segunda-feira, dezembro 18, 2006

Monstros e Mostrengos, Diabos e Diabretes, Tiranos e Tiranetes.

O Século XX foi fértil em monstros, que levaram multidões ao êxtase e ao extermínio, uns melhores outros piores outros nem por isso, existe porém uma barreira cronológica que permite classificar estas aberrações, essa barreira é a Segunda Guerra.
Até 1945, aparecem os grandes monstros, Estaline e Hitler. Os mostrengos, Franco e Mussolini e o tiranete Salazar, fizeram e ainda fazem a delícia dos historiadores e de quem gosta de história, para além da paranóia e das personalidades atormentadas, alguns destes homens eram verdadeiros doentes mentais, curioso que de todos só Salazar desponta como alguém intelectualmente capaz, sendo que os outros eram todos um pouco limitados.
A seguir à guerra, a libertação traz a Guerra-fria, surge a mais longa e distinta lista de tiranos e tiranetes regionais, verdadeiros mostrengos homicidas, capazes das mais torpes vilezas. Os europeus assistiram ao aparecer, sob o patrocínio do antigo papão vermelho, tiranetes vários do quilate de um Ion Ceausescu na Roménia, de um Enver Hoxa na Albânia ou de Erich Honecker, na antiga RDA, rapaziada que levou os países que tiveram a infelicidade de os aturar, à beira da ruína. Á Polónia tocou em sorte, Wojciech Jaruselzski, todos se recordarão ainda de Lech Walesa e dos Estaleiros de Gdansk, bem como do Solidariedade, menos conhecidos serão Dimitrios Ioannides da Grécia ou o Arcebispo Macários do Chipre. Em comum o facto de todos terem cometido todo o tipo de atropelos à dignidade do Homem.
África viu também nascer no seu seio dos mais cruentos e sanguinários monstros da segunda metade do Século XX, recordemos Idi Amim e Milton Obote do Uganda, Jean-Bédel Bokassa da antiga Republica Centro Africana, Haile Mariam Menghistu da Etiópia, Hissène Habré do Chade, Ibrahim Babangida da Nigéria, Felix Houphouet-Boigny da Costa do Marfim e o talvez mais famoso Muhamar Kadaffi da Líbia, entre uma longa lista de homicidas cleptomaníacos e desvairados.
Relembre-se os monstros asiáticos, Mao Tsé Tung da China, um assassino lunático, Pol Pot do Cambodja, um monstro sedento de sangue, Thojib Suharto da Indonésia mais um cleptomaníaco, Nursultan Nazarbayev Khazakhstan o amigo do Borat, Ruhollah Khomeini do Irão, a tal criatura desprezível e macilenta que sob aquele ar de ancião frágil escondia toda a demência de uma besta sanguinária, Ferdinand Marcos, outro excelente exemplo da pirataria de Estado e porque não para terminar a secção asiática, Saddam Hussein por demais conhecido.
As Américas também não ficaram indemnes, de Pinochet no Chile a Somaza na Nicarágua, passando por Alfredo Strossner do Paraguai, Papa Doc e Baby Doc e os seus Tonton Macoute do Haiti, misturando feitiçarias e política. De Humberto Branco do Brasil, a Fulgêncio Batista e Fidel Castro de Cuba ou Jorge Videla da Argentina.
A esta longa lista de loucos assassinos que em maior ou menor grau cabem aqui ainda muitos mais que por exiguidade de espaço não serão referidos, existe porém um denominador comum todos eles foram criados alimentados, treinados, financiados, armados e posteriormente abandonados por uma das grandes potências da altura, os Estados Unidos ou a antiga União Soviética.
Neste capítulo os Estados Unidos levam a melhor sobre os seus antigos inimigos, actuais amigos assim, assim. A “Pax Americana” produziu os mais insignes monstros do Século XX, quem armou e alimentou e treinou, Saddam, Amin, Papa Doc, Batista, Videla, Pinochet, Somoza, Marcos, Boukassa, Suharto, Strossner, entre outros, quem foi? Adivinharam! Foram os Estados Unidos, a rapaziada de Langley, andou numa roda-viva nos últimos 50 anos, promovendo tiranos, branqueando as monstruosidades dos seus protegidos e vendendo-lhes armas. Isso ou minando os governos que por um outro motivo não interessavam, treinando e financiando guerrilhas, fornecendo apoio logístico e armamento, durante a nossa guerra colonial os Estados Unidos vendiam armamento secretamente a Portugal, à Unita, à UPA ao MPLA e à Renamo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Particularidades

Todas as localidades têm particularidades, que atestam o seu grau de civilidade e desenvolvimento, determinados traços culturais que marcam as suas gentes e que maculam mais tarde ou mais cedo, todos aqueles que não sendo indígenas, ficam por muito tempo expostos a estes comportamentos, a minha terra não foge à regra, possuidora que é de umas particularidades, particularmente particulares que transformam a vida nesta terra num nunca mais acabar de risota, o meu amigo Mário chama a isto a “mentalidade do agricultor”, o bom observador entrará em delírio com a singeleza das características locais.
Uma das características da maltinha cá do burgo é a inveja. A rapaziada desunha-se para que a dele seja maior do que a do vizinho, preocupa-se até ao tutano, como é que fulano ou sicrano conseguiu o tal carro ou a tal casa, as jantes especiais ou o telemóvel com o hino da selecção, as piquenas copiam umas das outras ou das revistecas cor de rosa os modelitos, arreadas nas lojecas da moda suburbana da Lusa cidade capital, um fim de semana de eleição é ir entupir um qualquer centro comercial de Lisboa, visitar todas as lojas de trapos, trazer uma blusa igual à da Micas, umas calças tão giras como as da Manuela ou uma echarpe igual à da Pipinha e comer hambúrgueres, é só rir.
Outra característica extraordinária é a seguinte, imaginem que contratam alguém para vos fazer uma qualquer tarefa, arranjar o telhado, o carro enfim qualquer coisa. O trabalho é pago e fica mal feito, vocês reclamam e surpreendentemente o que acontece é o tipo que contrataram, ficar de mal convosco, deixa de vos falar, simplesmente porque vocês, reclamaram, digam lá que não é divertido.
Outra que é típica cá da terra é a seguinte, imaginem que um qualquer mentecapto estaciona o carro em cima do passeio e em contra mão, a rua fica congestionada, vem o carro do lixo, sejam 2 ou 3 ou 4 da manhã e larga de buzinar, a malta acorda, irrita-se e diz ao prevaricador, que da próxima chama a polícia, o tal mentecapto ainda responde torto, toda família do dito energúmeno numa atitude de companheirismo familiar deixa de cumprimentar e de falar à pessoa que reclamou. Esta é uma situação corrente, criticar alguém abertamente aqui na terra dá direito a que quem comete cretinices deixe de falar com quem aponta a falta, se eu disser a alguém, cujo rafeiro pulgento, pespega de trampa o passeio, porque é que não apanha a trampa a resposta é imediata, - Oiça lá que é que você tem que ver com isso! – Exclama irritada a torpe criatura. Brilhante não é. Ou seja ao invés de reconhecerem o erro, pedirem desculpa e serem cordiais, as pessoas são mal-educadas e boçais, comportando-se como autênticos babuínos, numa orgia de estupidez colectiva. Um pagode é o que é.
Outra característica são as amorosas velhinhas, cuidado, é só o que vos aconselho, pois enquanto desfiam o rol das trezentas e setenta e oito maleitas que as afligem, mostrando um ar absolutamente infeliz, aproveitam a vossa distracção e sincera preocupação, com a ligeireza de um Flash Gordon ou de um Relâmpago, surripiam o vosso lugar na bicha do supermercado da farmácia ou de outro qualquer sitio sem que vocês dêem conta, quando finalmente percebem que foram levados no bico pela frágil, aparentemente, anciã, já é tarde. É de morrer a rir.
Outra característica que enerva é o estacionar em lugares para deficientes, cá na terra existe um Modelo, bem um Modelinho viso ser pequenino, onde existe um parque de estacionamento com alguns lugares, para deficientes, que curiosamente estão muitas vezes ocupados, por gente que a única deficiência que possui é intelectual, porque o seu modo pouco cívico e falta de respeito é preocupante, pois indicia um grave problema cerebral. Existe também a sui generis mania de colocar grades de madeira ou outro tipo de traquitanas a guardar lugares de estacionamento, de preferência frente à porta, local que no conceito de posse aqui da malta é dos próprios, como se a via não fosse de todos, que hilariante, não é.
Por último, uma característica que me irrita, aqui na terra não fazem absolutamente nenhuma ideia do que é guardar distâncias, do que é o respeito pela privacidade e pelo espaço dos outros, é vulgar estar numa bicha no supermercado e a criatura que está atrás, estar colada a vós, tão próxima que se lhe sente o hálito a alho, ou no Multibanco, enquanto digitam o código lá está algum emplastro coladinho, tão coladinho que visto de longe até podem pensar que vocês são gémeos siameses. Ou então num balcão de um café, que tem montanhas de espaço livre, vem pespegar-se ao vosso lado, passando à vossa frente sem sequer pedir licença, caramba é irritante.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Comendas e Encomendas

Nas minhas deambulações Blogueiras, li um post um destes dias, onde o seu autor discorria sobre as medalhas, as comendas e todo as essas traquitanas que a rapaziada adora. Ora sendo aqui este cantinho, um local atento e insuspeito o Barão lança a proposta para a criação de várias ordens, para a atribuição de comendas e medalhas, se for aceite, esta proposta, dará um colorido novo à cerimónia que Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica promove, agraciando assim personalidades em novas áreas de excelência, que até agora permaneceram num injusto e injustificado olvido.
O Barão propõe assim a criação das seguintes Ordens e respectivas condecorações:

Grande Ordem do Engraxador de Esquinas
Destina-se a premiar todo o cidadão que de forma abnegada passe os dias a limpar as esquinas dos prédios, moradias e demais edifícios, privados ou públicos, vivendo à conta dos vários subsídios atribuídos pelo Estado.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Medalha de Prata
Medalha de Ouro com Palma
Grande Colar

Grão Colar da Sabujice
Destina-se a atribuir a todo o cidadão que revele a capacidade extraordinária de dizer bem do Governo, dos Deputados e ou dos Partidos Políticos.
Grande Ordem da Barraca Étnica
A atribuir a cidadãos de minorias étnicas que se distingam na obtenção gratuita de várias habitações e subsídios, em diferentes concelhos do país, utilizando moradas, bilhetes de identidade e demais documentação falsos, conseguindo assim ludibriar um país inteiro.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Medalha com chave de t2
Colar com Palma e chave de t3
Comenda com chave de moradia com garagem

Grande Ordem do Xico Esperto
Destina-se a premiar todo o cidadão que, faz da estupidez e da boçalidade a sua arma contra a sociedade, pretende esta ordem premiar todos os que rodeiam, subestimam, obviam e não cumprem as leis, todos os que passam às frente nas bichas, que estacionam em locais para deficientes e em cima dos passeios.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Medalha
Colar com Palma
Comenda

Comenda da Cabala
A atribuir a todos os políticos vítimas de cabalas ao longo da sua vida e que a seguir escrevam livros.

Ordem de Cavalaria do Mérito Anti Desportivo
Destina-se a premiar todo o cidadão que, compra árbitros, falseia resultados desportivos, vigariza e ludibria o Estado, arranja todo o tipo de manigâncias, falcatruas e galfarrices, de preferência que envolvam futebol.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Cavaleiro
Mestre
Comendador

Grande Ordem da Saponária
Destina-se a premiar todo o cidadão que, demonstrando um elevado grau de respeito pelo ambiente, mostre estar ciente de quão importante é poupar água, evitando gastos supérfluos como sejam os banhos.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Sabonete com folha de carvalho
Sabão com Palma
Comenda do Gel de Banho

Ordem de Mérito Anatídeo
Destina-se a premiar todo o cidadão que, promova a sã convivência entre todo o tipo de anatídeos, patos, gansos, cisnes e marrecos bravos, construindo, fazendo trocas e baldrocas de terrenos, facturas falsas, negócios escuros envolvendo câmaras, clubes de futebol e construção civil.
Esta Ordem deverá ter os seguintes Graus:
Medalha do Cisne
Colar do Marreco com Palma
Grande Comenda do Pato Bravo

Estou seguro, que Sua Excelência o Senhor Presidente da República, dará ouvidos a estas excelentes propostas que contribuirão seguramente para o aumento da produtividade, para a auto estima e espírito empreendedor dos portugueses.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Um Pequeno Gesto

À minha frente caminhava uma menina, não teria mais de 8 ou 9 anos, aquela hora, ia para a escola de certeza, era uma manhã fria, meio lusco fusco, enevoado o firmamento e prestes a verter, caminhava decidida, degustando o famigerado Bolicoiso recheado daquele chocolate de sabor nojento e bebendo um Aisseti de pêssego, alguns passos atrás eu seguia distraído a olhar as cegonhas que incansáveis volejavam nos altos, e o que me fez reparar na miúda? Um gesto, um pequeno gesto! Parou, baixou-se e deixou a lata vazia em cima de um canteiro de relva, daqueles que ornamentam por vezes os passeios, e que estão cheios de bosta dos rafeiros da vizinhança, escarros e beatas de cigarro.
Três coisas assaltaram de imediato a minha triste e delirante cabeça, de pardal telhado avoado, em primeiro aquilo que a miúda ia a comer, certamente o pequeno-almoço. Um refrigerante cheio de açúcar, corantes conservantes e demais balhanas, que pode ser a coisa melhor do mundo mas nada próprio para uma criança daquela idade ingerir logo pela manhã, junte-se a isso o tal Bolicoiso, que mais não é, do que uma mistela infecta, afogada em açúcar, com pretensões a passar por pão recheado com chocolate. Temos pois uma brilhante associação, um cocktail explosivo propiciador de maleitas várias, da obesidade à diabetes, pobre criança.
O pensamento seguinte foi pensar, no tipo de gente que educa assim uma criança, não gostam seguramente dos filhos, pois se gostassem não deixariam que se alimentassem desta forma verdadeiramente suicida, depois não os sabem educar como vereis na terça coisa que me veio à cansada cabeça, gente desta deveria ser punida por Lei, ou fazer um curso para aprender a ser responsável e a cuidar de forma decente desse bem precioso que é um filho, fiquei irritado, apetecia-me gritar, perguntar à miúda quem eram os seus pais, ir lá bater à porta e chamar-lhes todos os nomes.
Por fim comecei a pensar, ali estava aquela criança, fartinha de ser bombardeada com mensagens para cuidar do ambiente, para não sujar o chão e demais projectos da tanga ambientalista, para ser amiga do ambiente e porque torna e porque deixa, mas nada disso surtira efeito, à primeira oportunidade a pequena comporta-se como uma digna bacorinha filha de suínos encartados.
Aquele pequeno gesto traduzia de forma simples a ruína absoluta de todos os projectos educacionais dos últimos 30 anos, sim porque os pais da criança não teriam mais de 40 anos, logo já tinham, eles também, sido bombardeados com muita informação sobre a necessidade da protecção do ambiente, da limpeza e da educação, do civismo e respeito pelos outros, parecia pois que como há 30 anos, esses mesmos projectos falhavam de novo.
Com os primeiros raios de do Sol que entretanto me ofuscaram, pensei, sem família sem educação, com os pais a demitirem-se de educar os filhos, nunca conseguiremos ser uma sociedade em equilíbrio, estamos condenados a ser uma sociedade a 2 velocidades, a da minoria, respeitadora e preocupada, participativa e empenhada e a velocidade da maioria lorpa, da carneirada boçal e cretina. Seguia a remoer estes pensamentos quando ouvi, – Sai da estrada oh palhaço!
- Pedi desculpa e saí do meio da estrada tão distraído que ia, aquele pequeno gesto deixara-me de rastos, que futuro caramba, que futuro, começava bem o meu dia!

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Por Medo!

A actual sociedade portuguesa enferma de variados males, um desses males que eu pensava ter desaparecido, é o Medo. È um facto! Nós andamos com medo, com muito medo. Essa cagufa, advém de várias origens, mas redunda sempre no mesmo sentimento, e sintomas, dores de barriga, uma espécie de borboletar na boca do estômago, enfim Medo!
Temos medo do futuro já que o presente está de certa forma nesta impávida estagnação diletante, onde uma meia dúzia de parolos põe e dispõe a grande massa colectiva obedece sem escolha, nós andamos à laia de rebanho, balindo pelo monte até a faca do degolador nos surpreender.
Este Medo, que nos oprime, faz-nos recear pelo emprego, porque não há estabilidade nem vislumbre de tal coisa, ah e não julguem que a tal “Flexinãoseiquemais” vai piorar as coisas, nem por isso, quem trabalha no sector privado sabe que isso já por cá é aplicado há muito tempo.
Receamos falar demais, porque não podemos, falar, quem nos governa nos vários níveis de governação ou o simples superior hierárquico, usam a máxima, “ se não está por mim, está contra mim”, parece que já ninguém, sabe receber críticas e muito menos aceita-las, resulta daí que não se fala por medo, não se age por medo, essa medo tolda toda e qualquer tentativa de reacção, os professores têm medo, os policias têm medo, os militares têm medo, os trabalhadores têm medo, os cidadãos têm medo. E de quem têm eles medo? Dos ministérios, dos Governos, dos patrões, dos colegas, das câmaras, de todos aqueles que sabemos que nos podem de alguma forma prejudicar.
Vivemos prisioneiros do Medo, que nos obriga a colocar grades nas janelas, que nos impede de sair à noite, que nos obsta a entrada em certos locais, temos medo, medo de um determinado tipo de pessoas, porque sabemos que ficam impunes, porque cobardemente se acoitam sob leis que não são as mesmas que a todos nós, nos obrigam a cumprir, temos medo de andar na estrada, por causa dos assassinos sobre rodas que todos os dias fazem mais vitimas. Temos medo de voar por causa dos parvos do terrorismo, medo de respirar por causa do fumo do cigarro do tipo que caminha à nossa frente, vivemos apavorados, não dando sequer conta disso, o Medo é o culpado daquela angústia que não sabemos explicar, que nos faz suar em dias frios e ter a boca seca.
Temos medo do que possa acontecer aos nossos filhos, em locais como as escolas que deveriam ser sítios acima de tudo seguros e não são, vivemos em pânico, uma sociedade que vive assim vive em desequilíbrio, ninguém pode falar, por medo de represálias, ninguém pode discordar por medo de coacções e repreensões, muitos calam até o medo que sentem fugindo à realidade.
O facto meus amigos é que vivemos no Medo, numa sociedade medrosa, que tarda em tomar o pulso ao seu rumo, amedrontada, pelas minorias, pelos bairros, pelas etnias, pelos poderes ocultos e visíveis, pelas etnias e faltas de cidadania, vivemos cobardemente e não admira que possamos morrer de forma cobarde, afinal se vivemos assim tão cobardemente, merecemos morrer de forma cobarde.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, novembro 30, 2006

Regime de Excepção ou Talvez Não!

“…este Governo não pode pactuar com regimes de excepção no sistema fiscal…” esta frase, foi ontem proferida pelo senhor Ministro das Finanças, por ocasião, do debate sobre o Orçamento de Estado e a propósito da excelente, soberba e inteligente medida de malhar na malta deficiente e faze-los pagar impostos.
Ora se eu fosse um gajo mal-educado e imbecil, eu diria Sr. Ministro vá bardamerda! Acontece porém, que não sou, mal-educado, sou um honesto trabalhador, pagador de impostos, que por acaso é deficiente, não tenho nenhuma isenção, alias nunca tive nem quero, alias do Estado Português, quero distâncias largas e comprimentos grandes, mas fico preocupado com amigos, deficientes, com várias tipos de deficiência, aos olhos do Sr. Ministro, uns malandros privilegiados.
Fico preocupado quando se diz não haver dinheiro e se atiram com estes números”… as pensões entre 354,11 euros e 596,79 euros aumentam 3,1%, as pensões de entre 596,80 euros e 2387,16 euros sobem 2,6%. As pensões de entre 2387,17 euros e 4774,35 euros aumentam 2,4%...”*. Então os Senhores Ministros ajuízam como lógico que quem ganha quase 5000 Euros de reforma, necessite de um aumento de 2,4%, se fizerem as contas quem ganha 354 Euros fica com mais uns tostões para sobreviver mais um dia, comendo uma sandocha uma peça de fruta e água da torneira, quem ganha 4774 Euros arrecada mais uns trocos para papar um camarãozito e beber umas bejecas. Isto é a tal justiça que os senhores apregoam? Não isto é um regime de excepção com o qual os senhores já compactuam, e porquê, é simples basta ir ver ao Diário da Republica a lista dos aposentados logo se percebe.
Ora se eu fosse um gajo mal-educado e imbecil, eu diria Sr. Ministro vá bardamerda! Como não sou, pergunto antes, porque é que toda a parafernália de Leis que supostamente protegem os deficientes, não se aplica à realidade desta terra, porque felizmente o Sr. Ministro não é deficiente, porque senão saberia do que estava a falar. Ora o Sr. Ministro não faz a mínima ideia do que estava a falar, porque senão o Sr. Ministro teria feito uma alusão à vergonhosa situação fiscal da Banca, que só paga o que quer e mesmo o pouco que paga é chorado, lamentado e sacado a ferros. Falaria também daquela rapaziada que anda por aí, com casa à borla em bairros sociais, com belas carrinhas, com pistolas e caçadeiras de 12 tiros, com anéis de ouro a vender nas feiras e que não pagam um corno, ainda ganham todo o tipo de subsídios e estão isentos de tudo. Falaria também de Advogados, Clubes de Futebol, Futebolistas, Médicos, Arquitectos, Engenheiros e Empresários e Políticos que declaram ordenados mínimos, que pagam o mínimo dos mínimos e ganham colossais somas.
Ora se eu fosse um gajo mal-educado e imbecil, eu diria Sr. Ministro vá bardamerda! Mas como não sou mal-educado, prefiro educadamente sugerir ao Sr. Ministro, que extinga a bandalheira da Lei de Financiamento dos Partidos, que faça os seus amiguinhos, politiqueiros abdicar das reformas milionárias que auferem, quais sanguessugas que sugam até ao tutano a Caixa de Previdência, comece onde está a prevaricação, comece por quem realmente é injustamente privilegiado, não cometa os mesmos erros, dos outros que criticou, não carregue mais o burro, porque um dia pode acontecer que o animal se recuse a andare lhe dê uma bela parelha de coices. Recorde-se que o senhor é Socialista, ou supostamente é Socialista, o que quer que isso signifique, provavelmente sou eu que laboro num erro e não saiba o que é o Socialismo.
Ora se eu fosse um gajo mal-educado e imbecil, eu diria Sr. Ministro vá bardamerda! Diria mais, vá o senhor bardamerda mais a corja de incapazes do seu Governo! Isto diria eu se fosse mal-educado, mas como não sou, antes pelo contrário, sou respeitador das instituições, peço ao Sr. Ministro que tome uma atitude digna, demita-se, engula uma ou duas granadas e rebente, era um excelente presente que daria a todos os deficientes e se puder faça-o numa reunião do Conselho de Ministros, assim sempre ia acompanhado até `a barca de Caronte, e as portas do Hades são logo ali na outra margem do Estige, eu mesmo lhe darei o óbolo para a pagar a portagem ao infernal barqueiro.

* in, Jornal " O Público" edição de 30 de Novembro de 2006

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 27, 2006

O Tony Blair Portuga e outras aves de arribação!

Este post era para ser sobre a gripe aviária, mas como a ameaça parece ter caído no esquecimento depois de nos terem massacrado até às meninges com alertas e prevenções, cientistas e opiniões, notícias da treta em todas as televisões, resolvi atacar por outro lado.
O nosso PM cultiva as parecenças, com o seu homónimo Inglês, tal como ele pretende ser o menino bonito do Socialismo Português, as atitudes são quase as mesmas, o culto do teddy boy do século XXI, o ar descontraído, longe da posse sorumbática e cinzentona da politicada do antigamente, o nosso PM esforça-se por parecer renascido todos os dias, faz da inflexibilidade um bordão para se segurar ao poder.
No entanto há diferenças que aqui fazem toda a diferença, Portugal não é o Reino Unido, a capacidade económica nem de perto nem de longe se assemelha, o que lixa o nosso Toni Blaire, 20 anos de governos ineptos, colocaram Portugal numa situação de desespero, eu acho graça quando oiço alguém dizer a propósito de qualquer coisa… ah e tal, a economia portuguesa…
Desculpe como disse, a economia portuguesa! Qual economia portuguesa? Nós temos economia? Com a estrutura produtiva a andar ao Deus dará, as PME’s que são o que vai sustentando esta treta toda, estão até as orelhas de dívidas várias, a agricultura é uma miragem, nunca se investiu numa verdadeira politica agrícola, alias nem económica, apesar de terem existido PM’s grandes e sábios economistas, uns verdadeiros génios, a realidade é que nos limitamos a andar ao sabor dos subsídios da Europa, o que borra a escrita toda do nosso Toni Blaire.
Por outro lado, Sua Excelência o Presidente da Republica, anda afeito aos ditames, ainda ontem o ouvi, aconselhar aos empresários das zonas do interior esquecido, que justamente ajudou a desertificar quando era PM, naquele tom de professor de seminário que o caracteriza, que a política dos baixos salários e da pouca formação não resulta, fiquei pasmo!
Enquanto foi PM, Sua Excelência sempre fez o contrário, é a velha política do faz o que eu digo não o que eu faço, no espectro oposto o camarada Jerónimo, no fim de semana esteve a ler o excelente livro “Estaline”de Jean-Jacques Marie, editado por cá pela Verbo e vai daí truca, resolveu fazer uma purga nas bancadas do seu grupo parlamentar, ok não será bem uma mudança, é assim como trocar os dinossáurios do Triássico pelos do Cretácio, mais novos, mais pequenos, mas com os mesmos hábitos do passado, contínua a treta.
Mendes o famoso “Ganda Nóia” do Contra Informação, contínua a sua senda de disparates, espantou o mundo lusitano, com a fuga para o Brasil, como por cá ninguém o ouve, nem mesmo os apaniguados da cor, foi fazer birra e queixinhas, aos imigras nas terras de Vera Cruz, ao que apurou aqui o Barão, nem mesmo aqueles lhe deram muita importância, no entanto, conseguiu num volte face espectacular, atrair a atenção dos dirigentes da NBA, a famosa liga de basquetebol Americana, foi revelado em conferência de imprensa que o concurso de afundanços do próximo ano vai contar com a presença do Sr. Mendes, dizem os senhores da NBA, que Mendes afunda melhor que ninguém apesar da sua estatura abaixo da média, exemplo disso é a sua excelente prestação a afundar o PSD.
Soube-se também que reina a confusão nos sindicatos dos taxistas, a ANTRAL, pondera seriamente processar o Sr. Presidente do PP, a associação que representa os taxistas acusa o presidente do PP de concorrência desleal e de falta de ética, isto após vários taxistas se deslocarem ao Largo do Caldas, para se inscreverem no novo sindicato dos taxistas, instado pelo enviado do Barão, um dos taxistas, declarou e citamos; - Pá, eu não era do sindicato, como ouviu falar no partido do táxi, pensei que fosse para defender a malta, por isso vim inscrever-me.
Instado a responder a esta acusação, o Sr. Presidente do PP, escusou-se a prestar esclarecimentos, mas lá foi dizendo, que as inscrições, estão conforme e que brevemente com o crescimento dos militantes passarão a ser o partido do autocarro, a partir daí o céu é o limite, declarou. No seguimento destas declarações, o presidente da TAP, já fez saber que caso o CDS tente ser o partido do avião, este partido será processado pois a TAP detém o exclusivo da exploração aérea nacional.
E assim por cá andamos, ledos e ufanos, cantando e bailando, esqueci o Bloco e os Verdes, mas nesses, para ser sincero, não há matéria nem para um comentário, quanto mais para um post inteiro.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, novembro 22, 2006

Ali versus Acolá

Senhoras e Senhores, Mein Damen und Herren, Ladies and Gentlemen, Signora ed Signore, Dames et Messieurs, Damas e Caballeros, respeitável público a Arena do Ecrã tem o prazer de vos apresentar o combate do século, no canto esquerdo de calções de cor laranja choque, o representante do PPD/PSD herdeiro das mais nobres tradições da social democracia, Ali Lopes “O Menino Guerreiro”.
- Tcharannnnnnnnnnnnnnnnnnnnn…gritos aplausos, senhoras com achaques e desmaios, estão a imaginar a cena!
- No canto direito de calções laranja e risca cor-de-rosa, reprentando-se a si mesmo e a mais ninguém, num brilhante assomo de isenção, o filho dilecto de Boliqueime, Acolá Cavaco “O Migalhas”.
- Tcharannnnnnnnnnnnnnnnnnnnn…tossidelas, umas palmas contidas e uma senhora agintando a bandeira da Junta da Freguesia de Boliqueime, fomos informados que é a feliz progenitora do homem que está no ringue.
Respeitável público este combate decorrerá, em 5 assaltos, de 3 minutos, o som do gongo marcará o fim do round, joguem limpo, lutem bem o povo agradece, porque este é o desporto dos deuses.
Tlim…tlim…tlim… começa o combate, o comentador, sentado na primeira fila limpa o suor com um lenço, e de boca colada no microfone vai entretendo a maralha que ouve o combate pela rádio. A multidão agita-se, as claques estão bem definidas, à exuberância espampanante das Lopetes, respondem os Cavaquetes com uma discreta mas eficaz energia apoiando o seu predilecto.
A luz raia de forma incrível aquele espaço, cornucópias de raios multicolores atravessam a meia penumbra do recinto, entre uppercuts e directos, os dois contendores vão enchendo a cara do adversário de equimoses. À punhada certeira de um, responde o outro com uma certeira murraça, arquejando, as grossas gotas do suor escorrem pelas faces exauridas dos dois adversários, a multidão ulula em êxtase, circulam as pipocas as colas light, o bolo rei e os coiratos.
Marmanjos de bojudas barriganas arreados de grossas leivas de ouro espalhadas estrategicamente pelo pescoço e dedos das mãos fumam charutos puros cubanos, estes patos bravos fazem parelha com loiras platinadas com decotes bíblicos, adejadas de apêndices mamários de dar água na boca a qualquer lactente, enfeitadas com jóias de fancaria compradas na feira de Carcavelos.
Papalvos de fato completo e gravata com o colarinho em desalinho trocam grossas somas, apostando no vencedor, isto sobre o complacente olhar das polícias, que embasbacados seguem o combate, cheira a suor a urina a perfume barato, cheiro a sexo barato de vão de escada e a casa de alterne, cheira a ouro e a dinheiro muito dinheiro.
Tlim…tlim…tlim…soa o gongo o assalto termina, de um lado e outro nódoas negras olhos inchados, vem a boazona do costume, com o placar anunciar o assalto seguinte, assobios e vivas, a loucura domina a turba que quer sangue e quer ver a derrota e o medo nos olhos de quem cair e o combate segue…
Caros amigos e amigas este delírio é produto de uma mente alucinada, que é a minha, mas é muito mais engraçado que aquela infelicidade televisiva da entrevista de Santana Lopes e ao mesmo tempo de Sua Excelência o senhor Presidente da República Cavaco Silva, a aparição televisiva destes dois cavalheiros foi aquilo a que se chama entulho televisivo, uma pepineira colossal, boa para adormecer pessoal com insónias, será que não há limites para a falta de vergonha em Portugal, será que não há noção do ridículo?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 20, 2006

O Reino do Faz de Conta

Uma vez, era um reino, que ficava à beira do mar oceano, semeado de criaturas estranhas e muito, muito complicadas. Neste reino existiam muitos tipos de criaturas, umas menos boas outras assim e outras do piorio, neste reino reinava em real reinação um rei que não era rei excepto quando tinha o bolo, o tal das migalhas do bolo-rei.
Este reino tinha várias ilhas, numa delas habitava um Ogre-papão, que dominava toda a ilha e desatava a desancar e a enxovalhar toda agente por dá cá aquela palha, ninguém o conseguia ou queria meter na ordem, por várias e ridículas vezes o Ogre-papão havia dito cobras e lagartos deste ou daquele fulano, vilipendiado sicrano e arrasado as instituições do reino, no entanto, por artes de poderes encantatórios o Ogre-papão sempre conseguira que os papalvos de quem ele dizia as maiores barbaridades, lhe fossem comer à mão, aparecendo nos ecrãs da Televisão do reino como se fossem os maiores amigos do mundo, entrementes anteriormente, havia arrasado o elfo chamando-lhe tudo quanto era mau.
O último tinha sido o Elfomendes, uma criatura pequenina e irritadiça, uma espécie de grilo da consciência do partido a que pertencia o Ogre-papão, este elfo subira ao poder, e sentira-se o maior, no entanto quando o Ogre-papão, a propósito do anunciado corte nos dinheiros do erário público que alimentam as suas ruinosas prestações, se inflamou, soltando chispas de fogos pelas narinas, o Elfomendes ao invés de o colocar no sitio, preferiu ir-lhe beijar a mão, abanando o rabinho e curvando-se perante o Ogre-papão, que uma vez mais não perdeu a ocasião para achincalhar tudo e todos excepto o elfo, do qual revelou ser o seu mais insigne e dilecto amigo.
Mais uma vez alguém se vendera a interesses comezinhos e medíocres, mais uma vez o líder do partido do Ogre-papão, se rebaixara e engolira em seco, o Ogre devia estar a rir a bandeiras despregadas, como era possível que ele um simples Ogre de uma ilha perdida no meio do mar oceano, conseguisse por em sentido todos os líderes do seu partido, que cambada de vermes sem espinha, fazia deles o que queria, nem o actual chefe do reino quando outrora ainda líder do partido do Ogre-papão conseguira fazer nada, o Ogre ria muito, na sua voz cavernosa, queimado pelos charutos cubanos, apesar de detestar cubanos, e pelo bagaço, que ao que dizem o Ogre tem uma queda para o copo, coisas da vida, não há bela sem senão e ao que consta este Ogre é um belo dum beberrão.
O Elfomendes, ao ir, miseravelmente prestar vassalagem e fazer o beija-mão ao Ogre-papão, dera mais um exemplo de tibieza e fraca qualidade que os líderes destes partidos demonstravam, prestava um péssimo serviço ao reino e ao seu partido, mas confiado em que a memória é curta lá seguia a fazer de conta que mandava alguma coisa, realmente excelente exemplo de futuro líder de um reino que nem um pelintra beberrão de uma ilhota miserável consegue por na ordem.
Quando fossem as eleições para chefe dos elfos, Elfomendes ganharia, seria eleito o Elfo-mandão, sendo mais um excelente exemplo do tipo de nulidades que fazem de conta que governam neste Reino do Faz de Conta.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, novembro 17, 2006

Manias

Visto que a moda pegou, vou aderir para não dizerem que sou mesmo um chato, rezingão, a amiga “Eu Mesma” do blogue, http://oquedernagana.blogspot.com/, que aconselho a visita, invectivou-me a declarar publicamente, 5 manias que eu tenha.
Ora aqui vão;

1 . Nunca me sento de costas para uma porta ou janela, não sei porque tenho esta mania, coisas de louco quem sabe.
2. Bebo sempre café sem açúcar, mas mexo o café, na mesma, com a colher.
3. Tenho a mania de respeitar e de querer ser respeitado pelos outros, mania essa que já me causou alguns dissabores.
4. Tenho a mania de comer frango, sardinhas e entrecosto sem usar talheres, independentemente do sitio onde esteja e estando nas tintas para a tal etiqueta.
5. Tenho a mania de coleccionar coisas, selos, marcadores de livros, canetas, parafusos, modelos à escala, livros, enfim manias.
Deixo o desafio a todos os 220 ou 230 blogues que costumo visitar com regularidade. Um bom fim de semana para todos.

Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, novembro 15, 2006

Os Futuro são as Crianças!

O petiz aproximou-se sorrateiramente do pai, que distraído, enviesava umas piscadelas de olho ao jornal, por desfastio, já que recentemente as notícias eram sempre a mesma treta, crime, e mentiras.
- Pai qual é a diferença entre um Proxeneta e um Chulo?
- Disparou o pequeno à queima-roupa, deixando o outro atarantado e sem palavras, ficou embasbacado a olhar para o puto, que sorria com ar de diabrete, feliz da vida por apanhar o pai de calças na mão, salvo seja.
- Hã…hãn. – Pigarreou. – Ora bem, vamos lá ver, então, é pá isso são sinónimos, são palavras que significam o mesmo, percebes filho!
- Pai, dahhhh, isso eu sei, tenho 8 anos, sei muito bem o que são sinónimos, eu queria era saber o que é que fazem, como é, topas?
- Bem filho, ora basicamente são senhores que vivem à conta das senhoras, elas trabalham e eles usam o dinheiro delas, cobram uma taxa para as proteger, outra para as alimentar, outra ainda para as vestir, outra taxa para o calçado e alojamento, enfim elas tem de trabalhar.
- Pois pai é como diz o tio Zé, elas têm de dar o corpo ao manifesto!
- Pois, ora bem o teu tio… não deves ouvir tudo o que ele diz. Além disso apesar de serem sinónimos estas palavras, usam-se de modo diferente, quando estás a falar assim mais educadamente, deves sempre dizer Proxeneta, é mais correcto, Chulo é uma palavra feia, costuma dizer-se dos tipos que andam a viver à conta do nosso dinheiro mas não se diz, percebes!
- Ok, pai, já percebi!
Alguns dias depois, o pai é chamado à escola, a directora de turma queria falar com o pai porque o pequeno referira-se ao pai de outro colega, utilizando termos menos próprios. O pai estava espantado, o seu filhote apesar de ser um pestinha de primeira água não era mal educado, dizia sempre bom dia e boa tarde, cedia sempre a passagem aos mais idosos, respeitava os professores, enfim era o paradigma do miúdo do seu tempo, o que lhe teria dado, pensava o pai enquanto entrava no gabinete. Sentado numa poltrona macilenta e gasta de tanto uso, o miúdo folheava, com ar enfadado uma revista.
– Como está bom dia! – Atirara a professora
- Bom dia professora, então vamos lá a saber o que fez esse malandrete?
- A professora começou a explicar que numa aula, a professora da disciplina tinha pedido para descreverem a profissão dos pais e que um menino ao descrever o que o pai fazia, fizera rebentar de riso metade da turma, a professora perguntara o motivo da risota.
- O seu filho levantou o braço e disse que sabia palavras que queriam dizer o mesmo que a palavra que era a profissão do pai do menino, a professora perguntou quais eram e ele disse, Proxeneta e Chulo. Foi o que disse o meu pai, dissera o pequeno, a turma rompera às gargalhadas de novo a professora chocada enviara o pequeno logo ao gabinete da directora.
- Peço desculpa, senhora professora, nunca me fizera isto, posso leva-lo.
- Saíram os dois calados, o pequeno olhava para o horizonte adivinhando no cenho franzido do progenitor a bronca que aí vinha, chegados ao carro sentou-se na cadeirinha colocou o cinto e o pai arrancou. De imediato o pai olha para o retrovisor e declara.
- Com mil coriscos, o que é que te passou pela cabeça? Como é que foste capaz de dizer uma coisa daquelas? Já agora que raio é que o homem faz, em que é que trabalha.
- Então pai tu lembras do que disseste, que o Proxeneta era para quem a senhoras trabalham e cobra taxas, o Chulo era o que vivi a conta do dinheiro dos outros, pois o Pedrinho disse o meu pai vive do dinheiro dos outro que lhe dão para ele guardar, tem muitas mulheres e homens a trabalhar para ele e cobra muitas taxas, logo eu pensei que era sinónimo, choramingou!
- Mas que raio é que o homem faz és capaz de me dizer?
- É Banqueiro!
- A luz do semáforo estava verde, a chuva caí em grossas pérolas desse Outono mas o carro não arrancara, o pai soltava as mais grandes e poderosas gargalhadas que o pequeno já ouvira, timidamente até ele começara a rir, do outro lado da rua um polícia fazia soar o apito, lá arrancaram.
- Só tu, para me fazeres rir assim, filhote!


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sábado, novembro 11, 2006

Eu Marxista me Confesso

É verdade sou Marxista! Muitos de vós já o desconfiavam, o verbo fácil e sarrafeiro, a piadeca pouco inteligente e safada, a sempre verrumosa linguagem pontuada de laivos de anarco-sindicalismo caduco, por isso e para que não restem dúvidas, resolvi escrever esta confissão, em jeito de esclarecimento para todos os que não partilhando deste meu gosto, acabam por concordar com aquilo que escrevo neste pasquim electrónico.
Fazendo uma analepse, não me recordo bem de como descobri o Marxismo, mas foi bem sido, com 14 ou 15 anos, foi a televisão que me abriu esse caminho essa estreita vereda de conhecimentos onde só passa quem porfia e quer agarrar-se ao conhecimento, claro que depois anos mais tarde já existiam outros meios mas desses falaremos no fim desta confissão.
Recordo que a descoberta do Marxismo foi para mim uma experiência, agradável, claro que o meu espírito crítico não me permitia concordar com tudo o que ali era apregoado, mas na essência, sim sem dúvida eu era um Marxista convicto, a crítica à sociedade e aos seus valores, a arte da subversão, o constante contestar da rude e bendita sociedade, recorrendo a métodos muitas vezes pouco ortodoxos, tiveram em mim o efeito de um tónico vitamínico, despertando os meus sentidos para integrar essa luta.
A partir do momento em que decidi, ser Marxista a minha vida mudou, passei a ser mais alegre e descontraído, ainda mais crítico e desperto par o mundo e para a roda da vida, o Marxismo entrará em mim como uma religião, durante anos vi tudo sobre o Marxismo, li tudo sobre o Marxismo, biografias recortes de jornal e tudo o que a esse tema fizesse referência.
Hoje, consigo ver a essa distância alguma ingenuidade, consigo ver que há ali coisas menos bem conseguidas, artifícios menos próprios, opções menos precisas, atitudes forçadas, consigo ver isso tudo, por isso me confesso perante vós, para que me julguem se achardes que deveis, contínuo Marxista, é verdade mas com mais tolerância e aberto a outras correntes, no entanto devo confessar que até hoje não decidi ainda qual a faceta do Marxismo que gosto mais, hoje parece-me tudo tão banal e desarvorado, no entanto não consigo escolher entre Chico, Harpo, Groucho, Gummo e Zeppo Marx os famosos Irmãos Marx, os únicos responsáveis por eu ser Marxista.


Filmes com os Quatro Marx Brothers:

Humor Risk (1926)
The Cocoanuts (1929)
Animal Crackers (1930)
The House That Shadows Built (1931)
Monkey Business (1931)
Horse Feathers (1932)
Duck Soup (1933)

Filmes com os Três Marx Brothers (depois de falecimento de Zeppo):

A Night at the Opera (1935)
A Day at the Races (1937)
Room Service (1938)
At the Circus (1939)
Go West (1940)
The Big Store (1941)
A Night in Casablanca (1946)
Love Happy (1949)
The Story of Mankind (1957)

Filmes a solo

Groucho:
Copacabana (1947)
Double Dynamite (1951)
A Girl in Every Port (1952)
Will Success Spoil Rock Hunter? (1957)
The Mikado (1960)
Skidoo (1968)

Harpo:
Too Many Kisses (1925)
Stage Door Canteen (1943)

Chico:
Papa Romani (1950)

Zeppo:
A Kiss in the Dark (1925)

*Marxista, ao contrário do que pensam é um tipo que gosta dos filmes dos irmãos Marx.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, novembro 08, 2006

Epistola Aos Incréus

Naqueles tempos o Profeta, também conhecido por JS, para se distinguir do outro, do JC, sim porque isto da religião cada macaco no seu galho, perdão cada santo no seu altar. Recomeçando, naqueles tempos o Profeta andava amargurado, toda a gente lhe queria ir aos fagotes por causa da OE, Oração de Estado, era uma ideia que JS tinha tido, depois de ter falado com o Altíssimo no Alto de Belém pedindo ajuda.
O céu toldara-se de névoas, nuvens e neblinas, ao longe coriscavam raios, onde antes estava o silêncio ribombavam os sonoros e estrepitosos catrapuns dos coriscos, chovia que Deus a dava, esta foi bem metida, JS, também conhecido como o Artífice, uma espécie de engenheiro da época, ajoelhado em pose de penitência, com a túnica a escorrer água, mortificado e borrado de medo ouviu então uma voz vinda do alto, - Rais’parta as migalhas do bolo rei.
- E com isto as chispas dos coriscos riscavam o plúmbeo firmamento eivado da fera procela, esta é do Luís Vaz, num repente repentino, rápido e despachado, exactamente o mesmo tempo que uma castanha leva a cair de um banco, sem ter importância o tamanho do banco, um molho de urtigas pega fogo, sim urtigas porquê, ora não querem lá ver, isso da sarça é na história do outro além disso a sarça tinha de ser importada, fica caro e a malta está em contenção orçamental, as urtigas servem perfeitamente, além disso o milagre é o fogo arder e não queimar, não é o raio da planta que diabo, ops perdão senhor!
Das urtigas brotava um intenso fogo vivo, faíscante, uma voz cavernosa com sotaque do sul e ligeiramente sopinha de massa disse. – JS procura as tribos e faz ver aos incréus que para tu e os teus compinchas puderem estar no altar, e eu também já me esquecia, é preciso que eles continuem a pagar, vai e leva as palavras do teu Senhor.
- Aos joelhos do Profeta aterraram 1743 tabuinhas com a OE, gravadas em letra tamanho 12, tipo Arial a espaço e meio, o Profeta assustado funga e chora, - Senhor eu não mereço esta Graça! – Vai já disse, Maria vem ver o teu filho, este choramingas, eu sempre disse que ele devia ter ido para os Comandos a ver se enrijava. Vai já disse, vai cumprir o teu destino.
Entretanto vá lá saber-se porquê o fogo das urtigas tinha pegado ao mato rasteiro do bosque que ninguém limpava e tinha dado início a um grande incêndio, que queimara 483 hectares de floresta virgem, suspeitando as autoridades de acto criminoso pois haviam sido descobertas 1741 tabuinhas muita arrumadas que pareciam indiciar o crime, entrementes o Profeta quando se apercebera que o fogaréu lhe estava a chamuscar o rabo pegara em duas tábuas e arrancara à francesa monte abaixo, com as barbas já chamuscadas.
Naqueles tempos 13 tribos habitavam aquela região, preferida dos deuses, esta é da Íliada, os Labregos, os Borra-botas, os Safardanas, os Farsantes, os Broncos, os Galfarros, os Pelintras, os Pategos, os Tansos, os Lorpas, os Bardamerdas, os Papalvos e a tribo perdida, logo nunca achada dos Culpados, estas eram as 13 tribos, que na realidade eram só doze, uma coisa ao estilo dos 3 Mosqueteiros que afinal eram 4 mas no inverso.
Era a toda esta gente que JS, o Profeta tinha de mostrar o que tinha salvo da OE que o Altíssimo lhe tinha dado, restavam 2 míseras tábuas com 10 mandamentos era tudo o que sobrara, os apóstolos, diziam, - Mestre nós somos sabedores, esta é do Seleccionador, de que por um infeliz acidente havia muito mais para dar às tribos, mas vai em frente, comunica a palavra do Senhor a estes incréus.
- Colocaram as tábuas na Arca da Aliança Democrática, que vinha dos tempos ainda mais antigos, que falavam de uma aliança entre tribos, de um bloco central da maioria silenciosa enfim uma confusão e uma trapalhada dos diabos!
– MAU, MAU, OUTRA VEZ, OLHA LÁ OH ESCRIBA ESTOU A VER QUE QUERES EXPERIMENTAR A MÃO DO SENHOR.
– Perdoa-me Altíssimo é que estou distraído a rir do que estou a escrever e dá nisto!
Retomando, naqueles tempos o Profeta chegado à AR, ou Assembleia Religiosa, pegou nas tábuas e mostrou os 10 Mandamentos tal como o seu Senhor lhos haviam mostrado gravados a fogo na madeira de eucalipto, pois eucalipto se calhar queriam mogno ou teca não.
- Olhai, tribos ignaras e pagãs, esta é a palavra do Senhor! – Rezavam assim os Mandamentos:

1. Eu sou o Vosso Senhor, por tal pagai.
2 . Não invocarão o meu nome, excepto se pagarem.
3 . Não trabalharão ao dia santo, excepto se descontarem tudo incluindo sobre as gorjas.
4 . Honrem o vosso pai e mãe e paguem o que eles não puderam descontar.
5 . Não ficarão a dever às finanças.
6 . Não cometerão adultério, excepto se pagarem.
7 . Não roubarão, sem declarar as mais valias e pagar as taxas aplicadas.
8 . Não levantarão falso testemunho, a menos que sejam pagos para isso, devendo declarar os montantes ao fisco.
9 . Não cobiçarão a mulher do outro excepto se, se divorciarem, declarando os bens e pagando as taxas legais.
10 . Não cobiçarão a casa do vizinho a menos que tenham dinheiro para pagar os juros do empréstimo.

Estarrecidos os representantes das 12 tribos ficaram quedos, afinal aquela arenga toda só significava uma coisa, este deus novo o altíssimo ou o profeta ou lá o que era, ia era depena-los a eito, levando-lhes os tostões todos, mas isto era naqueles tempos.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, novembro 06, 2006

Os Deficientes. Esses Malandros!

Ele há gente capaz de tudo, até de ser deficiente para poder escapar aos impostos. Esta parece ser a doutrina do actual Ministério das Finanças, quando no actual Orçamento de Estado se propõe taxar todos os deficientes que ganham mais de 800 Euros mensais. A ser verdade, e a ser concretizado na prática este procedimento é a maior estupidez alguma vez feita, das muitas que são cometidas contras os deficientes em Portugal.
Ser deficiente em Portugal excepto se for de família rica, o que deverá ser uma minoria, é viver num pesadelo constante, isto porque estes sucessivos ingovernos que tem passado pelo panorama nacional, pouco ou nada tem feito para defender os cidadãos deficientes de Portugal, isto e apesar de existir legislação razoável nalguns casos pontuais, o que acaba por acontecer é que ela nunca é cumprida nem tão pouco se fiscaliza e incentiva o seu cumprimento.
Poderíamos usar adjectivos, mais ou menos pejorativos, para classificar os vários governos, os muitos ministros e as suas actuações, tais como ineptos, incompetentes, inúteis, incapazes, impotentes, imbecis, energúmenos, empecilhos, idiotas, emplastros, canhestros, safardanas, galfarros, cretinos, broncos, burros, cavalgaduras, cavalidades, bestas quadradas, parvos, bananas, pelintras, badamecos, palhaços, mentecaptos, fruta do chão, cromos, bandalhos, a lista seria longa e cada adjectivo assentaria como uma luva nesses senhores, porém a educação esmerada que nos foi dada e o respeito que temos pelas instituições da Administração Pública da República Portuguesa, impedem-nos de o fazer, diremos apenas que estes senhores são menos correctos e um pouco distraídos nas conclusões e nas acções que levam a cabo.
A minha raiva é tanta que facilmente cederia ao insulto gratuito, com o defecar à porta da AR e limpar o traseiro à gravata de seda de algum deputado que fosse a passar, mictar em cima do Ministro também não seria de todo despropositado, ou atirar-lhe com bosta de vaca fresquinha, no entanto mais uma vez o decoro e o respeito impedem-me de o fazer.
Decoro e respeito, que esses cavalheiros raramente demonstram por mim enquanto deficiente, para quem julgar que 800 Euros são uma fortuna, deixem-me dizer-vos que uma cadeira de rodas com motorização, facilmente chega aos 5000 Euros e não é nenhum topo gama, uma scotter, triciclo para deficientes custa 2000 a 3000 Euros, uma cadeira de rodas manual pode ir dos 200 aos 1500 Euros, dependendo do tipo de deficiência para que seja necessária, uma simples roda traseira de cadeira de rodas, pode ir de 70 a 90 Euros.
Um programa de Zoom Test para amblíopes custa cerca de 100 Euros os simples até 600 os melhores, um teclado Braille não custa menos de 2500 Euros, podendo chegar aos 10 000, os mesmos preços que podem atingir as impressoras em Braille.
Nem vou falar das próteses para os amputados, mas só para vos dar um exemplo a minha custou 4000 Euros há 15 anos, por isso é fácil fazer a conta ao que é ser deficiente em Portugal, claro que depois existe todo um amplexo de deficiências com particularidades e exigências próprias, apoio especial, internamento, acompanhamento terapêutico, fisioterapias várias, fraldas, medicação, enfim um nunca mais acabar de coisas que para além de não serem comparticipadas, são caríssimas.
Por tudo isto e pela trampa de legislação que temos nesta trampa de país, que enfia na miséria os seus deficientes, eu digo que esta medida é criminosa, demonstra que quem a propõe é uma refutadíssima nulidade, tem menos miolos que uma galinha morta. Quando eu vejo este país a desbaratar rios de dinheiro em habitação social para parasitas sociais, que nada produzem, ou em mirabolantes ajudas a tudo o sítio do mundo, fico capaz de me fazer explodir dentro do parlamento.
Então, os senhores, minhas alimárias, malbaratam fortunas, em trapices imbecis, em projectos de treta, em bairros sociais para escumalha, deixando à míngua pessoas que por serem deficientes são relegadas para último plano, os deficientes são em Portugal a única e verdadeira minoria ostracizada por toda a gente, não conseguem emprego mesmo quando se fartam de lutar por ele, não conseguem reconhecimento, e para pelo menos passearem na rua, ainda tem de lutar contra todo o tipo de barreiras físicas, como escadas e degraus, carros carrinhas e carretas em cima dos passeios, buracos de todas as dimensões, postes e caixotes do lixo, placares de publicidade e todo o tipo de coisas, que a incúria a boçalidade e a estupidez desta trampa de sociedade onde tivemos a infeliz sorte de nascer nos atira para a frente.
Como se tudo isso não bastasse, ainda aparecem estas sanguessugas, governantes para sugar a réstia de alento que nos resta.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, novembro 03, 2006

OBRIGADO!

Estou atolado em trabalho até às orelhas, tirei uns minutos para agradecer a todos os que me enviam mails, e pedir desculpas públicas à Maria de São Pedro do blogue: www.luadoslobos.blogspot.com, pela demora em lá chegar, visitem que é um excelente blogue.
Quero agradecer a todos em particular à Joana que eu não conheço mas a quem o comentário que deixei sensibilizou, a Joana enviou-me o seguinte mail, que tomo a liberdade de publicar, poorque o mail da Joana também me fez recordar que um dia ouve uma “Joana” e uma família que acreditou em mim e não me deixou afundar;


“... peço desculpa pelo atrevimento de invadir assim a sua caixa de correio electrónico, mas não pude deixar de o fazer.
Li um comentário que deixou no blog "Azul e Verde", sobre a questão do Mário Jardel e queria apenas dizer-lhe que admiro, honestamente, com todo o coração, a sua força de vontade e a sua coragem de vida.
Tempos houve em que alguém cruzou a minha vida, cheio de histórias semelhantes... mas nada o conseguiu demover e rumar aos carris da sobriedade. Talvez por não ter essa família equilibrada que o Francisco teve a Graça e a sorte de ter.
Lê-lo, trouxe-me memórias dolorosas (embora bonitas) e fez-me pensar que, afinal, para algumas pessoas, é mesmo possível recomeçar.

Um beijo, Francisco.
Obrigada


Joana”

Eu não conheço a Joana, nunca a vi, como nunca vi a enorme maioria dos que visitam este cantinho de palhaçada que é este blogue, no entanto a amizade o carinho e a simpatia que vocês me despertam, fazem com que tenha de vos dizer obrigado e bom fim de semana.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão daTróia

terça-feira, outubro 31, 2006

Um Exemplo, exemplar!


Esta notícia saiu há dias num jornal diário, uma notícia pequenina de fim de página, rezava assim; “ Catorze actuais e antigos deputados sul-africanos foram condenados por fraude, depois de terem admitido abusar dos subsídios de viagens concedidos aos parlamentares, segundo um comunicado da Autoridade Nacional de Acusação divulgado ontem. Os arguidos foram condenados a multas entre os 2641 euros e 12.547 euros ou penas de prisão de três a cinco anos”.
Muito bem agora vamos supor que a notícia era sobre Portugal e deputados portugueses, que era publicada no mesmo diário, a redacção da notícia seria radicalmente diferente, vejamos; “ Dois deputados dum lote inicial de catorze actuais e antigos deputados portugueses, foram condenados por alegada fraude, o Ministério Público só produziu prova no caso destes dois deputados, visto que no caso dos outros doze, a matéria de facto, já prescreveu. A condenação surge depois de um período de 5 anos de investigação, 3 anos de instrução e 4 anos de julgamento, em que os arguidos negaram qualquer abuso dos subsídios de viagens concedidos aos parlamentares, afirmando alguns deles tratar-se de uma cabala que atinge directamente a sua honra e o seu bom nome, existindo assim matéria para processar o estado e exigir a respectiva indemnização por ofensas morais, divulgou ontem uma fonte anónima do Ministério público já que o processo ainda se encontra em segredo de justiça.
Os dois alegados arguidos condenados incorrem numa multa de 30 a 300 Euros, ambos já declaram que vão recorrer, da sentença. Prevendo-se que a leitura da decisão do recurso seja feita no prazo de 2 anos, até lá os alegados arguidos mantém todos os seus cargos na Assembleia, visto faltarem somente 2 anos para o fim dos seus mandatos.”
Duas diferenças saltam logo aos nossos olhos, a 1ª é que a notícia portuguesa é maior, porreiro um a zero, a 2ª diferença reside no tamanho dos dois países, eles são um pouco maiores, porra um igual.
É caso para dizer, na África do Sul só demoram um ano a julgar e condenar deputados criminosos, e vocês por cá, quanto tempo mais vão demorar.

P.S. – Contínua ainda por esclarecer aquela questão do tal subsídiozito que os nossos queridos deputados auferem para os transportes públicos que nunca usam, pergunto eu, se não usam não podem apresentar a justificação para receber o subsídio, então porque recebem na mesma, será isto legal?

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Pedido de Sangue!

Pedido de sangue!
Por motivo de doença grave, um amigo está hospitalizado. À espera de ser operado.Ainda não o foi porque tem um sangue raro (B-).
Pede-se a quem tenha este tipo de sangue que contacte com urgência:
Luís de Carvalho - 931085403
Pedro Leal Ribeiro - 222041893 Fax: 222059125
Se não puderes ajudar, por favor divulga este pedido.
HOJE POR ELE AMANHÃ POR TI!

Divulgação


Para mais informações acerca do lançamento deste livro visitem o blogue:


Vejam estes dois blogues, podem conhecer alguém que precise de ajuda ou podem querer ajudar;
Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, outubro 29, 2006

Notícias que provavelmente nunca o serão

Numa conferência de imprensa, realizada hoje num hotel da capital o conhecido empresário da noite J. S. Lopes, anunciou que pretende ser candidato pelo seu partido à Junta da Freguesia de Vila Pouca da Esparrela, com o lema “ O menino guerreiro volta à Esparrela…”. Instado a pronunciar-se sobre este assunto o líder do Partido Socialista Democrático, declarou que, e passamos a citar”… o Sr. Lopes não está na política activa há muito tempo, não percebe que o seu tempo já passou…” J. S. Lopes um conhecido empresário da noite e antigo advogado, tem 89 anos e pretende abrir uma discoteca de cariz revivalista com êxitos dos anos 80 do Século XX, em Vila Pouca da Esparrela, ao mesmo tempo que concorre para Presidente de Junta.

A Polícia Judiciária solicita que divulguemos o seguinte comunicado: Fugiu de sua casa no passado dia 28 de Dezembro de 2052 o Sr. Barroso, tem 1,70 de altura, sofre de perturbações mentais tendo sido visto pela última vez na estação do Barreiro a comprar um bilhete para Bruxelas, pede-se a quem o encontrar que contacte a PJ”. Ao que conseguimos apurar este senhor, já fugiu outras vezes, sempre na direcção de Bruxelas e clamando aos gritos ser ele o verdadeiro Presidente do Conselho Europeu.

Num golpe de teatro fantástico foi comunicado ontem à imprensa pelo assessor para a comunicação do Partido da Fundação do Oriente Próximo, que o seu candidato será o Sr. M. Soares, ou antes o holograma do Sr. M. Soares. Já que o dito senhor faleceu há cerca de 43 anos, portanto é o seu holograma que irá concorrer, no comunicado foi realçado que as excelentes prestações do candidato no passado tinham um peso decisivo na actual conjuntura, sabendo nós de antemão, que só 0,001% dos eleitores, possuem uma vaga noção de quem foi o Sr. Soares. Aguardamos mais notícias.

Foi preso ontem em Boliqueime o mais idoso assaltante de Portugal, o Sr. Silva de 96 anos, é dos mais empedernidos e galfarrentos meliantes de Portugal.
Este meliante é o mais antigo cadastrado em actividade em Portugal, reportando-se aos suas malfeitorias ainda há década de 90 do século XX. Aos 96 anos este homem de origens humildes que outrora desempenhou alguns cargos de relevo político em Portugal, é um meliante duro e experiente que se especializou no assalto às pastelarias.
O seu modo de operar é sempre idêntico, chega, pede uma bica em chávena escaldada com pingo e um pastel de Belém. Enquanto a funcionária escalda a chávena e sacode o pingo o meliante ataca roubando um bolo-rei, fugindo depois a toda a velocidade que o reumático lhe permite, trincando o bolo, com tal voracidade e de boca aberta, vai deixando migalhas espalhadas por todo o caminho, facto que normalmente o incrimina e leva à sua prisão, já que às forças policiais basta seguir o rasto das migalhas até à sua porta e verificar as migalhas que ficam no canto da boca de avôzinho metralha.

Foi eleito Associado Honório pela APoGaPeCA*, o senhor Engenheiro José S.¹, a citada associação entendeu, agraciar o senhor engenheiro com esta distinção, pelo enorme contributo que deu ao desenvolvimento desta associação e ao volume de negócios que permitiu aos seus associados atingir. O Presidente da APoGaPeCA, declarou e citamos, “… as reformas e os choque do senhor engenheiro fizeram mais pela nossa associação do que muitas maleitas…” terminou dizendo que como homens como o senhor engenheiro, depressa muitos dos problemas do mundo, como o excesso de população estariam resolvidos.
*Associação Portuguesa de Gatos-pingados e Cangalheiros de Aldeia
1 Serapião, igual ao filósofo Grego
Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 27, 2006

O Guei e o Pgesidente! *

Como se nada mais existisse para discutir neste país, volta e meia, lá volta a discussão da Monarquia vs Republica, adeptos de uma e de outra causa, esgrimem argumentos mais ou menos ridículos e estapafúrdios a favor ou contra um e outro modelo.
Tenho amigos monárquicos e tenho amigos republicanos, devo confessar que pessoalmente entre uma e outra venha o diabo e escolha. Os monárquicos são aquela rapaziada betolas, com aspirações a serem Condes, Viscondes ou quiçá Barões, alguns com uns apêndices pelosos sitos logo abaixo da narigueta, muito cuidados e enviesados com longas pontas retorcidas, acho que dá um ar nobre, foi a resposta que me deu um desses bons e inofensivos rapazes da monárquica causa, que porta uma tal bigodaça, percebo, disse-lhe eu em tom irónico, é que não tive coragem de dizer ao tipo que o único ar que ele tem é a de “roberto”, que para quem não se lembra, eram uns bonecos tipo marioneta que no antigamente andavam pelas feiras e romarias, fogo estou velho como o caraças.
Os republicanos são cada vez menos, ou seja 1 em cada mil Portugas, sabe o que é a republica e identifica-se como republicano, o resto da malta limita-se a andar por cá a ver passar os comboios, coisa que num país cretino que desinveste nesta importante modalidade do transporte público, não será fácil.
São vários os argumentos que a rapaziada real advoga, um desses é o do desenvolvimento e tal, que os países que são monarquias são desenvolvidíssimos, pois tá bem abelha, a Alemanha enquanto foi monarquia foi um espectáculo, a Inglaterra se não fosse o Parlamento estava bem arranjada, A França idem, e nós a julgar pela última dinastia sim senhor íamos bem encaminhados.
Outro argumento porreiro é aquele que diz que o Rei é educado para a sacrossanta função de representar o país e tal e coiso, ah é, não sabia dessa, já avisaram o Príncipe Carlos ou as suas crias, pela atitudes a coisa descambou um pouco. Um argumento mais falacioso é o da poupança ao erário público, talvez não sei, façam as contas o tipo reina 30 ou 40 anos, come e bebe à pala, faz nomear 375 conselheiros, viaja pelo mundo arrastando a camarilha chupista dessa nobreza falida e farroupilha da treta que vegeta pelas discotecas da capital a tratar os filhos por você. Não sei não! Essa peta da poupança não me convence.
Do outro lado o republicanismo pseudo democrático, que tão bem conhecemos o que me escusa de mais delongas, pois são democráticos, dizem eles, não tenho visto nada disso, bem pelo contrário, a nossa I Republica foi o que foi, o Estado Novo foi um fenómeno híbrido, era uma republica mas quem reinava era o Ti Oliveira, mas dizia-se que Portugal era o Império, que grande confusão.
A republica é por excelência corrupta e despesista, talvez até mais que a Monarquia, a republica sob a tal capa da fraternidade e igualdade, aprisiona e escraviza as massas, é uma espécie de ditadura da democracia, isto está bonito, onde uns poucos e sempre os mesmos se fazem eleger a si e aos seus, no fundo a republica é um sucedâneo da Monarquia. É uma espécie de Monarquia descafeinada.
Notem caríssimas amigas e amigos, que nada tenho contra uma ou outra forma de estado, para que conste nem a favor, até acho que a questão da Monarquia devia ser referendada, eu até votaria sim, só para me rir mais um pouco, porque se a palhaçada é o que é com a republica imaginem com a monarquia, o que não seria, com os mediáticos condes e viscondes que por aí andam a coisa seria mesmo de rebentar a rir.
*O autor tem um problema de dicção. (A piada tá um bocado estafada mas como não arranjei título melhor)

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 26, 2006

2 Milhões

É daqueles números abstractos que nos deixa a pensar, dois milhões de pessoas vivem ou antes sobrevivem naquele país com menos de 1 Euro por dia, como é isso possível, tendo em conta que ainda há bem pouco tempo esse país era o paradigma do sucesso Europa, era o Oásis, que passou a Paixão de seguida a Choque e receio bem que chegue a Traque num instante, já que a coisa tem vindo sempre a decrescer, espera-se que atinja o zénite com o eflúvio estomacal sorrateiro e por vezes húmido a que se atribui o nome vernáculo de Bufa.
Dois milhões de pessoas nesse país vegetam, dormem à noite de barriga vazia, não vêem televisão nem compram jornais, não lerão estas linhas, creio até que se estão nas tintas para o orçamento de estado e para a Assembleia da Republica. Dois milhões de pessoas, choram, sangram e tossem, dói a barriga com a dor da fome, a dor da fome é uma dor sui generis, não falo do vulgarmente chamado ratito no estômago, não, falo numa dor que se instala fundo, que nos atravessa a alma e que dói, dói como nada faz doer, é impossível de descrever por palavras, quem nunca sentiu fome ao ler isto nem sequer sonha como é a dor, essa dor que alquebra e desalenta, tornando redundante e penoso até o respirar.
Nesse país que se orgulha das auto-estradas, do novo aeroporto de dez estádios para as moscas, é o maior campeonato de moscas, varejas e mosquitos do mundo, de comboios super hiper rápidos, da banda larga e da via verde, para esse país o que são dois milhões de pessoas com fome com carências, com pobreza extrema, tristes sem ilusões, caramba são dois milhões!
Nos discursos de circunstância não falam disso, porque nem sequer disso há consciência, nesse país que faz de conta que é rico, a preocupação é África, é a Palestina, é o Afeganistão é Timor é todo o sítio que dê para aparecer nos jornais e nas revistas, é gente muito religiosa e muito caridosa e muito preocupada em missionar. No entanto ao virar da esquina, no andar de baixo ou na porta ao lado, estão dois milhões de seres humanos que vivem abaixo do limite de pobreza e tão pouca gente se preocupa com eles, porquê?
Será porque não são pretos? Será porque são brancos? Será porque são Portugueses? Será que por serem portugueses devem ser ricos e estão a mentir? Será que sofre menos, quem vive em Massamá ou em Sanfins do Douro do que no Darfur ou em Ramallah? O sofrimento mede-se? Como? Quem mede o sofrimento, existe um sofridómetro?
Tanta pergunta sem resposta, e dois milhões de seres humanos nesse país que sofrem sem meios de subsistência, nesse país da Europa, da União Europeia, esse país onde tu e eu vivemos, esse país que é Portugal.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, outubro 24, 2006

O Vento Mudou Mas o Cheiro Continuou o Mesmo

Plano geral, escritório típico de advogado farçola, plano apertado entra o protagonista, uma espécie de sempre em pé da política, camisita de alvura tipo “ Aldeia da Roupa Branca”, corte de cabelo estilo “Menino Rebelde de Campo de Ourique” empastado de gel, plano americano, foca o nosso herói a debruçar-se sobre a papelada fingindo que está ler, capacidade sobre a qual o autor deste texto tem sérias dúvidas que o tal nosso herói possua.
A objectiva abre em média luz em contraste, em voz off, o nosso herói revela o que lhe vai na alma, diz que se dedicou a ser advogado, sinceramente gostaria de saber quem no seu perfeito juízo contrata este gabiru para advogar o que quer que seja mas enfim, o homem está, como se diz aqui na terra, descorçoado.
De todas as bojardas que soltou, pois a estação de televisão concede-lhe aqueles minutos, para isso mesmo, para dizer disparates e assim fazer subir o share, até porque o canal em causa, é de um amigo, uma coisa o infeliz telespectador percebeu de imediato, tal como na história dos 3 mosqueteiros que afinal eram 4, a entrevista deste homem mostrou ao mundo que afinal o quarteto do gato que fede, é um quinteto.
Vejamos. – Ah e tal, as taxas moderadoras! – Não as taxas moderadoras, fui eu que propus, e o que é que eles disseram? – Pois taxas moderadas cum caraças! Pois, e mai nada! Vai buscar Tibi!
Tal e qual Santana dixit. Santana é o quinto gato, ficou desvendado o mistério. Esse excelente produto político da praça da alegria em que está transformado este país, lá ligou ao titio Balsemão, que lhe arranjou uns minutos de publicidade, pois porque aquilo foi um spot publicitário, o cavalheiro precisava de dizer que estava a praticar advocacia, porque isto tá mau e angariar clientes não tá fácil, até porque hoje a malta solta um traque e catrapumba, logo aparece um advogado. Foi de risos, estas coisas são porreiras, a malta diverte-se com estes grandes pândegos. Força Santana, pá a malta tá contigo, prometo-te que se eu processar aquele bar onde vou, porque vendem uísque marado, é a ti que vou contratar, visto que tens uma certa afinidade com essas coisas, noitadas copos e tal.
Nota final, os partidos não acertam as suas próprias contas como podem querer acertar as do país.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 23, 2006

Epístola Aos Pagãos

A vós pagãos que me escutais!
Naqueles tempos, o profeta andava amargurado, dois dos seus discípulos, desaustinados de todo tinham metido a pata na poça e irritado o povo. O profeta estava cansado, afinal andava ele a apregoar choques disto e daquilo, a encomendar estudos sobre os milagres que a malta mais gostava, a gastar rios de dinheiros em pombos correio e estafetas, para depois aqueles dois patarecos estragarem tudo com bocas da reacção, que diabo, perdoa-me senhor, tinha de fazer algo.
E depois a populaça, ignorante e pagã, andava irritada e amargurada, os pategos não percebiam nada de milagres, alias o estudo que encomendara, que por acaso fora um pechincha, feito pela empresa de um amigo de infância só custara 230 mil Euricos, o estudo mostrava isso mesmo, cambada de chipansos ignorantes, 56% queriam ver a selecção nacional de Finta o Fisco, que era o desporto nacional, ganhar o mundial, 22% queriam era ter uma palafita à beira do mar e uma carroça de 4 cavalos GTA*, que cambada.
Ele decidira fazer um milagre bem mais fácil, escolhera o milagre da multiplicação, mas agora aqueles dois papalvos, andavam a estragar tudo. Amanhã iria resolver aquilo, ia mas era dormir, que isto de ser profeta era uma canseira.
Amanhecia no monte das Rosas, onde o profeta adorava estar, pequeno-almoço tomado, agarrou em dois PCexpress¹ e enviou-os aos discípulos. Passados alguns minutos, aí vinham os dois monte acima ofegantes e em bolandas. – Bom dia mestre, em que Te pudemos ser útil, gritaram os dois em uníssono.
- Ora bem para me serem úteis deviam era cozer a boca, seus papagaios! – Disse o profeta erguendo a mão aos céus num gesto teatral tipo filme bíblico dos anos 50. Imaginem a cena, com raios e coriscos, trovões e nuvens negras, vento e arbustos a arder, com os discípulos acagaçados de joelhos a rezar ao Altíssimo.
- Pinhão, minha besta-quadrada, então tu vais dizer à malta que a crise acabou, oh meu grande dromedário, meu imbecil, que tens a dizer, vá confessa-te!
- Perdoa-me Mestre que não foi por mal, eu tinha estado a dar no licor de figo e na aguardente de medronho, depois lembrei-me que era um milagre porreiro e vai daí, zás disse aquilo.
- Então e não pensou, que se o raio da crise acaba estamos tramados, que sem crise já não temos desculpas para esburgar a malta, que já não podemos sacanear o que quisermos e quem quisermos, meu grande asno, vais já pedir desculpa, anda raspa-te. – Pinhão botou a correr por ali abaixo direito aos escribas e arautos do reino para fazer o que o Mestre dizia.
- Agora nós oh Guerrilha do Castro, então tu vais dizer que a culpa da subida do preço do papel higiénico, é do povo, tu tens noção da barbaridade, que proferiste! – Erguendo-se em bicos de pés, gestos tétricos e a mesma cena com trovões e tal.
- Perdoa-me mestre a culpa foi daquele incenso que eu comprei a um malvado marroquino, como sabes eu gosto muito de meditar, comprei incenso, o marroquino até me garantiu que o porro era do bom só cabeças e cheias de óleo, ora o óleo arde bem e levei, pus aquilo a arder e comecei a ter visões e depois disse aquilo.
- Valha o Altíssimo, com é que se pode ser prior de uma paróquia destas, um bêbado e o outro agarrado!
- O profeta arrepelava os cabelos, gesticulava, olhou para o discípulo que tremia a seus pés e assentou-lhe uma valente biqueirada no traseiro, acrescentando. – Raspa-te e vai a correr desculpar-te meu tragalhadanças.
Caramba com gajos destes estou arrumado, não há milagre que resista, nem o milagre das pedras se salva.
Naqueles tempos de choque, o profeta ficara chocado com a leviandade dos seus discípulos, assim o povo não o seguiria, contestaria as sua absurdidades e recusaria pagar, e pagar e pagar, que era o únnico préstimo que tinham aqueles energúmenos.
*Grande Turismo Animal (GTA)
1 Pombo Correio Express

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 20, 2006

Sem Perdão

Tem para hoje anunciado o desfecho, um dos julgamentos mais mediáticos dos últimos tempos, a anedótica sucessão de acontecimentos que levou finalmente ao julgamento, fez com que eu tenha anteriormente escrito o seguinte”…estando eu em crer que provavelmente nunca este caso irá a julgamento, se o for porém fiquem certos de que os arguidos a julgar será meros títeres, cuja função será arcar com as culpas e desviar as atenções…” Escrevi esta opinião cerca de um ano e meio depois do desastre, pois o rocambolesco jogo do empurra denunciava o que se iria passar.
Passados que estão 5 anos e meio, hoje dia 20 de Outubro de 2006, será lido o acórdão do Tribunal em relação à prova produzida e deliberando da pena aplicar aos arguidos. Os arguidos, uma verdadeira brigada do reumático, tanto que a idade dos arguidos até foi utilizada como atenuante à aplicação da pena, quatro engenheiros da extinta JAE e dois técnicos de uma empresa privada, são pura e simplesmente os bobos da festa, são o cordeiro sacrificial de toda esta palhaçada.
O pouco respeito que ainda existia em mim pela Lei e pelos tribunais desapareceu hoje, a vergonhosa encenação a que este suposto Estado de Direito se prestou é duma baixeza inqualificável, teria sido melhor que a maquinação tivesse ficado esquecida quando um tal Sr. Juiz, decidiu arquivar o caso, teria sido melhor assim, todos ficaríamos com a sensação de que teria sido mais um caso de corrupção e manipulação da Justiça, mas pronto engoliríamos a história. Infelizmente ao reabrirem o caso para esta vergonhosa falta de respeito, pela memória de todos os que faleceram, pela Justiça e por todos nós é algo que eu não achava ser possível.
Portugal é um país podre, completamente podre, irremediavelmente podre. A facilidade com que se suja o nome daqueles cidadãos, que até concordo, devessem fazer parte do processo como co-arguidos, a facilidade com que se mancha o nome e honestidade dessas pessoas é arrepiante. Onde estão os outros, onde estão os políticos, os ministros o presidente de câmara, os directores de topo, os areeiros, os que licenciaram os areeiros, os que falharam as inspecções da ponte, os que não legislaram a tempo sobre a obrigatoriedade das inspecções e seu conteúdo onde está toda essa gente, bastante mais culpada, vergonhosamente mais culpada, impensadamente ausente.
É com profunda tristeza que vejo morrer a réstia de esperança que tinha em finalmente ver que a culpa em Portugal seria assumida, que existiria gente com honra neste país, infelizmente assim não será, este julgamento ficará para a história como uma vergonhosa encenação, que tão somente pretendeu esconder sob a capa da legalidade a culpa de uma série enorme de cobardes ineptos, que se acoitam sobre as cores partidárias e os lugares políticos de onde manobram as instituições deste país, este julgamento é a mais completa e ridícula encenação judicial que há memória, se exceptuarmos o processo dos Távoras.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, outubro 18, 2006

É preciso cuidar! Porque os Maus-tratos existem!

Era um canteiro igual a tantos outros canteiros de tantos outros jardins habitados por tantas e tantas espécies de flores, mas este era especial porque a florzinha estava ali, ondeando ao sabor das brisas, banhando-se com as orvalhadas da aurora, e aquecendo-se com o sol.
O pai flor não lhe ligava muito, estava mais interessado em atrair os insectos que pudessem levar o seu pólen o mais longe possível, a mãe flor ocupada em resistir aos ventos e falar com as amigas tinha pouco tempo para a pequena florzinha.
Um cacto malvado adorava espicaçar com os seus aguçados espinhos a pobre florzinha, o caracol pirata mordiscava-lhe as pequeninas folhas, florzinha vira-se para o pai flor em súplica de auxilio, mas este demasiado ocupado ou nada preocupado ralhava-lhe batia-lhe com o forte caule na sua pequena corola e fazia de conta que nada se passava, a mãe flor ocupadíssima fazia de conta que não a via.
Florzinha, entristecia, a cada dia, fechada sobre si mesma, as ervas daninhas erguiam-se ameaçadoramente à sua frente cobrindo com a sua sombra o Sol, que era o único conforto que aquela florzinha sentia, o calor quentinho do sol que a embalava em sonhos de menina flor.
Aquele canteiro, estiava a olhos vistos, a cigarra lá no alto abria os dias com as suas sonatas estridentes, por entre a folhagem abrigavam-se os animais e as plantas, à mingua de sombra que a protege-se da escaldante aragem, a água faltava, no seu cantinho do canteiro, florzinha cantava, ou antes murmurava, seguindo a deixa das cigarras, uma triste cantilena, a sede esgotava-lhe as forças. E naquela tarde, cansada das maleitas, amargurada pela falta de amor e carinho a florzinha secara, o canteiro ficara mais triste, mas na outra ponta outra florzinha despontava, já pequenina, era o orgulho do canteiro, mas o pai flor estava demasiado ocupado e a mãe não queria saber.


Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 16, 2006

Petição Contra As Criminosas Taxas Moderadoras

Não sou a fovor de sistemas gratuitos, está mais que provado que esses sistemas geram vícios de forma, no entanto não posso deixar de repudiar esta atitude, que classifico de mercenária deste suposto governo socialista.
Eu até nem pago taxas moderadoras, por enquanto, pois sou dador de sangue, mas sei o que custará a muita gente ter de desenbolsar aquelas taxas, por conseguinte deixo-vos este link que abarbatei ao meu conterrâneo do http://www.bloguedealmeirim.net/, espero que ele não se importe. Pode até não dar em nada, mas é para que aquela camarilha de São Bento, perceber que ainda há alguns que não andam a dormir no meio desta trampa toda. Assinem a petição online o Link tá aí em baixo.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

Reestruturações, confusões e demais burrices!

O Governo anda mesmo às aranhas, eu já desconfiava que o Conselho de Ministros andava a torrar uns pós, a meter uns fumos, enfim a expandir a carola, mas agora fiquei com a certeza. António Costa, que está para o MAI como Portas esteve para a pasta do MDN, ou seja à nora, mais ceguinho que um morcego vesgo, num encontro de técnicos de luz. Dizia eu que o Sr. Ministro Costa, encomendou um estudo sobre as forças policiais a uma empresa de consultadoria, ainda não percebi bem o que é isto da consultadoria mas macacos me mordam se não abro uma coisas destas, recomenda o estudo várias mudanças no aparelho e modelo das forças policiais.
O Sr. Ministro Costa, apresenta o estudo como a coisa mais fiável do mundo, por cá agora está na moda, quando os decisores políticos não percebem nada do que estão a fazer, encomendam um estudo, se a coisa der para o torto, existe sempre a hipótese de dizer que os dados do estudo estavam errados ou que houve erros de interpretação.
Propõe, o tal estudo, que a Brigada Fiscal da GNR, seja extinta. Até concordo, caso claro está, sejam dadas condições à GNR de efectivamente exercer um controlo fiscal de fronteiras internas e externas, conforme à missão que actualmente está confiada à BF, que existam destacamentos costeiros dotados de pelo menos 2 lanchas rápidas por destacamento e área de intervenção, com equipas treinadas e equipadas para exercer fiscalização até às 12 milhas bem como nos estuários e rios, com meios aéreos atribuídos e com viaturas, sistemas de armas e transmissões em condições, se assim for até concordo com a extinção da BF.
Outra proposta pretende a extinção da BT, aqui, acredito que funcionou o método moeda ar, os senhores consultores atiraram a moedita para ver o que iam propor para fechar e deu-se este caso de pura imbecilidade. Sr. Ministro existirão seguramente, métodos melhores, para varrer a casa, para limpar os corruptos, extinguir a BT é uma imbecilidade, ao invés disso proponho que se invista na BT, na prevenção rodoviária, que se introduzam mudanças na legislação que legitimem e regulamentem o uso intensivo de radares, de câmaras de vídeo e demais equipamentos que permitam levar perante a justiça os prevaricadores, invistam em meios aéreos para a BT e em meios terrestres condignos equipados com câmaras térmicas, com radares de varrimento, dopplers e demais sistemas que ali ao lado onde começa a Europa já se utilizam, como um sistema informático actualizado com cruzamento de dados e verdadeiramente eficaz, não é preciso inventar nada, está tudo inventado, basta seguir os bons exemplos e adaptar à nossa realidade, é simples, tão simples quanto o tempo em que o raio do chimpanzé demora a apreender a reciclar, no entanto por cá os senhores, demoram e demoram.
Ainda não contentes, propõem os senhores consultores, verdadeiros génios, estes cavalheiros, reduzir os comandos distritais da PSP dos actuais 12 para 4 super estruturas de comando. Outra imbecilidade, alguém deveria explicar aos senhores, que a PSP, não é uma estrutura militar, é uma estrutura civil de policiamento de proximidade, o modelo que os senhores aconselham fará todo o sentido numa reorganização das Forças Armadas, que já deveria ter sido feita mas ninguém parece ter coragem para fazer.
Resulta portanto, que este estudo propõe aqui mais umas cretinices, que não têm qualquer justificação, porém se este estudo apresentasse a fusão das duas forças que actualmente exercem o policiamento, coisa que há muito que advogo como método de racionalização de meios, isso seria uma muito boa proposta, se neste estudo fosse dito que a AR não necessita de 2 (Duas) companhias cerca de duzentos homens, a bater charuto o dia inteiro, lá destacados, quando são é necessários nas ruas, isso seria uma boa proposta, se este estudo declarasse que por exemplo a GNR precisa de se aligeirada porque a sua estrutura de comando é demasiado pesada, pois tem servido para absorver os incapazes oriundos do Exército, Coronéis, Brigadeiros e Generais, esta seria uma boa proposta.
Como não diz nada disso este estudo é mais uma palhaçada, destina-se somente a cortar cegamente e sem critério de benefício do cidadão nem da optimização da Segurança, qualquer merceeiro faria melhor por menos dinheiro e com melhores resultados.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

sexta-feira, outubro 13, 2006

Hossana Senhor Eis a Luz da Salvação!

Ele acordara naquela manhã com a firme decisão de fazer história, caramba, todos tinham direito ao seu momento de brilho, no entanto o seu momento tardava em chegar, apesar daquela fugaz e celebre questão do jaguar, todos pareciam ter esquecido de quem ele era e do importante cargo que desempenhava.
- Uhmm, Uhmm, diacho que o troçulho estava entalado! – Pensava o nosso herói, enquanto as grossas pérolas da transpiração lhe escorriam pela alva fronte de menino copo de leite, mas bem sucedido na vida, e ao que consta com queda para o copo, que não de leite.
A obra estava complicada, o dejecto teimava em atrofiar nas paredes do final do intestino, resistindo à forçada evacuação. Urgia o tempo que o relógio não perdoava.
-Ordeno-te que saias! Declarava ele no seu tom de voz, bagaço do cais do Sodré. Mas a indómita poia não anuía. Assim como assim, até porque podia sempre ir a 215 à hora e invocar razões de estado, o nosso herói, botou-se a pensar.
Quanto mais pensava mais congestionado ficava a bosta, e ideias que é bom, meus amigos nada, um gigantesco e aterrador vazio. – Caraças, não devia ter mandado abaixo aqueles 6 uíesquesitos ontem, diabos levem o engenheiro mais as ideias parvas dele.
- Enquanto ruminava aqueles pensamentos, relia uma das revistas de grande informação à portuguesa, desaparecida a única que valia a pena ler que era a Grande Reportagem, o que restava era uma espécie de Maria em formato pretensioso de revista de informação, foi aí que os seus olhos rebrilharam de fulgor.
- Caramba é isto mesmo, tá aqui, tá bem que não será inovador, mas como a malta por cá, tem memória curta a coisa até pode passar e vai ser uma bomba.
- Como por milagre, o intestino descongestionara, o homem quisera e a obra saíra, ou seja obrara. Limpara o estrago sem atenção, com tão pouco cuidado que o papel, o tal de dupla folha tinha rompido, irisando de castanho a ponta dos dedos indicador e anelar. – Que se lixe, isto vai ser, a loucura, pá sou mesmo muito bom! – Dizia enquanto lambia a sua imagem reflectida no espelho ainda meio embaciado pela água a escaldar do banho.
Em cima do bidé, ainda aberta na página fatídica já amarelecida, jazia a visão antiga, de um anterior primeiro-ministro, homem sobejamente conhecido, principalmente por ter servido os cafés aos senhores, que congeminaram a invasão e saque do petróleo ao Iraque. Nessa página podia-se ler … Portugal já está em retoma…
Levado por aquela visão, à tarde o nosso herói, declara sem medo às televisões aos jornais a todo o mundo que; “ … a crise em Portugal acabou…” – É a isto minhas amigas e amigos que se chama uma ideia de merda.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quinta-feira, outubro 12, 2006

Provincianos!Quem, nós?

Durante o fim-de-semana tive uma crise de insónia, que normalmente curo com uma ida à minha tasca de eleição, degustando uns petiscos e regando tudo a branco ou tinto conforme esteja a maré, até um ocasional palheto ou uma supimpa água-pé.
Na roda de amigos, enquanto a chouriça rechinchava, esqueimaçada por uma excelente aguardente vínica de 70º, discutia-se o provincianismo, o que é ser provinciano ou não e por aí adiante, temas de provincianos. O meu amigo Zé, no uso da palavra, batia no maltedo da capital, por serem uns nabiças avoados, por andarem de carro para todo o lado, de encherem os passeios de carros de não usarem as toneladas de transportes públicos que têm e depois se queixarem do preço da gasolina.
Aparentemente isto não tinha nada que ver com provincianismo, mas tem. Tem porque ser provinciano não é falar com sotaque regional, ser provinciano não desconhecer que metro apanhar para o Cais do Sodré ou qual é o número do autocarro para o Rossio, isso é simples desconhecimento.
Ser provinciano é viver numa terreola, como Almeirim e andar de carro para todo o lado, quando a terreola se atravessa bem de ponta a ponta em 20 minutos, ser provinciano é construir prédios de 4 andares quando há espaço de sobra para fazer moradias, ser provinciano é querer ser uma coisa que não somos e malbaratar a excelente terra que aqui existiu, uma ilustre Almeirinense, que aqui exerceu a sua profissão médica, pessoa sobejamente conhecida por cá, disse um dia, … Almeirim como Vila era uma Vila bonita, como cidade é uma merda…
Não posso estar mais de acordo. Ser provinciano é adoptar modas imbecis como esta de entupir de carros uma terreola, que até chateia de tão plana que é, sendo que os únicos obstáculos que quem circula a pé encontra são as bestas dos automobilistas e motociclistas locais, que pouco ou nada respeitam a sinalização, e os carros nos passeios que as mesmas bestas estacionam em local proibido, para irem tomar café, para estar a falar com a vizinha, entre outras coisas de extrema urgência.
Este modelo de progresso que entrou no imaginário do povaréu ignaro, não cessa de me espantar, como não cessa de me espantar a capacidade, que os Portugueses têm de só copiar os maus hábitos e as imbecilidades, raras são as vezes em que vi serem adoptados bons hábitos de civilidade e de verdadeiro progresso, que ao contrário do que pensam estas alimárias asininas se mede pela qualidade de vida e não pelo betão. De que lhes valerá deixar, por vergonha, de dizer o “mê pai” e a “nha mãe” bem como outras expressões bem típicas da minha terra, para passar a falar à lisboeta, coisa que não tenho nada contra em Lisboa ou em alfacinhas, excepto nas séries portuguesas de época, onde falam todos à lisboeta é só rir, trabalho de actor, de composição de personagem zero, nadinha de nada.
Dizia eu que, de muito lhes vale abandonar as suas raízes e cultura, para adoptar a mentalidade do subúrbio, isto sim é ser provinciano, mas isto meus amigos os meus conterrâneos não percebem nem que lhes entre pelo olho do cu adentro, mas como dizia o outro …felizes dos ignorantes porque deles é o reino dos céus…

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

quarta-feira, outubro 11, 2006

Triste e Indignado II.

Quando eu julgava que pior não era possível, erro crasso, ainda não refeito da situação, eis que leio num jornal diário esta brilhante tirada, “Responsável da IGAI diz que é mais "sensato" permitir fugas do que mortes”, quem afirma isto é um cavalheiro que dá pelo nome de Clemente Lima, e é ao que parece o chefe dessa coisa que se chama Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI), para que serve, sinceramente não sei, é mais um daqueles lugares do tachito para entreter os amigos da cor certa.
Quando alguém com a suposta função e inerente importância, deste cavalheiro faz declarações desta natureza, o que devo eu que vivo do roubo dos bens alheios inferir, que tenho a porta aberta. Que posso continuar a fazer todo o tipo de tropelias que acabarei sempre por escapar, ora que excelente exemplo que esta laminária está a dar.
Diz ainda este ilustre e douto senhor, "É preciso nunca nos esquecermos de que estamos a falar de uma criminalidade urbana, com características específicas.” Oh rapaz deves ser o único que ainda não percebeu isso, porque a maltinha que é roubada e mora em centros urbanos, há muito que entendeu o que é esse tipo de criminalidade específica, alias Vexa. e os seus comparsas aí do IGAI e dessas tretas semelhantes, devem andar a dormir, pois a situação degrada-se ano após ano sem que nenhum desses senhores tão sapientes faça nada.
Esta declaração dá claramente a entender que os senhores que mandam não fazem a mínima ideia de como debelar o problema. E como isso acontece? Simples, por pura ignorância e inépcia, porque infelizmente coisas que devem se levadas a sério estão entregues aos amiguinhos de partido que assim durante 4 anos arranjam um tachito porreiro.
Continuou o dito senhor com mais esta pérola, “Mas também admito que exista falta de preparação específica no que toca à utilização das armas de fogo…”E porquê, pergunto eu? Simples, porque o dinheiro do orçamento de Estado ao invés de ser gasto em coisas importantes é gasto em TGV’s e contas de telemóvel e assessores e estudos e todo o tipo de porcarias sem préstimo, este como outros Governos anteriores, é um governo de incompetentes e ineptos, no que concerne à segurança interna e defesa. A lei de utilização de armas é miserável e estúpida, mas eles lá continuam todos contentes e a proferir as mais estapafúrdias absurdidades como as do artigo em que se baseia este post aqui no Barão.
Já com pouco para dizer alias as declarações que prestou no referido artigo são uma anedota pegada, este apóstolo da clemência refere ainda, “"Preocupa-me a falta de cadeias de comando que poderiam evitar mortes desnecessárias.” Esta para mim é uma frase chave, é o mais completo atestado de estupidez passado a quem governa, pois como todos devem saber as cadeias de Comando destas coisas são da responsabilidade dos governos que os nomeiam, logo se não existem a culpa de quem é? Outro problema quanto a mim grave é entregar a IGAI ou outro tipo de instituições similares à chefia de Juízes e rapaziada do género, facto que é facilmente comprovado, pela morte, essa sim de lamentar, de profissionais das polícias que no cumprimento do seu dever foram assassinados, exactamente porque a doutrina que os comanda é permissiva e relativiza o uso da arma coisa que os bandidos não fazem. Ao não colocar profissionais qualificados, com formação policial, gente que sabe aquilo que anda a fazer e como deve ser feito, nestas instituições, preteridos a favor de Juízes e magistrados que como temos visto nem de Leis percebem, quanto mais de polícia, continuaremos a ter isto, este faz de conta que é a Segurança em Portugal.
Termino com uma coisa que me faz confusão no discurso destes senhores, que é a relativização dos roubos, dou-vos um exemplo, eu que sou um pobre diabo contratado a termo que ganho 450 Euro por mês se me roubam 50 Euro isso para mim é um grande roubo, já que significa uns dias mais complicados, para o senhor ministro é de somenos importância pois se lhe limparem 50 do ordenadito ele nem nota, tenho um conselho para todos os senhores que relativizam os roubos praticados sobre outros, que é o seguinte, vão todos para a libidinosa meretriz que vos deu a luz, corja de impotentes ide fazer felácios a cavalos e que um raio de luz celestial vos trespasse o esfíncter anal.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

terça-feira, outubro 10, 2006

Triste e Indignado!

Estou triste e quero deixar aqui um voto de protesto contra a Guarda Nacional Republicana! Caramba a vossa falta de pontaria não é admissível, deixam sempre escapar vivos os energúmenos que perseguem, como no caso mais recente, onde aquele pobre moço, que é uma excelente pessoa, de junto com aquela menina de excelentes famílias como nos foi dado a ver na televisão, resolveram deslocalizar uma viatura por puro prazer lúdico, eles não queriam fazer mal a ninguém, caramba quantos de vós não afanasteis já uma carripana para dar umas voltas com uma miúda a ver se lhe punham a passarinha ao léu, confessai-vos oh ignara corja de alegres e prazenteiros bonacheirões do gamanço.
O moço ao que sei, era um exemplo da comunidade, prisional, com um cadastro de fazer inveja aos irmãos Dalton, apesar da tenra idade, 21 ou 22 anos, mas tadinho, ele não é mau, tal como os outros pobres quatro rapazes de Matosinhos, foi a sociedade que os corrompeu, que os impediu de estudar, que os não deixa trabalhar e lhes dá o rendimento mínimo, esta sociedade vil que avilta a alma e corrompe o corpo, eles andam só a divertir-se, com os bens dos outros é verdade, mas não é roubo, é brincadeira, pura gaiatice de meninos pobre e enjeitados a quem a mãe de certeza deu muitas bolachas Maria, ficando assim a cérebro entupido de bolacha, dando origem aquelas criaturas, cândidas e pacatas mas brincalhonas e traquinas, uns anjos que só precisam de amor carinho e compreensão.
Por isso apelo às pessoas de Matosinhos e de Gaia, não tranquem as portas de casa nem dos carros, facilitem a vida a estes moços que só querem ser felizes, sejam humanos, estas pobres ovelhas só precisam de uma ajuda, pois porque os 400 eurozitos do rendimento mínimo não chegam, ajudem a iluminar os seus caminhos, deixem sempre as luzes das lojas acesas para eles puderem gamar à vontade sem se magoarem, deixem também o ouro à vista e umas notitas de 200 ou 500 num sitío visível e já agora apelo também ao vosso espírito cristão deixem sempre que possível um lanchezinho, estes pobres cordeiritos são oriundos de bairros degradados, não se deixem enganar lá porque eles vestem roupa mais cara que aquela dos vossos filhos e estão arreados de mais ouro que o Mr. T e que os telémoveis deles sejam topo gama, enquanto o vosso até dificuldade em enviar mensagens já tem, no fundo eles passam dificuldades, já pensaram quanto custa alimentar 3 ou 4 cães pitbull, e manter o carrito tuningue com as bufadeiras a brilhar, por isso ajudem por favor.
Estou indignado, porque ontem à porta do Tribunal de onde foi presente a um juiz o Heróico Militar da GNR que baleou e bem o imbecil que gamou o carro e tentou atropelar os guardas, estava uma manifestação de amigos e familiares da "vítima", vejam bem, ao estado a que este país de merda chegou, os amigos e familiares daquele traposo infecto vão manifestar-se para a porta do tribunal, em apoio ao nojento galfarro ladrãozeco pilha galinhas de merda, e apupando o Militar da GNR.
Caramba isto está tudo ao contrário, então onde estão os cidadãos honestos que deviam aos milhares estar, ali à porta daquele tribunal a mostrar o seu apoio à GNR e ao seu homem que e bem volto a repetir, no exercício da missão que lhe está confiada atirou num imbecil nojento, sim porque o GNR está a defender o vosso cu, oh cambada de vermes sem espinha, os vossos antepassados que correram com a canzoada muçulmana daqui à espadeirada, que desbarataram a rataria espanhola em Aljubarrota e que da Roliça ao Buçaco e à Ponte de Amarante, mostraram aos ranhosos esbirros de Napoleão com quantos paus se faz uma canoa, devem estar muito orgulhosos dos seus descendentes, que bela caterva de carneiros eunucos.
Que triste corja de castrados que sois oh gentes do meus país, e por aqui me fico para não ser ainda mais ofensivo, o outro é que tinha razão, quando escrevia sobre a corja.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia

segunda-feira, outubro 09, 2006

Se pudesse deixava já de ser Professora! *

Frase lapidar do estado de ânimo nas hostes docentes. Não raras vezes, escrevi acerca da profissão professor, que creio deva ser encarada como uma espécie de sacerdócio, infelizmente não é. Infelizmente ser professor nos dias que correm é triste, é miserável e pouco aliciante.
Generalizando não conheço nenhuma outra profissão em que as incertezas são mais que as certezas, em que se trate tão mal quem trabalha e cuida do ensino das futuras gerações. Claro que muito do que acontece hoje é fruto, do regabofe que durante anos a fio se instalou no ensino, abusos de toda a ordem e por aí adiante. Claro que como classe a classe profissional dos Professores deixa muito a desejar, há uma corja elitista de nariz emproado, presente em todas as escolas que é um nojo, que tem muitas culpas no cartório, do regabofe anterior e que pela mera questão de possuir mais tempo de serviço vai sair beneficiada, com estas novas alterações.
Continuo a dizer que 50% dos que dão aulas, não prestam nem são competentes para o fazer, daí também a degradação do ensino. No entanto, as broncas e barracadas politiqueiras são de longe, quem reserva a maior fatia de culpabilidade pelo actual estado do ensino. As novas medidas do Ministério são, de uma estupidez a toda a prova, professores titulares e professores não sei das quantas, uma cretinice pegada, que se destina somente a impedir as pessoas de progredirem na carreira com os consequentes aumentos, é uma vergonha.
Se o Ministério realmente se preocupasse com a qualidade dos professores, faria rever os cursos que os formam e que são uma palhaçada, bem com a dita profissionalização que é outra palhaçada, se o Ministério tivesse a mínima noção do que anda a fazer, iria rever os moldes de concurso para docentes, não fecharias escolas, antes abriria mais, com condições, não como muitas das actuais funcionam.
O Concurso deste ano lectivo foi mais uma vergonha, colocações fraudulentas, horários guardados para os amigos, professores contratados à frente de professores dos quadros, listas desaparecidas, enfim um grande rol de imbecilidades que só foram esquecidas porque o ministério soltou a suprema bomba da cavalidade com a proposta para as alterações ao Estatuto da Carreira Docente.
Ser Professor devia vincular o docente à intuição da sacralidade da sua actividade, longe disso, é hoje uma profissão desacreditada, muita culpa aos docentes, uma profissão sem futuro e miseravelmente paga, no meio disto tudo, uma certeza podemos ter, com os Docentes neste estado, a Educação em Portugal continuará a ser miserável, o insucesso continuará a grassar nas escolas, por mais projectos imbecilóides que se façam, hipotecando assim as futuras gerações, os nossos filhos serão uns imbecis.

* Título de um artigo do Público.

Um abraço, deste vosso amigo
Barão da Tróia