segunda-feira, janeiro 22, 2007

Tic…Tac… São Horas Senhor Doutor!

Eles não querem picar o ponto! Porquê? São especiais! Sem dúvida, são especiais, mas na sua grande maioria, portam-se como os outros, sem respeito pelas pessoas, com arrogância e displicência, ao tal juramento que fazem, perdoem-me os bons profissionais, deveriam mudar o nome para Juramento de Hipócrita, porque é assim que se portam estes nossos senhores doutores.

São por demais os exemplos de desmando nesta classe profissional, arrogantes, cheios de si mesmos, embevecidos qual Narciso pela sua própria imagem, como muito bem sabe quem vive no interior, os senhores doutores não querem ir para lá, um centro de saúde no interior, que serve 60 mil pessoas tem uma dotação para 13 médicos e só lá estão 9, porquê?

Porque os senhores Doutores, continuam a tratar de todos nós como se fôramos uns asnos, quando nos salvam, coisa que alias são pagos e muito bem pagos para fazer, atingimos os píncaros, exigem-se todas as alcavalas e honrarias, mas quando a coisa dá para o torto e o paciente ata as cardas, então é o sacudir o capote para que caia a água, porque a culpa nesta terra morre sempre sem casório.

Não me insurjo contra os médicos, insurjo-me contra privilégios de classe, contra a incompetência, contra a podridão que chegou a esta classe de mercenários encapotados, mais uma vez que me desculpem os bons profissionais que ainda os há, insurjo-me contra uma Ordem, que tal qual uma Máfia, manda e desmanda, chantageia e esburga, a pobre da plebe, há uns tempos li num blogue de um senhor que é médico, que ninguém dá valor às agruras por que passam esses profissionais, porque o paciente cheira mal dos pés ou porque não toma banho.

Então senhor doutor, o senhor tão inteligente não sabia que era assim, já se questionou se a pessoa em causa tem água em casa, ou se tem dinheiro para a pagar, terá o senhor aproveitado, visto ser intelectualmente superior, para aconselhar a pessoa sobre as vantagens da banhoca e do uso do sabonete, ou limita-se o senhor a defecar larachas, a torcer o nariz e a ser mal-educado. Problemas laborais todos têm, falta de meios e recursos, ter de inventar, caramba todos passamos pelo mesmo, os médicos não deviam passar por isso, é verdade, mas este é o país que temos, se a juntar a isso as atitudes dos senhores doutores são as que são, a coisa só pode descambar.

Os senhores como agentes da nossa saúde deveriam ter uma atitude mais interventora, mas infelizmente não o fazem, infelizmente na maioria dos casos são mais um exemplo triste desta sociedade de mentecaptos e galfarros, o caso que vou relatar passou-se comigo e é um triste exemplo; há uns tempos fui a um centro de saúde, tinha passado mal a noite, febre, dores de cabeça e má disposição, tanto que nem consegui ir apanhar o comboio para Lisboa onde morava na altura, telefonei à minha mulher e contei-lhe como estava, disse-lhe que ficava em casa da minha mãe, suspeitei de virose, mas não sendo médico quis ir confirmar, lá fui.

Após 4 horas de espera fui atendido, confirmada a suspeita e passada a receita, perguntei ao senhor doutor se me passava um dia ou dois para me recompor. O homem olhou para mim, torceu o nariz e declarou que isso dos dias é complicado, porque torna e porque deixa.

- Então o que é que você faz?

- Sou engenheiro informático, declarei. O efeito da palavra “engenheiro”, foi surpreendente, o homem passou do tom distante ao tom de igual para igual, afinal eu era um “engenheiro”.

– Bem senhor engenheiro, vou passar-lhe aqui uns dias! Afinal tudo se resolvia, o peso do engenheiro dera frutos, um homem risonho, despontava onde antes estivera uma criatura distante e bisonha. O atestado marcava 6 dias, que porreiro. Fiquei em casa um dia para recuperar e voltei ao trabalho, ainda não tive coragem de dizer ao senhor que não sou engenheiro.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Pequeno Tratado da Cavalgadura Lusitana

A Cavalgadura, “Iumentum Lusitanum” é um animal que bem longe de estar extinto, conhece em terras Lusas um franco progresso demográfico, existem vários tipos, cores e feitios de Cavalgadura, sendo que existem também vários graus de Cavalgadurice, um facto porém é insofismável, a Cavalgadura em Portugal, prospera.
A Cavalgadura, conduz a sua carripana, a toda a velocidade, ultrapassa pela esquerda ou pela direita, nem as procelas ou as névoas a fazem abrandar a marcha, a Cavalgadura não se detém por nada, insulta quem anda mais devagar, buzina, acende as luzes, solta impropérios e acelera, de quando em vez a Cavalgadura, marra de encontro a uma árvore e morre, outras vezes, infelizmente, ceifa a vida de inocentes na sua louca corrida.
A Cavalgadura estaciona em cima dos passeios, à frente de garagens ou portas das casas, estaciona em lugares para deficientes e em todo e qualquer sítio, a Cavalgadura tem uma máxima, pela qual rege toda a sua vida, “Primeiro Eu, depois Eu outra vez.” A esta máxima junta o bom senso de um gnu da savana, o gnu como todos sabem é dos animais mais inteligentes do universo.
A Cavalgadura, abre a janela da carripana para deitar lixo para a estrada, cuspir escarros verdes e soltar ranhocas, quando apeada a Cavalgadura exibe o mesmo comportamento porcino, quando dá o aperto na bexiga, a Cavalgadura micta onde calha, mesmo quando existe um urinol próximo, ombreiras das casas, entradas de prédios, caixas de electricidade, caixas Multibanco, árvores, atrás dos contentores do lixo e dos ecopontos, enfim qualquer sítio serve, para alívio da Cavalgadura.
A Cavalgadura, fala aos berros, entra num comboio, num autocarro ou numa repartição pública e toda a gente sabe que ela entrou tal é o berreiro que faz, e se por infeliz acaso recebe uma chamada no telemóvel, aí sim a Cavalgadura faz ouvir alto e bom som a sua edificante voz de Cavalgadura, incomodando toda a gente. A Cavalgadura não sabe ler, finge que sabe, pois nunca lê as informações que estão nos locais de acesso público, depois com o ar mais inocente do mundo diz – Ah desculpe não sabia!
A Cavalgadura, chega sempre atrasada, ao teatro, ao cinema, à escola, bem a todo o lado, assim tem mais hipótese de chatear quem chega a horas, além disso deixa o telefone ligado para que lhe possam ligar, e o agradável som polifónico, pois claro, de uma qualquer músiqueta irritante e estapafúrdia, invada os tímpanos de quem só quer estar em silêncio. A Cavalgadura fala sempre aos berros a qualquer hora do dia ou da noite, o sossego e paz de espírito alheios nada dizem à Cavalgadura, a música lá em casa é sempre em altos brados e os berbequins podem ser ligados à uma ou duas da manhã, sem problema, quem não quiser ouvir tape as orelhas.
A Cavalgadura, tem-se por ser esperta, para ela as bichas para o que quer que seja servem para exercitar a sua esperteza, tentando papar uns lugares, ser atendido primeiro, alias a Cavalgadura é a única que tem pressa, que trabalha e que tem obrigações a cumprir.
A Cavalgadura adora animais, em especial cães, e é ver o desvelo com que a Cavalgadura trata o rafeiro, passeando alegremente pelos jardins, passeios e ruas de Portugal, conspurcando com grossas poias todos esses locais, enchendo de mijadelas as jantes dos carros dos vizinhos e as entradas das casas, é uma alegria.
A Cavalgadura é de todas as cores, sendo porém de notar que, existem Cavalgaduras que por serem de uma ou de outra suposta etnia ou classe profissional, fazem da arte de ser Cavalgadura uma arte superior, são uma espécie de versão de luxo da Cavalgadurice, selvagens, incivilizados, ladrões, sanguessugas, boçais e estúpidos, mas como são Cavalgaduras minoritárias, são o supra sumo da Cavalgadura, vivem acima da Lei da Nação, regem-se por leis próprias, são uma espécie de pequenos estados dentro do estado.
Em resumo a Cavalgadura vai de vento em popa, sosseguem todas as vozes da brigada do reumático de Belém, que se cale Baco e Zeus do trovão ardente, e vós oh musas dos antigos, preclaras anunciadoras das artes e virtudes, lavrem novas loas às Tágides do Tejo, coitadas com as carradas de merdum que o rio tem devem estar lindas, porque no horizonte desponta a Cavalgadura Lusitana, que dará brados ao mundo, tão latos que nem o fero Boreas a fará fracassar.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, janeiro 14, 2007

Oh Que Surpresa!

Volto ao caso do naufrágio na Nazaré. O Sr. Ministro veio à televisão declarar que, aquilo que qualquer criatura com 2 palmos de testa, já sabia, ou seja os célebres relatórios que encheram páginas de jornais, dizem aquilo que toda a gente sabe, que a Força Aérea e a Armada fizeram aquilo que puderam com a porcaria dos meios que têm.
A montanha pariu um rato, ao jeito dos politiqueiros andrajosos dos últimos tempos o senhor Ministro da Defesa, veio à televisão gastar o dinheiro dos contribuintes para dizer uma série de baboseiras e lugares comuns que não ajudam em nada a melhorar a actual situação miserável.
Diz o senhor Ministro que se vão rever os métodos, para quê, pergunto eu. O problema está na falta de meios, na falta de planeamento, na falta de organização, mas essencialmente nos meios de salvamento que não existem, mais uma vez se anda a discutir o sexo dos anjos, sem que se vislumbre a menor vontade de resolver o problema.
O Sr. Ministro veio à televisão dizer umas larachas, com aquele ar sério de professor de universidade, à espera que os imbecis engulam as patranhas sem mais aquela, pois desengane-se senhor ministro, o ar triunfante com que anunciou que 3 lanchas irão entrar ao serviço, é por si só um exemplo mais que suficiente da realidade patética em que vivemos, bem como dos patetas que julgam governar, alguém diga ao senhor ministro que com 943 quilómetros de costa em Portugal continental, com 667 nos Açores e com 250 na Madeira, essas 3 lanchas são literalmente uma gota de água no oceano, nem sequer são um bom começo.
Senhor Ministro Teixeira, não venha à televisão gastar, dinheiro dos contribuintes para dizer, patetices e lugares comuns, não venha mentir, venha dizer que de uma vez por todas se resolvem os problemas inerentes a este problema, que se transforma a Polícia Marítima em Guarda Costeira, que as equipas de socorro passam a estar 24 horas ao serviço, que os sistemas de radar e recepção de socorro são instalados e ficam a funcionar, que cada capitania disporá de equipas de socorro com material terrestre, naval e aéreo em permanência, sendo que os meios aéreos não devem estar a mais de 10 minutos da costa.
Que os Nadadores Salvadores passam a ser verdadeiros representantes da Autoridade, que passam a ser uma profissão, com elevado grau de exigência, que passam a estar enquadrados na dependência da Guarda Costeira, com legislação e quadro de pessoa próprio.
Senhor Ministro, faça alguma coisa, se precisar de ajuda, eu vou para seu assessor, de borla, sim porque ineptos chupistas que não percebem patavina disso parece que o senhor já tem de sobra.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Conto de Fim de Ano Passado

Era Sábado, o ano acabaria dali a 24 horas, faltava-me pão, diacho, havia que reagir! - Olha vamos os três, aproveitamos e bebemos um café e sempre se passeia um pouco! - Propôs a minha mulher. Olhei para o relógio, 19.30h. Ok. Anui, peguei no piqueno, enfiei-lhe o casacão e o barrete e ala que se faz tarde, rua afora, palmilhamos os cerca de 50 ou 60 metros que distam da minha barraca até uma padaria pastelaria cá da terra.
Estava frio como o raio, as pedras húmidas com a névoa, pouca gente na rua, o cheiro das madeiras a crepitar nas lareiras enchia o ar, apesar do ar festivo das decorações natalícias, adivinhava-se já o fecho da quadra, o espírito natalício estava já arrumado na gaveta, aguardando até ser retirado no próximo Natal.
Entrei na pastelaria, duas funcionárias vegetavam, uma idosa debicava um queque e bebericava um daqueles chás intragáveis que servem nestes sítios, a Elsa pediu o pão e os cafés a empregada gracejou com o meu fedelho que é um grande sem vergonha, porque se mete com todas a gente. Entrou um camarada com ar meio esgazeado, um trolha, como denunciavam as botas atascadas em cimento, o ar esgazeado devia-se seguramente às “bejecas” sorvidas à socapa durante o trabalho, depois admiram-se de cair dos andaimes.
O carro do trolha estava estacionado em cima do passeio, claro, lá dentro quatro pessoas incluindo duas crianças, qual cinto qual cadeirinhas qual nada, o exemplo acabado do “tuga”, boçal, imbecil e incivilizado, entretanto pagamos a despesa, entra uma senhora, muito atarefada pelo ar afogueado, devia ir apanhar o comboio.
O passeio junto à dita padaria tem cerca de um metro e meio, o que aqui para o burgo é excelente, a dita senhora tinha estacionado a carripana junto a porta de entrada do estabelecimento, deixando à vontade 40 ou 50 centímetros para nós os imbecis dos peões andarmos, eu segui com o puto ao colo, de repente dei por ter dado uma cachaporrada no espelho, mas o tloc…tloc, habitual não me fez virar para trás, os espelhos batem e voltam ao sítio, por isso segui.
-Olhe desculpe, o senhor partiu o espelho do meu carro!
- Disse a encomenda, virei-me para trás e vi o espelho dependurado pelos fios, retorqui que pedia desculpa mas não tinha visto e segui.
– Olhe mas aquela senhora viu! Voltou a criatura à carga, nessa altura perdi a cabeça, atirei o miúdo para o colo da mãe dei meia volta e perguntei à criatura. Oiça lá e que quer que eu faça, acha que é minha obrigação andar a desviar-me dos carros que as bestas estacionam em cima dos passeios, ainda por cima com o meu filho ao colo?
- O senhor tem razão mas o espelho está partido, não me dá o seu nome e o seu telefone?
- Olhei para a tipa, se fosse um homem tinha-lhe partido o focinho, assim ri para a alimária virei-lhe as costas disse-lhe Não, não lhe dou coisa nenhuma e se tem algum problema chame a polícia!
A beldroega retorqui que não precisava de chamar a polícia e lá ficou. O meu estômago ardia, como gostava de ser um gajo rico, porque se o fosse, ao carro daquela avantesma, tinha-o deixado em cacos, haveria de ir para casa a pé, com um cheque para comprar outro carro mas aquele ficaria ali feito em trampa para a besta aprender a não estacionar em cima do passeio.
Resta dizer que do outro lado da rua existiam lugares de sobra para estacionar. Porque será que as pessoas são tão estúpidas?


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Os Velhos Soldados!

Completam-se este mês 40 anos do regresso do meu pai a casa, em Janeiro de 1967 passava à disponibilidade depois de 27 meses 4 dias e 3 horas de Angola, sítio para onde foi atirado de junto com outros milhares, sem saber bem o que lá andava a fazer, mas é como ele diz, “…os homens mandavam e nós íamos…”.
Vem este comentário a propósito de se lembrarem, todos aqueles que deram a sua juventude, sangue e lágrimas em prol da Pátria, os antigos combatentes, os veteranos, os velhos lobos das guerras, de todas as nossas guerras, a quem devemos respeito e carinho, mas que como sociedade nunca soubemos apoiar.
Noutras paragens, os veteranos, são acarinhados louvados e apoiados, por cá como de costume, nada, uma fria sensação de esquecimento, uma vergonha não sei de quê, como sociedade rejeitamos durante muito tempo os combatentes, os seus estropiados e mortos, colocados numa prateleira fechada e remetidos para o passado, o seu passado, cheio de fantasmas, de noites sem dormir de mil lágrimas e imagens de terror.
Neste país de trampa, anda tudo ao contrário, os heróis são esquecidos e vilipendiados, as ratazanas, chupistas condecoradas e engordadas. Pouco ou nada se tem feito para apoiar estes homens, o stress de guerra, as feridas que não saram, as maleitas físicas, quase tudo fica por apoiar, ainda que num arroubo de demagogia barata um pedante Ministreco da Defesa tenha enchido a boca dos jornais e televisões com uma mirabolante compensação da reforma, para os antigos combatentes, uma falácia como muito bem sabem os homens que deixaram a sua juventude, nas bolanhas, chanas e picadas da terra vermelha de África.
Noutras terras até existem vejam lá o disparate, casas de acolhimento específicas para velhos combatentes, onde são tratados com todo o carinho e atenção, existem departamentos de ministérios, próprios para solucionar os problemas de quem lutou em nome do país, por cá é o absurdo do esquecimento, a tristeza do abandono, a vergonha de assumir a responsabilidade.
Vão calando as vozes porque essa geração está a desaparecer, como aconteceu aos veteranos da Primeira Grande Guerra, é cada um por si, nem mesmos as associações como a Liga dos Combatentes ou a Associação dos Deficientes das Forças Armadas, parece conseguir que os governos acertem agulhas e de uma vez por todas rectifiquem a sua conduta e façam justiça a estes homens.
Na cabeça de muita gente ainda andam muitos macaquinhos, pede-se tudo para toda a gente, todo o gato sapato traposo que aqui cai vindo de qualquer pardieiro, vem logo reclamar, casa, escola, subsídio e demais mordomias sem nada dar em troca, ao invés a estes homens que deram o melhor do que tinham, nada lhes é dado a não ser desprezo, mentiras e promessas vãs.
Deixo aqui a homenagem sentida a estes homens que deram muito e receberam quase nada, homenageio os homens, não as politicas e as guerras ou as doutrinas, nada disso me interessa, é aos homens que devemos respeito e dedicação, pela entrega e pelo sacrifício, porque lutaram em nome de uma Pátria que lhe virou as costas, é para todos esses soldados anónimos que vai o meu obrigado.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Pura Incompetência!

“Luz do Sameiro” era uma embarcação de pesca costeira que naufragou à vista de terra na zona de rebentação na praia da Légua junta à Nazaré, daí resultou a morte de 6 homens que foram abandonados à sua sorte, apesar de existir uma coisa pomposa que se chama Centro Distrital de Operações de Socorro, que parece ter a mesma função que a Comissão de Protecção de Menores, ou seja serve para muito pouco e o pouco que faz não serve a ninguém.
Cobrindo o Sol com a peneira o Ministro Severiano Teixeira anunciou um inquérito à actuação da Marinha e da Força Aérea, a quem erradamente os sucessivos governos ineptos imputam as missões SAR*, digo erradamente porque não é de todo missão das Forças Armadas faze-lo, não quero com isto dizer que não o possam e devam fazer. No entanto não no formato actual.
Estes homens morreram a 50 metros do areal por culpa destes governos de incapazes que nos têm governado nos últimos 30 anos. E porquê? Simples, reparem que não vou inventar nada, basta ver o funcionamento deste tipo de instituições, noutros países. Cada capitania deveria ter em permanência uma equipa de busca e salvamento, com equipamento moderno e capaz, não com as relíquias museológicas que equipam as parcas equipas de busca e salvamento actuais, todos os portos deveriam estar também servidos de meios aéreos em permanência.
Tudo isto seria possível se existisse uma Polícia Marítima em condições, num qualquer país civilizado o que é que acontece? Existe uma Autoridade Marítima cuja orgânica de funcionamento se divide em três missões prioritárias, Fiscalização, Vigilância Balnear e Busca e Salvamento. Por cá é a rebaldaria, as capitanias são atribuição da Armada, pelo meio existe uma coisa tímida que é a Polícia Marítima, que anda sem meios, há uns anos nem casacos de Inverno tinham, depois o Instituto de Socorros a Náufragos e por último a Armada e Força Aérea com os parcos meios que possuem, junte-se o Ministério da Defesa, da Administração Interna, mais o gato e o cão e daqui resulta a actual barafunda, resultam também vidas desperdiçadas que poderiam ser salvas, culpa de quem, dos do costume que se fecham nos gabinetes a ganhar bolas de sebo no traseiro ao invés de fazer aquilo para que regiamente são pagos.
O senhor ministro Teixeira demonstrou ser também um distraído, com esta palhaçada de investigação, vai investigar o quê? Vai chegar a que conclusão? Vai investigar algo que já deveria saber, se não sabe é porque não presta para a pasta que ocupa, o que acredito ser verdade, concluindo que a Marinha faz o que pode e a Força Aérea também, brilhante, sem dúvida.
Em resumo aqueles homens só morreram porque os nossos governantes são uns incapazes, ineptos e incompetentes, que não percebem ponta de chavelho do que andam a fazer, desbaratam recursos em porcarias cretinas, não investindo onde deviam, para segurança de quem vota neles. Uma ressalva porém não são só os governantes, é toda aquela súcia politiqueira, que inclui também as oposições, que não têm a mínima pista do que é um país como este, esgotando o seu tempo em questiúnculas ridículas e minudências imbecis, ficando por resolver as necessidades do país real.
*Search & Rescue – Busca e Salvamento”
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, janeiro 02, 2007

Os Velhos Contos de um Ano Novo

Eis que desponta o novo ano, o 2007 da graça do Senhor, um ano que gostaria que muitas coisas mudassem para sempre, idealista, que a paz e concórdia existissem de verdade, utópico, senão não valerá a pena embandeirar em arco sempre que se passa mais um ano, para que tudo fique igual.
Neste novo ano gostava, que alguém finalmente, fizesse algo em prol das crianças em risco, que alguém finalmente tivesse a coragem de dizer que a Comissão de Protecção de Menores é uma anedota, que nada faz, se calhar por falta de meios. Ficaria encantado se alguém, pensasse em colocar a questão da segurança destas crianças acima de qualquer interesse, seria realmente algo a comemorar.
Gostava de finalmente assistir a julgamento em que um médico fosse efectivamente condenado por negligência médica, gostava de ver a grosseira farsa que se vive neste país, onde as classes vivem acima das leis, gostava de ver essa farsa terminar, gostava de ver os farsantes enjaulados, gostava de ver o senhor doutor perder a arrogância e a licença, assim à laia daquilo que se faz noutras paragens onde as coisas são sérias.
Gostava de ver um ministro, verdadeiramente sapiente e dominando as matérias do seu ministério, que ao invés de perder tempo e gastar dinheiro em estúrdias comissões de investigação para apurar se ouve falhas por parte de deste ou daquele, fizesse algo para finalmente criar uma polícia marítima em condições com meios adequados e que não demore 5 horas a não salvar uns pobres desgraçados que morreram só por viverem num país de trampa como este.
Gostaria de ver um Natal e um fim de ano onde não se morresse de forma estúpida, nas estradas desta terra, gostaria de estar num país onde a estupidez o desrespeito e a boçalidade não sejam a marca dos seus habitantes, onde se morre mais a conduzir do que em sítios onde existe guerra.
Gostaria de ver um corrupto condenado, um qualquer desses milhares de borra-botas, patos bravos que por aí circulam, com os bolsos cheios do dinheiro sujo das negociatas e falcatruas, da construção do futebol das câmaras e de todos esses antros de intrujões que este país acoita sob a capa de pessoas de bem, gostaria de ver pelo menos um condenado.
Gostaria de chegar ao fim do ano e não ter nada para dizer, não ter assunto, não ter absoluta e rigorosamente nada para dizer, deste país, sei que é utópico, sei que é sonho, mas caramba, não é o sonho que comanda a vida! Que sempre que o homem pensa a obra nasce, então, com mil raios, que estais à espera?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, dezembro 29, 2006

FELIZ ANO DE 2007 PARA TODOS


Para todas as amigas e amigos da blogosfera e famílias o Barão deseja um excelente e Feliz ano de 2007, cheio de esperança e força para enfrentar a maré. Volto para o ano.
Um grande abraço deste mui vosso amigo
Francisco Pereira

terça-feira, dezembro 26, 2006

Num Jardim do Subúrbio

Ainda com a última fatia de bolo-rei a dançar no gorgomilo desci, a fria escadaria daquele prédio até à rua, recostei-me na ombreira da entrada e fiquei ali a fumar um cigarro enquanto via a fauna que aquela hora enxameava o pequeno jardim que é o centro da terreola.
Encostados a uma das entradas do jardim, dois marmanjos mal encarados, vestidos com fatos de treino de corres berrantes, confabulavam entre si, de tempos a tempos aproximava-se um jovem transeunte, trocavam-se umas palavras e uns apertos de mão, eles ficavam e o outro seguia, depois outro e outro ainda. São ambos oriundos de Leste, trabalham nas obras e traficam haxixe.
Não muito longe dali, quatro cidadãos de origem africana deleitavam-se a beber cervejas de litro, atirando de seguida as vazias para detrás das sebes do jardim, num esplendoroso exemplo da alegria africana, evidente que os tipos nunca estiveram em África, não possuem a dignidade e a bonomia dos verdadeiros africanos, são isso sim, uns bandalhos nascidos cá, que se divertem a ser imbecis.
Um pouco mais ao centro sentados num banco sob a radiosa copa de um enorme e bonito abeto das florestas do norte, que cresceu aqui, longe da família, três rapazelhos, dignos exemplos da sua geração, os representantes do futuro, enrolam charros uns atrás dos outros tipo linha de montagem.
Um pouco mais longe duas crianças, brincam no exíguo parque, vigiadas pelas mães, que se entretém a ler revistas cor-de-rosa, de tão preocupadas estão com a cor das cuecas da marquesa, ou em saberem que a filha do milionário sicacrano, comeu um trolha, que nem reparam que os dois fedelhos se engalfinham e tentam arrancar os olhos um ao outro.
Protegidos por uma área coberta e recebendo o sol de frente, uma vintena de idosos, agita-se em alegre algazarra, entre um jogo de cartas, um escarro para o chão, uma fugaz olhadela para a pernas da piquena que está sentada com o namorado num banco do outro lado.
Pelo meio da jardim passa um rapazola, barrete estúpido à americana, calcinha de camuflado, um bardamerda que nem à tropa foi, cão pitbull sem açaimo nem trela, orelhas com argolas de ouro, ali vai ele, o tipo acha-se o máximo, e tem razão. É o expoente máximo da geração “E”de Escumalha, esta geração que irá, não sei como, trabalhar para pagar o desenvolvimento deste país.
Naqueles 30 ou 40 metros quadrados estava resumido todo o meu país, todas as suas aspirações, e projectos, as suas gerações hipotecadas neste marasmo, que porra de futuro, um arrepio percorreu-me as costas e não era do frio.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Feliz Natal Rapaziada!

Vou Natalar uns dias, Terça estou de volta, até lá desejo-vos a todos um excelente Natal.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Monstros e Mostrengos, Diabos e Diabretes, Tiranos e Tiranetes.

O Século XX foi fértil em monstros, que levaram multidões ao êxtase e ao extermínio, uns melhores outros piores outros nem por isso, existe porém uma barreira cronológica que permite classificar estas aberrações, essa barreira é a Segunda Guerra.
Até 1945, aparecem os grandes monstros, Estaline e Hitler. Os mostrengos, Franco e Mussolini e o tiranete Salazar, fizeram e ainda fazem a delícia dos historiadores e de quem gosta de história, para além da paranóia e das personalidades atormentadas, alguns destes homens eram verdadeiros doentes mentais, curioso que de todos só Salazar desponta como alguém intelectualmente capaz, sendo que os outros eram todos um pouco limitados.
A seguir à guerra, a libertação traz a Guerra-fria, surge a mais longa e distinta lista de tiranos e tiranetes regionais, verdadeiros mostrengos homicidas, capazes das mais torpes vilezas. Os europeus assistiram ao aparecer, sob o patrocínio do antigo papão vermelho, tiranetes vários do quilate de um Ion Ceausescu na Roménia, de um Enver Hoxa na Albânia ou de Erich Honecker, na antiga RDA, rapaziada que levou os países que tiveram a infelicidade de os aturar, à beira da ruína. Á Polónia tocou em sorte, Wojciech Jaruselzski, todos se recordarão ainda de Lech Walesa e dos Estaleiros de Gdansk, bem como do Solidariedade, menos conhecidos serão Dimitrios Ioannides da Grécia ou o Arcebispo Macários do Chipre. Em comum o facto de todos terem cometido todo o tipo de atropelos à dignidade do Homem.
África viu também nascer no seu seio dos mais cruentos e sanguinários monstros da segunda metade do Século XX, recordemos Idi Amim e Milton Obote do Uganda, Jean-Bédel Bokassa da antiga Republica Centro Africana, Haile Mariam Menghistu da Etiópia, Hissène Habré do Chade, Ibrahim Babangida da Nigéria, Felix Houphouet-Boigny da Costa do Marfim e o talvez mais famoso Muhamar Kadaffi da Líbia, entre uma longa lista de homicidas cleptomaníacos e desvairados.
Relembre-se os monstros asiáticos, Mao Tsé Tung da China, um assassino lunático, Pol Pot do Cambodja, um monstro sedento de sangue, Thojib Suharto da Indonésia mais um cleptomaníaco, Nursultan Nazarbayev Khazakhstan o amigo do Borat, Ruhollah Khomeini do Irão, a tal criatura desprezível e macilenta que sob aquele ar de ancião frágil escondia toda a demência de uma besta sanguinária, Ferdinand Marcos, outro excelente exemplo da pirataria de Estado e porque não para terminar a secção asiática, Saddam Hussein por demais conhecido.
As Américas também não ficaram indemnes, de Pinochet no Chile a Somaza na Nicarágua, passando por Alfredo Strossner do Paraguai, Papa Doc e Baby Doc e os seus Tonton Macoute do Haiti, misturando feitiçarias e política. De Humberto Branco do Brasil, a Fulgêncio Batista e Fidel Castro de Cuba ou Jorge Videla da Argentina.
A esta longa lista de loucos assassinos que em maior ou menor grau cabem aqui ainda muitos mais que por exiguidade de espaço não serão referidos, existe porém um denominador comum todos eles foram criados alimentados, treinados, financiados, armados e posteriormente abandonados por uma das grandes potências da altura, os Estados Unidos ou a antiga União Soviética.
Neste capítulo os Estados Unidos levam a melhor sobre os seus antigos inimigos, actuais amigos assim, assim. A “Pax Americana” produziu os mais insignes monstros do Século XX, quem armou e alimentou e treinou, Saddam, Amin, Papa Doc, Batista, Videla, Pinochet, Somoza, Marcos, Boukassa, Suharto, Strossner, entre outros, quem foi? Adivinharam! Foram os Estados Unidos, a rapaziada de Langley, andou numa roda-viva nos últimos 50 anos, promovendo tiranos, branqueando as monstruosidades dos seus protegidos e vendendo-lhes armas. Isso ou minando os governos que por um outro motivo não interessavam, treinando e financiando guerrilhas, fornecendo apoio logístico e armamento, durante a nossa guerra colonial os Estados Unidos vendiam armamento secretamente a Portugal, à Unita, à UPA ao MPLA e à Renamo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Particularidades

Todas as localidades têm particularidades, que atestam o seu grau de civilidade e desenvolvimento, determinados traços culturais que marcam as suas gentes e que maculam mais tarde ou mais cedo, todos aqueles que não sendo indígenas, ficam por muito tempo expostos a estes comportamentos, a minha terra não foge à regra, possuidora que é de umas particularidades, particularmente particulares que transformam a vida nesta terra num nunca mais acabar de risota, o meu amigo Mário chama a isto a “mentalidade do agricultor”, o bom observador entrará em delírio com a singeleza das características locais.
Uma das características da maltinha cá do burgo é a inveja. A rapaziada desunha-se para que a dele seja maior do que a do vizinho, preocupa-se até ao tutano, como é que fulano ou sicrano conseguiu o tal carro ou a tal casa, as jantes especiais ou o telemóvel com o hino da selecção, as piquenas copiam umas das outras ou das revistecas cor de rosa os modelitos, arreadas nas lojecas da moda suburbana da Lusa cidade capital, um fim de semana de eleição é ir entupir um qualquer centro comercial de Lisboa, visitar todas as lojas de trapos, trazer uma blusa igual à da Micas, umas calças tão giras como as da Manuela ou uma echarpe igual à da Pipinha e comer hambúrgueres, é só rir.
Outra característica extraordinária é a seguinte, imaginem que contratam alguém para vos fazer uma qualquer tarefa, arranjar o telhado, o carro enfim qualquer coisa. O trabalho é pago e fica mal feito, vocês reclamam e surpreendentemente o que acontece é o tipo que contrataram, ficar de mal convosco, deixa de vos falar, simplesmente porque vocês, reclamaram, digam lá que não é divertido.
Outra que é típica cá da terra é a seguinte, imaginem que um qualquer mentecapto estaciona o carro em cima do passeio e em contra mão, a rua fica congestionada, vem o carro do lixo, sejam 2 ou 3 ou 4 da manhã e larga de buzinar, a malta acorda, irrita-se e diz ao prevaricador, que da próxima chama a polícia, o tal mentecapto ainda responde torto, toda família do dito energúmeno numa atitude de companheirismo familiar deixa de cumprimentar e de falar à pessoa que reclamou. Esta é uma situação corrente, criticar alguém abertamente aqui na terra dá direito a que quem comete cretinices deixe de falar com quem aponta a falta, se eu disser a alguém, cujo rafeiro pulgento, pespega de trampa o passeio, porque é que não apanha a trampa a resposta é imediata, - Oiça lá que é que você tem que ver com isso! – Exclama irritada a torpe criatura. Brilhante não é. Ou seja ao invés de reconhecerem o erro, pedirem desculpa e serem cordiais, as pessoas são mal-educadas e boçais, comportando-se como autênticos babuínos, numa orgia de estupidez colectiva. Um pagode é o que é.
Outra característica são as amorosas velhinhas, cuidado, é só o que vos aconselho, pois enquanto desfiam o rol das trezentas e setenta e oito maleitas que as afligem, mostrando um ar absolutamente infeliz, aproveitam a vossa distracção e sincera preocupação, com a ligeireza de um Flash Gordon ou de um Relâmpago, surripiam o vosso lugar na bicha do supermercado da farmácia ou de outro qualquer sitio sem que vocês dêem conta, quando finalmente percebem que foram levados no bico pela frágil, aparentemente, anciã, já é tarde. É de morrer a rir.
Outra característica que enerva é o estacionar em lugares para deficientes, cá na terra existe um Modelo, bem um Modelinho viso ser pequenino, onde existe um parque de estacionamento com alguns lugares, para deficientes, que curiosamente estão muitas vezes ocupados, por gente que a única deficiência que possui é intelectual, porque o seu modo pouco cívico e falta de respeito é preocupante, pois indicia um grave problema cerebral. Existe também a sui generis mania de colocar grades de madeira ou outro tipo de traquitanas a guardar lugares de estacionamento, de preferência frente à porta, local que no conceito de posse aqui da malta é dos próprios, como se a via não fosse de todos, que hilariante, não é.
Por último, uma característica que me irrita, aqui na terra não fazem absolutamente nenhuma ideia do que é guardar distâncias, do que é o respeito pela privacidade e pelo espaço dos outros, é vulgar estar numa bicha no supermercado e a criatura que está atrás, estar colada a vós, tão próxima que se lhe sente o hálito a alho, ou no Multibanco, enquanto digitam o código lá está algum emplastro coladinho, tão coladinho que visto de longe até podem pensar que vocês são gémeos siameses. Ou então num balcão de um café, que tem montanhas de espaço livre, vem pespegar-se ao vosso lado, passando à vossa frente sem sequer pedir licença, caramba é irritante.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Comendas e Encomendas

Nas minhas deambulações Blogueiras, li um post um destes dias, onde o seu autor discorria sobre as medalhas, as comendas e todo as essas traquitanas que a rapaziada adora. Ora sendo aqui este cantinho, um local atento e insuspeito o Barão lança a proposta para a criação de várias ordens, para a atribuição de comendas e medalhas, se for aceite, esta proposta, dará um colorido novo à cerimónia que Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica promove, agraciando assim personalidades em novas áreas de excelência, que até agora permaneceram num injusto e injustificado olvido.
O Barão propõe assim a criação das seguintes Ordens e respectivas condecorações:

Grande Ordem do Engraxador de Esquinas
Destina-se a premiar todo o cidadão que de forma abnegada passe os dias a limpar as esquinas dos prédios, moradias e demais edifícios, privados ou públicos, vivendo à conta dos vários subsídios atribuídos pelo Estado.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Medalha de Prata
Medalha de Ouro com Palma
Grande Colar

Grão Colar da Sabujice
Destina-se a atribuir a todo o cidadão que revele a capacidade extraordinária de dizer bem do Governo, dos Deputados e ou dos Partidos Políticos.
Grande Ordem da Barraca Étnica
A atribuir a cidadãos de minorias étnicas que se distingam na obtenção gratuita de várias habitações e subsídios, em diferentes concelhos do país, utilizando moradas, bilhetes de identidade e demais documentação falsos, conseguindo assim ludibriar um país inteiro.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Medalha com chave de t2
Colar com Palma e chave de t3
Comenda com chave de moradia com garagem

Grande Ordem do Xico Esperto
Destina-se a premiar todo o cidadão que, faz da estupidez e da boçalidade a sua arma contra a sociedade, pretende esta ordem premiar todos os que rodeiam, subestimam, obviam e não cumprem as leis, todos os que passam às frente nas bichas, que estacionam em locais para deficientes e em cima dos passeios.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Medalha
Colar com Palma
Comenda

Comenda da Cabala
A atribuir a todos os políticos vítimas de cabalas ao longo da sua vida e que a seguir escrevam livros.

Ordem de Cavalaria do Mérito Anti Desportivo
Destina-se a premiar todo o cidadão que, compra árbitros, falseia resultados desportivos, vigariza e ludibria o Estado, arranja todo o tipo de manigâncias, falcatruas e galfarrices, de preferência que envolvam futebol.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Cavaleiro
Mestre
Comendador

Grande Ordem da Saponária
Destina-se a premiar todo o cidadão que, demonstrando um elevado grau de respeito pelo ambiente, mostre estar ciente de quão importante é poupar água, evitando gastos supérfluos como sejam os banhos.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Sabonete com folha de carvalho
Sabão com Palma
Comenda do Gel de Banho

Ordem de Mérito Anatídeo
Destina-se a premiar todo o cidadão que, promova a sã convivência entre todo o tipo de anatídeos, patos, gansos, cisnes e marrecos bravos, construindo, fazendo trocas e baldrocas de terrenos, facturas falsas, negócios escuros envolvendo câmaras, clubes de futebol e construção civil.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Medalha do Cisne
Colar do Marreco com Palma
Grande Comenda do Pato Bravo

Estou seguro, que Sua Excelência o Senhor Presidente da República, dará ouvidos a estas excelentes propostas que contribuirão seguramente para o aumento da produtividade, para a auto estima e espírito empreendedor dos portugueses.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Um Pequeno Gesto

À minha frente caminhava uma menina, não teria mais de 8 ou 9 anos, aquela hora, ia para a escola de certeza, era uma manhã fria, meio lusco fusco, enevoado o firmamento e prestes a verter, caminhava decidida, degustando o famigerado Bolicoiso recheado daquele chocolate de sabor nojento e bebendo um Aisseti de pêssego, alguns passos atrás eu seguia distraído a olhar as cegonhas que incansáveis volejavam nos altos, e o que me fez reparar na miúda? Um gesto, um pequeno gesto! Parou, baixou-se e deixou a lata vazia em cima de um canteiro de relva, daqueles que ornamentam por vezes os passeios, e que estão cheios de bosta dos rafeiros da vizinhança, escarros e beatas de cigarro.
Três coisas assaltaram de imediato a minha triste e delirante cabeça, de pardal telhado avoado, em primeiro aquilo que a miúda ia a comer, certamente o pequeno-almoço. Um refrigerante cheio de açúcar, corantes conservantes e demais balhanas, que pode ser a coisa melhor do mundo mas nada próprio para uma criança daquela idade ingerir logo pela manhã, junte-se a isso o tal Bolicoiso, que mais não é, do que uma mistela infecta, afogada em açúcar, com pretensões a passar por pão recheado com chocolate. Temos pois uma brilhante associação, um cocktail explosivo propiciador de maleitas várias, da obesidade à diabetes, pobre criança.
O pensamento seguinte foi pensar, no tipo de gente que educa assim uma criança, não gostam seguramente dos filhos, pois se gostassem não deixariam que se alimentassem desta forma verdadeiramente suicida, depois não os sabem educar como vereis na terça coisa que me veio à cansada cabeça, gente desta deveria ser punida por Lei, ou fazer um curso para aprender a ser responsável e a cuidar de forma decente desse bem precioso que é um filho, fiquei irritado, apetecia-me gritar, perguntar à miúda quem eram os seus pais, ir lá bater à porta e chamar-lhes todos os nomes.
Por fim comecei a pensar, ali estava aquela criança, fartinha de ser bombardeada com mensagens para cuidar do ambiente, para não sujar o chão e demais projectos da tanga ambientalista, para ser amiga do ambiente e porque torna e porque deixa, mas nada disso surtira efeito, à primeira oportunidade a pequena comporta-se como uma digna bacorinha filha de suínos encartados.
Aquele pequeno gesto traduzia de forma simples a ruína absoluta de todos os projectos educacionais dos últimos 30 anos, sim porque os pais da criança não teriam mais de 40 anos, logo já tinham, eles também, sido bombardeados com muita informação sobre a necessidade da protecção do ambiente, da limpeza e da educação, do civismo e respeito pelos outros, parecia pois que como há 30 anos, esses mesmos projectos falhavam de novo.
Com os primeiros raios de do Sol que entretanto me ofuscaram, pensei, sem família sem educação, com os pais a demitirem-se de educar os filhos, nunca conseguiremos ser uma sociedade em equilíbrio, estamos condenados a ser uma sociedade a 2 velocidades, a da minoria, respeitadora e preocupada, participativa e empenhada e a velocidade da maioria lorpa, da carneirada boçal e cretina. Seguia a remoer estes pensamentos quando ouvi, – Sai da estrada oh palhaço!
- Pedi desculpa e saí do meio da estrada tão distraído que ia, aquele pequeno gesto deixara-me de rastos, que futuro caramba, que futuro, começava bem o meu dia!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Por Medo!

A actual sociedade portuguesa enferma de variados males, um desses males que eu pensava ter desaparecido, é o Medo. È um facto! Nós andamos com medo, com muito medo. Essa cagufa, advém de várias origens, mas redunda sempre no mesmo sentimento, e sintomas, dores de barriga, uma espécie de borboletar na boca do estômago, enfim Medo!
Temos medo do futuro já que o presente está de certa forma nesta impávida estagnação diletante, onde uma meia dúzia de parolos põe e dispõe a grande massa colectiva obedece sem escolha, nós andamos à laia de rebanho, balindo pelo monte até a faca do degolador nos surpreender.
Este Medo, que nos oprime, faz-nos recear pelo emprego, porque não há estabilidade nem vislumbre de tal coisa, ah e não julguem que a tal “Flexinãoseiquemais” vai piorar as coisas, nem por isso, quem trabalha no sector privado sabe que isso já por cá é aplicado há muito tempo.
Receamos falar demais, porque não podemos, falar, quem nos governa nos vários níveis de governação ou o simples superior hierárquico, usam a máxima, “ se não está por mim, está contra mim”, parece que já ninguém, sabe receber críticas e muito menos aceita-las, resulta daí que não se fala por medo, não se age por medo, essa medo tolda toda e qualquer tentativa de reacção, os professores têm medo, os policias têm medo, os militares têm medo, os trabalhadores têm medo, os cidadãos têm medo. E de quem têm eles medo? Dos ministérios, dos Governos, dos patrões, dos colegas, das câmaras, de todos aqueles que sabemos que nos podem de alguma forma prejudicar.
Vivemos prisioneiros do Medo, que nos obriga a colocar grades nas janelas, que nos impede de sair à noite, que nos obsta a entrada em certos locais, temos medo, medo de um determinado tipo de pessoas, porque sabemos que ficam impunes, porque cobardemente se acoitam sob leis que não são as mesmas que a todos nós, nos obrigam a cumprir, temos medo de andar na estrada, por causa dos assassinos sobre rodas que todos os dias fazem mais vitimas. Temos medo de voar por causa dos parvos do terrorismo, medo de respirar por causa do fumo do cigarro do tipo que caminha à nossa frente, vivemos apavorados, não dando sequer conta disso, o Medo é o culpado daquela angústia que não sabemos explicar, que nos faz suar em dias frios e ter a boca seca.
Temos medo do que possa acontecer aos nossos filhos, em locais como as escolas que deveriam ser sítios acima de tudo seguros e não são, vivemos em pânico, uma sociedade que vive assim vive em desequilíbrio, ninguém pode falar, por medo de represálias, ninguém pode discordar por medo de coacções e repreensões, muitos calam até o medo que sentem fugindo à realidade.
O facto meus amigos é que vivemos no Medo, numa sociedade medrosa, que tarda em tomar o pulso ao seu rumo, amedrontada, pelas minorias, pelos bairros, pelas etnias, pelos poderes ocultos e visíveis, pelas etnias e faltas de cidadania, vivemos cobardemente e não admira que possamos morrer de forma cobarde, afinal se vivemos assim tão cobardemente, merecemos morrer de forma cobarde.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 30, 2006

Regime de Excepção ou Talvez Não!

“…este Governo não pode pactuar com regimes de excepção no sistema fiscal…” esta frase, foi ontem proferida pelo senhor Ministro das Finanças, por ocasião, do debate sobre o Orçamento de Estado e a propósito da excelente, soberba e inteligente medida de malhar na malta deficiente e faze-los pagar impostos.
Ora se eu fosse um gajo mal-educado e imbecil, eu diria Sr. Ministro vá bardamerda! Acontece porém, que não sou, mal-educado, sou um honesto trabalhador, pagador de impostos, que por acaso é deficiente, não tenho nenhuma isenção, alias nunca tive nem quero, alias do Estado Português, quero distâncias largas e comprimentos grandes, mas fico preocupado com amigos, deficientes, com várias tipos de deficiência, aos olhos do Sr. Ministro, uns malandros privilegiados.
Fico preocupado quando se diz não haver dinheiro e se atiram com estes números”… as pensões entre 354,11 euros e 596,79 euros aumentam 3,1%, as pensões de entre 596,80 euros e 2387,16 euros sobem 2,6%. As pensões de entre 2387,17 euros e 4774,35 euros aumentam 2,4%...”*. Então os Senhores Ministros ajuízam como lógico que quem ganha quase 5000 Euros de reforma, necessite de um aumento de 2,4%, se fizerem as contas quem ganha 354 Euros fica com mais uns tostões para sobreviver mais um dia, comendo uma sandocha uma peça de fruta e água da torneira, quem ganha 4774 Euros arrecada mais uns trocos para papar um camarãozito e beber umas bejecas. Isto é a tal justiça que os senhores apregoam? Não isto é um regime de excepção com o qual os senhores já compactuam, e porquê, é simples basta ir ver ao Diário da Republica a lista dos aposentados logo se percebe.
Ora se eu fosse um gajo mal-educado e imbecil, eu diria Sr. Ministro vá bardamerda! Como não sou, pergunto antes, porque é que toda a parafernália de Leis que supostamente protegem os deficientes, não se aplica à realidade desta terra, porque felizmente o Sr. Ministro não é deficiente, porque senão saberia do que estava a falar. Ora o Sr. Ministro não faz a mínima ideia do que estava a falar, porque senão o Sr. Ministro teria feito uma alusão à vergonhosa situação fiscal da Banca, que só paga o que quer e mesmo o pouco que paga é chorado, lamentado e sacado a ferros. Falaria também daquela rapaziada que anda por aí, com casa à borla em bairros sociais, com belas carrinhas, com pistolas e caçadeiras de 12 tiros, com anéis de ouro a vender nas feiras e que não pagam um corno, ainda ganham todo o tipo de subsídios e estão isentos de tudo. Falaria também de Advogados, Clubes de Futebol, Futebolistas, Médicos, Arquitectos, Engenheiros e Empresários e Políticos que declaram ordenados mínimos, que pagam o mínimo dos mínimos e ganham colossais somas.
Ora se eu fosse um gajo mal-educado e imbecil, eu diria Sr. Ministro vá bardamerda! Mas como não sou mal-educado, prefiro educadamente sugerir ao Sr. Ministro, que extinga a bandalheira da Lei de Financiamento dos Partidos, que faça os seus amiguinhos, politiqueiros abdicar das reformas milionárias que auferem, quais sanguessugas que sugam até ao tutano a Caixa de Previdência, comece onde está a prevaricação, comece por quem realmente é injustamente privilegiado, não cometa os mesmos erros, dos outros que criticou, não carregue mais o burro, porque um dia pode acontecer que o animal se recuse a andare lhe dê uma bela parelha de coices. Recorde-se que o senhor é Socialista, ou supostamente é Socialista, o que quer que isso signifique, provavelmente sou eu que laboro num erro e não saiba o que é o Socialismo.
Ora se eu fosse um gajo mal-educado e imbecil, eu diria Sr. Ministro vá bardamerda! Diria mais, vá o senhor bardamerda mais a corja de incapazes do seu Governo! Isto diria eu se fosse mal-educado, mas como não sou, antes pelo contrário, sou respeitador das instituições, peço ao Sr. Ministro que tome uma atitude digna, demita-se, engula uma ou duas granadas e rebente, era um excelente presente que daria a todos os deficientes e se puder faça-o numa reunião do Conselho de Ministros, assim sempre ia acompanhado até `a barca de Caronte, e as portas do Hades são logo ali na outra margem do Estige, eu mesmo lhe darei o óbolo para a pagar a portagem ao infernal barqueiro.

* in, Jornal " O Público" edição de 30 de Novembro de 2006

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 27, 2006

O Tony Blair Portuga e outras aves de arribação!

Este post era para ser sobre a gripe aviária, mas como a ameaça parece ter caído no esquecimento depois de nos terem massacrado até às meninges com alertas e prevenções, cientistas e opiniões, notícias da treta em todas as televisões, resolvi atacar por outro lado.
O nosso PM cultiva as parecenças, com o seu homónimo Inglês, tal como ele pretende ser o menino bonito do Socialismo Português, as atitudes são quase as mesmas, o culto do teddy boy do século XXI, o ar descontraído, longe da posse sorumbática e cinzentona da politicada do antigamente, o nosso PM esforça-se por parecer renascido todos os dias, faz da inflexibilidade um bordão para se segurar ao poder.
No entanto há diferenças que aqui fazem toda a diferença, Portugal não é o Reino Unido, a capacidade económica nem de perto nem de longe se assemelha, o que lixa o nosso Toni Blaire, 20 anos de governos ineptos, colocaram Portugal numa situação de desespero, eu acho graça quando oiço alguém dizer a propósito de qualquer coisa… ah e tal, a economia portuguesa…
Desculpe como disse, a economia portuguesa! Qual economia portuguesa? Nós temos economia? Com a estrutura produtiva a andar ao Deus dará, as PME’s que são o que vai sustentando esta treta toda, estão até as orelhas de dívidas várias, a agricultura é uma miragem, nunca se investiu numa verdadeira politica agrícola, alias nem económica, apesar de terem existido PM’s grandes e sábios economistas, uns verdadeiros génios, a realidade é que nos limitamos a andar ao sabor dos subsídios da Europa, o que borra a escrita toda do nosso Toni Blaire.
Por outro lado, Sua Excelência o Presidente da Republica, anda afeito aos ditames, ainda ontem o ouvi, aconselhar aos empresários das zonas do interior esquecido, que justamente ajudou a desertificar quando era PM, naquele tom de professor de seminário que o caracteriza, que a política dos baixos salários e da pouca formação não resulta, fiquei pasmo!
Enquanto foi PM, Sua Excelência sempre fez o contrário, é a velha política do faz o que eu digo não o que eu faço, no espectro oposto o camarada Jerónimo, no fim de semana esteve a ler o excelente livro “Estaline”de Jean-Jacques Marie, editado por cá pela Verbo e vai daí truca, resolveu fazer uma purga nas bancadas do seu grupo parlamentar, ok não será bem uma mudança, é assim como trocar os dinossáurios do Triássico pelos do Cretácio, mais novos, mais pequenos, mas com os mesmos hábitos do passado, contínua a treta.
Mendes o famoso “Ganda Nóia” do Contra Informação, contínua a sua senda de disparates, espantou o mundo lusitano, com a fuga para o Brasil, como por cá ninguém o ouve, nem mesmo os apaniguados da cor, foi fazer birra e queixinhas, aos imigras nas terras de Vera Cruz, ao que apurou aqui o Barão, nem mesmo aqueles lhe deram muita importância, no entanto, conseguiu num volte face espectacular, atrair a atenção dos dirigentes da NBA, a famosa liga de basquetebol Americana, foi revelado em conferência de imprensa que o concurso de afundanços do próximo ano vai contar com a presença do Sr. Mendes, dizem os senhores da NBA, que Mendes afunda melhor que ninguém apesar da sua estatura abaixo da média, exemplo disso é a sua excelente prestação a afundar o PSD.
Soube-se também que reina a confusão nos sindicatos dos taxistas, a ANTRAL, pondera seriamente processar o Sr. Presidente do PP, a associação que representa os taxistas acusa o presidente do PP de concorrência desleal e de falta de ética, isto após vários taxistas se deslocarem ao Largo do Caldas, para se inscreverem no novo sindicato dos taxistas, instado pelo enviado do Barão, um dos taxistas, declarou e citamos; - Pá, eu não era do sindicato, como ouviu falar no partido do táxi, pensei que fosse para defender a malta, por isso vim inscrever-me.
Instado a responder a esta acusação, o Sr. Presidente do PP, escusou-se a prestar esclarecimentos, mas lá foi dizendo, que as inscrições, estão conforme e que brevemente com o crescimento dos militantes passarão a ser o partido do autocarro, a partir daí o céu é o limite, declarou. No seguimento destas declarações, o presidente da TAP, já fez saber que caso o CDS tente ser o partido do avião, este partido será processado pois a TAP detém o exclusivo da exploração aérea nacional.
E assim por cá andamos, ledos e ufanos, cantando e bailando, esqueci o Bloco e os Verdes, mas nesses, para ser sincero, não há matéria nem para um comentário, quanto mais para um post inteiro.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, novembro 22, 2006

Ali versus Acolá

Senhoras e Senhores, Mein Damen und Herren, Ladies and Gentlemen, Signora ed Signore, Dames et Messieurs, Damas e Caballeros, respeitável público a Arena do Ecrã tem o prazer de vos apresentar o combate do século, no canto esquerdo de calções de cor laranja choque, o representante do PPD/PSD herdeiro das mais nobres tradições da social democracia, Ali Lopes “O Menino Guerreiro”.
- Tcharannnnnnnnnnnnnnnnnnnnn…gritos aplausos, senhoras com achaques e desmaios, estão a imaginar a cena!
- No canto direito de calções laranja e risca cor-de-rosa, reprentando-se a si mesmo e a mais ninguém, num brilhante assomo de isenção, o filho dilecto de Boliqueime, Acolá Cavaco “O Migalhas”.
- Tcharannnnnnnnnnnnnnnnnnnnn…tossidelas, umas palmas contidas e uma senhora agintando a bandeira da Junta da Freguesia de Boliqueime, fomos informados que é a feliz progenitora do homem que está no ringue.
Respeitável público este combate decorrerá, em 5 assaltos, de 3 minutos, o som do gongo marcará o fim do round, joguem limpo, lutem bem o povo agradece, porque este é o desporto dos deuses.
Tlim…tlim…tlim… começa o combate, o comentador, sentado na primeira fila limpa o suor com um lenço, e de boca colada no microfone vai entretendo a maralha que ouve o combate pela rádio. A multidão agita-se, as claques estão bem definidas, à exuberância espampanante das Lopetes, respondem os Cavaquetes com uma discreta mas eficaz energia apoiando o seu predilecto.
A luz raia de forma incrível aquele espaço, cornucópias de raios multicolores atravessam a meia penumbra do recinto, entre uppercuts e directos, os dois contendores vão enchendo a cara do adversário de equimoses. À punhada certeira de um, responde o outro com uma certeira murraça, arquejando, as grossas gotas do suor escorrem pelas faces exauridas dos dois adversários, a multidão ulula em êxtase, circulam as pipocas as colas light, o bolo rei e os coiratos.
Marmanjos de bojudas barriganas arreados de grossas leivas de ouro espalhadas estrategicamente pelo pescoço e dedos das mãos fumam charutos puros cubanos, estes patos bravos fazem parelha com loiras platinadas com decotes bíblicos, adejadas de apêndices mamários de dar água na boca a qualquer lactente, enfeitadas com jóias de fancaria compradas na feira de Carcavelos.
Papalvos de fato completo e gravata com o colarinho em desalinho trocam grossas somas, apostando no vencedor, isto sobre o complacente olhar das polícias, que embasbacados seguem o combate, cheira a suor a urina a perfume barato, cheiro a sexo barato de vão de escada e a casa de alterne, cheira a ouro e a dinheiro muito dinheiro.
Tlim…tlim…tlim…soa o gongo o assalto termina, de um lado e outro nódoas negras olhos inchados, vem a boazona do costume, com o placar anunciar o assalto seguinte, assobios e vivas, a loucura domina a turba que quer sangue e quer ver a derrota e o medo nos olhos de quem cair e o combate segue…
Caros amigos e amigas este delírio é produto de uma mente alucinada, que é a minha, mas é muito mais engraçado que aquela infelicidade televisiva da entrevista de Santana Lopes e ao mesmo tempo de Sua Excelência o senhor Presidente da República Cavaco Silva, a aparição televisiva destes dois cavalheiros foi aquilo a que se chama entulho televisivo, uma pepineira colossal, boa para adormecer pessoal com insónias, será que não há limites para a falta de vergonha em Portugal, será que não há noção do ridículo?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 20, 2006

O Reino do Faz de Conta

Uma vez, era um reino, que ficava à beira do mar oceano, semeado de criaturas estranhas e muito, muito complicadas. Neste reino existiam muitos tipos de criaturas, umas menos boas outras assim e outras do piorio, neste reino reinava em real reinação um rei que não era rei excepto quando tinha o bolo, o tal das migalhas do bolo-rei.
Este reino tinha várias ilhas, numa delas habitava um Ogre-papão, que dominava toda a ilha e desatava a desancar e a enxovalhar toda agente por dá cá aquela palha, ninguém o conseguia ou queria meter na ordem, por várias e ridículas vezes o Ogre-papão havia dito cobras e lagartos deste ou daquele fulano, vilipendiado sicrano e arrasado as instituições do reino, no entanto, por artes de poderes encantatórios o Ogre-papão sempre conseguira que os papalvos de quem ele dizia as maiores barbaridades, lhe fossem comer à mão, aparecendo nos ecrãs da Televisão do reino como se fossem os maiores amigos do mundo, entrementes anteriormente, havia arrasado o elfo chamando-lhe tudo quanto era mau.
O último tinha sido o Elfomendes, uma criatura pequenina e irritadiça, uma espécie de grilo da consciência do partido a que pertencia o Ogre-papão, este elfo subira ao poder, e sentira-se o maior, no entanto quando o Ogre-papão, a propósito do anunciado corte nos dinheiros do erário público que alimentam as suas ruinosas prestações, se inflamou, soltando chispas de fogos pelas narinas, o Elfomendes ao invés de o colocar no sitio, preferiu ir-lhe beijar a mão, abanando o rabinho e curvando-se perante o Ogre-papão, que uma vez mais não perdeu a ocasião para achincalhar tudo e todos excepto o elfo, do qual revelou ser o seu mais insigne e dilecto amigo.
Mais uma vez alguém se vendera a interesses comezinhos e medíocres, mais uma vez o líder do partido do Ogre-papão, se rebaixara e engolira em seco, o Ogre devia estar a rir a bandeiras despregadas, como era possível que ele um simples Ogre de uma ilha perdida no meio do mar oceano, conseguisse por em sentido todos os líderes do seu partido, que cambada de vermes sem espinha, fazia deles o que queria, nem o actual chefe do reino quando outrora ainda líder do partido do Ogre-papão conseguira fazer nada, o Ogre ria muito, na sua voz cavernosa, queimado pelos charutos cubanos, apesar de detestar cubanos, e pelo bagaço, que ao que dizem o Ogre tem uma queda para o copo, coisas da vida, não há bela sem senão e ao que consta este Ogre é um belo dum beberrão.
O Elfomendes, ao ir, miseravelmente prestar vassalagem e fazer o beija-mão ao Ogre-papão, dera mais um exemplo de tibieza e fraca qualidade que os líderes destes partidos demonstravam, prestava um péssimo serviço ao reino e ao seu partido, mas confiado em que a memória é curta lá seguia a fazer de conta que mandava alguma coisa, realmente excelente exemplo de futuro líder de um reino que nem um pelintra beberrão de uma ilhota miserável consegue por na ordem.
Quando fossem as eleições para chefe dos elfos, Elfomendes ganharia, seria eleito o Elfo-mandão, sendo mais um excelente exemplo do tipo de nulidades que fazem de conta que governam neste Reino do Faz de Conta.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, novembro 17, 2006

Manias

Visto que a moda pegou, vou aderir para não dizerem que sou mesmo um chato, rezingão, a amiga “Eu Mesma” do blogue, http://oquedernagana.blogspot.com/, que aconselho a visita, invectivou-me a declarar publicamente, 5 manias que eu tenha.
Ora aqui vão;

1 . Nunca me sento de costas para uma porta ou janela, não sei porque tenho esta mania, coisas de louco quem sabe.
2. Bebo sempre café sem açúcar, mas mexo o café, na mesma, com a colher.
3. Tenho a mania de respeitar e de querer ser respeitado pelos outros, mania essa que já me causou alguns dissabores.
4. Tenho a mania de comer frango, sardinhas e entrecosto sem usar talheres, independentemente do sitio onde esteja e estando nas tintas para a tal etiqueta.
5. Tenho a mania de coleccionar coisas, selos, marcadores de livros, canetas, parafusos, modelos à escala, livros, enfim manias.
Deixo o desafio a todos os 220 ou 230 blogues que costumo visitar com regularidade. Um bom fim de semana para todos.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, novembro 15, 2006

Os Futuro são as Crianças!

O petiz aproximou-se sorrateiramente do pai, que distraído, enviesava umas piscadelas de olho ao jornal, por desfastio, já que recentemente as notícias eram sempre a mesma treta, crime, e mentiras.
- Pai qual é a diferença entre um Proxeneta e um Chulo?
- Disparou o pequeno à queima-roupa, deixando o outro atarantado e sem palavras, ficou embasbacado a olhar para o puto, que sorria com ar de diabrete, feliz da vida por apanhar o pai de calças na mão, salvo seja.
- Hã…hãn. – Pigarreou. – Ora bem, vamos lá ver, então, é pá isso são sinónimos, são palavras que significam o mesmo, percebes filho!
- Pai, dahhhh, isso eu sei, tenho 8 anos, sei muito bem o que são sinónimos, eu queria era saber o que é que fazem, como é, topas?
- Bem filho, ora basicamente são senhores que vivem à conta das senhoras, elas trabalham e eles usam o dinheiro delas, cobram uma taxa para as proteger, outra para as alimentar, outra ainda para as vestir, outra taxa para o calçado e alojamento, enfim elas tem de trabalhar.
- Pois pai é como diz o tio Zé, elas têm de dar o corpo ao manifesto!
- Pois, ora bem o teu tio… não deves ouvir tudo o que ele diz. Além disso apesar de serem sinónimos estas palavras, usam-se de modo diferente, quando estás a falar assim mais educadamente, deves sempre dizer Proxeneta, é mais correcto, Chulo é uma palavra feia, costuma dizer-se dos tipos que andam a viver à conta do nosso dinheiro mas não se diz, percebes!
- Ok, pai, já percebi!
Alguns dias depois, o pai é chamado à escola, a directora de turma queria falar com o pai porque o pequeno referira-se ao pai de outro colega, utilizando termos menos próprios. O pai estava espantado, o seu filhote apesar de ser um pestinha de primeira água não era mal educado, dizia sempre bom dia e boa tarde, cedia sempre a passagem aos mais idosos, respeitava os professores, enfim era o paradigma do miúdo do seu tempo, o que lhe teria dado, pensava o pai enquanto entrava no gabinete. Sentado numa poltrona macilenta e gasta de tanto uso, o miúdo folheava, com ar enfadado uma revista.
– Como está bom dia! – Atirara a professora
- Bom dia professora, então vamos lá a saber o que fez esse malandrete?
- A professora começou a explicar que numa aula, a professora da disciplina tinha pedido para descreverem a profissão dos pais e que um menino ao descrever o que o pai fazia, fizera rebentar de riso metade da turma, a professora perguntara o motivo da risota.
- O seu filho levantou o braço e disse que sabia palavras que queriam dizer o mesmo que a palavra que era a profissão do pai do menino, a professora perguntou quais eram e ele disse, Proxeneta e Chulo. Foi o que disse o meu pai, dissera o pequeno, a turma rompera às gargalhadas de novo a professora chocada enviara o pequeno logo ao gabinete da directora.
- Peço desculpa, senhora professora, nunca me fizera isto, posso leva-lo.
- Saíram os dois calados, o pequeno olhava para o horizonte adivinhando no cenho franzido do progenitor a bronca que aí vinha, chegados ao carro sentou-se na cadeirinha colocou o cinto e o pai arrancou. De imediato o pai olha para o retrovisor e declara.
- Com mil coriscos, o que é que te passou pela cabeça? Como é que foste capaz de dizer uma coisa daquelas? Já agora que raio é que o homem faz, em que é que trabalha.
- Então pai tu lembras do que disseste, que o Proxeneta era para quem a senhoras trabalham e cobra taxas, o Chulo era o que vivi a conta do dinheiro dos outros, pois o Pedrinho disse o meu pai vive do dinheiro dos outro que lhe dão para ele guardar, tem muitas mulheres e homens a trabalhar para ele e cobra muitas taxas, logo eu pensei que era sinónimo, choramingou!
- Mas que raio é que o homem faz és capaz de me dizer?
- É Banqueiro!
- A luz do semáforo estava verde, a chuva caí em grossas pérolas desse Outono mas o carro não arrancara, o pai soltava as mais grandes e poderosas gargalhadas que o pequeno já ouvira, timidamente até ele começara a rir, do outro lado da rua um polícia fazia soar o apito, lá arrancaram.
- Só tu, para me fazeres rir assim, filhote!


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, novembro 11, 2006

Eu Marxista me Confesso

É verdade sou Marxista! Muitos de vós já o desconfiavam, o verbo fácil e sarrafeiro, a piadeca pouco inteligente e safada, a sempre verrumosa linguagem pontuada de laivos de anarco-sindicalismo caduco, por isso e para que não restem dúvidas, resolvi escrever esta confissão, em jeito de esclarecimento para todos os que não partilhando deste meu gosto, acabam por concordar com aquilo que escrevo neste pasquim electrónico.
Fazendo uma analepse, não me recordo bem de como descobri o Marxismo, mas foi bem sido, com 14 ou 15 anos, foi a televisão que me abriu esse caminho essa estreita vereda de conhecimentos onde só passa quem porfia e quer agarrar-se ao conhecimento, claro que depois anos mais tarde já existiam outros meios mas desses falaremos no fim desta confissão.
Recordo que a descoberta do Marxismo foi para mim uma experiência, agradável, claro que o meu espírito crítico não me permitia concordar com tudo o que ali era apregoado, mas na essência, sim sem dúvida eu era um Marxista convicto, a crítica à sociedade e aos seus valores, a arte da subversão, o constante contestar da rude e bendita sociedade, recorrendo a métodos muitas vezes pouco ortodoxos, tiveram em mim o efeito de um tónico vitamínico, despertando os meus sentidos para integrar essa luta.
A partir do momento em que decidi, ser Marxista a minha vida mudou, passei a ser mais alegre e descontraído, ainda mais crítico e desperto par o mundo e para a roda da vida, o Marxismo entrará em mim como uma religião, durante anos vi tudo sobre o Marxismo, li tudo sobre o Marxismo, biografias recortes de jornal e tudo o que a esse tema fizesse referência.
Hoje, consigo ver a essa distância alguma ingenuidade, consigo ver que há ali coisas menos bem conseguidas, artifícios menos próprios, opções menos precisas, atitudes forçadas, consigo ver isso tudo, por isso me confesso perante vós, para que me julguem se achardes que deveis, contínuo Marxista, é verdade mas com mais tolerância e aberto a outras correntes, no entanto devo confessar que até hoje não decidi ainda qual a faceta do Marxismo que gosto mais, hoje parece-me tudo tão banal e desarvorado, no entanto não consigo escolher entre Chico, Harpo, Groucho, Gummo e Zeppo Marx os famosos Irmãos Marx, os únicos responsáveis por eu ser Marxista.


Filmes com os Quatro Marx Brothers:

Humor Risk (1926)
The Cocoanuts (1929)
Animal Crackers (1930)
The House That Shadows Built (1931)
Monkey Business (1931)
Horse Feathers (1932)
Duck Soup (1933)

Filmes com os Três Marx Brothers (depois de falecimento de Zeppo):

A Night at the Opera (1935)
A Day at the Races (1937)
Room Service (1938)
At the Circus (1939)
Go West (1940)
The Big Store (1941)
A Night in Casablanca (1946)
Love Happy (1949)
The Story of Mankind (1957)

Filmes a solo

Groucho:
Copacabana (1947)
Double Dynamite (1951)
A Girl in Every Port (1952)
Will Success Spoil Rock Hunter? (1957)
The Mikado (1960)
Skidoo (1968)

Harpo:
Too Many Kisses (1925)
Stage Door Canteen (1943)

Chico:
Papa Romani (1950)

Zeppo:
A Kiss in the Dark (1925)

*Marxista, ao contrário do que pensam é um tipo que gosta dos filmes dos irmãos Marx.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, novembro 08, 2006

Epistola Aos Incréus

Naqueles tempos o Profeta, também conhecido por JS, para se distinguir do outro, do JC, sim porque isto da religião cada macaco no seu galho, perdão cada santo no seu altar. Recomeçando, naqueles tempos o Profeta andava amargurado, toda a gente lhe queria ir aos fagotes por causa da OE, Oração de Estado, era uma ideia que JS tinha tido, depois de ter falado com o Altíssimo no Alto de Belém pedindo ajuda.
O céu toldara-se de névoas, nuvens e neblinas, ao longe coriscavam raios, onde antes estava o silêncio ribombavam os sonoros e estrepitosos catrapuns dos coriscos, chovia que Deus a dava, esta foi bem metida, JS, também conhecido como o Artífice, uma espécie de engenheiro da época, ajoelhado em pose de penitência, com a túnica a escorrer água, mortificado e borrado de medo ouviu então uma voz vinda do alto, - Rais’parta as migalhas do bolo rei.
- E com isto as chispas dos coriscos riscavam o plúmbeo firmamento eivado da fera procela, esta é do Luís Vaz, num repente repentino, rápido e despachado, exactamente o mesmo tempo que uma castanha leva a cair de um banco, sem ter importância o tamanho do banco, um molho de urtigas pega fogo, sim urtigas porquê, ora não querem lá ver, isso da sarça é na história do outro além disso a sarça tinha de ser importada, fica caro e a malta está em contenção orçamental, as urtigas servem perfeitamente, além disso o milagre é o fogo arder e não queimar, não é o raio da planta que diabo, ops perdão senhor!
Das urtigas brotava um intenso fogo vivo, faíscante, uma voz cavernosa com sotaque do sul e ligeiramente sopinha de massa disse. – JS procura as tribos e faz ver aos incréus que para tu e os teus compinchas puderem estar no altar, e eu também já me esquecia, é preciso que eles continuem a pagar, vai e leva as palavras do teu Senhor.
- Aos joelhos do Profeta aterraram 1743 tabuinhas com a OE, gravadas em letra tamanho 12, tipo Arial a espaço e meio, o Profeta assustado funga e chora, - Senhor eu não mereço esta Graça! – Vai já disse, Maria vem ver o teu filho, este choramingas, eu sempre disse que ele devia ter ido para os Comandos a ver se enrijava. Vai já disse, vai cumprir o teu destino.
Entretanto vá lá saber-se porquê o fogo das urtigas tinha pegado ao mato rasteiro do bosque que ninguém limpava e tinha dado início a um grande incêndio, que queimara 483 hectares de floresta virgem, suspeitando as autoridades de acto criminoso pois haviam sido descobertas 1741 tabuinhas muita arrumadas que pareciam indiciar o crime, entrementes o Profeta quando se apercebera que o fogaréu lhe estava a chamuscar o rabo pegara em duas tábuas e arrancara à francesa monte abaixo, com as barbas já chamuscadas.
Naqueles tempos 13 tribos habitavam aquela região, preferida dos deuses, esta é da Íliada, os Labregos, os Borra-botas, os Safardanas, os Farsantes, os Broncos, os Galfarros, os Pelintras, os Pategos, os Tansos, os Lorpas, os Bardamerdas, os Papalvos e a tribo perdida, logo nunca achada dos Culpados, estas eram as 13 tribos, que na realidade eram só doze, uma coisa ao estilo dos 3 Mosqueteiros que afinal eram 4 mas no inverso.
Era a toda esta gente que JS, o Profeta tinha de mostrar o que tinha salvo da OE que o Altíssimo lhe tinha dado, restavam 2 míseras tábuas com 10 mandamentos era tudo o que sobrara, os apóstolos, diziam, - Mestre nós somos sabedores, esta é do Seleccionador, de que por um infeliz acidente havia muito mais para dar às tribos, mas vai em frente, comunica a palavra do Senhor a estes incréus.
- Colocaram as tábuas na Arca da Aliança Democrática, que vinha dos tempos ainda mais antigos, que falavam de uma aliança entre tribos, de um bloco central da maioria silenciosa enfim uma confusão e uma trapalhada dos diabos!
– MAU, MAU, OUTRA VEZ, OLHA LÁ OH ESCRIBA ESTOU A VER QUE QUERES EXPERIMENTAR A MÃO DO SENHOR.
– Perdoa-me Altíssimo é que estou distraído a rir do que estou a escrever e dá nisto!
Retomando, naqueles tempos o Profeta chegado à AR, ou Assembleia Religiosa, pegou nas tábuas e mostrou os 10 Mandamentos tal como o seu Senhor lhos haviam mostrado gravados a fogo na madeira de eucalipto, pois eucalipto se calhar queriam mogno ou teca não.
- Olhai, tribos ignaras e pagãs, esta é a palavra do Senhor! – Rezavam assim os Mandamentos:

1. Eu sou o Vosso Senhor, por tal pagai.
2 . Não invocarão o meu nome, excepto se pagarem.
3 . Não trabalharão ao dia santo, excepto se descontarem tudo incluindo sobre as gorjas.
4 . Honrem o vosso pai e mãe e paguem o que eles não puderam descontar.
5 . Não ficarão a dever às finanças.
6 . Não cometerão adultério, excepto se pagarem.
7 . Não roubarão, sem declarar as mais valias e pagar as taxas aplicadas.
8 . Não levantarão falso testemunho, a menos que sejam pagos para isso, devendo declarar os montantes ao fisco.
9 . Não cobiçarão a mulher do outro excepto se, se divorciarem, declarando os bens e pagando as taxas legais.
10 . Não cobiçarão a casa do vizinho a menos que tenham dinheiro para pagar os juros do empréstimo.

Estarrecidos os representantes das 12 tribos ficaram quedos, afinal aquela arenga toda só significava uma coisa, este deus novo o altíssimo ou o profeta ou lá o que era, ia era depena-los a eito, levando-lhes os tostões todos, mas isto era naqueles tempos.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 06, 2006

Os Deficientes. Esses Malandros!

Ele há gente capaz de tudo, até de ser deficiente para poder escapar aos impostos. Esta parece ser a doutrina do actual Ministério das Finanças, quando no actual Orçamento de Estado se propõe taxar todos os deficientes que ganham mais de 800 Euros mensais. A ser verdade, e a ser concretizado na prática este procedimento é a maior estupidez alguma vez feita, das muitas que são cometidas contras os deficientes em Portugal.
Ser deficiente em Portugal excepto se for de família rica, o que deverá ser uma minoria, é viver num pesadelo constante, isto porque estes sucessivos ingovernos que tem passado pelo panorama nacional, pouco ou nada tem feito para defender os cidadãos deficientes de Portugal, isto e apesar de existir legislação razoável nalguns casos pontuais, o que acaba por acontecer é que ela nunca é cumprida nem tão pouco se fiscaliza e incentiva o seu cumprimento.
Poderíamos usar adjectivos, mais ou menos pejorativos, para classificar os vários governos, os muitos ministros e as suas actuações, tais como ineptos, incompetentes, inúteis, incapazes, impotentes, imbecis, energúmenos, empecilhos, idiotas, emplastros, canhestros, safardanas, galfarros, cretinos, broncos, burros, cavalgaduras, cavalidades, bestas quadradas, parvos, bananas, pelintras, badamecos, palhaços, mentecaptos, fruta do chão, cromos, bandalhos, a lista seria longa e cada adjectivo assentaria como uma luva nesses senhores, porém a educação esmerada que nos foi dada e o respeito que temos pelas instituições da Administração Pública da República Portuguesa, impedem-nos de o fazer, diremos apenas que estes senhores são menos correctos e um pouco distraídos nas conclusões e nas acções que levam a cabo.
A minha raiva é tanta que facilmente cederia ao insulto gratuito, com o defecar à porta da AR e limpar o traseiro à gravata de seda de algum deputado que fosse a passar, mictar em cima do Ministro também não seria de todo despropositado, ou atirar-lhe com bosta de vaca fresquinha, no entanto mais uma vez o decoro e o respeito impedem-me de o fazer.
Decoro e respeito, que esses cavalheiros raramente demonstram por mim enquanto deficiente, para quem julgar que 800 Euros são uma fortuna, deixem-me dizer-vos que uma cadeira de rodas com motorização, facilmente chega aos 5000 Euros e não é nenhum topo gama, uma scotter, triciclo para deficientes custa 2000 a 3000 Euros, uma cadeira de rodas manual pode ir dos 200 aos 1500 Euros, dependendo do tipo de deficiência para que seja necessária, uma simples roda traseira de cadeira de rodas, pode ir de 70 a 90 Euros.
Um programa de Zoom Test para amblíopes custa cerca de 100 Euros os simples até 600 os melhores, um teclado Braille não custa menos de 2500 Euros, podendo chegar aos 10 000, os mesmos preços que podem atingir as impressoras em Braille.
Nem vou falar das próteses para os amputados, mas só para vos dar um exemplo a minha custou 4000 Euros há 15 anos, por isso é fácil fazer a conta ao que é ser deficiente em Portugal, claro que depois existe todo um amplexo de deficiências com particularidades e exigências próprias, apoio especial, internamento, acompanhamento terapêutico, fisioterapias várias, fraldas, medicação, enfim um nunca mais acabar de coisas que para além de não serem comparticipadas, são caríssimas.
Por tudo isto e pela trampa de legislação que temos nesta trampa de país, que enfia na miséria os seus deficientes, eu digo que esta medida é criminosa, demonstra que quem a propõe é uma refutadíssima nulidade, tem menos miolos que uma galinha morta. Quando eu vejo este país a desbaratar rios de dinheiro em habitação social para parasitas sociais, que nada produzem, ou em mirabolantes ajudas a tudo o sítio do mundo, fico capaz de me fazer explodir dentro do parlamento.
Então, os senhores, minhas alimárias, malbaratam fortunas, em trapices imbecis, em projectos de treta, em bairros sociais para escumalha, deixando à míngua pessoas que por serem deficientes são relegadas para último plano, os deficientes são em Portugal a única e verdadeira minoria ostracizada por toda a gente, não conseguem emprego mesmo quando se fartam de lutar por ele, não conseguem reconhecimento, e para pelo menos passearem na rua, ainda tem de lutar contra todo o tipo de barreiras físicas, como escadas e degraus, carros carrinhas e carretas em cima dos passeios, buracos de todas as dimensões, postes e caixotes do lixo, placares de publicidade e todo o tipo de coisas, que a incúria a boçalidade e a estupidez desta trampa de sociedade onde tivemos a infeliz sorte de nascer nos atira para a frente.
Como se tudo isso não bastasse, ainda aparecem estas sanguessugas, governantes para sugar a réstia de alento que nos resta.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, novembro 03, 2006

OBRIGADO!

Estou atolado em trabalho até às orelhas, tirei uns minutos para agradecer a todos os que me enviam mails, e pedir desculpas públicas à Maria de São Pedro do blogue: www.luadoslobos.blogspot.com, pela demora em lá chegar, visitem que é um excelente blogue.
Quero agradecer a todos em particular à Joana que eu não conheço mas a quem o comentário que deixei sensibilizou, a Joana enviou-me o seguinte mail, que tomo a liberdade de publicar, poorque o mail da Joana também me fez recordar que um dia ouve uma “Joana” e uma família que acreditou em mim e não me deixou afundar;


“... peço desculpa pelo atrevimento de invadir assim a sua caixa de correio electrónico, mas não pude deixar de o fazer.
Li um comentário que deixou no blog "Azul e Verde", sobre a questão do Mário Jardel e queria apenas dizer-lhe que admiro, honestamente, com todo o coração, a sua força de vontade e a sua coragem de vida.
Tempos houve em que alguém cruzou a minha vida, cheio de histórias semelhantes... mas nada o conseguiu demover e rumar aos carris da sobriedade. Talvez por não ter essa família equilibrada que o Francisco teve a Graça e a sorte de ter.
Lê-lo, trouxe-me memórias dolorosas (embora bonitas) e fez-me pensar que, afinal, para algumas pessoas, é mesmo possível recomeçar.

Um beijo, Francisco.
Obrigada


Joana”

Eu não conheço a Joana, nunca a vi, como nunca vi a enorme maioria dos que visitam este cantinho de palhaçada que é este blogue, no entanto a amizade o carinho e a simpatia que vocês me despertam, fazem com que tenha de vos dizer obrigado e bom fim de semana.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão daTróia

terça-feira, outubro 31, 2006

Um Exemplo, exemplar!


Esta notícia saiu há dias num jornal diário, uma notícia pequenina de fim de página, rezava assim; “ Catorze actuais e antigos deputados sul-africanos foram condenados por fraude, depois de terem admitido abusar dos subsídios de viagens concedidos aos parlamentares, segundo um comunicado da Autoridade Nacional de Acusação divulgado ontem. Os arguidos foram condenados a multas entre os 2641 euros e 12.547 euros ou penas de prisão de três a cinco anos”.
Muito bem agora vamos supor que a notícia era sobre Portugal e deputados portugueses, que era publicada no mesmo diário, a redacção da notícia seria radicalmente diferente, vejamos; “ Dois deputados dum lote inicial de catorze actuais e antigos deputados portugueses, foram condenados por alegada fraude, o Ministério Público só produziu prova no caso destes dois deputados, visto que no caso dos outros doze, a matéria de facto, já prescreveu. A condenação surge depois de um período de 5 anos de investigação, 3 anos de instrução e 4 anos de julgamento, em que os arguidos negaram qualquer abuso dos subsídios de viagens concedidos aos parlamentares, afirmando alguns deles tratar-se de uma cabala que atinge directamente a sua honra e o seu bom nome, existindo assim matéria para processar o estado e exigir a respectiva indemnização por ofensas morais, divulgou ontem uma fonte anónima do Ministério público já que o processo ainda se encontra em segredo de justiça.
Os dois alegados arguidos condenados incorrem numa multa de 30 a 300 Euros, ambos já declaram que vão recorrer, da sentença. Prevendo-se que a leitura da decisão do recurso seja feita no prazo de 2 anos, até lá os alegados arguidos mantém todos os seus cargos na Assembleia, visto faltarem somente 2 anos para o fim dos seus mandatos.”
Duas diferenças saltam logo aos nossos olhos, a 1ª é que a notícia portuguesa é maior, porreiro um a zero, a 2ª diferença reside no tamanho dos dois países, eles são um pouco maiores, porra um igual.
É caso para dizer, na África do Sul só demoram um ano a julgar e condenar deputados criminosos, e vocês por cá, quanto tempo mais vão demorar.

P.S. – Contínua ainda por esclarecer aquela questão do tal subsídiozito que os nossos queridos deputados auferem para os transportes públicos que nunca usam, pergunto eu, se não usam não podem apresentar a justificação para receber o subsídio, então porque recebem na mesma, será isto legal?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Pedido de Sangue!

Pedido de sangue!
Por motivo de doença grave, um amigo está hospitalizado. À espera de ser operado.Ainda não o foi porque tem um sangue raro (B-).
Pede-se a quem tenha este tipo de sangue que contacte com urgência:
Luís de Carvalho - 931085403
Pedro Leal Ribeiro - 222041893 Fax: 222059125
Se não puderes ajudar, por favor divulga este pedido.
HOJE POR ELE AMANHÃ POR TI!

Divulgação


Para mais informações acerca do lançamento deste livro visitem o blogue:


Vejam estes dois blogues, podem conhecer alguém que precise de ajuda ou podem querer ajudar;
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, outubro 29, 2006

Notícias que provavelmente nunca o serão

Numa conferência de imprensa, realizada hoje num hotel da capital o conhecido empresário da noite J. S. Lopes, anunciou que pretende ser candidato pelo seu partido à Junta da Freguesia de Vila Pouca da Esparrela, com o lema “ O menino guerreiro volta à Esparrela…”. Instado a pronunciar-se sobre este assunto o líder do Partido Socialista Democrático, declarou que, e passamos a citar”… o Sr. Lopes não está na política activa há muito tempo, não percebe que o seu tempo já passou…” J. S. Lopes um conhecido empresário da noite e antigo advogado, tem 89 anos e pretende abrir uma discoteca de cariz revivalista com êxitos dos anos 80 do Século XX, em Vila Pouca da Esparrela, ao mesmo tempo que concorre para Presidente de Junta.

A Polícia Judiciária solicita que divulguemos o seguinte comunicado: Fugiu de sua casa no passado dia 28 de Dezembro de 2052 o Sr. Barroso, tem 1,70 de altura, sofre de perturbações mentais tendo sido visto pela última vez na estação do Barreiro a comprar um bilhete para Bruxelas, pede-se a quem o encontrar que contacte a PJ”. Ao que conseguimos apurar este senhor, já fugiu outras vezes, sempre na direcção de Bruxelas e clamando aos gritos ser ele o verdadeiro Presidente do Conselho Europeu.

Num golpe de teatro fantástico foi comunicado ontem à imprensa pelo assessor para a comunicação do Partido da Fundação do Oriente Próximo, que o seu candidato será o Sr. M. Soares, ou antes o holograma do Sr. M. Soares. Já que o dito senhor faleceu há cerca de 43 anos, portanto é o seu holograma que irá concorrer, no comunicado foi realçado que as excelentes prestações do candidato no passado tinham um peso decisivo na actual conjuntura, sabendo nós de antemão, que só 0,001% dos eleitores, possuem uma vaga noção de quem foi o Sr. Soares. Aguardamos mais notícias.

Foi preso ontem em Boliqueime o mais idoso assaltante de Portugal, o Sr. Silva de 96 anos, é dos mais empedernidos e galfarrentos meliantes de Portugal.
Este meliante é o mais antigo cadastrado em actividade em Portugal, reportando-se aos suas malfeitorias ainda há década de 90 do século XX. Aos 96 anos este homem de origens humildes que outrora desempenhou alguns cargos de relevo político em Portugal, é um meliante duro e experiente que se especializou no assalto às pastelarias.
O seu modo de operar é sempre idêntico, chega, pede uma bica em chávena escaldada com pingo e um pastel de Belém. Enquanto a funcionária escalda a chávena e sacode o pingo o meliante ataca roubando um bolo-rei, fugindo depois a toda a velocidade que o reumático lhe permite, trincando o bolo, com tal voracidade e de boca aberta, vai deixando migalhas espalhadas por todo o caminho, facto que normalmente o incrimina e leva à sua prisão, já que às forças policiais basta seguir o rasto das migalhas até à sua porta e verificar as migalhas que ficam no canto da boca de avôzinho metralha.

Foi eleito Associado Honório pela APoGaPeCA*, o senhor Engenheiro José S.¹, a citada associação entendeu, agraciar o senhor engenheiro com esta distinção, pelo enorme contributo que deu ao desenvolvimento desta associação e ao volume de negócios que permitiu aos seus associados atingir. O Presidente da APoGaPeCA, declarou e citamos, “… as reformas e os choque do senhor engenheiro fizeram mais pela nossa associação do que muitas maleitas…” terminou dizendo que como homens como o senhor engenheiro, depressa muitos dos problemas do mundo, como o excesso de população estariam resolvidos.
*Associação Portuguesa de Gatos-pingados e Cangalheiros de Aldeia
1 Serapião, igual ao filósofo Grego
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 27, 2006

O Guei e o Pgesidente! *

Como se nada mais existisse para discutir neste país, volta e meia, lá volta a discussão da Monarquia vs Republica, adeptos de uma e de outra causa, esgrimem argumentos mais ou menos ridículos e estapafúrdios a favor ou contra um e outro modelo.
Tenho amigos monárquicos e tenho amigos republicanos, devo confessar que pessoalmente entre uma e outra venha o diabo e escolha. Os monárquicos são aquela rapaziada betolas, com aspirações a serem Condes, Viscondes ou quiçá Barões, alguns com uns apêndices pelosos sitos logo abaixo da narigueta, muito cuidados e enviesados com longas pontas retorcidas, acho que dá um ar nobre, foi a resposta que me deu um desses bons e inofensivos rapazes da monárquica causa, que porta uma tal bigodaça, percebo, disse-lhe eu em tom irónico, é que não tive coragem de dizer ao tipo que o único ar que ele tem é a de “roberto”, que para quem não se lembra, eram uns bonecos tipo marioneta que no antigamente andavam pelas feiras e romarias, fogo estou velho como o caraças.
Os republicanos são cada vez menos, ou seja 1 em cada mil Portugas, sabe o que é a republica e identifica-se como republicano, o resto da malta limita-se a andar por cá a ver passar os comboios, coisa que num país cretino que desinveste nesta importante modalidade do transporte público, não será fácil.
São vários os argumentos que a rapaziada real advoga, um desses é o do desenvolvimento e tal, que os países que são monarquias são desenvolvidíssimos, pois tá bem abelha, a Alemanha enquanto foi monarquia foi um espectáculo, a Inglaterra se não fosse o Parlamento estava bem arranjada, A França idem, e nós a julgar pela última dinastia sim senhor íamos bem encaminhados.
Outro argumento porreiro é aquele que diz que o Rei é educado para a sacrossanta função de representar o país e tal e coiso, ah é, não sabia dessa, já avisaram o Príncipe Carlos ou as suas crias, pela atitudes a coisa descambou um pouco. Um argumento mais falacioso é o da poupança ao erário público, talvez não sei, façam as contas o tipo reina 30 ou 40 anos, come e bebe à pala, faz nomear 375 conselheiros, viaja pelo mundo arrastando a camarilha chupista dessa nobreza falida e farroupilha da treta que vegeta pelas discotecas da capital a tratar os filhos por você. Não sei não! Essa peta da poupança não me convence.
Do outro lado o republicanismo pseudo democrático, que tão bem conhecemos o que me escusa de mais delongas, pois são democráticos, dizem eles, não tenho visto nada disso, bem pelo contrário, a nossa I Republica foi o que foi, o Estado Novo foi um fenómeno híbrido, era uma republica mas quem reinava era o Ti Oliveira, mas dizia-se que Portugal era o Império, que grande confusão.
A republica é por excelência corrupta e despesista, talvez até mais que a Monarquia, a republica sob a tal capa da fraternidade e igualdade, aprisiona e escraviza as massas, é uma espécie de ditadura da democracia, isto está bonito, onde uns poucos e sempre os mesmos se fazem eleger a si e aos seus, no fundo a republica é um sucedâneo da Monarquia. É uma espécie de Monarquia descafeinada.
Notem caríssimas amigas e amigos, que nada tenho contra uma ou outra forma de estado, para que conste nem a favor, até acho que a questão da Monarquia devia ser referendada, eu até votaria sim, só para me rir mais um pouco, porque se a palhaçada é o que é com a republica imaginem com a monarquia, o que não seria, com os mediáticos condes e viscondes que por aí andam a coisa seria mesmo de rebentar a rir.
*O autor tem um problema de dicção. (A piada tá um bocado estafada mas como não arranjei título melhor)

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 26, 2006

2 Milhões

É daqueles números abstractos que nos deixa a pensar, dois milhões de pessoas vivem ou antes sobrevivem naquele país com menos de 1 Euro por dia, como é isso possível, tendo em conta que ainda há bem pouco tempo esse país era o paradigma do sucesso Europa, era o Oásis, que passou a Paixão de seguida a Choque e receio bem que chegue a Traque num instante, já que a coisa tem vindo sempre a decrescer, espera-se que atinja o zénite com o eflúvio estomacal sorrateiro e por vezes húmido a que se atribui o nome vernáculo de Bufa.
Dois milhões de pessoas nesse país vegetam, dormem à noite de barriga vazia, não vêem televisão nem compram jornais, não lerão estas linhas, creio até que se estão nas tintas para o orçamento de estado e para a Assembleia da Republica. Dois milhões de pessoas, choram, sangram e tossem, dói a barriga com a dor da fome, a dor da fome é uma dor sui generis, não falo do vulgarmente chamado ratito no estômago, não, falo numa dor que se instala fundo, que nos atravessa a alma e que dói, dói como nada faz doer, é impossível de descrever por palavras, quem nunca sentiu fome ao ler isto nem sequer sonha como é a dor, essa dor que alquebra e desalenta, tornando redundante e penoso até o respirar.
Nesse país que se orgulha das auto-estradas, do novo aeroporto de dez estádios para as moscas, é o maior campeonato de moscas, varejas e mosquitos do mundo, de comboios super hiper rápidos, da banda larga e da via verde, para esse país o que são dois milhões de pessoas com fome com carências, com pobreza extrema, tristes sem ilusões, caramba são dois milhões!
Nos discursos de circunstância não falam disso, porque nem sequer disso há consciência, nesse país que faz de conta que é rico, a preocupação é África, é a Palestina, é o Afeganistão é Timor é todo o sítio que dê para aparecer nos jornais e nas revistas, é gente muito religiosa e muito caridosa e muito preocupada em missionar. No entanto ao virar da esquina, no andar de baixo ou na porta ao lado, estão dois milhões de seres humanos que vivem abaixo do limite de pobreza e tão pouca gente se preocupa com eles, porquê?
Será porque não são pretos? Será porque são brancos? Será porque são Portugueses? Será que por serem portugueses devem ser ricos e estão a mentir? Será que sofre menos, quem vive em Massamá ou em Sanfins do Douro do que no Darfur ou em Ramallah? O sofrimento mede-se? Como? Quem mede o sofrimento, existe um sofridómetro?
Tanta pergunta sem resposta, e dois milhões de seres humanos nesse país que sofrem sem meios de subsistência, nesse país da Europa, da União Europeia, esse país onde tu e eu vivemos, esse país que é Portugal.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, outubro 24, 2006

O Vento Mudou Mas o Cheiro Continuou o Mesmo

Plano geral, escritório típico de advogado farçola, plano apertado entra o protagonista, uma espécie de sempre em pé da política, camisita de alvura tipo “ Aldeia da Roupa Branca”, corte de cabelo estilo “Menino Rebelde de Campo de Ourique” empastado de gel, plano americano, foca o nosso herói a debruçar-se sobre a papelada fingindo que está ler, capacidade sobre a qual o autor deste texto tem sérias dúvidas que o tal nosso herói possua.
A objectiva abre em média luz em contraste, em voz off, o nosso herói revela o que lhe vai na alma, diz que se dedicou a ser advogado, sinceramente gostaria de saber quem no seu perfeito juízo contrata este gabiru para advogar o que quer que seja mas enfim, o homem está, como se diz aqui na terra, descorçoado.
De todas as bojardas que soltou, pois a estação de televisão concede-lhe aqueles minutos, para isso mesmo, para dizer disparates e assim fazer subir o share, até porque o canal em causa, é de um amigo, uma coisa o infeliz telespectador percebeu de imediato, tal como na história dos 3 mosqueteiros que afinal eram 4, a entrevista deste homem mostrou ao mundo que afinal o quarteto do gato que fede, é um quinteto.
Vejamos. – Ah e tal, as taxas moderadoras! – Não as taxas moderadoras, fui eu que propus, e o que é que eles disseram? – Pois taxas moderadas cum caraças! Pois, e mai nada! Vai buscar Tibi!
Tal e qual Santana dixit. Santana é o quinto gato, ficou desvendado o mistério. Esse excelente produto político da praça da alegria em que está transformado este país, lá ligou ao titio Balsemão, que lhe arranjou uns minutos de publicidade, pois porque aquilo foi um spot publicitário, o cavalheiro precisava de dizer que estava a praticar advocacia, porque isto tá mau e angariar clientes não tá fácil, até porque hoje a malta solta um traque e catrapumba, logo aparece um advogado. Foi de risos, estas coisas são porreiras, a malta diverte-se com estes grandes pândegos. Força Santana, pá a malta tá contigo, prometo-te que se eu processar aquele bar onde vou, porque vendem uísque marado, é a ti que vou contratar, visto que tens uma certa afinidade com essas coisas, noitadas copos e tal.
Nota final, os partidos não acertam as suas próprias contas como podem querer acertar as do país.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia