Hoje é dia mundial do cidadão portador de deficiência. Como noutras áreas a política portuguesa para a deficiência, manifesta-se por não se manifestar, ou seja a política dos governos portugueses anteriores e actual para os deficientes é, UMA GRANDESSÍSSIMA MERDA!
É todo um rol de incapazes, inúteis, ineptos e imbecis que se tem ocupado desta área, a legislação é uma vergonha, a aplicação da mesma é outra vergonha, ser deficiente neste país DE MERDA, é desesperar por uma míngua de nada e sorrir agradecido sempre que algum rafeiro da matilha superior nos deixa um osso já apodrecido e descarnado.
Como gostava de poder dizer que este país, é um exemplo a seguir, no que toca aos deficientes, tais como a outros estes desgovernantes DE MERDA, maltratam a deficiência, os albergues de inúteis que são aos vários corredores do poder, passeiam as suas feiras de vaidades e mesquinhas torpezas sem água vai, sem sombra de pudor ou lembrança de quem muitas vezes quer muito e não consegue, porque os entupidos minúsculos cerebelos dessas cavalgaduras do poleiro, pouco mais alcançam que o cagar e mijar trivial.
Ser deficiente nesta terra é ter de se confrontar todos os dias com um país traiçoeiro, atroz e atrasado, que nos trata como gente de terceira, muito abaixo da escumalha perniciosa que por aí anda, ser deficiente neste país é conviver com a exclusão, com a miséria, com a mágoa e com a falta de tudo, falta de meios, falta de legislação correcta, falta de apoios, falta de civismo, falta de amor e de compreensão, só não parece existir é falta de pena, porque todos têm sempre muita peninha do ceguinho, coitadinho do maneta ou do coxo, do entrevado ou do maluco, cambada de hipócritas metam a vossa pena no OLHO DO CÚ.
Num país onde os orçamentos são fatiados consoante os interesses dos amigalhaços que tem de encher o bolso, aos deficientes toca sempre o osso, somos consequentemente arremessados para os projectos e estudos e projectos de inclusão e de mais não sei o quê, que mais não são que sorvedouros de dinheiro, pasquinices ridículas que servem para encher o bolso às “doutoras” e aos “doutores” da mula ruça, para aparecer na televisão naqueles programas lamechas até à náusea, onde apresentadores farçolas e néscios apontam para os grandes e sorridentes exemplos do paraplégico que é engenheiro ou do cego que é economista, pois atrás desses casos de sucesso está normalmente uma família com muito, muito, muito dinheiro, por detrás desses felizmente casos de sucesso, escondem-se milhares de casos de miséria e degradação, de desespero e tristeza.
Existem felizmente, projectos muito bons, projectos que com as suas exíguas capacidades vão ajudando a tornar a vida dos deficientes portugueses algo melhor, não esta realidade de miserabilismo, mas são infelizmente poucos esses projectos, demasiado poucos para os milhares de portugueses que são vítimas de uma qualquer deficiência, desde uma porcariazeca como seja a amputação de uma mão, a coisas mais graves como cegeiras, tetraplagias ou doenças mentais e ou raras.
É preciso ser muito, muito bom para viver neste país DE MERDA, mas é preciso ser ainda melhor para ser deficiente e viver neste pardieiro.
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia