Este Portugal anda todo do avesso, as anedotas sucedem-se, uns fingem que vivem numa terra de gente normal, que anormalmente força a normalidade do invulgar, dando a tudo isto um tom de surrealismo, que tinge esta terra, Almada teria ficado encantado.
Somos um país de aves de arribação, certo e sabido, pelos canhenhos da biologia que muitas são as aves que vão para depois voltar, quando menos espera ao incauto habitante da Lusa terra, ei-las que regressam, recauchutadas, com as plumas luzidias e prontas para bicar o erário público que à força de as engordar está nas últimas, lastima-se portanto o óbito do defunto erário, imaginando já as paragonas em gorda letra de imprensa, informando na necrológica página, - Faleceu de causas bastas e doença prolongada o senhor Erário Público, o corpo jaz em câmara ardente para os lados de São Bento, pronto três badaladas e um balde de cal!
Inscrevem-se na classe de volejantes de arriba, os dois camaradas, que qual Lázaros saídos da tumba regressam ao mundo dos vivos, Portas e Santana, não contentes com todo o disparate, burradas e barracadas que promoveram, os dois senhores voltam para mais uma volta, o triste não é eles estarem de volta, o triste, amigos e amigas que perdem tempo a ler estas escrevinhadelas, é existir gente que lhes dá ouvidos, como se as nefastas e dispendiosas barbaridades desta parelha não fossem suficientes para os afastar de qualquer cargo, excepto de zeladores de balneários públicos, cargo alias que me quer parecer estarem os dois talhados em primor para desempenhar, tão habituados que estão a só fazerem trampa da grossa.
Amigo dos anteriores, partilhando a gula ao erário, do fim do Atlântico sopra o já podre bafo, dessa pérola da jardinagem da ilha da lenha, mais um anafado parodiante, um pândego bonacheirão, que quer, diz o bicho, questionar a constitucionalidade de um referendo, esta ave, vive às nossas custas, suga-nos o dinheiro e ainda se dá ao dislate de obrar lampanas sobre toda a diareia mental que lhe assoberba a cabecinha, cimentado o poder do galfarro, numa população de papalvos, analfabetos e pelintras, engorda o folgazão sem dar cavaco a ninguém, uma paródia amigos uma grande paródia.
Em Santa Comba viveu-se um momento histórico, só visto nos tempos do PREC e do Verão Quente, de um lado a Revolução do outro a Reacção, toda esta estúrdia porque quase quarenta anos passados sobre morte do Ti Oliveira, quer parecer que estamos na mesma. O Oliveira foi aquilo que foi, recorra-se ao revisionismo histórico, tão ao gosto de uma direiteca sacrista e pindérica, ou ao diabolismo da figura por parte dos esquerdeirotes radicais, existem factos indesmentíveis, o Ti Oliveira era um prepotente, era um ditador, era uma cavalgadura, que estragou o possível bem que tenha feito, com o atraso que nos legou e aquela estúpida e quimérica guerra imperial, que tantos mortos e estropiados, deixou. O Ti Oliveira era portanto um valentíssimo sacana, quer se queira, quer não este é um facto.
Posto isto, as gentinhas de Santa Comba querem um museu ao homem, que o façam e que sejam felizes, isto é democracia, claro que depois de o fazerem terão de gramar com as possíveis manifestação de quem quiser dizer que o camarada era um atraso de vida. O interessante aqui é perceber, quão frágil é esta nossa democracia, que a tal revolçãozeca de Abril, foi atabalhoada e mal feita, para pouco serviu, porque, mudou o sistema mas deixou as cabeças iguais, perdão, piores!
Sugiro ao senhor Presidente da Câmara de Santa Comba que seja um homem de visão, aposte no turismo, faça lá o museu ao Oliveira mas faça também uma espécie de panteão dos bandalhos, uma sala para o Estaline, outra para o Hitler, outra para o Franco, seria interessante, tem imenso por onde escolher, Santa Comba iria ser conhecida no mundo como a capital mundial dos ditadores facínoras e bandalhos, atrairia assim grossos cabedais, dos estrangeiros visitantes, força senhor presidente esta é uma rica ideia. Olhe até pode fazer uma sala sobre a Inquisição, ah e o Bin Ladden, ficaria bem uma salinha, reproduzindo um qualquer ambiente esconso e cavernoso lá dos Afegões, força estou consigo! São homens de visão como este edil de Santa Comba, que fazem o mundo avançar e vós, pobres mentes obtusas vejam neste homem de visão vejam nesta população, o símbolo vivo de uma nova era, de um novo modelo de desenvolvimento sustentável, o modelo “Regresso ao Passado”. O Barão soube entretanto que M.J. Fox recusou o papel de Ti Oliveira num futuro filme de Manuel Oliveira, sobre o tema com o título provisório, “A Cadeira do Poder” porque afirmou e citamos – O senhor era uma meia leca!
Assim vai o Portugal, este paraíso terrenal, sem semelha de igual em quantos universos existam.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia