da Inducação que é a noça santinha protetora.
O people k tá fora da iscola, não pessebe népias desta cena, só sabem kriticar a sinhora Menistra k tá a fazer bué cenas kurtidas pró people andar a kurtir bués na cena da iskola, ela é que tá mesmo lá ela é que pessebe bués deça cena porke poz os profes nu bules porke eles andavam a xatiar o people kum cenas bués maradas tipo testes e exames onde um gajo tem k saber bués cenas munta sekantes tipo os reis de Portugal e assim k é k intreça o rei Afonso xanxo primeiro ó lá komo se chama o kota k tá morto á bues da time e cenas dessas tipo a revolsão do Abril e mais cenas assim.
Por isso k a sinhora Menistra disse ya e koiso agora o people tásse bem e ké os profes é k tem de abrir a pestana tana e fazer bues trabalhos e papeis pra ver se não tem tempo pra tar nas aulas a falar de cenas tristes e dar sekas no people k preçiza é de tar bem e kurtir bues. Porke o people k vai pró rap o ser player de bola não preçiza deças cenas preçiza e de cenas dread bués cool pra andar na onda tipo kurtir e ter guito pra puder ter uma shotgun e ser gangsta k é munta mais fixe e fazer karjaquimge.
Por isso é k eu axo que a sinhora Menistra é uma kota bues cool ela perçebeu que o people tá bués stressado kuando ta na iskola e k os profes é k preçizam de bulir porke tem bués time sim fazer népia e porke tão sempre kom cenas maradas tipo ditados e kopias eças senas fazem bues mal porque o people pode fikar bues stressado e a sinhora Menistra fez muita bem akabar com iço e ler cenas do Fernandes pessoa e do outro dos poemas em kantos o Camiões por iço o people não kurte a iskola k tem bues cenas sekantes só kuando á porrada nos profes o nas kotas das auçiliares é k tem piada pró people filmar e por no youtube.
Viva a sinhora Menistra k fez o estatulto dos alunos k dános muitas cenas cool tipo os profes não podem abrir o pio e tão sempre a levar na boka açim eles já não abusam do people kom faltas e cenas deças porke a malta paça sempre e depois vai kurtir bues pra naite kurtir as damas e assim porke a iskola e bues stress e a malta preçiza ter tempo pra kurtir.”

Tásse bem
manel

A bem da liberdade de opinião aqui fica esta, de um inteligente e dotado grupo de jovens da nossa excelente e cuidada Educação.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 20, 2008

Papa Misto

Perdoem-me o título eivado de brejeirice a roçar o mau gosto, mas porra, também tenho direito a ter uns momentos de leviandade de quando em vez. Bento XVI, vocês conhecem é aquele velhote bonacheirão, um pândego levado da breca, que volta e meia nos surpreende com umas anedotas, a última foi a de voltar a condenar o uso do preservativo, copiando o seu antecessor, além disso encomendou um estudo para verificar a utilidade profiláctica do dito zingarelho no combate contra o HIV/Sida e como eficaz meio de controlar o descontrolo demográfico a que o mundo assiste.
O Bentinho, como carinhosamente lhe vou chamar, reforçou mais uma vez que é contra os contraceptivos, eu não, tenho pena é que não fossem de uso obrigatório na localidade de Marktl am Inn, na Baviera, nos idos de 1927, pois agora eu estaria a escrever sobre outra qualquer coisa igualmente cretina. O Bentinho lá palavreou, sobre a abstinência, a monogamia, a fidelidade e tal, que são efectivamente conceitos lindos, mas que exceptuando o segundo em raras espécies, são coisas completamente contra natura, por exemplo ao contrário da homosexualidade que se encontra transversalmente espalhada por quase todas as espécies da Criação, será que o Grande Arquitecto era boiola? - Perguntava um amigo brazuca, daqueles de sotaque nordestino cerrado enquanto discutiamos isto a beber umas fresquinhas, num dia de estio dos diabos.
Mas continuando, acho realmente muita piada ao Bentinho e à sua comitiva de ratos de sacristia, a esse propósito deixem que vos conte um episódio que ilustra bem esta coisa da hipocrisia.
Há uns anitos, visitava, a convite de um compincha, uma terreola, ali da Beira, tinhamos partido três de Lisboa, para ir visitar a terra do “Pingalim”, que era a alcunha do meu amigo, lá fomos, depois de um lauto e reparador jantar, o pai do meu colega atira com esta. - Quereis ir inté à discoteca, buber um copo? - Oh Atóino, deixe lá os rapazes, que devem estar cansados, ide mas é à deita!-Repicou a esposa, avisada de certeza pela sabedoria dos anos a aturar o senhor António, mas nós putos traquinas, recém promovidos ao oficialato, cheios de sangue na guelra queriamos era folguedo e anuimos, no entanto estranhei a conversa e perguntei; ir à discoteca? Mas esta terra tem uma discoteca? - Num tem uma tem três! - Respondera o senhor António.
Lá fomos, aos trambolhões, num carripano velho, por entre fraguedos e giestas, no meio de um pinhal lá estava a tal “discoteca” que mais não era que uma casa de meninas, claro que entramos, bebemos umas cervejolas, a 200 paus cada uma, na altura era uma fortuna cá fora uma cerveja custava 20 paus, o senhor António ainda dançou com uma piquena, já entradota, mas toda bem disposta e a seguir fomos deitar.
Ao outro dia alçamos cedo das mantas, era dia de festarola na terreola, toda a gente recebeu convite para ir ver a procissão, sim porque não há festa sem procissão, postado junto a um poste fumava um cigarrito, ao cimo da ladeirita assumava o andor, levado pelos mocetões mais capazes da terra, a dois passos de mim um grupo de velhas engelhadas olhava-me de soslaio. - Apaga o cigarro, que é falta de respeito pra com a santinha! - Atira-me o Pingalim, porra nem o dianho da pirisca pude saborear até ao fim por causa da porra da santa, que diabo o fumo nem lhe fazia mal, era de barro, enfim coisas de ateu, de incréu condenado às eternas chamas do Demo.
Passa a fanfarra de uma terreola vizinha, gostei particularmente das mini-saias das moçoilas da banda, um mimo, a música era ao estilo”paralelos do ritmo”, tocam todos juntos mas cada um a sua, nunca se encontrando, eis que tenho uma revelação, é verdade, confesso, vi a luz, era a porra do Sol a dar-me nos olhos que até deixei de ver, óculos escuros na fuça, rodei à esquerda e lá vinha o andor, curioso, reconheci dois compinchas locais que me haviam sido apresentados na noite anterior, assíduos frequentadores da tal “discoteca”, intimos conhecedores dos mais infímos detalhes físicos das moçoilas que lá estavam bem como da sua proficiência em determinada habilidade sexual, agora alí iam os dois vestidos de renda a segurar o andor como meninos de coro, claro que se notava ainda o efeito, do espumante rasca, pago a preço de champanhe franciú que haviam emborcado na noite anterior.
Acenei-lhes, um fingiu que eu era invisível o outro esboçou um meio sorriso e lá seguiram, passaram uns anjos e outras assombrações, quando impecavelmente trajado com uma opa decorada a preceito e carregando uma cruz com a figura do Redentor, vinha mais vermelho que um tomate, com a bigodaça a jorrar suor e restos da beberragem da noite anterior, mais um compincha da noite anterior. - Oh Pingalim, eu tive a falar com aquele ontem, o gajo tava com uma cardosa! - Xiu, cala-te que é o senhor Presidente da Junta. - Rosnou irado o Pingalim, contra o meu gesto de indiscrição.
Afinal os frequentadores das sacristias, despidas as opas e paramentos, tinham por baixo homens e mulheres, iguais aos outros, excepto numa coisa, eram muito mais hipócritas!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 16, 2008

Ficção Nacional

Venceslau Pintaroxo, acordou, bem disposto, o que era raro, naquela chuvosa manhã, lá fora o reboliço matinal de carros carrinhas e carretas, ensurdecia e ofuscava a manhã tímida, tomou banho vestiu-se engoliu um leite com café e saiu do quartito alugado com serventia de casa de banho, estava com saudades de casa, da mulher e dos filhos, mas que diabo nunca mais estava de folga para os poder ir ver, aguardava colocação mais próximo, daí a quanto tempo ainda não sabia, ainda ponderará mudar-se para a cidade grande, mas com o seu ordenado não dava, além disso os miúdos estavam na escola e a mulher não poderia largar assim o emprego do pé para a mão.
Chegou ao local de trabalho, distribuidas as tarefas, seguiu, a meio da manhã teve um azar e rasgou a calça de serviço, caramba teria de comprar outra do seu bolso, além disso saíra um ordem interna para mudar de camisa, teria também de comprar mais três ou quatro camisas, sempre do seu bolso, ia pensando com os seus botões, entretanto alguém o chama, o problema era complicado teria de pedir que viessem outros camaradas para ajudar, o rádio da viatura para supostamente ligar à sede, não funcionava, resultado, Venceslau teve de gastar dinheiro do seu telemóvel para ligar, era sempre a mesma coisa, diabos levassem aquele emprego.
Foi almoçar, uma sandocha mal comida e um sumo, que já tinha de ir levar uma encomenda, a meio do caminho bateu com o carro, porra, lá estava metido em sarilhos, processo disciplinar e claro pagar do seu bolso os estragos, enfim esperemos que o dia termine, amanhã é dia de folga. A tarde já vai a meio e Venceslau, apanha uma encomenda, diabo está estragada, tem de ser levada ao depósito, amanhã, tem de lá estar para apresentar a dita encomenda ao chefe e preencher a papelada toda, porra lá se vai a folga, e eu que contava ir ver a famelga, pensou Venceslau com os seus botões, lá se ia tudo por água abaixo, diabo de emprego.
Chamada de urgência, levantar encomenda, num daqueles bairros, em que até o ar é mau, má sina, ir a esses sítios era sempre uma grande tragédia, mas serviço é serviço, chegado lá, a confusão habitual, gritaria, confusão, carimbos azuis de um lado, amarelos do outro, choros ameaças, enfim o dia a dia normal, alguém ameaçara um colega, este sem poder responder levara uma pancada e fora de charola para o hospital, 10 pontos no cocuruto da tola e uns dias de baixa para descansar, rasgaram-lhe a camisa, teria de comprar outra do seu bolso, porque a empresa não dá nada a ninguém.
Fim do turno, Venceslau estava esgotado, entretanto, chega o chefe de turno, mudança de planos, era preciso ir vigiar a descarga de várias encomendas, seguiram todos, até às quatro da matina, caramba Venceslau estava de rastos, iria dormir umas 4 horitas e depois voltava tudo ao mesmo, que porra de emprego.

Isto é pura ficção, poderia ser Kafka, não pela qualidade da escrita, mais pelo absurdo das situações, mas não, também poderia ter outro título “Ser Polícia em Portugal”, mas não, este texto é pura ficção, agora imaginem-se a trabalhar em semelhantes condições, imaginem-se!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 13, 2008

Les uns et les autres

Mais uma oportunidade perdida! Na última sexta-feira perdemos mais uma oportunidade de mostrar ao mundo que somos uma nação, plural, tolerante e civilizada, perdemos de novo a carroça. Ao invés demonstramos que aquilo que verdadeiramente somos, uma cambada de carneirada, sacrista e hipócrita.
A votação não era sobre os casamentos de pessoas do mesmo sexo, a votação era sobre a felicidade das pessoas, falharam de novo aqueles senhores de traseiro anafado, engordados por imerecidas prebendas, falharam em pensar nas pessoas, ao invés de pensarem em votos, em moral duvidosa ou em convicções beatas hipócritas. Assalta-me uma dúvida, quantos no Parlamento terão votado contra as suas convicções e a sua vida pessoal, quantos estarão escondidos no armário dos chamados “valores” de família, coisa que nunca entendi muito bem, guardados das vistas, corroídos pela sua própria hipocrisia, perdemos assim mais outra oportunidade de dar um sinal positivo ao mundo.
Preferimos a santíssima beatice, dos ratos de sacristia, que depois de despir a opa, esgalham sarapitolas a espreitar a vizinha do lado. Preferimos a carneirada, a disciplina partidária que sufoca a democracia, que cala as consciências, que castra os machões, que muitas noites nos becos esconsos de qualquer ruela, se atracam aos lábios ternos de um qualquer puto de rua, preferimos esconder, varrer para baixo do tapete uma série de cidadãos que sendo diferentes não tem direito como todos os outros a serem felizes.
Preferimos fazer o que genericamente fazemos com todos os que são diferentes, fingimos que não existem, damos uma esmola, vamos à missa e qual passe de magia ficamos de consciência tranquila, hipocritamente encerrados na redoma da arrogância e desdém, limpos imaculadamente sujos por dentro de vícios inconfessáveis, que adoramos apontar aos outros num repente, atirando pedras e ferindo com a indiferença dos iguais perante os diferentes.
Foi triste, foi triste mais uma vez perceber que vivo num país, reles, atrasado, rato de sacristia e hipócrita, sim como se eu não soubesse já, como se eu não os conhecesse de ginjeira, aos beatos, aos homens e mulheres honestos e de família, a toda esta corja de mentirosos e hipócritas que faz de conta que vive num país de ouro quando na realidade vivem atolados em merda até às orelhas.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, outubro 08, 2008

MOvimento Pijaminha

"O Movimento Pijaminha é uma iniciativa privada e independente que surgiu, há dois anos, entre amigos.
Como principal objectivo temos a angariação de pijamas e outros agasalhos, como sejam robes, chinelos, pantufas e fatos de treino, .
Por ser um bem de extrema necessidade junto dos hospitais - quer pelos sucessivos tratamentos de esterilização por que eventualmente tenham de passar, quer pela constante utilização e consequente desgaste que sofre dia após dia – tivemos na altura a ideia de oferecer um presente sob a forma de pijaminha.
Num primeiro esforço, foram entregues cerca de 30 pijamas, no núcleo da LPCC, que funciona em Lisboa, perto do IPO. No ano passado, pelo Natal, conseguimos já entregar perto de 80.
Tentando sensibilizar as pessoas, pretendemos ser uma ponte de ligação entre quem quiser colaborar e as instituições que daquela ajuda necessitem, nomeadamente hospitais infantis."
in, http://movimentopijaminha.blogspot.com/

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 06, 2008

Só mesmo a rir

A história das casinhas lá da capital, atribuídas ao Deus-dará é realmente o fantástico reflexo do estado de bandalheira a que chegou este país, mas vejamos, eles são todos muito honestos, são sempre muito honestos, muito honrados e acima de tudo inocentes, assim vai esta anedota chamada Portugal, de um lado a rataria infecta, essas sanguessugas subsídio dependentes com direito a tudo, do outro os politiqueiros aldrabões e corruptos, no meio os papalvos como eu que sustentam isto tudo e a quem um Presidente da Republica pede para superar a crise, anedota suprema esta, de alguém que durante anos desgovernou um país e instituiu muitas das redes de compadrio e amiguismo deste nacional porreirismo lusitano alicercado em clientelas e amizades que esburgam o pobre pagante de impostos, só mesmo a rir é que conseguimos levar a vida neste pardieiro, ainda dizem que somos um povo triste, o tanas! Sim, porque a mim e a outros como eu ninguém nos dá casa, ninguém nos dá subsídios para aos filhos andarem na escola a gamar os colegas, ninguém faz nada por mim, ando ao abandono à espera que o acaso nunca me coloque perante situações perigosas, porque ninguém me defende, estou só, eu e os outros carneiros capados desta terra, dedicados a trabalhar e a pagar, os plasmas, carros, casas, carrinhas, ouro, telemóveis, jantares e almoços, sapatilha da moda e roupinha de marca, enfim tudo o que suas excelências as sanguessugas desejarem.
Claro que pelo meio de todas estas andanças, nem só um destes muitos tragalhadanças, é, foi ou será responsabilizado pelas suas muitas e gravosas malfeitorias, alias pra calar o zé pagode o ministério da Administração Interna agora obriga os polícias, outra classe de desgraçados, a andar aí aos solavancos nos bairros da escumalha subsídio dependente a tentar deter os bandalhos, o problema é que os bandalhos não estão só nesses bairros, os bandalhos também habitam em condomínios fechados, andam de carro com motorista e tem cartão dourado, o raio que parta isto tudo, só mesmo a rir é que conseguimos ir sobrevivendo a esta terra.
O outro por muito que não concorde com ele que o ache um imbecil chapado, que rejeite a sua ideologia cretina tem razão numa coisa, na minha terra eu sou diáriamente vitíma de racismo e ninguém faz nada, o pior é que não é por ser de uma qualquer cor e ou raça, o pior é que sou vítima de racismo, porque trabalho, porque sou honesto, porque pago impostos, porque sou uma pessoa, todas essas sanguessugas chupistas que estão nos extremos da sociedade me exploram e me atacam, gentalha que de humano e civilizado tem muito pouco, apesar de alguns até serem doutores, só a rir é que consigo levar isto, a rir para não vomitar de nojo!

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia