quinta-feira, maio 24, 2007

A Incomensurável Estupidez Humana!

Chegado à página 8, comecei a ler, devagar, cada palavra calando o barulho da sua queda desamparada no fundo da minha alma e chorei, chorei porque a estupidez humana é algo que me afecta muito, demais, e neste século de maravilhas e informação, a estupidez medieval desta gente deixa-me de rastos, desalentado e descrente.

Será que a espécie humana será sempre assim estúpida, inventando sempre desculpas para cobrir a estuidez própria com a dos outros, falharemos empreem não assumir estes actos cobardes e degenerados, que adultos serão, esta gente que faz este tipo de coisas, que tipo de pais engendra estes monstros, que tipo de pais não percebe o terror e a violência destes filhos, que adultos no futuro serão estes...

"DREN propõe mandar professores a casa de criança de Rio Tinto vítima de bullying

24.05.2007, Ana Cristina Pereira

Trabalho de sensibilização dos alunos deverá agora começar para que
a mudança de turma ocorra no início do próximo
ano lectivo

A mãe alegra-se com a hipótese de sensibilização da comunidade escolar, o pai
do Miguel diz que só acredita vendo
a As aulas poderão em breve voltar a preencher os dias de Miguel, uma criança com doença oncológica que deixou de ir à escola para escapar ao bullying. A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), em concertação com o conselho executivo da escola, propõe enviar professores a casa até ao final do ano lectivo e, desde já, sensibilizar o estabelecimento de ensino a recebê-lo bem em Setembro.
O caso foi divulgado pelo PÚBLICO no passado sábado. Miguel descobriu que tinha um cancro no sistema nervoso central no final do 1.º ano. Submeteu-se a diversos internamentos, a quimio e radioterapia. Regressou à mesma turma no 4.º. A turma foi quase toda transplantada no 5.º para a Escola Básica 2,3 n.º 2 de Rio Tinto. "Não falavam comigo, não brincavam", conta a criança. No último período do 6.º, ouviu os primeiros insultos. Nos corredores, no recreio. Quando "ninguém estava a ouvir". Só ele. Tudo piorou no 7.º. Desde o início do ano lectivo, os pais insistem numa mudança de turma. Em Março, a pedopsiquiatra remeteu uma carta para o conselho executivo, a denunciar um "processo depressivo", a recomendar mudança de turma e urgente "intervenção clínica do Gabinete de Psicologia". A mudança não ocorreu.
Como a pedopsiquiatra referia "risco de agravamento do quadro clínico, com eventuais passagens ao acto em termos de auto-agressividade", nas férias da Páscoa, os Cardosos decidiram não mandar Miguel às aulas enquanto ele tivesse de lidar com os mesmos colegas. Correram tudo, até a Inspecção-Geral da Educação (IGE). E a 23 de Abril, a IGE escreveu ao conselho executivo a salientar que "interessa, sobretudo, atender aos direitos pessoais e educativos" do menor. A recomendar, de forma explícita, uma solução, "ainda que para tal seja necessária a tomada de decisões com carácter de excepcionalidade". A presidente do conselho executivo que até ali gerira o processo reformou-se e o interino acha que esta não é a melhor altura para mudar, que uma nova turma deve ser sensibilizada para bem receber Miguel no início do próximo ano lectivo.
Terça-feira, Lizete Cardoso e o marido foram chamados à escola para se reunirem com dois elementos da DREN. "Propuseram convocar professores para irem a casa dar explicações ao Miguel até ao final do ano", narra João Cardoso. E revelaram querer iniciar, desde já, um trabalho de sensibilização na escola. Entusiasmada, Lizete aconselhou-os a pedir ajuda técnica do Instituto de Apoio à Criança. João é que não esconde o cepticismo: "Só acredito vendo."
Esta semana, os media rodearam o estabelecimento de ensino, questionaram pais, conselho executivo, DREN, IGE. A família Cardoso admite a hipótese de a publicidade ampliar a hostilidade. Já a sente. Há quem não os ilibe. Frente a "pequenos problemas, a mãe dirigia-se à escola a repreender os colegas" e isso, dizem, terá "contribuído" para muitos se afastarem ou até desprezarem Miguel.
Lizete não nega as suas sucessivas idas à escola para proteger um filho sofrido, com grande fragilidade física e emocional. Nem a zanga com a mãe de uma das miúdas que acusa de bullying. “


in, Jornal o Público edição de 24 de Maio de 2007, pág. 8

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

terça-feira, maio 22, 2007

Dos farsantes e dos farsolas

Somos um país de farsolas, de mentiras de meias tintas de faz de conta que faz, nada fazendo, alguém uma vez disse que o que é preciso é …fazer alguma coisa para que tudo fique na mesma… pois, é assim que continuamos a fazer de conta que se faz algo, Pessoa dizia que o poeta é um fingidor, ora Portugal como reconhecido país de poetas, que já ninguém lê, passa também por ser um país de fingidores, logo um país de farsolas, de farsantes, de títeres, de mentirosos, de aldrabões e de bufões.

Nesta actual conjuntura da rebaldaria lusitana, uns fingem que fazem, outros fazem que fingem e uns terceiros a fazer tentam fingir que nada fazem, fazendo muito e mal sem fingir. Pois é uma gorda confusão, um nó górdio de disparate e farsolice barraqueira, actividade que adoramos, senão vejamos numa meia dúzia de exemplos, a real imagem desta terra de farsolas.

O seguro automóvel é obrigatório, assim diz a Lei. – É uma farsa digo eu, pelos caminhos de Portugal viajam centos de energúmenos sem seguro, sem documentos que os habilitem a conduzir, sem nada, sendo que os tais zelosos representantes da Autoridade, a esses nada fazem ou dizem.

Existe uma Lei do Ruído, aprovada, sancionada, ratificada e benzida por todos os mandaretes do poleiro da governação, nessa Lei constam as normas sob as quais se devem reger muitas actividades que provocam ruídos incluindo os decibéis que podem emitir, essa é a Lei. – Pois mais uma farsa digo eu, mentira, basta andar por aí e ver que motos e carripanas barulhentas é o que não falta, com escapes rotos, de rádio no máximo a qualquer hora, quem fiscaliza, quem autua, quem explica o que é o civismo, ninguém, nada, é uma farsa.

Existem umas coisas às quais se deram pomposamente o nome de PDM, RAN, REN, Rede Natura, Paisagens Protegidas, Parque Natural, existem e assim diz a Lei! – Outra enorme farsa, é mentira, os farsantes e os farsolas, tem destruído tudo sem fiscalização sem intervenção de nada nem ninguém, alias ministros do ambiente, existiram, que até sobreiros mandaram arrancar, inquestionável a qualidade de tais personagens.

Liberdade e Segurança, estão na Constituição, como garantias inalienáveis do cidadão nacional, cabendo às autoridades e seus representantes a sua defesa, diz a Lei. – FARSA, outra mentira, outra grande farsa, as autoridades não defendem ninguém, não conseguem proteger nada, experimentem ter algum problema sério com escumalha rasca tipo venda ambulante, tipo bairro social branco ou preto a merda é a mesma, tipo subsídio dependente de boné à palhaço e cão raivoso à trela, ou outro qualquer tipo de rataria subsídio dependente e vão ver com elas lhes mordem, estão de súbito sozinhos, quais polícias quais carapuça, ninguém lhes valerá.

Diz a Lei que devemos pagar impostos, pois diz! – Farsa de novo, digo eu. Então expliquem lá como é que os galfarros politiqueiros acumulam fortunas colossais em meia dúzia de anos, como é que os senhores advogados, médicos, engenheiros, arquitectos, futebolistas, empresários, e outro tipo de escumalha de colarinho branco, engorda as lautas contas bancárias, declarando o pouco que declara, expliquem?

Diz a Lei que o cidadão não deve alvo de discriminação, por causa de raça sexo, credo etcoetera, pois diz e muito bem. – De novo uma real farsa, uma grande patranha, sou descriminado porque dizem que sou branco, logo devo ser rico, sou descriminado porque sou deficiente, sou descriminado porque vivo no interior, sou descriminado porque não tenho direito a casa à borla, sou discriminado porque me obrigam a pagar impostos, porque me obrigam a trabalhar, porque me obrigam a possuir seguros, cartas de condução, taxas e licenças várias, pagar rendas e alcavalas disto daquilo e daqueloutro, sou discriminado porque estou vivo.

Poderia continuar e encher dez páginas de farsolices, de patranhas que enchem esta terra mas não o farei vou antes falar das coisas boas, dos passarinhos, bem dos que conseguiram sobreviver aos incêndios à codícia dos construtores e à poluição, vou falar dos rios e dos peixes, bem dos que estão mal ou bem vivos e ainda conseguem viver nas latrinas em que estão transformados a maioria dos rios desta terra, mas perdoem-me vamos fingir que nada disto existe, vamos continuar a pensar que aqui neste Oásis à beira mar plantado, longe de tudo, agradeçamos a Deus, e à intervenção de Nossa Senhora, que nos livraram das guerras malfazejas, ainda que a mortalidade infantil e outras fosse maior que a mortalidade de qualquer guerra, ainda que as mortes na estrada matem quase tanto como a guerra do Iraque, mas vamos fingir que isto é o cantinho da paz dos brandos costumes, onde a violência doméstica só regista 18 mil casos e no último ano só morreram 9 mulheres.

Vamos todos continuar a fingir, com muita força, pode ser que passe...

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quarta-feira, maio 16, 2007

O Efeito Sarkozy

A França procurou em desespero resolver, nesta eleição, os problemas que não soube resolver nos últimos 40 anos, a França pode e deve ser o exemplo a estudar, a Europa pode rever-se na França, antever os problemas que irá enfrentar nos próximos anos, da sua resolução ou não, dependerá o futuro da Europa, não só como instituição, mas como civilização, digo isto sem nenhuma pretensão apologética de futurismo bacoco e ou xenófobo, até porque a história nos ensinou que o mundo andou sempre em mudança, impérios caem e outros surgem, raças extinguem-se e outras ocupam o seu lugar, aqui não há lugar a juízos de valor, antes a constatações históricas evidentes.

Eu estou em crer que estamos já a viver esse processo de convulsão, étnico-cultural que erradicará a “nossa” Europa e criará algo que terá obviamente de se erguer das cinzas pois creio que este processo mais ou menos pacífico até ao momento, tenderá a agudizar-se por força das circunstâncias próprias da natureza humana, o mais básico dos instintos, o da sobrevivência será factor determinante para o conflito latente.

A França elege Sarkozy, o filho de minorias, para debelar essas mesmas minorias. A França espera por uma nova “Joana de Arc” que a livre das hordas da “barbárie”. Quem conhece França entende perfeitamente o dilema desta França que foi incapaz de gerir a penetração de migrantes nas suas fronteiras, nós, os portugueses, somos prova disso, também lhes interessava, mas a nossa grande comunidade, não é sequer preocupação para a França, alias nem para qualquer outro país onde estamos, a preocupação são os magrebinos, “les arabes”.

Os subúrbios das grandes cidades sufocam com as segundas e terceiras gerações destas comunidades, gente desenraizada, duplamente vítima de racismo porque são racistas e porque sofrem o racismo dos outros, os magrebinos em particular fizeram da França o seu Marrocos ou a sua Argélia, os mais jovens abandonam a escola, que acusam de colonialista e de não lhes interessar, trabalhar também não é das coisas que mais lhes agrada, além disso os patrões não gostam deles, por muitos motivos, por racismo óbvio, por serem muito absentistas e porque não gostam de trabalhar, por tudo, isso vão engrossar as longas listas dos subsídio dependentes da nação francesa, as suas atitudes selvagens de escumalha sem lei, só servem para exacerbar ainda mais o ódio que alguns sectores da comunidade francesa lhes dedicam, não sem alguma razão.

Este pequeno universo francês é hoje o problema número um da Europa, a segurança social europeia soçobra sob o peso dos milhões de pessoas que se instalam na Europa de papo para o ar, a apanhar sol, juntem-se os que já faziam isso, e facilmente se percebe que o problema é grave, a Europa é hoje uma grande Santa Casa da Misericórdia mundial. A integração das comunidades em particular das que professam o islamismo é deveras complicada, entre o deve e o haver, há que considerar com seriedade a justeza da entrada destas gentes no espaço europeu, os Muçulmanos são o reverso daquilo que nós, Portugueses somos, como comunidade migrante, se noutros países a questão do racismo pode ser colocada como entrave à integração destas gentes, como explicar que na mega liberal Holanda, particularmente em Amesterdão, os jovens marroquinos sejam neste momento, a ponta de um icebergue que um dia colidirá connosco, não trabalham não estudam, preferem rezar, roubar e traficar droga, porquê, numa terra em que tudo lhes é dado?

E que efeito é este, que espera a França deste “redentor”, espera um novo De Gaulle, um sorriso e um cassetete, talvez, a França tal como a pouco e pouco toda a Europa procura respostas, para o fenómeno das migrações, do que esse fenómeno está a provocar, a extinção da Europa segundo uns, a reinvenção da Europa segundo outros, sejam o que for que esteja a acontecer, é bom que o percebamos, que olhemos a França e os seus métodos, ela é neste momento o tubo de ensaio de toda uma Europa, uma última ressalva aos países de Leste, porque isolados durante quase todo o século XX, permaneceram longe da problemática das migrações, como irão reagir quando começarem a surgir as “invasões” migrantes, a Polónia, a Roménia, a Bulgária a República Checa e os outros, sabendo nós que no seu passado recente as suas populações sempre se mostraram feéricas defensoras do seu espaço. Não esquecer também as alterações climáticas, que não duvido lançarão o mundo no caos, nos próximos cem anos, sempre assim foi, as alterações do clima ou as ameaças físicas sempre concorreram para as migrações, foi assim no passado, assim será também no futuro, e ontem como hoje, o problema atingirá um clímax, que invariavelmente culminará num conflito, não será um conflito de brancos contra pretos ou de cristãos contra muçulmanos, será um conflito de homens contra homens, em luta pela sobrevivência.

Tudo isto tem de nos fazer pensar que as coisas são muito mais complexas que as dicotomias básicas que nos servem ao pequeno-almoço, esperando que entre um trago de leite e umas dentada na sandocha, a malta tenha paciência para entrever o longo espectro de realidades que a aparente realidade esconde, as decisões torpes das elites, acabam por afectar o povaréu, somos sempre nós que sofremos, com os ostracismos, os racismos e todas as diatribes, que os cérebros do poder engendram, para além das parvoíces estúpidas da extrema-direita, das lamechices parvas da extrema-esquerda existem realidades que são partes da equação, mas que a maioria prefere ignorar reduzindo tudo ao preto e branco.

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, maio 14, 2007

Surpresa

Como bem sabemos nem todas as surpresas são agradáveis, umas serão até bem desagradáveis, no entanto esta que assisti foi agradável. A Câmara de Almeirim através da pessoa do seu Presidente, entendeu convidar munícipes para ir dar uma volta pelo Concelho e tomar conta das realidades locais, de certa forma ir ver por onde pára o dinheiro de todos nós.

Devo confessar que, desde logo pensei em mais uma daquelas visitas aborrecidas em que o próprio só fala dele e das suas obras. Foi com surpresa, uma agradável surpresa, que o que se passou foi precisamente o contrário, o Edil, fez uma excelente apresentação daquilo que se passa no concelho, dos investimentos que se fazem e dos que se irão fazer, falou sem exacerbar em demasia a sua figura, num tom claro, aqui e ali com pontinhas de orgulho, pois que assim tem de ser, em resumo esta visita foi sem dúvida uma agradável surpresa.

Esta iniciativa da Presidente da Câmara de Almeirim, é uma excelente atitude, deveria realizar-se mais vezes, para que as pessoas, tenham noção do que é gerir e fazer funcionar um Concelho de Portugal, um Concelho de interior, que parecendo que não, está muito longe dos centros de decisão, serve também para os habitantes constatarem a dimensão dos projectos em execução e dos que ainda são só meros sonhos, obtendo assim uma mais correcta visão desses projectos, podendo depois concordar ou discordar em absoluto da sua pertinência, foi esta iniciativa algo de bem pensado e que importa repetir, terminou com um bom almoço, o qual foi pago a expensas dos participantes, como deve ser.

Esta iniciativa é um pequeno exemplo daquilo que os autarcas podem, se o desejarem, fazer em prol de si e dos seus munícipes, é uma iniciativa simples, que funciona e que tem, com mais valia o facto de as pessoas constatarem “in situ” com as realidades, não foi isenta de propaganda, pois claro nem o poderia ser, no entanto essa propaganda foi educada e de bom gosto, subtil, sem ofender, até porque nesta iniciativa ia gente de todos os quadrantes e cores políticas.

Iniciativas como esta deveriam multiplicar-se pelo país, os munícipes tem o direito de perceber para onde vai o seu dinheiro, tem também o dever de acompanhar as autarquias e de cumprir com as leis das mesmas, só assim se crescerá enquanto povo responsável.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quinta-feira, maio 10, 2007

Eles São os Maiores, do Mundo, do Universo e quiçá da Galáxia…and beyond…

Há tempos li um blogue onde o seu autor declarava, o seu desagrado pelas crónicas depressivas do dizer mal constante, pois porque será, discorria o camarada sobre a justeza de dizer bem das coisas belas que temos por cá, apesar de achar que o senhor em questão vive no mundo da Lua, aquele texto tocou-me, por isso vou falar de uma coisa boa, boa não, óptima, qual óptima qual carapuça, excelente, não, mais ainda, soberba, não… esperem mais ainda, uma coisa, hiper, mega, ri-fixeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Essa coisa são os nossos inefáveis Médicos, essa classe formada por super criaturas, devotadas inteiramente ao bem servir a nobre causa da saúde de outrem. Devo dizer que fiquei aturdido no outro dia, enquanto degustava uma sápida lasca de pata de reco barrancanho, recomendo, dizia eu, que enquanto desenfastiava a barriguinha; na TV, passava uma nova, que dizia haver sido condenada uma médica nos Açores a uma determinada pena, por, segundo apurou o sapiente colectivo de Juízes, outra classe profissional de eleição, a senhora doutora metera por assim dizer a pata na poça.

Levantei-me de um salto e arregalei os ouvidos e tirei a cera da orelheira, lá poderia ser, condenarem uma profissional dessas, uma senhora Doutora, ainda por cima por negligência, facto do qual resultara a morte de uma mulher de 22 anos, asmática, à qual a Médica terá ministrado medicamentos contra indicados para portadores de semelhante patologia, a pena em si era irrelevante, 18 meses de pena suspensa e 125 mil euros de indemnização, mas o facto de condenarem a Médica isso sim era relevante, cheguei a temer o pior.

Entretanto no dia a seguir a RTP, passava uma reportagem sobre casos de negligência médica, aliás alegada, porque raramente isso fica provado, foi gratificante ouvir as doutas palavras do senhor Bastonário da Ordem dos Médicos e perceber, que os Médicos sofrem bastante com esta exposição pública, desmesurada e que a OM, ela própria tem inquéritos e toma decisões ferozes, os senhores Doutores arriscam penas pesadíssimas, podem estar mesmo à vontade uma semana sem puderem dar consultas, pavoroso não concordam. Obrigado senhor Bastonário pelas suas preclaras e instrutivas palavras, o que seria desta horda de bárbaros sem a OM e os seus associados.

De volta à Médica condenada, como disse, eu cheguei a temer o pior, vocês não querem lá ver que finalmente alguém vai começar a disciplinar esta gentalha, que finalmente os cepos dos governantes vão legislar no sentido de proteger as pessoas. Fui apurar melhor a notícia, então percebi, a Médica condenada era uma filha da Santa Mãe Rússia, que fugida ao cabo da vassoura ou ao ferro de engomar conseguira que lhe reconhecessem o diploma e fora encafuada nos Açores, para onde ninguém quer ir, anteriormente já envolvida num outro caso de negligência esse de junto com senhores Médicos Lusos, dera em nada, como alias dão sempre estes casos.

Fiquei mais descansado, afinal a ordem fora restabelecida, afinal a médica era Russa, por isso tinham condenado a senhora, jamais condenariam um senhor Doutor português, porque os senhores doutores de Portugal são infalíveis, nunca se enganam, nunca erram, as outras classes profissionais deveriam olhar para este saudável exemplo, todas esses classes profissionais de rebotalho que por aí vegetam e que são despedidos ou acusados de negligência profissional, pedreiros, construtores civis, operários, polícias, bombeiros, motoristas de autocarro, enfim toda essa gentinha miserável com essas profissões de cacaracá, mirem-se no exemplo dos doutos Doutores, na sua incomensurável sapiência. Não existem Médicos negligentes existem é doentes incompetentes!

P.S. – Um destes dias, que tenham tempo escrevam a palavra “malpractice”num yahoo ou num google, só para verem a diferença, dos exemplos que vão encontrar e aqui da parvalheira.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quarta-feira, maio 09, 2007

V-E Day


Cumpriram-se ontem 62 anos sobre o fim da segunda guerra mundial, na Europa. A 7 de Maio de 1945 os representantes alemães e os aliados, assinavam a rendição incondicional da Alemanha em Rheims, no dia seguinte a 8 o tratado era ratificado em Berlim, acabava o pesadelo Nazi, começava a reconstrução, daquilo a que hoje chamamos a Europa moderna.
Uma data a não esquecer, por tudo o que significou para os milhões que morreram para que ela fosse possível, pelos que se sacrifícaram e por todos os que ainda hão-de vir, para que continuem a poder dizer que sabem o que é a liberdade.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, maio 07, 2007

Apontamentos!

Fernandes, mais uma vez a Vanessa Fernandes, encheu de alegria os poucos imbecis que não se deixam alienar pelas futeboladas e telenovelas da vida lusitana. Mais uma vez a prova de que a excelência só se atinge com esforço, dedicação e sacrifício, uma vez mais choramos os milhões torrados no apoio a uns mentecaptos que adoram quartos lugares, que prometem muito mas cumprem pouco, que exigem muito e pouco dão em troca.
Uma vez mais a Vanessa mostrou que bem merece um lugar de destaque no panteão dos heróis lusos da era moderna, a Vanessa, o João Garcia, o Francis, os atletas Paralímpicos e outros que por exiguidade de espaço não refiro, mereciam mais, mereciam ser aclamados, como exemplos daquilo que este povaréu de lesmas precisa, trabalho, dedicação e sacrifício, argumentos sem os quais tudo se torna mais difícil se não impossível.

Uma vez mais Alberto, parece irreal, mas o “Fidel” da Europa, abarbatou de novo a cadeira do poder. Dificilmente ao longo da história da humanidade se encontrará povo mais estúpido que o da Madeira, talvez só os alemães quando elegeram o Adolfo deles.
Não tenhamos mais dúvidas, o povo merece mesmo os governantes que tem, quanto a isso batatas os antes semilha. Com esta votação massiva na criatura a Madeira mostrou que está preparada para ser independente. De novo lanço o repto, a todos, vamos votar “SIM” Madeira independente já!


Um apontamento final para a palhaçada em que anda este país, entre câmaras atoladas em corruptos, em Universidades afogadas em galfarrices e governos rasos de intrujices, este país anda que é um primor, aliás isto não anda, rebola.
Visto de fora esta terra deve parecer uma daquelas nações do terceiro mundo, onde a aparente desorganização revela uma poderosa organização, a do “dinheiro em mão”. Tudo se faz se o “cacau” avançar, untando as manápulas aos crápulas, a coisa vai, quem tem “bago” avança, quem não tem, dança.
Quantas, mais vezes será necessário que isto aconteça para que estas almas abram os olhos para que, despertem de vez da sonolência letárgica em que caíram, será difícil de perceber que para que isto avance é preciso que todos e cada um de nós se mobilizem, para atacar esta desordem, para exigir para contestar, para enfim poder respirar numa terra de civismo, de respeito de ordem de igualdade.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quinta-feira, maio 03, 2007

Isto é tudo uma grande porra!

Em primeiro, vamos lá ver se nos entendemos de uma vez por todas! E se os cérebros começam a pensar para além daquilo, que a nossa comunicação social imbecilóide nos impinge, depois quero dizer a dois senhores em particular que nem sou “um comuna de merda” nem um “fachozeco burguês”, não sou um nada disso, sou um tipo normal, que está farto até à raiz dos cabelos de alimentar parasitas, tão-somente isso.

Ora então vamos lá, ser Nacionalista e ser Parvo, são coisas distintas, sabendo de antemão que a visão política do nacionalismo tende a eliminar a distinção entre a Nação e o Estado, entendo eu que Nacionalista é alguém que se orgulha do seu país é um Patriota, que honra e respeita os seus símbolos e instituições, que participa e defende a sua cultura, não contra as outras mas com as outras, que é interventivo e respeitador das leis, ora isto para mim é que é ser Nacionalista, cidadão, preocupado, cumpridor e respeitador, eu Nacionalista me assumo.

Aquilo a que vulgarmente se chama Nacionalismo, não é mais do que Parvismo, alimentado pelos imbecis dos jornalistas e da extrema-esquerda chupista, que para aí anda, até porque quem perceba um pouco de história, sabe que a maioria dos meninos Parvos que andam de braço esticado e suásticas ao peito, se o Adolfinho tivesse mesmo ganho a contenda, não existiam, porque os avós desses meninos teriam sido exterminados, porque o seu sangue está contaminado com aquilo que para nós é um orgulho, e para eles uma vergonha, que é o sangue de muitas raças.

Por outro lado não escrevo contra ninguém, ou antes sim, escrevo contra toda essa corja de parasitas de sanguessugas sociais de todas as cores, dos que já cá estão e dos que cá chegam com esse fito, porque sabem que aqui é o paraíso do regabofe, escrevo contra o entulho, que vive de subsídios e rendimentos mínimos, que não quer trabalhar e prefere traficar droga e roubar, escrevo contra a corja dos protegidos, dos que estão acima da lei, essa lei que um Estado mentiroso, a mim me impõe e a eles não, ora essa gentalha toda tem nomes, não são seres etéreos, são bem reais, mas os pruridos do politicamente correcto impedem de chamar os bois pelos nomes, mas como não sou adepto dessa palhaçada, eu chamo-lhes sanguessugas, chupistas, parasitas sociais sem vergonha, e dou-lhes os seus verdadeiros nomes; de ciganos, a políticos a pretos a brancos, a médicos a advogados, a juízes e empresários, a toda essa rataria subsídio dependente, trafulhae mentirosa, que tem tudo à borla, que brinca com isto tudo que vive acima da Lei, os quais, sustento com o meu trabalho, quando vejo a pretalhada do bairro cheia de roupa de marca, brincos e anéis de ouro, que vivem do gamanço e do subsídio, ou o filho do senhor ministro enfiado à força na administração pública acabadinho de sair da faculdade com um ordenadito de 400 contos e olho para o meu filho, que veste roupa do hipermercado e da feira porque eu só ganho 80 contos, o sangue ferve-me, como é possível que este Estado me obrigue a trabalhar para sustentar esta rataria, sim porque eu sou escravo desta escumalha toda, tanto dos de Belém como dos do Cacém, sou eu e milhares de papalvos tristes como eu que andamos a sustentar esta súcia de energúmenos.

Tenham dó de mim, não me imbecilizem mais do que o que já sou, estou farto, farto de engordar esta rataria toda, querem imigrantes, muito bem criem condições para os receber, eduquem os seus filhos, arranjem-lhes trabalho, façam uma verdadeira integração, mas quem não cumpre rua ou cadeia, sem pruridos sem moralismos da treta e correcção política, não querem estar cá, rua, vem para mendigar e vadiar, rua. Deixem entrar toda a gente que vier por bem e para trabalhar, rataria rua, que estamos fartos deles, eu pelo menos estou até à raiz dos cabelos com toda esta gentalha, que não vale o ar que respira, estou farto, farto, farto de parasitas, que sugam o meu suor e sangue, a minha avó vive com uma reforma de 15 contos, o meu pai tem 70 a minha mãe 50, e vocês tem a lata de me pedir para dar dinheiro a esterco dessa laia que não faz ponta de corno e atropela tudo em que acredito, fazendo gato-sapato das leis, do civismo do respeito pelos outros, ora vão para real rameira que vos deu à luz, cambada de castrados.

Porque estou farto, farto até ao tutano de ver boa vida, enquanto eu me esfalfo por uma trampa de salário, para por comida na mesa e dormir em paz, correndo sempre o risco da escumalha roubar o pouco que possuo e da outra escumalha politica e judicial os absolver e relativizar o roubo, não escrevo contra cores, escrevo contra a estupidez o oportunismo, o laxismo, os vigaristas e os bandalhos.

Ah e outra coisa, bando de incapazes capados, minoria étnica, sou eu, que sou amputado, que trabalho e pago impostos, que me deito às 3 da manhã e acordo às 7 para conseguir ganhar mais 10 ou 20 contos ao fim do mês e que não tenho direito a casa à borla, nem a subsídios vários por tudo e por nada sem em troca dar sequer um obrigado, nem fugir aos impostos nem ter casa em vários distritos, nem estar isento de taxas nos hospitais, eu é que sou minoria étnica, porque faço isso tudo, não cuspo no chão, não estaciono nos passeios, não roubo, não trafico, não mato, não falo aos berros e a música lá em casa é sempre ouvida baixinho, cedo sempre a passagem e tenho respeito pelos mais velhos e por toda a gente, é mim que escravizam, roubam e defecam em cima, e ainda tenho de andar alegre e dizer coitadinhos que são excluídos, coitadinhos que é a cultura deles, coitadinhos que são cor-de-rosa, não tenho já paciência para esta trampa toda, para esta sociedade imbecil, estou farto, farto, ouviram bem, farto, das mariquices e merdices destes tempos da treta, todos tão bonzinhos, tão preocupados, tão filantropos, cambada de hipócritas cegos, carneirada infecta e imunda.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, abril 30, 2007

Case Study

Os tempos que vivemos são de mudanças várias, o mundo sempre mudou, nem sempre para melhor, dependendo do ponto de vista, as suas mudanças foram céleres ou lentas, de acordo com circunstâncias, várias. O actual, mundo, muda à velocidade, de um clique, do preço do Brent, ou da seca inexorável que se abate sobre várias regiões do planeta.

Migrações, idas e vindas, novos costumes e povos, gente gentinha e gentalha de tudo nos calha, e de permeio os Portugueses, que deveriam ser alvo de um estudo, para perceber o que temos nós de tão especial, que conseguimos estar nas sete partidas do mundo, integrados e bem sucedidos. Porquê?

Não sendo estudioso da questão, avento algumas respostas, dados esses que poderiam ser utilizados, quer para aqueles que desejam mudar de país, quer para aqueles que os acolhem, a nossa experiência de migração é uma das gestas mais bem sucedidas da nossa história, arrisco a dizer que mais que as descobertas, é a nossa migração que nos engrandece, porque as descobertas há muito que acabaram e os Portugueses continuam a partir à procura de melhor vida.

Dizia eu que tenho algumas respostas, pois aqui vão, o nosso sucesso tem três vertentes essenciais que possivelmente se desdobrarão em outras, mas deixo isso para os sapientes e doutos investigadores. O segredo do nosso sucesso enquanto migrantes, assenta sobretudo, no trabalho, no respeito pela terra que os acolhe e pelas raízes.

O Português, não tenta mudar o sítio que o acolhe, quando muito cria uma associação onde recria o seu ideário Luso, lá fora tenta ser francês, alemão, russo ou qualquer que seja a nacionalidade do país onde está. Em casa e dentro do seu coração ele conserva a sua afirmação de Lusitanidade, porque a sua autoconfiança é ilimitada, ele sabe que é Português, isso é que lhe interessa, esse facto não interfere nada com o também adoptar os usos dos países de acolhimento, intrinsecamente ele será sempre português.

O Português, vai para trabalhar, para melhorar a sua vida, não vai para viver de subsídios nem para rezar, vai para trabalhar, para produzir, a Europa moderna fomos nós que a construímos, quem percorresse a Europa central dos anos 80 e num momento de descontracção, olhasse os estaleiros de obras de Genéve a Bona, de Londres a Milão encontraria operários Portugueses, milhares deles.

Por último, a consciência daquilo que é, o espírito da sua Portugalidade, ajuda-o a ultrapassar as dificuldades e a vencer, esse é o nosso trunfo maior, a espírito de luta que herdamos dos nossos avoengos, gente afeita à peleja dura. Somos realmente um caso de sucesso que merece ser estudado.

No entanto, fico triste quando vejo que aqui chega, toda a espécie de escumalha miserável, a juntar à rataria que por cá já habita, transformando este país num poço de podridão cada vez maior, não sei para onde vamos, não me importa, mas que não acredito neste rumo, lá isso não acredito e podem enfiar o multiculturalismo nos entrefolhos que isso é uma grande patranha que só serve para gerar racismo, e atenção que racismo é uma via de dois caminhos, facto que muita gente parece esquecer, ou fazer por esquecer.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quinta-feira, abril 26, 2007

Era Abril!

Passou mais um Abril, nós por cá como dantes, triste de ver quão curta é a memória humana, trinta e poucos anos depois e as gerações mais novas, pouco sabem sobre o acto maior de século XX da pátria Lusa, certo é que a humana memória deixa a desejar, um conjurado que regressasse agora, morreria de desgosto, não só porque ninguém dá valor às agruras que passou, mas também porque os espanhóis estão cá de novo.

Mais triste é ver a bandalheira em que esta terra está de novo mergulhada, triste também o palavreado dos bandalhos politiqueiros. Na Assembleia, sua Excelência o Senhor Presidente da República, fez um discurso à sua semelha, pobre de espírito, cinzento e miserável, da situação à oposição o que ali foi dito não melhorou a qualidade.

Os discursos limitaram-se às opções papagueadas e estafadas dos contendores, as quais já ouvidas até à exaustão, soam a lixo sonoro. O dia pedia qualidade, consenso, irmandade, objectividade. Mas não, entre o discurso “Lapaliciano” do PR, aos discursos, ocos e chocarreiros dos partidos da oposição à oração do Amem que foi o discurso do governo, foi tudo tão mau, tão pobre tão inconcebivelmente feio e de mau gosto, que facilmente se percebe, porque é que as gerações mais novas, se estão nas tintas para as datas históricas.

Por mim vos confesso que este gajedo me mete NOJO, cada vez que vejo alguém na assembleia da república a arengar, a primeira coisa que me apetece fazer é vomitar, metem-me nojo, com as suas mentiras e meias verdades, com as demagogias baratas, com, as piadolas estúpidas e alarves, estes gajos enojam.

Enojam-me as suas opções estúpidas, e as lágrimas de crocodilo que deitam aquando das tragédias, que eles próprios, propiciam, devido à sua incúria. Metem-me nojo as suas acções motivadas por opções tolas e sujas, usar cravo não usar cravo, eu digo, ainda bem que muitos não querem usar o cravo, símbolo de uma revolução do povo, o cravo é de todos, da direita à esquerda, o cravo é um símbolo, da unidade que brevemente irmanou todos, naquele dia já tão distante, ainda bem que gentalha sem qualidade se recusa a usar o cravo, não conspurcando assim a memória de um momento único de beleza e pureza.

No dia que comemora a nova liberdade, cada vez mais percebemos que ilusão e liberdade são a mesma palavra, ainda que uma esconda a outra e nada dela se diga, mas porque intimas, quase amantes em vida, ilusão da liberdade e liberdade para viver a ilusão. Escondida na alma de cada um reside a ilusão da liberdade que negamos ao outro numa roda-viva da qual ninguém, sai exangue, mesmo nos becos esconsos das frias noitadas a ratazana só é livre, enquanto o atento felino não lhe crava as garras ferozes no lombo e lhe suga o miolo da cavidade agora oca do crânio.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, abril 23, 2007

Stan! Another fine mess you got us into!*

Quem se interessa pelo luso linguarejar, tem andado em bolandas nestes últimos 20 anos, a pontos de muitos de nós já nem sabermos como escrever, por mim vos confesso que, estou nas tintas para acordos ortográficos, para novas gramáticas e novos termos e para toda essa parafernália de cretinices que os últimos 25 ministros da educação vomitaram do alto das suas cátedras, à conta dessas damas e cavalheiros, hoje é seguro afirmar que ninguém se entende, uns porque não sabem e ponto final, outros porque aprenderam mas entretanto as regras mudaram uma, outra e outra vez ainda e não conseguem dar com o fio da meada e a grande maioria porque nem está para aí virado.

Há uns tempos, o actual elenco ministerial que supervisiona a educação lembrou-se, talvez pressionado pela “novelle vague” de linguistas instalados nas cadeiras da decisão, a gramática gerativa e coisas análogas, deixem que, antes de prosseguir, vos conte um episódio, bem a propósito. No segundo ano da faculdade, na cadeira de Sintaxe e Semântica do Português, calhou-me em sorte uma professora, excelente devo confessar, mas porque adepta da linha gerativa da gramática, nos massacrou com a tal da gramática gerativa, quando o que ali se estaria a formar seriam normalíssimos professores de ensino secundário, ou seja estavamos a matar a cabeça com algo que não serviria para nada, porque quando chegássemos às escolas teríamos de ir à gramática clássica para estudar os termos que eram usados para ensinar os putos, num acto de perfeita perda de tempo.

Instado pela professora a responder à sua pergunta sobre o que pensava da cadeira, respondi-lhe como é apanágio da minha pessoa, que achava aquilo tudo uma perda de tempo, uma inutilidade que não serviria para nada. Escusado será dizer que a mulher até corou e que eu andei a chumbar 6 anos seguidos, só passei por insistência e com um 12.

Este episódio ilustra bem a cretinice do nosso sistema de ensino, ora toda esta lengalenga, para nos levar ao assunto de hoje, a famosa TLEBS ou Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, quando foi anunciado mais este prodígio da esclarecida mente dos doutos e sapientes cérebros da educação, muita gente se levantou para aclarar as mentes e explicar a tremenda estupidez desta inenarrável palhaçada, surdos ao ruído os craques do Ministério da Educação levaram a sua avante.

Acontece que apesar de todos os alertas, a coisa lá seguiu, o lobbie das editoras lá conseguiu enfiar mais uns milhares de manuais pela goela do pagode, embolsando mais uns grossos tostões, os pobres dos putos lá começaram a matar as cabecitas de arvela, com as novas terminologias, daqui resultou o absoluto disparate, com confusões atrás de confusões interpretações dispares e dispersas sobre a tal TLEBS, enfim o habitual destas coisas à Lusitana.

Mas o Ministério tinha um truque na manga, agora que estamos quase no fim do ano, resolveram-se a suspender a TLEBS, ou seja os milhares de Euros e de horas de trabalho e de aprendizagem vão pelo cano abaixo, os manuais vão para ao lixo, isto porque o Ministério finalmente percebeu, que, por existirem, “alguns termos inadequados” e referenciadas dificuldades na sua aplicação. A TLEBS fica suspensa para ser, “objecto de revisão científica e adaptação pedagógica”. Assim vai a educação na nossa terra, inventa-se, inventa-se e cada vez, estamos pior, as crianças não sabem, os pais desesperam, os professores andam à nora e ledos e cantado os governantes lá seguem, encantados com a sua inteligência.

Caros visitantes deste pequeno blogue, aqui no Ribatejo, temos um termo para estes imbróglios, é um termo vernáculo pelo qual peço desculpa, mas chamamos a isto “Trabalhos de Merda”!

*Frase que o Bucha dizia para o Estica sempre que ele próprio fazia disparate e que bem ilustra como anda o nosso país. www.laurel-and-hardy.com

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

terça-feira, abril 17, 2007


Se ainda não conhece, veja mais...

A Fundação Bissaya Barreto organiza, anualmente, na Colónia de Férias da Torreira, turnos para crianças, jovens, idosos e pessoas portadoras de defciência.
Procura-se conciliar o divertimento com programas de carácter pedagógico, cultural e desportivo, promovendo o contacto directo com a natureza e o respeito pelo meio ambiente.
As actividades programadas para cada turno são desenvolvidas numa atmosfera criativa e e nriquecedora, representando uma alternativa saudável aos dias "desocupados" das férias escolares par além de, comprovadamente, constituírem momentos marcantes na memória da vida das crianças.
Deixo-vos aí ao lado a calendarização dos turnos da Colónia e o sítio da Fundação onde pederão o bter mais informações, www.fbb.pt.


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, abril 13, 2007

Ensino Especial o Tanas!

Com o advento do politicamente correcto, surgiu a tal da “Inclusão” um palavrão estulto, que pretende que as crianças portadoras de deficiências, quaisquer que sejam, estejam integradas em turmas com crianças sem problemas. Estas deficiências abrangem um leque vastíssimo de casos, as limitações podem advir de problemas visuais, auditivos, mentais ou motores, bem como de condições ambientais desfavoráveis, indo desde a dislexia à disgrafia, da paralisia ao Síndrome de Down, ou então a crianças de meios desfavorecidos.

Claro que isto é tudo uma grande treta, porque o ensino especial não funciona, durante algum tempo foi um grande tacho para os professores que enveredavam por essa via, hoje com as alterações do actual governo já não é tão bom, mas em termos de qualidade piorou, conheço casos em que crianças com necessidades educativas especiais têm de fazer 100 quilómetros para que, uma vez por semana, em uma ou duas horas, receberem o apoio que deveriam receber diariamente durante todo o tempo que estivessem na escola.

O aspecto burocrático é surreal, entre relatórios e fichas, reuniões, comissões e demais papeladas insalubres os professores gastam tempo precioso que deveria ser gasto a apoiar as crianças, resultando daí que o ensino especial seja uma grande trampa, não quero com isto dizer que não existam lugares onde as coisas até funcionam bem, mas tais locais devem resumir-se a Lisboa e pouco mais, será que quem manda neste país já se deu conta que para além do seu gabinete e das ruas que o circundam existe mais país, creio bem que não.

Na prática e apesar dos projectos e mais projectos das actividades e das resmas de papelada, com que se gasta uma fortuna, dinheiro que faz falta para adquirir e por em marcha coisas realmente importantes, o Ensino Especial em Portugal é uma mentira, a Inclusão é uma falácia do politicamente correcto que nos enfiam pelo gorgomilo à força, que muito pouco de útil trará às crianças em primeiro e ao país em segundo.

Nos actuais moldes o ensino especial é uma mentira, é mais uma “pra inglês ver”, serve para muito pouco, propicia uns esquemazitos milionários a algumas IPSS, mas quando falamos de qualidade efectiva e de apoio real e decente a quem dele precisa, a coisa deixa muito a desejar, claro que como dá poucos votos, este problema é mais daqueles que não interessa e é relegado para segundo ou terceiro plano, logo a seguir à aquisição de verniz rosa choque para a secretária boazona do sub-sub-sub secretário de estado.

Mais uma vez é triste é mesmo muito triste!

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, abril 09, 2007

Diz que é uma espécie de Engenheiro!

Porque é que alguém mente sobre a sua formação académica? Não sei. Talvez por pudor ou por vergonha, porque neste país de imbecis, tudo é doutor, a noção de ridículo assumiu proporções gigantescas, gente que se dá ao trabalho de chatear o banco para colocar o Dr. nos cheques, que adora que lhe lambam as botas, o senhor doutor pra lá o senhor engenheiro pra cá, enquanto pelas costas os tratam abaixo de cão.

Possuir formação académica deveria querer significar, várias coisas, sendo que a principal seria o civismo e a educação, mas não. Por cá formação académica quer as mais das vezes dizer, gente mesquinha, torpe e sem valor nenhum, gentalha que por mor das falcatruas e galfarrices atinge lugares de poder, que exerce de forma discricionária e sem nenhuma apetência.

No actual vai vem das licenciaturas a trouxe-mouxe, recordemos a besteirada das equivalências de baixareis a licenciados por passagem administrativa nos idos de 90, a actual palhaçada de professores titulares e professores não sei o que mais, culminando tudo isto nas dúvidas em relação à formação académica de muito “doutor da mula ruça” que ocupa cargos político-governativos.

Em relação à UNI, toda a gente que passou pelo meio universitário de Lisboa sabe que essa universidade foi sempre referenciada como um local duvidoso, um amigo meu dizia, quando alguém declarava que era da UNI, …quê andas nesse externato…o que a malta ria, pois era assim que a UNI era encarada, como um espécie de faculdade do chumbo, para onde entrava quem queria um canudo fácil, os rumores sobre as falcatruas eram imensos, desde negociatas com diamantes a negociatas com alunos dos PALOP, vinham com a quarta classe mal tirada e ao fim de um ano tinham uma licenciatura, mas isto eram histórias e rumores.

Isto tudo para dizer que não me choca que o senhor PM, não seja engenheiro, choca-me que tenha mentido, se é que o fez, choca-me que mintam, descaradamente e sempre sem nenhuma consequência, choca-me que os senhores do poder nos continuem a tratar como energúmenos, não que não o sejamos, mas fazerem de nós ainda maiores papalvos, irrita-me. Até porque nulidades doutoradas temos de sobra, cavalheiros cheios de graus académicos e que são uns imbecis de primeira água.

Por isso se mentiu, o senhor PM só tem uma coisa a fazer, pedir a demissão, concluir o curso e voltara concorrer, sendo que um pedido de desculpas aos portugueses se impõe, se pelo contrário o senhor PM não mentiu, então que se lhe peça desculpa e que se ature o homem pois elegeram-no democraticamente.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, abril 02, 2007

Porque os Perigos Existem II!

A palestra sobre a utilização segura da Internet pelas crianças e adolescentes foi um sucesso, no entanto importa reter algumas conclusões, assim o post de hoje versa sobre isso.

Fazendo um pouco de história, esta actividade começou em 2002, aqui no Espaço Internet de Almeirim, desde esse ano até à mais recente iniciativa do passado dia 31, já passaram por aqui cerca de 100 pessoas, um feito dado que só tínhamos 6 computadores, recentemente foram-nos dados mais 2.

Para que serve esta actividade e a quem se destina. Esta actividade serve essencialmente para despertar a consciências das pessoas para um problema real, que, passa despercebido, à maioria delas, destina-se a todos os agentes de educação, pais, avós, tios, educadores, professores, enfim todos os que directa e indirectamente estejam envolvidos no processo educativo das crianças e dos adolescentes.

Várias conclusões ficaram à vista, com mais esta palestra, desde logo que os pais não têm a mínima noção dos hábitos de navegação dos seus filhos, também não têm a mais ténue noção dos problemas e perigos que um uso desregrado da Internet possa provocar.

Mas não são só os pais, os professores idem, partilham a mesma santa ignorância apesar da sua atitude e resistência mental em frequentar estes eventos, basta para tanto dizer que desde 2002 até agora ainda não houve um único professor e ou educador a frequentar estas actividades, facto que é claramente esclarecedor da pobreza de espírito da classe neste capítulo.

As próprias instituições governamentais e locais, também não estão de modo nenhum despertas para este sensível e preocupante problema, fiquem a saber que esta actividade só se realiza ao que sei no Espaço Internet de Almeirim, não havendo nenhuma outra actividade paralela em todo o país. Que por exemplo a FCCN, Fundação para a Computação Científica Nacional, responsável pela introdução do acesso à Internet nas escolas, não considera esta questão importante, sendo o objectivo único, fornecer acesso à Internet nas escolas, esquecendo de dizer que esses acessos comportam riscos, ainda por cima se falamos de crianças.

Resumindo, a malta não sabe nem quer saber e só quando elas acontecem é que vão a correr por velinhas a Fátima, o que não resolver porra nenhuma. Fiquem portanto cientes de uma coisa, os perigos são vários e comportam riscos grandes, com situações que por vezes tomam contornos preocupantes e sérios, envolvendo até riscos de rapto, abuso e até de morte para as crianças e adolescentes, podemos ter duas atitudes, aquela que é tipicamente portuguesa do laxismo e do deixa andar ou podemos ser pessoas preocupadas e procurar informações, exigindo aos governantes medidas sérias.

Resta dizer que destes perigos o maior é só vermos os defeitos e não os tremendos benefícios que a Internet veio trazer ao nosso mundo e se é verdade que a televisão é a janela do Mundo, a Internet é a porta, e as portas servem para entrar e sair. Se quiserem saber mais consultem este excelente sítio: www.miudossegurosna.net.

P.S. Continuo sem PC, deve vir amanhã, (I hope so)

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

terça-feira, março 27, 2007

Ele é o Maior?

O maior português de sempre, foi eleito. As hostes regozijam-se, ganhou aquele que os votantes elegeram com o maior de todos, Oliveira Salazar. Dos, fazendo fé nos números, 159.245, votantes, cerca de 40% votaram em Oliveira, numa extraordinária reviravolta, Oliveira ficou à frente de pessoas verdadeiramente interessantes e extraordinárias de génio, como Pessoa, Sousa Mendes ou Camões, esse facto parece ser suficiente para provar que todas as vezes que tenho dito que nós portugueses somos uns canhestros imbecis, tive sempre razão.

Este concurso, foi um “fait diver”, imbecil, começando pela apresentadora, aquela senhora esgalgalhada, ex-jornalista, ex-deputada, ex-adida cultural e ex sei lá que mais, os resultados do concurso seriam sempre inconsequentes, no entanto sempre passíveis de algum tipo de leitura subliminar. Este concurso foi uma espécie de teste de popularidade do actual PM.

Os camaradas que votaram, fizeram-no, uns por brincadeira, outros por razões ideológicas, outros ainda porque não tinham mais o que fazer. Os resultados foram surpreendentes, a malta adora ditadores, em primeiro colocaram o Oliveira, a mais rematada cavalgadura do século XX lusitano, rato de sacristia rodeado de uma oligarquia cleptomaníaca que depauperou esta terra, em cabedais guerras e outros disparates, em segundo Cunhal, o camarada do comité central, aspirante a ditador, que teve o azar de lhe cortarem as asas, também assim como assim se não tivéssemos sido nós a por termo às suas tropelias e à peregrina ideia da sovietização de Portugal teriam sido os ianques, como alias hoje se sabe, não é à toa que a base aérea de Torrejon esteve em alerta desde 74 até 78, com a esquadra ianque do atlântico sempre de olho atento ao que se passava cá no burgo.

Percebem agora porque é que o nosso PM, continua com índices de popularidade altíssimos, a malta adora ditaduras, gajos com tomates de aço e mãos postas a rezar o terço.

Interessa também perceber, porque se vota em Oliveira, aqui os actuais politiqueirotes de pacotilha poderiam ir colher umas lições, uma questão tão simples como a segurança, no tempo de Oliveira, passava-se fome, vivia-se miseravelmente, mas como é sabido, quem mictava fora do penico, levava nas orelhas até criar bicho, a ciganada andava na linha, a escumalha em geral era reprimida com punho forte, como deveria ser hoje, o advento da democracia, trouxe esta coisa da anarquia parcial em que vivemos, onde a rataria e a escumalha fazem o que querem e só não roubam mais porque não conseguem, porque essa também é a nossa sorte, os ladrões que temos são uns asnos.

Outra razão por votarem como votaram é uma razão cultural, Oliveira e Cunhal, eram os únicos que a malta conhecia, quem é que conhece Pessoa, excepto meia dúzia de intelectuais, ratos de biblioteca, Camões então só sabemos que era zarolho, ah e escreveu aquela cena os Lusíadas, parece que escreveu nos cantos, gajo complicado este Camões! Sousa Mendes, era o quê? Conçule, que raio é isso? Porra e D. João II, caramba, isso foi há que tempos.

Pois se uma coisa este concurso mostrou foi a incomensurável pobreza franciscana que ocupa as cabeças da lusitanidade, resumindo, a conclusão mais lógica deste concurso é que continuamos pobres, asnos e com a mania das grandezas!

P.S. Malta estou sem PC, por isso não vos tenho visitado, hoje cheguei mais cedo ainda ao trabalho para actualizar aqui o Barão, Boa semana.

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

quarta-feira, março 21, 2007

Assim se Percebe!

Numa insuspeita matina, batida pelo malvado Bóreas, que sopra das serranias, inundando de frios e tremeliques a malta aqui da lezíria, saí da minha barraca e fui beber um café à tasca do lado, já que a maquineta do serviço está avariada, entrei, cheguei-me ao balcão pedi um arábica robusta bem quentinho e pus-me a observar a fauna.

A tasca estava cheia, apinhada com a creme de la merde da Portugalidade urbana, leia-se labrega, eu incluído, dos dias correntes. Ao fundo três aposentados, todos abaixo dos 60 anos, bebericavam um Porto, maltinha porreira esta, reformazita de mil e tal euros, e deixa cantar a carriça, com certeza que conhecem o estilo muito anel e fio de ouro com o tal Cristo, pulseira com o santinho, olho rápido e sempre atento, sobre o traseiro das piquenas que passam, bocas mais ou menos descaradas à empregadita do local, enfim o Portuga típico.

Três mesas ocupadas com a fina-flor dos subsídio-dependentes, as madames e os cavalheiros, de cultura elevadíssima, rodeados de fedelhos, geração floribela/morangos, enquanto os papás papam a meia de leite a torrada, a sandes mista e bolinho, os fedelhos desenfastiam-se com bolicaus, gomas ou outro qualquer desses excelentes alimentos próprios para estas pobres crianças, nas mesas destas criaturas estão sempre em mostra os telemóveis topo gama, que além do estatuto que conferem ao seu dono, estão sempre apetrechados com a última música do pimbalhão de que gostam e que a destempo toca na máxima força, violando os tímpanos do incauto cliente com suaves melodias, tipo “bacalhau quer alho”, “ parti e não voltei”, “ dá-me gasolina” entre outras pérolas da arte musical.

Esta malta, vive dos rendimentos mínimos dos subsídios de desemprego, apesar de alguns trabalharem. O inevitável cigarro, enche de fumarada o local e os pulmõezitos dos pequenotes, mas que interessa isso a rataria está feliz, vive como qualquer burguês desafogado, pequeno-almoço na pastelaria, dinheiro no bolso para tabaco e carregamentos de telemóveis.

Noutra mesa, os empresários de sucesso, alguns com dívidas de bradar aos céus, empanturram os anafados traseiros com bolinhos cheios de creme e discutem negociatas, subvencionadas a fundo perdido pela incomensurável bondade comunitária, uma montra de vaidades, de sacripantas que mal fizeram a 4ª classe, mas como são dotados para o chico-espertismo, dedicaram-se à subsídio cultura do nosso infeliz país.

Numa outra mesa, meia dúzia de adolescentes parvas, berram umas com as outras, riem e debicam os bolinhos, gomas e demais porcarias que esta gentinha come agora, ninguém lê um jornal, ninguém lê um livro, na televisão desfila o programa típico e preferido deste tipo de casas e deste tipo de clientes, o programa da manhã da TVI, esse momento alto de televisão.

Saio como entrei transido pelo frio e pelo absurdo desta sociedade de mentecaptos, amanhã, porque sou burro, vou voltar ao mesmo balcão pedir outro café, que trago e pago em cinco minutos, voltando a sair com a mesma sensação de tristeza e de impotência, de desespero e de choque. Assim se percebe, neste microcosmo de insanidade o mal em que navega Portugal.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, março 19, 2007

Sem Palavras!

Nem sei o que hei-de pensar, sim porque eu julgava que era impossível descer mais baixo, pois parece que não, alias esta situação é recorrente, sempre que pensamos que a coisa bateu no fundo, alguém se lembra de uma que ainda desce mais um nível.

Pinho, esse tratado ministerial Lusitano, pariu mais uma! Apresentada com pompa e circunstância a nova imagem do Algarve, passa pela mudança do nome o nosso Algarve vai passar a ser “Allgarve”, para atrair os clientes da velha Albion, carregados de libras e sedentos de sol e cerveja.

Com a módica quantia de 3 milhões de Euros o executivo actual pretende promover o Algarve, uma gorda fatia destes milhões foi dada à empresa que engendrou esta idiotice, passará então o Algarve a ser conhecido como “Allgarve”, numa das mais absurdas e cretinas tentativas de promoção turística daquela região.

Senhor ministro, o que o Algarve precisa não é de campanhas mirabolantes, estúpidas e despesistas, o que o Algarve precisa é de qualidade, de menos campos de golfe de menos mamarracho plantados em cima das dunas, o que o Algarve precisa é de governantes com eles no sítio, que façam deitar abaixo os mamarachos que estão a mais, que metam os autarcas na ordem, o que o Algarve precisa é de ordenamento é de boas estradas e estações de tratamento de esgotos, de hospitais dignos desse nome de centros de saúde a funcionar.

Senhor ministro a sua invenção é mais uma daquelas ideias, a que aqui chamamos “ideias de trampa”não será com esta idiotice e deixando todo o resto na mesma que se irá atrair mais ingleses ao Algarve, pergunto-me amanhã quando o mercado inglês decair e começar a ser necessário promover a região noutros mercados como é que o senhor ministro irá descalçar a bota.

Seguido a linha mestra desta campanha, promova já o Algarve na China crie a marca Pinglingarve, ou na Alemanha Hallegarve, Elgarve para os espanhóis, depois pode também promover o resto do país, UpTejo para Ribatejo, Mynho para o Minho, enfim um nunca mais acabar de possibilidades, pode até ir mudando o nome ao país de acordo com a onda do momento.

Sinceramente, caramba! Mas que raio que é que passa pela cabeça desta gentinha, quando acorda com ideias parvas como esta, “Allgarve”, a única coisa que estes cavalheiros merecem é uma “Albarda” e uns “Entreolhos”, sempre ficavam mais de acordo com as alimárias que são.

O estado a que este país chegou, onde todo e qualquer disparate cretino, é propalado, aos quatro ventos como a mais brilhante das descobertas, é confrangedor! É confrangedor que um Governo chegue a estes disparates a estas cretinices ridículas, será que esta rapaziada não tem noção do ridículo.

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

quarta-feira, março 14, 2007

Do Menos o Mal!

Este Portugal anda todo do avesso, as anedotas sucedem-se, uns fingem que vivem numa terra de gente normal, que anormalmente força a normalidade do invulgar, dando a tudo isto um tom de surrealismo, que tinge esta terra, Almada teria ficado encantado.

Somos um país de aves de arribação, certo e sabido, pelos canhenhos da biologia que muitas são as aves que vão para depois voltar, quando menos espera ao incauto habitante da Lusa terra, ei-las que regressam, recauchutadas, com as plumas luzidias e prontas para bicar o erário público que à força de as engordar está nas últimas, lastima-se portanto o óbito do defunto erário, imaginando já as paragonas em gorda letra de imprensa, informando na necrológica página, - Faleceu de causas bastas e doença prolongada o senhor Erário Público, o corpo jaz em câmara ardente para os lados de São Bento, pronto três badaladas e um balde de cal!

Inscrevem-se na classe de volejantes de arriba, os dois camaradas, que qual Lázaros saídos da tumba regressam ao mundo dos vivos, Portas e Santana, não contentes com todo o disparate, burradas e barracadas que promoveram, os dois senhores voltam para mais uma volta, o triste não é eles estarem de volta, o triste, amigos e amigas que perdem tempo a ler estas escrevinhadelas, é existir gente que lhes dá ouvidos, como se as nefastas e dispendiosas barbaridades desta parelha não fossem suficientes para os afastar de qualquer cargo, excepto de zeladores de balneários públicos, cargo alias que me quer parecer estarem os dois talhados em primor para desempenhar, tão habituados que estão a só fazerem trampa da grossa.

Amigo dos anteriores, partilhando a gula ao erário, do fim do Atlântico sopra o já podre bafo, dessa pérola da jardinagem da ilha da lenha, mais um anafado parodiante, um pândego bonacheirão, que quer, diz o bicho, questionar a constitucionalidade de um referendo, esta ave, vive às nossas custas, suga-nos o dinheiro e ainda se dá ao dislate de obrar lampanas sobre toda a diareia mental que lhe assoberba a cabecinha, cimentado o poder do galfarro, numa população de papalvos, analfabetos e pelintras, engorda o folgazão sem dar cavaco a ninguém, uma paródia amigos uma grande paródia.

Em Santa Comba viveu-se um momento histórico, só visto nos tempos do PREC e do Verão Quente, de um lado a Revolução do outro a Reacção, toda esta estúrdia porque quase quarenta anos passados sobre morte do Ti Oliveira, quer parecer que estamos na mesma. O Oliveira foi aquilo que foi, recorra-se ao revisionismo histórico, tão ao gosto de uma direiteca sacrista e pindérica, ou ao diabolismo da figura por parte dos esquerdeirotes radicais, existem factos indesmentíveis, o Ti Oliveira era um prepotente, era um ditador, era uma cavalgadura, que estragou o possível bem que tenha feito, com o atraso que nos legou e aquela estúpida e quimérica guerra imperial, que tantos mortos e estropiados, deixou. O Ti Oliveira era portanto um valentíssimo sacana, quer se queira, quer não este é um facto.

Posto isto, as gentinhas de Santa Comba querem um museu ao homem, que o façam e que sejam felizes, isto é democracia, claro que depois de o fazerem terão de gramar com as possíveis manifestação de quem quiser dizer que o camarada era um atraso de vida. O interessante aqui é perceber, quão frágil é esta nossa democracia, que a tal revolçãozeca de Abril, foi atabalhoada e mal feita, para pouco serviu, porque, mudou o sistema mas deixou as cabeças iguais, perdão, piores!

Sugiro ao senhor Presidente da Câmara de Santa Comba que seja um homem de visão, aposte no turismo, faça lá o museu ao Oliveira mas faça também uma espécie de panteão dos bandalhos, uma sala para o Estaline, outra para o Hitler, outra para o Franco, seria interessante, tem imenso por onde escolher, Santa Comba iria ser conhecida no mundo como a capital mundial dos ditadores facínoras e bandalhos, atrairia assim grossos cabedais, dos estrangeiros visitantes, força senhor presidente esta é uma rica ideia. Olhe até pode fazer uma sala sobre a Inquisição, ah e o Bin Ladden, ficaria bem uma salinha, reproduzindo um qualquer ambiente esconso e cavernoso lá dos Afegões, força estou consigo! São homens de visão como este edil de Santa Comba, que fazem o mundo avançar e vós, pobres mentes obtusas vejam neste homem de visão vejam nesta população, o símbolo vivo de uma nova era, de um novo modelo de desenvolvimento sustentável, o modelo “Regresso ao Passado”. O Barão soube entretanto que M.J. Fox recusou o papel de Ti Oliveira num futuro filme de Manuel Oliveira, sobre o tema com o título provisório, “A Cadeira do Poder” porque afirmou e citamos – O senhor era uma meia leca!

Assim vai o Portugal, este paraíso terrenal, sem semelha de igual em quantos universos existam.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

sábado, março 10, 2007

(In)Cultura

Estava sentado a degustar a sopinha da mamã, quando uma reportagem na televisão me chamou a atenção, os museus nacionais estão semi-abertos, porque não existem funcionários, grandes áreas destes museus estão encerradas porque não existem funcionários para acompanhar os visitantes, obras emblemáticas da nossa cultura como os Painéis de São Vicente, não estão disponíveis ao visitante.

Brilhante, a todos os títulos brilhante. Os exemplos sucederam-se, museus com quadros orgânicos de 40 funcionários, possuem 7 ou 8, sendo que metade está a contratos, daqueles precários, onde um tipo vê chegar a data do fim do contrato e fica com a garganta seca, começando a ter dificuldades em dormir, ando assim vai para 10 anos.

Faz todo o sentido neste país que os museus estejam encerrados por falta de gente, com o desemprego que grassa por aí, é mais um exemplo concreto da excelente visão dos nossos amigos do poder, é o exemplo acabado da barbárie em que esta terra está mergulhada.

Mas que interessam os museus quando, vamos ter um TGV, para poder fugir daqui mais depressa, quando temos ADSL de Banda Larga, ainda que a maioria de nós não tenha dinheiro para comprar um computador e muito menos instalar a Internet cujos tarifários são autênticos roubos, que interessa a cultura, num país de analfabrutos e asnos de categorias várias.

Curioso foi que não vi ninguém, nem da oposição nem da situação insurgir-se contra este triste facto, uns andam mais preocupados com a embaixada no Iraque, que prestam um serviço tão grande como um furúnculo no traseiro da sogra, outros preocupados com as lutinhas torpes e mesquinhas dos seus partidozecos de vão de escada, outros ainda os arautos da cultura dormitam sobre as memórias o passado e da tentação revisionista.

Brilhante país, este que encerra a sua cultura, brilhante sem dúvida, uma terra acéfala e parola, habitada por criaturas que tardam em dar atenção à lógica e ao que realmente importa, como raio é que conseguimos sobreviver durante 864 anos, como?

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

segunda-feira, março 05, 2007

À Saúde!

A fazer fé em números, adiantados pelos ministérios competentes, 1 milhão e 750 mil Portugueses, têm mais de 65 anos, 750 mil não têm essa maravilhosa instituição que é o “médico de família”por exemplo aqui na minha região de saúde o estado desistiu de abrir concurso para colocação de médicos, das 17 vagas a concurso, colocadas à disposição dos senhores Doutores, nos últimos 3 concursos só 4 foram preenchidas, daí resultando que só aqui na região 50 mil pessoas não tenham médico de família, 2600 tem reformas superiores a 4000 mil Euros, porém 300 mil vivem com reformas de pouco mais de 300 Euros, 2 milhões vivem com 80 cêntimos por dia e cerca de 1 milhão têm de fazer 40 50 ou mais quilómetros para serem atendidos nos mais elementares procedimentos de saúde, fisioterapia, receitas, pensos etc.

Este são números oriundos dos ministérios, não são extrapolações empíricas da minha pessoa, são números que certamente deveriam envergonhar, qualquer país dito civilizado ou qualquer sociedade, pois parece que não, ao que parece estamos todos muito descansados, a começar pelos senhores ministros, mas claros esses usam as clínicas privadas dos amiguinhos.

Analisando os números, dá para perceber, que estamos a envelhecer, que a malta não se reproduz, claro, quem têm filhos sabe a luta, que necessita de fazer para os criar, os incentivos à família, não existem, os diferentes subsídios são esmolas ridículas, que deveriam envergonhar os senhores do poder, as licenças de maternidade e paternidade são vergonhosas, ou seja os governos têm feito tudo para que as pessoas não tenham filhos, excepto claro está a rataria subsídio dependente, a esses tudo é dado.

A figura do “Médico de Família” é um modelo que está esgotado, que não funciona, que só complica, ao invés de andar a fechar urgências, maternidades e centros de saúde o senhor ministro deveria era abrir mais, e sobretudo acabar com a vergonhosa negociata dos senhores doutores e obriga-los a trabalhar, caso não hajam médicos portugueses que recorra aos espanhóis, aos russos, aos ucranianos a quem quiser trabalhar, porque estão aí disponíveis centenas de excelentes profissionais dessa área, claro que o senhor ministro não tem coragem para afrontar a poderosa Ordem dos Médicos, ordem essa que tem feito gato-sapato de todos os ministros da saúde dos últimos 20 anos, incrível, mas verdadeiro.

Com tanta gente com reformas miseráveis como é possível que este Estado, continue a permitir que mangas-de-alpaca de quinta categoria continuem a auferir as gordas alcavalas da reforma dourada que auferem, o afã reformista dos senhores governantes esgota-se no “fait diver”, ao que é verdadeiramente necessário mudar, finge-se não ver, é vergonhoso, ver estas sanguessugas a engordar com o sangue dos outros, isto numa alegada Democracia ocidental, num alegado país desenvolvido, com TGV, Banda Larga, modelos finlandeses e choques vários, sendo que o maior choque é verificar que isto é tudo uma grande mentira, não há democracia nenhuma, não há justiça nenhuma, a única coisa eu existe é o poder do dinheiro, quem tem faz o que quer quem não tem que se desenrasque.

Como sociedade, somos uma vergonha, uns bandalhos miseráveis, sempre prontos a abraçar as causas mais estúpidas e cretinas, esquecendo-nos de olhar para dentro, para a miséria que grassa nesta terra, vivemos de aparência na lufa-lufa do faz de conta e do nacional porreirismo, castrados e encarneirando nos grupelhos de ocasião, preocupados com as novelas e com quem dorme com quem, como sociedade somos uns imbecis completos, obtusos até ao tutano, sempre dispostos a ajudar, sem porém nos conseguir-mos valer a nós mesmos. À vossa Saúde! Nem a propósito vejam este artigo no jornal de Almeirim.
http://www.almeirinense.com/almeirinense/index_noticia.asp?id=1542

P.S. – Obrigado a todos a gripe tá melhor, com uns tintos, isto vai.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quinta-feira, março 01, 2007

Valha-nos São DVD!

O Barão gripou. Logo, ficou a demolhar durante uns dias, combatendo o enfado e o tédio com recurso às maravilhosas invenções da tecnologia. O estado febril e delirante ajudava à quietude da modorra, instalado no seu sofá o Barão tomando pulso à coisa debelava as bactérias, micróbios e estafilococos da malvada gripalhada.

De comando na mão recorria à extraordinária técnica do “zapping”, para entrever de olhos semicerrados as pérolas televisivas que a matinal emissão produz. Porque de parcos recursos, alias como a maioria da malta, o Barão não tem televisão por cabo, logo contenta-se com os 4 canaizitos da ordem e vai daí foi “zapingando”, a manhã começou a bonecada, como convém cheia de cores e bicharada, apesar de gostar de alguns, tenho saudades das animações do meu tempo de fedelho, mas regra geral gostei, foi uma boa preparação para as bichezas que se seguiriam.

Atacam depois, os alinhamentos dos canais, com a informação, os três canais generalistas, entopem a malta de notícias, repetidas até à exaustão são o prelúdio para os blocos noticiosos da hora de almoço.

Ligações em directo aos vários helicópteros e câmaras de vídeo, fornecendo informações sobre o trânsito na capital e no Porto, chegando nós sempre à mesma a constatação, aquilo das CREL, CRIL, VCI e afins é sempre o mesmo inferno, ainda bem que vivo aqui na província, pensou o Barão.

Os pivôs que apresentam estas maravilhas da informação, cumprem, com honestidade o papel entediante de papagaios, que debitam insistentemente as mesmas novidades que de tão repetidas, passados os primeiros 15 minutos são já velhas, sóbrio q.b. os da RTP, diligentes e seguindo a linha os da SIC. Ressalva para a malta da TVI, o moço enfim lá cumpre, mas a mocinha é um tratado de cretinice, dos três serviços informativos este da TVI é de gritos, umas atrás das outras, enfim tanta burrice num espaço tão pequeno é obra.

Entretanto acaba o serviço noticioso, atacam com um quarto de hora de anúncios, depois surgem as “piéce de resistance” das manhãs televisivas. “Você na TV” da TVI, “Fátima” da SIC e o “Praça da Alegria” da RTP. Entre todos não há matéria para fazer um só programa sofrível, mas enfim lá iremos, começo pelo menos péssimo, “Praça da Alegria” tem uma coisa excelente uma banda ao vivo composta de profissionais excelentes que dá um toque de bom gosto ao programa e que está subaproveitada, pois ao invés de levarem ao programa imbecis a fazer playback de música da treta, podiam bem deixar-nos ouvir gente a tocar a o vivo e bem, os apresentadores cumprem bem o papel melhor ele que ela, que tirando o bom aspecto se fica por isso mesmo uma bonequinha para decorar, um nadinha oca mas enfim é o que temos. Dispensáveis completamente as presenças de um tal “colunista social” figurinha execrável e de todo dispensável, mas a RTP lá entendeu que ficava bem copiar os métodos da concorrência que colocam em destaque bichezas de igual semelha. Dispensável também o Cura do “show biz” que faz daquilo uma borga, não acrescenta nada ao programa, as suas intervenções à laia de “Diácono Remédios” pouco de útil trazem ao programa, enfim seria preferível trazerem também um Rabino, um Pastor Protestante e um Imã e durante 10 ou 15 minutos encetarem um diálogo ecuménico ao vivo, seria bem mais interessante.

Os da SIC, compõem um programeco bem ao seu estilo, uma coisa insípida e por vezes disparatada, que com a capa da seriedade, lá se arrasta por umas boas três horas de entediante sonolência, um aparte, devem pagar muito bem ao pessoal que lá está a fazer figuração, como nos seus congéneres também por lá aparecem umas criaturas a obrar “postas de pescada”, sobre a vida de terceiros e sobre as revistas cor-de-rosa.

A tal tertúlia é a parte do programa mais interessante, isto do ponto de vista sociológico e psicológico, a avi- fauna presente vai desde a cartomante/atriz em fim de carreira, a um tal de Ramos que ainda não percebi o que faz, é de rebentar a rir, o ar de seriedade que as criaturas colocam, os absurdos e disparates que dizem, senhores realizadores de cinema português, aquilo é tão irreal que dava um excelente argumento para um dos vossos filmes de cinema de autor.

“Você na TV” é a coisa mais absurdo e rasca da manhã televisiva nacional, entre um ex-cozinheireco, pedante e arrogante e uma galinha histérica, o programa transcorre entre gritos, porque gritar significa alegria, num ambiente do mais absoluto grau zero de inteligência, este programa é um insulto permanente ao intelecto de qualquer pessoa por muito néscia que seja.

Assim vai a manhã do Barão, felizmente porque precavido o Barão adquiriu um leitor de DVD, onde se tem deliciado a ver todo o género de barbaridades cinematográficas, valha-nos São DVD!

Um abraço deste vosso amigo

Barão da Tróia

sábado, fevereiro 24, 2007

Canta Alberto!

Não canto. Gritava Alberto a plenos pulmões, que diabo afinal quem mandava ali era ele, cantava quando queria bailava o bailinho lá pelo chão de uma qualquer lagoa sem dar cavaco a quem fosse, afinal o Alberto, era ele.

Canta Alberto! Teimavam da outra margem. Não canto, insistia Alberto, e para mais vou-me embora, mas volto logo de seguida porque adoro estes carnavais, adoro o petisco, os folguedos mais estes marítimos nacionais. Adoro o ar do mar que sopra aqui na vigia, por isso nem gregos nem cubanos me farão cantar quando o que quero é bailar.

Enquanto assim pensava, Alberto olhava a sua obra. Uma pérola era isso que era a sua obra, uma pérola semeada no fero Atlântico, bem próxima de África, alias tão próxima que os ares quentes de lá tinham muita influência nos pensares dos habitantes da pérola, a começar por ele próprio, Alberto de cognome “O Pulverizador”.

Hás-de cantar. Prometiam os da outra margem. Não canto! Vociferava, Alberto, já irado com tamanha insistência. – Roubaram-me os instrumentos, malvados colonialistas continentais, por isso não canto! E mais vamos às urnas, porque sempre são mais uns grossos cabedais que pulverizo ao Reino, daí o seu cognome, Alberto era exímio a pulverizar, a desfazer em pó ou dizem as más-línguas, a malbaratar, as tenças do Reino.

Escavava túneis, investia em arraiais e Carnavais, sustentava outros tantos disparates reais, como futeboladas e jornais, com os cabedais, que do reino davam à costa da pérola, o seu reinado não tinha fim e a malta gostava, adorava aquele saco de ar quente insuflado pela pinga e comezainas dos lautos repastos nas festarolas privadas do apaniguados do funil e outras aves de arribação que são comuns em ilhotas perdidas.

A chatice era que o reino estava farto de embotar a cartola e arrotar com as prestações para a malandragem, Alberto era o príncipe dos madraços, o rei dos pulverizadores, qual Midas ao reverso, pilim em que deitasse a garra esfumava-se em segundos, a vida no campo do funcho era uma eterna paródia, enquanto no interior a miséria, o alcoolismo, o analfabetismo a mortalidade infantil eram o dobro dos valores da outra margem.

Que interessava isso, se Alberto continuava a cantar, deliciado com o apoio das massas ignorantes das hordas dos servos da gleba que aravam as jeiras, para encher o bandulho a ramos e outros que tais da flora local. Canta Alberto!

- Não canto.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia