segunda-feira, setembro 29, 2008
Temo bem que...andes a dormir!
Sua Excelência o senhor Presidente da República, andou pelos corredores das Nações Unidas em busca de quem esteja disposto a apoiar o seu novo tachito, quando a Presidência acabar. Sua Excelência o senhor Presidente da República, anseia por um lugar nas Nações Unidas, a fazer o quê, não importa, de preferência muito pouco, para não destoar dos últimos 20 anos. Mas se isto é inteiramente lícito, o homem pode almejar o que quiser, já uma das suas declarações, deixa-me a pensar, seriamente que Sua Excelência o senhor Presidente da República, terá sido atacado por alguma mosca tsé-tsé, numa das suas viagens ao continente africano esse modelo de desenvolvimento mundial, subvencionado há 60 anos pela Europa, sem resultados absolutamente nenhuns ou então escassos.
“Temo bem que os portugueses comecem a sentir a crise”, terá Sua Excelência o senhor Presidente da República, declarado a propósito desta palhaçada, provocada pelas veleidades do senhor Bush e dos seus acólitos, ao lançarem o mundo neste descalabro bélico, que propiciou todo o resto, no entanto era uma questão de tempo para que a vergonhosa selvajaria capitaleira, desse com os burros na água, com os evidentes prejuízos para os do costume.
Depois de ouvir, a frase de Sua Excelência o senhor Presidente da República, não queria crer, pensei muitas e variadas coisas acerca de Sua Excelência o senhor Presidente da República, desde impropérios dos mais gravosos que por pejo, respeito e decoro aqui não reproduzo, até ao lançar uma petição de apoio à candidatura de Sua Excelência o senhor Presidente da República, a um lugar nas Nações Unidas, como embaixador da boa vontade para o desenvolvimento da literacia dos cangurus do deserto australiano, sempre nos víamos livres do homem, até porque a melhor coisa que nos aconteceu foi terem enviado um para as Nações Unidas e outro para o Conselho Europeu, vimo-nos livres de duas peças de calibre, esta era só mais uma.
Depois fiquei a pensar, Sua Excelência o senhor Presidente da República, pobre homem, não tem memo noção da terra onde vive, alias nunca teve, mas creio que está muito pior. Por isso digo, temo bem que Sua Excelência o senhor Presidente da República, ande a dormir!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, setembro 26, 2008
Homenagem a António Variações
Maria de Lurdes deixa que eu te diga....
Essa tua Educação eu sei que não é um espanto mas
percebe-se que não é cá da terra e tem
tem pouco encanto
Essa tua Educação eu sei que não é um espanto mas
percebe-se que não é cá da terra e tem
tem pouco encanto
Maria de Lurdes como foste nessa
de chamar Educação à tua confusão
Maria de Lurdes como foste nessa
de chamar Educação à tua confusão
Maria de Lurdes deixa que eu te diga....
Maria de Lurdes deixa que eu te diga....
Essa tua Educação só deseduca
nem é cá da terra nem tem aplicação
tem muito de maluca
Essa tua Educação
no modo como nos ocupa
tem sabor a inquisição
Maria de Lurdes como foste nessa
de chamar Educação à tua confusão
Maria de Lurdes como foste nessa
de clamar vitória onde só há desilusão
Maria de Lurdes deixa que eu te diga....
Maria de Lurdes deixa que eu te diga....
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tinha
tinha algum encanto
Esse teu nome ficará na memória mas
cá na terra levará ao pranto
Maria de Lurdes como foste nessa
de ser Ministra de tal salsada
Maria de Lurdes como foste nessa
de chamar Educação à tua trapalhada
que já estava bem complicadinha e muito queimadinha (repetir)
Obs: A rima é pobre, a métrica miserável, perdoem ao escriba, "quem te manda a ti sapateiro, tocar rabequão", que poeta nunca será, mal engenho lhe queda para ao correr, botar a pena a discorrer, por cima de talhas e untos sobre este e outros assuntos.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, setembro 22, 2008
Pois... deste espera-se tudo!
Foi mais uma excelente tirada de Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, essa figura maior do intelecto governativo lusitano, essa força cósmica de sapiência, de grandiloquência e bom-senso. Esse paradigma vivo da arte de governar à Lusitana, insigne herdeiro de nomes cimeiros da governação de Portugal, que conduziram este país ao estado actual em que se encontra.
As infelizes, erradas e demonstradoras da pouca sabedoria que enche o crânio de Sua Excelência, ideias, revelam-se duplamente trágicas, vindas daquela que é a figura cimeira desta anedota a que insistimos em chamar país.
Desde logo percebemos que Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica não faz a mínima ideia do que é um Parque Natural, alias diga-se em abono da verdade que os portugueses que sabem o que é um parque natural trabalham em países onde isso existe, onde a natureza é respeitada. (Um abraço Alberto, Skoll).
Por cá os que resistem à avassaladora voracidade construtora, os poucos que fazem frente à sem vergonhice e bandalheira da construção megalómana, insistindo em tentar salvar o que ainda, pouco, resta daquilo queem tempos foi o país com a melhor cobertura natural vegetal e ecossistema, preservados da Europa Ocidental, mesmo apesar das campanhas cretinas, primeiro do pinheiro no século XIX, depois do eucalipto no século XX e agora do campo de golfe. Esses coitados estão condenados!
Porque se o mais alto magistrado da Nação, diz as barbaridades que diz, mal vai o ambiente em Portugal, alias basta um exemplo muito prático, desde que tenho consciência de gente que me lembro de ouvir falar de peixes mortos no Alviela, uma boa trintena de anos passaram é esse continua a ser um mal que massacra aquele curso de água, porquê?
Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, enquanto Primeiro-ministro, foi aquilo que foi, para mim foi o campeão do disparate, com Presidente mantém o rumo, louve-se a sua coerência, dizia-se o mesmo do comandante do Titanic!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, setembro 19, 2008
Sem Segurança
Importa, sendo esse o objectivo destas escrevinhadelas, ilustrar o curso dos vários actores desta tragicomédia bufa, desde logo a minoria de imbecis que faz gato de sapato da lei e de todos nós, vivendo à conta de subsídios, essas sanguessugas de várias cores e etnias, a quem se permite tudo, vivendo o fausto de quem sabe estar acima de tudo e de todos, digo minoria porque creio que serão uma minoria entre os 10 milhões que dizem habitar nesta anedota chamada Portugal, divergentes em vários aspectos, cor, raça, etnia, cultura, partilham duas coisas, os mesmos bairros infectos criados pela pouca actividade cerebral de politiqueirotes de quinta categoria, partilham também a estupidez selvagem de escumalha à qual só com muita imaginação posso conceder a humanidade, confesso-vos desde já que me merece muito mais respeito a mais insignificante criatura terrestre do que essa estirpe de imbecis humanos.
Quanto aos outros actores comecemos pelo Legislador, essa figura vinda das brumas, para quem os politiqueiros rafeiros atiram as culpas da sua própria imbecilidade, sim até porque quem aprova as leis são esses mesmos senhores ministros, deputados e aí por diante, num sem fim de gente sem préstimo, de baixa qualidade à qual torpemente continuamos a entregar os destinos deste país, e cuja proficiência é tão baixa, tão baixa que ao invés de serem pagos deveriam pagar para estar onde estão. Quem é o Legislador? Alguém sabe? Se souber avise, para que todos juntos possamos enxertar a tromba ao galfarro a ver se cria tino.
Seguem-se os magistrados, que se desculpam com a Lei e fazem as mais das vezes juízos sobre os quais se questiona a lógica, se lógica é termo que possa caber nisto da Justiça, nunca os ouviu queixar, nunca os ouvi propor novas, recusar lugares de estadão e ou mordomias das que têm muitas e variadas, nunca!
Assestados no pedestal, foi preciso, terem alguns, levados as fuças limpas a toque de murraça para se alevantarem as primeiras vozes de crítica, foi preciso provarem do fel que os outros, todos nós, provamos diariamente, para que os anafados traseiros da magistratura se dignassem esboçar um ténue movimento de contestação.
Os últimos actores, são as polícias, se os anteriores demonstrassem um terço da eficiência destes desacreditados, mal pagos, mal equipados, mal instalados mas excelentes profissionais outro galo cantaria. As polícias com todos os males de que enfermam, falta de regulamentação profissional, como é o caso da GNR e PJ, instrumentalização e ingerências do poder político, o estatuto militar da GNR, continuo a afirma-lo ser um disparate completo sem cabeça, com todos esses males, as nossas polícias continuam a ser excelentes quando comparadas com os tristes e vergonhosos exemplos mais cimeiros, das nossas polícias sinto orgulho, tenho respeito e ainda acredito, de todo o resto tenho vergonha!
Post Scriptum: Envergonha-me o silêncio mudo de Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, tão célere a vomitar migalhas e minudências dignas de banda de desenhada. Envergonha-me o silêncio embaraçado do Senhor Primeiro-ministro, tão célere a vomitar demagogia bacoca sobre qualquer actividade miserenta. Envergonha-me esta gente, que se diz governante!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, setembro 15, 2008
BLOGAGEM COLETIVA JUSTIÇA PARA FLAVIA!
É nesse prédio, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasíilia, que o processo de Flavia se encontra, depois de ter estado na lenta e burocrática justiça paulista, por quase 10 anos. Detalhes desta batalha judicial podem ser conhecidos nos posts anteriores deste blog.
Segundo informação de meu advogado, Dr. José Rubens Machado de Campos, este é o atual status do processo de Flavia:
“O processo de Flavia foi distribuído. REsp nº 1.081.432-SP, Ministro CARLOS FERNANDO MATHIAS, do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. No dia 29 de agosto p.p., o Ministro determinou a ida do processo ao Ministério Público Federal para parecer quanto ao cabimento e provimento de nossa inconformidade, o que é absolutamente regular, em razão da menoridade de Flavia à época e da interdição subsequente."
A título de esclarecimento:
O edifício do Palácio do Congresso Nacional foi escolhido para o selo da blogagem coletiva *Justiça para Flavia* por ser considerado o Cartão-postal de Brasília, projectado pelo arquitecto Oscar Niemeyer.
Créditos:
O desenho do prédio do Superior Tribunal de Justiça, é do autor do blog Adesenhar, de Portugal, e o texto logo abaixo do desenho, resultado de um trabalho de pesquisa do mesmo autor. Outras informações sobre Brasilia, inclusive do prédio do Supremo Tribunal Federal, poderão ser vistas, num show de talento na arte de desenhar, AQUI.
Adesenhar, muito obrigada por, assim como outros amigos portugueses, estender tua mão para mim e Flavia mesmo havendo um mar a nos separar.
Esperemos que lá em Brasília, os ministros atentem para a culpa, devidamente comprovada dos réus:
JACUZZI DO BRASIL, COND. JARDIM DA JURITI e AGF BRASIL SEGUROS.
Logo abaixo deste post estarei linkando os blogs que estão participando da Blogagem Coletiva JUSTIÇA PARA FLAVIA. Os comentários devem ser feitos neste post.
MUITO OBRIGADA A TODOS PELA SOLIDARIEDADE DEMONSTRADA."
in,http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com de Odele Sousa
sexta-feira, setembro 12, 2008
Lurdes Vigia!
Lurdes vigia, a preclara governante educa a maralha torpe, os resultados estatísticos assim o confirmam, gerações de novos sábios despontam onde antes, pasmemo-nos em uníssono.
- Ahhhhhhhhhhhhh.
- Mais não existia que um marasmo intelectual, Lurdes vigia, do alto dos seus projectos, programas, actividades e demais burrocracias, a que obriga os diligentes ensinadores, transformados em mangas-de-alpaca, em meros escriturários de aparo de latão, preocupados em antes de transmitir conhecimentos, acertar a numerália em ordeiro passo para que a politiqueirice rafeira possa mostrar fazer aquilo que não faz.
Mas Lurdes vigia. Qual Cérbero das três cabeças à porta do Hades em que se transformou a Educação neste ermo de desalento e estupidificação e os Sísifos feitos mestres-escola, transformados nos vilões primordiais, ofensores dos deuses e prenhes em truques e malícias, apontados a dedo pela turba irada como fonte de todas as maleitas que enfermam e desfeiam a Educação, a eles coube rolar incessantemente a pedra vendo-a depois descambar e rolar em avalancha arrastando para o fundo a cada legislatura o seu nobre e esquecido mester, já não mais ensinam, antes desensinam.
Mas Lurdes vigia, com óculos de falcão peregrinando de asneira em asneira, sempre certa do rumo, que é qual bússola sem norte, um completo desnorte, sem que se entreveja entre os portalós da nave, imagem de boa aguada num bombordo que antes era seguro e agora é mistério, da coberta dessa nau da Educação, entre enxárcias e cabos, bujarronas, traquetes e mestras, mais copiam a carangueja e o seu macho no andar, que pra diante só arrecua.
Mas Lurdes vigia, que o seu mestre nela confia, e à porfia de economizar, me quer a mim parecer que almeja emular aquela bela ave a Poupa, que de tanto poupar faz o ninho com merda!
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, setembro 08, 2008
E............
Esperava alguma coisa da Ti Manela, mas o seu discurseco foi oco, completamente vazio e esvaziado de qualquer conteúdo pertinente, resvalou para os lugares comuns de um partido sem ideias sem ideologia que vive uma crise, porque o seu antagonista sabiamente lhe ocupou os terreiros, a Ti Manela, que me surpreendeu com a posição ultramontana e cheia de beatice bacoca em relação ao casamento homossexual, ainda que discorde dessa posição, percebi ali um claro demarcar de fronteiras e uma atitude clara de coragem, esperava pois mais deste discurso de reentrada, mas, “aos costumes disse nada”.
A Ti Manela segue a escola desse guru do tabu que é o actual Presidente da Republica, mas no caso de sua excelência o senhor Presidente da Republica isso percebe-se, pois na maioria das vezes que abre a sua excelsa boca, ou sai asneirada ou entra mosca ou sai migalha, sendo por isso preferível que sua excelência se mantenha de boca bem fechada impedindo assim os chorrilhos de asneiredo e as declarações farsolas e sem sentido, do tipo estatuto autonómico dos Açores.
É pois isto, que temos por governantes e aspirantes a governantes, é portanto fácil de perceber porque estamos nós neste pardieiro, afundados em dívidas, atolados em trampa até às orelhas, sem o mínimo objectivo e hipótese de escapar, ainda assim tentamos sobreviver a estes exemplos da proverbial lassidão e laxismos lusitanos, claro que quase sem escapatória, enclausurados nesta anedota que insistem em chamar país.
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, setembro 01, 2008
Semana Europeia da Mobilidade 2008
Após o brilhante resultado da edição de 2007, estamos convencidos que esta nova participação será mais um passo no sentido de sensibilizar a população para as questões da mobilidade e do desenvolvimento sustentável.
A par desta adesão, ficámos ainda a saber que o nosso Concelho foi o escolhido para ser o local da assinatura das cartas de compromisso de todos os municípios do País que pretendem aderir à SEM e ao Dia Europeu sem Carros. Esta cerimonia que contará certamente com a presença dos Secretários de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, entre outros, realizar-se-á a 15 de Setembro, pelas 16h, conforme ao programa ainda a definir."
in, www.cm-almeirim.pt
Ora eis uma actividade daquelas que regalam de contentamento o pobre cidadão, ajudaria e seria oiro sobre azul se os munícipes fossem gente civilizada e respeitadora ao invés desta corja de macacos incivilizados, que estacionam em cima dos passeios e atropelam todas as mais elementares regras da condução dentro da localidade. Por isso cambada de macacos, desta vez não se queixem da Câmara, queixem-se em antes das vossas atitudes!
Um abraço deste viosso amigo
Barão da Tróia
quinta-feira, agosto 07, 2008
Soberbos!
Brilhante! A unidade especial de negociadores e atiradores, estão de parabéns os homens e mulheres que participaram na operação, um grande bravo e um obrigado, por arriscarem as vossas vidas.
São momentos destes que também nos devem encher de orgulho, saber que ainda existe gente que zela pela nossa segurança. Brilhante, soberbo, excelente!
Termino com um desejo de boas férias a quem ainda não foi, bom fim de semana para todos os meus amigos blogueres, leitores e visitantes ocasionais, vou tirar uns dias volto em Setembro.
Um abraço sentido a todos deste vosso amigo
Barão da Tróia
terça-feira, agosto 05, 2008
Uma verdade sem Regras
Os meus conterrâneos automobilistas, são na sua grande maioria umas rematadas e alternadíssimas bestas quadrúpedes, que o único veículo que lhes deveria ser permitido utilizar seria a carroça e claro, não no lugar sentado. Vulgar, ver os que não param à passadeira, mesmo vindo lá de longe, claro que o avisado pedestre não atravessa, apre! Vulgar, ver os que estando já próximos da passadeira, mas podendo ainda parar em segurança, ao invés aceleram, não cedendo a passagem ao peão, naquilo que é uma absoluta demonstração de pura estupidez e falta de civismo tão cara à maioria das avantesmas automotorizadas aqui da parvónia.
Os meus conterrâneos automobilistas, presumem de grandeza, com máquinas tonitruantes e poderosas, cheias de enfeites e barulho ensurdecedor a vomitar das colunas de som, alias existe uma famosa Lei do Ruído, mas a julgar pelo basqueiro que fazem estas criaturas por junto com os imbecis das motoretas de escape livre que pululam a qualquer hora nesta terra dir-se-ia que a Lei do Ruído não se aplica no concelho de Almeirim. Apesar da presunção de grandeza e atitudes a contento os meus conterrâneos automobilistas, embevecidos pelo seu citadino estado, são na verdade uns labregos parolos em que a ausência das mais elementares regras de civilidade provoca mais que tudo o riso de um transeunte mais avisado e diligente, nos aspectos civilizacionais.
Os meus conterrâneos automobilistas, tem também o gratificante hábito de estacionar em cima dos passeios, existem até aquelas bestas energúmenas, que tendo lugares para estacionar, sem causar moléstia a ninguém o fazem em cima dos passeios para o carripano ficar à sombra, isto é o cúmulo do egoísmo, o cúmulo da anarco-estupidez colectiva destes imbecis, que presumem grandezas endinheiradas alicerçadas na sua labreguice de sandeus, alvo fácil de chacota em qualquer local de civilidade, excepto aqui, por cá são heróis, o exemplo acabado de self-made besta quadrúpede.
Os meus conterrâneos automobilistas, são o acabado exemplo daquilo que somos enquanto sociedade, presumimos grandeza e estadão, quando todas as nossas acções nos aproximam mais de um bando de babuínos. Honrosa excepção seja feita e felizmente aos condutores conscienciosos, que os há, gente que respeita e implementa a nobre e tão esquecida arte do bom senso, da civilidade e da educação, são porém poucos, esperemos que um dia sejam a regra e não a excepção.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, agosto 01, 2008
Asneiras, broncas e barracadas ou A Nobre Arte de Politicar em Portugal
À hora marcada, com um ligeiro atraso da praxe, a insigne figura de sua excelência o senhor presidente da república, apareceu, no pequeno quadradinho da televisãozita, caiu o mundo na primeira frase percebeu-se logo tudo, mudei de canal e fiquei a ver o cão franjinhas em versão moderna, os da minha bugalhada lembram-se de ver a preto e branco nos idos de 70, o franjinhas, o saltitão, o Ambrósio, personagens fantásticas, mas não tão fantásticas como aquela que ao mesmo tempo arengava aos peixinhos no outro canal.
O secretismo, a tensão e o poder do oculto, pois é disso que se trata, sua excelência o senhor presidente da república como bom católico que é tratou o assunto à laia de segredo dos pastorinhos, mais um. No fim, tal como no caso dos pastorinhos segredeirosos, o segredo era uma grande asneira, uma inefável brincadeira desse bonacheirão chocarreiro que ocupa a mais alta magistratura deste pardieiro que insistimos em tomar por país.
Os factos, bem vistas as coisas o Estatuto Autonómico dos Açores, tem tanto interesse como um furúnculo no traseiro da Tia Aurora, toda esta historieta é mais uma bronca presidencial, marca do consulado do actual ocupante do lugar, as várias reformas, milionárias, que o senhor embolsa, andam a dar-lhe cabo da cabeça, por isso dali tem saído tanta asneira, tanta que a ser-lhe atribuído um cognome, seria o Asneiredo, tantas e de tamanha monta são as ditas que este senhor presidente tem proferido.
Sua excelência, que na primeira ocasião foi ao beija-mão do barraqueiro mor do reino, enfiado nas pantufas do poder lá na sua ilhota perdida lá no meio do Atlântico ocupado com as borrascas e borracheiras, plantas lindas, que entre ponchas e liquores despontam a cada festarola quase diária em que semelhante alarve vocifera as maiores atoardas e miseráveis bojardas sem que ninguém incluindo sua excelência o senhor presidente da república, esboce o mais pequeno gesto para por na ordem a criatura. Ora é agora este mesmo republicano chefe, que vem encher a boca, não com migalhas de bolo-rei, mas com preocupações de vetos mais ou menos despropositados a propósito de algo obscuro e sensaborão como o citado Estatuto.
Sua excelência senhor presidente da república, como primeiro-ministro sempre o achei uma nódoa, alias a maior delas, o agente de ignição de todo este disparate, vossa excelência teve tudo para transformar este pais em algo sério, optou no entanto pelo laxismo e pela asneira, curiosamente como presidente da republica, não parecem existir melhoras, sempre quero ver quando da pérola do Atlântico soprar algo parecido ou pior que o estatuto açoriano, sempre quero ver o que dirá vossa excelência.
Um abraço, de fim-de-semana deste vosso amigo
Barão da Tróia
terça-feira, julho 29, 2008
Acordo do meu desacordo
Está assim concluída mais uma etapa no assassinato da nossa identidade cultural, etapa feita a pedido e para gáudio e contentamento de umas elites rançosas e outros bárbaros, únicos detentores da sabichona alegoria do intelectual verbo escorreito, guardiães de toda a língua, a sorte é que a nossa é uma língua viva e bem viva que evolui por si, note-se que evoluir não significa ficar melhor, mas andando.
Precisava assim tanto a nossa língua de um acordo? Não! A nossa língua com a sua diversidade continental precisava em antes e principalmente de políticas concretas de divulgação, de leitorados em países de referência, leitorados assentes em bases concretas de divulgação e apoio a todos os que querem descobrir a nossa língua, e o Acordo Ortográfico servirá para quê? Nada! O Português continuará como até aqui a evoluir, seguindo o curso dos países falantes, alias como até aqui, este acordo não trás nada, nada, nada é alias um grande e imenso nada que serviu somente para melhorar o ego magoado de um certo colonialismo ao contrário, vindo do lado de lá do Atlântico, ao qual a subserviência miserável do governo português deu asas.
Então se o Acordo é assim tão inócuo é indiferente que seja aprovado! Claro, porque quem tiver um dedo de bom senso, mandará às malvas esta idiotice e continuará a escrever como até aqui, tristes serão as gerações que crescerão com a imposição desta imbecilidade e que serão contaminadas com a pura palhaçada a que se resume este acordo. Alias a sacrossanta nulidade que se chama CPLP, que para nada serve, serviu de capítulo aos papa esmolas que lhe entopem os corredores, este passeio de vaidades o mais perfeito exemplo do nada fazer para parecer que se trabalha, dizia eu que a pomposa cimeira dessa coisa torpe e inenarrável que se chama CPLP, serviu para ratificar o acordo ortográfico, impondo assim a vontade de dois países aos outros.
Ora meus senhores para terminar e em bom português aqui da minha terra, quero que vocês e os vossos acordos estúpidos vão para o raio que vos parta esse é um facto, não um fato que isso é coisa de vestir, indesmentível. Neste blogue continuar-se-á a escrever sem acordo, em desacordo e contra o acordo, em especial contra este acordo, porquê, pura e simplesmente porque não faz sentido nenhum!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
quarta-feira, julho 23, 2008
Onde Estão as Borboletas?
Não sei se já se deram conta desse pequeno nada, talvez porque seja um pequeno nada, poucos tenham dado por ele, mas onde estão as borboletas? Há uns anos eram aos milhares, invadiam as ruas e os quintais, apareciam em todo o lado e por toda a parte, agora já não aparecem em lugar nenhum, ou se aparecem, aparece uma ou outra tímida e triste, tão triste que dá pena.
Para onde foram? O que as fez desaparecer? Onde estão as borboletas da minha infância? Mesmo as mais comuns como a borboleta da couve ou a sarapintada, desapareceram, nunca mais vi uma flâmula ou uma ariana, muito menos a rabo-de-andorinha, ou a linda enxofrada, também as traças e mariposas nocturnas deixaram de se ver, bem como os fantásticos enxames de besouros que pululavam por cima das flores da laranjeira que perfumavam com o seu aroma adocicado os fins de tarde dos verões de há 30 anos, onde estão?
Onde estão os verdilhões que se encarniçavam à volta da ameixoeira velha, debicando as grandes nódoas vermelhas e dulcíssimas que brotavam entre o mar revolto de verde, os pintassilgos e bicos de lacre, as pequeninas miritas e as felosas, a alvéola pousada no fio de secar a roupa, onde está a poupa com o seu traje de luces, rebrilhando por entre a erva alta, onde andam, por onde voam agora?
Onde anda toda esta vida que nos encantava com os seus volejos, pios e trinados, onde voam agora, talvez só na nossa imaginação, presa nessa passado ao qual não conseguimos voltar nem podemos fugir, enredados nas teias de aranha cheias de orvalho que pontuavam nas manhãs frescas dessa doce inocência já perdida, onde estão as borboletas?
Tragadas pelos carros e pelo alcatrão, cimentadas em camadas grossas de betão, gaseadas e envenenadas por milhentos gases e venenos, esturricadas e queimadas reduzidas a cinzas, mortas e esquecidas, por quem não acha que uma borboleta seja importante.
Devolvam-me já as minhas borboletas, seus energúmenos, seus imbecis mangas de alpaca nojentos, que destroem esta terra com o desprazer e a insensatez dos pobres de espírito, traçaria alegremente uma borboleta por todos os campos de golfe e aldeamentos, por auto-estradas e loteamentos por prédios e construções aberrantes que a súcia de imbecis que manda deixa plantar a cada esquina. Devolvam-me as borboletas e a alegria de viver neste país!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, julho 18, 2008
Os Bons Rapazes II
Já está; o famoso “Apito Dourado” resolveu-se a contento, com a absolvição, previsível, e mais umas penazecas, irrisórias, suspensas. Alguém duvidava que iria ser assim, creio que só alguém completamente desprovido de bom senso pensaria que este tipo de farsas vai a algum lado, alias há muito tempo que digo que este processo, o processo da Casa Pia, entre outros que envolvem rapaziada do e ou ligada ao Poder, acaba sempre em nada.
A Justiça de Portugal, os seus magistrados e os seus investigadores, devem seguramente ser a caterva mais incompetente do hemisfério ocidental, estando mais próxima da excelência de África e da América Latina dos bons velhos tempos das Repúblicas bananeiras, impressiona esta completa falta de resultados, quando noutros casos quando no banco dos réus estão pobretanas, as coisas são céleres e acabam as mais das vezes sempre com o meliante engaiolado, no entanto quando toca à “creme de la merde” da nossa sociedade, aí, nada, nunca se prova nada, nada serve de prova e quando eventualmente aparecem acórdãos com penas, elas são tão ridículas que até dão vergonha, ou deveriam dar vergonha a estes pseudo governantes e politiqueiros que temos por cá.
Sua Excelência o senhor Presidente da República exortou os portugueses a não caírem no desânimo a não cederem ao pessimismo, sua excelência com os lautos proventos que arrecada a bem da nação pode proferir estas bojardas e seguir feliz, quanto a nós os pobretanas, que sustentamos isto tudo, dificilmente haverá esperança e optimismo que resista a tanta atitude vergonhosa desta gentalha torpe que entope o grande esgoto a céu aberto que é este país, de um lado as pseudo minorias, que se dão ao luxo de andar sempre a pedinchar tudo e mais alguma coisa, verdadeiros cidadãos de primeira, do outro a velhacaria do colarinho branco, também cidadãos de primeira, de premeio nós o rebotalho, a carneirada, endividada, escrava e esburgada por todas estas sanguessugas nojentas.Acreditar em quê ou em quem se a cada passo, só vemos os troçulhos imundos defecados pela canalha, que e ngulham tudo, nós os pobres vamos soçobrando neste mare nostro de trampa, alegres e ufanos sem dar acordo, uns verdadeiros títeres.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, julho 14, 2008
Os Bons Rapazes
A máfia do subsídio desta vez passou-se da cabeça, desta vez a coisa tomou proporções de batalha campal, porque tiroteios são comuns em bairros onde habitam aquele tipo de selvagens, aí e nas feiras, mas adiante que não quero empolar a coisa, afinal foi um tiroteirozeco sem importância, aquela cáfila nem pontaria têm.
Fartas as vezes que neste blogue, se alertou para a possibilidade de coisas como estas sucederem, as autoridades como de costume desvalorizaram sempre as ocorrências indiciadoras de problemas em crescendo, o arrastão que não existiu, a mini revolta da Cova da Moura, o assassinato dos polícias no Seis de Maio e muitas outras de menor intensidade.
O ridículo disto tudo é que somos nós o Zé, que pagamos aquilo tudo, as armas, as casas, a polícia, e por aí adiante, pagamos tudo e assistimos impávidos e serenos a uma das mais insignes mostras da selvajaria e iniquidade que aquele tipo de alegados seres humanos é capaz, digo alegados seres humanos porque aquilo que eu vi não são seres humanos são animais irracionais, pior são animais irracionais armados.
A PSP, capturou 5 armas, mas ó gloriosa coincidência estavam todas legais, o que significa que não apanharam nenhuma daquelas que vimos na televisão, as 9mm, as shotguns com capacidade para 10 munições, as 7.65mm e por aí adiante, diga-se que aquele fedelho cretino dos skinheadsd foi preso por ter uma shotgun igual, sempre quero ver quantos daqueles selvagens serão engavetados.
O que falha aqui? Falha tudo! Excepto, como sempre e para não variar a excelente actuação da polícia! Falha a política cretina dos guetos, a que pomposamente se chamam bairros sociais, os nossos governantes por esta altura já deveriam ter percebido e aprendido alguma coisa com os vários exemplos, pois parece que não, parece que estas mentes iluminadas, insistem em criar guetos, para depois terem mais locais de crime cheios de sanguessugas subsídio dependentes.
Falha a política social de trinta anos de subsídiocracia, que nada muda excepto fornecer aquela escumalha, mais hipóteses de ter armas e não ter receio de após o tiroteio ir rebentar portas para outro bairro para ocupar as casas, chegando a coisa ao ridículo de esta gentalha ir comprar tendas para acampar à porta da Câmara Municipal local para exigir, note-se bem “exigir” casa novas porque aquelas não servem porque já não querem viver no bairro onde demonstraram a excelência da sua etnia, coisa engraçada isto da etnia, pergunto-me se fossem de outra etnia, se fossem caucasianos, ou índios ou chineses por exemplo, a fazer uso deste género de selvajaria, pergunto-me o que não estaria agora a ser dito por todo o tipo de associações esquerdelhas de defesa deste tipo de animais.
Falha depois toda uma sociedade que tarda em encarar este tipo de ocorrências com seriedade, que falha em tentar integrar este gente, em civilizar esta gente, em explicar-lhes que viver nesta terra significa trabalhar, pagar impostos, colher benefícios e não agir como macacos selvagens, falham em toda a linha os milhares de programas e estudos e demais formas de meter dinheiros públicos ao bolso.
Como é que se resolve, pois esse é um problema partilhado por toda a Europa, em cuja resolução a Europa falha também, falha a sua política de porta aberta, falham redondamente os tratados europeus, que deixam de fora este tipo de etnia maravilhosa que está espalhada numa Europa que só luta pelos direitos humanos lá longe, em casa esconde os casos bicudos debaixo do tapete, sim porque quer se queira quer não, os Ciganos, são um problema que ninguém parece querer dar solução, e ninguém duvide que são um problema.
Mas perdoem-lhes coitadinhos, eles são os bons rapazes, nós os malvados racistas estamos sempre a dizer mal deles e a atentar contra a sua liberdade, roubamos-lhes as coisas, assaltamo-los, damos-lhes tiros, enfim somos uns grandes malvados nós os racistas, que pagamos isto tudo, que trabalhamos e pagamos impostos, que suamos para esticar os trocados no fim do mês, que não temos dinheiro para comprar carrinhas e carros de alta cilindrada, que temos de pagar a juros cada vez mais altos uma casita, sim a nós os racistas nojentos ninguém nos dá nada, só trabalho, cada vez menos e salários de merda, mas como somos uns racistas miseraveis e nojentos só temos o que merecemos, tomassemos nós os edificantes exemplos dos senhores daquela etnia que vimos na televisão à fogachada e talvez a coisa fosse diferente, porque aqueles sim são excelentes exemplos de gente que não é racista, que é civilizada, que trabalha, que é honesta, não são como nós porcos racistas imundos, que nestes blogues merdosos escrevemos coisas más!
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, julho 07, 2008
O espanto espantoso!
Ó tágides do fermentoso, Tejo, irrigado com o merdum de milhentas EtAR que não funcionam, Ó musas dos tempos de antanho agora enfiadas em museus a cair de podres e que fecham sem que ninguém saiba que destino dar ao espólio, maravilhem-se com estes portentos da douta sapiente e preclara ministerial qualidade, este Ministério da Educação é sem dúvida eira de poderosas luminárias, de estrepitosos e irrequietos cérebros, que, qual esponjas tudo absorvem e digerem, retribuindo em dobro, tal é a fecundidade das suas sinapses e dos poderosos neurónios. Elevem-se já ao título de Olímpicos, a Ministra e os seus secretários de estado, deifiquem-se, tais criaturas tão longe dos meros atributos humanos, glorifiquem-se todos os outros, do GAVE até ao mais obscuro e insignificante serviçal, este Ministério da Educação vai longe!
A média dos exames de Matemática foi de 14! Um feito digno de celebração, que interessa que nos outros 27 exames as médias tenham sido na maioria dos casos, miseráveis. Incluindo a língua materna, onde a coisa mesmo com um examezeco rafeiro, correu muito mal, ficando a média abaixo do mínimo da positiva, que interessa isso tudo quando a média de Matemática chegou ao 14.
A seguir ao dito exame, na televisão os comentários dos alunos eram “...foi fácil...”, fiquei perplexo e completamente arrasado, então o exame foi fácil, no tempo em que estudei, só existia um tipo de exame de Matemática fácil, era aquele ao qual eu faltava, nunca existiam exames fáceis, alias nem testes, mesmo quando o teste era uma única equação, que demorava horas a fazer e parecia nunca acabar, por isso desconfio quando dizem que o teste foi fácil.
Alias esta corrente facilitista na educação, tem sido o apanágio dos últimos governos, não se chumba, não se pune não se ensina, a escola serve hoje para bem pouco, minto, é um excelente local para as novas tecnologias, falar ao telemóvel, enviar mensagens, gravar vídeos de imbecilidades, isto enquanto decorrem as aulas chatas, serve também para apurar as técnicas do esburgo e do gamança, com recurso a armas a coacção psicológica, física e verbal, serve para oprimir os mais fracos e fazer triunfar toda a boçalidade e patifaria, apanágio desta sociedade merdosa que temos.
Parabéns Ministério da Educação, esta subida da média a Matemática, revela e prova uma única coisa, a vossa excelsa incapacidade para serem de algum préstimo, prova que as vossas políticas são uma inenarrável teia de cretinices inconsequentes que só servirão para engendrar imbecis e pobres de espírito, parabéns continuem nesse caminho, que vença o analfabrutismo, que vença a facilidade e a brutalidade.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, junho 30, 2008
Novas do Achamento das Terras da Labregónia
Escorreito leitor o Barão descobriu na Torre do Tombo esta carta de achamento, caso a achem parecida com algo que conheçam, relevem que é tudo coincidência. A Labregónia não existe! Ou será que existe e tem outro nome? Será que com aquelas naus vieram Labregos?
“Ano da Graça do Senhor de 1506, Dom Epaminondas Landislau, por mercê de Sua Majestade, capitão-mor da Armada de Rilhafolhes, comunica a Vossa mui estimada Majestade que hemos arribado hem uã terra, da mesma já tendo capturado um indígena e sabendo já da sua linguagem os muito grão rudimentos.
Lançamos ferro em uã ínsua, mui tamanina que em guisa de porto de abrigo nos faz muita mercê e folga, o Capitão-mor manda arrear seis bateis aonde se leva além do Capitão, Frei Gaspar Sublime, Jeremias Mastaréu e mais vulgares gentes de armas e este seu criado em guisa de cronista e prestador de relatos deste achamento.
A praia é larga de para mais de quatro léguas, logo topamos os indígenas, assim e por chegar à fala com eles houvemos de saber o nome da terra que é a Labregónia, sendo os habitantes os Labregos, estes são enfezados, bisonhos e mui dados a escarrar ao chão, coçando as partes pudibundas em tal desleixo que envergonham até o Mestre d’Armas, homem rijo e afeito a contras.
O capitão manda arrear e botar chumbo ao padrão de Sua Majestade, pronto que fica e prestes um Labrego, arreado em uã vestimenta estranha com hum barrete de pala e calçonitos largueirões, com o mais perfeito ar de parolo, lhe assoma e arrefinfa uã pintura, que por cá lhe chamam arte do grafito, eu chamo de pura estupidez arruaceira, estando pespegada em todo o lado, casas, muros, carroças, comboios, monumentos e todo o local onde este tipo de Labrego daninho entende largar a pintura, conspurcando tudo.
Perante tal desmando manda o capitão assestar uã ronda de arcabuz, protegidos de duas alas de piqueiros, fugiram os Labregos em desordem, seguiram os nossos para adentro de muralhas, onde vimos mui esquisitas ruas, é moda dos Labregos estacionarem carros, carretas e carroças em cima dos passeios, indo os que vão a pé pela estrada, em uã das mais completas estultices que já vimos, estes Labregos vivem em condições absolutamente miseráveis e no entanto dedicam tempo e recursos não ao trabalho mas aos campeonatos de empurra bolas às três tabelas muito populares em estas terras. Ainda as ruas estão cheias de lixo, papeis e dejectos de cão, porque mesmo morando num qualquer quinto andar de duas divisões Labrego que se preze tem de possuir hum perro que faça sas cagaduras em o chão das ruas.
Os Labregos são ociosos e pouco dados à labuta, sendo mais destros nos esburgos e folganças, para os quais o seu governo contribui com rendimentos mínimos e demais prebendas, que os escusam de canseiras, podendo dedicar-se a tráficos vários vendas ambulantes e costumeiros morticínios a tiro sem mais escusas, mas dizem que é cultural, que dentro da raça dos Labregos estes são de raça étnica diversa e protegida, bem por mim são tão Labregos como os outros usam é da escusa cultura para embarretar os outros e nunca vergar o canelo para ter casa, carro e demais mordomias, tais são estes Labregos que só visto. Os próprios governos são eira de doutores em Leis e outros que mais esburgam e se governam do que fazem por governar, nunca achando demais as lautas tenças que auferem de bem ou por malas-artes.
É opinião do Capitão-mor que Sua preciosa Majestade deva atirar fora o mapa para esta terra, pois os males e vícios destas gentes depressa contaminam os outros, e nem a sua santa devoção, com muitos santinhos, velinhas e milagres, bruxas, bruxos e benzilhões os safam de rabiar que nem almas danadas nas antecâmaras do purgatório, o que faz pensar que o próprio Altíssimo não queira nada com esta gente, que ao que consta e nos números deles em assentos próprios, são os melhores no todo que é péssimo e os piores em tudo o que é de bem, estranha gente esta da Labregónia, donde o Capitão-mor mandou recolher o padrão e levantar ferro para não mais regressar, com permissão de Vossa Majestade, faremos uma cruz na porta para ninguém mais voltar. Vamos levar uns casais de Labregos para por em cobrição e ver que gente dá em ficando em meio de civilizados, tão prestes cheguemos a Lisboa e estes Labregos cheguem em bem.
E por ser verdade e por o ter visto, manda o Capitão-mor que o escreva e envie a Vossa Senhoria, aos 28 dias do mês de Outubro de 1506 neste dia de São Sinfrósio Anacleto.”
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia
sexta-feira, junho 27, 2008
O blogue do Barão sempre na vanguarda do conhecimento, obteve em primeira-mão uma cópia dos exames nacionais do próximo ano, que demoraram à equipa que os elaborou sem interferência do Ministério e ou da nossa Sublime Ministra, 3 anos a elaborar, tão sapientes e doutas são as mentes iluminadas escolhidas pelo nosso glorioso Ministério da Educação símbolo máximo da excelência que o nosso amado Líder impõe à nossa gloriosa Nação rumo ao glorioso futuro semeado de pétalas de rosa e rios de mel.
Prova de Português
Nome: ...................... (Escrever correctamente o nome sem erros, respeitando toda a eventual acentuação existente, 10 Valores
I
Analise o seguinte poema e responda às perguntas:
Branco e preto,
Preto e branco,
Branco e preto,
Preto e branco.
In, Manuel Azul, obra Poética, 2001, Marosca Editores
1 – Este poema tem duas cores! Quais?
Azul e verde
Branco e preto
Amarelo e roxo
Vermelho e violeta
(3 Valores)
1 – Beca? ió, tásse bem, bué, iá, da, time, espera, uma. Com estas palavras construa duas frases. (2 Valores)
III
1 – Escreve um ensaio de não mais de 5 frases descrevendo como ata os sapatos. (5 Valores)
Prova de Matemática
Nome: ...................... (Escrever correctamente o nome sem erros, respeitando toda a eventual acentuação existente, 5 Valores)
I
1 – Desenhe a figura seguinte:
(10 Valores)
II
1 – Resolve as seguintes operações:
a) Zé Rosca tem 3 mortalhas e dois cigarros, precisa de fazer 4 ganzas. Responda justificando com a operação.
b) Chico Arrepiado, tem uma soqueira, uma amiga, uma naifa de mola, uma borboleta e duas 9mm, quantos colegas consegue roubar em meia hora? Responda justificando com a operação.
c) Serafim Estulto tem 4 latas de spray, um muro de 5 metros e um telemóvel, quanto tempo leva a borrar o muro e a enviar 574 sms? Responda justificando com a operação.
(5 Valores)
um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, junho 23, 2008
Maravilhosa Criatura
Segui com relativa atenção a arenga da senhora Ministra da “Educação”, numa entrevista que deu no outro dia a um canal de televisão, depois dos primeiros cinco minutos de “fait divers”, fiquei completamente perplexo, assaltou-me a dúvida; Quem será esta senhora? De que está ela a falar? Refeito do choque, após quinze minutos fui de novo assaltado por várias dúvidas:
Hum, estará esta senhora ébria? Será esta senhora mentalmente sã ou não percebe mesmo nada disto? Estas dúvidas assaltavam-me à medida que a senhora Ministra de “Educação”, ia soltando as mais clamorosas abstrusidades, quem a ouvisse falar e não conhecesse um pouco a realidade, tristíssima, da educação portuguesa.
Quanto mais a senhora falava, mais, ficava eu atónito, assim só ouvindo a senhora falar, parecia que vivíamos num paraíso da educação, parece que atingíramos o nirvana educacional, mostrando ao mundo que somos realmente capazes de fazer algo com préstimo, quanto mais a senhora falava, pior ficava eu, completamente desconcertado com tão grandes e tantas bojardas.
A sorte é que os números todos os dias desmentem a senhora Ministra da “Educação”, não os seus números, mas os números independentes, os dados da OCDE e da Europa, para além das mais empíricas constatações pessoais, ao ouvir a senhora ministra parece-nos viver um terrenal éden, quando na verdade, o que aqui vigora é um Hades terreno, com tudo o que de mau aí possa existir.
Instada a pronunciar-se sobre a falta de segurança nas escolas, a senhora Ministra da “Educação”, como boa politiqueirota de trazer por casa, desvalorizou por completo a questão, o que é curioso, porque se por um lado o Procurador alertou, no parlamento, para uma situação cada vez mais crítica, por outro a senhora Ministra da “Educação” desvalorizou, daí se depreendendo que um dos dois mente ou não tem a mínima noção da realidade.
Esta maravilhosa criatura, demonstrou a quem a quis ouvir que o estado da educação é bem pior do que aquilo que julgamos, entre a barracada imbecil da TLEBS, a estuporada cretinice do Acordo Ortográfico e o absoluto desnorte das escolas, dos agrupamentos e dos professores e alunos, seguimos nós qual inafundável Titanic, direitinhos ao fundo. As políticas educativas, tem sido razoavelmente péssimas nos últimos trinta anos, mas a actual bate claramente aos pontos qualquer outra, mesmo as iniciativas, que aparentemente trazem algo de novo se esgotam em pequenos detalhes operacionais, nos quais ninguém parece pensar quando são concebidas as grandes estratégias pelas luminosas mentes do poder, voltarei a este tema para falar da desresponsabilização estatal sobre a educação e do empurrar das escolas paras os municípios, quando isso se concretizar será a machada final no ensino que sofrerá uma degradação sem limites, porque câmaras a gerir o ensino só pode ser anedota.
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia
segunda-feira, junho 16, 2008
Fragilidades
Com a recente greve, paralisação ou o que lhe queiram chamar, ouvimos mais uma anedota parlamentar, o senhor primeiro-ministro diz que sentiu o país vulnerável. Quase morri a rir, foi a melhor anedota que ouvi em muitos meses. Ó senhor primeiro-ministro, o ilustre amigo anda com certeza distraído, não é loiro, mas é um pouco distraído, então o país está vulnerável, por meia dúzia de camionistas, com razão ou não, nem isso vem ao caso, dizia eu, que o país fica vulnerável por uma arruaça sem importância, descontando a infeliz morte de uma pessoa, onde meia dúzia de gatos-pingados gritam e tal e outros tantos faz tudo para furar o protesto, numa atitude típica à portuguesa.
É isto o seu vulnerável, imagino o que não diria o senhor se a paralisação fosse realmente algo sério, como fazem ali na Europa, olhe pergunte ao seu amigo Zapatero ou ao camarada Sarkozy, pergunte-lhes como são estas coisas quando levadas a sério, vossa excelência sentiu o país vulnerável, pergunto-me porquê?
Não lhe parece que por exemplo, o facto de termos uma Justiça miserável, ineficaz, despesista e mal habituada a mordomias, não traz vulnerabilidade para o país.
Não lhe parece que possuirmos umas polícias absolutamente indigentes, alvo de chacota permanente, que por vezes reagem mal, por falta de preparação e superior orientação, de possuirmos uma PJ, completamente manietada e politizada, com elementos que muitas vezes mais servem a interesses obscuros que a Justiça, não lhe parece a si que é o primeiro dos ministros que isto é algo que verdadeiramente traz vulnerabilidade ao país.
Não lhe parece que as maternidades sem segurança absolutamente nenhuma, diga-se que conheço quatro serviços de maternidade e o único que aparentemente funciona devidamente é o da Estefânia todos os outros três são uma anedota em termos de segurança, são realmente algo que é verdadeiramente vulnerável, em que os hospitais esperam fundos comunitários para poder instalar meios de segurança dignos desse nome, na costumeira atitude de pedinchice que já nos caracterizou perante a Europa.
Não lhe parece que possuirmos um sistema de socorros a náufragos e busca e salvamento completamente anedótico e terceiro mundista, em que um navio em apuros a 30 metros da costa vê os seus tripulantes perecerem por uma absoluta falta de coordenação e meios, não lhe parece que isto é que é estar vulnerável.
Não lhe parece que possuirmos um sistema de combate a incêndios que roça o imbecil. Onde corporações que vivem do voluntariado, ai se não fossem eles, combatem incêndios com carros com 30 e 40 anos, com falta de tudo, num país onde se gastam milhões em cretinices como submarinos.
Não lhe parece que possuirmos, o mais absurdo e despropositado sistema de comunicação entre as várias instituições, um país onde é mais fácil falar com uma esquadra de Ugadugu do que com o carro patrulha do bairro, não será isto um sintoma de um estado vulnerável.
Não lhe parece que possuirmos, algo a que chamamos economia, e digo algo, porque na realidade não temos economia, disso se certificaram os vários governos que desde 1986 nos têm tentado enviar para o mais profundo dos infernos, fazendo de nós o país da Europa comunitária que mais atreito está a sofrer com qualquer meia crise que surja, não lhe parece senhor primeiro-ministro que isto sim é que é vulnerável.
Não lhe parece que possuirmos um sistema de educação absolutamente miserável, onde há muito que ninguém aprende nada, em que tudo no sistema de ensino aponta para meras preocupações estatísticas, com evidente prejuízo do país e das futuras gerações. Não lhe parece que isto é mesmo vulnerável.
Continuaria quase que indefinidamente a falar de vulnerabilidades sérias, que este pardieiro a que chamamos país tem, vulnerabilidades que ninguém parece querer resolver, dizer pois que sentiu o país vulnerável por uma situação ridícula como esta grevezinha dos camionistas, é na minha humilde opinião, senhor primeiro-ministro revelador de uma muito grande distracção em relação ao país real do que vosso senhoria é governante.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia