Brilhantes, mentes brilhantes, luminosas luminárias do sensaborão panorama luso, os nossos alunos de 15 anos ficam abaixo da média europeia, nos seus brilhantes estudos. É triste que assim seja, é triste que afinal o afã dos governos pela educação, vá assim pelo cano, alto lá que isso das estatísticas da OCDE mais da UE são um bocadinho falaciosas, dirão alguns arautos do eterno sentimento “Calimero”, que assola as hostes da Lusitânia, oh sim, que injustiça, sempre nós, sempre nós.
Pois bem verdade, vejam por exemplo o que os últimos governos têm feito, baixar cada vez mais a fasquia, facilitar cada vez mais, qualquer dia a licenciatura é atribuída automaticamente, o mestrado a quem souber somar um mais um, o doutoramento a quem possuir cheques com o DR a anteceder o nome que a mãezinha lhe quis dar.
Nesta verdadeira aridez intelectual, em que estia e soçobra alegremente esta terra, basta ver as leituras da maralha, basta ver os pasquins impressos com aura de grandes jornais, basta ver a qualidade dos nossos políticos, basta ver a nossa qualidade enquanto cidadãos, dizia eu, que, neste panorama de esterilidade de pensamento, a cultura o saber cada vez mais se fecha sobre si próprio, as massas quadrúpedes da carneirada capada, lá andam de bandeirinha na mão a enfileirar com as elites do poleiro que os calcam e amesquinham, mas as pobres alimárias nem disso dão conta.
Em arroubos de diarreia mental, lá se inventam uns projectos e umas cretinices bacocas, umas barbaridades cujo mero fito é que a coisa pareça bem nas estatísticas, os alunos não chumbam nem sequer se deitarem fogo à escola, dá-se dinheiro do bolso de gente honesta e trabalhadora, para a escumalha nómada e outros que tais mandarem os seus fedelhos ronhosos à escola para que estes apurem as qualidades de latrocínio e bandalheira em que são campeões, inventa-se um programeco cheio de oportunidades, que esclareço já que aceito mas não na actual forma apalhaçada, que só serve para a estatística, fazem exames de 12º ano que um aluno de 6 anos do Gana faria sem dificuldade e aplaude-se muito a medida, porreiro pá!
Pois o tramado é quando nos põe ao nível dos outros, aí a coisa descamba e vem ao de cima a miséria da Educação em Portugal, vem acima a imbecilidade pura e dura que grassa neste país, um país que deveria apostar seriamente na educação mas que prefere aumentar os partidos e os deputados, é triste, demasiado triste.
Resultado, nem a cega obstinação pelas estatísticas os salva, nem as cimeiras imbecis que só dão despesa e transtornos, nada resulta porque este estado se demite de Educar, porque este estado prefere engordar aos abutres do poder, assistindo de camarote ao estertor de um povaréu, que assim como assim só tem aquilo que merece.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia